Ivald Granato - A primeira exposição do artista campista que nasceu para o mundo
04/07/2016 | 10h10

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Fotos da primeira exposição individual do grande artista plástico campista Ivald Granato, ainda em início de carreira, pelo fotógrafo Oscar Barros, no espaço do antigo Banco Português do Brasil, Edifício Brasiluso, na Rua Santos Dumond com a Rua 21 de Abril.

Era 1967, a apresentação de Ivald foi feita por Vilmar Rangel, um campista que amor por nossa história. O texto feito por ele em de 23 de junho de 1967, justificava a busca do artista por um estilo, atitude própria dos que se iniciam na arte: "Mas nessa busca já nos revela a multifária efervescência de sua imaginação, a potencialidade de sua inventiva. E o faz com engenho e arte, seja pela escolha do tema, seja pela adequação da técnica, seja ainda pelo emprego ora sábio oura audacioso da cor, seus matizes sombrios ou violentos".

Era uma premonição de Vilma Acho quanto aos saltos que ele iria dar, com um estilo muito próprio, muito personalista...

Em uma das fotos ele aparece ao lado de convidados, como o arquiteto Renato Marion de Aquino de costas e Vilmar, o quarto da esquerda para a direta, junto a Ivald, e mais baixo (terceiro). Na outra foto ele aparece ao lado da esposa, e na última novamente com Renato.

Na noite em que Ivald foi homenageado pela Folha da Manhã com o troféu "Folha seca", Vilmar foi ao camarim e o presenteou com o texto que havia feito para a individual, em uma moldura. (fotos cedidas por Vilmar Rangel)

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Cerimônia do adeus ao artista Ivald Granato

Celso Cordeiro Filho

O corpo do artista plástico campista Ivald Granato foi enterrado na manhã desta segunda-feira (4), no cemitério Getsêmani, na Zona Sul de São Paulo. Ele morreu — enfartou enquanto dormia — no domingo (3), em sua casa, em São Paulo, e deixou cinco filhos. O velório teve início na mesma noite. Durante a madrugada, amigos e parentes foram se despedir do artista.

Ivald ficou conhecido há décadas fazendo performances de rua. Ele também pintou quadros e fez esculturas. Neste ano, Granato, de 67 anos, ganhou uma exposição dos 50 anos de carreira, na galeria da Caixa Econômica Federal, em Brasília.

Segundo a família, ele morreu durante o sono. “Ficaremos com o carinho dos amigos e a alegria que ele sempre trouxe”, diz nota da família em sua página no Facebook.

Nascido Campos (RJ), em 1949, Granato estudou pintura com Robert Newman em 1966. No ano seguinte, ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Sua presença nas artes plásticas é marcante, tendo exposto nas mais importantes galerias do mundo. Após breve tempo no Rio, Ivald mudou-se para São Paulo, onde considerava os espaços “extremamente profissionais”.

Segundo seu filho Pedro, que é diretor de teatro, Ivald ultimamente vinha se dedicando à organização de sua produção artística. “Embora solto na vida, era extremamente organizado na produção artística. Sabia o que queria e como obter este resultado”, observou. (Folha da Manhã)

Morre Ivald Granato

Foi com desenhos e traços repletos de traços autobiográficos, como “Auto-Retrato no Quadro” (1973), que Granato despontou na cena artística brasileira. Por duas vezes, em 1979 e 1982, recebeu o prêmio de melhor desenhista do ano da Associação Paulista dos Críticas de Arte (APCA).

Apesar de ter surgido como pintor, ele despontou mesmo foi com as performances e passou a fazer a partir de 1970. Granato foi um dos pioneiros no mundo da arte performática que mesclavam recursos fotográficos, cinematográficos a elementos sensoriais e táteis. Seu trabalho o coloca ao lado de Hélio Oiticica (1937-1980) e Lygia Pape (1927-2004).

Em uma delas, chamado de “Mitos Vadios”, levou para um estacionamento da Rua Augusta uma exposição de obras em 1978. Ao dele estavam Hélio Oiticica, Claudio Tozzi e Ana Maria Maiolino.

A partir da década de 1980, entra para a Banda Performática, liderada pelo artista José Roberto Aguillar. As apresentações não trazia apenas música. Também havia pintura, teatro e elementos circenses. (O Globo)

Um artista completo

Ivald Granato (Campos dos Goytacazes29 de dezembro de 1949  — São Paulo3 de julho de 2016) foi um artista plástico, artista performático e escultor brasileiro.

Viveu em sua cidade natal até 1966, onde começou a desenhar desde muito cedo sob influência dos pintores cubistas. Ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1967. Na década de 1970 e 80 apresentou diversas performances e intervenções, recorrendo ao vídeo e à fotografia para documentá-las. Sua obra também é composta por telas e litografias e é autor de vários livros.

Em 1970, viajou pela América Latina para estudar cores. Em 1979 recebeu da Associação de Críticos de Arte o prêmio de Melhor Desenhista.

Viveu e trabalhou em São Paulo.

Em 2002, Ivald Granato foi homenageado pelo Troféu Folha Seca, prêmio anual dado pela Folha da Manhã a campistas que se destacam em suas carreiras.

Ivald Granato morreu na madrugada do dia 3 de julho de 2016, em sua residência, vítima de uma parada cardíaca. (Wikipédia)

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Girando olhos
25/12/2015 | 11h23
451-joao   Para o artista o cachê mais valioso é o reconhecimento à sua obra. De um lado o odontólogo internacional Luiz Narciso Baratieri saudou: ‘’Hoje, conheci aqui em Campos, o Pelé das artes plásticas, João de Oliveira. Um artista que aumenta, ainda mais, meu orgulho de ser brasileiro’’ (o convidando a expor no IV Congresso Internacional da Revista Clínica, 27 de abril, em Florianópolis). Do outro, durante uma visita de pesquisa de campo com esse blogueiro, ao Mercado Municipal de Campos, o artista plástico foi fervorosamente saudado por um popular que exibia feliz em seu celular filmes e fotos de todas as suas Girândolas, expostas no Trianon. “Seu João, que troço lindo. Registrei tudo”.
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