Arraiá Censacional
23/06/2017 | 20h26
Arraiá Censacional
Arraiá Censacional / Nathercia Damian
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros. A palavra solidariedade tem origem no francês solidarité que também pode remeter para uma responsabilidade recíproca. Em muitos casos, a solidariedade não significa apenas reconhecer a situação delicada de uma pessoa ou grupo social, mas também consiste no ato de ajudar essas pessoas desamparadas. Porém, a solidariedade, não pode ser pontual. Devemos ter uma “consciência solidária” a permear a vida de um povo, de uma cultura... Desta forma é incutida nos valores culturais de uma nação e então não correremos o risco de sensibilização para eventos pontuais. Mas sim, treinarmos nossos sentidos e sentimentos para olhar o “outro” como a nós mesmos, com o olhar da compaixão, do se colocar no lugar do outro, de uma constante reciprocidade...
“Precisamos reinstalar a Solidariedade Humana. Os valores da solidariedade humana que outrora estimularam a nossa demanda de uma sociedade humana parecem ter sido substituídos, ou estar ameaçados, por um materialismo grosseiro e a procura de fins sociais de gratificação instantânea. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, existem dois tipos de solidariedade: a mecânica e a orgânica. A solidariedade mecânica expressa a parecença entre indivíduos e ajusta os detalhes da ligação entre esses mesmos indivíduos. Este tipo de solidariedade se manifesta através da religião, família, dos costumes e tradições, ou seja, aspectos que contribuem para o vínculo social. A solidariedade orgânica também tem como objetivo melhorar o vínculo social, mas isso acontece através do trabalho social. Neste caso, a diferenciação entre os indivíduos através do trabalho resulta na solidariedade, quando existe a interdependência e o reconhecimento que todos são importantes. Desta forma, organicamente, o CENSA e o ISECENSA investem na formação da consciência solidária de seus alunos, professores, funcionários e comunidade educativa, no sentido de despertar a todos e a cada um, para este olhar. Cito dois projetos:
O projeto Universidade-Bairro é um projeto intercursos de prática acadêmica-profissional iniciado em maio de 2009 na comunidade Vila Tamarindo, com aproximadamente 200 moradores, e que possui 54 domicílios, sendo que em 2 deles funcionam a sede do Projeto e Fábrica Ecológica de Vassouras. Tem-se por objetivo relatar experiência de gestão acadêmica do projeto, sob a perspectiva do Planejamento Estratégico Situacional. Além da Fábrica de Vassouras o Projeto desenvolve outras atividades, acumulando atendimentos diretos e indiretos na ordem de 80% de seus moradores que se beneficiam dos diversos projetos sociais intercursos nas áreas da educação, saúde, geração de renda e habitabilidade. Anualmente, em torno de 50 crianças e pré-adolescentes frequentam as atividades de educação, incluindo a Educação Física. O projeto “De Mãos dadas pela Educação” do Curso de Pedagogia tem como finalidade a educação das crianças, sua formação pessoal e social, seu desenvolvimento escolar bem sucedido. Esse trabalho é realizado diariamente em dois turnos, de segunda a sexta feira. Conta com a presença de uma psicopedagoga e 2 estagiárias fixas, em horário alternado. As crianças participam de atividades diárias de reforço escolar, orientação de tarefas de casa, aula de artes, informática e outras atividades culturais para sua integração sócio-afetiva e exercício da cidadania democrática. Com a educação abrem-se oportunidades para o exercício da cidadania plena. O projeto favorece-lhes a interconectividade, a atitude processual em vista da transformação social e construção da cidadania democrática. O trabalho realizado diariamente pelas alunas do Curso de Pedagogia com as crianças e adolescentes da Comunidade visam o aprender, o aprender a ser e aprender fazer em vista da cidadania plena, a redução da vulnerabilidade social e pessoal de crianças e adolescentes, o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita, matemática, potencializando a compreensão do mundo e das relações que os envolvem. Além disso, em torno de 30 mães participam alternadamente de cursos de artesanato, de culinária e outros. Além das crianças e jovens, as atividades ligadas à saúde dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia e de Psicologia abrangem as famílias como um todo, por meio de ações preventivas e profiláticas. Somadas a estas últimas, as ações de geração de renda dos cursos de Engenharia de Produção e de Administração e de melhoria da habitabilidade completam o rol de benefícios diretos ou indiretos que as famílias já puderam ter acesso, por meio do projeto Universidade-Bairro desenvolvido pelo ISECENSA. E o Projeto Estrela do Amanhã desenvolvido pelo CENSA há 20 anos, atendendo crianças e jovens de comunidades populares, através de aprendizagem esportivas e culturais, dando-lhes oportunidade de vida e educação, nas dependências da própria escola.
Há consenso na literatura especializada de que os trabalhos sociais comunitários se constituem como desafio. A mobilização social é complicada, haja vista as práticas históricas assistencialistas e paternalistas no país. A herança dessas práticas desestimula os indivíduos a tomarem atitudes diante de suas próprias vidas, esperando que outros deem solução aos seus problemas. Esta realidade impôs à gestão acadêmica do ISECENSA o desafio de construir conhecimentos e competências para lidar com as variações de conflitos constituídos entre os moradores com reflexos sobre o projeto.
Abordei este assunto porque neste sábado teremos o nosso “ARRAIÁ CENSACIONAL” no Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora, cuja renda será revertida para estes dois projetos acima e para a Associação Irmãos da Solidariedade que é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1988 pela assistente social Fátima Castro, que trabalha com portadores do vírus Hiv/Aids que não tem onde morar ou que perderam a referência familiar. Portanto, não apenas pontualmente, mas organicamente solidários, chamamos a sociedade campista a refletir e contribuir com sua parcela social, para que hipotecas sociais sejam resgatadas por todos nós, que como sociedade civil, temos nossa parcela de responsabilidade e contribuição. A sua solidariedade também pode transformar vidas e, juntos, podemos construir um mundo mais justo para todos. Todas essas ações que realizamos visam sempre um objetivo: transformar, pois acreditamos no poder transformador da solidariedade. Nosso empenho, portanto, consiste em construir uma sociedade mais justa, igualitária e plural, buscando garantir a dignidade para todos e todas. Se você acredita na força da solidariedade, junte-se a nós.
Com afeto,
Beth Landim
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Academia ISE FIT
17/06/2017 | 12h20
 
ISE FIT
ISE FIT / Dibs
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ultimamente a maior parte das notícias que assistimos em nosso país, são notícias negativas. Vivemos em um período de grande turbulência e falência moral. Sabemos que os exemplos arrastam. E ao inaugurarmos esta semana a academia ISE FIT dos Institutos Superiores de Ensino do CENSA, recebemos um sopro de esperança... uma boa nova... um exemplo de que é possível seguir através do trabalho. Esta boa nova nos vem como uma brisa, nos mostrando que é possível abrir novas frentes, vencer através da educação comprometida com a ciência e o humano.
O apostolo Paulo nos diz: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus...” E é neste sentido, que este novo espaço fitness do ISECENSA, é mais uma manifestação do compromisso que a nossa Instituição de Ensino tem para com a saúde e o bem-estar da comunidade. O local foi estruturado para oferecer à população de Campos um acompanhamento personalizado para a prática esportiva, que será conduzido por estudantes do curso de Educação Física da Instituição e supervisionado pelo corpo docente, dentro de um ambiente completo, moderno e funcional.
Destaco a importância da academia tanto para a aprendizagem acadêmica, mais significativa na prática, quanto para a comunidade, que poderá usufruir de equipamentos de última geração e de atendimento personalizado, incluindo avaliações físicas e cardiorrespiratórias periódicas. Mais uma importante frente de trabalho no ramo esportivo.
O crescimento do ISECENSA é visível aos nossos olhos. Proporcionar a melhor infra-estrutura, investir em equipamentos, professores, enfim, qualidade, visando a construção de uma academia rica, autônoma, científica, capaz de fazer com que teoria e prática, comunguem no mesmo ideal, para que formemos profissionais altamente qualificados para o mercado de trabalho, dando um retorno da hipoteca social que temos com nossa comunidade.
Há 92 anos as Irmãs Salesianas investem na comunidade campista, por confiarem na força transformadora da educação na vida do homem e por acreditarem, cada vez mais, na educação como mola propulsora do ser humano, tendo o ISECENSA como agente desta transformação e nos dando todas as condições de crescimento e de trabalho.
Ao inaugurarmos a Academia ISE FIT comprovamos na prática toda dedicação e investimento das Irmãs Salesianas à Campos, para que as barreiras geográficas não sejam impedimentos de nosso crescimento acadêmico-científico. Este desprendimento, esta ousadia, esta coragem de buscar o desconhecido resumem-se a poucas palavras: investir na pessoa humana, formando uma rede mundial de educação, humanismo e solidariedade. E é isto que todos nós, que temos o orgulho de fazer parte desta grande família, sentimos hoje.
O sonho de todo professor deve ser ter a oportunidade de tornar seus alunos melhores que ele mesmo! Imbuídos desse ideal desde a formação dos primeiros profissionais de Educação Física pelo ISECENSA, se começou a estabelecer um novo padrão na prestação de serviços nas áreas da saúde e desporto. Inaugurar esse espaço de aprendizagem e prestação de serviço à comunidade é, antes de tudo, dar um novo salto na qualidade da formação dos futuros profissionais de nossa região.
A academia ISE FIT é um espaço onde a ciência do treinamento físico pode ser vivenciada, tanto pelos acadêmicos que terão a oportunidade de chegar ao período de estágio, com vivências altamente enriquecedoras nas diversas disciplinas, quanto para a comunidade, que terá acesso a um serviço de qualidade, prestado de forma responsável pelos acadêmicos, que terão rigorosa supervisão de profissionais qualificados.
Que possamos cada vez mais fazer a diferença nos espaços em que labutamos, vencendo os desafios, aliando a teoria com a prática, na certeza plena de que toda plantação que é feita visando a positividade se reverte em rica colheita. E é neste momento de crise que fazemos a diferença, expressa através da concretude da realização dos nossos sonhos.
Finalizo com a afirmação do nosso Papa Francisco, que nos diz que “com o esporte, é possível construir a cultura do encontro entre todos, por um mundo de paz”. O Pontífice revela “sonhar com o esporte como a prática da dignidade humana, convertida num veículo de fraternidade”. E convida: “Treinamos juntos esta oração?”. Enfim, o Papa pede que rezemos para que “o esporte fomente o encontro fraterno entre os povos e contribua para a paz no mundo”.
Com afeto,
Beth Landim
 
 
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A Lei do caminhão de lixo
09/06/2017 | 19h57
 
Divido com vocês pequenas histórias que são capazes de nos fazer refletir na nossa caminhada.
Um dia peguei um táxi... Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou e escapou por um triz do outro carro!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amável e amigável. Indignada lhe perguntei: — Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital! Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de: A Lei do Caminhão de Lixo.
Ele explicou que: Muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranqüilo... respire e deixe o lixeiro passar.
O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem, pois a vida é 10% o que você faz dela e 90% a maneira como você a recebe!
Conta-nos uma lenda que...
Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou: - Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa? Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: - Estou ouvindo um barulho de carroça. - Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia... Perguntei ao meu pai: - Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos? - Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz. Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...
É necessário entendermos que temos a responsabilidade de sermos seres com conhecimento, valores, princípios... pois “carroças vazias” trepidam, trepidam, fazem barulho, mas não possuem consistência para o conhecimento profissional, humano e familiar. Isso significa entender que nossa busca por aprender deve ser diária e constante, pois vivemos na era do pensamento complexo, que corresponde à multiplicidade, ao entrelaçamento e a interação contínua da infinidade de sistemas e de fenômenos que compõem o mundo, e para tanto, temos que nos desafiar a todo o momento, buscando sempre a complementaridade das relações e do conhecimento.
Não é possível reduzir a complexidade a explicações simplistas, a regras rígidas, a fórmulas simplificadoras ou a esquemas fechados. Pois não podemos viver na simbologia do “ou” e sim do “e”... O mundo é feito para agregar, completar, preencher, somar e crescer, para que possamos preencher corretamente “nossas carroças”...
E então de uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: - Mas qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais. Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo. Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! Basta você acreditar que nada acontece por acaso! E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas. Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.
Tenha um maravilhoso fim-de-semana, livre dos lixos e das carroças vazias que surgem em nossos caminhos, nos fazendo perder um tempo precioso que não voltará para vivermos novamente!!!
Com afeto,
Beth Landim
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Ser sincero não custa nada...
03/06/2017 | 10h47
 
A palavra sincera tem origem romana. Os romanos fabricavam vasos com uma cera especial tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos era possível distinguir os objetos guardados no interior do vaso. Para um vaso assim, fino e límpido, diziam os romanos: Como é lindo! Parece até que não tem cera! Sine cera queria dizer sem cera, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes. Com o tempo, o vocábulo sine cera se transformou em sincero e passou a ter um significado relativo ao caráter humano.
Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. A pessoa sincera, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração. Assim, procuremos a virtude da sinceridade em nossos corações. Sim, pois na forma de potencialidade, ela está lá, aguardando o momento em que iremos despertá-la e cultivá-la em nossos dias. Se buscamos a riqueza do Espírito, esculpindo seus valores ao longo do tempo, devemos lembrar da sinceridade, desse revestimento que nos torna mais límpidos, mais delicados. Por que razão ocultar a verdade, se é a verdade que nos liberta da ignorância? Por que razão usar disfarces, se cedo ou tarde eles caem e seremos obrigados a enfrentar as conseqüências da mentira? Por que razão dissimular, se não desejamos jamais ouvir a dissimulação na voz das pessoas que nos cercam? Quem luta para ser sincero conquista a confiança de todos, e por conseqüência seu respeito, seu amor... a dignidade da palavra firmada. Quem é sincero jamais enfrentará a vergonha de ser descoberto em falsidades. Quem luta pela sinceridade é defensor da verdade, a verdade que liberta.
Sejamos sinceros, lembrando sempre que essa virtude é delicada, é respeitosa, jamais nos permitindo atirar a verdade nos rostos alheios como uma rocha cortante. Sejamos sinceros como educadores de nossos filhos. Primemos pela honestidade ensinando-lhes valores morais, desde cedo, principalmente através de nossos exemplos. Sejamos sinceros e conquistemos as almas que nos cercam. Sejamos o vaso finíssimo que permite, a quem o observa, perceber seu rico conteúdo. Sejamos sinceros, defensores da verdade acima de tudo, e carreguemos conosco não o fardo dos segredos, das malícias, das dissimulações, mas as asas da verdade que nos levarão a vôos cada vez mais altos. Por fim, lembremo-nos do vaso transparente de Roma, e procuremos tornar assim o nosso coração.
As pessoas estão tão acostumadas a ouvir mentiras, que sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante. A única coisa que importa é colocar em prática, com sinceridade e seriedade, aquilo em que se acredita. Para Villa Lobos a sua música refletia a sua sinceridade... Por isso muitas vezes as ações são muito mais sinceras que as palavras. Vemos que a maneira de falar e de escrever que nunca passa da moda é a de falar e escrever de forma sincera... Nos diz Charles Chaplin que... “Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.”
A sinceridade não custa nada, pelo contrário, só nos faz bem. Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada. Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu jardim, a minha casa, o teu abraço, não custa nada, um beijo seu, não custa nada, a boa idéia, não custa nada, missão cumprida, não custa nada, e quando tudo parecer que está perdido de uma boa gargalhada. Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada. Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu quintal, a minha casa, o por do sol, não custa nada, a brincadeira, não custa nada, um gol de placa, não custa nada, vento no rosto, não custa nada... E quando tudo parecer que está perdido dê uma boa gargalhada... A flor do campo, não custa nada, onda do mar, não custa nada, a poesia, não custa nada, a nossa história, não custa nada, fruta no pé, não custa nada, água da fonte, não custa nada, banho de sol, não custa nada, um bom amigo, não custa nada... E quando tudo parecer que está perdido de uma boa gargalhada... Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada...
Já nos dizia Confúcio no século VI a.C. que a sinceridade é o principio e o fim de todas as coisas, sem sinceridade nada seria possível.
Ser sincero não custa nada... Ser sincero é a melhor riqueza que podemos amealhar ao longo da nossa caminhada...
Com afeto,
Beth Landim
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Auxiliadora, "mãe aparecida", nas águas do Paraíba...
27/05/2017 | 11h36
Nossa Senhora Auxiliadora
Nossa Senhora Auxiliadora
    Momentos indescritíveis de evangelização, agradecimento, de vivência na fé, devoção, oração, de elevar nosso coração a Deus, por intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora, foi o que presenciamos ontem, na homenagem a nossa “Mãe Maria”, realizada pelo nosso “Auxiliadora”. Misto de emoção e fé, milhares de pais, alunos, ex alunos do CENSA e do ISECENSA, se uniram em oração numa caminhada de luz e fé. As vela acesas nos davam a profundidade da homenagem e do amor à “Maria”. Velas que iluminam a escuridão de nossos dias... Luz que clareia e aquece nosso coração: Singela doce e pura, Maria de José, Mãe terna e escolhida, és mãe leal da fé. Seu nome é Maria de Deus. Maria santa e fiel, ensina-nos a viver como escolhidos. Olhos voltados para o céu e por Ele construir a nova vida. Mãe da obediência, da graça e do amor. Que os homens se encontrem no filho desta flor... Seu nome é Maria de Deus... Nós a reconhecemos como estrela-guia, luz que ilumina nossa caminhada rumo ao Deus vivo, Jesus Cristo. Nossa fé se traduz em sinais concretos de humanidade e aproximação afetiva com todo o povo de Deus. Como romeiros rezamos e cantamos, unidos num só coro, num só coração. Estrela que brilha à noite, chamando os filhos pra luz, clareia o nosso caminho e nos leva a Jesus. Tão forte como os raios do sol, aquece a nossa esperança. Contigo me sinto feliz, me sinto criança. Levanto as mãos pra te buscar e o meu coração parece desprender de mim pra te alcançar, te abraçar e para te dizer: Eu quero ser teu filho. Me abraça, Maria! Tão calma, és como um rio de água mansa e cristalina! Serena, me acalma, me ajuda, me alegra e me anima. De Deus, a mais pura e fiel, de Cristo, a mãe oferente. Na vida de todos que ama, se faz tão presente! Caminhando e cantando canções que nos inspiram e elevam a alma, todos nós nos sentimos convidados a seguir adiante e a renovar a nossa fé nesse Jesus Vivo que nos acolhe sempre.
Deixo com vocês o texto de Irmã Suraya Chaloub, verdadeira fonte de inspiração...
“Há 300 anos, no rio Paraíba do Sul, três pescadores desanimados depois de tantas tentativas lançando a rede sem nada conseguir, retiraram das águas, em dois momentos distintos, o corpo e depois a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Esta descoberta surpreendente da imagem de Nossa Senhora da Conceição, aparecida nas águas do Rio Paraíba, se prolonga e se renova até os nossos dias com romeiros vindos de todo o Brasil, para celebrar com rezas, ladainhas, invocações, cantos de louvor, agradecimento e súplicas à Mãe Aparecida, que acolhe a todos com seu abraço envolvente e amoroso. A caminhada que agora iniciamos é uma romaria de fé, vibração e entusiasmo, à mesma Mãe Auxiliadora que, em seus 300 anos de surgimento das águas, vem a nós como Aparecida, presente em todos os momentos de nossa vida.
As Marias de hoje, atraídas pela acolhida generosa de Maria de Nazaré e inspiradas por sua fé, aderem com entusiasmo ao projeto de Deus. Acreditam num modo novo de viver o batismo e de testemunhar seu amor. Reconhecem em Maria, a mulher forte que viveu a pobreza e o sofrimento, experimentou situações que exigem ações libertadoras que garantam a dignidade de todos. A maternidade de Maria se expandiu, assumindo no calvário dimensões universais. Cheios de fé e de esperança, invocamos a Mãe Aparecida como inspiração para a mulher dos tempos modernos. Peçamos que ela conceda à nossa Pátria, dias melhores e horizontes largos em solidariedade e justiça. Maria, Auxiliadora ou Aparecida é a mesma Maria de Nazaré, mãe de Jesus, da linhagem de tantas mulheres, base da família e do povo de Israel. Ela é hoje nossa mãe e Mãe da Igreja. Tão grandes mães tiveram a coragem de se colocar ao lado de seu povo em suas dificuldades Foram intérpretes de Deus na missão junto ao povo. Maria de Nazaré se entrega livremente ao projeto de Deus, dando corpo e vida a seu Filho Jesus para a salvação de toda a humanidade. Maria, assim como a rainha Ester intercedeu por seu povo, intercedei por nós para que sejamos construtores de uma sociedade justa e fraterna. Maria é Mãe da humanidade. Como mãe, nos adota como filhos de Deus, porque somos irmãos e irmãs de Jesus. Ela continua gerando filhos e filhas que fazem da Igreja de Jesus Cristo, uma Igreja profética e solidária. Nós a reconhecemos como estrela-guia, luz que ilumina nossa caminhada rumo ao Deus vivo, Jesus Cristo. Nossa fé se traduz em sinais concretos de humanidade e aproximação afetiva com todo o povo de Deus. Somos o Povo da Aliança, povo irmão.”
Para mim Maria não é uma pessoa “imaginária”. É uma mãe consciente e comprometida com sua missão materna.
De mãe e educadora de seu filho Jesus, ela se tornou discípula e seguidora de sua missão, continuando hoje como mãe da Igreja, nossa mãe, inspiradora nuclear de toda família! Que possamos nos inspirar na maternidade de Maria para que sejamos melhores mães, educadoras, fonte de inspiração para as nossas famílias, construindo através das nossas atitudes, sinceras e positivas, um mundo melhor, que terá em nossos lares verdadeiros pórticos da luz abençoada que emana de Maria, Mãe e Educadora de Jesus, o Filho de Deus... e nossa também.
Que Nossa Senhora ilumine nossa pátria, nosso povo, seja um farol a nos guiar neste momento tão difícil que vivemos em nosso país! Nos ilumine com sua sabedoria e nos proteja sempre, para que unidos possamos reerguer este solo verde e amarelo, este chão chamado Brasil e que Nossa Senhora Aparecida, nossa Padroeira, nos guie sempre.
Homenageamos dessa forma a todas as irmãs salesianas que por aqui passaram e as que aqui estão, que nos inspiram e nos ensinam a ter essa devoção de forma tão bonita a Nossa Mãe, Maria Auxiliadora, na pessoa de Irmã Suraya, Irmã Rosa Idália, Irmã Luzia, Irmã Aparecida, Irmã Emília e Irmã Giuliana, que hoje levam a frente este legado de fé e amor por “Maria”, Auxiliadora dos Cristãos.
Com afeto,
Beth Landim
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Desapegue-se
19/05/2017 | 21h04
Recebi este texto e aproveito este espaço para partilhar toda essa desistência que se faz necessária em nossa vida cotidiana... “É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou. Essa frase soa com tanta força, não é? Mas é verdade, eu desisti mesmo. De um monte de coisas. Desisti de reclamar de quem não quer aprender. Decidi me concentrar em quem quer. E se você olhar bem direitinho, perto de você tem um monte de gente sedenta de conhecimento. Desisti de tentar emagrecer para ser igual a todo mundo. Resolvi ter o peso que eu devo ter, por uma questão de saúde, por uma questão de bem estar. Só isso. Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem. Achei melhor buscar respeitar o outro do jeito que ele é. Imagina se o mundo fosse feito de milhões de pessoas iguais a mim. Ah, isso ia ser um tormento! Desisti de procurar um emprego perfeito e apaixonante. Achei que estava na hora de me apaixonar pelo meu trabalho e fazer dele o acontecimento mais incrível da minha vida, enquanto ele durar. Desisti de procurar defeito nas pessoas. Achei que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor. Defeito todo mundo acha, quero ver achar qualidades em quem parece não tê-las. Desisti de ter o celular mais “psico-tecno-cibernético” do mercado. Agora eu só quero um telefone, pra falar. É muito frustrante comprar o mais novo modelo e dias depois ver que ele já foi superado. É pra isso que a indústria trabalha. Aproveitei o gancho e apliquei o conceito também a outros produtos: relógio, computador, máquina fotográfica, carro. Desisti de impor minha opinião sobre tudo. Decidi que de agora em diante vou ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas. É mais barato compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma. Desisti de ter tanta pressa. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer. Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder o vôo. Sei lá o que vai acontecer com o avião... Desisti de correr da chuva. Tem coisa mais bacana que tomar banho de chuva? Há quanto tempo você não sente aquele cheiro de terra molhada? E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último. Desisti de estudar por obrigação. Agora eu faço da leitura um momento de prazer... Cadeira confortável, pezão pra cima, um chocolate quente, minha gata ronronando do lado. Os livros agora ficaram menores e mais fáceis, mesmo que seja a CLT ou a NBR 9004. Desisti de buscar uma planilha de indicadores toda verdinha. Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real. Eu não vou deixar de fazer a gestão sobre eles, mas decidi que não vou mais sofrer por isso. Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante. Desisti de trabalhar para fazer o meu sistema da qualidade ser perfeito. Eu prefiro mantê-lo sob controle, funcionando, ajudando as pessoas, ajudando os processos, dando resultados, mesmo que aos poucos. Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros, ao invés de cultivar inimigos. Se eu fosse você, desistia também... Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa!!!”
E nunca se esqueça que existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra - depois de atirada; a palavra - depois de proferida; a ocasião - depois de perdida; o tempo - depois de passado... Portanto...
Dê mais às pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria. Case com alguém com quem você goste de conversar. À medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornará tão importante quanto os outros todos. Não acredite em tudo o que ouve: não gaste tudo o que tem, não durma tanto quanto gostaria. Quando disser 'eu te amo', seja sincero. Quando disser 'sinto muito' olhe nos olhos da pessoa. Fique noivo pelo menos durante seis meses antes do casamento. Acredite no amor à primeira vista. Nunca ria dos sonhos dos outros. Quem não tem sonhos tem muito pouco. Ame profundamente e com paixão. Você pode se ferir, mas é o único meio de viver uma vida completa. Quando se desentender, lute limpo. Por favor, nada de insultos. Não julgue ninguém pelos seus parentes. Fale devagar, mas pense depressa. Quando lhe fizerem uma pergunta a que não quer responder, sorria e pergunte; 'Porque deseja saber?' Lembre-se que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos. Diga 'saúde' quando alguém espirrar. Quando você perder, não perca a lição. Recorde-se dos três 'R': Respeito por si mesmo, Respeito pelos outros, Responsabilidade pelos seus atos. Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade. Quando notar que cometeu um engano, tome providências imediatas para corrigi-lo. Sorria quando atender ao telefone. Quem chama vai percebê-lo na sua voz. Passe algum tempo sozinho e reflita... Desapague-se...
Com afeto,
Beth Landim
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Mãe, um presente de Deus...
15/05/2017 | 09h27
“Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza. (...) A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa". Papa Francisco.
Beth e Elza Landim
Beth e Elza Landim / Beth Landim
A minha mãe, Elza, é o reflexo destes dizeres do nosso Papa.
Este ano, você nos ensinou mais uma vez, com toda a sua firmeza e paciência, ao enfrentarmos juntos o tratamento de saúde de papai. Sua fé, sua esperança, sua tranquilidade em não perder o humor e a graça da vida. Sua disponibilidade e desprendimento, sua coragem sempre silenciosa, mas vista escandalosamente nos seus atos, nos fizeram pessoas melhores, nos mostram que a luta, seja ela qual for, vale a pena e que nunca devemos desistir... Aliás, desistir é uma palavra que você não conhece, pois você persiste na adversidade e sempre com a calma e tranquilidade que lhe são peculiares.
Na invisibilidade visível ao coração, minha mãe está presente em todos os segundos da minha vida... No silêncio ou na ausência física, sua presença é totalmente perceptível em minha consciência, através dos seus conselhos, dos seus ensinamentos, do seu exemplo de vida, do equilíbrio das atitudes, do seu discernimento e disponibilidade, do seu silêncio que nos fala muito alto SEMPRE... Na sua tranqüilidade do dia-a-dia, seja nos dias difíceis ou na alegria... Na sua disposição em nos acompanhar para qualquer programa de lazer ou trabalho, ela nunca nega um chamado ou convite, indo sempre além das nossas expectativas...
Mãe, te admiro muito! Quero sempre poder seguir os teus passos! Meu amor por você é incondicional! Você tem a capacidade de adivinhar meus sentimentos, de encontrar a palavra certa nos momentos incertos, de nos fortalecer sempre... Sua existência é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar... Amar com um amor incondicional que nada espera em troca. Sua honradez nos enobrece e nos faz ser aprendizes da vida. Uma vida vivida em profundidade de princípios e valores! Isto é o que você sempre nos passou e nos passa, através de seus exemplos e atitudes. Uma mãe que me ensinou tão bem o sentido de ser filha e me preparou para ser mãe... pois sua liberdade de pensamento, sua conversão aos novos tempos e conceitos nos aproximam sempre... Muito mais do que mãe, você é parceira, amiga de todas as horas... Uma mãe que conquistou a nossa admiração e amor, no exercício de uma educação que tem limites, mas que não limita e cerceia as diferenças de cada um de seus filhos...
Assim é você, mamãe! Exemplo de Mulher, de Mãe e de Honradez! Você nos agasalha sob as suas asas... sua luz nos ilumina, seu carinho e sua firmeza se transformam em energia transformadora para multiplicarmos em nossos lares o seu exemplo de amor... Mais que dar à luz é SER luz na vida de alguém. Não é impor cuidados, nem pôr-se ao centro onde o universo gira. Ser mãe não é pastorar proles, é cultivar talentos, e talentos crescem quando lhes é dado pulso, criatividade e amor. Ser mãe é ter o gesto seguro que limita as ofensas que praticamos contra o bom senso. É ter o colo que se anseia por entre os crepúsculos de nossa existência, e isso você faz com maestria! Desde pequena, ouço dizer que as mães têm um sexto sentido, mas acho que ainda é pouco. Ao observar o espírito de luta, a garra, a sabedoria, a santa teimosia de minha mãe e tantas outras mulheres que exercem a maternidade, ouso dizer que elas têm: oito, nove, dez... doze sentidos. Praticamente, um especial para cada filho. Não sei como fazemos, eu só sei que fazemos. Como filha e mãe fico encantada ao constatar que arranjamos tempo para tudo e conseguimos chegar ao fim do dia, cansadas, mas felizes e com vontade de fazer ainda mais.
A isso, se chama amor e esta garra se chama graça da maternidade. Segundo Padre Zezinho “a maternidade é tão divina que poetas jamais saberão descrever, escritores jamais saberão analisar e, por mais que o desejem, os filósofos não sabem destrinchar. Assim no exercício da maternidade, podemos dizer que a mulher se glorifica”. Então, mãe, o que falar pra você neste dia? Pois você é tudo... E para você as palavras são pequenas, os gestos de carinho são poucos, diante de seu amor incondicional de Mãe. Com você, experimento o amor profundo, enxergo com a alma e com o coração, sinto o verdadeiro sentido da bonança! Você, com toda a sua sabedoria, nos ensina sempre, mesmo no silêncio, que a paciência do tempo nos auxilia a enfrentar os contratempos, e a transformar sempre a dor em amor. Este é o legado que você nos deixa sempre... Pois a esperança faz morada em seu ser e os sonhos continuam cada vez mais vivos em sua vida, refletindo em nós, seus filhos e netos que tanto a amamos. Seu nome ELZA significa “águas profundas”, e lhe cai tão bem, pois você não convive com a superficialidade, mas com as profundezas dos sentimentos e da doação.
Agradeço por tanto aprendizado, e hoje vejo refletir na minha maternidade, seus exemplos. Exemplos que desdobrei com Rafaela, Juliana e Carolina, que tanto me ensinam, me ajudam a ser uma pessoa melhor, me fazem sentir o encantamento da vida e o amor mais puro, sincero e visceral, o amor que através de um simples olhar, um cheiro, um colo... nos traz uma felicidade indescritível.
Parabenizo a todas as mães pelo seu dia e agradeço, ainda, a presença de Ir. Suraya Chaloub em nossas vidas, um verdadeiro exemplo de maternidade espiritual para todos nós.
Com afeto,
Beth Landim
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Metamorfoses...
05/05/2017 | 21h40
 
Metamorfoses...
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses".
Ao refletir sobre este pensamento de Rubem Alves fico a pensar na importância das mudanças para nossas vidas. Quando observamos o vôo e o colorido das borboletas nos impressionamos com sua beleza e naquele momento não pensamos na feiúra que fez parte de cada fase de sua transformação até que chegasse a maturidade de sua beleza. Da mesma maneira, nós seres humanos vivemos essa transformação permanente e processual, numa metamorfose longa e silenciosa. Mas essas mudanças são possíveis mediante as muitas transformações que começam em cada um de nós, todos os dias, mesmo diante dos sofrimentos causados pelas pedras no caminho. Buscamos superar, valorizando a capacidade, a criatividade, mas, sobretudo, sentindo a alegria de aprender e ensinar.
Onde aprendemos sobre como ser feliz?
A felicidade é como uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche e ela não mais pode conter aquilo que recebe, e então deseja transbordar. Esse é um grande momento de nossa metamorfose, quando descobrimos a alegria de compartilhar com o outro a felicidade que mora dentro de nós. Para Rubem Alves, o ensino das ciências, o ensino da literatura, o ensino da história, o ensino da matemática não são apenas disciplinas a serem ministradas, mas "taças multiformes coloridas que devem estar cheias de alegria". Essa felicidade deve ser compartilhada com aqueles que recebem o ensinamento: os alunos. A alegria de ensinar deve ter a contrapartida da alegria de aprender. O que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde, um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mas cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro.
Nós somos as borboletas de nosso próprio jardim e simbioticamente necessitamos descobrir o ofício de ser jardineiro num plantar e regar incessante da nossa felicidade. Os seus sonhos são suas esperanças, são as imagens visíveis das esperanças. Os sonhos não correspondem a nada que exista.
Quando os sonhos assumem forma concreta, surge a beleza. Antes de existir como fatos, os jardins existem como sonhos. Se todas as pessoas, desde a infância, puderem aprender nas escolas o respeito e a beleza de todas as pessoas, homens e mulheres, poderemos sonhar e concretizar o sonho de unir a humanidade mais justa, tolerante e igualitária. A educação de hoje, além de se dedicar ao ensino dos saberes científicos, há de superar os seus muros curriculares, dedicando-se também a fomentar esperanças e criar sonhos, a humanizar-se.
Temos visto tantos crimes e atrocidades, fome e desespero, famílias ao relento... Às vezes detemos nossos pensamentos, como foi feito, nos detalhes, nos relatos das investigações. E nos esquecemos de perguntar o que faltou a esse homem? O que está faltando ao mundo? Porque a degradação dos valores? Porque os homens são incapazes de cuidar do seu “jardim” mesmo quando a eles são oferecidas todas as oportunidades.
E como nos diz com propriedade Cecília Meireles... "A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."
É preciso rever nossas sementes, nossos valores! Temos que a todo o momento limpar as ervas daninhas e deixar florescer o que temos de melhor. Assim é a educação, um trabalho diário, constante, de cuidar, transformar, regar, adubar as mentes com valores sinceros e justos!
É chegado o tempo em que o homem plante as sementes de sua mais alta esperança. Esperança de beleza e de ser feliz sem esquecer que o trabalho que inspira o jardineiro é a espera, muitas vezes a longa espera de colheita do fruto. Porém, sem desanimar nem desistir. Certo de que seu trabalho jamais será em vão. Assim, continua plantando e regando, cuidando e esperando nascer. Chegado o momento da colheita, sua alegria maior, vivencia a partilha, transbordante de frutos... os frutos da felicidade.
E com ela as borboletas virão para dar o seu colorido a nossa existência... Pois, como nos diz Shakespeare... “O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...”
Todos os dias há um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Que possamos enriquecer a nossa vida através dos períodos de metamorfose que vivenciamos e fazer desses momentos novas oportunidades... O instante mágico é o momento que um sim ou um não pode mudar toda a nossa existência, portanto saibamos fazer nossas escolhas! Uma boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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Refúgio...
02/05/2017 | 15h16
Muitas vezes temos que nos refugiar, não somente motivados pelas guerras externas, mas por guerras interiores que acontecem de forma invisível... verdadeiras guerras frias. Porém, em todo refúgio, a própria palavra já nos diz, temos que buscar em Deus e dentro de nós forças renovadas para não abandonarmos os nossos sonhos. Em toda nova situação, antes de julgar, antes de agir, devemos nos sintonizar e conhecer verdadeiramente quem são as pessoas, qual é o seu passado, sua real história, suas contribuições, seus sonhos concretizados nesta caminhada. Que nenhuma guerra ou violência seja solução para os confrontos, muito menos qualquer tipo de agressão. No mundo, as pessoas precisam de afeto e de paz. Precisamos cada vez mais afetar positivamente as pessoas, demonstrando nosso querer bem, com energias boas e renovadas, tendo sempre a oportunidade do diálogo. Destaco hoje, entre todas as guerras que o mundo está vivendo, a guerra da Síria. A Síria tão distante de nós e ao mesmo tempo tão perto, dentro de nossas casas e dos nossos corações todos os dias, através das dolorosas notícias que chegam até nós. Desejo que os refugiados da guerra não percam os seus sonhos de ter uma pátria, uma casa, uma família, um trabalho, a normalidade de suas vidas de volta. Essas pessoas deixaram para trás suas cidades, suas casas, seu contexto de vida, o que faziam, sua história, enfim seus sonhos... A guerra civil na Síria teve início em março de 2011. Desde então, já deixou mais de 260 mil mortos e 4,5 milhões de refugiados, segundo a ONU, e envolveu diversos atores - regionais e internacionais. Relatório das Nações Unidos classifica a guerra síria de "grande tragédia do século 21". "A Síria transformou-se na grande tragédia deste século, uma calamidade em termos humanos com um sofrimento e deslocamento de populações sem precedentes nos últimos anos", afirma António Guterres, do Acnur. Em um dos piores episódios da guerra, EUA, França e Grã-Bretanha concluíram que o governo de Bashar Assad foi o autor do massacre de 21 de agosto de 2013, que deixou 1.429 mortos, sendo 426 crianças. A Síria assinou a Convenção de Armas Químicas, que proíbe o uso do armamento, depois de uma ameaça de intervenção internacional. Os EUA e outros países ocidentais, como França, discutiram a possível ação militar após o uso de armas químicas em um ataque em Ghouta, subúrbio de Damasco. Após um acordo entre EUA e Rússia, o governo de Assad se comprometeu - para evitar a intervenção internacional - a assinar o tratado e permitir que o arsenal químico sírio fosse destruído. Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e da ONU supervisionaram a implementação da resolução 2118 do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, que ordenou a destruição do arsenal e das instalações de produção de armas químicas da Síria. Com o avanço do grupo Estado Islâmico em territórios da Síria, o conflito se agravou ainda mais. Recentemente, forças internacionais lideradas, de um lado, pelos EUA e, do outro, pela Rússia, começaram a conduzir bombardeios aéreos contra supostos alvos dos jihadistas, iniciando uma nova fase na guerra. A população deslocada no sul da Síria enfrenta insegurança extrema e acesso limitado a assistência e cuidados médicos. Conforme suas condições de vida se tornam mais precárias, sua saúde se deteriora continuamente. Os confrontos resultaram em um aumento no número de ferimentos. Uma das maiores preocupações no momento é a proteção de populações vulneráveis e a resposta às suas necessidades básicas de abrigo. Há novos acampamentos formais na região de Dara’a e, apesar dos esforços feitos, a necessidade de abrigo adequado da população deslocada ainda não foi atendida. Milhares de pessoas estão vivendo de maneira improvisada nas ruas ou fazendas, o que representa muitos riscos em termos de segurança e saúde. Em geral, há grandes lacunas em todos os aspectos no que tange cuidados de saúde na Síria, tanto no que diz respeito a cuidados secundários e terciários como vacinação de rotina, assistência de saúde mental, tratamento de doenças crônicas e cuidados de saúde reprodutiva. Ainda que MSF e outras organizações tenham buscado antecipar períodos de escalada da violência, hospitais e instalações médicas no sul do país continuam subfinanciados e faltam profissionais. A falta de equipamentos médicos específicos e o número limitado de especialidades médicas na Síria resultaram em um sistema de saúde fragilizado, basicamente dizimado após seis anos de guerra. De acordo com informações recentes, estima-se que 15 mil médicos – quase metade do número de profissionais que havia na Síria antes do conflito – tenham fugido do país, impedindo que centenas de milhares de civis recebam os cuidados de saúde mais básicos. O Papa Francisco implorou pela paz no Oriente Médio e na Síria, onde "reinam o horror e a morte", em sua tradicional bênção "Urbi et Orbi" do Domingo de Páscoa. Ante milhares de fiéis congregados na praça de São Pedro do Vaticano, o Papa rogou a Deus que "conceda a paz a todo o Oriente Médio" e ajude "a quem trabalha ativamente para levar alívio e consolo à população civil da Síria, vítima de uma guerra que não cessar de semear horror e morte". O pontífice também pediu a Deus que conceda "aos representantes das Nações o valor de evitar que se propaguem os conflito e acabar com o tráfico de armas". Na tradicional bênção à cidade e ao mundo após a missa pascal, o Papa argentina não esqueceu de seu próprio continente. Pediu a Deus para que "sustente os esforços de quem, especialmente na América Latina, se compromete a favor do bem comum das sociedades, tantas vezes marcadas por tensões políticas e sociais, e que, em alguns casos, é sufocado pela violência".
Especialmente no dia em que refletimos sobre o dia do trabalho, que possamos rezar pelas pessoas que vivem esse conflito e abrir nossa visão de mundo. Que o nosso país possa ser passado a limpo. Que as relações sejam transparentes, afetuosas e que não nos deixemos jamais nos escravizar diante de qualquer situação. Que nossos sonhos sejam como as aragens, que nos tragam sempre o sabor da brisa suave que possui a força na constância do frescor que nos traz... As tempestades nunca são, por si só, resoluções. O meu desejo é que a suavidade e o afeto sejam constantes na humanidade neste século XXI, e que possamos substituir as marcas da guerra pelos sinos da paz...
Com afeto,
Beth Landim
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Cultivando as amizades...
12/04/2017 | 21h17
Duas estórias que nos fazem refletir...
Um fazendeiro que venceu o prêmio “milho-crescido”. Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio. Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivou o milho. O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do milho dele com seus vizinhos. “Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano?” – perguntou o repórter. Por que?” - disse o fazendeiro, - “Você não sabe ? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho. Se eu for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar milho bom”. Ele era atento às conectividades da vida. O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também melhore. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a achar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos. A lição para cada um de nós se formos cultivar milho bom, nós temos que ajudar nossos vizinhos a cultivar milho bom.
Conta-nos uma lenda judaica que dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador. Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita.
Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo. À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou: “Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu”. Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu. Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando: “Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter”. Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer. Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção...
Nos tempos atuais é raro estarmos ao lado de quem sabe ouvir... Estamos sempre ávidos por falar, por contar, por dividir as nossas lutas, pois nestes momentos percebemos em nós um alívio das nossas tensões, um frescor em nossa mente, um vento bom nos envolvendo em novas e energizadas vibrações de paz. Porém a vida é uma via de mão dupla, e ao mesmo tempo que queremos ser ouvidos... os que nos cercam também esperam o mesmo de nós.
A vida nos proporciona momentos muito ricos, nos oportunizando sermos ombro amigo e ombro que recebe os amigos, sermos braços que abraçam e braços que são envolvidos em um forte abraço, sermos mãos que recebem flores e mão que semeiam o perfume das mesmas.
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro. Como é bom sermos uma referência para os que nos cercam em nosso dia-a-dia e termos a certeza de que a nossa forma de sermos amigos envolve momentos de escuta, de paciência, de trocas, de caminhar lado a lado.
Hoje com a instantaneidade do mundo não podemos permitir que as nossas amizades se tornem também instantâneas, pois a amizade é um bem muito precioso, que não só lava a nossa alma, como também nos traz o frescor da juventude para os nossos dias...
Que saibamos então repensar os valores que compõem uma amizade como nessas duas estórias... a sinceridade, o cuidar do outro, o não ser egoísta, o não ser individualista, a paciência, o respeito ao limite do outro, mas também o impulsionar a sair do limite e vencer os próprios desafios...
Que assim como o milho bom nós possamos ser sempre um vento suave, como o que sopra nos campos de trigo, levando aos nossos amigos o calor, a energia e o aconchego da nossa sincera amizade...
Com afeto,
Beth Landim
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