300 Anos de Bênçãos...
17/10/2017 | 12h54
 
Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida / Google
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem, há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores no Rio Paraíba do Sul. Como sinal vindo do céu, em vossa cor, vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, apenas filhos muito amados. Diante de vós, embaixadora de Deus, rompem-se as correntes da escravidão! Assim, daquelas redes, passastes para o coração e a vida de milhões de outros filhos e filhas vossos. Para todos tendes sido bênção: peixes em abundância, famílias recuperadas, saúde alcançada, corações reconciliados, vida cristã reassumida. Nós vos agradecemos tanto carinho, tanto cuidado! Hoje nós vos acolhemos como Mãe, e de vossas mãos recebemos o fruto de vossa missão entre nós: o vosso Filho Jesus. Recordai-nos o poder, a força das mãos postas em prece! Amém!”
Nesta semana em que a Igreja Católica comemora os 300 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida a três pescadores em São Paulo, a história se repete, mas no Rio Grande do Sul. Outra imagem da santa foi encontrada, também por três homens que pescavam. O fato ocorreu em São Domingos do Sul, cidade gaúcha situada na Região Norte do estado. Era para ser só mais um dia que os amigos se encontravam para pescar. Em um pequeno barco, eles entraram no Rio São Domingos em busca de peixes. “Nós fomos pescar em outro lugar, e não pegamos nada. Aí eu disse: “Vamos lá embaixo”, que há 50 anos eu pescava com meu pai e nós pegávamos peixes”, lembra um dos pescadores, José Castelani. Depois de lançar a rede várias vezes no rio sem capturar um só peixe, eles decidiram repetir o processo pela última vez. E foi aí que tiveram a surpresa: a rede veio cheia de peixes e junto deles a pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida. “O que chamou a atenção é que no momento que eu estava recolhendo a rede, eu vi um negocinho vermelho. Disse para o meu colega: “Olha uma coisinha vermelha embaixo da rede, o que será que é?”. Fui puxando, puxando e vi imagem de Nossa Senhora Aparecida”, descreve Olvide Bassani, outro pescador. Os amigos, que são devotos da santa, quase não acreditaram no que viram. “Foi de arrepiar. Uma única rede cheia de peixe e encontrar uma imagem de Nossa Senhora, é muito gratificante”, diz Diego Klaus, o terceiro pescador.
Que possamos renovar a nossa fé nos sinais que recebemos de Nossa Senhora Aparecida em seus 300 anos.
Esta semana foi rica em comemorações... datas que uníssonas significam o futuro e a história de um povo... interligadas pela vida, que se traduzem em liberdade, autonomia, conhecimento e plenitude espiritual...
Comemoramos a criança, que em sua pureza, singeleza, sinceridade e transparência de sentimentos, nos ensina que a vida é rica e simples! As crianças não discriminam, não separam, não julgam, pelo contrário, agregam e se solidarizam, encontram na simplicidade respostas e pontes que tornam o caminho mais acessível. O sorriso da criança, sua entrega, seus sonhos, são tão reais e palpáveis que nos trazem fé na vida!
A pureza se mistura à fé, e então, reflito sobre o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que comemoramos no mesmo Dia da Criança... Nossa Senhora nos traz humildade, a confiança irrestrita em seu filho Jesus, a mulher que agregou os apóstolos para vivermos uma fé viva em Jesus de Nazaré!
Que possamos sempre enxergar com olhos de pureza, sinceridade, simplicidade e solidariedade... os sinais do mundo, percebendo a importância da fé, de professar o conhecimento e de agirmos com a liberdade de uma criança que busca sempre uma convivência sincera e um mundo pacífico, que tenha as cores do arco íris, refletida em cada um de nós. É como nos diz o Papa Francisco... “As crianças são um sinal de esperança, sinal de vida, mas também sinal de "diagnóstico" para compreender o estado de saúde duma família, duma sociedade do mundo inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano”.
Comemoramos amanhã o Dia do Professor... Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta. Enquanto professores, somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal. Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances. Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância. Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer. Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heroicos ao mesmo tempo. Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados. Ao parar e pensar, talvez seja possível encontrar, em cada profissão existente, um traço de nós professores. Por isso, apesar de sermos muitos... somos um só... múltiplos na unidade e únicos na multiplicidade... somos professores... educadores que professam sua fé no Humano.
Que fique conosco a composição do Padre Zezinho para os 300 anos de bênçãos: “... Nestas colinas de Aparecida, solidários no sacrário, missionários queremos ser, pequenina, restaurada a sua Imagem nos ensinou a ser um povo que não sabe esmorecer e se acaso for ferido, oprimido e esmagado, esquecido e machucado, outra vez reencontrado, nosso povo saberá renascer...”
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Cultivando as amizades...
02/10/2017 | 08h52
 
plantação de milho
plantação de milho / dreamstime
Duas estórias que nos fazem refletir...
Um fazendeiro que venceu o prêmio “milho-crescido”. Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio. Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivou o milho. O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do milho dele com seus vizinhos. “Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano?” – perguntou o repórter. Por que?” - disse o fazendeiro, - “Você não sabe ? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho. Se eu for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar milho bom”. Ele era atento às conectividades da vida. O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também melhore. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a achar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos. A lição para cada um de nós se formos cultivar milho bom, nós temos que ajudar nossos vizinhos a cultivar milho bom.
Conta-nos uma lenda judaica que dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador. Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita.
Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo. À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou: “Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu”. Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu. Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando: “Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter”. Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer. Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção...
Nos tempos atuais é raro estarmos ao lado de quem sabe ouvir... Estamos sempre ávidos por falar, por contar, por dividir as nossas lutas, pois nestes momentos percebemos em nós um alívio das nossas tensões, um frescor em nossa mente, um vento bom nos envolvendo em novas e energizadas vibrações de paz. Porém a vida é uma via de mão dupla, e ao mesmo tempo que queremos ser ouvidos... os que nos cercam também esperam o mesmo de nós.
A vida nos proporciona momentos muito ricos, nos oportunizando sermos ombro amigo e ombro que recebe os amigos, sermos braços que abraçam e braços que são envolvidos em um forte abraço, sermos mãos que recebem flores e mão que semeiam o perfume das mesmas.
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro. Como é bom sermos uma referência para os que nos cercam em nosso dia-a-dia e termos a certeza de que a nossa forma de sermos amigos envolve momentos de escuta, de paciência, de trocas, de caminhar lado a lado.
Hoje com a instantaneidade do mundo não podemos permitir que as nossas amizades se tornem também instantâneas, pois a amizade é um bem muito precioso, que não só lava a nossa alma, como também nos traz o frescor da juventude para os nossos dias...
Que saibamos então repensar os valores que compõem uma amizade como nessas duas estórias... a sinceridade, o cuidar do outro, o não ser egoísta, o não ser individualista, a paciência, o respeito ao limite do outro, mas também o impulsionar a sair do limite e vencer os próprios desafios...
Que assim como o milho bom nós possamos ser sempre um vento suave, como o que sopra nos campos de trigo, levando aos nossos amigos o calor, a energia e o aconchego da nossa sincera amizade...
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Façamos a nossa parte...
28/09/2017 | 20h40
           jabuticabeira
jabuticabeira / google
O velho estava cuidando da planta com todo o carinho. O jovem aproximou-se e perguntou: - Que planta é esta que o senhor está cuidando? - É uma jabuticabeira, respondeu o velho. - E ela demora quanto tempo para dar frutos? - Pelo menos uns quinze anos, informou o velho. - E o senhor espera viver tanto tempo assim, indagou, irônico, o rapaz. - Não, não creio que viva mais tempo, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião. - Então, que vantagem você leva com isso, meu velho? - Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você… Conta-nos outra história que na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa: - A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo. O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. - Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio, que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha que dura cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época? O que fica destas duas histórias é que a nossa fala, o nosso discurso deve ser um reflexo e um caminhar constante do nosso interior. Vivemos um mundo consumista, individualista e extremamente líquido... Liquidez nas amizades, liquidez na construção das relações, das famílias, do profissionalismo... Mas do que criticar e jogar pedra, devemos fazer a nossa parte, como as gotículas do orvalho que caem no oceano. Estas gotículas, mesmo imperceptíveis, fazem a diferença para o oceano... Assim, se fizermos mais, e não apenas aquilo nos interessa particularmente, mas principalmente quando estamos deixando um legado, escrevendo a nossa história para o bem da coletividade, com certeza, estaremos no caminho certo. As nossas responsabilidades são exclusivamente nossas. Não temos como transferi-las ao longo das trilhas do caminho. A colheita virá a seu tempo, o que importa são as sementes que foram plantadas no tempo certo, por nossas próprias mãos. Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais lutamos, mas sim, que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo!
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Calças Molhadas
19/09/2017 | 13h52
google
 
“Venha comigo a uma sala de aula do terceiro ano... Há um menino de nove anos sentado à sua carteira e de repente há uma poça entre seus pés, e a parte dianteira de suas calças está molhada. Pensa que seu coração vai parar porque não pode imaginar como isso aconteceu. Nunca havia acontecido antes, e sabe que quando os meninos descobrirem nunca o deixarão em paz. Quando as meninas descobrirem, nunca mais falarão com ele enquanto viver. O menino acredita que seu coração vai parar, abaixa a cabeça e reza esta oração: "Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda agora! Mais cinco minutos e serei um menino morto". Levanta os olhos de sua oração e vê a professora chegando com um olhar que diz que foi descoberto. Enquanto a professora está andando até ele, uma colega chamada Susie está carregando um aquário cheio de água. Susie tropeça na frente da professora e despeja inexplicavelmente a água no colo do menino. O menino finge estar irritado, mas ao mesmo tempo interiormente diz "Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!" De repente, em vez de ser objeto de ridículo, o menino é objeto de compaixão. A professora desce apressadamente com ele e dá-lhe shorts de ginástica para vestir enquanto suas calças secam. Todas as outras crianças estão sobre suas mãos e joelhos limpando ao redor de sua carteira. A compaixão é maravilhosa. Mas como tudo na vida, o ridículo que deveria ter sido dele foi transferido a outra pessoa - Susie. Ela tenta ajudar, mas dizem-lhe para sair. "Você já fez demais, sua grosseira!" Finalmente, no fim do dia, enquanto estão esperando o ônibus, o menino caminha até Susie e lhe sussurra, "você fez aquilo de propósito, não foi?" E Susie lhe sussurra, "eu também molhei minha calça uma vez". Que possamos ver as oportunidades que sempre estão em torno de nós para fazer o bem.”
Estes são os anjos! Quantas e quantas vezes ficamos a procurar por anjos de “asas”, santos imortalizados e um Deus distante... Nos esquecemos de que os anjos vivem na terra e estão ao nosso lado. Temos todos os dias oportunidades de ajudar, de aproximar, de reconciliar, de abrandar corações... Sejamos menos egoístas. Vivemos em uma época de grande inconsistência de valores. Época em que a “maquiagem” dos fatos, a primeira vista, tenta enganar a todos que são ingênuos. Época em que não vemos uma atitude real de ajuda ao próximo, com sinceridade em servir... Época de repensar valores e pessoas, pois não podemos nos deixar levar pelo consumismo. Época de buscar “grandes pessoas”!
Fernando Pessoa em seu Poema em Linha Reta nos leva a repensar a nossa trajetória, quando nos sacode a alma, poetizando ... “Toda a gente que eu conheço e que fala comigo, nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana, que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; que contasse, não uma violência, mas uma covardia! Não, são todos o ideal, se os ouço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? ... Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, vil no sentido mesquinho e infame da vileza.”
Que a vida possa realmente nos conduzir por trilhas que valem a pena serem trilhadas... Que nós possamos acordar em tempo, e não permitir tantas vezes ignorar o vento que nos sacode e sussura em nossos ouvidos vozes de despertar. O tempo passa, os relógios trabalham incessantemente em seus tic-tacs apressados, nos mostrando com firmeza que é tempo de reagir, de levantar, de buscar com intensidade os nossos sonhos e desejos. Vamos em frente... Arre, como nos diz Pessoa! Vamos evitar nos colocar nos altares da vida, vamos construir em nosso interior um ambiente de simplicidade como o da estrebaria em que Jesus foi gerado, exemplo de humildade que a humanidade recebeu, e então que sejamos capazes de pautar as nossas atitudes no bem comum, na singeleza dos atos, indo de encontro aos afetos, amenizando os desafetos, aprimorando os laços, repensando relações turbulentas que como a água do aquário que caiu podem também deixar extravasar o lado menos bom e se reconstruir em sólidas vivências no cotidiano de nossas vidas... Ao invés de apontar culpados, que possamos voltar para nós mesmos o dedo que aponta a culpa do outro e verificarmos quanto crescimento nos aguarda...
A vida é bela, basta que deixemos a condução da energia do bem estar presente ao nosso redor, entornando todas as águas estagnadas dos aquários da vida, beneficiando a todos que nos cercam, sem precisar dizer que fomos nós os protagonistas deste recomeçar, mas apenas partícipes ativos na reconstrução de um mundo melhor, onde com certeza os valores sólidos que buscamos com avidez sejam reais dentro de nós e implantados com muito amor em todos que nos cercam. Como nos diz Pessoa: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”... Uma maravilhosa semana a todos!!!
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Espelho do Tempo...
08/09/2017 | 13h33
Brasil
Brasil / google
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vivemos uma crise humana...
Uma crise de valores, onde não nos reconhecemos. Um tempo em que tudo é normal. Nada não apenas nos incomoda, como não mais nos deixa perplexos. Parece que perdemos a sensibilidade, a moralidade, mas acima de tudo a humanidade... Nos tornamos tão menores, tão pequenos, tão enraizados em nosso pequeno mundo, que enquanto TUDO está ruindo e não nos atinge, não nos pronunciamos. E é o silêncio das pessoas “honestas”, que aumenta cada vez mais esta crise humana, de valores, política, em que vive o mundo, e o nosso país... Estamos sempre a responsabilizar alguém ou alguma coisa... A culpa já foi da guerra, do colonialismo, do imperialismo, do apartheid, enfim, de tudo e de todos. Menos nossa. É verdade que os outros tiveram a sua dose de culpa. Mas parte da responsabilidade sempre morou dentro de casa. Estamos sendo vítimas de um longo processo de DESRESPONSABILIZAÇÃO. Esta lavagem de mãos nos trará um preço: permanecer na impunidade.
Podemos olhar sempre pelo retrovisor... e então ficaremos nas justificativas vazias injustificáveis, das palavras vazias, que servem àqueles que não querem olhar para frente. Não podemos entrar na modernidade com o fardo do preconceito, da falta de conhecimento, da falta de acessibilidade à cultura. Cultura e conhecimento são sinônimos de cidadania, de raízes, de um povo altivo e autônomo que não aceita demagogias, que tem pensamento crítico e que sabe fazer escolhas. Precisamos cada vez mais dar valor ao trabalho, pois somente desta forma chegamos ao sucesso! Não existe mágica! O trabalho enobrece, não existe jeito, mas sim resultado de esforço, de estudo, dedicação a longo prazo... E então, a força do exemplo deve ser passado de geração em geração, com muito orgulho, para que nosso povo, tenha uma nação patriota, solidária, mas acima de tudo CONSCIENTE. Quando somos conscientes, nada poderá nos comprar, nem nos deter...
Podemos iniciar a conscientização política dentro de casa. Independência, nascida em um grito uníssono, precisa ser buscada por cada cidadão, nos pequenos gestos que, somados, devem figurar o ícone de uma vontade coletiva. Num país onde o índice de analfabetismo ainda é relevante e o desemprego continua marcando a história, não há independência. Onde a natureza continua sendo depreciada e a exploração da mão-de-obra ainda existe, não há independência. A independência não existe onde a política não é instrumento de desenvolvimento coletivo e de igualdade. Onde o acesso à saúde, à educação, ao esporte, à cultura não é prática constante, não há independência. Não é preciso estar à frente de um processo político ou ocupar as cadeiras dos gestores para proclamar a independência ou, até mesmo, para abrir fronteiras rumo a ela. A prática desse conceito deve ser iniciada na instituição mais antiga e forte, quando o assunto é aprendizado: na família. Nas ações cotidianas, nos exemplos gerados pelos gestos dentro da própria casa, enquanto pais e filhos, podemos praticar a independência. Podemos exercer a cidadania, entendendo-a com caminho único rumo ao futuro desejado. Em nossa família, quando rompemos os muros do individualismo, mostrando aos nossos filhos que o bem comum deve ser prioridade, estamos sinalizando que o grito coletivo tem o potencial de transformação necessário ao desenvolvimento da nação. Dessa forma, formamos cidadãos conscientes e preparados para repintar o verde e amarelo de nosso país, por vezes, tão desbotado. Por fim, quero deixar com vocês a palavra de Rui Barbosa, um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, abolicionista, que foi deputado, senador, ministro, jornalista e advogado, fundador da Academia Brasileira de Letras. A palavra de Rui Barbosa que tão se enquadra em nossos dias: “Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, e por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra. Sinto vergonha de mim, por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo. Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer… Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino... Como ele bem diz, "Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra, antes se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada, pois a liberdade não é um luxo dos tempos de bonança, é o maior elemento da estabilidade". Que busquemos incessantemente a liberdade não nos esquecendo da essência, da consistência de valores em nossas vidas... Que tenhamos sabedoria para discernir o joio do trigo, sempre... Que ao delegarmos aos homens públicos nossa representatividade, saibamos também exercer a cobrança responsável, os deveres do fazer público sem vingança, mas em prol de todo um povo. Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós... E que possamos sempre... ao olhar no espelho do tempo, nos reconhecermos nele, como um Povo Solidário, altivo, que não se curva a esta politicalha imoral, mas que tem orgulho exercer sua liberdade com moral e responsabilidade, olhando no espelho, “cara a cara” com altivez e honra!
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Não basta ter a chave para encontrar o tesouro, é preciso saber usá-la!
05/09/2017 | 10h58
sol
sol / google
 
 
 Outro dia, li um texto muito interessante sobre a capacidade que temos e que muitas vezes não usamos para perceber e desfrutar os tesouros que a vida nos dá, começando pela bela natureza que temos ou nosso redor. A seguir transcrevo a mensagem do professor Gretz:
“Há histórias que transmitem belas mensagens e nos vêm à mente em certos momentos da vida. É o caso de um pequeno conto sobre três amigos que se vêem diante de um mesmo desafio: chegar ao topo de uma grande montanha, onde há um valioso tesouro.
Um dos três, pessimista, olha a montanha ao longe, imagina os percalços do caminho, os espinhos, as escarpas íngremes. Dizendo-se realista, prefere continuar no dia-a-dia ao qual estava acostumado e prefere não se arriscar.
O outro, extremamente otimista, logo se imagina lá em cima festejando a vitória e conquistando o tesouro. Segue, imediatamente, sem perceber que uma tempestade se forma no horizonte.
O terceiro, entusiasmando-se pelo desafio, planeja os detalhes do percurso, providencia os equipamentos adequados e escolhe o momento mais propício.
Quem terá chegado ao topo da montanha? O pessimista, que não corre riscos? O otimista, que conta apenas com a sorte e não se prepara para enfrentar dificuldades? Ou o entusiasta, que faz acontecer?
Recentemente viajei ao Tibet e atravessei as encostas íngremes da cordilheira do Himalaia. A paisagem do Everest me inspirou a escrever o livro “Superando Limites”. Refletindo sobre as aventuras da viagem, vi que algumas atitudes da nossa vida diária são verdadeiras “chaves” para a superação de limites.
A primeira chave é a da ATENÇÃO. Imagine um castelo no alto da montanha, onde há um tesouro. A chave da atenção abre os principais portões desse castelo, mas para conseguir usá-la é necessário ter equilíbrio, prudência e autocontrole.Para adentrar os salões desse castelo é preciso ter disposição, vitalidade, preparo físico, entusiasmo, esperança e coragem. Esta é a chave do ÂNIMO. Para abrir os aposentos internos em busca do tesouro, é preciso levar com você: simplicidade, simpatia, bom humor e auto-estima. Esses são os componentes da chave da ALEGRIA. Para chegar aos jardins onde está o tesouro, é preciso reunir cordialidade, tolerância, companheirismo e espírito de equipe. Estes sentimentos moldam a chave da AFETIVIDADE. Então você descobre que só alcança o tesouro quem cultivou um sonho de vida, com disciplina, persistência, firmeza, força de vontade, clareza de propósito, intrepidez e ousadia. Esta é a chave da AUTODETERMINAÇÃO. Só consegue usá-la quem quer atingir uma meta tanto quanto alguém que está debaixo d’água e quer respirar.”
No entanto não basta saber quais são as chaves: é preciso colocá-las em prática. Sabedoria é usar o conhecimento de maneira certa. Vale a pena refletir sobre estas palavras, pois nelas reside a diferença entre atingir ou não o seu objetivo.Caro amigo, leitor, a partir deste texto podemos constatar que o ânimo alegre e confiante tem uma influência considerável no espírito das criaturas, para que elas vençam na luta pela vida. As criaturas possuidoras de ânimo forte tudo encaram, tudo observam com presença de espírito, com altivez e sem esmorecimento. Da disposição de ânimo, pois, depende o êxito da criatura. Aquela que possui um ânimo fraco é pessimista e dificilmente vence, porque se acovarda à menor dificuldade.
O mundo é dos fortes e dos valentes. Só as pessoas de vontade forte vencem na luta pela vida. Não se admite fraqueza, vacilação, dúvida, entre aqueles que se dizem esclarecidos. A vida correrá bem para todos, se todos se convencerem de que cada um recebe pelo que pensa e faz. E assim sendo, não pode receber alegria e saúde aquele que só vive a pensar em doenças e insucessos. A vida na Terra será sempre de altos e baixos, de surpresas, de desilusões e de enganos. Felizes daqueles que podem passar por este mundo tudo vendo e tudo encarando com presença de espírito, altivez e dignidade; felizes aqueles que podem manter sempre firme a sua personalidade, que não têm disfarces, que não precisam usar máscara para encobrir o que sentem, para encobrir aquilo que não têm coragem de desvendar!
Por isso, alimente sua vida com ânimo, força, alegria, autodeterminação, estando atento para perceber tudo de maravilhoso que o mundo e cada pessoa que conosco vive nos oferece! Tenha uma linda semana!
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Que filhos deixaremos para este mundo...
27/08/2017 | 10h07
porta do lado
porta do lado / pinterest
Ao invés de pensarmos que mundo deixaremos para nossos filhos, deveríamos pensar que filhos deixaremos para o mundo: Filhos intolerantes, egoístas, mimados, que não pensam no coletivo, raciocinam de forma individual, ou filhos que pensam em outras gerações que virão depois da sua, que se solidarizam com a dor do outro, que se preocupam em construir e fazer alguma coisa de melhor para deixar um legado para o mundo... Filhos que querem ser gotas de amor e de paz, que possam perfumar e melhorar um mundo tão conturbado. Filhos que tenham consciência sustentável, que pensem no cuidado com o homem e com o meio ambiente! E então, muitas vezes pensamos na porta do lado... Reproduzo um texto de do médico Dráuzio Varella que tão bem ilustra este exemplo:
“... Que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente… É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia. Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça… Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato. “Eis a chave do mistério,… a FÓRMULA DA FELICIDADE… o ELIXIR DO BOM-HUMOR, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.” Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, NÃO ESTRAGUE O SEU DIA… USE A PORTA DO LADO… e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria. A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída… Experimente!”
E então, como os exemplos arrastam, convido todos vocês para contribuirmos com um mundo melhor, mesmo que seja de gota em gota... O ISECENSA neste sábado realiza com pais, professores do CENSA e do ISECENSA uma segunda edição da REGATA VERDE, com o objetivo maior de conscientização sobre a responsabilidade ambiental de todos os cidadãos. Desta forma estaremos contribuindo com este exemplo de fazer a nossa parte, e de preparar os filhos para um mundo melhor. Está prevista a mobilização para a limpeza do Rio Paraíba no percurso e aproximadamente 10 km entre o distrito de Santa Cruz e o cais da Lapa, com a participação de alunos e professores do curso de Educação Física utilizando caiaques e stand ups. A Regata Verde, além de um exercício de cidadania, é uma aula prática da disciplina Atividades Esportivas na Natureza, do nosso curso de Educação Física. Este ano, teremos na chegada da Regata Verde uma celebração presidida pela nossa Diretora Irmã Suraya Chaloub, no cais da Lapa.
E então, temos a oportunidade de deixar para o mundo, filhos que amem e que preparem a geração assim: “Quando meus filhos disserem aos meus netos, o quanto eu os amava, e quando os meus netos, disserem aos meus filhos, que guardam lembranças minhas e de mim sentem saudade, não terei morrido nunca: serei eternidade”. É este sentimento de eternidade que devemos acalentar e passar como legado para nossos filhos, pois sendo eterno, teremos passado o cuidado, a beleza, a compaixão e o amor, pois quem ama cuida e precisamos deixar filhos que possam melhorar o mundo. Filhos que tenham sempre como opção a “porta do lado”, que tragam leveza para a vida e vejam a vida sempre como um presente para um mundo melhor...
Tenho sempre minha porta do lado aberta...
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
A arte de viver...
18/08/2017 | 21h46
arte de viver
arte de viver / google
O Ser Humano é o único que pode, conscientemente, escolher o direcionamento das suas ações, tornando claras as intenções de sua essência interior e, através de suas atitudes, demonstrar o valor de suas palavras, o poder de seus pensamentos e o calor de seus sentimentos em tudo o que realiza. Diferente do que muitas pessoas pensam, não basta apenas ter bens para usufruir, ou uma vida social e profissional bem sucedida. É preciso que você faça sua parte, buscando o autoconhecimento e a positividade em seus atos, e o sucesso torna-se conseqüência natural de tudo que se procura fazer com perfeição e com amor. Desta forma, nossos pensamentos, nossos movimentos, nossos planos, tudo em nossa vida são canais por onde o fluxo de energia passa. Assim, quando realizamos toda e qualquer ação, seja simplesmente pensando, sentindo ou atuando concretamente, conscientes da correta atitude para cada momento, criamos uma abertura para as dimensões mais profundas no nosso Ser, onde temos acesso ao amor e à sabedoria sem limites. A qualidade presente em nossa consciência quando assumimos atitudes é o que determina o campo vibratório e sensível onde iremos atuar e viver a plenitude de sermos, simultaneamente, humanos e divinos. Todavia, é na busca pela divindade e humanidade que aprendemos a arte de viver, que exige uma caminhada rumo ao nosso interior e o desenvolvimento de uma atitude amorosa para conosco e para com os outros. A atitude amorosa é expressa de infinitas maneiras. É preciso descobrir nosso único e incomparável jeito de amar e amar muito. É fundamental abrirmos o coração para atos simples e amorosos de serviço às pessoas, aos animais, às plantas, enfim, a toda a Natureza. Quanto mais aprendemos a amar e a aprovar o nosso Ser, a partir de uma consciência de auto-aceitação, mais prazerosas serão as nossas atitudes na vida. O prazer torna-se consciente em cada ato, em cada gesto, quando reconhecemos que o amor e o respeito que podemos sentir por nós mesmos e pelos outros está sempre disponível na dimensão da Alma. No entanto, ao vivenciar essa atitude amorosa é essencial ter os dois pés no chão e estar aberto para viver experiências significativas. E sempre se lembrar de que o AMOR começa no interior de nossa alma.O amor é um sentimento que faz parte da "felicidade democrática", aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos pessoas boas, corajosas e ousadas. Já a "felicidade aristocrática" deriva de sensações de prazer possíveis apenas para poucos: riqueza material, fama, beleza extraordinária. Felicidade aristocrática está relacionada à vaidade e é geradora, inevitável, de violência, em virtude da inveja que a grande maioria sentirá da ínfima minoria. É difícil definir felicidade, mas pode-se, de modo simplificado, dizer que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento. É impossível nos sentirmos felizes o tempo todo, mas os períodos de felicidade correspondem à sensação de que nada nos falta, de que o tempo poderia parar naquele ponto do filme da vida. A vida pode e deve ser melhor e mais prazerosa, só depende de nós, por isso não podemos permitir que constantes pensamentos e sentimentos negativos tomem conta de nós. A arte de viver consiste na busca e aspiração à felicidade e ao prazer em cada ato presente, não mais acreditando cegamente que você conseguirá ser plenamente feliz (nas férias, quando se aposentar, ao ganhar muito dinheiro). A felicidade está ao nosso alcance sempre, basta desejarmos e nos dispormos a isso. A arte de viver tem como elemento chave o amor, principalmente o amor próprio! Por isso, ame-se... Pare de se incomodar e se irritar em demasia com pessoas mal-humoradas, com bobagens cotidianas. Procure refletir e compreender possíveis ressentimentos, mágoas, sentimentos negativos. Não se culpe! Busque melhor conhecer e entender a si próprio e a outrem. Renove-se! É necessário parar, pensar, rezar! Mesmo diante de agitações e problemas, sossegue a si mesmo. PARE! Imagine, mesmo que por curto tempo, que um rio a correr calmamente, entre algumas pedras, produz um burburinho acolhedor e paz perfeita. No fundo das águas, veja peixes nadando, tranqüilos. Acredite. Dentro de todas as pessoas existe um universo de aptidões que dorme. Qualidades e capacidades que, se fossem postas em atividades, produziriam grandes alegrias e as incitariam a dar valor à vida. O que vemos fora é o que temos por dentro. Precisamos distribuir benefícios, pois eles voltam para nós mesmos, de uma maneira ou de outra. Essa é a lei da vida, a lei de Deus. Reflita. A arte de viver é uma conquista cotidiana da atitude amorosa! Mas é preciso saber que amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive ou não. É o amor que fica, que marca as pessoas... Parafraseando Arthur da Távola, o amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado e vive a vida mais alegremente!!!
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Gratidão...
11/08/2017 | 21h55
 
Pingar no papel a emoção dos sentimentos... Ousar o risco da felicidade! Assim encaro a vida... Exercer a paternidade é não deixar os sentimentos amontoados, a roupa da alma surrada... É ser livre para beijar, demonstrar carinho, proteção, sabedoria, indicar caminhos. É continuar a pureza das crianças!
“As alegrias que não sabemos explicar são as crianças que ainda nos habitam.” Pe. Fábio de Melo
Mas do que tudo, ser pai é ser amigo. É olhar no olho, é estar junto! Nesse sentido, só tenho a agradecer! Agradecer a vida de meu pai, Amaro, que se renovou este ano, vencendo os desafios e seguindo em frente... Seguir em frente também faz parte de ser grato pelo passado, para vivermos o presente e vislumbrar o futuro!
“E quando não havendo caminho... inventa-se. A vida não retém os que querem chegar!” Pe. Fábio de Melo
Portanto, não economizemos em “doações de felicidade”...
Conta-se que “Deus pegou a força de uma montanha, a majestade de uma árvore, o calor de um sol de verão, a calma de um mar tranquilo, a generosidade da natureza, os confortáveis braços da noite, a sabedoria das eras, o poder do vôo da águia, a alegria de uma manhã de primavera, a fé de uma semente de mostarda, a paciência da eternidade e o centro da necessidade de uma família. Depois, Deus juntou todos esses ingredientes e quando percebeu que nada mais havia para acrescentar, viu que Sua obra prima estava completa. Então, ao concluí-la, olhou para a obra-prima pronta e disse: “A tua missão é sagrada. Vai para a vida, vai! Só falta eu te dar um nome: eu te batizo de Pai! Vai... Tens todo o meu apoio!” Essa belíssima descrição reforça a missão magnífica de um pai: ser forte, afetuoso, tranquilo, generoso, sábio, paciente e seguro. Por isso, nesta data, quero homenagear todos os pais com suas virtudes e limites! Esses homens que, no dia-a-dia, são mestres contadores de histórias que trazem em seus corações tantas memórias e espalham, no caminhar de seus filhos, muitas esperanças, certezas e confiança. Por tudo isso, e muito mais, agradeço em nome de todos os filhos a todos os Pais, principalmente ao meu pai! Agradeço os valores do professor de educação física que acompanhei, desde cedo (já nasci e cresci na beira da quadra), permeando minha vida com referências tão nobres quanto as do esporte. Valorizar a vitória, aprender com a derrota, não subestimar o adversário e não tê-lo como inimigo. Ele é apenas um adversário, com quem podemos aprender sempre. Quantas e quantas vezes aprendeu com seu desprendimento dando treinamentos de vôlei para sua equipe campeã estadual, nos fundos de nossa casa em Campos e no saudoso Grussaí Praia Clube. Ali, aprendi amor ao esporte, desprendimento aos valores materiais e a acreditar nas belas causas, que valem à pena! Aprendi a ter determinação, disciplina, alma, espírito de equipe e, principalmente, a exercer a liderança, vendo a mesma sendo exercida por você, naqueles jovens atletas. Aprendi até que o pão que os atletas roubavam, todo dia, da casa de vovó em Grussaí, era por uma boa causa! Este é meu pai! Aprendi a ser amiga dos meus amigos, pois você exerce muito bem este dom. Dá de si aos outros, sem nada esperar em troca! Aprendi muito com sua doação a Santo Amaro! Alegro-me em ver sua fé e nela crescer!
Nos conta um conto que... “Num quarto modesto, um triste doente em grave situação pedia silêncio. Mas a velha porta rangia nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava. O momento solicitava quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada. Com a passagem do médico, a porta rangia nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos familiares e amigos, eis a porta a chiar, estridente. Aquela circunstância trazia ao enfermo e a todos que lhe prestavam assistência e carinho, verdadeira guerra de nervos. Contudo, depois de várias horas de incomodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo lubrificante na antiga engrenagem e a porta silenciou tranquila e obediente. Quantos "ranger de portas" temos em nossas vidas? Quantos barulhos nos relacionamentos... entretanto na maioria dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção desses rangeres... Basta que lembremos do recurso infalível de algumas gotas de compreensão e a situação muda. Gotas de perdão acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas. Gotas de paciência, no momento oportuno, podem evitar grandes dissabores. Poucas gotas de carinho penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares. Algumas gotas de solidariedade e fraternidade podem conter uma guerra de muitos anos. É com algumas gotas de amor que nossos pais abrem as portas mais emperradas dos nossos corações. São as gotas de puro afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas pela tristeza, transformando em alegria na relação de amizade que temos com nossos pais. Às vezes, são necessárias apenas algumas gotas de silêncio para conter o ruído desagradável de uma discussão infeliz. E se você é daqueles que pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes montanhas são constituídas de pequenos grãos de areia.” Pai, tenha certeza de que suas gotas de óleo me fizeram uma pessoa mais flexível, mais livre, que acredita sempre no amor de pai. Suas gotas te rejuvenescem e me enriquecem ao mesmo tempo. Aproveito o espaço para parabenizar todos os pais... que comemoram neste domingo esta data tão especial, o Dia dos Pais, desejando a todos muitas felicidades e um domingo em família pleno de aconchego e alegrias. Que sejamos sempre, essa gota de óleo, a inundar o coração de nossos pais, transformando sua vida em bálsamo...
Não economize em “doações” de felicidade. Nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada. E no meio brigamos por algo que não trouxemos e não levaremos. Mesmo que estejamos passando por uma crise humanitária, onde a paternidade se inclui... “É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo...” Paulo Freire
 
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Na contra mão do mundo...
07/08/2017 | 11h38
 
contramão
contramão / google
É melhor andar sozinha na contra mão, mas convicta de sua lealdade, sua verdade e bem querer, da entrega, de dar o seu melhor... Desobedecer a regra enfadonha da vida, dos arranjos, das mesmices, dos acordos pequenos, nos fazem maiores... maiores na certeza de ser sempre sincero, primeiro com seus princípios, em seguida com o mundo...
Portas abertas, coração leve, vento que acaricia o amor ao próximo. A leveza da alma está em você falar e fazer a mesma coisa... isto nos dá paz, nos faz conscientes, gratos com a vida e sempre felizes... Pois a grande felicidade é ter a consciência de fazer sempre o que os seus valores realmente gritam dentro de você!
E neste mundo consumista, onde o poder é buscado a qualquer peço, quase que com atitudes e gestos doentios por “mandar”, esquecemos o verdadeiro sentido do que é “autoridade”... Autoridade é o que nos faz crescer, nos faz melhor, nos faz ter vontade de seguir aquele caminho, nos espelhar em alguém! Então hoje, tenho a convicção, quero andar na contra mão deste mundo que não olha no olho, que não reconhecemos quem está ao nosso lado, mesmo depois de anos a fio, pois na maioria das vezes o caminho tomado, leva a cegueira humana. E quando estamos “cegos”, não somos nada inteligentes emocionalmente, nem profissionalmente... Deixamos de enxergar a beleza do caminho, mas principalmente a paisagem ao fim do caminho... E sendo caminhantes não poderíamos ter infelicidade pior do que apreciar a beleza de quem caminha ao nosso lado... simplesmente passamos a não enxergar e não saber apreciar a beleza da vida, as flores, a paisagem do lado... é literalmente ser um nó cego humano.
Ter coragem para este enfrentamento, para desfazer esse nó cego, diante deste mundo endurecido em que estamos vivendo hoje, é primordial para que as relações sejam mantidas. A dificuldade inicial se transforma em dias de bonança, pois nada como a clareza das relações. Tempo que se perde com pequenos desentendimentos é tempo caro no cômputo da caminhada da vida. Na verdade, caminhar na mesma direção é um ato de sabedoria, porém faz parte desta trajetória, recuar quantas vezes forem necessárias para retomarmos caminhos, sair da obscuridade que não acrescenta, para a luminosidade das boas relações. Energia de leveza que faz bem a alma e ao coração, que contagia e fortalece os laços, que sintoniza no mesmo canal, trazendo sempre notícias que transbordam bons sentimentos, pois a sintonia é sinal de inteligência tornando-se essencial nos dias atuais. Caminharmos juntos, na mesma direção, respeitando e convivendo com opiniões diferentes, porém tendo sempre o bom senso permeando as decisões. Faz parte da caminhada esse respirar e prosseguir, porém como é positivo quando tudo se faz acompanhado da transparência nas relações.
Que possamos recuar e prosseguir, mas optarmos sempre pelo caminho que se caminha em conjunto, de mãos dadas, de coração pleno de leveza e da fé que se renova no compromisso do dia-a-dia. Pois os nossos compromissos são as nossas opções. Daí a riqueza da vida... o nosso livre arbítrio em nossas opções. Como é gratificante lutarmos pelo que escolhemos, e fazermos com amor, com afeto e com muita certeza de estarmos fazendo o melhor de nós, nossa máxima entrega...
Que nossas opções tenham sempre o sabor do saber, pois quando estamos conscientes do que queremos, sabemos aceitar as decisões e seguir sempre em frente, sem dificuldades, pois as lutas que surgirem são bem vindas e fazem parte do caminho novo e luminoso que buscamos seguir sem receios, acompanhando a nossa inspiração que vem do coração, banhada de leveza e dos ventos da paz... que nos conduzem a liberdade...
A liberdade de andar na contra mão que vem de dentro. Vem do desejo de ser sincero, de treinar nossos ouvidos para a verdade, que muitas vezes não tem uma boa sonoridade, mas se faz necessária para a composição da melodia da vida. Já dizia Nelson Rodrigues, que toda unanimidade é burra, mas penso que a grande sacada é perceber a diferença entre o poder e o que realmente somos sem ele. Se somos a mesma pessoa com ou sem poder, significa que temos o poder de não nos deixarmos levar pelo “falso poder” e atingirmos a essência do bem querer, das relações que se importam com o respeito, com a gratidão, com o amor ao próximo... E por isso quero sempre estar na contra mão, não quero perder a pureza da criança que em mim habita, que acredita na sinceridade das amizades, das relações, das construções que nos fazem pessoas melhores... Me nego a me impregnar por este mundo negativo, em que pessoas disputam com pessoas. Não quero o “ou”, pois sou do “e”, porque andar na contra mão é agregar, é chamar: vem comigo, senta aqui, vamos juntos, o que você pensa sobre isso... É não só estar junto, é ser uma só pessoa no coletivo, é ter uma uníssona voz, com vários tons, dentro da mesma melodia...
E por fim, tenho a certeza plena, é a beleza que salvará o mundo (Dostoievsky), é a beleza do outro, do sentir, do humano, das relações sinceras, que acreditam e sentem, assim como Fernando Pessoa, que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena... Quero andar na contra mão... simplesmente assim...
Com afeto,
Beth Landim
Compartilhe
Sobre o autor

Elizabeth Landim

bethlandim99@gmail.com