Liberdade interior...
07/06/2019 | 12h01
O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade de voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade de ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza. Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu de sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto, deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe: - Por que estás a me vigiar, Andala? - Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar seus limites. - E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas? - Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar esse sonho... - O pardal suspirou olhando para o chão... E disse: - Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te. - E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan. - Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas... Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente... - Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isso não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!
- E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente: Andala, apenas mais uma coisa: - Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade a teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho.
Esta metáfora serve de reflexão apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam ser livres, e que trazem a liberdade em seu coração. Com essas virtudes poderão adquirir as formas que desejarem, pois já não estarão apegados a nenhuma forma pronta e acabada. Somos livres, podemos escolher, lutar e realizar!Um pardal poderá, sempre, transfigurar-se internamente numa águia, se esta for sua vontade. Mas para essa transfiguração é preciso confiar em si mesmo e voar, entregando tuas asas aos ventos e aprendendo o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, ter disciplina, perseverança, confiar na sua capacidade de aprender, trabalhar muito e ser feliz com sua escolha.
Na vida temos pessoas que admiramos que são como águias, são fortes e perspicazes, mas também devemos encontrar e destacar no pardal qualidades que a águia não terá como leveza, agilidade e a habilidade de viver coletivamente.
Todos temos dentro de nós uma águia e um pardal, e precisamos dessas duas faces para enfrentar os desafios do cotidiano. Muitas vezes nos acostumamos a olhar para os outros, para as vitórias, as habilidades alheias, valorizando-as. Nos esquecemos de olhar nosso interior, nossas próprias habilidades que são tão interessantes quanto as dos outros. Tratar a auto-estima deveria ser uma das principais metas do ser humano: quem não gosta de si nunca poderá amar e conviver com o outro, muito menos ser feliz com suas conquistas. Reflitam sobre isso e tenham uma ótima semana!
Com afeto,
Beth Landim
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PROSSIGA...
27/05/2019 | 10h27
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o vôo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida. O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E assim foi...
Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: - Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos.
Moral da história: Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.
Pois no mundo dinâmico em que vivemos, cada vez mais temos a certeza de que não vivemos a era do “ou”, e sim do “e”. Não podemos permitir a radicalidade em nossos pensamentos e atitudes, “ou” isto “ou” aquilo. A filosofia do “e” agrega. Nos ensina a respeitar as diferenças, e como em uma orquestra, nos ensina que a diversidade e as diferenças é que fazem o conjunto ficar cada vez mais lindo. Se tivéssemos uma nota só, as músicas seriam entediantes. Assim é a vida... Podemos aprender com o exemplo dos bichos, com o exemplo natureza que nos proporciona a cada entrada de estação uma beleza indescritível. Ora sentimos a luminosidade intensa do sol com o seu calor que nos aquece, ora sentimos o frescor do outono que chega de mansinho, ora sentimos o frio do inverno que nos faz aconchegar, ora sentimos o desabrochar da primavera que vem colorir as nossas vidas e mostrar que a vida é viver e nascer todo dia um pouquinho... Concluindo, podemos aprender pelo amor ou pela dor. Porém, a beleza está em apreciar a caminhada nos espinhos e nas flores... Porque por maior que seja a nossa caminhada, ela começa sempre com um primeiro passo... Existem pessoas que se habituam a planejar, projetar mil idéias e, no entanto, nada sai do campo das intenções. Em suas mentes os planos mais mirabolantes são possíveis, e os projetos mais complicados são factíveis, desde que outros os assumam.
São pessoas que se esquecem que, se planejar é indispensável para o bom andamento e provável sucesso da empreitada, nada se concretizará de fato, se não derem o primeiro passo. Por mais difícil que possa parecer inicialmente a realização de um projeto, de um desejo, de um plano, somente após ter dado o primeiro passo em sua direção é que podemos realmente avaliar sua viabilidade. Há uma certa distância entre o pensar e o fazer, embora estejam interligados e um dependa do outro. O primeiro passo implica certamente um risco, mas sem ele nada poderá ser realmente levado adiante.
Às vezes, as pessoas que são criticadas são as que mais tentam fazer algo construtivo em suas vidas. Espanta-me como as pessoas que não fazem nada querem criticar aqueles que tentam fazer alguma coisa. Depois de muitos anos sofrendo com as críticas das pessoas e tentar ganhar a sua aprovação, eu finalmente decidi que, se minha consciência está em paz comigo, isto é suficiente. Cada vez que alguém critica você, tente fazer uma afirmação positiva sobre si mesmo e para si mesmo. Não fique perto e absorva tudo que alguém queira despejar sobre você. Estabeleça a independência! Tenha sua própria atitude sobre si mesmo e não seja derrotado pela crítica. Winston Churchill foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. É o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Certa feita freqüentou uma cerimônia oficial. Várias filas atrás dele dois senhores começaram a murmurar. “Eles dizem que Churchill está ficando velho.” “Eles dizem que ele deveria se afastar e deixar o funcionamento da nação aos homens mais dinâmicos e capazes.” Quando a cerimônia terminou, Churchill voltou-se para os homens e disse: “Senhores, eles também dizem que ele é surdo!” Portanto, Prossiga. Por mais que lhe falem de tristeza... prossiga sorrindo! Por mais que lhe demonstrem rancor... prossiga perdoando! Por mais que lhe tragam decepções... prossiga confiando! Por mais que lhe ameacem de fracasso... prossiga apostando na vitória! Por mais que lhe apontem erros... prossiga com os seus acertos! Por mais que discursem sobre a ingratidão... prossiga ajudando! Por mais que noticiem a miséria... prossiga crendo na prosperidade! Por mais que lhe mostrem destruições... prossiga na construção! Por mais que acenem doenças... prossiga vibrando saúde! Por mais que exibam ignorância... prossiga exercitando sua inteligência! Por mais que o assustem com a velhice... prossiga sentindo-se jovem! Por mais que plantem o mal... prossiga semeando o bem! Por mais que sua luta seja grande... DEUS é maior!
Com afeto,
Beth Landim
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A carta...
24/05/2019 | 12h19
A carta abaixo foi escrita por um imigrante vietnamita que é policial no Japão (Fukushima). Foi enviada a um jornal em Shangai que traduziu e publicou. Procurei ser o mais fiel possível ao texto original.
“Querido irmão, como estão você e sua família? Estes últimos dias tem sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres. Cada um de nós está trabalhando umas 20 horas por dia e mesmo assim, gostaria que houvesse 48 horas no dia para poder continuar ajudar e resgatar as pessoas. Estamos sem água e eletricidade e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares. Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise. As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam. Entretanto, mais uma semana, não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada. Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano. Irmão querido houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou um adulto como eu uma lição de como se comportar como um verdadeiro ser humano. Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa que ia longe. Vi um garotinho de uns nove anos. Ele estava usando uma camiseta e shorts. Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai. Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família. O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”? Ele pegou a minha comida e fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas. Fiquei chocado. Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”. Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar. Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de nove anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior deve ser uma grande sociedade, um grande povo.
Bem, envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.” Ha Minh Thanh
Vejam que interessante - morreram mais de 15 mil pessoas no Japão - em dois desastres que fazem com que as nossas enchentes sejam coisas evitáveis. O que podemos aprender com o Japão? A CALMA - Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava; A DIGNIDADE - Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo; A HABILIDADE - Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram; A SOLIDARIEDADE - As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa; A ORDEM - Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão; O SACRIFÍCIO - Cinqüenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?; A TERNURA - Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos; O TREINAMENTO - Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado; A IMPRENSA - Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas. Apenas reportagens relatando os fatos; A CONSCIÊNCIA - Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.
A Educação é o maior bem que uma pessoa pode receber, pensemos nisso...
É um direito de todos, e um dever do país!
Com afeto,
Beth Landim
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Um amor incondicional... 
10/05/2019 | 22h43
A minha mãe, Elza, é o reflexo destes dizeres do nosso Papa: “A paz é mulher”, continuou o Papa: “nasce e renasce da ternura das mães. O sonho da paz se realiza com o olhar à mulher. A mulher tem origem no coração e nos sonhos. Ela leva ao mundo o sonho do amor”. Concluiu: “Se quisermos um futuro melhor, se sonharmos com um futuro de paz, precisamos dar espaço às mulheres”.
E eu acrescento, a meu ver, alguns outros ensinamentos que a Mãe tem que ter: coragem, para ensinarmos aos nossos filhos a enfrentarem as dificuldades com pensamento lógico, inteligência e equilíbrio emocional. Aventura, para tornar a vida mais gostosa, desafiadora e para sairmos do convencional!
Ouvir sempre... para que possamos ser “pontes” e o diálogo florescer. Ter afeto para afetar e se deixar afetar, pois o amor e a ternura são imprescindíveis na relação!
Fé para que nossos filhos possam crescer com intimidade com Jesus e seguirem seus passos!
A maternidade para mim é um amor incondicional, que me renova, me faz aprender, me faz entender o quão certa é nossa existência e que por isso, temos que ser intensos em nossas relações!
Com minhas filhas aprendo a amar, a ser melhor mãe, a ser uma pessoa melhor! Agradeço a Deus todos os dias, de ter Rafaela, Juliana e Carolina em minha vida! Um pedaço de mim que também irá se multiplicar quando forem mães... e esse é o maior legado que recebemos... Espalhar pedaços de amor de nosso ser por toda a vida...
Esse amor que espalhamos no seio de nossa família, que sentimos como herança amorosa dos nossos avós, permeia as nossas lembranças, nos tornando pessoas mais fortes, voltadas para a fé, firmes em nossos propósitos. Essas lembranças estão guardadas dentro dos nós e se constituem em recorrentes relíquias do amor de Deus, que estão e estarão sempre presentes em nossos corações. Elas, as nossas lembranças amorosas, nos conduzem em nossas vidas em todos os momentos, nos sustentando diante dos desafios e fortalecendo os nossos elos nos momentos de alegria.
É muito gratificante ter no Dia das Mães uma Mãe para poder exprimir todo o meu amor, e ao mesmo tempo, minhas filhas, para me sentir tocada e abraçada pelo amor de Deus. Ser Mãe é uma experiência única, que transcende tempo e espaço, e nos conduz em linha direta a Deus. Mãe significa bênção, então todos nós somos imensamente abençoados, pois fomos gerados por uma Mãe, independente de quem nos embalou e criou.
E esse amor existe... quando pensamos e sentimos em nosso interior, dentro de nossas fibras mais íntimas... o amor da nossa Mãe. Porque ser Mãe é mais que dar à luz, é SER luz na vida de alguém. Não é impor cuidados, nem pôr-se ao centro onde o universo gira. Ser mãe não é pastorar proles, é cultivar talentos, e talentos crescem quando lhes é dado pulso, criatividade e amor. Ser mãe é ter o gesto seguro que limita as ofensas que praticamos contra o bom senso. É ter o colo que se anseia por entre os crepúsculos de nossa existência.
Na invisibilidade visível ao coração, minha mãe está presente em todos os segundos da minha vida... No silêncio ou na ausência física, sua presença é totalmente perceptível em minha consciência, através dos seus conselhos, dos seus ensinamentos, do seu exemplo de vida, do equilíbrio das atitudes, do seu discernimento e disponibilidade, do seu silêncio que nos fala muito alto SEMPRE... Na sua tranquilidade do dia-a-dia, seja nos dias difíceis ou na alegria... Na sua disposição em nos acompanhar para qualquer programa de lazer ou trabalho, ela nunca nega um chamado ou convite, indo sempre além das nossas expectativas...
Mãe,te admiro muito! Quero sempre poder seguir os teus passos! Meu amor por você é incondicional! Você tem a capacidade de adivinhar meus sentimentos, de encontrar a palavra certa nos momentos incertos, de nos fortalecer sempre... Sua existência é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar... Amar com um amor incondicional que nada espera em troca. Sua honradez nos enobrece e nos faz ser aprendizes da vida. Uma vida vivida em profundidade de princípios e valores! Isto é o que você sempre nos passou e nos passa, através de seus exemplos e atitudes. Uma mãe que me ensinou tão bem o sentido de ser filha e me preparou para ser mãe... pois sua liberdade de pensamento, sua conversão aos novos tempos e conceitos nos aproximam sempre... Muito mais do que Mãe, você é parceira, amiga de todas as horas... Uma Mãe que conquistou a nossa admiração e amor, no exercício de uma educação que tem limites, mas que não limita e cerceia as diferenças de cada um de seus filhos...
Assim é você, minha Mãe! Exemplo de Mulher, de Mãe e de Honradez! Você nos agasalha sob as suas asas... sua luz nos ilumina, seu carinho e sua firmeza se transformam em energia transformadora para multiplicarmos em nossos lares o seu exemplo de amor... Mais que dar à luz é SER luz na vida de alguém. Não é impor cuidados, nem pôr-se ao centro onde o universo gira. Ser mãe não é pastorar proles, é cultivar talentos, e talentos crescem quando lhes é dado pulso, criatividade e amor. Ser mãe é ter o gesto seguro que limita as ofensas que praticamos contra o bom senso. É ter o colo que se anseia por entre os crepúsculos de nossa existência, e isso você faz com maestria!
“É preciso amor para poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir e é preciso chuva para florir.”
É preciso “Mães”... para que o mundo conheça a ternura...
Com afeto,
Beth Landim
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Eu vi...
04/05/2019 | 08h34
Eu vi!!! Há mais ou menos um mês eu vi um cego enxergar... Na semana passada eu vi uma mulher que estava na cama há dois anos conseguir se sentar e ter outros progressos... E então me pergunto: porque esperamos por milagres “mirabolantes” se somos instrumentos de Deus!
E o que vi foi fruto do milagre da “Caridade”!!! Palavra e ação em extinção! Vivemos em um mundo em que as pessoas a todo tempo “representam” e não se incomodam com o “humano”, com a caridade pura e simples, que tornaria o mundo muito mais afável, confiável, amoroso e terno... ao invés de vivermos nesta “selva de pedra”.
“Vivenciar a caridade significa colocar em prática todos os ensinamentos provenientes de Deus. Ela é, acima de tudo, o resultado da própria transformação íntima, que nasce em silêncio e lentamente no fundo de cada um. A caridade é discreta e sigilosa. Não quer ser vista e nem falada. Ela é o amor em movimento. É a energia que circula nos corações fraternos dos simples de alma. Silenciosa, ativa e desapegada. Transforma prantos em alegrias, a fome em grãos e a solidão em companhia. A caridade não tem partido, religião ou pátria. Ela simplesmente é. E basta.”
O que eu vi e presenciei é fruto desta caridade que com tão pouco podemos fazer. Ajudar através do conhecimento, do coração, do tempo que dispomos a isso, a tirar um documento, a encaminhar uma pessoa, a ligar para a fila do SUS, a interceder para conseguir um exame, uma roupa, um barbeiro, mas principalmente o AFETO. Que ao afetarmos o outro ser humano, sejamos capazes de ver a vibração do outro como numa cadeia de dominó, a levar o bem, a bondade e o serviço ao outro!
João 3:17,18 “Filhos, não amemos de palavras e nem de boca, mas em ação e em verdade.” Falamos tanto, apontamos tanto, somos doutores em julgar, achar soluções e a conceber preconceitos... E no entanto, com tão pouco, faríamos tanto!
Eu vi “Seu” Rui Barreto Custódio, morador de rua do Mercado Municipal, voltar a enxergar depois de 7 anos, através de vários anjos aqui da terra, a conseguir seus documentos de novo, e mais do que isso, se sentir GENTE, se sentir amado, a amar também! Eu vi Marie, receber uma cama de hospital e depois de dois anos, voltar a sentar e iniciar uma nova trajetória de vida com fisioterapeutas que tem a “alma” nas mãos e no coração!
Seu Rui, quanta gratidão pela sua confiança em todos os seus “anjos” de que tudo daria certo, quanto orgulho de sua coragem e confiança depositada. Quanta gratidão a Deus pela sua vitória!!!
Se cada um de nós tivéssemos um olhar demorado e profundo ao nosso redor, e ao invés da “língua” usássemos as mãos, o mundo seria menos hipócrita, mais verdadeiro e imensamente mais humano e amoroso!
É isso que Deus espera de nós! Que possamos ser instrumentos de Paz, Bem querer e Amor ao próximo! E estes pequenos e ao mesmo tempo “grandes” milagres iriam se multiplicar por todos os lugares.
Eu acompanhei... eu senti o perfume de Jesus e nesta caminhada quero a cada dia poder ser melhor.
A vida pede coragem e força de vontade. É preciso sairmos da zona de conforto! Coloquemos as nossas energias em movimento e a serviço dos nossos projetos de vida e da comunidade em que vivemos! Vamos parar de reclamar e de nomear responsáveis! Podemos e devemos interferir com amor e fazer a nossa parte!
O porto é o lugar mais seguro para um barco, mas ele não foi feito para ficar lá seu destino é navegar... Coragem...
E como nos diz Padre Fábio de Melo... “O olhar apressado é a matriz de todo preconceito. Acho que vi, mas não vi, e o pior, digo que vi, sem ser visto. Jesus só olhou o mundo sem pressa. E por isso ele era capaz de ver o que ninguém via. Olhou Madalena e não viu a prostituta que todos viram. Via a mulher, viu o ser humano que precisava ser resgatado dos olhares apressados que a condenavam... Eu não sei como anda o seu olhar sobre si mesmo. Não sou conhecedor da pressa ou da calma do seu olhar. Uma só coisa eu sei, e sobre isso quero lhe dizer. Há em você um universo de verdades a ser descoberto. Há uma humanidade linda que ainda precisa passar pelo processo do florescimento. Não sabe por onde começar? Eu lhe dou uma dica. Comece a prestar atenção no jeito como você se enxerga, no jeito como você se trata, no jeito como você se interpreta... Veja o avesso de suas inseguranças. Há uma coragem que você precisa enxergar. Ela é necessária como o pão de cada dia. Hoje é dia de olhares demorados...”
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 Com afeto,
Beth Landim
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Tempo de Recomeçar...
26/04/2019 | 13h40
A origem da comemoração da Páscoa remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska, porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach ou Peseach, cujo significado é passagem. A celebração da páscoa retrata muitos momentos, mas dois momentos merecem ser analisados: a morte e a ressurreição. Eles nos levam a refletir sobre os desafios que a vida nos impõe, pois temos duas opções: focalizar a morte ou nos alegrar com a ressurreição.
Certamente somos conscientes da celebração da ressurreição de Jesus, mas não sabemos se todos sentem esse milagre acontecer em suas vidas. Percebe-se que muitos continuam diante do Jesus crucificado. Pois, apesar da mensagem da ressurreição, muitos continuam, por causa dos mais diversos problemas e dificuldades, sem razão para viver. As tensões, as angústias, as depressões, a violência, a doença, as mudanças e tantas outras dores e contratempos transformam a vida, de muitos, numa eterna crucificação, num eterno muro de lamentações! Lamentar-se, entristecer-se é focalizar a morte. Todavia, é essencial transformar esse sentimento de morte em vida, em ressurreição. Creio que é possível transformar o sofrimento em uma vida plena de sentido. Cheia de realizações. A diferença está em administrar os sofrimentos no interior e acreditar que, a partir dele, algo de muito melhor irá acontecer. Fácil é condenar... difícil é amar... Sentir o perfume de Jesus...
Para ilustrar essa concepção há um exemplo de como o sofrimento se transforma em uma vida plena de sentido: “Um corpo estranho penetra na concha, ferindo-a. A areia áspera machuca sua carne. A concha sofre. A concha tenta expelir o intruso e fracassa. O grão de areia fixou-se. A dor não pode ser eliminada. Então o animal, a partir do âmago da sua natureza, busca a força para transformar o sofrimento em triunfo. Do sofrimento e da aflição, da seiva de suas lágrimas, surge, em longos processos de crescimento interior, a PÉROLA. Um objeto tão precioso e admirado!”
Assim surge a pergunta: como transformar o sofrimento em uma pérola? Existe, dentro de nós, um âmago chamado Jesus. Um Deus que venceu a morte e fez ressurgir a vida. E é esse Deus que nos dá a força para transformar o sofrimento em uma vida plena de sentido. Transformar o sofrimento significa mudar. Entendo que amar consiste em amar o todo, respeitando as diferenças. Amar significa respeitar e tolerar sentimentos ambivalentes, frustrações... Saber transformar o sofrimento em uma vida plena de sentido significa deixar alguém te amar, deixar alguém te cuidar, deixar alguém te proteger. Temos a obrigação de fazer ressurgir o belo, bonito e maravilhoso que existe dentro de cada um de nós. E quem se sente amado por Deus encontra a força para transformar sofrimento em pérola... Espalhe o perfume de Jesus!!!
Há um provérbio que diz: "Não podemos evitar que os pássaros da preocupação e da aflição sobrevoem nossas cabeças, porém podemos impedir que façam ninhos em nossos corações".
Portanto, não podemos ficar estagnados na sexta-feira da paixão, mas devemos lembrar que Jesus vive para que possamos viver. Ressurreição quer dizer levantar-se sempre de novo, trilhando novos caminhos. Somos protagonistas de nossa vida e não espectadores. E, como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos.
Celebrar a Páscoa deve ser momento de reflexão, mas também de profunda alegria! Vamos vivenciar com renovada alegria a experiência de Maria Madalena e dos apóstolos que foram ao sepulcro, e ouviram com emoção: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou!” (Lc 24,5-6). A Páscoa é uma das celebrações mais importantes da humanidade, pois ela revela que temos um Deus apaixonado por nós, que partilhou conosco o seu bem mais precioso, seu filho muito amado! A cruz não faz vencidos nem vencedores... Faz-nos IRMÃOS... Podemos escolher ser o Judas que traiu, ser Pedro que negou, ou ser Verônica que enxugou o rosto de Jesus... A escolha é sempre nossa... Esse é o milagre da vida! Desejo um Jesus Vivo em todos os nossos atos num coração misericordioso, cordes significa (coração), olhar para o outro com o coração... E então teremos um mundo melhor... Uma Páscoa de paz e de reflexão para todos nós... Jesus está vivo entre nós! Deixemos então que a Páscoa aconteça em nossos corações, pois é o momento de sair do lugar, da rotina... de transformar... de trocar uma vida gasta e empoeirada por um modo novo de ser e de viver... é ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte. Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance para melhorar as coisas que não gostamos em nós e sermos mais felizes! Uma boa e Feliz Páscoa! Então desejo que você SINTA e ESPALHE o perfume de Jesus por onde for...
 
 
Com afeto,
Beth Landim
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Simplesmente a paz...
26/04/2019 | 13h31
Se você tem sabedoria para falar, fale! Há pessoas precisando de quem lhes rasgue novos horizontes. Se tem o dom de ouvir, ouça! Há pessoas precisando falar para reorganizar os pensamentos e sentimentos. Se tem o dom de enxergar os talentos alheios, enalteça-os! Há pessoas que desabrocham por conta de alguém que lhes reconheça um dom. Se tem discernimento o bastante para fazer uma observação construtiva, faça-a! Há pessoas persistindo no mesmo erro, por falta de alguém que as alerte com carinho e firmeza. Se você não tem vocação para engajar-se em movimentos filantrópicos de grande alcance, tenha em mente que o maior bem a ser semeado começa dentro do seu lar. Oferte a sua canção, a sua poesia, a sua hospitalidade, aquele prato que ninguém sabe fazer igual. Oferte a sua diplomacia, a sua liderança ou a sua capacidade de atuar em segundo plano para o bem comum. Oferte o seu talento para contar piadas e fazer rir. A sua ternura natural no trato com crianças, idosos ou animais. A sua capacidade de manter o sangue frio nas horas de crise, quando todos em sua volta desabam. Há um jeito que é só seu e todo seu, mesmo que seja ofertar uma flor sem ser dia de nada. Mesmo que seja uma prece sincera feita no silêncio do seu quarto. Na contabilidade Divina, pouco importa se o seu jeito de semear o bem vai alcançar uma criatura ou milhões de criaturas. Você está fazendo a sua parte, de um jeito que é só seu. É só isto que realmente importa!
A letra da música - A Paz - nos diz: “Deve haver um lugar dentro do seu coração onde a paz brilhe mais que uma lembrança. Sem a luz que ela traz já nem se consegue mais encontrar o caminho da esperança. Sinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homens se fazendo irmão e estendendo a mão. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz. Se você for capaz de soltar a sua voz pelo ar, como prece de criança, deve então começar e outros vão te acompanhar e cantar com harmonia e esperança. Deixe que esse canto lave o pranto do mundo pra trazer perdão e dividir o pão. Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz. Quanta dor e sofrimento em volta a gente ainda tem, pra manter a fé e o sonho dos que ainda vem. A lição pro futuro vem da alma e do coração, pra buscar a paz, não olhar pra trás, com amor. Se você começar outros vão te acompanhar e cantar com harmonia e esperança. Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz.” ... Porque, há um jeito que é só seu, de semear o bem...
Deixo então com vocês o que Drummond maravilhosamente escreveu em Almas Perfumadas: “Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe como tem a alma perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.”
Então, seja você sempre! Do seu jeito, mas faça com que todos ao estarem ao seu lado, na convivência diária, possam ouvir e sentir a canção do amor... que todos nós podemos cantar... exalar... por um mundo melhor, uma vida feliz, não sem problemas, mas de forma que prevaleça sempre o lado bom da vida... Cantemos, então, a canção do amor em nossas vidas... sempre...
Com afeto,
Beth Landim
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Ser sincero não custa nada...
26/04/2019 | 13h29
A palavra sincera tem origem romana. Os romanos fabricavam vasos com uma cera especial tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos era possível distinguir os objetos guardados no interior do vaso. Para um vaso assim, fino e límpido, diziam os romanos: Como é lindo! Parece até que não tem cera! Sine cera queria dizer sem cera, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes. Com o tempo, o vocábulo sine cera se transformou em sincero e passou a ter um significado relativo ao caráter humano.
Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. A pessoa sincera, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração. Assim, procuremos a virtude da sinceridade em nossos corações. Sim, pois na forma de potencialidade, ela está lá, aguardando o momento em que iremos despertá-la e cultivá-la em nossos dias. Se buscamos a riqueza do Espírito, esculpindo seus valores ao longo do tempo, devemos lembrar da sinceridade, desse revestimento que nos torna mais límpidos, mais delicados. Por que razão ocultar a verdade, se é a verdade que nos liberta da ignorância? Por que razão usar disfarces, se cedo ou tarde eles caem e seremos obrigados a enfrentar as conseqüências da mentira? Por que razão dissimular, se não desejamos jamais ouvir a dissimulação na voz das pessoas que nos cercam? Quem luta para ser sincero conquista a confiança de todos, e por conseqüência seu respeito, seu amor... a dignidade da palavra firmada. Quem é sincero jamais enfrentará a vergonha de ser descoberto em falsidades. Quem luta pela sinceridade é defensor da verdade, a verdade que liberta.
Sejamos sinceros, lembrando sempre que essa virtude é delicada, é respeitosa, jamais nos permitindo atirar a verdade nos rostos alheios como uma rocha cortante. Sejamos sinceros como educadores de nossos filhos. Primemos pela honestidade ensinando-lhes valores morais, desde cedo, principalmente através de nossos exemplos. Sejamos sinceros e conquistemos as almas que nos cercam. Sejamos o vaso finíssimo que permite, a quem o observa, perceber seu rico conteúdo. Sejamos sinceros, defensores da verdade acima de tudo, e carreguemos conosco não o fardo dos segredos, das malícias, das dissimulações, mas as asas da verdade que nos levarão a vôos cada vez mais altos. Por fim, lembremo-nos do vaso transparente de Roma, e procuremos tornar assim o nosso coração.
As pessoas estão tão acostumadas a ouvir mentiras, que sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante. A única coisa que importa é colocar em prática, com sinceridade e seriedade, aquilo em que se acredita. Para Villa Lobos a sua música refletia a sua sinceridade... Por isso muitas vezes as ações são muito mais sinceras que as palavras. Vemos que a maneira de falar e de escrever que nunca passa da moda é a de falar e escrever de forma sincera... Nos diz Charles Chaplin que... “Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.”
A sinceridade não custa nada, pelo contrário, só nos faz bem. Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada. Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu jardim, a minha casa, o teu abraço, não custa nada, um beijo seu, não custa nada, a boa idéia, não custa nada, missão cumprida, não custa nada, e quando tudo parecer que está perdido de uma boa gargalhada. Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada. Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu quintal, a minha casa, o por do sol, não custa nada, a brincadeira, não custa nada, um gol de placa, não custa nada, vento no rosto, não custa nada... E quando tudo parecer que está perdido dê uma boa gargalhada... A flor do campo, não custa nada, onda do mar, não custa nada, a poesia, não custa nada, a nossa história, não custa nada, fruta no pé, não custa nada, água da fonte, não custa nada, banho de sol, não custa nada, um bom amigo, não custa nada... E quando tudo parecer que está perdido de uma boa gargalhada... Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada...
Já nos dizia Confúcio no século VI a.C. que a sinceridade é o principio e o fim de todas as coisas, sem sinceridade nada seria possível.
Ser sincero não custa nada... Ser sincero é a melhor riqueza que podemos amealhar ao longo da nossa caminhada...
Com afeto,
Beth Landim
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Amigos...
05/04/2019 | 12h27
Confúcio falava que para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade. Porém, eu particularmente, discordo em parte desta afirmação. Para mim o verdadeiro amigo é aquele que fica feliz com a sua felicidade, com o seu sucesso, com a sua realização. É muito mais difícil ficarmos felizes com a felicidade do outro, sem fazermos comparações, sem termos uma pontinha de ciúme ou inveja. Este total desprendimento, só é alcançado quando a amizade é genuinamente sincera! É lógico que precisamos dos amigos para as horas tristes ou incertas, pois para que serve um “candeeiro” se for para ficar escondido embaixo da cama!? O candeeiro serve para clarear e iluminar, assim são os amigos nas horas difíceis! Amigos nos proporcionam discernimento, fé, luz, companhia, energia, mesmo no silêncio. Um silêncio tão confiante, que diz: “Estou com você para o que der e vier!”
Ter um amigo é falar sem precisar pensar antes, é poder pensar alto e não ter censura, é ser você mesmo em total liberdade e sintonia com seus valores e desejos. É saber respeitar a individualidade e as escolhas do outro. Ser amigo é ter bom senso, mas, acima de tudo, ter um olhar sempre de esperança.
Existe um texto de William Shakespeare, intitulado “Amigo” que expressa belissimamente o verdadeiro sentido da amizade, enfatizando a diferença entre ela e o amor...
“O amor é mais sensível, a amizade mais segura. O amor nos dá asas, a amizade o chão. No amor há mais carinho, na amizade compreensão. O amor é plantado e com carinho cultivado, a amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira. Mas quando o amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho. Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração.”
Fazer amigos verdadeiros é a chance que Deus nos dá de escolher uma segunda família! E família é isso, a intercessão do amor e da amizade, regada pela fraternidade e pelo companheirismo.
Os amigos preenchem nossas vidas, nossos dias alegres e tristes! Amigos são como um tesouro precioso que precisamos guardar bem no fundo do coração, num lugar muito especial!
Entretanto existem amigos de todos os tipos e tamanhos: uns são GRANDES, outros, nem tanto, porém não importa o tamanho, os verdadeiros amigos sempre respeitarão seu modo de ser, mesmo que diferente. Eles estarão lá quando você precisar de um ombro amigo ou de um grande abraço. Um verdadeiro amigo se interessa por você como você realmente é. Eles enxergam além do preto e branco para descobrir suas verdadeiras cores, mas, às vezes, basta um olhar para fazer a sua própria música, para ir contigo para qualquer lugar, para te dar muito amor. Cultive seus amigos! Cultivar amigos demanda muito esforço, demanda tempo, mas vale à pena! Afinal, são desses encontros que virão as melhores lembranças de nossas vidas. Cultivar amigos é preservar a vida. É abrir espaço para a compreensão. É se descobrir generoso. É jamais se sentir sozinho. É agradecer os momentos juntos e preservar essa amizade com amor e carinho.
Amigos podem ser amigos para a vida inteira, por isso, pratique com eles a paciência e a tolerância, porque bons amigos são difíceis de se achar, difíceis de deixar, e sobretudo, impossíveis de se esquecer!!!
Nos diz Saint Exupéry que ... "Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso."
Dê valor as pessoas enquanto elas estão por perto… pois saudade não será motivo suficiente para que elas voltem… O ideal é ser feliz e não perfeito.
Desejo a todos os meus amigos um bom fim-de-semana pleno de paz e de harmonia!
Com afeto,
Beth Landim
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Páginas em branco...
05/04/2019 | 12h26
“Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bem pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que tinha a ver com a drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela.
O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, passava o tempo descrevendo o que via lá fora.
A janela dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...
Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!
Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som de respiração parou. De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo.
Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então o colocaram lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhando para fora da janela viu apenas um muro.”
Esta mensagem nos convida a muitas reflexões sobre a forma como encaramos as nossas dores, as nossas alegrias, os nossos problemas e as nossas dificuldades. Vemos como duas pessoas em situações semelhantes reagiram diante das possibilidades que se apresentaram para elas. Cada um de nós vê o mundo sob a ótica dos nossos horizontes.
Se buscamos avaliar as circunstâncias que nos cercam de forma positiva, seremos capazes de visualizar em um simples muro, um filme colorido, em terceira dimensão, e não só trazer alegria para o nosso coração, como também exercer a influência positiva sobre o nosso próximo, fazendo com que ele também seja capaz de partilhar conosco momentos de prazer e de alegria. Se, por outro lado, nos fechamos em nossos problemas e em nossas dores, podemos estar diante de uma das sete maravilhas do mundo e estaremos vendo um mundo preto e branco, onde tudo que há de bom não será capaz de modificar a nossa ótica diante do belo contexto.
Assim somos nós em nossa caminhada. Na maioria das vezes, não conseguimos visualizar como somos privilegiados diante de tantas tragédias e tantos sofrimentos que o mundo vive e que chegam até nós com requintes de detalhes pela mídia, pela internet, e pelas formas mais diversas de divulgação. Em muitos momentos até paramos para comentar o fato, mas não temos o hábito de analisar como somos abençoados diante de tudo que a vida nos oferta. Obviamente que passamos por dores e provações, mas na maioria das vezes nos prendemos nelas, sem força para reação, assistindo o tempo passar pela janela da nossa vida, nos dizer adeus, seguir adiante, e estes momentos nunca mais retornarão, essas oportunidades não serão mais nossas.
Com certeza passaremos por momentos que requerem de nós uma postura de recolhimento para que não sejamos repetitivos em nossas recaídas, freqüentes em nossas frustrações, negativos diante de Deus e do mundo, pessoas que perdem tempo com coisas pequenas. Mas a vida sempre nos convida a novas etapas, e o tempo não nos espera. Temos que levantar a cabeça, reagir diante de Deus, de nós mesmos, da vida, e seguir com firmeza a nossa estrada.
Cada um de nós pode, nas mesmas páginas em branco, com apenas uma frase ou uma figura, escrever um belo conto ou uma bela tragédia. Como você está olhando o mundo que te rodeia neste momento? Você sabia que é responsável não somente por você, mas também por todos que convivem com você no seu dia-a-dia. Quanta responsabilidade!
Que este texto de Ligia Barreto possa nos acordar diante da vida, das oportunidades e nos deixar com a certeza de que a vida é, sempre foi e será aquilo que nós a tornamos.
Desejo a todos uma boa semana, com a certeza de que a aquarela das cores que escolhemos para pintar o muro das nossas vidas possa estar repleta de cores bem alegres e vibrantes, nos trazendo alegrias, esperanças e muita vontade de compartilhar com todos os que nos cercam a beleza da vida que existe dentro de cada um de nós, pois o homem é do tamanho dos seus sonhos, do horizonte que vislumbra!
Com afeto,
Beth Landim
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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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