A arte de viver...
18/08/2017 | 21h46
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O Ser Humano é o único que pode, conscientemente, escolher o direcionamento das suas ações, tornando claras as intenções de sua essência interior e, através de suas atitudes, demonstrar o valor de suas palavras, o poder de seus pensamentos e o calor de seus sentimentos em tudo o que realiza. Diferente do que muitas pessoas pensam, não basta apenas ter bens para usufruir, ou uma vida social e profissional bem sucedida. É preciso que você faça sua parte, buscando o autoconhecimento e a positividade em seus atos, e o sucesso torna-se conseqüência natural de tudo que se procura fazer com perfeição e com amor. Desta forma, nossos pensamentos, nossos movimentos, nossos planos, tudo em nossa vida são canais por onde o fluxo de energia passa. Assim, quando realizamos toda e qualquer ação, seja simplesmente pensando, sentindo ou atuando concretamente, conscientes da correta atitude para cada momento, criamos uma abertura para as dimensões mais profundas no nosso Ser, onde temos acesso ao amor e à sabedoria sem limites. A qualidade presente em nossa consciência quando assumimos atitudes é o que determina o campo vibratório e sensível onde iremos atuar e viver a plenitude de sermos, simultaneamente, humanos e divinos. Todavia, é na busca pela divindade e humanidade que aprendemos a arte de viver, que exige uma caminhada rumo ao nosso interior e o desenvolvimento de uma atitude amorosa para conosco e para com os outros. A atitude amorosa é expressa de infinitas maneiras. É preciso descobrir nosso único e incomparável jeito de amar e amar muito. É fundamental abrirmos o coração para atos simples e amorosos de serviço às pessoas, aos animais, às plantas, enfim, a toda a Natureza. Quanto mais aprendemos a amar e a aprovar o nosso Ser, a partir de uma consciência de auto-aceitação, mais prazerosas serão as nossas atitudes na vida. O prazer torna-se consciente em cada ato, em cada gesto, quando reconhecemos que o amor e o respeito que podemos sentir por nós mesmos e pelos outros está sempre disponível na dimensão da Alma. No entanto, ao vivenciar essa atitude amorosa é essencial ter os dois pés no chão e estar aberto para viver experiências significativas. E sempre se lembrar de que o AMOR começa no interior de nossa alma.O amor é um sentimento que faz parte da "felicidade democrática", aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos pessoas boas, corajosas e ousadas. Já a "felicidade aristocrática" deriva de sensações de prazer possíveis apenas para poucos: riqueza material, fama, beleza extraordinária. Felicidade aristocrática está relacionada à vaidade e é geradora, inevitável, de violência, em virtude da inveja que a grande maioria sentirá da ínfima minoria. É difícil definir felicidade, mas pode-se, de modo simplificado, dizer que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento. É impossível nos sentirmos felizes o tempo todo, mas os períodos de felicidade correspondem à sensação de que nada nos falta, de que o tempo poderia parar naquele ponto do filme da vida. A vida pode e deve ser melhor e mais prazerosa, só depende de nós, por isso não podemos permitir que constantes pensamentos e sentimentos negativos tomem conta de nós. A arte de viver consiste na busca e aspiração à felicidade e ao prazer em cada ato presente, não mais acreditando cegamente que você conseguirá ser plenamente feliz (nas férias, quando se aposentar, ao ganhar muito dinheiro). A felicidade está ao nosso alcance sempre, basta desejarmos e nos dispormos a isso. A arte de viver tem como elemento chave o amor, principalmente o amor próprio! Por isso, ame-se... Pare de se incomodar e se irritar em demasia com pessoas mal-humoradas, com bobagens cotidianas. Procure refletir e compreender possíveis ressentimentos, mágoas, sentimentos negativos. Não se culpe! Busque melhor conhecer e entender a si próprio e a outrem. Renove-se! É necessário parar, pensar, rezar! Mesmo diante de agitações e problemas, sossegue a si mesmo. PARE! Imagine, mesmo que por curto tempo, que um rio a correr calmamente, entre algumas pedras, produz um burburinho acolhedor e paz perfeita. No fundo das águas, veja peixes nadando, tranqüilos. Acredite. Dentro de todas as pessoas existe um universo de aptidões que dorme. Qualidades e capacidades que, se fossem postas em atividades, produziriam grandes alegrias e as incitariam a dar valor à vida. O que vemos fora é o que temos por dentro. Precisamos distribuir benefícios, pois eles voltam para nós mesmos, de uma maneira ou de outra. Essa é a lei da vida, a lei de Deus. Reflita. A arte de viver é uma conquista cotidiana da atitude amorosa! Mas é preciso saber que amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive ou não. É o amor que fica, que marca as pessoas... Parafraseando Arthur da Távola, o amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado e vive a vida mais alegremente!!!
Com afeto,
Beth Landim
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Gratidão...
11/08/2017 | 21h55
 
Pingar no papel a emoção dos sentimentos... Ousar o risco da felicidade! Assim encaro a vida... Exercer a paternidade é não deixar os sentimentos amontoados, a roupa da alma surrada... É ser livre para beijar, demonstrar carinho, proteção, sabedoria, indicar caminhos. É continuar a pureza das crianças!
“As alegrias que não sabemos explicar são as crianças que ainda nos habitam.” Pe. Fábio de Melo
Mas do que tudo, ser pai é ser amigo. É olhar no olho, é estar junto! Nesse sentido, só tenho a agradecer! Agradecer a vida de meu pai, Amaro, que se renovou este ano, vencendo os desafios e seguindo em frente... Seguir em frente também faz parte de ser grato pelo passado, para vivermos o presente e vislumbrar o futuro!
“E quando não havendo caminho... inventa-se. A vida não retém os que querem chegar!” Pe. Fábio de Melo
Portanto, não economizemos em “doações de felicidade”...
Conta-se que “Deus pegou a força de uma montanha, a majestade de uma árvore, o calor de um sol de verão, a calma de um mar tranquilo, a generosidade da natureza, os confortáveis braços da noite, a sabedoria das eras, o poder do vôo da águia, a alegria de uma manhã de primavera, a fé de uma semente de mostarda, a paciência da eternidade e o centro da necessidade de uma família. Depois, Deus juntou todos esses ingredientes e quando percebeu que nada mais havia para acrescentar, viu que Sua obra prima estava completa. Então, ao concluí-la, olhou para a obra-prima pronta e disse: “A tua missão é sagrada. Vai para a vida, vai! Só falta eu te dar um nome: eu te batizo de Pai! Vai... Tens todo o meu apoio!” Essa belíssima descrição reforça a missão magnífica de um pai: ser forte, afetuoso, tranquilo, generoso, sábio, paciente e seguro. Por isso, nesta data, quero homenagear todos os pais com suas virtudes e limites! Esses homens que, no dia-a-dia, são mestres contadores de histórias que trazem em seus corações tantas memórias e espalham, no caminhar de seus filhos, muitas esperanças, certezas e confiança. Por tudo isso, e muito mais, agradeço em nome de todos os filhos a todos os Pais, principalmente ao meu pai! Agradeço os valores do professor de educação física que acompanhei, desde cedo (já nasci e cresci na beira da quadra), permeando minha vida com referências tão nobres quanto as do esporte. Valorizar a vitória, aprender com a derrota, não subestimar o adversário e não tê-lo como inimigo. Ele é apenas um adversário, com quem podemos aprender sempre. Quantas e quantas vezes aprendeu com seu desprendimento dando treinamentos de vôlei para sua equipe campeã estadual, nos fundos de nossa casa em Campos e no saudoso Grussaí Praia Clube. Ali, aprendi amor ao esporte, desprendimento aos valores materiais e a acreditar nas belas causas, que valem à pena! Aprendi a ter determinação, disciplina, alma, espírito de equipe e, principalmente, a exercer a liderança, vendo a mesma sendo exercida por você, naqueles jovens atletas. Aprendi até que o pão que os atletas roubavam, todo dia, da casa de vovó em Grussaí, era por uma boa causa! Este é meu pai! Aprendi a ser amiga dos meus amigos, pois você exerce muito bem este dom. Dá de si aos outros, sem nada esperar em troca! Aprendi muito com sua doação a Santo Amaro! Alegro-me em ver sua fé e nela crescer!
Nos conta um conto que... “Num quarto modesto, um triste doente em grave situação pedia silêncio. Mas a velha porta rangia nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava. O momento solicitava quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada. Com a passagem do médico, a porta rangia nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos familiares e amigos, eis a porta a chiar, estridente. Aquela circunstância trazia ao enfermo e a todos que lhe prestavam assistência e carinho, verdadeira guerra de nervos. Contudo, depois de várias horas de incomodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo lubrificante na antiga engrenagem e a porta silenciou tranquila e obediente. Quantos "ranger de portas" temos em nossas vidas? Quantos barulhos nos relacionamentos... entretanto na maioria dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção desses rangeres... Basta que lembremos do recurso infalível de algumas gotas de compreensão e a situação muda. Gotas de perdão acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas. Gotas de paciência, no momento oportuno, podem evitar grandes dissabores. Poucas gotas de carinho penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares. Algumas gotas de solidariedade e fraternidade podem conter uma guerra de muitos anos. É com algumas gotas de amor que nossos pais abrem as portas mais emperradas dos nossos corações. São as gotas de puro afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas pela tristeza, transformando em alegria na relação de amizade que temos com nossos pais. Às vezes, são necessárias apenas algumas gotas de silêncio para conter o ruído desagradável de uma discussão infeliz. E se você é daqueles que pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes montanhas são constituídas de pequenos grãos de areia.” Pai, tenha certeza de que suas gotas de óleo me fizeram uma pessoa mais flexível, mais livre, que acredita sempre no amor de pai. Suas gotas te rejuvenescem e me enriquecem ao mesmo tempo. Aproveito o espaço para parabenizar todos os pais... que comemoram neste domingo esta data tão especial, o Dia dos Pais, desejando a todos muitas felicidades e um domingo em família pleno de aconchego e alegrias. Que sejamos sempre, essa gota de óleo, a inundar o coração de nossos pais, transformando sua vida em bálsamo...
Não economize em “doações” de felicidade. Nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada. E no meio brigamos por algo que não trouxemos e não levaremos. Mesmo que estejamos passando por uma crise humanitária, onde a paternidade se inclui... “É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo...” Paulo Freire
 
Com afeto,
Beth Landim
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Na contra mão do mundo...
07/08/2017 | 11h38
 
contramão
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É melhor andar sozinha na contra mão, mas convicta de sua lealdade, sua verdade e bem querer, da entrega, de dar o seu melhor... Desobedecer a regra enfadonha da vida, dos arranjos, das mesmices, dos acordos pequenos, nos fazem maiores... maiores na certeza de ser sempre sincero, primeiro com seus princípios, em seguida com o mundo...
Portas abertas, coração leve, vento que acaricia o amor ao próximo. A leveza da alma está em você falar e fazer a mesma coisa... isto nos dá paz, nos faz conscientes, gratos com a vida e sempre felizes... Pois a grande felicidade é ter a consciência de fazer sempre o que os seus valores realmente gritam dentro de você!
E neste mundo consumista, onde o poder é buscado a qualquer peço, quase que com atitudes e gestos doentios por “mandar”, esquecemos o verdadeiro sentido do que é “autoridade”... Autoridade é o que nos faz crescer, nos faz melhor, nos faz ter vontade de seguir aquele caminho, nos espelhar em alguém! Então hoje, tenho a convicção, quero andar na contra mão deste mundo que não olha no olho, que não reconhecemos quem está ao nosso lado, mesmo depois de anos a fio, pois na maioria das vezes o caminho tomado, leva a cegueira humana. E quando estamos “cegos”, não somos nada inteligentes emocionalmente, nem profissionalmente... Deixamos de enxergar a beleza do caminho, mas principalmente a paisagem ao fim do caminho... E sendo caminhantes não poderíamos ter infelicidade pior do que apreciar a beleza de quem caminha ao nosso lado... simplesmente passamos a não enxergar e não saber apreciar a beleza da vida, as flores, a paisagem do lado... é literalmente ser um nó cego humano.
Ter coragem para este enfrentamento, para desfazer esse nó cego, diante deste mundo endurecido em que estamos vivendo hoje, é primordial para que as relações sejam mantidas. A dificuldade inicial se transforma em dias de bonança, pois nada como a clareza das relações. Tempo que se perde com pequenos desentendimentos é tempo caro no cômputo da caminhada da vida. Na verdade, caminhar na mesma direção é um ato de sabedoria, porém faz parte desta trajetória, recuar quantas vezes forem necessárias para retomarmos caminhos, sair da obscuridade que não acrescenta, para a luminosidade das boas relações. Energia de leveza que faz bem a alma e ao coração, que contagia e fortalece os laços, que sintoniza no mesmo canal, trazendo sempre notícias que transbordam bons sentimentos, pois a sintonia é sinal de inteligência tornando-se essencial nos dias atuais. Caminharmos juntos, na mesma direção, respeitando e convivendo com opiniões diferentes, porém tendo sempre o bom senso permeando as decisões. Faz parte da caminhada esse respirar e prosseguir, porém como é positivo quando tudo se faz acompanhado da transparência nas relações.
Que possamos recuar e prosseguir, mas optarmos sempre pelo caminho que se caminha em conjunto, de mãos dadas, de coração pleno de leveza e da fé que se renova no compromisso do dia-a-dia. Pois os nossos compromissos são as nossas opções. Daí a riqueza da vida... o nosso livre arbítrio em nossas opções. Como é gratificante lutarmos pelo que escolhemos, e fazermos com amor, com afeto e com muita certeza de estarmos fazendo o melhor de nós, nossa máxima entrega...
Que nossas opções tenham sempre o sabor do saber, pois quando estamos conscientes do que queremos, sabemos aceitar as decisões e seguir sempre em frente, sem dificuldades, pois as lutas que surgirem são bem vindas e fazem parte do caminho novo e luminoso que buscamos seguir sem receios, acompanhando a nossa inspiração que vem do coração, banhada de leveza e dos ventos da paz... que nos conduzem a liberdade...
A liberdade de andar na contra mão que vem de dentro. Vem do desejo de ser sincero, de treinar nossos ouvidos para a verdade, que muitas vezes não tem uma boa sonoridade, mas se faz necessária para a composição da melodia da vida. Já dizia Nelson Rodrigues, que toda unanimidade é burra, mas penso que a grande sacada é perceber a diferença entre o poder e o que realmente somos sem ele. Se somos a mesma pessoa com ou sem poder, significa que temos o poder de não nos deixarmos levar pelo “falso poder” e atingirmos a essência do bem querer, das relações que se importam com o respeito, com a gratidão, com o amor ao próximo... E por isso quero sempre estar na contra mão, não quero perder a pureza da criança que em mim habita, que acredita na sinceridade das amizades, das relações, das construções que nos fazem pessoas melhores... Me nego a me impregnar por este mundo negativo, em que pessoas disputam com pessoas. Não quero o “ou”, pois sou do “e”, porque andar na contra mão é agregar, é chamar: vem comigo, senta aqui, vamos juntos, o que você pensa sobre isso... É não só estar junto, é ser uma só pessoa no coletivo, é ter uma uníssona voz, com vários tons, dentro da mesma melodia...
E por fim, tenho a certeza plena, é a beleza que salvará o mundo (Dostoievsky), é a beleza do outro, do sentir, do humano, das relações sinceras, que acreditam e sentem, assim como Fernando Pessoa, que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena... Quero andar na contra mão... simplesmente assim...
Com afeto,
Beth Landim
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Simplesmente a paz...
01/08/2017 | 13h27
obvious
 
Se você tem sabedoria para falar, fale! Há pessoas precisando de quem lhes rasgue novos horizontes. Se tem o dom de ouvir, ouça! Há pessoas precisando falar para reorganizar os pensamentos e sentimentos. Se tem o dom de enxergar os talentos alheios, enalteça-os! Há pessoas que desabrocham por conta de alguém que lhes reconheça um dom. Se tem discernimento o bastante para fazer uma observação construtiva, faça-a! Há pessoas persistindo no mesmo erro, por falta de alguém que as alerte com carinho e firmeza. Se você não tem vocação para engajar-se em movimentos filantrópicos de grande alcance, tenha em mente que o maior bem a ser semeado começa dentro do seu lar. Oferte a sua canção, a sua poesia, a sua hospitalidade, aquele prato que ninguém sabe fazer igual. Oferte a sua diplomacia, a sua liderança ou a sua capacidade de atuar em segundo plano para o bem comum. Oferte o seu talento para contar piadas e fazer rir. A sua ternura natural no trato com crianças, idosos ou animais. A sua capacidade de manter o sangue frio nas horas de crise, quando todos em sua volta desabam. Há um jeito que é só seu e todo seu, mesmo que seja ofertar uma flor sem ser dia de nada. Mesmo que seja uma prece sincera feita no silêncio do seu quarto. Na contabilidade Divina, pouco importa se o seu jeito de semear o bem vai alcançar uma criatura ou milhões de criaturas. Você está fazendo a sua parte, de um jeito que é só seu. É só isto que realmente importa!
A letra da música - A Paz - nos diz: “Deve haver um lugar dentro do seu coração onde a paz brilhe mais que uma lembrança. Sem a luz que ela traz já nem se consegue mais encontrar o caminho da esperança. Sinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homens se fazendo irmão e estendendo a mão. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz. Se você for capaz de soltar a sua voz pelo ar, como prece de criança, deve então começar e outros vão te acompanhar e cantar com harmonia e esperança. Deixe que esse canto lave o pranto do mundo pra trazer perdão e dividir o pão. Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz. Quanta dor e sofrimento em volta a gente ainda tem, pra manter a fé e o sonho dos que ainda vem. A lição pro futuro vem da alma e do coração, pra buscar a paz, não olhar pra trás, com amor. Se você começar outros vão te acompanhar e cantar com harmonia e esperança. Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz.” ... Porque, há um jeito que é só seu, de semear o bem...
Deixo então com vocês o que Drummond maravilhosamente escreveu em Almas Perfumadas: “Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe como tem a alma perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.”
Então, seja você sempre! Do seu jeito, mas faça com que todos ao estarem ao seu lado, na convivência diária, possam ouvir e sentir a canção do amor... que todos nós podemos cantar... exalar... por um mundo melhor, uma vida feliz, não sem problemas, mas de forma que prevaleça sempre o lado bom da vida... Cantemos, então, a canção do amor em nossas vidas... sempre...
Com afeto,
Beth Landim
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Não existe receita de bolo para os relacionamentos...
24/07/2017 | 12h09
amores
amores / Blog Melhor com Saúde
 Saudade e distância são dois registros que nos suscitam inúmeros questionamentos. Muitas vezes, é na ausência que dimensionamos a imensidão dos espaços ocupados em nossa vida. Família... trabalho...amigos... tudo parece infinitamente maior quando estamos longe. Mas qual será o verdadeiro entendimento que temos a cerca daqueles que tanto nos completam e nos fazem felizes?
Como disse o poeta Rainer Maria Rilke, “A alma do outro é uma floresta escura”.
Podemos conviver décadas com filhos, pais, parceiros e amigos sem nunca conseguirmos, de fato, uma intensa relação.
Sorrir e chorar junto, gostar da mesma coisa e até mesmo superar, lado a lado, grandes conflitos não significa, necessariamente, alcançar o íntimo do outro e romper as barreiras do individualismo.
Quantos aborrecimentos surgem daí? Alguns mal-entendidos, brigas e mágoas se dão, não porque somos maus ou porque temos a intenção de ferir o outro, mas, exatamente, pelo fato de avaliarmos de forma errada as relações e os sentimentos alheios.
Relacionar-se é uma deliciosa aventura e, ao mesmo tempo, uma fonte imensurável de alegria e risco.
Em todo mal-entendido reside muito desgaste e sofrimento desnecessário. Por isso, é preciso estar atento àqueles que amamos, aos anseios e necessidades daqueles que nos cercam. Atenção à palavra que devia ter sido pronunciada, mas ficou fechada na garganta e era hora de falar e, sobretudo, ao silêncio que não foi erguido no momento exato quando era momento de calar.
São nos relacionamentos que as personalidades se confrontam, os medos se comunicam e a sutil necessidade de impor, característica inerente ao ser humano, se aflora e se disfarça em zelo e proteção. Se somos todos tão dependentes de amar e receber amor, precisamos lapidar nossas emoções e fixar atitudes que alarguem nossos passos e abram nosso coração em direção ao outro.
Partilhar a vida com alguém é a oportunidade divina de enriquecê-la. Sempre vale a pena apostar nos relacionamentos quando entre os pares, sejam eles, filhos, pais, companheiros ou amigos, existe a vontade de descobrir esse outro, tocar sua alma, entender o que deseja, do que precisa, o que pode e o que lhe é possível fazer.
Não há manuais de instrução, guias rápidos ou receitas capazes de aprimorar os relacionamentos humanos. Nem seria preciso. Temos mecanismos, fundamentalmente, mais poderosos: a sinceridade, a abertura, a humildade e, prioritariamente, o amor. Esses mecanismos nos permitem sair de nossas próprias varandas e olhar em torno. Compreender que a existência humana é bem maior que nossas pequenas certezas individuais. Se nos escondemos nelas, perdemos a oportunidade de escutarmos o outro e renovarmos nossos conteúdos. Sequer compreendemos que as inevitáveis perdas podem pesar menos que os possíveis ganhos e elas dependem de nossas atitudes. Viver deve ser a arte de compartilhar e a chance de recriar-se. A vida e, em conseqüência, os relacionamentos, deve ser elaborada e, quantas vezes forem necessárias, recriada.
Ansiando por coisas prontas e procurando, no outro, os modelos exatos das coisas que nos completam, jamais encontraremos a cumplicidade tão necessária nos relacionamentos diários. Admitir a liberdade do outro é tarefa árdua e fundamental para o próprio crescimento. A alma daqueles que amamos será sempre uma terra inexplorada e não-mapeada, mas a humildade e a coragem de habitá-la sempre serão facilitadores desse sinuoso caminho.
Erguemos muralhas difíceis de invadir porque, inseguros de nossos potenciais, precisamos disfarçar-nos em ares imponentes e inabaláveis. Enquanto isso, impedimos que o outro nos descubra e se aproxime.
O convívio humano já foi comparado ao exercício do amor na corda bamba. Grande é o risco, como deliciosas são as recompensas. O abraço das almas é o mais satisfatório dos encontros, mas é preciso tirar os disfarces, aposentar as máscaras, avaliar e permitir-se.
O risco faz parte do processo e as desilusões são tropeços necessários ao amadurecimento... não existe definitivamente uma receita de bolo para seguirmos em nossos relacionamentos...
Seja como for, desejo que a alma daqueles que você ama, seja sempre a busca constante de seu encontro e crescimento pessoal, para que os relacionamentos floresçam e o estreitamento dos laços afetivos sejam instrumentos de reescrita de sua história.
Com afeto,
Beth Landim
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"A pessoa vê a capa e acha que leu o livro..."
15/07/2017 | 11h03
 
capa e conteúdo
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 Na maioria das vezes temos o hábito de julgar... julgar apressadamente, julgar pela aparência, julgar com preconceito. E sempre que o fazemos, nos colocamos na condição de apontar para alguém... nos esquecendo que somos humanos, esquecendo nossa fragilidade, esquecendo de que os erros são puro aprendizado... E mais do que isso, não contextualizando a situação e muito menos as dificuldades das pessoas. É lógico que todo juízo nos serve de bússola, aprendizado, caminho, de equilíbrio para nos reerguer de situações. Mas nunca para diminuirmos, depreciarmos, ganhar audiência com a dificuldade alheia. E o que assistimos hoje em dia, por uma parcela da população, infelizmente é vilipendiar o sofrimento do outro. Pessoas que utilizam as redes sociais para propagar a dificuldade do outro, a queda impensada. “Cuidado, o julgamento preconceituoso pode lhe privar da verdade...” nos diz o Padre Fábio de Melo. O episódio que envolveu o ator Fábio Assunção no dia 24 de junho, após se envolver em uma confusão na festa São João do Arcoverde, no Sertão de Pernambuco nos faz refletir sobre o momento que estamos vivendo. Em vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o ator alterado e discutindo com um grupo de moradores locais. Em outro vídeo, o artista aparece dentro de uma viatura policial. Fábio foi levado ao Hospital Memorial de Arcoverde com ferimentos leves e lá, apresentava sinais de embriaguez e teria discutido com funcionários do hospital. Da unidade de saúde, ele voltou para o Pátio de Eventos, onde acontecia a festa. Por meio de sua conta oficial no Instagram, o ator lamentou o ocorrido e garantiu que não utilizou nenhum tipo de droga ilícita. "Não fiz uso de nenhuma droga ilícita — o que será comprovado pelo exame toxicológico que eu mesmo pedi para ser feito. Serei responsável pelos danos causados", diz um trecho do post. No comunicado, o ator global confirma que se envolveu em uma briga e que errou ao se "exceder". "Agora estou bem. Agradeço pelas tantas manifestações de carinho e apoio que recebi. Peço a todos sinceras desculpas. Não é fácil, mas reconhecer meus erros e procurar sempre aprender com eles é o que eu desejo", escreveu. Diversas pessoas se manifestaram nas redes sociais. O escritor Fabrício Carpinejar comenta: "Vergonha do que fizeram com Fábio Assunção" e critica exposição do ator em situação delicada: "É ser cúmplice de vandalismo psicológico". Fiquei chocado com os vídeos do ator Fábio Assunção estirado no chão e preso em viatura em Arcoverde (PE) na madrugada desse sábado (24/6). Pasmo não por aquilo que ele fez, fora de si, mas pelo deboche de todos à volta, sóbrio e serenos, com consciência para ajudar e que não demonstraram nenhum interesse para socorrer e amparar alguém claramente necessitado e com dificuldades de se manter em pé e articular um raciocínio lógico. Em vez de ajudar, ridicularizavam o profissional em uma fase difícil da vida e apenas aumentavam a sua agressividade. Atiçar um bêbado é armar um circo de horrores, é se divertir com o sofrimento alheio, é renunciar à educação pelo bullying anônimo e selvagem de massa.” . Outros artistas também saíram em defesa do ator, através das redes sociais, demonstrando solidariedade ao colega. “Seja acolhido pelo carinho e amor das pessoas que te conhecem”, escreveu a cantora Ivete Sangalo no Instagram. O autor Walcyr Carrasco também declarou apoio ao ator. “Eu acho incrível como as pessoas gostam de julgar sem conhecer todos os fatos. Fábio se explicou. Mas antes disso houve uma onda terrível de meias notícias e comentários”, publicou. Nos diz o pensador e filósofo Osho... “O julgamento é feio - ele fere as pessoas. Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas - porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força...”
Dias atuais... turbulências nos visitam em todas as instâncias, nos tirando a força e o foco em vencermos a nós mesmos. Julgamentos prontos, pensamentos desconexos, tecnologia que se desfoca mostrando na rede inverdades e maldade. Esse é o mundo em que vivemos. Que tenhamos a sabedoria e o discernimento de entendermos que somos humanos, portanto falhamos, todos nós, sem exceção. Que este episódio que envolveu o ator Fábio Assunção sirva como reflexão para todos nós que desejamos um mundo melhor, mais humano, tecnológico sim, porém verdadeiro. Que o nosso tempo seja gasto nas redes... plantando e semeando sementes do bem, do amor, falando do calor do sol, da chuva que lava a alma, dos amigos, da família, das nossas crenças, repartindo a nossa poesia... e de tudo de bom que nos conduz a uma vida verdadeira, com emoção, sem falsos sorrisos, sem julgamentos e que não seja apenas uma vida de aparência... pois, segundo o Padre Fábio de Melo... “A pessoa vê a capa e acha que leu o livro”... nada é simples assim... Somos o que verdadeiramente carregamos no coração, e este, na maioria das vezes, não conseguimos enxergar, tocar, acessar sem amor... não façamos com o outro o que não queremos para nós. E como nos diz Clarice Lispector... “Atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença.” Que sejamos, então, essas pessoas capazes de fazermos a diferença nas trilhas por onde andarmos... Não sejamos capas... e sim um ótimo e prazeroso conteúdo.
Com afeto,
Beth Landim
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Descomplicando... a fila indiana...
07/07/2017 | 13h10
Fila indiana
Fila indiana / Fila Indiana
Nucci tem uma excelente imagem a respeito do nosso comportamento. Segundo ele, os homens caminham pela face da terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola da frente nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás, guardamos todos os nossos defeitos. Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante, em todos os defeitos que ele possui e nos julgamos melhores do que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito.
Então, como nos diz o terapeuta Sérgio Savian, se eu tivesse que escolher uma palavra, apenas uma, para ser item obrigatório no nosso vocabulário, esta palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Já passa da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprios, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.
Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos e merecemos ter. Mas há outras palavras que não podem faltar em nosso kit existencial. Amizade, por exemplo. Acostumados a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando os amigos em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para todos nós quanto à convivência com os amigos. Ir ao cinema, sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma taça de vinho e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes, isso sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o seu namorado(a) em casa, prometa-se que não vai ligar para ele(a) nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar. E já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do nosso cotidiano: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia não importa, e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso. Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme antiidade nem botox que salve a expressão de uma pessoa mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada, veja um filme de comédia na TV a cabo, faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesma, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto à palavra dieta, cuidado: pessoas que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha. Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Gentileza gera gentileza... Pois ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida:
sonhar e recomeçar...
“Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere...”
Sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesmo. E, por último, risque do seu Aurélio a palavra culpa. O dicionário das pessoas interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesmo para se tornar perfeito. Pessoas reais são pessoas imperfeitas. E pessoas que se aceitam como imperfeitas são pessoas livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.
Descompliquemos... Desarrumemos a fila indiana... Vivamos intensamente a vida!!!
Uma bem humorada e excelente semana para todos nós!!!
Com afeto,
Beth Landim
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Perdoar... um santo remédio!
04/07/2017 | 16h55
 
Flores do perdão
Flores do perdão / Mensagens
 
Nos diz o psicólogo Antônio Roberto Soares que em todos os caminhos de crescimento humano, tanto psicológico quanto espiritual, uma ênfase especial é dada à questão da mágoa. Não só pelo sofrimento que ela produz, mas também pelo transtorno que provoca nos relacionamentos. Qualquer que seja o nome que damos a esse sentimento, seja mágoa, rancor, ressentimento ou vingança, ele se caracteriza pela amargura na alma, uma sensação de injustiça a partir do mal que alguém nos fez. Além da dor, o componente fundamental da mágoa é a sua permanência. É uma incapacidade de parar de sofrer, mesmo com o passar do tempo. E como é impossível levar nossas vidas sem sermos machucados pelas outras pessoas, de vez em quando, tendo em vista a imperfeição da natureza humana, corremos o risco de acumular feridas e nos tornarmos pessoas amargas, desiludidas e sofredoras. A mágoa é uma forma de guardarmos para depois, coisas que não queremos resolver na hora.
Uma das características da vida é que ela só pode ser vivida no presente. O passado e o futuro, apesar de existirem na nossa cabeça, não têm existência real. Seria uma grande tolice imaginarmos que podemos respirar para amanhã, que podemos viver ontem. O natural é que as coisas sejam vividas, mesmo as ruins, no momento em que elas ocorrem.
O sentimento de raiva, que é natural, tem o objetivo de nos ajudar a resolver nossos problemas, incluindo as ofensas, traições ou quaisquer outros atos que as pessoas produzam. Quando somos inibidos na nossa raiva, quando temos medo de expressá-la, ela esfria dentro de cada um de nós e se transforma em mágoa. Mágoa é toda a raiva que ficou para depois. É a raiva dentro da geladeira. É o medo de resolvermos nossos conflitos com outras pessoas no momento em que aparecem. Guimarães Rosa define, magistralmente, a mágoa no seu livro Grande Sertão Veredas: “Mágoa é lamber frio o que o outro cozinhou quente demais para nós”. A pessoa rancorosa apresenta as seguintes dificuldades: aceitar a imperfeição humana, idealizando uma realidade onde as pessoas nunca falhem com ela; expressar a raiva na colocação clara do seu desagrado diante do outro; viver o momento presente, sendo extremamente apegada ao passado. Por isso, quem guarda mágoa, em geral, é também um saudosista e culposo, características dos que vivem no passado. Uma vez, porém, instalada a mágoa, só nos resta uma saída: o perdão. Se a mágoa nos envenena e machuca, o perdão nos alivia e cura.
Pode-se medir a sanidade psicológica de alguém por sua capacidade de perdoar. O perdão é a ponte que nos faz sair da depressão para a alegria: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos têm ofendido”.
Por que tanta dificuldade em perdoar? Porque há equívocos em torno do perdão que dificultam o exercício dele. Primeiramente há uma crença falsa de que o beneficiário do perdão é a pessoa que nos ofendeu. O perdão é algo bom para quem perdoa. Perdoar é ficar livre da dor causada pelo outro. É ficar livre daqueles que nos magoaram. É um presente dado a mim mesmo. Em segundo lugar, há uma idéia igualmente falsa de que, ao perdoarmos, devemos esquecer o mal que nos fizeram e voltar a ter com a pessoa o mesmo relacionamento de antes. Perdoar não é esquecer. É apenas parar de sofrer. “Devemos, porém, aprender com a experiência e podemos, a partir daí, escolher qual relacionamento teremos com o ofensor”. Perdoar não significa fazer de conta que nada aconteceu. Pelo contrário, temos de levar em conta a experiência, revendo a relação, e por isso mesmo, nos livrando do sofrimento. Perdoar os outros é o presente que oferecemos a nós mesmos.
Chega de carregar na alma as ofensas e os que nos ofenderam. Melhor do que perdoar é não se ofender.
E então, quando lavamos nossa alma com o perdão, deixamos também de ser vítima dos problemas e nos tornamos autores da própria história. É saber atravessar desertos fora de si, mas também ser capaz de encontrar um oásis no interior de nossa alma. Quando aprendemos a perdoar, passamos a ter mais segurança e maturidade para receber uma crítica, mesmo que injusta, pois o perdão nos deixa inteiros, nos renova, nos deixa LIVRE...
E a liberdade vem junto com a felicidade... "És precária e veloz, felicidade. Custa a vir, e, quando vens, não se demoras. Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo, e, para te medir, se inventaram as horas..." Cecília Meireles expressou tão bem, em seus versos, o que tanto buscamos... a felicidade.
E para saborear a tão sonhada felicidade, precisamos aprender a perdoar, a não olhar pelo retrovisor, a não guardar mágoas, aprender inclusive a nos perdoar, para depois compreendermos o outro...
Livre-se então do sentimento de culpa, olhe-se por inteiro e terá a inteireza para olhar, perdoar e ser feliz... Uma boa semana para todos...
Com afeto,
Beth Landim
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Arraiá Censacional
23/06/2017 | 20h26
Arraiá Censacional
Arraiá Censacional / Nathercia Damian
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros. A palavra solidariedade tem origem no francês solidarité que também pode remeter para uma responsabilidade recíproca. Em muitos casos, a solidariedade não significa apenas reconhecer a situação delicada de uma pessoa ou grupo social, mas também consiste no ato de ajudar essas pessoas desamparadas. Porém, a solidariedade, não pode ser pontual. Devemos ter uma “consciência solidária” a permear a vida de um povo, de uma cultura... Desta forma é incutida nos valores culturais de uma nação e então não correremos o risco de sensibilização para eventos pontuais. Mas sim, treinarmos nossos sentidos e sentimentos para olhar o “outro” como a nós mesmos, com o olhar da compaixão, do se colocar no lugar do outro, de uma constante reciprocidade...
“Precisamos reinstalar a Solidariedade Humana. Os valores da solidariedade humana que outrora estimularam a nossa demanda de uma sociedade humana parecem ter sido substituídos, ou estar ameaçados, por um materialismo grosseiro e a procura de fins sociais de gratificação instantânea. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, existem dois tipos de solidariedade: a mecânica e a orgânica. A solidariedade mecânica expressa a parecença entre indivíduos e ajusta os detalhes da ligação entre esses mesmos indivíduos. Este tipo de solidariedade se manifesta através da religião, família, dos costumes e tradições, ou seja, aspectos que contribuem para o vínculo social. A solidariedade orgânica também tem como objetivo melhorar o vínculo social, mas isso acontece através do trabalho social. Neste caso, a diferenciação entre os indivíduos através do trabalho resulta na solidariedade, quando existe a interdependência e o reconhecimento que todos são importantes. Desta forma, organicamente, o CENSA e o ISECENSA investem na formação da consciência solidária de seus alunos, professores, funcionários e comunidade educativa, no sentido de despertar a todos e a cada um, para este olhar. Cito dois projetos:
O projeto Universidade-Bairro é um projeto intercursos de prática acadêmica-profissional iniciado em maio de 2009 na comunidade Vila Tamarindo, com aproximadamente 200 moradores, e que possui 54 domicílios, sendo que em 2 deles funcionam a sede do Projeto e Fábrica Ecológica de Vassouras. Tem-se por objetivo relatar experiência de gestão acadêmica do projeto, sob a perspectiva do Planejamento Estratégico Situacional. Além da Fábrica de Vassouras o Projeto desenvolve outras atividades, acumulando atendimentos diretos e indiretos na ordem de 80% de seus moradores que se beneficiam dos diversos projetos sociais intercursos nas áreas da educação, saúde, geração de renda e habitabilidade. Anualmente, em torno de 50 crianças e pré-adolescentes frequentam as atividades de educação, incluindo a Educação Física. O projeto “De Mãos dadas pela Educação” do Curso de Pedagogia tem como finalidade a educação das crianças, sua formação pessoal e social, seu desenvolvimento escolar bem sucedido. Esse trabalho é realizado diariamente em dois turnos, de segunda a sexta feira. Conta com a presença de uma psicopedagoga e 2 estagiárias fixas, em horário alternado. As crianças participam de atividades diárias de reforço escolar, orientação de tarefas de casa, aula de artes, informática e outras atividades culturais para sua integração sócio-afetiva e exercício da cidadania democrática. Com a educação abrem-se oportunidades para o exercício da cidadania plena. O projeto favorece-lhes a interconectividade, a atitude processual em vista da transformação social e construção da cidadania democrática. O trabalho realizado diariamente pelas alunas do Curso de Pedagogia com as crianças e adolescentes da Comunidade visam o aprender, o aprender a ser e aprender fazer em vista da cidadania plena, a redução da vulnerabilidade social e pessoal de crianças e adolescentes, o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita, matemática, potencializando a compreensão do mundo e das relações que os envolvem. Além disso, em torno de 30 mães participam alternadamente de cursos de artesanato, de culinária e outros. Além das crianças e jovens, as atividades ligadas à saúde dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia e de Psicologia abrangem as famílias como um todo, por meio de ações preventivas e profiláticas. Somadas a estas últimas, as ações de geração de renda dos cursos de Engenharia de Produção e de Administração e de melhoria da habitabilidade completam o rol de benefícios diretos ou indiretos que as famílias já puderam ter acesso, por meio do projeto Universidade-Bairro desenvolvido pelo ISECENSA. E o Projeto Estrela do Amanhã desenvolvido pelo CENSA há 20 anos, atendendo crianças e jovens de comunidades populares, através de aprendizagem esportivas e culturais, dando-lhes oportunidade de vida e educação, nas dependências da própria escola.
Há consenso na literatura especializada de que os trabalhos sociais comunitários se constituem como desafio. A mobilização social é complicada, haja vista as práticas históricas assistencialistas e paternalistas no país. A herança dessas práticas desestimula os indivíduos a tomarem atitudes diante de suas próprias vidas, esperando que outros deem solução aos seus problemas. Esta realidade impôs à gestão acadêmica do ISECENSA o desafio de construir conhecimentos e competências para lidar com as variações de conflitos constituídos entre os moradores com reflexos sobre o projeto.
Abordei este assunto porque neste sábado teremos o nosso “ARRAIÁ CENSACIONAL” no Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora, cuja renda será revertida para estes dois projetos acima e para a Associação Irmãos da Solidariedade que é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1988 pela assistente social Fátima Castro, que trabalha com portadores do vírus Hiv/Aids que não tem onde morar ou que perderam a referência familiar. Portanto, não apenas pontualmente, mas organicamente solidários, chamamos a sociedade campista a refletir e contribuir com sua parcela social, para que hipotecas sociais sejam resgatadas por todos nós, que como sociedade civil, temos nossa parcela de responsabilidade e contribuição. A sua solidariedade também pode transformar vidas e, juntos, podemos construir um mundo mais justo para todos. Todas essas ações que realizamos visam sempre um objetivo: transformar, pois acreditamos no poder transformador da solidariedade. Nosso empenho, portanto, consiste em construir uma sociedade mais justa, igualitária e plural, buscando garantir a dignidade para todos e todas. Se você acredita na força da solidariedade, junte-se a nós.
Com afeto,
Beth Landim
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Academia ISE FIT
17/06/2017 | 12h20
 
ISE FIT
ISE FIT / Dibs
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ultimamente a maior parte das notícias que assistimos em nosso país, são notícias negativas. Vivemos em um período de grande turbulência e falência moral. Sabemos que os exemplos arrastam. E ao inaugurarmos esta semana a academia ISE FIT dos Institutos Superiores de Ensino do CENSA, recebemos um sopro de esperança... uma boa nova... um exemplo de que é possível seguir através do trabalho. Esta boa nova nos vem como uma brisa, nos mostrando que é possível abrir novas frentes, vencer através da educação comprometida com a ciência e o humano.
O apostolo Paulo nos diz: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus...” E é neste sentido, que este novo espaço fitness do ISECENSA, é mais uma manifestação do compromisso que a nossa Instituição de Ensino tem para com a saúde e o bem-estar da comunidade. O local foi estruturado para oferecer à população de Campos um acompanhamento personalizado para a prática esportiva, que será conduzido por estudantes do curso de Educação Física da Instituição e supervisionado pelo corpo docente, dentro de um ambiente completo, moderno e funcional.
Destaco a importância da academia tanto para a aprendizagem acadêmica, mais significativa na prática, quanto para a comunidade, que poderá usufruir de equipamentos de última geração e de atendimento personalizado, incluindo avaliações físicas e cardiorrespiratórias periódicas. Mais uma importante frente de trabalho no ramo esportivo.
O crescimento do ISECENSA é visível aos nossos olhos. Proporcionar a melhor infra-estrutura, investir em equipamentos, professores, enfim, qualidade, visando a construção de uma academia rica, autônoma, científica, capaz de fazer com que teoria e prática, comunguem no mesmo ideal, para que formemos profissionais altamente qualificados para o mercado de trabalho, dando um retorno da hipoteca social que temos com nossa comunidade.
Há 92 anos as Irmãs Salesianas investem na comunidade campista, por confiarem na força transformadora da educação na vida do homem e por acreditarem, cada vez mais, na educação como mola propulsora do ser humano, tendo o ISECENSA como agente desta transformação e nos dando todas as condições de crescimento e de trabalho.
Ao inaugurarmos a Academia ISE FIT comprovamos na prática toda dedicação e investimento das Irmãs Salesianas à Campos, para que as barreiras geográficas não sejam impedimentos de nosso crescimento acadêmico-científico. Este desprendimento, esta ousadia, esta coragem de buscar o desconhecido resumem-se a poucas palavras: investir na pessoa humana, formando uma rede mundial de educação, humanismo e solidariedade. E é isto que todos nós, que temos o orgulho de fazer parte desta grande família, sentimos hoje.
O sonho de todo professor deve ser ter a oportunidade de tornar seus alunos melhores que ele mesmo! Imbuídos desse ideal desde a formação dos primeiros profissionais de Educação Física pelo ISECENSA, se começou a estabelecer um novo padrão na prestação de serviços nas áreas da saúde e desporto. Inaugurar esse espaço de aprendizagem e prestação de serviço à comunidade é, antes de tudo, dar um novo salto na qualidade da formação dos futuros profissionais de nossa região.
A academia ISE FIT é um espaço onde a ciência do treinamento físico pode ser vivenciada, tanto pelos acadêmicos que terão a oportunidade de chegar ao período de estágio, com vivências altamente enriquecedoras nas diversas disciplinas, quanto para a comunidade, que terá acesso a um serviço de qualidade, prestado de forma responsável pelos acadêmicos, que terão rigorosa supervisão de profissionais qualificados.
Que possamos cada vez mais fazer a diferença nos espaços em que labutamos, vencendo os desafios, aliando a teoria com a prática, na certeza plena de que toda plantação que é feita visando a positividade se reverte em rica colheita. E é neste momento de crise que fazemos a diferença, expressa através da concretude da realização dos nossos sonhos.
Finalizo com a afirmação do nosso Papa Francisco, que nos diz que “com o esporte, é possível construir a cultura do encontro entre todos, por um mundo de paz”. O Pontífice revela “sonhar com o esporte como a prática da dignidade humana, convertida num veículo de fraternidade”. E convida: “Treinamos juntos esta oração?”. Enfim, o Papa pede que rezemos para que “o esporte fomente o encontro fraterno entre os povos e contribua para a paz no mundo”.
Com afeto,
Beth Landim
 
 
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