Clarissa Garotinho condenada a indenizar Zveiter em 100 mil por danos morais
09/01/2019 | 19h28
Após a condenação da ex-governadora Rosinha Garotinho por improbidade administrativa por desvio de 234 milhões da Saúde, com sentença que a obriga Rosinha a pagar 236,5 milhões, inclusos multa e indenização por danos morais, a filha deputada Clarissa Garotinho teve divulgada a sua segunda condenação por danos morais contra o desembargador Luiz Zveiter, no valor de 100 mil reais cada uma.
Repetiu as bobagens do pai Garotinho
Ela foi condenada pela juíza Flávia Gonçalves Moraes Alves, da 14ª Vara Cível e, além do valor monetário, Clarissa deverá retirar imediatamente das suas redes sociais textos e falas ofensivas ao magistrado, sob pena de multa de até R$ 50 mil.
Trecho da sentença
“A ré, aproveitando-se de informações caluniosas, injuriosas e ofensivas veiculadas na mídia e nas redes sociais por Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, as reproduziu, fazendo acusações absurdas e inverídicas contra o autor. Ressaltou, o autor, que, nos idos de novembro de 2017, a ré chegou a postar um vídeo em suas redes sociais, aduzindo, inveridicamente, que o mesmo teria caído na 'banda podre' do Poder Executivo e do Poder Legislativo do Rio de Janeiro e, mesmo assim, continuava intocado.”
Família Garotinho nos tribunais
A coisa está ficando a cada dia mais feia para os políticos da família Garotinho, Além das várias e graves condenações de Rosinha e Garotinho, e as duas da filha Clarissa, o filho deputado Wladimir responde a uma séria Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TRE/RJ pedindo a sua cassação e a do seu correligionário deputado estadual reeleito Bruno Dauaire por Abuso do Poder Econômico e Captação Ilícita de Sufrágio. Por supostamente a dupla ter comprado votos na Penha, nas últimas eleições, através de cabos eleitorais, inclusive, com um vídeo que mostraria o momento em que um cabo eleitoral estaria entregando notas de 50 reais a eleitores.
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Wladimir apela para deputado do PSOL retirar pedido de cassação do seu mandato
26/12/2018 | 17h40
Pedido de arrego ao PSOL 
Certo de que a sua situação e a do deputado Bruno Dauaire a cada dia se complica mais, Wladimir Garotinho está apelando para tentar sustar a Ação de Investigação Eleitoral. Wladimir teria sido flagrado em conversa telefônica querendo que o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) faça o PSOL retirar o pedido de cassação do seu mandato por compra de votos. A notícia foi divulgada hoje na coluna do jornalista Cássio Bruno em O Dia.
TRE dá prazo para defesa
De nada adiantou o deputado federal diplomado Wladimir Barros Assed Matheus de Oliveira (vulgo Wladimir Garotinho) tentar manipular a opinião pública colocando a culpa em adversários, sem nada explicar de concreto sobre a Ação de Investigação Judicial Eleitoral por Abuso do Poder Econômico e Captação Ilícita de Sufrágio, movida pelo PSOL, a popular compra de votos.
 Na última sexta-feira, o desembargador-corregedor Carlos Santos de Oliveira, do TRE, mandou que ele e o seu correligionário e ex-patrão Bruno Dauaire, ambos réus na Ação, fosse notificados para que apresentem as suas reais defesas na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura as denúncias de compra de votos a 50 reais no bairro da Penha durante as últimas eleições, em uma suposta reprise da notória “Cinquentinha”, que investigou o mesmo tipo de prática quando a sua mãe Rosinha foi candidata.
 “Citem-se os investigados, para, querendo, apresentarem defesa no prazo de cinco dias, nos termos do disposto no art. 22, inciso I, alínea “a”, da Lei Complementar n.º 64/90.”, despachou o corregedor do TRE. Veja baixo:
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Suposto comprador de votos é ex-DAS de Rosinha e assessor de Bruno, chefiado na Alerj por Wladimir
24/12/2018 | 14h55
Bruno Dauaire, Paulo Henrique Barreto Barbosa (PH) e Wladimir Garotinho cultivam fortes e antigos laços eleitorais e de cargos (Arte/Somos)
Bruno Dauaire, Paulo Henrique Barreto Barbosa (PH) e Wladimir Garotinho cultivam fortes e antigos laços eleitorais e de cargos (Arte/Somos)
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TER/RJ proposta pelo Diretório Estadual do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade/RJ) e a Coligação Mudar é Possível (PSOL-PCB) pedindo a cassação do deputado federal diplomado Wladimir Barros Assed Matheus de Oliveira (PRP) (vulgo Wladimir Garotinho) e a do seu correligionário deputado estadual reeleito e diplomado Bruno Dauaire por Abuso do Poder Econômico e Captação Ilícita de Sufrágio tem levado a revelações surpreendentes.
 
Cinquentinha em reprise
Um dos réus nessa Ação, o cabo eleitoral de Wladimir e Bruno, Paulo Henrique Barreto Barbosa, vulgo PH, juntamente com outras pessoas, teria supostamente realizado a compra de votos para a dupla, pagando a emblemática quantia de 50 reais a eleitores na Penha. A denúncia traz farto material fotográfico e de vídeo que comprovariam a prática.
DAS de Rosinha e assessor de Bruno chefiado na Alerj por Wladimir
O detalhe é que o cabo eleitoral “PH”, Paulo Henrique Barreto Barbosa, foi nomeado em 25 de junho de 2013 e atuou como DAS 7 no governo de Rosinha Garotinho, mãe de Wladimir e, posteriormente, foi nomeado, em 12 de abril de 1017, como assessor parlamentar no gabinete do deputado Bruno Dauaire, que foi chefiado por Wladimir Garotinho.
ccc
Suposto comprador de votos para Wladimir e Bruno foi condenado na Chequinho
Além disso, “PH” foi candidato a vereador em 2016, não se elegendo, mas fazendo parte do grupo dos 34 investigados na “Operação Chequinho” que desbaratou o escandaloso esquema de compra de votos nas eleições de 2016, sendo condenado pelo Juiz Eleitoral Eron Simas dos Santos a 8 anos de inelegibilidade por envolvimento naquele esquema de compra de votos.
Laços
Com se vê, devidamente documentado após pesquisa, existem fortes e antigos laços entre os acusados na Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) proposta pelo PSOL. Resta agora que a Corregedoria do TRE/RJ apure esses fatos.
Outros envolvidos
Além disso, outros notórios militantes da Facção Rosa, um ex-vereador e um ex-secretário, homem forte do governo Rosinha, também teriam atuado no esquema da Penha, e estamos apurando o seu envolvimento e recolhendo provas fotográficas da ação desenvolvida no entorno da zona eleitoral da Penha.
 Esclarecimentos
Novamente o blog põe o seu espaço a disposição dos envolvidos citados na reportagem para que dêem as suas explicações, caso as tenham e queiram fazê-las.
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PSOL pede cassação de Wladimir e Bruno por suposta compra de votos a 50 reais
19/12/2018 | 22h39
Arte Somos Online
O Diretório Estadual do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade/RJ), e a Coligação Mudar é Possível (PSOL-PCB), com base no art. 22 e seguintes da Lei Complementar nº 64/1990, propuseram uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TER/RJ contra o deputado federal diplomado Wladimir Barros Assed Matheus de Oliveira (PRP) (vulgo Wladimir Garotinho), e o deputado estadual diplomado Bruno Dauaire (PRP) por Abuso do Poder Econômico e Captação Ilícita de Sufrágio.
O site Somos Online teve acesso exclusivo a inicial da Ação
 Os autores da Ação acusam a dupla de ter comprado votos na Penha nas últimas eleições através de cabos eleitorais, inclusive com um vídeo que mostraria o momento em que um cabo eleitoral estaria entregando de notas de 50 reais a eleitores. Leiam trechos da denúncia abaixo:
“Em 07 de outubro p.p., no bairro da Penha, município de Campos dos Goytacazes, localidade na qual a maioria dos moradores é de pessoas humildes, vítimas da chamada “lei do silêncio”, imposta pelo receio de represálias, durante todo o dia das eleições foram oferecidos churrascos em residências próximas aos locais de votação, sendo certo que eleitores eram abordados a entrar no local e de lá saiam direto para a seção eleitoral.
Essa situação, que permaneceu durante todo o período de votação, repita-se, sem qualquer temor ao exército que estava nas ruas do município, foi objeto de diversas denúncias, sendo, portanto, tais fatos de conhecimento do juízo da 100ª Zona Eleitoral e da Delegacia de Policia Federal.
 As práticas ilegais não pararam por ai, o grupo político dos Réus, na certeza da impunidade e acreditando que “a lei do silêncio” imperaria no local, por meio do cabo eleitoral Paulo Henrique Barreto Barbosa, ora 3º Réu, no mesmo bairro da Penha, próximo ao colégio eleitoral CIEP Nina Arueira, localizado na Rua Nossa Senhora da Penha, abordava pessoas para oferecer-lhes dinheiro em troca de seus votos, sem qualquer receio de ser flagrado.
 Conforme se extrai do vídeo anexo, o Réu Paulo Henrique, juntamente com outras pessoas, dentre elas uma de nome Idário Ribeiro, popularmente conhecido como Linho da Penha, aliciavam pessoas e escancaradamente davam-lhes dinheiro indicando em quem essas pessoas deveriam votar…”
 “…tal situação foi encaminhada à Polícia Federal no mesmo dia das eleições, 07/10/2018, bem como comunicado à fiscalização eleitoral, que, infelizmente, não conseguiu efetuar o flagrante. No entanto, tem-se notícia que as pessoas envolvidas na gravação anexa foram ouvidas pelo Juízo da 100ª Zona Eleitoral, que determinou abertura de Inquérito Judicial Eleitoral para apurar a prática do crime de corrupção eleitoral, art. 299 CE.”
 “No vídeo anexo, observa-se claramente o Réu Paulo Henrique abordando a senhora CRICIANE PEIXOTO, que chegava ao local de votação acompanhada de LARIZA SANTOS e LUIS FELIPE, e, contando com a ajuda e cobertura de Idário Ribeiro (Linho da Penha), efetuando a compra do voto.
 Como pode ser observado do vídeo, toda a ação do Sr. Paulo Henrique se dá de forma camuflada, às escondidas, de modo a evitar que pudesse ser flagrado.
 Na imagem abaixo, extraído do vídeo, verifica-se o conteúdo das mãos do Sr. Paulo Henrique, o que demonstra ser uma nota de R$ 50,00 (cinquenta reais):”
“Como se vê, resta evidente a compra do voto da Sra. Criciane Peixoto, que anuiu em vender seu voto em troca de R$ 50,00 (cinquenta reais), tudo assistido pelos espectadores antes mencionados.
 A relação do Réu Paulo Henrique (pessoa que aparece comprando votos) com os outros Réus é de extrema confiança, o que pode ser verificado da sua página de rede social Facebook, em que o mesmo demonstra seu engajamento na campanha do Sr. Wladimir e do Sr. Bruno Dauaire.”
 “A Sra. Criciane Peixoto, eleitora que vendeu seu voto para os Réus, não demonstra possuir qualquer ligação com a política, não havendo nenhuma demonstração desse tipo de interesse em suas redes sociais, sendo, talvez, as suas dificuldades financeiras e a sua total falta de consciência que a tenham levado a praraticar tal delito.”
 “OPERAÇÃO “VERDE OLIVA” E ABUSO DE PODER NAS ELEIÇÕES
 No dia 16 de outubro de 2018, foi realizada a operação policial “verde oliva” pela policia civil do Estado em parceria com o GAECO, para combater o tráfico de drogas no município de Campos dos Goytacazes e o crime organizado.
 Inicialmente, as investigações que deram origem a operação “verde oliva” buscavam encontrar os assassinos do militar, do Exercito Brasileiro, Hugo Soares Alvarenga. Entretanto, no curso das investigações, vários outros crimes foram sendo desvendados, todos ligados ao tráfico de drogas no Pq Eldorado, no município de Campos dos Goytacazes.
 No dia da operação foram liberados alguns trechos das escutas telefônicas gravadas com a autorização da justiça, dentre elas destacou-se o fato que havia determinação sobre quais candidatos poderiam entrar na comunidade para fazer campanha e quais não poderiam entrar sob pena de morte.
 A reportagem da emissora afiliada da rede globo InterTV, no dia da operação, encontrada por meio da URL: https://globoplay.globo.com/v/7092134/, não deixa margem de dúvidas quanto ao ardil utilizado para a prática do crime de corrupção eleitoral e abuso do poder.
 Nos trechos divulgados pela emissora, destaca-se aviso de CASSIANO SOARES DA SILVA VICENTE, vulgo Cotó, determinando a proibição que candidatos entrassem no bairro (11:29min), vídeo anexo, referente ao link acima:
 “COTÓ”: “Esses ‘vereador’ aí não tem que entrar aí para o Eldorado pra fazer carreata não. Manda voltar tudo, viu? ‘Pó manda’ voltar. Se entrar vai morrer! Quero ninguém no Eldorado não. Vaza! Vaza por aqui não. Vaza por aqui pela Codin… mete o pé!”.
 Outro trecho da decisão que recebeu a denúncia nos autos do processo nº 0032738-67.2018.8.19.0014, originário da operação “verde oliva”, merece reprodução:
 “Destaca-se que, pelos elementos constantes dos autos, é possível se dimensionar o tamanho do poder e autoridade que é exercida pela referida organização criminosa sobre o bairro do Parque Eldorado, o que é evidenciado nas conversas transcritas às fls. 329-D/329-E, nas quais Cassiano se dirige a alguns de seus subordinados atuantes na segurança do local, proibindo a entrada ou a carreata de qualquer candidato político que não estivesse acompanhado do nacional Júlio César, determinando que, caso alguém não cumprisse a ordem emanada, esse alguém deveria ser morto.” (Sem grifos no original).
 Os trechos divulgados não narram qual candidato teve autorização para entrar na localidade, no entanto, pela campanha dos candidatos da região, verifica-se que os dois primeiros Réus foram os únicos que puderam fazer campanha no Parque Eldorado.
 Quando consultado o resultado das eleições, verifica-se que o 1º Réu teve expressiva votação na localidade acima mencionada, sendo o candidato federal mais votado de lá, tal como ocorreu com o segundo Réu, para deputado estadual.
 Ademais, ao que tudo indica, o 1º Réu tem estreitas ligações com Júlio Cesar (Julio Cesar Xavier Ribeiro, vulgo Juninho da Jabiraca), citado na decisão que recebeu a denúncia acima mencionada.
 Registre-se que o Sr. Julio Cesar também foi agraciado com um vultuoso contrato com o Município de Campos dos Goytacazes na mesma época em que a mãe do 1º Réu, Sra Rosinha Garotinho, era prefeita.
 “Além da forte ligação existente entre o grupo político dos Réus e a pessoa indicada como a única que poderia levar candidato ao Parque Eldorado (Júlio Cesar), em outro trecho da interceptação telefônica que aparece na reportagem (11:55min), fica evidente o motivo pelo qual os dois primeiros Réus foram escolhidos:
 Cotó” – “Então a proposta é ajudar ele e… pra ele ganhar. Falou que ia ajudar emprego, advogado, falou vinha aqui na cadeia conversar comigo aqui e falou que ele tendo ajuda aqui e ele ganhando dá um salário todo mês”.
 Como se vê, a compra do apoio político do mencionado “Cotó”, que exercia uma grande autoridade local e, por isso, garantiria muitos votos aos Réus (o que de fato aconteceu), deu-se por meio de oferta de emprego, salário mensal e advogados, o que configura a conduta descrita no art. 41-A da Lei das Eleições.
 Não restam quaisquer dúvidas quanto a ilegitimidade da eleição dos dois primeiros réus, que não tiveram seus votos conquistados de forma livre como se espera num Estado Democrático de Direito, mas pela prática deplorável de abuso de poder econômico e corrupção eleitoral.”
 Ao final os autores PSOL e Coligação Mudar é Possível (PSOL-PCB) pedem a cassação dos dois deputados:
 “Como pode ser facilmente percebido o ato praticado pelos Réus se amoldam a conduta descrita no art. 41-A da Lei das Eleições.
 Não restam dúvidas que a aplicação da cassação do registro/diploma se faz necessária como forma de punir os Réus pelo desrespeito a vontade do eleitor que foi viciada pela oferta de benesses em troca de seus votos.
 Ante o exposto, não há alternativa senão a aplicação aos Réus das penalidades previstas para a violação ao artigo 41-A, da Lei nº 9.504/97, bem como condená-los por abuso do poder econômico, nos termos da Lei nº 64/90. O abuso do poder é um mal que deve ser constantemente combatido por todo sistema de justiça, principalmente pela justiça eleitoral, porque é capaz de macular a legitimidade do resultado eleitoral.”
Entre as testemunhas que figuram na ação estão O DELEGADO LUIS MAURÍCIO ARMOND – titular da 145ª Delegacia de Polícia de Guarus, e DR. SÉRGIO FONSECA – Promotor de Justiça do Estado do Rio de Janeiro integrante do GAECO.
 Leia a inicial da Ação na íntegra abaixo
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Nota do TRE-RJ sobre a fiscalização da propaganda em universidades
26/10/2018 | 17h09
Conforme salvaguardado pela Constituição Federal, as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. Manifestações políticas e ideológicas, em especial aquelas realizadas por estudantes em instituições de ensino, são inerentes ao processo democrático e à liberdade de expressão, assegurados constitucionalmente.
Por outro lado, nos termos do art. 37, da Lei 9.504/97, não é permitida a propaganda eleitoral ou partidária em bens de uso comum. A atuação das equipes de fiscalização tem como propósito tão-somente coibir condutas que estejam em dissonância com a legislação eleitoral. As recentes ações de fiscais eleitorais em instituições de ensino no estado do Rio de Janeiro foram desdobramentos de decisões judiciais fundamentadas, a partir de denúncias oriundas de eleitores e da Procuradoria Regional Eleitoral.
A fiscalização da propaganda tem atuado em conformidade com as normas vigentes e de forma democrática, com a prudência e a sensibilidade que as circunstâncias políticas demandam.
Assento que eventuais irresignações com as ações empreendidas podem ser deduzidas pela via judicial própria, observado o devido processo legal, de modo a assegurar legitimidade de todo o procedimento e autoridade dos provimentos jurisdicionais.
Esclareço, ainda, que determinei aos juízes eleitorais que procedam com a máxima cautela neste momento, acompanhando, com a proximidade necessária, todos os atos praticados, notadamente aqueles relacionados à apreensão de materiais, conciliando a liberdade de manifestação com a isonomia entre os candidatos.
Solicito a colaboração do cidadão fluminense no sentido de evitar propagar, pelas redes sociais, afirmações falsas ou de origem duvidosa, causando alardes desproporcionais, em período sensível, em decorrência de concepções inverídicas. Nos últimos dias, por exemplo, circularam notícias de suposta prisão do Diretor da Faculdade de Direito da UFF ou da retirada de faixas com os dizeres "Marielle Vive", o que não condiz com a realidade.
Neste momento final, principalmente dada a polarização política existente, a contribuição de todos é fundamental, de forma a garantir a adequada condução dos trabalhos eleitorais, a tutela dos direitos constitucionais dos atores políticos e da população do nosso estado e a higidez do processo eleitoral como um todo.
Desembargador Carlos Eduardo da Fonseca Passos
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro
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Concessão do Aeroporto de Campos foi autorizada pelo Ministério dos Transportes
26/10/2018 | 11h43
O Aeroporto Bartolomeu Lisandro, idealizado pelo então deputado federal Bartolomeu Lisandro de Albernaz e inaugurado em 19 de outubro de 1952 em área adquirida pela Prefeitura Municipal de Campos, passando a ser administrado a partir de 1987 pela Infraero por determinação do Ministério da Aeronáutica, após 31 anos, no âmbito da administração municipal após longa e determinada luta do governo Rafael Diniz, teve a sua concessão a empresa particular autorizada pelo Ministério dos Transportes, Porto e Aviação Civil.
Concessão deferida
 
Atendendo ao requerimento da Prefeitura Municipal de Campos, uma decisão do Ministério dos Transportes, Porto e Aviação Civil, assinada pelo ministro Valter Casimiro Silveira, deferiu a concessão do Aeroporto Bartolomeu Lizandro requerida pelo Município de Campos dos Goytacazes para exploração da infraestrutura aeroportuária civil por empresa particular.
 
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 25 de outubro. Leia, na íntegra, abaixo:
 
GABINETE DO MINISTRO
 
PORTARIA Nº 522, DE 24 DE OUTUBRO DE 2018
 
Confere anuência à concessão da exploração do Aeroporto Bartolomeu Lisandro (SBCP) delegado ao Município de Campos dos Goytacazes-RJ.
 
O MINISTRO DE ESTADO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o § 2º do art. 3º do Decreto nº 7.624, de 22 de novembro de 2011, o art. 57 da Lei nº 13.502, de 1º de novembro de 2017, o art. 36 da Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, o § 2º do art. 6º da Lei nº 12.379, de 6 de janeiro de 2011, o art. 12 da Portaria SAC-PR nº 183, de 14 de agosto de 2014, e considerando o requerimento formulado pelo Município de Campos dos Goytacazes – RJ nos autos do Processo Administrativo nº 50000.025846/2018- 68, resolve: Art. 1º Conferir anuência à concessão da exploração do Aeroporto Bartolomeu Lisandro (SBCP), delegado ao Município de Campos dos Goytacazes-RJ. Art. 2º A anuência de que trata o art. 1º limita-se à exploração da infraestrutura aeroportuária civil do referido aeroporto. Art. 3º Fica revogada a Portaria nº 53, de 23 de novembro de 2015, da então Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República – SAC/PR. Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
VALTER CASIMIRO SILVEIRA
A concessão da exploração do aeroporto e a sua modernização é vista como uma ferramenta para alavancar o progresso da região e atende aos anseios das grandes empresas que atuam na área portuária e do petróleo.
 
O projeto de modernização do Aeroporto elaborado pelo município foi apresentado em 11 de julho deste ano, em Brasília, pelo secretário executivo do Comitê Gestor de Parceria Público Privada, Thiago Dias, durante reunião com o secretário Nacional de Aviação Civil (SAC), Dario Rais Lopes. A iniciativa fez parte de mais uma etapa do projeto de ampliação e modernização do aeroporto:
 
— Este foi mais um passo dado pela prefeitura para que seja viabilizado projeto de modernização do aeroporto. É mais uma medida do governo Rafael Diniz, tendo em vista que o aeroporto é de grande interesse do município, principalmente, para o desenvolvimento econômico de Campos e região — informou Thiago Dias.
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O milionário Wladimir e as curiosas declarações de bens dos Garotinhos
17/08/2018 | 12h54
As declarações de bens dos candidatos a cargos eletivos podem ser consideradas, no mínimo, curiosas. Utilizamos desse eufemismo para não ferir alguma lei eleitoral, ou egos mais suscetíveis às revelações e questionamentos da imprensa.
Um bom, talvez não, mas um intrigante exemplo são as declarações de bens dos candidatos da família Garotinho.
Garotinho: “O Tempo não Para”
Declaração em 2010
Declaração em 2010
Em 2010, Garotinho, o chefe do clã, declarou possuir:
Uma casa (a famosa da Lapa) no valor de R$45.000,00.
 Um terreno em São João da Barra (Loteamento dos Bem-te-vis), na praia de Atafona, no valor de R$2.000,00.
Quotas de Capital da Palavra de Paz Produções LTDA no valor de R$32.000,00,
 Quotas de Capital da W11 Consultoria e Assessoria Empresarial LTDA Brasil no valor de R$1.000,00.
 Totalizando R$80.000,00 em Bens
Em 2018, Garotinho, o chefe do clã, declarou possuir:
Declaração em 2018
Declaração em 2018
Casa – R$45.000,00
 Terreno – R$2.000,00
 Quotas ou quinhões de capital – R$9.000,00
 Crédito decorrente de empréstimo – R$33.174,20
 Quotas ou quinhões de capital – R$116.000,00
 Totalizando R$205.174,20 em Bens
 Criogenia
Aparentemente, o mesmo estranho fenômeno de congelamento da nova novela da Globo “O Tempo não Para” parece ter atingido a famosa “Casinha da Lapa” que, mesmo com as amplas reformas, a valorização natural dos imóveis em Campos e a fama, esse um fator que não podemos afirmar como atua sobre o seu preço, após longos oito anos, continua sendo declarada por Garotinho pelos mesmos R$45.000,00.
 Nem a cerca…
 A mesma criogênica reação físico-química parece ter atingido o seu terreno em São João da Barra, que continua sendo declarado pelos mesmos R$2.000,00 de oito anos atrás. Esse valor hoje certamente não cobriria o custo de uma boa cerca de arame farpado em torno da propriedade…
Uma rápida pesquisa mostra que naquele município já não existem terrenos de loteamentos com esse valor há muito tempo. Na realidade, eles são cotados de 50 mil reais a 350 de acordo com a sua localização. Seria bom que Garotinho se atualizasse para não incorrer no risco de, eventualmente, vender a sua propriedade no município vizinho por um preço irrisório.
Clarissa: Salto triplo olímpico
Mostrando grande talento para as artes monetárias e econômicas, em apenas 4 anos a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS) conseguiu aumentar o seu patrimônio em incríveis 300%, dando um salto triplo olímpico de R$ 46.585,95 para generosos R$190.978,51.
 E ela soube investir. Somou, na atual declaração, um apartamento avaliado em R$ 85.203,25, R$ 5 mil em espécie, duas contas bancárias no total de R$ 70 mil, e um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios de R$ 30 mil.
Esse período de geométrica progressão financeira foi dividido entre a sua atuação como deputada federal e a de Secretária de Trabalho e Emprego do município do Rio.
Wladimir: O milionário da família
A estrela desta constelação de gênios políticos/financeiros é Wladimir Garotinho que, apesar de não ter sido deputado, prefeito, ou governador, e atualmente trabalhar como chefe de gabinete de deputado estadual, pode ser chamado, sem medo de injustiça, de o milionário da família.
Alçando o seu primeiro voo em direção a um cargo eletivo, tentando a deputança federal, o milionário Wladimir já decola turbinado pela maior declaração de bens da família Garotinho, com polpudos, e pela dinâmica atuação, até modestos, R$1.491.242,70 (um milhão, quatrocentos e noventa e um mil, duzentos e quarenta e dois reais e setenta centavos) em bens, distribuídos em três terrenos de R$77.618,18, um terreno de R$20.000,00 (esse mais barato é dez vezes mais caro que o terreno declarado pelo pai), em um total de R$252.854,54 em terrenos. Mas o forte dele está em “quotas e quinhões de capital” R$624.000,00, e “outro bens e diretos” R$470.000.00, dinheiro em espécie R$100.000,00, e aplicações de renda fixa (CDB, RDB e outros) R$38.978.59.
Ele é um sucesso!
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"Rosinha devia aplicar um corretivo nessas crianças"
08/08/2018 | 11h49
 O provável embate eleitoral interno da família Garotinho com as candidaturas dos irmãos Clarissa e Wladimir, caso esse consiga a legenda do PRP, está despertando a atenção da mídia da capital. 
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Garotinho é abandonado pelo PROS de Clarissa que vai disputar votos com Wladimir
07/08/2018 | 11h46
O PROS, partido de Clarissa, pulou fora do barco do seu pai Garotinho, complicando a vida da deputada federal e do seu irmão Wladimir Garotinho. Agora, ela deverá disputar os votos da Facção Rosa com irmão, que também mira uma cadeira de deputado federal e contava com a exclusividade da militância. O que já era um racha velado, ficou com potencial para se tornar uma verdadeira batalha familiar.
 Deu na coluna de Lauro Jardim
 “Aos 45 minutos do segundo tempo, o Pros ficou de fora da coligação que apoia o PRP e à candidatura de Antonhy Garotinho ao governo do Rio de Janeiro.
 Agora, o partido comporá a coligação do PSC, que lançou o juiz federal Wilson Witzel ao governo do estado.
Por causa da desistência — dirigentes do Pros participaram da convenção do PRP no sábado — o ex-governador não terá o apoio do partido da própria filha, Clarissa Garotinho, filiada ao Pros desde abril, mas que segue apoiando o pai.
Clarissa seria candidata a deputada estadual, mas depois do Pros sair da coligação, tentará uma vaga na Câmara.”
Coluna de Lauro Jardim – O Globo – 6/8/2018
Pesquisando no Blog de Garotinho encontramos essa pérola abaixo
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Para defender seu "sempre prefeito" David Loureiro, advogado ataca a mídia
01/08/2018 | 14h01
Nem São Sebastião, lá do alto, poderia imaginar, mas após ter os seus 15 minutos de fama por subitamente abandonar a defesa de Garotinho na Chequinho, aquele caso em que o seu ex-cliente foi condenado a quase dez anos de cadeia, o ex-policial e advogado Carlos Eduardo Motta Ferraz reaparece, dessa vez para defender, em Nota Pública, o ex-prefeito de São Fidélis David Loureiro, mais um alcançado pelos longos tentáculos da Justiça, e condenado no último dia 25 pelo juiz da 2ª Vara de São Fidélis, Dr. Otavio Mauro Nobre, na Ação Penal movida pelo Ministério Público Estadual (Processo: 0001044-76.2012.8.19.0051), a 03 anos e 06 meses de detenção e 40 dias-multa por Crimes da Lei de Licitações (8.666/93).
Ataque sem base
Em sua estranha “Nota Pública”, antes de defender o seu cliente, Carlos Eduardo começa fazendo carga e atacando os órgãos de mídia que divulgaram a sentença: “repercutida por canais de mídia ligados a Grupo Partidário ideologicamente contrário”.
Ou seja, na distorcida ótica do advogado, a sentença não deveria ser informada ao público, e os órgãos de comunicação que exerceram o seu constitucional direito de liberdade de imprensa e o dever de informar à população, segundo ele acusa sem o menor embasamento, estariam “ligados a grupo partidário ideologicamente contrário”, sem detalhar qual grupo partidário e que “ideologia” seria essa.
Contraditoriamente, mostra-se ele próprio “ideologicamente” tão ligado ao seu cliente, que em outro trecho da nota refere-se a ele de maneira subserviente e pouco profissional, como o “Sempre Prefeito David Loureiro Coelho”.
Ora, já faz bastante tempo que o ex-prefeito David Loureiro levantou-se da cadeira de alcaide daquele município, e a sua tentativa de novamente sentar-se nela em 2012 foi rejeitada nas urnas pelos eleitores de São Fidélis, além de estar inelegível por improbidade administrativa e, atualmente, estar atuando como coordenador de campanha de Wladimir Garotinho no Norte/Noroeste Fluminense, filho de Garotinho e ex-prefeita de Campos Rosinha de quem foi secretário de Obras em 2008/2010.
Não é admissível que agora o advogado Carlos Ferraz finja ignorar os fatos, e venha publicamente atacar a imprensa e tentar doutrinar a população daquele município com a sua subalterna ideologia de denominar o ex-prefeito David Loureiro de “Sempre prefeito”.
 NOTA DO BLOG
O BLOG não irá se estender mais nesse assunto das estranhas hierarquias mal disfarçadamente contidas na nota exarada e, muito menos, trazer à tona outros detalhes bem menos abonadores. Pelo menos enquanto não surgirem fatos novos ou for forçado a isso. Mas que fique claro que repudiamos com veemência a estranha e pouco profissional forma de defesa atacando órgão de comunicação que apenas divulgaram uma sentença de grande interesse envolvendo um homem público e alguns dos seus atos administrativos.
Isso, não poderemos admitir. 
 Confira abaixo a estranha NOTA PÚBLICA
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Esdras

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