A luta dos cegos
20/10/2018 | 09h51
 Certa manhã, quando dirigia-se ao mercado, Nasrudin viu alguns cegos e, fazendo tilintar as moedas em sua bolsa, disse em voz alta: - Amigos, amigos, peguem estas moedas. Tu, toma esta; tu, esta, e vocês repartam o resto – e, enquanto fazia isso, fazia tilintar as moedas em sua bolsa. É evidente, e seria até demais esclarecer, que não repartiu um só tostão. Produzida a cena, afastou-se para observar a seguinte situação: os cegos começaram a precipitar-se uns sobre os outros, exclamando e gritando: “deu tudo para ti”. Ou então: “Vocês ficaram com tudo ao invés de repartir”. Ou: “Eu nada recebi!”, “Mentes!”, “Dá-me a minha parte!” etc, etc.
Isso se transformou em empurrões, socos, chutes, insultos, xingamentos, terminando em uma grande batalha indescritível, dada a cegueira total reinante. Nasrudin, que seguia de perto as peripécias da batalha, murmurou: - Isto é o que poderia chamar-se de uma ”uma luta de cegos por motivo inexistente”.
As historias da tradição sufi são sempre muito ricas em ensinamentos, mas trazem em seu conteúdo uma reflexão que exige sensibilidade e perspicácia a fim de que haja uma internalização do sentimento. Eu mesma, muitas vezes, levo um tempo até perceber qual a lição contida em algumas delas. Isso mostra o quanto somos cegos, em vários aspectos.
Acreditamos que os olhos nos bastam para que saibamos o que está acontecendo a nossa volta. Mas definitivamente, não bastam! O que mais vemos, atualmente, em todos os cantos do mundo, são “lutas entre cegos por motivos inexistentes”. As pessoas inventam motivos absurdos para iniciarem uma luta sem fim. E assim, estamos todos morrendo, em vários sentidos, sem entender o que realmente está acontecendo e quem está a favor e quem está contra nós. Não devemos nunca querer ludibriar, fazer joguetes ou fazer o outro de escada. Aliás, isto é uma das coisas mais abomináveis na vida. Pessoas que se utilizam desta atitude são fracas e incompetentes. Como diz o ditado popular, “algumas pessoas querem mostrar dificuldade para vender facilidade”. E estas pessoas, na maioria das vezes, têm fala mansa, envolvem o outro com a palavra, vestem uma capa! Mas, como também diz outro ditado, “você pode enganar alguns por algum tempo, mas não consegue enganar todos o tempo todo”. Vemos, então, triunfar a verdade, a justiça e o trabalho! Certamente, é o momento de começarmos a olhar mais com o coração e menos com os olhos, tão limitados e influenciáveis. Afinal, o que os olhos veem de forma equivocada, o coração sente, também, de forma equivocada. E nossa vida se torna uma sucessão de escolhas, atitudes e caminhos equivocados. Que saibamos olhar, cada vez mais, para dentro de nós, para nossas reais convicções, sem nos deixarmos sucumbir por aquilo que vemos fora de nós. Porque, do lado de fora, tudo não passa de uma grande ilusão.
Não perca tempo maldizendo o mal que lhe fizeram ou os fracassos que teve. Comece, a partir de agora, a ver o que pode fazer para reconstruir. Siga em frente, corajosamente, pois a vida sorri somente para aqueles que não param no meio da estrada.
Martin Luther King nos diz que “a verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio”.
Portanto, devemos ser como os grandes Homens...
O homem puro não vocifera contra os impuros. Adora o que é sagrado, mas sem fanatismo; carrega fardos pesados com leveza e sem gemido; domina, mas sem insolência; é humilde, mas sem servilismo; fala a grandes distâncias sem gritar; ama sem se oferecer; faz bem a todos antes que se perceba.
O grande homem é silenciosamente bom. É genial, mas não exibe gênio. É poderoso, mas não ostenta poder; socorre a todos sem precipitação. Tudo isso faz o grande homem como o sol: poderoso para sustentar um sistema planetário e delicado para beijar uma pétala de flor.
O Dalai Lama nos fala: “Uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez”. O que nos leva a pensar que, quando agimos com sinceridade, caráter e honradez, temos a certeza de ter escolhido o melhor caminho.
Não podemos deixar que os olhos da inveja, da ganância e da superficialidade de algumas atitudes nos ceguem. É preciso enxergar com os olhos da alma e do coração puro!
Uma boa semana para todos!
Com afeto,
Beth Landim
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Lenda Chinesa
16/10/2018 | 17h33
 
Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à ela. O temperamento de Lin era muito diferente e se irritava constantemente com a mãe de seu marido. Com o passar dos tempos, as coisas pioraram tanto, que viver com ela, se tornou insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe. Mas Lin, não suportando por mais tempo, a idéia de viver com ela tomou a decisão de ir consultar um Mestre.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num bom ramalhete de erva, para se usar por meses e disse-lhe: “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isto, poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Outra coisa, para que ninguém suspeite de ti quando ela morrer, tenha o cuidado de tratá-la sempre com muita amizade, respeito e carinho”.
Lin respondeu: “Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomendas”. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra lentamente. Durante várias semanas, Lin serviu todos os dias, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente, a recomendação do Mestre Huang, que para evitar suspeitas, deveria controlar seu temperamento e tratá-la com amizade, respeito e carinho. Passados seis meses... Aquela família, estava totalmente mudada. Lin controlou totalmente o seu temperamento e não se aborrecia mais com a sogra. Havia meses que não mais discutia com ela.
A sogra se mostrava muitíssima amável e a tratava como se fosse uma filha querida. A atitude de Lin mudou tanto, que ambas pareciam ser mãe e filha. Então, Lin foi correndo procurar o Mestre Huang, para lhe pedir uma nova ajuda e disse-lhe: “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela mudou muito e se transformou numa mulher tão agradável, que parece ser minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dei.”
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. A erva que te dei é apenas um chá. O veneno, Lin, estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pela prática do amor ao próximo que exercitastes no seu dia a dia de tolerância, compreensão e paciência”.
É sempre tempo de repensar atitudes... Relacionar-se é uma deliciosa aventura e, ao mesmo tempo, uma fonte imensurável de alegria e risco, pois uma andorinha só não faz verão, e o que seria de nós isolados de todos que nos cercam e caminham lado a lado conosco nesta etapa do caminho? Em todo mal-entendido reside muito desgaste e sofrimento desnecessário. Por isso, é preciso estar atento àqueles que amamos, aos anseios e necessidades daqueles que nos cercam. Atenção à palavra que devia ter sido pronunciada, mas ficou fechada na garganta e era hora de falar e, sobretudo, ao silêncio que não foi erguido no momento exato quando era momento de calar.
São nos relacionamentos que as personalidades se confrontam, os medos se comunicam e a sutil necessidade de impor, característica inerente ao ser humano, se aflora e se disfarça em zelo e proteção. Se somos todos tão dependentes de amar e receber amor, precisamos lapidar nossas emoções e fixar atitudes que alarguem nossos passos e abram nosso coração em direção ao outro. Somos seres que buscam incessantemente a luz, então temos que buscar com mais intensidade esta ligação com o divino que irá nos inspirar sempre, nos tornando pessoas mais leves, de bem com a vida, sem tantos temores e receios que nos impedem de prosseguir, retardando o nosso progresso.
Partilhar a vida com alguém é oportunidade de enriquecê-la. Sempre vale a pena apostar nos relacionamentos quando existe a vontade de descobrir esse outro, tocar sua alma, entender o que deseja, do que precisa, o que pode e o que lhe é possível fazer. Ansiando por coisas prontas e procurando, no outro, os modelos exatos das coisas que nos completam, jamais encontraremos a cumplicidade tão necessária nos relacionamentos diários. Admitir a liberdade do outro é tarefa árdua e fundamental para o próprio crescimento. A alma daqueles que amamos será sempre uma terra inexplorada e não-mapeada, mas a humildade e a coragem de habitá-la sempre serão facilitadores desse sinuoso caminho. Erguemos muralhas difíceis de invadir porque, inseguros de nossos potenciais, precisamos usar máscaras. Enquanto isso impedimos que o outro nos descubra e se aproxime, perdendo um tempo que se chama “presente precioso” e que devemos vivê-lo com plena intensidade. Seja como for, desejo que a alma daqueles que você ama, seja sempre a busca constante de seu encontro e crescimento pessoal, para que os relacionamentos floresçam e o estreitamento dos laços afetivos sejam instrumentos de reescrita de sua história. Quando mudamos nossas atitudes... tudo ao redor muda...
Com afeto,
Beth Landim
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Voto, uma escolha consciente
16/10/2018 | 17h10
Voto, uma escolha consciente
 
Ninguém em sã consciência ousaria negar que o voto constitui um instrumento secreto e decisivo do cidadão. Mas também ninguém em sã consciência afirmaria que o simples ato de votar, a cada dois anos, esgote em si mesmo os “direitos e deveres” de uma verdadeira cidadania. Esta, quando real e eficaz, inclui outros compromissos bem mais complexos e empenhativos que o fato de depositar o voto na urna. Fato que, nas chamadas democracias ocidentais, em lugar de uma participação livre, consciente e decisiva, cumpre não raro uma função meramente simbólica e emblemática. É assim que entre as três formas de voto – voto de cabresto, voto de transferência e voto consciente – podemos dizer que enquanto a primeira vai diminuindo e a última crescendo, prevalece ainda a segunda forma de voto. Isto é, muitos eleitores votam e voltam para casa, como se a urna fosse o lugar para transferir aos representantes eleitos o exercício da própria cidadania. Cidadania é coisa que não se transfere: embora o político eleito, pelo fato de sê-lo, adquira maior visibilidade na administração publica, compete a cada eleitor buscar espaços alternativos de participação.
Feitas essas ressalvas, retomemos os compromissos da cidadania. O primeiro deles tem um alcance limitado e local, mas de forma alguma negligenciável. E a pergunta é muito simples: de que maneira cada cidadão acompanha a administração pública de sua rua, de seu bairro, de seu município, do seu estado, do seu país?
O Poder Público em seus mais variados órgãos e instâncias se faz presente no cotidiano da vida?
Outras perguntas tomam lugar no cenário da atividade política: como se comportam as pessoas públicas eleitas, seja no âmbito do poder executivo (municipal, estadual e nacional), seja nas atividades do poder legislativo, como vereadores, deputados e senadores? Em geral, no programa do partido notar-se-á sempre uma discrepância entre as “promessas do candidato” durante a campanha eleitoral e a “realização do político” eleito no exercício do mandato. Por fim, mas não em último lugar, chegamos a tarefa mais exigente da cidadania numa efetiva prática democrática. Além de escolher os candidatos do voto e fiscalizar a presença (ou não) do poder público na vizinhança, todo cidadão tem o “direito e o dever” de acompanhar de perto a ação múltipla e plural do poder público. O que significa participar ativamente das decisões que orientam os destinos do país, especialmente no que se refere à sua política econômica, social e cultural. Aqui a informação e a formação correta exercem um papel de fundamental importância. Em síntese, político representativo, de um lado, e eleitor cidadão, do outro, constituem duas faces da mesma moeda, dois pólos da prática política. São, portanto indissociáveis, indivorciáveis.
Em síntese, não basta o voto puro e simples. Não basta a visita periódica à urna, seguida de um “lava-mãos”: fiz a minha parte, os políticos que façam o resto! Não basta a fidelidade do eleitor. É preciso que o cidadão o seja de fato, assumindo o direito e o dever de exercer a cidadania. Nessa perspectiva, faz-se necessário criar e/ou fortalecer outros canais, instâncias e mecanismos de participação popular. São instrumentos que podem ajudar não somente no controle sobre o comportamento público dos eleitos, orçamento do município, do estado e da União. E mais, na pressão consciente e organizada para implementar ou melhorar os serviços.
Muitas pessoas não conhecem o poder do voto e o significado que a política tem em suas vidas. Numa democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representar um ato de cidadania. Possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas. Escolher um péssimo governante pode representar uma queda na qualidade de vida.
O voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente. Devemos votar em políticos com propostas voltadas para a melhoria de vida da coletividade. Os caminhos da vida são feitos de decisões e escolhas. Assim, o que cada um de nós é hoje, seja na sua vida profissional, seja na sua vida pessoal, é conseqüência destas escolhas e das ações adotadas para efetivá-las.
A todo o momento, queiramos ou não, conscientes ou inconscientes, por ação ou omissão, estamos sempre fazendo escolhas. E nunca é demais lembrar que não escolher já é uma escolha. Se quisermos ser os timoneiros da nau da nossa vida, devemos procurar ser conscientes das escolhas que fizemos e estamos fazendo, pois é esta consciência que nos permite assumir a responsabilidade pelos nossos atos.
A riqueza de nossa vida está muito relacionada aos significados que damos ao que fazemos.
O primeiro excludente para o voto é verificar se o candidato não é corrupto, bem como seu grupo político! Corrupção NUNCA! Este deve ser sempre o primeiro critério, que na verdade deveria estar intrínseco em cada pessoa, pois ser honesto é obrigação de todos! Que possamos reacender o amor à nossa pátria, e que nosso chão possa ser colorido de Verde e Amarelo!
A vida é a arte das escolhas, dos sonhos, dos desafios e da ação.
Bom domingo eleitoral para todos!
Com afeto,
Beth Landim
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Dias intensos... dialogando com o mundo e a ciência...
28/09/2018 | 21h49
Assim como o rio converge para o mar, o VI Congresso Internacional do Conhecimento Científico do ISECENSA teve o propósito de convergir pensadores e pensamentos, conhecimento, professores, alunos e profissionais da educação para estarmos sempre alinhados à ciência e ao conhecimento do mundo. É sabido que existem diferenças profundas entre culturas e sociedades. Uma palavra, no entanto - Universidade - parece permanecer constante no espaço e no tempo. Uma universidade não está fora, separada, mas está dentro da tessitura complexa e contraditória da sociedade, em relações de mútuos interesses.
O ISECENSA se abriu para respirar novos ares e saberes com a realização do VI CICC – Contemporaneidade do Conhecimento: a contribuição da universidade na ciência, humanização e ética. O principal objetivo do congresso é servir como um fórum de discussão interdisciplinar sobre os principais conhecimentos e oportunidades de pesquisa, aumentando o intercâmbio de conhecimento e a parceria em projetos conjuntos, com a proposta de integrar os diversos segmentos da ciência na busca de soluções para os problemas atuais... conversar com o mundo... dialogar...
Vivemos uma crise humana... Uma crise de valores, onde não nos reconhecemos. Parece que perdemos a sensibilidade, a moralidade, mas acima de tudo a humanidade... Estamos sempre a responsabilizar alguém ou alguma coisa... Vivemos um longo processo de desresponsabilização. Esta lavagem de mãos nos trará um preço: permanecer na impunidade. Nesta época de grande crise econômica e de caos, o VI CICC vem como uma brisa de esperança que nos traz o frescor da ciência, nos mostrando que é possível, que não podemos nos calar e nos acomodar. O diálogo com o conhecimento e com o mundo se torna cada vez mais imprescindível para a contemporaneidade.
Nossos palestrantes, nomes que evocam a ciência, a inovação e a realização, a partir de conhecimentos técnicos e científicos, retraçam nas temáticas abordadas, um cenário vanguardista: Dr. Juan Moreno (Espanha), Dra. Anita Hokelmann (Alemanha), Dr. Yaqui Andrés Martínes Robles (México), Nora Cavaco (Portugal), Dr. Pedro Miguel Parreira (Portugal), Dr. Edwin Tarapuez Chamorro (Colômbia), Elaine Paiva Mosconi (Canadá), Nuno Soares (Hong Hong), Lars Rohbock (Dinamarca) e Aresio Sousa (USA), entre outros, foram responsáveis por fazer acontecer 41 palestras, 60 mini cursos, 7 workshops, 1 apresentação teatral, 9 mesas redondas, 1 painel, 1 colóquio e 27 apresentações orais. Destacamos entre outras palestras a aula magna do Dr. Clóvis de Barros Filho sobre o tema “Inovação: Conceito, Atitude e Identidade”, Avaliação cinético funcional, A experiência mística a partir de um olhar Heideggeriano, Liberação miofascial no esporte, Educação Aquática, Revestimentos Cerâmicos, Estratégia do Oceano Azul, Planejamento Pessoal e Desafios Profissionais, Treino em Habilidades Sociais em Terapia Cognitiva Comportamental, Oficina de Urban Sketchers, Perspectivas e desafios da atuação do Enfermeiro no Setor de Emergência de Hospitais Públicos e Privados, Atualização no tratamento da entorse do tornozelo, Técnicas de higiene brônquica na unidade de terapia intensiva, Como elaborar Planejamento Estratégico de forma participativa?, Faça acontecer? Adquira as técnicas de vendas para fazer a sua empresa se destacar no mercado, Atualização das estratégias de avaliação e intervenção nas lesões musculares, O uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação nas práticas pedagógicas, Smart Cities e Mobilidade no Rio de Janeiro, Psicologia e Psiquiatria: uma discussão sobre os novos rumos da saúde mental, O impacto do exercício físico e mental nas funções motoras e cognitivas, Nanomateriais aplicados na Construção Civil, Identificação e Análise de patologias em Concreto Armado, Introdução ao Mercado de Contratos Futuros e Day Trade de BM&F Bovespa: Uma Abordagem Prática, Paredes Verdes, Pesquisas com anti-tumorais e possibilidades terapêuticas no tratamento de pacientes oncológicos sob a óptica multiprofissional, Teoria, Prática e Ética em Psicoterapia Existencial Fenomenológica, Práticas Clínicas em Jung, Apneia Obstrutiva do Sono: a utilização do Cpap como tratamento, Novos Modelos de Negócios, Reabilitação neurofuncional através da terapia do espelho em sequelas do A.V.E., Construindo a Tolerância Religiosa no Âmbito Universitário, Trabalhando as funções executivas na criança e no adolescente em contexto escolar.
Em meio a academia, a cultura, a música, o teatro e a poesia se fizeram presentes... Dias de efervescência cultural, acadêmica, pesquisa e ciências... Os mais de dois mil e quinhentos congressistas respiraram esperança... esperança que se baseia no conhecimento, na educação, na ciência, nos mostrando que o caminho para o nosso país é o CONHECIMENTO, da Academia.
Todos emanados por essa energia indescritível, saímos fortalecidos pela pesquisa e pela ciência... Trazer o mundo da pesquisa para nossos alunos é a certeza de que estamos no caminho certo.
Com afeto,
Beth Landim
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Não jogue fora seus sonhos...
17/09/2018 | 12h45
 
Um pensador russo chamado Guerdjef, no início do século passado, já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver. Ele dizia: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal".
Assim, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
“Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza, aprendeu a viver com qualidade interior. Então vamos refletir sobre elas a seguir: 1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes. 2) Aprenda a dizer não, sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme. 3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você. 4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure. 5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo. 6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias. 7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas. 8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são perdas de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes. 9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida. 10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação. 11) Família não é você. Está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade. 12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca. 13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente, ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe. 14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta. 15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental. Escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento. 16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente. 18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de se divertir. 19) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé! 20) E entenda, de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: ... Você é o que se fizer ser!”
Essa tese reforça a idéia de que nossa felicidade depende de nossos sentimentos, pensamentos e ações para conosco e para com os nossos semelhantes.
Por isso, não determine seu valor comparando-se com os outros. É só porque somos diferentes que somos especiais. Não ajuste seus objetivos de acordo com o que os outros acham importante: só você sabe o que é importante para você. Não dê por garantidos aqueles que você mais ama: Trate-os como se fossem sua vida, pois, sem eles, não teria significado.
Não deixe sua existência se esgotar pelos dedos, apegando-se ao passado e lançando-se ao futuro: vivendo um dia de cada vez, viverá cada dia de sua vida.
Não desista enquanto ainda tiver algo de si a dar, nada está acabado até que você pare de tentar. Não tenha medo de desafios: é correndo o risco que nos tornamos valentes. Abra as portas do seu coração para o amor, acredite que sempre é possível encontrá-lo e a receita mais rápida para receber amor é dar amor!
Não jogue fora seus sonhos, sonhe todos os dias, pois sonhos são o tempero da vida. Não corra demais pela vida afora, a vida não é uma corrida. É uma jornada! Consciente disso, você saboreia cada passo do seu caminho, pois você é eterno, assim como eterno é o oceano. Caminhe... Navegue... Voe... e acredite: o bem sempre vence! Desejo, a você, uma semana formidável!!
 
Com afeto,
Beth Landim
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Fé - força propulsora da vida!
17/09/2018 | 12h43
Todos os dias devemos fazer da vida uma canção de otimismo, nascida da alegria de quem vive de mãos dadas com o transcendente... Devemos fazer da vida um gesto de querer bem, que se prolongue através do espaço e do tempo... Devemos fazer da vida uma esperança, uma luz para os que tropeçam na noite...Um aceno do alto, para os que procuram o caminho...Um encontro para os que vivem na solidão....Para fazermos e sermos tudo isso, precisamos ser pessoas de fé!
Mas o que é Fé?Ter fé é renovar-se sempre, na convicção de seus ideais. Ter fé é DAR quando não temos, quando nós mesmos necessitamos. A fé sempre encontra algo valioso onde aparentemente não existe; pode fazer que brilhe o tesouro da generosidade em meio à pobreza e ao desamparo, enchendo de gratidão ao que recebe e ao que dá.
Ter fé é CRER, quando é mais fácil ficar na dúvida. A crença em nossas bondades, possibilidades e talentos, tanto como em nossos semelhantes, é a energia que move a vida fazendo grandes vencedores. Ter fé é GUIAR nossa vida, não com os olhos, mas sim com a alma. A razão necessita de muitas evidências para arriscar-se, o coração necessita só de um raio de esperança. As coisas mais belas e grandes que a vida nos dá não podemos ver, nem sequer tocar, só podemos acariciar com o espírito. Ter fé é ARRISCAR-SE na busca de um sonho, de um amor, de um ideal. Nada que vale a pena nesta vida pode se conseguir sem esta dose de sacrifício, a fim de adquirir algo que melhore nosso próprio mundo e o dos demais. Ter fé é VER positivamente a vida à frente, não importa quão incerto pareça o futuro ou quão doloroso foi o passado. Quem tem fé faz, de hoje, um fundamento do amanhã e trata de vivê-lo de tal maneira que, quando fizer parte de seu passado, possa vivê-lo como uma grata recordação. É CONFIAR, porém confiar não somente nas coisas, mas sim no que é mais importante... nas PESSOAS. Muitos confiam no material, porém vivem relações vazias com seus semelhantes. Compartilhar sonhos, acreditar na força da união, renova as esperanças e impulsiona o bem comum como objetivo maior.
Ter fé é BUSCAR o impossível: é não deixar nunca de cobrir nossos lábios com um sorriso, porque nunca sabemos quando nosso sorriso pode dar luz e esperança à vida de alguém que se encontra em pior situação do que a nossa.
Ter fé é CONDUZIR-SE pelos caminhos da vida da mesma forma que uma criança segura a mão de seu pai.
É fundamental cultivarmos a fé em nosso interior, pois só essa força divina é capaz de nos oportunizar a sensibilidade para não ficar indiferente diante das belezas da vida.
Seguindo o exemplo de uma grande representante da força feminina, Maria, acredito que a fé seja o “espírito que vivifica e renova todas as coisas”. Esta mulher vitoriosa, alimentada pela fé, pela audácia e pela convicção na grandeza dos seus projetos, nos deixou um grande legado. Sua serenidade e firmeza diante das mais diversas situações da vida nos mostram o melhor caminho a seguir.
Coragem para colocar a timidez de lado e poder realizar o que temos vontade. Solidariedade para não ficarmos neutros diante do sofrimento da humanidade. Bondade para não desviarmos os olhos de quem nos pede uma ajuda. Tranqüilidade para quando chegar ao fim do dia, podermos deitar e dormir o sono dos anjos. Alegria para distribuirmos, colocando um sorriso no rosto de alguém. Amor próprio para perceber nossas qualidades e gostar do que temos por dentro. Sinceridade para sermos verdadeiros, gostar de nós mesmos e vivermos melhor. Felicidade para descobri-la dentro de nós mesmos e doá-la a quem precisar.Esperança para acreditarmos na vida e nos sentirmos eternas crianças.Sabedoria para entender que o bem existe, apesar do mundo gritar que isso é pura ilusão. Desejos para alimentar o nosso corpo, dando prazer ao nosso espírito. Amor para amarmos e nos sentirmos amados. Para desejarmos tocar uma estrela, sorrir para lua. Sentir que a vida é bela, andando pela rua. Para descobrirmos o sol que existe dentro de cada um de nós e fazê-lo brilhar e iluminar a vida daqueles que nos rodeiam, pois não existe motivos para tristeza na vida de quem tem fé e luta por um futuro melhor.E acima de tudo, a capacidade de sonhar para podermos, todos os dias, alimentar a nossa alma.Porque os sonhos são eternos, apenas se transformam e mudam de lugar!!!
Com afeto,
Beth Landim
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Os sete sapatos sujos...
17/09/2018 | 12h41
Hoje divido com vocês trechos do escritor moçambicano Mia Couto, que compartilha as suas impressões acerca do futuro da África e do mundo, destacando que mais do que gente preparada para dar respostas, necessitamos de capacidade para fazer perguntas... “Não podemos entrar na modernidade com o atual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei sete sapatos sujos que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos.
O primeiro sapato é a idéia que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas. Nós já conhecemos este discurso. A culpa já foi da guerra, do colonialismo, do imperialismo, do apartheid, enfim, de tudo e de todos. Menos nossa. É verdade que os outros tiveram a sua dose de culpa no nosso sofrimento. Mas parte da responsabilidade sempre morou dentro de casa. Estamos sendo vítimas de um longo processo de desresponsabilização. Esta lavagem de mãos tem sido estimulada por algumas elites africanas que querem permanecer na impunidade. Os culpados: são os outros, os da outra etnia, os da outra raça, os da outra geografia. Estou completamente cansado de pessoas que só pensam numa coisa: queixar-se e lamentar-se num ritual em que nos fabricamos mentalmente como vítimas. Choramos e lamentamos, lamentamos e choramos. Queixamo-nos até à náusea sobre o que os outros nos fizeram e continuam a fazer. E pensamos que o mundo nos deve qualquer coisa. Lamento dizer-vos que isto não passa de uma ilusão. Ninguém nos deve nada. A desresponsabilização é um dos estigmas mais graves que pesa sobre nós.
O segundo sapato é a idéia de que o sucesso não nasce do trabalho. Ainda hoje despertei com a notícia que refere que um presidente africano vai mandar exorcizar o seu palácio de 300 quartos porque ele escuta ruídos “estranhos” durante a noite. O palácio é tão desproporcionado para a riqueza do país que demorou 20 anos a ser terminado. As insônias do presidente poderão nascer não de maus espíritos, mas de uma certa má consciência. Nunca ou quase nunca se vê o êxito como resultado do esforço, do trabalho como um investimento a longo prazo. As causas do que nos sucede (de bom ou mau) são atribuídas a forças invisíveis que comandam o destino.
O terceiro sapato é o preconceito de quem critica é um inimigo. Muitos acreditam que, com o fim do mono partidarismo, terminaria a intolerância para com os que pensavam diferente. Mas a intolerância não é apenas fruto de regimes. É fruto de culturas, é o resultado da História. Muito do debate de idéias é, assim, substituído pela agressão pessoal. Basta diabolizar quem pensa de modo diverso. Existe uma variedade de demônios à disposição: uma cor política, uma cor de alma, uma cor de pele, uma origem social ou religiosa diversa.
O quarto sapato é a idéia que mudar as palavras muda a realidade. Uma vez em Nova Iorque um compatriota nosso fazia uma exposição sobre a situação da nossa economia e, a certo momento, falou de mercado negro. Foi o fim do mundo. Vozes indignadas de protesto se ergueram e o meu pobre amigo teve que interromper sem entender bem o que estava a se passar. No dia seguinte recebíamos uma espécie de pequeno dicionário dos termos politicamente incorretos. Estavam banidos da língua termos como cego, surdo, gordo, magro, etc… Nós fomos a reboque destas preocupações de ordem cosmética. Estamos reproduzindo um discurso que privilegia o superficial e que sugere que, mudando a cobertura, o bolo passa a ser comestível. Hoje assistimos, por exemplo, a hesitações sobre se devemos dizer “negro” ou “preto”. Como se o problema estivesse nas palavras, em si mesmas. O curioso é que, enquanto nos entretemos com essa escolha, vamos mantendo designações que são realmente pejorativas.
O quinto sapato é a vergonha de ser pobre e o culto das aparências. A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza. A nossa pobreza não pode ser motivo de ocultação. Quem deve sentir vergonha não é o pobre, mas quem cria pobreza. Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a idéia que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres. É triste que o horizonte de ambições seja tão vazio e se reduza ao brilho de uma marca de automóvel entre outras coisas... É urgente que as nossas escolas exaltem a humildade e a simplicidade como valores positivos. A arrogância e o exibicionismo não são, como se pretende, emanações de alguma essência da cultura africana do poder. São emanações de quem toma a embalagem pelo conteúdo.
O sexto sapato é a passividade perante a injustiça. Estarmos dispostos a denunciar injustiças quando são cometidas contra a nossa pessoa, o nosso grupo, a nossa etnia, a nossa religião. Estamos menos dispostos quando a injustiça é praticada contra os outros. Persistem em Moçambique zonas silenciosas de injustiça, áreas onde o crime permanece invisível. Refiro-me em particular à violência domestica.
O sétimo sapato é a ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros. Todos os dias recebemos estranhas visitas em nossa casa. Entram por uma caixa mágica chamada televisão. Criam uma relação de virtual familiaridade. O resultado é que a produção cultural nossa se está convertendo na reprodução macaqueada da cultura dos outros. O futuro da nossa música poderá ser uma espécie de hip-hop tropical, o destino da nossa culinária poderá ser o Mac Donald’s. Falamos da erosão dos solos, da deflorestação, mas a erosão das nossas culturas é ainda mais preocupante. Temos que gostar de nós mesmos, temos que acreditar nas nossas capacidades. Mas esse apelo ao amor-próprio não pode ser fundado numa vaidade vazia, numa espécie de narcisismo fútil e sem fundamento. A razão dos nossos atuais e futuros fracassos mora também dentro de nós. Mas a força de superarmos a nossa condição histórica também reside dentro de nós. Saberemos, como já soubemos antes conquistar certezas, que somos produtores do nosso destino.”
O texto de Mia parece que foi escrito para nós... fica então a reflexão... tirarmos os sapatos sujos... e se possível calçarmos as sandálias da humildade e do trabalho...
Com afeto,
Beth Landim
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A força do silêncio...
17/09/2018 | 12h39
O autor Aldo Novak expressa uma reflexão fundamental no mundo atual em que vivemos:
“Pense em alguém que seja poderoso... Essa pessoa briga e grita como um papagaio, ou olha e silencia, como um leão? Leões não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam leões, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas. Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe! Sorria! Silencie! Vá em frente e lembre-se de que há momentos de falar, que há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade! Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: “Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas”.”
E você, já parou para pensar no poder do silêncio? Já pensou que aprender a fazer silêncio pode ser tão importante quanto aprender a falar e a se relacionar com outras pessoas? É interessante perceber que em uma sociedade tão materialista como a nossa, que privilegia o TER em detrimento do SER, é urgente a necessidade de mergulharmos dentro de nós mesmos. Fazer silêncio é mais que não falar, que ficar quieto sem nada a dizer. Silenciar é uma arte que comunica tanto quanto outros sons. Nesta sinfonia que é a vida, cultivar instantes de silêncio pode nos proteger da impulsividade que invade nossa alma e pode nos auxiliar no contato com nossa essência. Assim, podemos descobrir coisas antes não observadas com a devida atenção. Na melodia da vida, as pausas remetem ao momento em que realmente passamos a entrar em nós. É claro que muitos poderão dizer que ficar quieto e silenciar pode ser uma atitude egoísta e covarde em alguns momentos em que se espera que algo seja dito ou feito.
Bem, realmente isso não é verdade! Precisamos olhar o silêncio por um outro ângulo. Aquele que educa a alma, que nos traz equilíbrio frente à vida. Aquele que nos auxilia a preservar nossa identidade. E, como tudo na vida, esse silêncio sábio pode ser aprendido, cultivado. Afinal, o silêncio deve ser muito importante, caso contrário não teríamos nascido com duas orelhas e apenas uma boca, concorda? Deste modo, devemos fazer do silêncio a paz que nos serena a alma e ilumina a vida nos instantes de agressões, dúvidas ou dor, mas também lembremos dele nas horas das alegrias mais profundas, de forma que sempre possa nos acompanhar em todos os instantes da vida como grande aliado. Ao desenvolvermos a habilidade de silenciar, evidenciamos a prudência, característica maior dos sábios. Enfim, o silêncio pode ser reconhecido como uma virtude que evita polêmicas desnecessárias e brigas perigosas.
Grandes sábios afirmam que quem muito fala, nada tem a dizer. Isto parece fazer bastante sentido, quando por prepotência, vaidade e orgulho, algumas pessoas defendem, de forma douta, graves erros, para os quais constroem justificativas totalmente mentirosas. O leitor certamente conhece casos e casos...
Assim, como homens e mulheres sensatos que somos, devemos desconfiar de todos os discursos apelativos que produzem entorpecimento da razão crítica! Todavia, devemos interpretar o silêncio como uma arma poderosa para responder, de forma harmoniosa, aos ataques de má fé! Precisamos da calma e do silêncio. Não o silêncio do fechamento, da indiferença, mas o silêncio da atenção, da escuta; o silêncio da sintonia com o sagrado, com o transcendente, o sobrenatural! O texto de Novak enfatiza que a característica própria de um homem corajoso é falar pouco e executar grandes ações. A característica de um homem de bom senso é falar pouco e dizer sempre coisas razoáveis. Não há menos fraqueza ou imprudência em calar, quando se é obrigado a falar, do que leviandade e indiscrição em falar, quando se deve calar.
O silêncio tem uma força de comunhão que não leva ao isolamento, mas nos coloca em sintonia com todas as criaturas, particularmente com todas as pessoas que pensam, esperam e amam. Mas, só é capaz de vivenciá-lo e usá-lo como arma, quem possui decisão interior e firmeza de caráter, conseguindo saborear e estabelecer uma comunicação autêntica consigo, com os outros, com a natureza e com Deus. Lembre-se: Silenciar é uma arte praticada com excelência por poucos! Sábios são os que conseguem!
Com afeto,
Beth Landim
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A arte dos relacionamentos duradouros
17/09/2018 | 11h39
Muitos de nós nos perguntamos qual é a receita para construir relacionamentos duradouros. As experiências nos mostram que não há uma receita pronta a ser seguida. Mas então, qual é o segredo?
Outro dia encontrei um texto belíssimo que nos revela esse segredo e gostaria muito de partilhar com vocês meus leitores...
Conta uma lenda dos índios sioux que... “Certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:
- Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho Pajé emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva! Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
- E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros.A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
Então o velho disse: - Jamais esqueçam do que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas. Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais. Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.
A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.”
Assim podemos constatar que não há uma fórmula especial para relacionamentos duradouros, o que é essencial é transformar as pequenas coisas cotidianas em grandes coisas. É jamais se achar muito velho para dar-se as mãos. É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia. É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns. É estar unidos ao enfrentar o mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família. É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.
É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato. É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido. É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos. É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.
É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois. É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal. É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. É saber dar atenção para a família do outro, pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade. É cultivar o desejo constante de superação. É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.
O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita. O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro. O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida. O segredo dos relacionamentos está em regá-lo todos os dias, com liberdade...
Pense nisso! Boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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A arte de viver...
03/08/2018 | 12h43
 
O ser humano é o único que pode, conscientemente, escolher o direcionamento das suas ações, tornando claras as intenções de sua essência interior e, através de suas atitudes, demonstrar o valor de suas palavras, o poder de seus pensamentos e o calor de seus sentimentos em tudo o que realiza.
Diferente do que muitas pessoas pensam, não basta apenas ter bens para usufruir, ou uma vida social e profissional bem sucedida. É preciso que você faça sua parte, buscando o auto conhecimento e a positividade em seus atos, e o sucesso torna-se conseqüência natural de tudo que se procura fazer com perfeição e com amor. Desta forma, nossos pensamentos, nossos movimentos, nossos planos, tudo em nossa vida são canais por onde o fluxo de energia passa.
Assim, quando realizamos toda e qualquer ação, seja simplesmente pensando, sentindo ou atuando concretamente, conscientes da correta atitude para cada momento, criamos uma abertura para as dimensões mais profundas no nosso Ser, onde temos acesso ao amor e à sabedoria sem limites.
A qualidade presente em nossa consciência quando assumimos atitudes é o que determina o campo vibratório e sensível onde iremos atuar e viver a plenitude de sermos, simultaneamente, humanos e divinos. Todavia, é na busca pela divindade e humanidade que aprendemos a arte de viver, que exige uma caminhada rumo ao nosso interior e o desenvolvimento de uma atitude amorosa para conosco e para com os outros. A atitude amorosa é expressa de infinitas maneiras. É preciso descobrir nosso único e incomparável jeito de amar e amar muito. É fundamental abrirmos o coração para atos simples e amorosos de serviço às pessoas, aos animais, às plantas, enfim, a toda a Natureza. Quanto mais aprendemos a amar e a aprovar o nosso Ser, a partir de uma consciência de auto-aceitação, mais prazerosas serão as nossas atitudes na vida. O prazer torna-se consciente em cada ato, em cada gesto, quando reconhecemos que o amor e o respeito que podemos sentir por nós mesmos e pelos outros está sempre disponível na dimensão da Alma. No entanto, ao vivenciar essa atitude amorosa é essencial ter os dois pés no chão e estar aberto para viver experiências significativas. E sempre se lembrar de que o AMOR começa no interior de nossa alma. O amor é um sentimento que faz parte da "felicidade democrática", aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos pessoas boas, corajosas e ousadas. Já a "felicidade aristocrática" deriva de sensações de prazer possíveis apenas para poucos: riqueza material, fama, beleza extraordinária. Felicidade aristocrática está relacionada à vaidade e é geradora, inevitável, de violência, em virtude da inveja que a grande maioria sentirá da ínfima minoria.
É difícil definir felicidade, mas pode-se, de modo simplificado, dizer que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento. É impossível nos sentirmos felizes o tempo todo, mas os períodos de felicidade correspondem à sensação de que nada nos falta, de que o tempo poderia parar naquele ponto do filme da vida. A vida pode e deve ser melhor e mais prazerosa, só depende de nós, por isso não podemos permitir que constantes pensamentos e sentimentos negativos tomem conta de nós.A arte de viver consiste na busca e aspiração à felicidade e ao prazer em cada ato presente, não mais acreditando cegamente que você conseguirá ser plenamente feliz (nas férias, quando se aposentar, ao ganhar muito dinheiro). A felicidade está ao nosso alcance sempre, basta desejarmos e nos dispormos a isso.
A arte de viver tem como elemento chave o amor, principalmente o amor próprio! Por isso, ame-se... Pare de se incomodar e se irritar em demasia com pessoas mal-humoradas, com bobagens cotidianas. Procure refletir e compreender possíveis ressentimentos, mágoas, sentimentos negativos. Não se culpe! Busque melhor conhecer e entender a si próprio e a outrem. Renove-se! É necessário parar, pensar, orar! Mesmo diante de agitações e problemas, sossegue a si mesmo. PARE! Imagine, mesmo que por curto tempo, que um rio a correr calmamente, entre algumas pedras, produz um burburinho acolhedor e paz perfeita. No fundo das águas, veja peixes nadando, tranqüilos. Acredite. Dentro de todas as pessoas existe um universo de aptidões que dorme. Qualidades e capacidades que, se fossem postas em atividades, produziriam grandes alegrias e as incitariam a dar valor à vida. O que vemos fora é o que temos por dentro. Precisamos distribuir benefícios, pois eles voltam para nós mesmos, de uma maneira ou de outra. Essa é a lei da vida, a lei de Deus. Reflita. A arte de viver é uma conquista cotidiana da atitude amorosa! Mas é preciso saber que amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive ou não. É o amor que fica, que marca as pessoas... Parafraseando Arthur da Távola, o amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une, destrói preconceitos, cura doenças... E é certo que quem ama, é muito amado, e vive a vida mais alegremente!!!
Com afeto,
Beth Landim
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