RH diz que ainda tem espaço para diálogo com partidos de oposição para agregar forças
16/01/2012 | 14h10
Marcado pelo O Globo no mapa da debandada eleitoral, RH diz que não vai debandar, mas que vai ganhar a eleição [caption id="attachment_2960" align="aligncenter" width="756" caption="Arte digital / sobre infográfico de O Globo"][/caption] O deputado estadual Roberto Henriques, citado hoje em O Globo como um dos que irão “debandar” para disputar as próximas eleições, foi ouvido pelo blog e garante que só deixará o mandato em caso de extrema necessidade, mas não descarta a possibilidade. Por outro lado, diz que continua trabalhando firme e que ainda existe espaço para diálogo com partidos da oposição para reforçar sua candidatura. BLG: Na edição de hoje do jornal O Globo o senhor foi marcado no mapa como um dos “deputados eleitos no Rio prestes a debandar”. O único no Norte Fluminense. RH: Isso não é debandar. É serviço. Para isso existem os suplentes. Mas eu não preciso debandar. Eu não preciso desincompatibilizar para disputar eleição. Mas, ganhando, eu renuncio para assumir o mandato. E nós vamos ganhar com trabalho e inteligência. Sempre, na vida, recebi missões e essa me deixa muito honrado por ser em Campos e pelos campistas. O governador Sérgio Cabral falou comigo que o vice será do PMDB. Inicialmente, meu vice seria Zezé Barbosa, que chegou a se filiar e tudo. Um grande homem, mas, infelizmente, veio a falecer. Ele foi a minha escolha. Agora, vamos começar novas discussões com os partidos de oposição e com os da situação. Ainda existe abertura para o diálogo, e poderemos agregar outras forças ao processo. Para mim é um posição honrosa. Campos precisa de um novo modelo. Eu já apoiei a Rosinha, mas, com todo respeito, ela falhou nas instâncias que o município precisava. Começou bem, mas depois se entregou ao “canto da sereia”, deixando o governo entregue a um “sujeito oculto”. Rosinha está fazendo alguma coisa? Sim. Mas todos os outros fizeram alguma coisa. BLG: Você acha que essa eleição será entre você e Rosinha, ou um terceiro ator poderá ter peso? RH: O Garotinho tenta fazer uma política de impressionismo: “A eleição está decida. Não tem jeito. Rosinha já ganhou!” Isso é para estimular a sua equipe que está desestimulada. Mas, quando faz pesquisas do segundo turno, só coloca a mim e Arnaldo. Ele só se preocupa com nós dois. Eleição é uma caixa de surpresas. Não pode haver arrogância. É preciso humildade, disciplina e muita inteligência. Eu conheço o terreno do lado de lá. Vou promover uma campanha do mais alto nível, confrontando apenas no campo das ideias. Campos não tolera mais baixaria no processo eleitoral. A população esperava mais. A população esperava uma mudança. Por isso eu, que sou uma “metamorfose ambulante”, não mudei. Eles é que mudaram...
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BR101- Obras a passo de tartaruga, um futuro de incertezas...
15/01/2012 | 22h56
[caption id="attachment_2952" align="aligncenter" width="510" caption="Capa da Somos que circula essa semana"][/caption] A concessionária Autopista Fluminense investe, proporcionalmente à arrecadação com pedágio, pouco ou quase nada em manutenção. Além disso, a empresa não tem compromisso oficial de duplicar a rodovia, nem, muito menos, um prazo definido razoável para o término das obras de duplicação que vem executando a passo de cágado. A baixa movimentação de pessoal e equipamentos deixa claro que a prometida duplicação é uma verdadeira obra “para inglês ver”. Nó na garganta Quem tem familiares que são obrigados a trafegar diariamente pela rodovia, seja por trabalho, estudo ou qualquer outro motivo, sabe bem o pavor e a angústia que vive quem se despede dos seres amados que, infelizmente, entram nos carros para enfrentar os perigos da BR101. São horas de angústia aguardando um telefone avisando que, graças a Deus, chegou ao seu destino bem. O tráfego na BR101 é administrado nos 320 quilômetros no Estado do Rio pela Autopista Fluminense que, apesar do nome, é uma empresa controlada por espanhóis, disparou 85,7%. A concessionária prevê a duplicação de apenas 176 quilômetros de estrada, além dos investimentos em melhorias, num total de R$ 2,8 bilhões, duplicação realizada em velocidade duvidosa, com indícios de uma obra cenográfica. [caption id="attachment_2954" align="aligncenter" width="756" caption="Obras a passo de tartaruga"][/caption] Milhares de motoristas que circulam pela rodovia nem percebem que se trata de uma obra de duplicação, devido à falta de movimentação de máquinas e profissionais. Quem tenta analisar o quê e como está sendo feito, chega a uma única conclusão: essa obra não tem “luz no fim do túnel”. Não sabemos quando, finalmente, acabarão as mortes, tragédias, angústias e o desassossego de milhares de famílias. A Privatização das rodovias Na primeira etapa do programa de privatização, de 1994 a 1998, seis contratos de concessão rodoviária assinados entre governo federal e as empresas não têm compromisso algum com obras de ampliação das vias, mas sim com “a recuperação, o reforço, a monitoração, o melhoramento, a manutenção, a conservação, a operação e a exploração da rodovia”. São concessões referentes a trechos importantes como os que ligam o Rio de Janeiro a Campos dos Goitacazes. “Aparentemente, buscou-se resolver o problema emergencial, que era ter uma rodovia em boas condições operacionais. Não se observa nestes contratos uma preocupação com o futuro, isto é, que no prazo da concessão poderia ocorrer expressivo crescimento do fluxo de veículos nas estradas, o que demandaria uma oferta maior de infraestrutura rodoviária", diz o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Assim, pode-se afirmar que a estrutura das estradas concedidas não se altera no prazo da concessão, podendo gerar gargalos", continua. O trecho da Autopista Fluminense A BR-101/RJ interliga as cidades de Campos dos Goytacazes, Conceição de Macabu, Quissamã, Carapebus, Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Rio Bonito, Tanguá, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói, e tem 320,1 quilômetros de extensão, sendo 261,2 em pista simples e 58,9 em pista dupla, com 4 pedágios, além de um importante papel na rede rodoviária brasileira, sendo também relevante sob o ponto de vista econômico por conectar a região norte à costa litorânea do Estado do Rio de Janeiro e suas bacias petrolíferas. Além disso, permite o acesso a uma região de importantes pólos turísticos, como Búzios e Cabo Frio. Em termos de movimentação de cargas e passageiros, o volume diário médio de tráfego é mais alto nas proximidades de Niterói, com cerca de 90 mil veículos. Na região de Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Macaé, o volume diário médio de tráfego é de 12 mil veículos. No trecho próximo à divisa com o Estado do Espírito Santo, o volume diário médio de tráfego é de seis mil veículos. O trafego atual é composto por 75% de veículos leves e 25% de veículos pesados. As concessões de rodovias, uma opção à crise financeira do governo federal, foi um tiro que saiu pela culatra para satisfazer a preocupação de manter em bom estado de operação as rodovias existentes. O que se vê hoje são milhares de motoristas sendo explorados para passar numa rodovia mal conservada e de alto risco. Mas, o pior de tudo, é saber que essa rodovia é nossa, construída com o nosso dinheiro, e entregue à iniciativa privada de mão beijada, a troco apenas de promessas não cumpridas. Seria interessante ver onde, e com quais termos, no contrato da Autopista Fluminense está escrita a palavra rescisão. Talvez essa seja a melhor solução para o problema. Matéria completa na Somos dessa semana.
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Carecas de saber
12/01/2012 | 12h47
[caption id="attachment_2945" align="aligncenter" width="519" caption="Foto Secom/PMCG"][/caption] O secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes esteve em Campos para saber o que é preciso para atender a população atingida pela cheia do Paraíba. Como vacinas, medicamentos para atenção básica, frascos de hipoclorito de sódio, esparadrapo impermeável, luvas e seringas. Mas, nem precisava. Médicos, ele e o vice-prefeito Chicão Oliveira, conotativa e literalmente falando, já estão carecas de saber disso...
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Ímã para dinheiro
12/01/2012 | 12h21
Entre os seus títulos, o mega empresário Eike Batista poderia muito bem contabilizar o de maior captador de recursos do mundo. Além de conseguir junto ao BNDES um empréstimo de US$ 227,9 milhões para a Unidade de Construção Naval do Açu da OSX, sua última proeza foi formar uma joint-venture com a elétrica alemã E.ON, que criará a maior empresa privada de energia do Brasil. A alemã assumirá participação de 10% na empresa de energia brasileira, coisa de 850 milhões, e, de quebra, a sua MPX vai levantar R$ 1 bilhão por meio de aumento de capital, o que é mais um bom lingote na pavimentação do seu caminho até topo do ranking de homem mais rico do mundo...
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Pelinca alagada
08/01/2012 | 23h27
Além da enchente do Paraíba, provocada pelas águas das chuvas em Minas, a forte tempestade que desabou sobre a cidade no sábado, trouxe graves prejuízos aos comerciantes da Pelinca e adjacências inundando a avenida, com a água invadindo lojas, bares e restaurantes. Moradores e comerciantes estudam uma ação coletiva para ressarcimento dos prejuízos e obras para solução definitiva do problema. [caption id="attachment_2935" align="aligncenter" width="756" caption="Pelinca alagada no sábado - Fotos do Facebook do professor Hélio de Freitas Coelho"][/caption]
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