Perdoar sempre... se libertar... ser feliz!
06/09/2019 | 19h13
Nos diz o psicólogo Antônio Roberto Soares que em todos os caminhos de crescimento humano, tanto psicológico quanto espiritual, uma ênfase especial é dada à questão da mágoa. Não só pelo sofrimento que ela produz, mas também pelo transtorno que provoca nos relacionamentos. Qualquer que seja o nome que damos a esse sentimento, seja mágoa, rancor, ressentimento ou vingança, ele se caracteriza pela amargura na alma, uma sensação de injustiça a partir do mal que alguém nos fez. Além da dor, o componente fundamental da mágoa é a sua permanência. É uma incapacidade de parar de sofrer, mesmo com o passar do tempo. E como é impossível levar nossas vidas sem sermos machucados pelas outras pessoas, de vez em quando, tendo em vista a imperfeição da natureza humana, corremos o risco de acumular feridas e nos tornarmos pessoas amargas, desiludidas e sofredoras. A mágoa é uma forma de guardarmos para depois, coisas que não queremos resolver na hora.
Uma das características da vida é que ela só pode ser vivida no presente. O passado e o futuro, apesar de existirem na nossa cabeça, não têm existência real. Seria uma grande tolice imaginarmos que podemos respirar para amanhã, que podemos viver ontem. O natural é que as coisas sejam vividas, mesmo as ruins, no momento em que elas ocorrem.
O sentimento de raiva, que é natural, tem o objetivo de nos ajudar a resolver nossos problemas, incluindo as ofensas, traições ou quaisquer outros atos que as pessoas produzam. Quando somos inibidos na nossa raiva, quando temos medo de expressá-la, ela esfria dentro de cada um de nós e se transforma em mágoa. Mágoa é toda a raiva que ficou para depois. É a raiva dentro da geladeira. É o medo de resolvermos nossos conflitos com outras pessoas no momento em que aparecem. Guimarães Rosa define, magistralmente, a mágoa no seu livro Grande Sertão Veredas: “Mágoa é lamber frio o que o outro cozinhou quente demais para nós”. A pessoa rancorosa apresenta as seguintes dificuldades: aceitar a imperfeição humana, idealizando uma realidade onde as pessoas nunca falhem com ela; expressar a raiva na colocação clara do seu desagrado diante do outro; viver o momento presente, sendo extremamente apegada ao passado. Por isso, quem guarda mágoa, em geral, é também um saudosista e culposo, características dos que vivem no passado. Uma vez, porém, instalada a mágoa, só nos resta uma saída: o perdão. Se a mágoa nos envenena e machuca, o perdão nos alivia e cura.
Pode-se medir a sanidade psicológica de alguém por sua capacidade de perdoar. O perdão é a ponte que nos faz sair da depressão para a alegria: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos têm ofendido”.
Por que tanta dificuldade em perdoar? Porque há equívocos em torno do perdão que dificultam o exercício dele. Primeiramente há uma crença falsa de que o beneficiário do perdão é a pessoa que nos ofendeu. O perdão é algo bom para quem perdoa. Perdoar é ficar livre da dor causada pelo outro. É ficar livre daqueles que nos magoaram. É um presente dado a mim mesmo. Em segundo lugar, há uma idéia igualmente falsa de que, ao perdoarmos, devemos esquecer o mal que nos fizeram e voltar a ter com a pessoa o mesmo relacionamento de antes. Perdoar não é esquecer. É apenas parar de sofrer. “Devemos, porém, aprender com a experiência e podemos, a partir daí, escolher qual relacionamento teremos com o ofensor”. Perdoar não significa fazer de conta que nada aconteceu. Pelo contrário, temos de levar em conta a experiência, revendo a relação, e por isso mesmo, nos livrando do sofrimento. Perdoar os outros é o presente que oferecemos a nós mesmos.
Chega de carregar na alma as ofensas e os que nos ofenderam. Melhor do que perdoar é não se ofender.
E então, quando lavamos nossa alma com o perdão, deixamos também de ser vítima dos problemas e nos tornamos autores da própria história. É saber atravessar desertos fora de si, mas também ser capaz de encontrar um oásis no interior de nossa alma. Quando aprendemos a perdoar, passamos a ter mais segurança e maturidade para receber uma crítica, mesmo que injusta, pois o perdão nos deixa inteiros, nos renova, nos deixa LIVRE...
E a liberdade vem junto com a felicidade... "És precária e veloz, felicidade. Custa a vir, e, quando vens, não se demoras. Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo, e, para te medir, se inventaram as horas..." Cecília Meireles expressou tão bem, em seus versos, o que tanto buscamos... a felicidade.
E para saborear a tão sonhada felicidade, precisamos aprender a perdoar, a não olhar pelo retrovisor, a não guardar mágoas, aprender inclusive a nos perdoar, para depois compreendermos o outro...
Livre-se então do sentimento de culpa, olhe-se por inteiro e terá a inteireza para olhar, perdoar e ser feliz... Uma boa semana para todos...
Com afeto,
Beth Landim
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Ser sincero não custa nada...
30/08/2019 | 22h18
A palavra sincera tem origem romana. Os romanos fabricavam vasos com uma cera especial tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos era possível distinguir os objetos guardados no interior do vaso. Para um vaso assim, fino e límpido, diziam os romanos: Como é lindo! Parece até que não tem cera! Sine cera queria dizer sem cera, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes. Com o tempo, o vocábulo sine cera se transformou em sincero e passou a ter um significado relativo ao caráter humano.
Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. A pessoa sincera, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração. Assim, procuremos a virtude da sinceridade em nossos corações. Sim, pois na forma de potencialidade, ela está lá, aguardando o momento em que iremos despertá-la e cultivá-la em nossos dias. Se buscamos a riqueza do Espírito, esculpindo seus valores ao longo do tempo, devemos lembrar da sinceridade, desse revestimento que nos torna mais límpidos, mais delicados. Por que razão ocultar a verdade, se é a verdade que nos liberta da ignorância? Por que razão usar disfarces, se cedo ou tarde eles caem e seremos obrigados a enfrentar as conseqüências da mentira? Por que razão dissimular, se não desejamos jamais ouvir a dissimulação na voz das pessoas que nos cercam? Quem luta para ser sincero conquista a confiança de todos, e por conseqüência seu respeito, seu amor... a dignidade da palavra firmada. Quem é sincero jamais enfrentará a vergonha de ser descoberto em falsidades. Quem luta pela sinceridade é defensor da verdade, a verdade que liberta.
Sejamos sinceros, lembrando sempre que essa virtude é delicada, é respeitosa, jamais nos permitindo atirar a verdade nos rostos alheios como uma rocha cortante. Sejamos sinceros como educadores de nossos filhos. Primemos pela honestidade ensinando-lhes valores morais, desde cedo, principalmente através de nossos exemplos. Sejamos sinceros e conquistemos as almas que nos cercam. Sejamos o vaso finíssimo que permite, a quem o observa, perceber seu rico conteúdo. Sejamos sinceros, defensores da verdade acima de tudo, e carreguemos conosco não o fardo dos segredos, das malícias, das dissimulações, mas as asas da verdade que nos levarão a vôos cada vez mais altos. Por fim, lembremo-nos do vaso transparente de Roma, e procuremos tornar assim o nosso coração.
As pessoas estão tão acostumadas a ouvir mentiras, que sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante. A única coisa que importa é colocar em prática, com sinceridade e seriedade, aquilo em que se acredita. Para Villa Lobos a sua música refletia a sua sinceridade... Por isso muitas vezes as ações são muito mais sinceras que as palavras. Vemos que a maneira de falar e de escrever que nunca passa da moda é a de falar e escrever de forma sincera... Nos diz Charles Chaplin que... “Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.”
A sinceridade não custa nada, pelo contrário, só nos faz bem. Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada. Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu jardim, a minha casa, o teu abraço, não custa nada, um beijo seu, não custa nada, a boa idéia, não custa nada, missão cumprida, não custa nada, e quando tudo parecer que está perdido de uma boa gargalhada. Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada. Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu quintal, a minha casa, o por do sol, não custa nada, a brincadeira, não custa nada, um gol de placa, não custa nada, vento no rosto, não custa nada... E quando tudo parecer que está perdido dê uma boa gargalhada... A flor do campo, não custa nada, onda do mar, não custa nada, a poesia, não custa nada, a nossa história, não custa nada, fruta no pé, não custa nada, água da fonte, não custa nada, banho de sol, não custa nada, um bom amigo, não custa nada... E quando tudo parecer que está perdido de uma boa gargalhada... Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada...
Já nos dizia Confúcio no século VI a.C. que a sinceridade é o principio e o fim de todas as coisas, sem sinceridade nada seria possível.
Ser sincero não custa nada... Ser sincero é a melhor riqueza que podemos amealhar ao longo da nossa caminhada...
Com afeto,
Beth Landim
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Travessia
30/08/2019 | 22h17
Um dia todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar. É neste momento que o ser humano descobre o que são fardos, os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpados…
Aí está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem, racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças.
Os que desanimam, bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá, pois todo milagre é fruto de uma ação positiva, de fé. Se hoje você está atravessando o seu deserto, seja ele o mais seco do mundo, não importa, em algum canto dele, você encontrará um oásis.
Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam, são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo, é a fé que todos nós temos e renova a esperança. Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada, não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e depois de tudo, o sol vai brilhar por você. A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos, e a força que nos empurra para a vitória, é o amor de Deus que nunca nos abandona. Procure por Ele. Converse com Ele. Mesmo que você às vezes não O escute, Ele te escuta sempre!
Lembre-se: cultive o silêncio, pois muitas vezes o silêncio é o som mais doce para o momento que atravessamos.
O silêncio mantém os segredos, portanto, o som mais precioso é o som do silêncio. É como se fosse uma canção da alma. Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a oração.
Ouvir nosso coração é o primeiro passo para o equilíbrio. Não podemos reprimir nossos sentimentos todo o tempo, temos que começar por entendê-los.
Mas às vezes, o equilíbrio precisa de um empurrão, ou de um desequilíbrio para acordarmos e ver o quanto somos felizes, e que se não temos tudo, temos muito!
Saber ouvir a canção da alma nos fortalece para encarar as adversidades como também as alegrias.
Diz um ditado que nunca devemos tomar uma decisão quando sofremos uma grande decepção ou uma grande alegria, pois tanto a euforia quanto a tristeza nos tiram de nosso equilíbrio. Por isso, para atravessarmos o deserto precisamos tanto de EQUILÍBRIO.
Conta-nos a lenda que a águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: “Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, ela pensou. Esta questão secular ainda não estava respondida para ela.... Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados da rocha. Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E se justamente agora isto não funcionar?”, ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão maternal estava prestes a se completar. Restava ainda uma tarefa final.... o empurrão. A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer uma águia. O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. E então, um a um, ela os precipitou para o abismo... e eles voaram!
Às vezes, na nossa vida, as circunstâncias fazem o papel da águia. São elas que nos empurram para o abismo. E, quem sabe, não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar. Pense sobre isto, atravesse seus desertos, pois TUDO PASSA! Só os sentimentos sinceros ficam!
Neste momento de recomeçar temos que nos munir de toda a bagagem que já temos dentro de nós e sermos capazes de sentir que nada nesta vida é em vão. As nossas dores, as nossas lutas, as nossas alegrias, as nossas esperanças, os nossos sentimentos, os dons que recebemos ao começar esta jornada... toda a nossa essência divina que Ele nos confiou, desabotoa em nós em forma de muita luz e sustentação, suavizando o nosso fardo e nos tornando fortes e capacitados para todas as batalhas do caminho. Não somos seres humanos passando por uma experiência divina, somos seres divinos passando por uma experiência humana.
É como nos diz Fernando Sabino: De tudo ficaram três coisas... A certeza de que estamos começando... A certeza de que é preciso continuar... A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar... Façamos da interrupção um caminho novo... Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada... Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro! Então ..... voe!!!
 
 
Com afeto,
Beth Landim
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Desapegue-se...
30/08/2019 | 22h13
Recebi este texto e aproveito este espaço para partilhar toda essa desistência que se faz necessária em nossa vida cotidiana... “É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou. Essa frase soa com tanta força, não é? Mas é verdade, eu desisti mesmo. De um monte de coisas. Desisti de reclamar de quem não quer aprender. Decidi me concentrar em quem quer. E se você olhar bem direitinho, perto de você tem um monte de gente sedenta de conhecimento. Desisti de tentar emagrecer para ser igual a todo mundo. Resolvi ter o peso que eu devo ter, por uma questão de saúde, por uma questão de bem estar. Só isso. Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem. Achei melhor buscar respeitar o outro do jeito que ele é. Imagina se o mundo fosse feito de milhões de pessoas iguais a mim. Ah, isso ia ser um tormento! Desisti de procurar um emprego perfeito e apaixonante. Achei que estava na hora de me apaixonar pelo meu trabalho e fazer dele o acontecimento mais incrível da minha vida, enquanto ele durar. Desisti de procurar defeito nas pessoas. Achei que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor. Defeito todo mundo acha, quero ver achar qualidades em quem parece não tê-las. Desisti de ter o celular mais “psico-tecno-cibernético” do mercado. Agora eu só quero um telefone, pra falar. É muito frustrante comprar o mais novo modelo e dias depois ver que ele já foi superado. É pra isso que a indústria trabalha. Aproveitei o gancho e apliquei o conceito também a outros produtos: relógio, computador, máquina fotográfica, carro. Desisti de impor minha opinião sobre tudo. Decidi que de agora em diante vou ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas. É mais barato compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma. Desisti de ter tanta pressa. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer. Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder o vôo. Sei lá o que vai acontecer com o avião... Desisti de correr da chuva. Tem coisa mais bacana que tomar banho de chuva? Há quanto tempo você não sente aquele cheiro de terra molhada? E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último. Desisti de estudar por obrigação. Agora eu faço da leitura um momento de prazer... Cadeira confortável, pezão pra cima, um chocolate quente, minha gata ronronando do lado. Os livros agora ficaram menores e mais fáceis, mesmo que seja a CLT ou a NBR 9004. Desisti de buscar uma planilha de indicadores toda verdinha. Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real. Eu não vou deixar de fazer a gestão sobre eles, mas decidi que não vou mais sofrer por isso. Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante. Desisti de trabalhar para fazer o meu sistema da qualidade ser perfeito. Eu prefiro mantê-lo sob controle, funcionando, ajudando as pessoas, ajudando os processos, dando resultados, mesmo que aos poucos. Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros, ao invés de cultivar inimigos. Se eu fosse você, desistia também... Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa!!!”
E nunca se esqueça que existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra - depois de atirada; a palavra - depois de proferida; a ocasião - depois de perdida; o tempo - depois de passado... Portanto...
Dê mais às pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria. Case com alguém com quem você goste de conversar. À medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornará tão importante quanto os outros todos. Não acredite em tudo o que ouve: não gaste tudo o que tem, não durma tanto quanto gostaria. Quando disser 'eu te amo', seja sincero. Quando disser 'sinto muito' olhe nos olhos da pessoa. Fique noivo pelo menos durante seis meses antes do casamento. Acredite no amor à primeira vista. Nunca ria dos sonhos dos outros. Quem não tem sonhos tem muito pouco. Ame profundamente e com paixão. Você pode se ferir, mas é o único meio de viver uma vida completa. Quando se desentender, lute limpo. Por favor, nada de insultos. Não julgue ninguém pelos seus parentes. Fale devagar, mas pense depressa. Quando lhe fizerem uma pergunta a que não quer responder, sorria e pergunte; 'Porque deseja saber?' Lembre-se que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos. Diga 'saúde' quando alguém espirrar. Quando você perder, não perca a lição. Recorde-se dos três 'R': Respeito por si mesmo, Respeito pelos outros, Responsabilidade pelos seus atos. Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade. Quando notar que cometeu um engano, tome providências imediatas para corrigi-lo. Sorria quando atender ao telefone. Quem chama vai percebê-lo na sua voz. Passe algum tempo sozinho e reflita... Desapague-se...
 
 
Com afeto,
Beth Landim
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Coisas simples... grandes ensinamentos!
30/08/2019 | 22h10
Outro dia li um texto muito interessante de Ninon Rose Hawryliszyn e Silva e gostaria de transcrevê-lo, pois traz uma reflexão profunda e nos leva a repensar sobre a forma como encaramos os desafios que existem em nossas vidas!Em seu texto, Ninon conta: “Estes dias vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas, nem por isso, a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo a um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa. A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha. Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.” Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia.” Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Elas pareciam alegres na tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco. Imediatamente, comecei a refletir sobre minhas experiências. Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades? Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la. Invejei a persistência, a força daquela formiguinha. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi a Jesus que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia. Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas. Que eu pudesse ter a inteligência, a sabedoria dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais. Que eu tivesse a humildade para partilhar, com os outros, o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário. Pedi a Jesus a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver, com nitidez, o caminho a percorrer. A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada. Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecida em minha caminhada. Agradeci a Jesus por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela. Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente. ”Este texto nos deixa a lição de que a vida é um aprendizado e que se pararmos para refletir, as coisas mais simples (assim como a pequena formiga), muitas vezes, são aquelas que mais nos ensinam a valorizar a natureza divina que é vida! A história da formiga nos ensina que a razão de nossas vidas somos nós, nossa família e nossos amigos. Afinal, foi com ajuda que ela conseguiu colocar a folha dentro do buraco. Vale lembrar que a nossa paz interior deve ser nossa meta de vida. E quando sentirmos um vazio na alma, quando acreditarmos que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, é fundamental remeter nosso pensamento para Deus, pois ele fará brilhar a divindade que existe em nosso interior.E lembre-se: Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivo longe demais de suas mãos. Abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas profissionais, financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, pois você é reflexo do que pensas diariamente. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las." Pense nisso e tenha uma boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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A Árvore Torta
02/08/2019 | 21h28
Nos conta a lenda, que um dia diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que “conseguisse ver o pinheiro na posição correta”.
Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria “enxergar o pinheiro na posição correta”? O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.
Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era “vê-la como uma árvore torta”.
Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal. Não que não tenhamos que evoluir e construir nossa evolução e corrigir erros em nosso contexto. Falo de ver as coisas de nosso único ângulo.
Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar “endireitar” a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.
Nos relacionamentos, é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão ao alcance dos outros, porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado.
Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.
Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois os conhecendo, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.
Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.
Não crie mais dificuldades no seu relacionamento. Se vemos as coisas como elas são muitas dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.
Perdemos muito tempo em nossa vida com pequenas coisas, com críticas vazias, lamentando o leite já derramado, sem entender que este tempo não voltará para nós, é um tempo jogado fora. Neste ínterim muitas outras coisas aconteceram ao nosso redor e nós deixamos passar: o nosso sorriso, a atenção com a nossa família, a partilha da alegria com os nossos amigos, a nossa atitude positiva diante da vida...
Ficamos sem forças para rezar, nos distanciamos de Deus e de nós mesmos, muitas vezes nos tornamos um templo vazio e abandonado... Tudo isso por tentarmos DESENTORTAR pessoas.
A vida passa muito rápido para tantas oportunidades jogadas fora. Vivamos intensamente com positividade!
O tempo passa. A vida acontece. As distâncias separam, mas não fazem esquecer o que realmente sentimos, pois não há distância capaz de superar os sentimentos.
Às vezes, vivemos amargurados, querendo que nossa opinião prevaleça. Implicamos com tudo e com todos. Só nos satisfazemos se tudo ocorrer exclusivamente de acordo com nossa vontade. E então nos tornamos egoístas, pequenos, e vemos todos como árvores tortas. Nos tornamos também diabéticos, pois como nos diz o poeta Mário Quintana, diabético é aquele que não consegue ser doce.
Que possamos, tortos ou não, darmos frutos doces, sombras frondosas, termos raízes fincadas em valores firmes, que mesmo o maior vendaval não tire o nosso chão. Que nossos galhos e folhas sejam flexíveis e estejam, acima de tudo, buscando sempre a luz do sol que aquece o nosso coração, e ao anoitecer, a lua com seus mistérios, nos encha a alma de paixão.
Olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais doce, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.
Há um tempo, como nos diz Fernando Pessoa, em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
 
 
Com afeto,
Beth Landim
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Apenas permita-se!
02/08/2019 | 21h25
Essa semana, peço licença a Danuza Leão para citar essa história e a partir dela refletir com meus amigos leitores sobre a armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento.
“Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só. Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação. O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de “fácil”). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai. Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e, existencialmente, sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'... Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora. Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do “Law and Order”, uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago...”
Esse texto nos convida a refletir sobre a necessidade atual de nos liberarmos das nossas culpas e sermos mais autênticos em nossas escolhas. A vida corrida, o estresse que nos visita, todas as nossas atividades diárias sejam elas familiares ou profissionais nos acumulam de pressões que muitas vezes não sabemos como lidar com as mesmas.
Culpa, aliás, é uma palavra que persegue em demasia os sentimentos das pessoas na atualidade. Culpa por fazer, culpa por não fazer, por fazer de menos, por ter pouco tempo, por desperdiçar o tempo, parece que vivemos em conflito constante e a culpa nos atormenta tirando o prazer dos nossos sentimentos e sentidos. Não que tenhamos que agir impensadamente, mas uma vez conscientes de nosso fazer, não podemos dividir a experiência de vida com a culpa. Devemos ter sempre em mente que quem não faz, nunca erra, porque nem se dá o direito de tentar. O medo nos imobiliza, a culpa nos faz reviver um passado sem aprendizado.
Eu, pessoalmente, não tenho a CULPA no meu dicionário. Este sentimento reduz e não conduz... não acrescenta com nossa ressignificação de vida... tenho a REFLEXÃO, que me faz pedir perdão, desculpas, rever meus atos e meus erros para procurar ser uma pessoa melhor... Busco viver intensamente a vida, até porque sou muito carinhosa e acolhedora, isto me faz ver sempre o lado bom da vida, não enfocando no remorso, sentimento que nos corrói e não nos deixa andar para a frente...
Como dizia Franklin Roosevelt: “O único limite às nossas realizações futuras são as nossas dúvidas no presente.” Portanto, não alimentemos meias porções de nada em nossas vidas, sejamos inteiros em pensamentos, sentimentos e atitudes. Tenhamos fé, acima de tudo, pois TUDO PASSA. Aliás, esta é das frases que mais admiro: TUDO PASSA! Tanto nos momentos de tristeza quanto os momentos de alegria. Boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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Quase...
19/07/2019 | 19h35
 Li sobre o “quase”, achei interessante e divido com vocês.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bons dias”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um “quase”.
É o “quase” que incomoda, que entristece, que mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa bendita mania de viver no outono.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que em alguns momentos trazemos dentro da gente...
Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Existe um outro “Quase”, o de quem quase conseguiu bater o record, o de quem quase gabaritou uma prova, etc... Mas estes vêm acompanhados da perseverança, da persistência, do esforço do trabalho diário... Pois só no dicionário, que o sucesso vem na frente do trabalho. Na vida, o sucesso depende exclusivamente de nosso trabalho, dedicação e sentimento de pertença ao que somos.
Este ‘quase’ não nos desanima, pelo contrário, nos impulsiona a irmos além, irmos em frente. Na vida muitas vezes não conseguimos alcançar todos os nossos objetivos, mas temos obrigação de tentar.
Quem quase beija, não beija... Quem quase sorri, não traz a alma leve e tranqüila!
Aliás, este sentimento de pertença, fala muito pra mim. Pois sou inteira e intensa em tudo que faço. Não consigo ser “quase” e nem ter atitudes que não venham com pertença e inteireza. Não falo de impulsividade, pensar muito antes das decisões, é primordial. Falo da “entrega”, tão importante em nossas vidas, não tenho medo de me entregar nas coisas que acredito.
Portanto arrume tempo para ser feliz. É fundamental que você não só repare nas flores, mas tenha tempo para cheirar e apreciar suas cores… e principalmente, disponha de tempo para oferecê-las a alguém.
Arrume tempo para ter paz. É fundamental que você ouça uma boa música, mas é mais importante ainda, deixar que a música limpe a sua alma…
Arrume tempo para organizar-se. Sonhos parados são como água estagnada, criam bichos e doenças.
É fundamental ter tempo para organizar as suas coisas, mas é fundamental ter um tempo para organizar as suas idéias, seus desejos e reciclar os sonhos.
Arrume tempo para a família. É fundamental criar filhos, namorar (sempre… em qualquer idade), bater papo com os pais, com os irmãos, com os amigos mais próximos… Mas é muito importante que você não guarde mágoas, por isso, a conversa ainda é a melhor resposta contra as dúvidas, dores e separações.
Arrume tempo para DEUS. É fundamental contar com Deus. Seja qual for a sua crença, seja qual for a sua religião, sem Deus é impossível de ser plenamente feliz. Arrume o tempo para o amor. Ame-se!
Ame muito, pois quem quase amou ainda não amou...
Seja inteiro em suas atividades, erre por tentar fazer e não pela omissão!
Arrume tempo para ser feliz e tire o QUASE da sua vida!
Uma boa semana para todos!
Com afeto,
Beth Landim
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Liberdade
12/07/2019 | 22h08
De uma forma geral, a palavra "liberdade" significa a condição de um indivíduo não ser submetido ao domínio de outro e, por isso, ter pleno poder sobre si mesmo e sobre seus atos. O desejo de liberdade é um sentimento profundamente arraigado no ser humano. Situações como: a escolha da profissão, o casamento e o compromisso político ou religioso, fazem o homem enfrentar a si mesmo e exigem dele uma decisão responsável quanto a seu próprio futuro.
A capacidade de raciocinar e de valorizar de forma inteligente o mundo que o rodeia, é o que confere ao homem o sentido da liberdade entendida como plena expressão da vontade humana. Teorias filosóficas e políticas, de todos os tempos, tentaram definir liberdade quanto a determinações de tipo biológico, psicológico, econômico, social, etc. As concepções sobre essas determinações, nas diversas culturas e épocas históricas, tornam difícil definir com precisão a idéia de liberdade de uma forma generalizada.
Do ponto de vista legal, o indivíduo é livre quando a sociedade não lhe impõe nenhum limite injusto, desnecessário ou absurdo. Uma sociedade livre dá condições para que seus membros desfrutem, igualmente, da mesma liberdade.
A liberdade se manifesta à consciência como uma certeza primária que perpassa toda a existência, especialmente nos momentos em que se deve tomar decisões importantes e nos quais o indivíduo sente que pode comprometer sua vida.
O consenso universal reconhece a responsabilidade do indivíduo sobre suas ações em circunstâncias normais, e em razão disso o premia por seus méritos e o castiga por seus erros. Considerar que alguém não é responsável por seus atos implica diminuí-lo em suas faculdades humanas, uma vez que só aquele que desfruta plenamente de sua liberdade tem reconhecida sua dignidade.
O homem tende a exercer a liberdade em todas as ações externas. Quando elas são cerceadas, frustram-se o crescimento e o desenvolvimento do indivíduo e desprezam-se seus direitos e sua dignidade. Fala-se correntemente em liberdades públicas, políticas, sindicais, econômicas, de opinião, de pensamento, de religião, etc. Embora tal procedimento não resolva o problema teórico da natureza da liberdade, pelo menos possibilita avançar na reflexão e nos esforços para ampliar, cada vez mais, o exercício de uma faculdade de importância primordial na vida dos homens e das sociedades.
Cecília Meireles nos diz que: “Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”
A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência. Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção, mas acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.
Os sonhos não determinam o lugar em que você vai estar, mas produzem a força necessária para tirá-lo do lugar em que está. Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la intensamente. Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos. Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas tem perdas.
Portanto, se você quer viver uma vida com liberdade, busque ser feliz. Amarre-se a uma meta, não as pessoas ou as coisas. Tenha a certeza de que a felicidade não é a ausência de problemas, mas a habilidade para lidar com eles, pois a verdade de cada um de nós está em nós mesmos, em nosso ser. Da mesma forma que a paz que precisamos para viver, está instalada em nosso coração. Quando somos pessoas felizes e em paz sentimos com mais intensidade que somos seres livres. Muitas vezes sonhamos com coisas tão longínquas, enquanto tudo o que necessitamos está ao nosso alcance, tão perto de nós, e não somos capazes de perceber.
Um grande estadista inglês afirmou que: “Um povo educado é fácil de governar, difícil de dominar, impossível de se escravizar”. O meu desejo é que cada um de nós possa buscar e exercer sua liberdade infinitamente, pois só assim seremos justos com o direito do outro, e só assim seremos totalmente livres.
Com afeto,
Beth Landim
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Travessia
12/07/2019 | 22h08
Um dia todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar. É neste momento que o ser humano descobre o que são fardos, os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpados…
Aí está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem, racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças.
Os que desanimam, bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá, pois todo milagre é fruto de uma ação positiva, de fé. Se hoje você está atravessando o seu deserto, seja ele o mais seco do mundo, não importa, em algum canto dele, você encontrará um oásis.
Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam, são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo, é a fé que todos nós temos e renova a esperança. Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada, não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e depois de tudo, o sol vai brilhar por você. A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos, e a força que nos empurra para a vitória, é o amor de Deus que nunca nos abandona. Procure por Ele. Converse com Ele. Mesmo que você às vezes não O escute, Ele te escuta sempre!
Lembre-se: cultive o silêncio, pois muitas vezes o silêncio é o som mais doce para o momento que atravessamos.
O silêncio mantém os segredos, portanto, o som mais precioso é o som do silêncio. É como se fosse uma canção da alma. Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a oração.
Ouvir nosso coração é o primeiro passo para o equilíbrio. Não podemos reprimir nossos sentimentos todo o tempo, temos que começar por entendê-los.
Mas às vezes, o equilíbrio precisa de um empurrão, ou de um desequilíbrio para acordarmos e ver o quanto somos felizes, e que se não temos tudo, temos muito!
Saber ouvir a canção da alma nos fortalece para encarar as adversidades como também as alegrias.
Diz um ditado que nunca devemos tomar uma decisão quando sofremos uma grande decepção ou uma grande alegria, pois tanto a euforia quanto a tristeza nos tiram de nosso equilíbrio. Por isso, para atravessarmos o deserto precisamos tanto de EQUILÍBRIO.
Conta-nos a lenda que a águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: “Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, ela pensou. Esta questão secular ainda não estava respondida para ela.... Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados da rocha. Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E se justamente agora isto não funcionar?”, ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão maternal estava prestes a se completar. Restava ainda uma tarefa final.... o empurrão. A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer uma águia. O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. E então, um a um, ela os precipitou para o abismo... e eles voaram!
Às vezes, na nossa vida, as circunstâncias fazem o papel da águia. São elas que nos empurram para o abismo. E, quem sabe, não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar. Pense sobre isto, atravesse seus desertos, pois TUDO PASSA! Só os sentimentos sinceros ficam!
Neste momento de recomeçar temos que nos munir de toda a bagagem que já temos dentro de nós e sermos capazes de sentir que nada nesta vida é em vão. As nossas dores, as nossas lutas, as nossas alegrias, as nossas esperanças, os nossos sentimentos, os dons que recebemos ao começar esta jornada... toda a nossa essência divina que Ele nos confiou, desabotoa em nós em forma de muita luz e sustentação, suavizando o nosso fardo e nos tornando fortes e capacitados para todas as batalhas do caminho. Não somos seres humanos passando por uma experiência divina, somos seres divinos passando por uma experiência humana.
É como nos diz Fernando Sabino: De tudo ficaram três coisas... A certeza de que estamos começando... A certeza de que é preciso continuar... A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar... Façamos da interrupção um caminho novo... Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada... Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro! Então ..... voe!!
 Com afeto,
Beth Landim
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Elizabeth Landim

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