Advogado da 'Turma do Chequinho' admite que áudio é dele
24/02/2017 | 13h40
Fernando Fernandes
A assessoria do advogado de Garotinho Fernando Augusto Fernandes divulgou nota à imprensa sobre o áudio em que ele recomenda a quatro dos envolvidos na “Chequinho” irem para "local seguro”, dizendo que foi uma violação à prerrogativa do advogado e diz que enseja que seja aplicada isonomia para investigação do vazamento, como foi no caso do vazamento do áudio do delegado da Polícia Federal Paulo Cassiano.
O advogado, convenientemente, se esquece de que no caso do áudio divulgado por Garotinho foi gravemente quebrado o sigilo de dados do delegado Paulo Cassiano. Totalmente diferente dos atuais fatos, quando ele próprio, o advogado, ou o seu contratante, ou os dois, parecem ter feito questão de divulgar o seu áudio entre os rosáceos para mostrar serviço, proporcionando, então, que ele viesse a público. Além disso, nesse caso, o áudio foi entregue a um jornalista e divulgado no exercício pleno da sua profissão de informar à população.
Além de admitir a autoria do áudio eticamente pouco recomendado (usando de eufemismo), o advogado esquece-se de citar qual dos seus clientes teria vazado o áudio, já que ele não é fruto de grampo e o Whats App é criptografado, o que descaracterizaria uma mensagem entre o advogado e apenas os seus clientes, deixando entrever que ele deu acesso ao áudio a muitas outras pessoas, bem além dos seus clientes.
Confira o áudio abaixo
Fernandes também não explica como um advogado da sua notoriedade recomenda que seus clientes se coloquem em lugar seguro para evitar possíveis decisões judiciais, o que não parece ético para um profissional de Direito.
Vale lembrar que o advogado foi indiciado no ano de 2014 por facilitar a fuga do CEO da empresa Match, que se envolveu no esquema de desvio de ingressos para a Copa do Mundo de 2014.
Leia na íntegra a nota da assessoria do advogado Fernando Fernandes:
De: Cristina Ferreira <[email protected]>
Data: 24 de fevereiro de 2017 11:49
Assunto: Nota do Dr. Fernando Fernandes sobre troca de mensagens com seus clientes
Para: Cristina Ferreira <[email protected]>
Segundo o Advogado Fernando Fernandes, a divulgação da gravação de mensagem de voz, via whatsapp, aos seus clientes trata-se de uma violação direta à prerrogativa do advogado. O defensor, de Ozéias, Miguelito, Ana Alice Ribeiro e Alcimar Ferreira Custódio, enseja a mesma isonomia aplicada a um fato conhecido do ano passado, quando o juízo determinou que fosse investigado o vazamento de uma mensagem pessoal enviada pelo delegado da Polícia Federal (PF), Paulo Cassiano, responsável pela Operação Chequinho, na qual pedia voto para o atual prefeito.
O advogado destaca, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já conhece todos os fatos, e entende que até o momento a ordem liminar está sendo cumprida, já que não há mandados de prisões. Assim, Miguelito, Ozeias, Ana Alice e Alcimar se apresentaram à PF hoje, (24/02), e estão cumprindo rigorosamente a liminar do TSE.
Fabiana Barreto Nunes
(11) 3093-2026 (11) 949-287-016
Original 123 Comunicações
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Áudio mostra advogado recomendando a quatro da Chequinho ir para lugar seguro
23/02/2017 | 21h13
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O blog teve acesso a um áudio e a um print de Whats App atribuídos por fonte segura do grupo rosáceo ao advogado de Garotinho Fernando Augusto Fernandes onde ele recomenda a quatro dos envolvidos na “Chequinho”, que já foram presos anteriormente Ozéias e Miguelito, Ana Alice Ribeiro e Alcimar Ferreira Custódio (que permaneceu foragido até ter habeas corpus), ir para lugar seguro. Com o novo entendimento do juiz Marco José Mattos Couto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) durante o julgamento dos habeas corpus, que foram negados, a decisão de se expedir ou não novos mandatos de prisão agora cabe ao juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral.
O pai de todos os medos
Na mesma sessão de quinta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral negou sete pedidos de habeas corpus da turma do “Chequinho”. No pacote: o ex-co-prefeito Garotinho, Wladimir Garotinho, Miguelito, Ozéias, a ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Alvarenga, Linda Mara, Verônica Ramos, Daniel e Luis Antônio Alvarenga, Alcimar Ferreira Avelino, Kellinho, Thiago Virgílio e Jorge Rangel. 
Advogado arma estratégia para evitar prisão dos acusados
No áudio, o advogado considera a decisão do TRE de se expedir mandatos de prisão um absurdo completo e diz ter interferido e conseguido que a corte não expedisse os mandatos e delegasse a ordem ao juiz para que ele aprecie os mandatos de prisão, o que, segundo ele, colocaria em risco, inicialmente, Ozéias e Miguelito, Ana Alice Ribeiro e Alcimar Ferreira Custódio, e diz que seu escritório está denunciando a questão ao TSE e que vai atravessar uma petição ao juiz de manhã cedo dizendo que continua vigindo a ordem do TSE. E encerra: “Mas eu preciso que essas pessoas estejam em segurança”...
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Recatada e do Lar - Será Marcela Temer no vídeo de 300 mil? Confira.
23/02/2017 | 10h49
Vazou na internet um vídeo atribuído a primeira dama Marcela Temer que o hacker utilizava para tentar extorquir 300 mil para não divulgar. As imagens são bonitas e de bom gosto, sem conteúdo explícito ou do qual ela possa se envergonhar. Na realidade, os comentários nas redes são de admiração e elogios. Um deles diz: Se Temer tivesse divulgado esse vídeo antes, não teria havido campanha "Fora Temer"! Será Marcela?
ATUALIZAÇÃO ÀS 11:55
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Cantoria de Rosinha no Fórum pode ser perturbação da ordem pública
21/02/2017 | 11h42
Popularizada na voz do padre católico Marcelo Rossi, a canção gospel “Noites Traiçoeiras”, que serviu de trilha sonora para a evangélica ex-prefeita Rosinha em sua visita ao Fórum de Campos acompanhando o marido Garotinho ex-co-prefeito, e réu como ela, no escandaloso caso que investiga a compra de votos com Cheques Cidadão durante as últimas eleições municipais em Campos, coincidência ou não, também já esteve nas barras da Justiça.
Autoria discutida
Após um processo que se arrastou por oito anos, a juíza Beatriz Prestes Pantoja, da 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro, deu liminar concedendo indenização de R$ 10 mil a um músico carioca por ter sido vítima de plágio na canção “Noites Traiçoeiras”. A magistrada reconheceu que a música, que se popularizou na voz de padre Marcelo Rossi, é de autoria do músico de Teresópolis José Carlos Papae.
Duas cantoras reivindicavam os direitos autorais da canção. A piauiense Marinalva Santos e a cantora Simone Telésforo. Na decisão, a juíza determina que fossem recolhidos das lojas de discos os CDs que a contém. A magistrada ordenou ainda que os sites retirem do ar a música em que aparece duplicidade de autoria com Simone Telésforo.
“Foram oito anos aguardando uma decisão. Foi feita justiça. Mas foi lento e demorado, muito sofrimento, pois tive que brigar por um direito que é meu. Mas, estou feliz por ter encerrado esse processo”, disse José Carlos Papae.
Ele contou que escreveu a letra da música em 1986 – há 29 anos – e gravou na época em um vinil intitulado “Deus é maior”. Inicialmente, a canção se chamava “Deus está aqui”, após sucesso foi rebatizada de “Noites Traiçoeiras”.
“Foi a própria população que batizou de ‘Noites Traiçoeiras’ após ser lembrada apenas pela frase”.
Perturbação da ordem
Há quem diga que a cantoria em voz alta no saguão do Fórum poderia ser enquadrada no Decreto-Lei 3688/41, Lei das contravenções Penais. O LCP é claríssimo em seu artigo 42 quanto à prática de infração, vamos observar então o que ele diz:
Perturbação do trabalho ou do sossego alheios
Art. 42 – Perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheios:
I – com gritaria ou algazarra;
Próximo hit?
Resta agora saber qual será o hit escolhido pela ex-prefeita Rosinha para utilizar em seu próprio julgamento, marcado para essa sexta-feira.
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Os ovos de ouro de Garotinho
21/02/2017 | 10h39
FL
O experiente criminalista Fernando Fernandes / FL
Ovos de ouro
Seria muito esclarecedor saber quanto, e como, está sendo pago ao milionário advogado de Garotinho Fernando Augusto Fernandes. Não deve ser pouco... Ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa ele cobrou R$ 5 milhões por tê-lo deixado apenas 24 dias fora da prisão para onde voltou e só saiu depois de se tornar o primeiro delator da Operação Lava-Jato. Uma das cláusulas do contrato com Costa, que depois o processou por ela, previa o pagamento de R$ 5 milhões se o trabalho do advogado levasse à decisão “precária ou definitiva” do STF, revogando a prisão. Diante desse exemplo, quanto estará Fernandes cobrando para manter Garotinho fora da prisão até hoje?
Ovos de ouro II
Se Fernando Fernandes cobrou cinco milhões pelos 24 dias de liberdade de Costa, cerca de 208 mil reais e uns quebrados por dia, e como Garotinho já está solto provisoriamente (ele adora essa palavra) a 88 dias, se o preço cobrado for equivalente ao do outro cliente, ele já poderá estar devendo uns 18 milhões a Fernando Fernandes. Até hoje, claro... E isso, só por sua liberdade, sem contar a liberdade dos outros companheiros de “Chequinho”...
Acertou
Mas, uma coisa ninguém pode negar, Garotinho escolheu muito bem o seu advogado, ele é um dos mais experientes criminalistas do país...
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Chaves do Hospital Veterinário foram levadas por professor da guarita arrombada
20/02/2017 | 18h40
Em contato com a direção da Folha da Manhã, a assessora de comunicação da Uenf Fulvia D’Alessandri solicita publicação desmentindo que as chaves do Hospital Veterinário tenham sido roubadas durante o arrombamento da guarita da guarda do hospital, enviando nota da diretora do Hospital Veterinário da UENF, professora Helena Hokamura publicada no Facebook.
Uenf-Resiste
Print Professor Raul / Uenf-Resiste
Tem razão, a nobre professora, as chaves realmente não foram roubadas, e sim levadas pelo professor Raul Palácio, que encontrou a guarita arrombada, gerando esse lapso de informação até o fato ser posteriormente divulgado no perfil do Facebook “Uenf Resiste”.
Mas, ao contrário do que afirma a professora em sua publicação no Facebook, nossas informações são conferidas antes, como essas o foram com docentes da Uenf, que prefiro manter em off, que também acreditavam que as chaves haviam sido levadas pelos larápios, já que não as encontraram no local do roubo. Também protestamos quanto à afirmação de “informação negativa”, já que esse blog foi o primeiro a sair em defesa da Uenf nesses tempos de tensão e insegurança que rodam o campus da universidade, colaborando intensamente com a campanha para sua preservação.
Mas, apesar dos contratempos, continuamos estimulados a defender a Universidade Estadual do Norte Fluminense para que ela possa superar esses tempos difíceis, e torcemos para que o Hospital Universitário da Uenf não seja vítima anunciada dos ladrões, o que inviabilizaria o seu funcionamento por falta de equipamentos ou materiais.
Abaixo o texto da professora Hokamura na íntegra.
Helena K. Hokamura sentindo-se pensativa.
4 h •
Caros amigos, desculpem-me por usar este espaço que considero um instrumento de comunicação fantástico e muitas vezes lúdico. Sobre as últimas informações divulgadas no FB sobre o furto de todas as chaves do Hospital Veterinário, informo que tal não procede. As mesmas estão em segurança e de conhecimento somente a quem interessa, não cabendo a mais ninguém a detenção dessa informação.
Queria pedir a gentileza para que todos repensem sobre como divulgam e replicam informações que podem suscitar mais pânico entre as pessoas. Cada vez que replicamos uma informação que possa gerar insegurança, esta ganha proporções inimagináveis. A informação negativa tem virulência patológica que coloca qualquer pessoa em maior risco e fragilidade. O medo paralisa as pessoas e em indivíduos mais sensíveis gera pânico e histeria, fazendo com que percam a lucidez e tomem atitudes impensadas que as colocam em maior risco.
A informação trocada entre as pessoas é muito importante, mas ela deve ser conferida antes, evitando-se que vire uma lenda urbana. Não estou minimizando ou desprezando o medo e a insegurança que todos sentimos no cotidiano, estou somente externando minha preocupação com as pessoas que comigo convivem e com quem compartilho bons e maus momentos, com quem milito diuturnamente em prol de nosso ambiente de trabalho e de nossas cidades. É muito fácil clicar e compartilhar uma informação, mas antes devemos analisar se devemos ou não dar esse clique. Qualquer especialista em segurança dirá que cautela no lidar com a informação atualmente é essencial.
Abraços cordiais e externando meu carinho a todos.
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Outro roubo na Uenf, e agora os ladrões têm as chaves
20/02/2017 | 11h51
UENF
Hospital Veterinário em risco / UENF
Dessa vez roubaram a loja de materiais de Uenf, uma conveniência que atende as demandas de compras emergenciais dos laboratórios. Pior ainda, arrombaram a guarita do Hospital Veterinário da universidade e levaram as chaves de todas as salas, muitas delas repletas de equipamentos. Se entrarem no hospital durante o carnaval vai ser uma verdadeira tragédia, que poderá inviabilizar o funcionamento do HV. Socorro autoridades!
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No 'Coro dos Desesperados', Rosinha ataca MP, juiz e delegado
19/02/2017 | 11h23
Ique
Fralda Cheia / Ique
Tentando de tudo para não comparecer às barras da Justiça nessa segunda-feira, mas impedido de falar sobre o assunto por um cala-boca judicial, Garotinho, como o maestro do Titanic Rosa, rege um desesperado coro de rosáceos para tentar criar uma cortina de fumaça sobre a descarada compra de votos com Cheque Cidadão, rezando o seu velho desgastado mantra de que está sendo perseguido, como sempre faz quando se vê prestes a responder por seus atos na Justiça.
Agora foi a vez da ex-prefeita Rosinha Garotinho, que será julgada na próxima sexta-feira, no mesmo escandaloso esquema de compra de votos com benefícios sociais, utilizar uma fantasiosa e rocambolesca versão para falar que o marido, e ex co-prefeito em sua gestão, está sendo perseguido: “Partiu dele toda a denúncia contra um grupo que comandou a destruição do Estado”. Mas, em um conveniente surto de amnésia, ela se esquece de citar a progressão geométrica da distribuição sem critérios de Cheques Cidadão às vésperas das eleições em Campos.
Madame Rosinha, a vidente
Em sua distorcida e megalômana ótica, o blog do marido, e não as delações premiadas da gigantesca “Operação Lava Jato”, foi o responsável pelo desmantelamento da quadrilha de Cabral. Aliás, delações da Lava Jato também poderão complicar ainda mais a vida de Garotinho.
Depois de afirmar que: “Em Campos tudo está sendo tratado de uma forma muito estranha. Na minha opinião, não está havendo julgamento, e sim uma enorme vontade de condenar”. Como vidente ou possuidora de informações privilegiadas, a ex-prefeita também afirma que, “nas esferas superiores, Garotinho e todos os acusados serão absolvidos”, como se soubesse de antemão quais seriam as decisões judiciais nessas suas “esferas superiores”.
Negacionismo
Inconformada com a acachapante derrota do seu grupo político, ela repete o factóide de Garotinho de que haverá nova eleição em Campos: “A eleição em Campos foi uma fraude”. Seria bastante instrutivo para a ex-prefeita Rosinha conhecer a teoria do negacionismo, como colaboração do blog. O pequeno texto abaixo poderá servir como introdução.
Wikipedia: Negacionismo - (do francês négationnisme) é a escolha de negar a realidade como forma de escapar de uma verdade desconfortável. Trata-se da recusa em aceitar uma realidade empiricamente verificável, sendo essencialmente uma ação que não possui validação de um evento ou experiência histórica. Na ciência, o negacionismo é definido como a rejeição de conceitos básicos, incontestáveis e apoiados por consenso científico em favor de ideias tanto radicais quanto controversas.
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Sem Habeas Corpus, advogado de Garotinho ataca Juiz
18/02/2017 | 13h12
Amargando mais uma derrota, com outra negativa de Habeas Corpus para Garotinho, seu milionário advogado Fernando Fernandes repete o mesmo mantra utilizado por Garotinho sempre que está às barras da Justiça: “É Perseguição!”, e dispara contra o juiz Ralph Manhães da 100ª Zona Eleitoral, que confirmou a audiência de instrução e julgamento para segunda-feira: “Um abuso despótico”. Garotinho deverá comparecer para responder a acusação de chefiar o mais deslavado esquema de compra de votos com benefícios sociais pagos pelo bolso do contribuinte, nesse caso o Cheque Cidadão. Caso desobedeça a decisão judicial, voltará para a prisão. Esperneando ele, ou não...
Ouça abaixo um áudio resumido da entrevista que o milionário advogado concedeu ao jornalista Sidney Rezende. 
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Roubo geral no Colégio Agrícola e Polícia Civil em Greve
16/02/2017 | 10h27
Roubaram TODOS os setores do Colégio AGRÍCOLA DE CAMPOS. Arrombaram todas as portas. Roubaram animais e amarraram e ameaçaram um aluno que estava dormindo lá. Balanças, Um trator foi usado para levar os roubos e foi abandonado na estrada, foram levados cinco aparelhos de ar condicionado e duas matrizes de carneiro, mas o levantamento dos prejuízos continua. A polícia civil está de greve e não esta fazendo BO. Olha que situação.
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Jonas Lopes delata seis colegas do TCE... E tem muito mais gente...
13/02/2017 | 13h01
  • Jonas Lopes

    Jonas Lopes

Segundo reportagem de O Globo, para salvar a própria pele a do filho Jonas Lopes Neto, advogado de Garotinho, o campista ex-presidente do TCE Jonas Lopes de Carvalho Filho, em sua delação premiada já denunciou o amigo Jorge Picciani, presidente da Alerj, e seis colegas conselheiros do TCE, mas é considerado um delator forte e isso pode ser apenas a ponta do iceberg, já que 92 municípios estiveram sob a sua jurisdição e o esquema de propinas apontado envolve muita gente importante.
Esquema milionário
Clóvis Renato Primo e Rogério Nora de Sá, executivos da Andrade Gutierrez, relataram que a empresa tinha que pagar 1% de propina sobre os valores de obras para aprovação dos contratos e aditivos no TCE.
Segundo as delações, Jonas Lopes utilizava os serviços de Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva, o Doda, ex-assessor do TCE, que fazia a coleta da propina. Os executivos/delatores falaram que a propina de 1% para o TCE foi combinada com Wilson Carlos, ex- secretário de Governo de Cabral, atualmente preso.
Uma família de advogados em apuros
Ainda segundo O Globo, com o cerco se fechando, apenas com a intervenção da irmã Roseli Pessanha, mãe de Francisco de Assis Pessanha (Kiko), sócio de Jonas Neto no famoso escritório de advocacia, um amigo teria conseguido apelar a Neto: “por favor, peça ao seu pai que faça a delação enquanto é tempo”...
Efeitos
Agora é esperar para ver os resultados de delação de Jonas Lopes para si próprio, seu filho e para os denunciados por ele.
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Jonas Lopes na delação premiada. Muita gente vai perder o sono...
12/02/2017 | 11h51
Enrolados na Operação Laja Jato, os campistas Jonas Lopes de Carvalho Filho e Jonas Neto estão em processo de delação premiada e devem entregar Picciani e muito mais gente. Adivinhem quem mais...
Para relembrar:
G1/Fantástico: 11/12/16
Em outro acordo de delação premiada, mostrada no sábado (10) no Jornal Nacional, o ex-diretor de Contratos da Odebrecht Leandro Azevedo envolve o governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, o senador Lindbergh Farias, do PT, e os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, os dois do PR.
O Fantástico mostra um outro trecho envolvendo o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, Jonas Lopes. Segundo o executivo da Odebrecht, ele pediu dinheiro para aprovar o edital de concessão do estádio do Maracanã e o relatório de contas da linha 4 do metrô do Rio.
O esquema de pagamento de propina pela empreiteira Odebrecht a políticos chegava também ao órgão encarregado de fiscalizar os gastos do governo do Estado do Rio.
A revelação está no acordo de delação assinado com o Ministério Público Federal de Leandro Azevedo, ex-diretor superintendente da Odebrecht no Rio de Janeiro.
Ele diz que em 2013 Wilson Carlos, então secretário de Governo de Sérgio Cabral - na época governador do Rio - mandou um recado à empreiteira: que o edital de concessão do Maracanã já tinha sido enviado ao Tribunal de Contas do Estado e que a empresa deveria procurar o presidente do TCE, Jonas Lopes.
Leandro Azevedo conta que procurou Jonas Lopes e acertou o pagamento de R$ 4 milhões em quatro parcelas de R$ 1 milhão, que seriam pagas de seis em seis meses. Ele diz que quando esteve com Jonas Lopes, o presidente do TCE já sabia qual era o valor que tinha sido acertado.
Leandro Azevedo afirma que a "contrapartida era absolutamente clara”. Em troca do pagamento, o TCE aprovaria o edital da concessão do Maracanã.
A primeira parcela, segundo o executivo da Odebrecht, foi paga em 10 de fevereiro de 2014. Mas, segundo ele, os outros pagamentos não foram feitos em razão da Operação Lava Jato, deflagrada em março daquele ano.
Leandro Azevedo afirma que o valor de R$ 1 milhão foi entregue ao filho de Jonas Lopes, Jonas Lopes de Carvalho Neto, no escritório de advocacia dele, no Centro do Rio.
Ele diz que em dezembro de 2014 foi chamado ao gabinete do presidente do TCE e que Jonas Lopes cobrou o atraso no pagamento.
Ele conta que no gabinete, sobre a mesa, havia um jornal com uma manchete sobre a Operação Lava Jato e que, em resposta à cobrança, disse ao presidente do TCE: “Vou ao toalete, o senhor dê uma olhada no Globo”, se referindo ao jornal.
Jonas Lopes pediu desculpas e disse que “estava sendo pressionado por outros conselheiros”. E a conversa foi encerrada.
Segundo o acordo de delação do ex-diretor da Odebrecht, este não foi o único episódio envolvendo o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio. Leandro Azevedo conta que, no início de 2014, Jonas Lopes procurou executivos de empreiteiras para pedir propina em troca da aprovação das contas das obras da linha 4 do metrô do Rio.
Leandro Azevedo diz que Jonas Lopes pediu propina a executivos das três empreiteiras do consórcio responsável pela linha 4 do metrô do Rio: Queiroz Galvão, Odebrecht e Carioca Engenharia.
E que o presidente do TCE argumentou que o contrato do metrô era muito complexo e que se quisessem aprová-lo teriam que pagar 1% do valor do contrato.
Leandro Azevedo relata que ficou surpreso com a exigência de um valor tão alto, aproximadamente R$ 60 milhões, e disse que teria que consultar os sócios.
Ele conta que algum tempo depois foi convocado por Jonas Lopes para uma reunião com a presença dos executivos da Queiroz Galvão e da Carioca Engenharia e que, durante essa reunião, "a cobrança foi ostensivamente feita".
Segundo Leandro Azevedo, ele e os representantes das outras duas empresas não se manifestaram. E a Odebrecht não fez o pagamento.
As respostas
O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio, Jonas Lopes, disse que repudia com veemência as afirmações do executivo da Odebrecht e as atribui a uma atitude de retaliação por causa de decisões tomadas pelo TCE, que penalizaram duramente as empreiteiras.
Jonas Lopes disse ainda que, no caso da obra no Maracanã, o TCE determinou o bloqueio de R$ 198 milhões que o estado teria que pagar às empreiteiras.
Quanto à obra da linha 4 do metrô, o bloqueio foi de R$ 1,4 bilhão. A auditoria do TCE constatou irregularidades nas duas obras, inclusive sobrepreço.
O presidente do TCE disse também que as empresas recorreram à Justiça contra os bloqueios e perderam.
A Odebrecht informou que não se manifesta sobre negociações com a Justiça, mas reforça o compromisso da empresa com uma atuação ética, íntegra e transparente. Por isso, criou novos cargos dentro da empresa com o compromisso de combater a corrupção.
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