Alto risco: Campos sem vacinas Antirrábica, Antitetânica e muitas outras
08/01/2016 | 02h55
vacina-raiva O município de Campos está vivendo uma situação de alto risco com uma prolongada falta de vacinas e soro anti-rábico, vacinas contra Hepatite A, B, tetraviral, soro antitetânico, soro anti-botulínico, BCG, HIB (influenza tipo B), e outras. A Assessoria da Secretaria de Saúde, através da assessora Kamilla Uhl, informou ao blog que só agora o Governo Federal reiniciou os envios, mas em quantidade muito aquém da demanda mensal. Ainda segundo ela: “no caso da anti-rábica, é difícil achar até mesmo em clínica particular. Não é um problema simples. É problema de fabricação no país inteiro. Lembrando que no caso da BCG, agendamento é feito no CRTCA 1 ou CRTCA 2. No caso da antitetânica, as doses são liberadas para gestantes na Secretaria de Saúde e, para acidentados, no Hospital Ferreira Machado. Outros casos específicos devem ser encaminhados para a Direção de Vigilância em Saúde, telefone 27261378.”. A assessora da Secretaria de Saúde também enviou como justificativa para a falta, dois comunicados do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, datados de 18 de junho de 2015 e de dezembro de 2015. E um outro comunicado, já divulgado anteriormente, onde a própria Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde (sem data) explica: “um plano de contingência foi colocado em prática pela Direção de Vigilância em Saúde de Campos, a fim de racionalizar a dispensação dos mesmos e garantir que os casos mais urgentes sejam priorizados. Mas a metade das vacinas de rotina está em falta, sem prazo para normalização”. O blog também ouviu o Secretário de Saúde Dr. Geraldo Venâncio que declarou estar tentando uma aquisição direta emergencial enquanto o Governo Federal não normaliza a entrega. Alerta O mais preocupante são as vacinas emergenciais, como a anti-rábica e antitetânica que, em casos de acidente, não podem esperar agendamentos. Essa semana, um casal de professores, mordido por um cão e um gato ao tentar separar uma briga, não conseguiu ser vacinado, nem na rede municipal de Saúde e nem em clínicas particulares, e agora pretende viajar procurar tratamento em outro município. Vamos torcer para que a situação se normalize antes que ocorra alguma fatalidade.
Comentar
Compartilhe