A Delicadeza do Tempo
17/02/2018 | 09h36
Você já se deu conta do quanto nos deixa felizes e renovados fazer algo que nos leva a esquecer do tempo? Para viver em harmonia, precisamos ser orientados pelo tempo interior, que está naturalmente conectado com os ciclos do tempo exterior: o dia e a noite e as quatro estações do ano. No entanto, estamos tão condicionados à necessidade de cumprir as expectativas do tempo imposto pelo relógio, que não nos permitimos mais ser “naturais”, tornamo-nos mecanizados pela pressão do tempo, que exige, de nós, cada vez mais tempo.
O tempo é o adubo do amadurecimento. Forçar o tempo é impossível. Jamais podemos abrir mão da coerência entre o que sentimos e fazemos. Nossas ações devem brilhar de acordo com nossas palavras. Se nos sentimos coerentes em nosso caminho, estamos mantendo clareza de nossos propósitos.
A incoerência surge quando a distância entre o que sentimos dentro de nós e o que vivemos fora de nós torna-se grande demais. Quando perdemos a sintonia entre nossos mundos, interno e externo, sentimo-nos derrotados.
A sensação de estar “perdendo tempo” com alguma coisa, seja no trabalho ou num relacionamento, é um alerta de que estamos nos distanciando de nosso propósito espiritual: o uso significativo do tempo. A questão é que estaremos sempre insatisfeitos enquanto vivemos apenas para satisfazer as expectativas externas que surgem em cada momento da vida. Isto é, usar o tempo apenas para sermos pessoas cada vez mais eficientes não garante nossa felicidade. Para sentirmos felizes, é preciso mais que eficiência. É preciso sentir que estamos crescendo interiormente.
Mas quem já não escutou o “tic-tac” da ansiedade soar em seu interior quando está sob o peso do tempo do relógio?
Nas situações que não podemos mudar, devemos nos esforçar para reavaliar nossas reações internas, pois o tempo interior é tão vasto quanto o espaço infinito. Ele chama-se kairos.
O tempo que é cronológico, linear e, em seqüência, dita o ritmo de nossas vidas, chama-se cronos. A palavra kairos, em grego, significa o momento certo, o aspecto qualitativo do tempo. Sua correspondente em latim, momentum, refere-se ao instante, ocasião ou movimento, que deixa uma impressão forte e única por toda a vida.
Por isso, kairos refere-se a uma experiência temporal na qual percebemos o momento oportuno para determinada ação: saber a hora certa de estar no lugar certo. Sempre que agimos sob o tempo kairos, as coisas costumam se acertar. Por exemplo, quando estamos quase desistindo de algo e resolvemos “dar um tempo” para aliviar a pressão, repentinamente, surgem as pessoas certas que nos ajudam com soluções reais e práticas.
Agir no tempo regido por kairos é simular a um ato mágico!
Kairos é o tempo oportuno, livre do peso de cargas passadas e sem ansiedade de anteceder o futuro. Ele se manifesta no presente, instante após instante.
Quando vivemos no tempo kairos, aumentam as oportunidades em nossa vida. Basta pensar como surgiram nossas melhores chances e percebemos que nessas ocasiões estávamos, de certa forma, desprogramados das exigências do tempo cronológico.
Para os gregos, cronos representava o tempo que falta para a morte, em tempo que se consome a si mesmo. Por isso, seu oposto é kairos: momentos afortunados que transcendem as limitações impostas pelo medo da morte!
Portanto, para vivermos sob a regência de kairos, precisamos ir além das convenções mundanas: saber seguir cada momento, de acordo com a sintonia de nossas necessidades interiores. Isto não quer dizer que podemos fazer o que quisermos na hora que bem entendermos, mas sim que devemos estar atentos para não deixar que os comandos exteriores ultrapassem os interiores.
Já que a pressão externa é cada vez maior, temos que desenvolver cada vez mais a paz interna. Na maioria das vezes, não encontramos soluções indiretas para as situações externas, então, podemos contar apenas com nossa condição interna. Paz interior é a melhor forma de proteção contra desafios externos. Além de ficarmos mais leves, nos tornamos bonitos também!
A eternidade é tornar os momentos inesquecíveis... portanto vivamos como se fossemos morrer amanhã... sejamos intensos e inteiros em nossas atitudes e relações.
Uma boa e feliz semana para todos!
Com afeto,
Beth Landim
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Solte a panela...
17/02/2018 | 09h35
Conta-nos um mestre, que certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Fernando Pessoa nos ensina a prática do desapego nos falando que... “Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário... Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo... - Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho ou por incapacidade... Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta. Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente. Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo, é dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos. A vida não espera. O tempo não perdoa. E a esperança, é sempre a última a lhe deixar. Então, recomece, desapegue-se! Ser livre, não tem preço!”
O desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Todas as causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa pode ser o apego. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida, pois não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos. Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite transcendendo. A vida é mutável, todas as coisas são mutáveis, todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o, quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um grande segredo da vida.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!
Com afeto,
Beth Landim
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Um dia...
08/02/2018 | 12h29
 
Assisti ao filme “Um Dia”... Impossível qualquer um de nós não se identificar com o enredo meio clássico dos desencontros entre duas pessoas que se amam e talvez nem saibam disso. Impossível não se arrepiar com uma história que mostra a inocência do amor verdadeiro, que vai crescendo enquanto a gente também cresce e permanece em meio a todas as nossas mudanças. Assistam!!!
O enredo nos conta que Emma e Dex ficam juntos na noite da formatura e, durante 20 anos, voltam a se encontrar no mesmo dia. Eles são protagonizados por Anne Hathaway e Jim Sturgess. Em 15 de julho 1988, Emma Morley e Dexter Mayhew passam juntos a noite após a formatura na Universidade de Edimburgo, um dia que irá marcar suas vidas para sempre. Eles se amam e a química rola facilmente, mas ambos sabem que no dia seguinte serão obrigados a trilhar caminhos diferentes. Ela é uma garota tímida, cheia de ambições, mas com pouca autoconfiança. Ele, um playboy mulherengo que quer se aventurar pelo mundo. Mesmo com tantas diferenças, um está sempre presente no pensamento do outro. Os dois se afastam, trocam cartas, se encontram, se desencontram - e o ponto de partida é sempre o dia 15 de julho de cada ano, por duas décadas, eles se encontram para reviver a noite em que se conheceram. Mas chega um momento em que apenas algumas horas juntos não é mais suficiente.
E aí podemos refletir em quantas vezes em nossas vidas deixamos de falar eu te amo... que bom que você está aqui... que saudade! Deixamos de dar um abraço carinhoso em nossos filhos, de sermos afetuosos com as pessoas, etc. Quantas decisões prorrogamos, quantas coisas deveríamos ter feito e só prorrogamos... Deixamos para “um dia”, mais na frente, quando estiver financeiramente equilibrado... quando estiver profissionalmente sólido... quando estiver emocionalmente melhor... e assim vamos passando a vida, sem vivê-la com a intensidade que devemos verdadeiramente vivê-la!
Parafraseando Mário Quintana, quando em meio aos seus pensamentos nos fala tão belas coisas ligadas aos sentimentos ... “Um dia percebemos que o comum não nos atrai... Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais... Enfim... Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...” Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Quando se trata de amor, então, não podemos “perder o tempo das coisas”, deixar de viver... deixar de falar... ter medo... ter timidez... Demonstre seus sentimentos... Não deixe para depois ... Não se feche...
Não podemos viver do passado. O passado constitui nossas raízes, nosso amadurecimento. Nem tão pouco viver do futuro... “Um dia”... ficar esperando só nos sonhos... O presente é a concretização dos nossos sonhos... que temos que conquistar, muitas vezes a duras penas, mas que depende de nós, pois quando queremos muito alguma coisa, o universo conspira a nosso favor... E depois de tantos desencontros, quando eles perdem o medo de assumirem o amor, o inesperado acontece... Não vou aqui relatar o filme, pois a surpresa também faz parte de nossas vidas. Esta parte deixo para que vocês assistam no cinema... que, aliás, é um ótimo lugar para namorar e se divertir, pois viajamos junto com o filme para os lugares e vidas dos personagens.
E como nos diz Charles Chaplin... “As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se podem ver nem tocar. Elas devem ser sentidas com o coração. Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam, e do caos nascem às estrelas. Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais.” e nos diz ainda… “Tua caminhada ainda não terminou… A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento. É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói. Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto. Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás… mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.” Uma boa e amorosa semana para todos!!!
Com afeto,
Beth Landim
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PROSSIGA...
08/02/2018 | 12h22
 
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o vôo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida. O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E assim foi...
Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: - Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos.
Moral da história: Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.
Pois no mundo dinâmico em que vivemos, cada vez mais temos a certeza de que não vivemos a era do “ou”, e sim do “e”. Não podemos permitir a radicalidade em nossos pensamentos e atitudes, “ou” isto “ou” aquilo. A filosofia do “e” agrega. Nos ensina a respeitar as diferenças, e como em uma orquestra, nos ensina que a diversidade e as diferenças é que fazem o conjunto ficar cada vez mais lindo. Se tivéssemos uma nota só, as músicas seriam entediantes. Assim é a vida... Podemos aprender com o exemplo dos bichos, com o exemplo natureza que nos proporciona a cada entrada de estação uma beleza indescritível. Ora sentimos a luminosidade intensa do sol com o seu calor que nos aquece, ora sentimos o frescor do outono que chega de mansinho, ora sentimos o frio do inverno que nos faz aconchegar, ora sentimos o desabrochar da primavera que vem colorir as nossas vidas e mostrar que a vida é viver e nascer todo dia um pouquinho... Concluindo, podemos aprender pelo amor ou pela dor. Porém, a beleza está em apreciar a caminhada nos espinhos e nas flores... Porque por maior que seja a nossa caminhada, ela começa sempre com um primeiro passo... Existem pessoas que se habituam a planejar, projetar mil idéias e, no entanto, nada sai do campo das intenções. Em suas mentes os planos mais mirabolantes são possíveis, e os projetos mais complicados são factíveis, desde que outros os assumam.
São pessoas que se esquecem que, se planejar é indispensável para o bom andamento e provável sucesso da empreitada, nada se concretizará de fato, se não derem o primeiro passo. Por mais difícil que possa parecer inicialmente a realização de um projeto, de um desejo, de um plano, somente após ter dado o primeiro passo em sua direção é que podemos realmente avaliar sua viabilidade. Há uma certa distância entre o pensar e o fazer, embora estejam interligados e um dependa do outro. O primeiro passo implica certamente um risco, mas sem ele nada poderá ser realmente levado adiante.
Às vezes, as pessoas que são criticadas são as que mais tentam fazer algo construtivo em suas vidas. Espanta-me como as pessoas que não fazem nada querem criticar aqueles que tentam fazer alguma coisa. Depois de muitos anos sofrendo com as críticas das pessoas e tentar ganhar a sua aprovação, eu finalmente decidi que, se minha consciência está em paz comigo, isto é suficiente. Cada vez que alguém critica você, tente fazer uma afirmação positiva sobre si mesmo e para si mesmo. Não fique perto e absorva tudo que alguém queira despejar sobre você. Estabeleça a independência! Tenha sua própria atitude sobre si mesmo e não seja derrotado pela crítica. Winston Churchill foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. É o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Certa feita freqüentou uma cerimônia oficial. Várias filas atrás dele dois senhores começaram a murmurar. “Eles dizem que Churchill está ficando velho.” “Eles dizem que ele deveria se afastar e deixar o funcionamento da nação aos homens mais dinâmicos e capazes.” Quando a cerimônia terminou, Churchill voltou-se para os homens e disse: “Senhores, eles também dizem que ele é surdo!” Portanto, Prossiga. Por mais que lhe falem de tristeza... prossiga sorrindo! Por mais que lhe demonstrem rancor... prossiga perdoando! Por mais que lhe tragam decepções... prossiga confiando! Por mais que lhe ameacem de fracasso... prossiga apostando na vitória! Por mais que lhe apontem erros... prossiga com os seus acertos! Por mais que discursem sobre a ingratidão... prossiga ajudando! Por mais que noticiem a miséria... prossiga crendo na prosperidade! Por mais que lhe mostrem destruições... prossiga na construção! Por mais que acenem doenças... prossiga vibrando saúde! Por mais que exibam ignorância... prossiga exercitando sua inteligência! Por mais que o assustem com a velhice... prossiga sentindo-se jovem! Por mais que plantem o mal... prossiga semeando o bem! Por mais que sua luta seja grande... DEUS é maior!
Com afeto,
Beth Landim
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As Borboletas e o Jardineiro
22/01/2018 | 12h24
 
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses".
Ao refletir sobre este pensamento de Rubem Alves fico a pensar na importância das mudanças para nossas vidas. Quando observamos o vôo e o colorido das borboletas nos impressionamos com sua beleza e naquele momento não pensamos na feiúra que fez parte de cada fase de sua transformação até que chegasse a maturidade de sua beleza. Da mesma maneira, nós seres humanos vivemos essa transformação permanente e processual, numa metamorfose longa e silenciosa. Mas essas mudanças são possíveis mediante as muitas transformações que começam em cada um de nós, todos os dias, mesmo diante dos sofrimentos causados pelas pedras no caminho. Buscamos superar, valorizando a capacidade, a criatividade, mas, sobretudo, sentindo a alegria de aprender e ensinar.
Onde aprendemos sobre como ser feliz?
A felicidade é como uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche e ela não mais pode conter aquilo que recebe, e então deseja transbordar. Esse é um grande momento de nossa metamorfose, quando descobrimos a alegria de compartilhar com o outro a felicidade que mora dentro de nós. Para Rubem Alves, o ensino das ciências, o ensino da literatura, o ensino da história, o ensino da matemática não são apenas disciplinas a serem ministradas, mas "taças multiformes coloridas que devem estar cheias de alegria". Essa felicidade deve ser compartilhada com aqueles que recebem o ensinamento: os alunos. A alegria de ensinar deve ter a contrapartida da alegria de aprender. O que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde, um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mas cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro.
Nós somos as borboletas de nosso próprio jardim e simbioticamente necessitamos descobrir o ofício de ser jardineiro num plantar e regar incessante da nossa felicidade. Os seus sonhos são suas esperanças, são as imagens visíveis das esperanças. Os sonhos não correspondem a nada que exista.
Quando os sonhos assumem forma concreta, surge a beleza. Antes de existir como fatos, os jardins existem como sonhos. Se todas as pessoas, desde a infância, puderem aprender nas escolas o respeito e a beleza de todas as pessoas, homens e mulheres, poderemos sonhar e concretizar o sonho de unir a humanidade mais justa, tolerante e igualitária. A educação de hoje, além de se dedicar ao ensino dos saberes científicos, há de superar os seus muros curriculares, dedicando-se também a fomentar esperanças e criar sonhos, a humanizar-se.
Temos visto tantos crimes e atrocidades. Às vezes detemos nossos pensamentos, como foi feito, nos detalhes, nos relatos das investigações policiais. E nos esquecemos de perguntar o que faltou a esse homem? O que está faltando ao mundo? Porque a degradação dos valores? Porque os homens são incapazes de cuidar do seu “jardim” mesmo quando a eles são oferecidas todas as oportunidades.
E como nos diz com propriedade Cecília Meireles... "A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."
É preciso rever nossas sementes, nossos valores! Temos que a todo o momento limpar as ervas daninhas e deixar florescer o que temos de melhor. Assim é a educação, um trabalho diário, constante, de cuidar, transformar, regar, adubar as mentes com valores sinceros e justos!
É chegado o tempo em que o homem plante as sementes de sua mais alta esperança. Esperança de beleza e de ser feliz sem esquecer que o trabalho que inspira o jardineiro é a espera, muitas vezes a longa espera de colheita do fruto. Porém, sem desanimar nem desistir. Certo de que seu trabalho jamais será em vão. Assim, continua plantando e regando, cuidando e esperando nascer. Chegado o momento da colheita, sua alegria maior, vivencia a partilha, transbordante de frutos... os frutos da felicidade.
E com ela as borboletas virão para dar o seu colorido a nossa existência... Pois, como nos diz Shakespeare... “O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...”
Todos os dias há um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento que um SIM ou um NÃO pode mudar toda a nossa existência, portanto saibamos fazer nossas escolhas! Uma boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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Desapegue-se...
22/01/2018 | 12h20
 
Recebi este texto e aproveito este espaço para partilhar toda essa desistência que se faz necessária em nossa vida cotidiana... “É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou. Essa frase soa com tanta força, não é? Mas é verdade, eu desisti mesmo. De um monte de coisas. Desisti de reclamar de quem não quer aprender. Decidi me concentrar em quem quer. E se você olhar bem direitinho, perto de você tem um monte de gente sedenta de conhecimento. Desisti de tentar emagrecer para ser igual a todo mundo. Resolvi ter o peso que eu devo ter, por uma questão de saúde, por uma questão de bem estar. Só isso. Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem. Achei melhor buscar respeitar o outro do jeito que ele é. Imagina se o mundo fosse feito de milhões de pessoas iguais a mim. Ah, isso ia ser um tormento! Desisti de procurar um emprego perfeito e apaixonante. Achei que estava na hora de me apaixonar pelo meu trabalho e fazer dele o acontecimento mais incrível da minha vida, enquanto ele durar. Desisti de procurar defeito nas pessoas. Achei que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor. Defeito todo mundo acha, quero ver achar qualidades em quem parece não tê-las. Desisti de ter o celular mais “psico-tecno-cibernético” do mercado. Agora eu só quero um telefone, pra falar. É muito frustrante comprar o mais novo modelo e dias depois ver que ele já foi superado. É pra isso que a indústria trabalha. Aproveitei o gancho e apliquei o conceito também a outros produtos: relógio, computador, máquina fotográfica, carro. Desisti de impor minha opinião sobre tudo. Decidi que de agora em diante vou ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas. É mais barato compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma. Desisti de ter tanta pressa. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer. Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder o vôo. Sei lá o que vai acontecer com o avião... Desisti de correr da chuva. Tem coisa mais bacana que tomar banho de chuva? Há quanto tempo você não sente aquele cheiro de terra molhada? E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último. Desisti de estudar por obrigação. Agora eu faço da leitura um momento de prazer... Cadeira confortável, pezão pra cima, um chocolate quente, minha gata ronronando do lado. Os livros agora ficaram menores e mais fáceis, mesmo que seja a CLT. Desisti de buscar uma planilha de indicadores toda verdinha. Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real. Eu não vou deixar de fazer a gestão sobre eles, mas decidi que não vou mais sofrer por isso. Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante. Desisti de trabalhar para fazer o meu sistema da qualidade ser perfeito. Eu prefiro mantê-lo sob controle, funcionando, ajudando as pessoas, ajudando os processos, dando resultados, mesmo que aos poucos. Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros, ao invés de cultivar inimigos. Se eu fosse você, desistia também... Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa!!!”
E nunca se esqueça que existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra - depois de atirada; a palavra - depois de proferida; a ocasião - depois de perdida; o tempo - depois de passado... Portanto...
Dê mais às pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria. Case com alguém com quem você goste de conversar. À medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornará tão importante quanto os outros todos. Não acredite em tudo o que ouve: não gaste tudo o que tem, não durma tanto quanto gostaria. Quando disser 'eu te amo', seja sincero. Quando disser 'sinto muito' olhe nos olhos da pessoa. Fique noivo pelo menos durante seis meses antes do casamento. Acredite no amor à primeira vista. Nunca ria dos sonhos dos outros. Quem não tem sonhos tem muito pouco. Ame profundamente e com paixão. Você pode se ferir, mas é o único meio de viver uma vida completa. Quando se desentender, lute limpo. Por favor, nada de insultos. Não julgue ninguém pelos seus parentes. Fale devagar, mas pense depressa. Quando lhe fizerem uma pergunta a que não quer responder, sorria e pergunte; 'Porque deseja saber?' Lembre-se que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos. Diga 'saúde' quando alguém espirrar. Quando você perder, não perca a lição. Recorde-se dos três 'R': Respeito por si mesmo, Respeito pelos outros, Responsabilidade pelos seus atos. Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade. Quando notar que cometeu um engano, tome providências imediatas para corrigi-lo. Sorria quando atender ao telefone. Quem chama vai percebê-lo na sua voz. Passe algum tempo sozinho e reflita... Desapague-se...
Com afeto,
Beth Landim
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Aprendendo com Maria Jiló
22/01/2018 | 12h18
 
 Dona Maria Jiló é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução. Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. - Ah, eu adoro essas cortinas... - Dona Maria Jiló, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco... - Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem. Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. - Simples assim? - Nem tanto, isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender, e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou: - Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
Depois me pediu para anotar: Como se manter jovem: Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. Lembre-se disto se for um desses depressivos! Aprenda sempre: aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. “Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.” E o nome do Alemão é Alzheimer! Aprecie mais as pequenas coisas - Aprecie mais. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele! Quando as lágrimas aparecerem agüente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo. Rodeie-se das coisas que ama: quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio. Não o descarte. Tome cuidado com a sua saúde: se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la, procure ajuda. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa. Diga às pessoas que as ama e que ama a cada oportunidade de estar com elas. E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa? Serão apenas menos quatro pessoas que deixarão de sorrir ao ver uma mensagem sua. Mas se puder, pelo menos, partilhe com alguém! O que de nós vale a pena se não tocarmos o coração das pessoas?
E como nos diz Aristóteles, revolucione a sua alma!!! “Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida. Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos: abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo, e seja seu melhor amigo sempre. Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo que está “pronto” para ser feliz. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento... Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza da vida não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”
Com afeto,
Beth Landim
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Meu desejo pra você...
11/01/2018 | 10h03
 
 Quero agradecer...
Agradecer aos meus leitores por seu afeto e carinho comigo, neste diálogo, que já se faz há dez anos, semanalmente... com vários diálogos e encontros. Agradeço por me permitirem entrar em seus lares... por este presente semanal, agradeço a vocês... o silêncio da minha leitura, a reflexão replicada com os amigos, a multiplicação da “Via de Mão Dupla”... Agradecer as inúmeras manifestações, o que me dá cada vez mais inspiração e energia para continuar escrevendo… enfim agradecer o seu carinho… Quero hoje, no último artigo deste ano 2017, te parabenizar por todas as lutas vencidas e pelas que você ainda vai vencer… por todos os desafios encarados de frente, com coragem (que não é ausência de medo), buscando sempre a melhor escolha, ou tendo a humildade de reconhecer o erro, voltar atrás e recomeçar… Tudo isso vale um enorme abraço… sinta-se carinhosamente abraçado por mim…Te desejo muita saúde e muita fé, pois ambas são imprescindíveis e interligadas, pois quando não temos saúde necessitamos exercitar mais ainda a nossa fé e quando temos, é necessário sempre agradecer pelo dom da vida. Te desejo todo o tempo do mundo, pois o tempo anda muito escasso em nossas vidas… tempo para abraçar seus filhos, seus pais, seus avós, tempo para beijar o seu amor, tempo para jogar uma conversa fora com os amigos, mas especialmente desejo que você dedique um tempo para você mesmo… para que você possa se conhecer melhor, se amar mais, se frustrar menos, sonhar muito, e que suas realizações tenham a mesma intensidade dos seus sonhos. Desejo que você tenha muita alegria por todo o seu caminhar e que a felicidade vá se construindo solidamente, passo a passo. Que nos momentos tanto de alegria quanto de tristeza você tenha sempre em mente que TUDO PASSA… e como nos diz Shakespeare… “O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores …”. Desejo que você trabalhe muito, mas que não se torne um escravo do trabalho. Desejo, então, a sua liberdade interior, pois essa ninguém pode aprisionar e mesmo que tenhamos amarras na vida, quando conquistamos a nossa liberdade interior somos eternamente livres. Desejo muito que você seja feliz com você mesmo, que se olhe no espelho e se reconheça ao invés de ver refletida a imagem de um estranho, de uma pessoa infeliz, querendo sempre ser outra coisa além do que é. Desejo que os quilos a mais sejam perdidos e que o exercício físico faça parte da sua vida para que você busque sempre um estado melhor de saúde. Desejo que você seja feliz com o que você é, e não com o que as pessoas querem que você seja. Desejo que você se encontre na oração, seja qual for sua religião, pois o importante é que busquemos o caminho da religiosidade e nele nos encontremos com Jesus, pois todos os caminhos da oração nos conduzem a Ele. Desejo que você gaste muito mais tempo com a sua família e com os seus amigos, pois isso é o que levamos da vida, o resto são apenas circunstâncias, necessidades e opções… pois as pessoas que verdadeiramente nos importam e são imprescindíveis em nossas vidas merecem nosso carinho, nosso acolhimento e principalmente nosso ouvir e para isso, desejo que em 2018 você possa ser um ombro amigo, um ouvinte maravilhoso para as pessoas que te cercam e que você se permita, antes de tudo, ouvir o seu eu interior, pois somente entenderá o outro se você conseguir, antes de tudo, ouvir o seu próprio eu. Desejo que você se arrisque, se emocione, se jogue de cabeça em tudo que você faz e que ame e seja apaixonado pela sua vida… Que o brilho nos seus olhos seja constante, que a vida não seja apenas vivida mas que seja vencida, dia a dia, numa construção harmoniosa. Desejo que os seus problemas não se tornem uma tempestade, mas que sejam do tamanho de um simples copo d´água que apenas com uma colherzinha de açúcar possam ser melhor digeridos. Desejo que você sempre possa fazer o bem, não importa a quem, pois a vida é uma roda gigante e ora estamos em cima podendo estender as nossas mãos a quem precisa e ora estamos embaixo precisando de mãos que nos apóiem e nos envolvam com a sua solidariedade. Façamos sempre a nossa parte. Desejo que você olhe sempre para os lados e veja como Jesus te abençoa em todas as coisas que Ele te oferece em sua caminhada… coisas tão simples e de tanto valor em sua vida que merecem, neste momento da virada, uma pausa para agradecer por cada uma delas. Desejo que você leia “Os Desejos” de Drummond: “Desejo a vocês… fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor, filme do Carlitos, chope com amigos, crônica de Rubem Braga, viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você, música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, ver a Banda passar, noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus, não ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança, ouvir canto de passarinhos, sarar de resfriado, escrever um poema de Amor que nunca será rasgado. Formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal, aprender um nova canção, esperar alguém na estação, queijo com goiabada, pôr-do-sol na roça, uma festa, um violão, uma seresta, recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria, uma tarde amena, calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém, ouvir a chuva no telhado, vinho branco, Bolero de Ravel e muito carinho meu.”
Ao longo da vida aprendi que nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos, mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco! Obrigada a cada um que embelezou minha vida ao longo de 2017! Tenhamos sensibilidade para perceber que 365 novos dias estão se descortinando para nós e não existe presente melhor do que a VIDA. Saibamos aproveitá-la e beber cada segundo sem desperdiçar nenhuma gota… Se sentimos saudade… é porque valeu a pena! Mas o que eu desejo mesmo para você é que você seja muito feliz… e isso depende muito mais de você do que de mim…
Um Feliz 2018 para você…
Com afeto,
Beth Landim
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Conto de Natal
11/01/2018 | 10h01
 
Em uma casa no alto de uma montanha com muita nebulosidade morava um senhor bondoso, com cabelos grisalhos e encaracolados, olhos verdes, pele clara, rosto com traços delicados e expressivos. A casa era “decorada” pela generosidade dessa doce criatura. Toda pintada na cor ocre, as janelas eram feitas de madeira em formato de pequenos corações entrelaçados, as cortinas tinham a transparência para que a luz do dia invadisse a sua alma de amor, os quartos eram pequenos e cheios de lembranças de um passado esplendoroso, os objetos possuíam as marcas desse outrora, os tapetes macios faziam as pegadas das suas botas serem suaves, sem ruídos nenhum, os únicos sons possíveis de serem ouvidos eram os dos pássaros gorjeando nas manhãs cobertas pela névoa, nas quais o céu aos poucos se abria mostrando toda a sua beleza com o seu azul radiante.
O senhor era um colhedor de trigo, o cultivo do mesmo era intenso na região. No meio de tanto trigo, as inúmeras flores, pelas quais a casa era cercada, os miosótis, as flores do campo, os ipês, as dálias, todas elas com suas cores vivas deixavam a paisagem do topo da montanha ainda mais bela.
Durante toda sua vida ele havia passado a maior parte do tempo entre as colheitas de trigo, com as flores, livros e recordações... E também com a preocupação em oferecer no Natal, pequenos presentes as crianças da comunidade, mas durante esse ano ele não tinha a quantia suficiente para a compra dos mesmos, assim ele andava muito pensativo... Sentado em sua cadeira de balanço com a sua manta sobre as suas pernas, ele pensava em como poderia ofertar algo para as crianças que tanto alegravam a sua vida, e especialmente na noite de Natal, na qual a comunidade se agrupava, e como em um casulo compartilhavam do calor de estarem todos juntos para celebrarem a noite tão esperada e especial para todos. Os dias foram passando, e em uma bela manhã junto ao cantar de um sabiá, ele foi ao trigal, e recolheu todos os trigos mais verdes da safra, ficou horas fazendo essa colheita. E assim construiu uma árvore gigante utilizando eles, criou uma verdadeira escultura usando dos recursos naturais para isso. Trigo, folhas, flores, uma obra-de-arte elaborada com simplicidade e criatividade. Colocou bilhetinhos por toda a árvore, e nesses pedacinhos de papel escreveu mensagens para as crianças, palavras de amor, de encorajamento, de paz, de sentimentos que só os nossos corações podem sentir.
Deixou a gigante árvore guardada para a Noite de Natal. Nessa noite tão esperada, quando ele abriu a porta do local no qual a mesma estava escondida, ele teve a sensação de estar sonhando...
Em cada pedaço de sua obra-de-arte, havia, caixas de presentes com anjos feitos de chocolate iluminados por luzes multicoloridas... As crianças quando entraram ficaram com os sorrisos estarrecidos pela beleza do momento, as luzes das caixinhas brilhavam de uma maneira tão intensa que ofuscaram as luzes artificiais. E assim todos ficaram iluminados por essa alegria contagiante do amor ser transformado em pura realidade... Pois o amor é o mais gracioso de todos os bens, o maior presente dado aos seres humanos, nessa Noite de Magia.
Para viver este momento mágico deve haver um lugar dentro do seu coração, onde a paz brilhe mais que uma lembrança, sem a luz que ela traz já nem se consegue mais, encontrar o caminho da esperança. Sinta, chegou o tempo de enxugar o pranto dos homens, se fazendo irmão e estendendo a mão... Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz. Se você for capaz de soltar a sua voz pelo ar, como prece de criança, deve então começar e outros vão te acompanhar e cantar com harmonia e esperança...
Pois um clima de sonho se espalha no ar, pessoas se olham com brilho no olhar, a gente já sente chegando o Natal, é tempo de amor, todo mundo é igual... Os velhos amigos irão se abraçar, os desconhecidos irão se falar, e quem for criança vai olhar pro céu, fazendo pedido pro Velho Noel... Se a gente é capaz de espalhar alegria, se a gente é capaz de toda essa magia, eu tenho certeza que a gente podia, fazer com que fosse Natal todo dia... Um jeito mais manso de ser e falar. Mais calma, mais tempo pra gente se dar. Me diz porque só no Natal é assim, que bom se ele nunca tivesse mais fim... Que o Natal comece no seu coração... Que seja pra todos, sem ter distinção... Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for, o melhor presente é sempre o amor!!! Que você possa abrir as portas e comportas do seu coração e deixar entrar o som dos sinos a tilintar anunciando o grande momento da chegada do Menino Jesus que renasce em nós a cada Natal... Deixe-O entrar e acolha-O da melhor forma que puder dentro de você. Prepare o seu interior para este momento de magia, lá colocando os melhores pensamentos e sentimentos que for capaz de juntar para que você viva com intensidade esta noite de magia!!! Sejamos um pouco como o Velho Noel, o senhor bondoso que a todos acolhe indistintamente, com o mesmo brilho nos olhos... fazendo de cada dia um Natal de Amor... Desejo a todos vocês, meus leitores, um Natal de Paz, repleto de muitas alegrias e de muito AMOR...
Com afeto,
Beth Landim
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Bordando a vida...
11/01/2018 | 09h59
 
Analisando um bordado, podemos sentir as várias matizes de cores... as nuances das combinações, o degradê que vai do suave a mais forte cor, as texturas das linhas que se entrelaçam... e no entrelaçar dos pontos podemos tecer pontos de amor... O verso ou inverso do bordado, na maioria das vezes, não traduz a beleza do mesmo, mas nos mostra com clareza sua suavidade, sua força, a direção das linhas para criar o todo... No laço e no entrelaço vemos o nó, mas sobretudo os nós, que quando entrelaçados traduzem as mãos de quem borda. E, neste sentido é a nossa vida... O que trazemos no inverso é consistente, é tecido dia-a-dia. Erramos o ponto e desmanchamos os fios dados, para tecer novamente... E essa é a graça que Jesus nos professa. Poder refazer a cada dia o bordado das nossas vidas de forma mais suave, com cores que iluminam, irradiam, que nos trazem paz e coragem, suavidade e fortaleza, nos transportam sempre para uma nova oportunidade e nos desafiam a lutar e vencer o dia-a-dia... Há que ter mãos treinadas e delicadas, ou muitas vezes mãos fortes para os longos bordados... mas com toda certeza, há que ter mãos predestinadas ao querer bem, fazer o bem sem olhar a quem... mãos que veem com o coração... Que mesmo com os olhos fechados sabem sentir a textura e “enxergar” o brilho de cada ponto dado... a isso chamamos sensibilidade... Sensibilidade para afetar o outro com linhas que entrelaçam nossas vidas... que sejam linhas macias, suaves, que cheguem até nós como uma brisa leve... Há que ter mãos que possam acalentar, acariciar, indicar caminhos, mesmo na dúvida... pois podemos refazer o bordado a qualquer tempo... Há que ter mãos que falem a linguagem dos sinais, e dentre elas a linguagem do amor que é universal... Há que ter mãos que queiram tecer juntas... e então um bordado junto a outro bordado, tecerá lindos tapetes, que nos permitam voar... E ao voar sentirmos a brisa leve, o cheiro de liberdade, pessoas a flutuar com suavidade para onde o tapete nos levar... Há que ter mãos para bordar várias toalhas de mesa... e a cada refeição com todos reunidos, que possamos constituir verdadeiras famílias... feitas de sangue, mas sobretudo de amizade...
O bordado, assim como a vida, nos permite enxergar a importância fundamental de um ponto, uma cor, uma linha... mas sobretudo nos permite enxergar que é o ponto que faz o todo... e o todo está dentro de cada ponto! E este sentimento de pertença, vincula o ponto ao bordado, num único laço, que primeiro deve ser apreciado e amado por quem está tecendo e depois unido aos vários outros bordados para trazer beleza à vida! Há que ter mãos que inovem novos bordados, novas combinações, imagens talvez indecifráveis, que só os que anteveem o futuro sejam capazes de apreciar... Essas mãos possuem doses de coragem, assumem riscos, são desafiadoras, mas com certeza fazem história... Há bordados que dizem tanto que formam tendências... pois sua essência transcende a forma... Há que ter mãos flexíveis, que confiem a ponto de dar pontos de olhos fechados, a isso chamamos de fé... Entregar-se. Temos a liberdade de tecer o que quisermos... alguns carregam nas tintas, mas mesmo escurecidas... tem a oportunidade de refazer o bordado... E esta é a beleza da vida... Fazer e refazer, errar e aprender, crescer a cada dia, fazer de cada amanhecer um dia luminoso. Às vezes fico a pensar que é tão fácil ser feliz, tão simples a vida, porque rebuscamos tanto o bordado?!
Há que se pensar na poluição visual do bordado... o menos é mais... sempre e neste sentido devemos avaliar até o excesso de amor... que também é prejudicial... pois não deixa o “outro” crescer... Então, que neste tempo do Advento, possamos desmanchar alguns pontos e nós que destoem do bordado que estamos tecendo... Dá trabalho?! Com certeza... Mas vale a pena corrigir, voltar atrás, refazer, trazer a beleza de volta, dar um ponto mais apertado, com laço de doçura e reflexão... pois há que ter mãos que sempre estejam prontas para mais um ponto... para tecer um desejo ardente de deixar a vida “bela”, não desistindo nunca de vislumbrar a “obra” pronta, que nunca se apronta, pois estamos por nos fazer e refazer a cada dia de nossa existência... e nesse caminho, o caminhante se inventa e reinventa para a vida... pois vale a pena acreditar, vale a pena bordar, vale a pena amar...
Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino e seja feita a tua vontade. Pai, meu pai do céu eu quase me esqueci que o teu amor vela por mim e que seja feito assim. O alimento desse dia, dai-nos agora e sempre, e perdoai nossas ofensas, de um modo maior, com que perdoamos... Pai, meu pai do céu eu quase me esqueci, que o teu amor vela por mim e que seja feito assim... E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos de todo o mal... Amém...
Convido, então, a cada um para que ao terminar de ler este artigo, o faça cantando, pois quem canta reza duas vezes... a oração do Pai Nosso, enviando essa energia para todos, neste período do Advento... e se energizando também para espalhar pontos de luz, esperança e amor neste Natal...
Um ponto, um cheiro e um beijo com carinho...
Com afeto,
Beth Landim
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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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