A Inutilidade e o Verdadeiro Amor
06/02/2019 | 21h31
A velhice é o tempo em que vivemos a doce inutilidade. Porque mais cedo ou mais tarde iremos experimentar esse território desconcertante da inutilidade. Esse é o movimento natural da vida. Perder a juventude é você perder a sua utilidade, é uma conseqüência natural da idade que chega. O sol do amanhã... Sob o olhar de uma cuidadora... Como você decide viver é o que faz a diferença no momento das provações, nos diz Padre Fábio de Melo, falando sobre a velhice... Quem tiver a oportunidade de assistir ao seu DVD “No meu interior tem Deus”, não deixe de ver e principalmente de ouvir com o “coração”. Vale muito a pena!!! Aqui vai um trechinho...
“... A velhice nos trás direitos maravilhosos. Enquanto a juventude é cheia de obrigações. A velhice é o tempo em que passa a utilidade e aí fica somente o significado da pessoa. É o momento que a gente se purifica. É o momento que a gente vai tendo a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama pra ficar até o fim aquele que, depois da nossa utilidade, descobriu o nosso significado. É por isso que sempre rezo para envelhecer ao lado de quem me ama. Para poder ter a tranqüilidade de não ser útil, mas ao mesmo tempo não perder o valor. Se você quiser saber se alguém te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo, quem nesta vida que pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora. E é assim que nós descobrimos o significado do amor... Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim! Feliz daquele que tem ao fim da vida a graça de ser olhado nos olhos, e ouvir a fala que diz: - Você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você!”
O que falta muitas vezes para poder resolver os nossos problemas é a simplicidade em enxergá-los. Devemos retirar os excessos. Não permitir que os nossos excessos venham obscurecer a nossa visão, ou até mesmo de nos impedir de encaminhar uma solução para aquilo que nos faz sofrer. Isso é ter fé. É a gente acreditar que Deus está ao nosso lado no momento da nossa luta, no momento da nossa dor. E que, portanto, a gente tem o direito de ser simples.
É interessante observar os movimentos de nossas mudanças interiores. Nem sempre sabemos identificar o nascimento da inadequação que gera todo o processo. O fato é que um dia a gente acorda e percebe que a roupa não nos serve mais. Como se no curto espaço do descanso de uma noite a alma sofresse dilatação, deixando de caber no espaço antigo onde antes tão bem se acomodava. É inevitável. Mais cedo ou mais tarde, os sonhos da juventude perdem o viço. O que antes nos causava gozo, aos poucos, bem ao poucos deixa de causar. Nossos valores vão se tornando mais consistentes.
Mas não precisamos necessariamente chegar à velhice extrema, para entendermos o sentido da inutilidade que leva ao amor... Perder tempo, gastar tempo, ou melhor dizendo “Ter a utilidade do seu tempo” para as coisas que nos levam aos verdadeiros sentimentos... Se permitir “jogar conversa fora” com seus filhos, seus amigos, fazer piqueniques e voltar a ser criança, andar na chuva, sentir o cheiro da terra molhada, passear na praça, na praia, no bosque... sentir a liberdade do rosto te acariciando a pele... jogar frescobol, voleibol, “buraco”, seja o que for, apenas com o intuito de reunir os amigos, e a família... Assim como faziam os homens das cavernas. Ascendiam a fogueira e ao seu redor conversavam, conversavam e conversavam... e assim os laços iam se tecendo, os abraços se alongavam e a vida mesmo na rusticidade daqueles tempos, era aconchegante!!! Tempo... sempre o tempo do Senhor a nos ensinar... Assim como na história de Alice no País das Maravilhas em que seu coelho, corria com o relógio pendurado atrás do tempo... Estamos hoje nós a fazer o mesmo... Que o tempo da inutilidade amorosa, possa ser constante no tempo de nossa utilidade existencial. Que a simplicidade faça morada em nossos corações, atitudes e sentimentos. E que nossos sentimentos estejam sempre no ritmo e no compasso do “amor inútil” aquele que traz pleno significado. Que saibamos respeitar a dor de cada hora, a esperança de cada momento, sendo ao mesmo tempo de Aço e de Flores... Que possamos sentir a esperança brotar de cada coração, nos fazendo pessoas melhores, menos complicadas, de aço, para enfrentar os desafios, mas sem perder a doçura de ser simplesmente humano... Um tempo para nos purificar... Primeiro consigo mesmo, pois muitas vezes somos nosso maior carrasco e depois com todas as pessoas que nos cercam. É essa sensibilidade de enxergar cada tempo com sabedoria, que nos levará a conhecer o significado do amor...
Com afeto,
Beth Landim
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Mais que existir, é fundamental viver!
06/02/2019 | 21h29
 Muitas pessoas não vivem. Apenas existem. E fazem grande esforço para suportar suas vidas. Na verdade, vão "levando a vida". Mas, onde fica o viver e ser feliz? Onde fica o nosso desejo latente de viver e não apenas existir?A natureza nos deu o dom de escolher como queremos ser. Temos o poder de conduzir nossa própria vida, ao invés de sermos "levados pela vida". No decorrer de nossa vida e com o passar dos anos assistimos o desenrolar dos fatos, desde a nossa realidade individual até a planetária e cósmica, com tal rapidez, que mal conseguimos digeri-los. E a palavra crise está por todos os lados. Seria ela a culpada da qualidade da nossa vida estar se deteriorando?
É claro que nem tudo depende de nossa vontade, mas, ao voltarmos a atenção para dentro de nós, constatamos que muitas coisas, além do que imaginamos, dependem unicamente do que fazemos ou de como percebemos a vida. Nosso mundo exterior é conseqüência do nosso mundo interior. Precisamos estar atentos a tudo que nos cerca e às outras pessoas, sintonizarmo-nos.
E dessa forma a crise desdobra-se em oportunidade de crescimento, reciclagem, reformulação. Vida nova! Será que nos basta nascer, crescer, trabalhar, reproduzir, existir por existir, "aproveitar a vida", envelhecer e depois morrer? Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Para que estamos aqui? Por que vivemos? Por que sofremos? Qual o resultado de nossos esforços? Estamos contentes com o que somos? Qual é o objetivo real de nossa existência?Precisamos deixar de reagir mecanicamente diante das circunstâncias da vida. Muitas pessoas vivas estão de fato mortas para todo trabalho sobre si mesmas. E que este trabalho é característica fundamental, determinante da qualidade do nosso "viver”.Assim como existe uma grande diferença entre um homem grande e um grande homem, também poderemos constatar esta analogia na forma como efetuamos o nosso percurso existencial. Afinal, vivemos porque existimos, ou existimos porque vivemos?Quando andamos não quer dizer, necessariamente, que caminhamos. Andamos às vezes sem ter o menor objetivo traçado, sem nenhuma meta a ser atingida. E ao ouvirmos um som qualquer não implica jamais em afirmarmos que escutamos. Escuta aquele que sente, aquele que busca ouvir o que não foi dito; o que ficou implícito. Há muita gente ouvindo por aí sem escutar absolutamente nada. Esses pequenos exemplos nos remetem à seguinte reflexão: viver e existir são fatores completamente opostos.
Existir é o mesmo que passar pela vida sem tê-la vivido de forma correta e intensa. Aquele que apenas existiu esqueceu de se fazer presente no livro da história, digna e plenamente. Simplesmente passou despercebido. É lamentável vir ao mundo e ter perdido a chance de ter vivido satisfatoriamente.
Viver é realizar-se plenamente, sempre voltado às ações que engrandeçam o ser humano. Vive aquele que se sente parte integrante do Universo. Vive quem faz de tudo para ver a alegria estampada na face do outro. Viver é sentir prazer em amar a Deus. Vive quem ama e respeita a natureza e todas as formas de vida. Vive quem pratica o bem. Viver é amar sempre, sempre! Vive aquele que estende a mão ao amigo que necessita. E é certo que quando estendemos a mão ao nosso irmão, Deus nos estende de imediato. Viver e existir são diferentes em essência.
Existir, apenas, será uma forma extremamente redutora de viver, considerando a passividade, a inércia que o termo "existir" possa englobar.Viver, objetivamente, significa ter a capacidade de transformar, ser ativo, ter a noção de que qualquer ser humano é algo de único.
Temos a obrigação de, nessa trajetória singular, saber o que há de profundo em cada fase, em cada encontro, as mensagens que estão sendo passadas para a compreensão desse processo de crescimento. Precisamos questionar sempre o sentido do nosso viver. A luta pelo pão de cada dia, além da questão de sobrevivência, precisa ser impregnada de outros significados.Há quem se deixe dominar pela rotina da vida, assim como, pelo contrário, existirá quem faça de cada dia uma nova razão de viver. Duas formas distintas de trilhar o mesmo percurso, embora não seja difícil constatar a fronteira entre o existir e o viver. Sendo assim, fica a lição: não basta existir, é fundamental viver!
 Com afeto,
Beth Landim
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O trem da vida
06/02/2019 | 21h24
 
Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura muito interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos que estarão sempre conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos no carinho, amizade e companhia insubstituível... Mas isso não impede que durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser mais que especiais para nós embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristeza. Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por este trem de forma que, quando desocupam seu acento, ninguém sequer percebe.
Curioso é perceber que alguns passageiros que nos são tão queridos, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o percurso, atravessemos, mesmo que com dificuldades, o nosso vagão e cheguemos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado para sempre.
Não importa, a viagem é assim, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperanças, despedidas... porém, jamais retornos. Façamos essa viagem, então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente precisaremos entender, pois nós também fraquejamos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
Eu me pergunto se quando eu descer desse trem sentirei saudades... acredito que sim. Separar-me de algumas amizades que fiz será, no mínimo, dolorido. Deixar minhas filhas continuar a viagem sozinhas será muito triste, mas me agarro à esperança de que em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-las chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar mais feliz será pensar que eu colaborei para que elas tenham crescido e se tornado valiosas.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, ou até aquele que está sentado ao nosso lado. Façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem da vida.
Enquanto estivermos embarcados neste trem e pelas suas janelas pudermos refletir a grandeza de Deus através da natureza, devemos nos lembrar sempre da gratidão a Ele pelo dom da vida. Os momentos de dor e sofrimento são verdadeiras molas propulsoras para o nosso progresso. Os momentos de alegria deixam em nós lembranças tão especiais e recorrentes que nos trazem conforto e esperança, verdadeiros alimentos espirituais.
A vida é uma construção diária, devemos fazer sempre a nossa parte, e recomeçarmos o dia quantas vezes forem necessárias para vivê-lo com simplicidade e bom ânimo. Com as nossas metas em mente devemos alimentar o nosso coração com fé e coragem, e focar nos nossos reais objetivos.
Viva intensamente! Agradeça cada dia que chega para ser vivido por você! Olhe para os lados e veja como você é um ser humano privilegiado aos olhos de Deus. Agradeça a Ele pela sua família, pelo seu trabalho, pelos seus amigos, pelos seus dons, pela sua saúde tão preciosa ... pela sua VIDA!
Desejo a todos uma viagem muito tranqüila durante a próxima semana e que as paradas seguintes possam ser nas estações da Esperança, da Confiança, do Bom Ânimo, da Coragem, da Alegria, da Gratidão, da FÉ, do AMOR e da PAZ!
Com afeto,
Beth Landim
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Sublime Vazio...
06/02/2019 | 21h23
 
Todo começo de ano paramos para refletir sobre a nossa vida. Começamos algumas mudanças, mas depois é acionado o automático e ficamos novamente no “velho” hábito da normalidade, do corre corre...
Porém, há um tempo em que é preciso tirar a roupa velha que já tem a forma do nosso corpo, para que possamos fazer a travessia... senão, corremos o risco de ficarmos a margem de nós mesmos...
E então... sem julgamentos, valoramos e analisamos nossa vida... Refletir o que temos de mais ou de menos, pensar em tudo que andamos guardando, tanto no mundo exterior, como no interior.
A milenar sabedoria oriental ensina que é preciso deixar espaço vazio para criar o novo.
Ninguém consegue colocar um móvel no lugar onde outro já se encontra. É simples assim.
Somente se desfazendo do que se tornou inútil, sem valor, podemos ir em frente e nos renovar.
Assim como não se corre atrás do vento, temos que abrir espaço para refrescar a alma, deixar de pensar no que nos decepcionou, nos amargurou ou nos deixou triste...
Deixemos o vento correr, arejar, sentir uma nova brisa acariciando e perfumando nosso corpo e nossa alma.
É a força imensurável do vazio. O vácuo tem a incrível capacidade de atrair coisas boas inéditas e trazer trepidantemente o novo. Que pode ser o “velho”, porém revigorado em energia. Mas se acumularmos objetos inúteis em casa e sentimentos negativos no coração, não sobra canto desocupado para o sublime vazio... e então nada acontece...
Pior ainda é quando guardamos por guardar, é como se não valorássemos o que temos.
A implacável lei de que é dando que se recebe, nos clarifica sempre, que quem doa sempre ganha.
Ganha por ter a consciência tranqüila do dever cumprido, do ajudar ao próximo, da escolha consciente...
Aproveite que 2019 já chegou e limpe as gavetas, armários, prateleiras, estantes e doe tudo aquilo que não serve pra você, mas que poderá ser uma grande alegria para outra pessoa. Aproveite e faça uma faxina igual nas suas emoções, no seu coração, na sua vida... Não guarde raiva, nem rancor, não gaste energia com o que não faz mais sentido... isso acorrenta a vida. Não se permita ser um depósito do “lixo emocional” dos que te cercam... Abra espaço e sinta a renovação do sublime vazio... que sempre nos traz a relativização do que realmente importa e tem valor em nossas vidas. A vida tem a cor que pintamos...
Um coração aprendiz está sempre pronto para qualquer desafio, disposto a tirar alguma lição...
Neste sentido, abrir espaços dentro de nós mesmos significa nos mantermos jovens! Não apenas jovens fisicamente, pois a saúde é imprescindível, mas principalmente jovens de espírito!!! Prontos para experimentarmos o novo, o que nunca fizemos, para nos lançarmos sem medo nos nossos desejos, ou nas mais simples coisas da vida, como correr, andar de bicicleta, cavalgar, nadar, pescar... porque não??? O vazio nos abre infinitas possibilidades de refrescar o gosto, o fazer e de sairmos da comodidade que nos deixa sempre na linha de conforto. Se arriscar faz bem ao coração, fazer o percurso invertido, nos deixa mais atentos, olhar o mundo com outras cores, muda a paisagem... ou seja se reinventar...
É isso que nos deixa bem, nos deixa vivos!!!
Muitas vezes é preciso sentir saudade de nós mesmos, para que possamos nos resgatar, nos revisitar e nos reconhecermos diante de nós mesmos... e é no sublime vazio, sem obstáculos ou censura, que podemos nos encantar olho a olho com nós mesmos, e então olhar para frente, enxergar o que somos, o que queremos ser e caminhar ao nosso encontro... experimente você com você mesmo, se esvaziar, sem censuras, refletir, para se reinventar novamente...
E por isso... os INTERVALOS são imprescindíveis... O intervalo dá pausa, nos faz parar para pensar, nos ajuda a reconhecer tudo de maravilhoso que temos... e sermos gratos! Mas penso, que sua principal missão é podermos olhar para dentro de nós e enxergarmos nossas misérias! Sim, olhar silenciosamente para nossas misérias, e tentarmos acertar o passo e o melhor compasso para uma vida simples, porém feliz... Sempre penso muito nisso... Na simplicidade das coisas... Poder sentar com a cadeira na “lagoinha” do mar, sentindo o cheiro de maresia, com a água indo e voltando a molhar nossos pés, fitando o horizonte e o pensamento livre, nas estrelas... Não há felicidade maior... E depois, um bom mergulho, furar ondas, submergir, sentir a sensação de liberdade com o sol acariciando a pele...
Então vamos nos permitir os intervalos da vida, sem pressa... eles são imprescindíveis.
Desejo a todos uma semana refrescante, de bons ventos, aproveitando todos os intervalos da melhor forma possível... e de sublimes vazios para todos...
Com afeto,
Beth Landim
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Felicidade...
09/01/2019 | 13h10
Diante de um novo ano, novas perspectivas, novos sonhos se vislumbram diante de nossos olhos! Sentimos nosso coração aquecer diante da esperança que surge com este novo tempo... mas para que esta esperança se fortaleça e tenhamos ousadia para realizar sonhos antigos e novos precisamos desenvolver algumas virtudes. Por isso desejo que neste ano de 2019 possamos ter: sensibilidade para não ficarmos indiferentes diante das belezas da vida; coragem para colocarmos a timidez de lado e podermos realizar o que temos vontade; solidariedade para não ficarmos neutros diante do sofrimento da humanidade; bondade para não desviarmos os olhos de quem nos pede ajuda; tranqüilidade para quando chegar ao fim do dia podermos deitar e dormir o sono dos anjos; alegria para distribuirmos, colocando um sorriso no rosto de alguém; humildade para reconhecermos aquilo que não somos; amor próprio para percebermos nossas qualidades e gostar do que vemos por dentro de nós; fé para nos guiar, nos sustentar e nos manter de pé; sinceridade para sermos verdadeiros, gostarmos de nós mesmos e vivermos melhor; felicidade para descobrirmos dentro de nós e doarmos à quem precisar; amizade para descobrirmos que quem tem um amigo tem um tesouro; esperança para nos fazer acreditar na vida e nos sentirmos eternas crianças; sabedoria para entender que só o bem existe, o resto é ilusão; desejos para alimentar o nosso corpo, dando prazer ao nosso espírito; sonhos para poder, todos os dias, alimentar a nossa alma; amor para termos alguém para amar e nos sentirmos amados, para desejar tocar uma estrela, sorrir para a lua, sentindo que a vida é bela, andando pela rua, para descobrirmos que existe um sol dentro de nós, para nos sentirmos felizes a cada amanhecer e sabedores de que o amor é a razão maior... para viver, mas se nós não tivermos um amor, que nunca deixemos morrer a procura... o desejo de o encontrar.
Essas virtudes com certeza nos ajudarão a abrir a janela do nosso coração e deixar a alma arejar! É essencial nos livrarmos do ranço amargo de toda mágoa e do rancor. Façamos então, uma boa limpeza na vidraça da janela do coração e com certeza enxergaremos a vida lá fora de uma forma muito melhor...
Deixemos a luz inundar tudo, apaguemos as marcas das decepções, as tristezas das derrotas, o vicio de sofrer por sofrer e acima de tudo, permitamos que o sol derreta o gelo da solidão...
Vamos nos apaixonar por um sorriso e sorrir junto, vamos amar a pessoa que o espelho reflete todas as manhãs...
Vamos escancarar a janela dos desejos e esbanjar sonhos, ninguém sonha em vão, e também não é verdade que os sonhos fogem, as pessoas é que desistem, e eles morrem...Vamos alicerçar nossos desejos com bases sólidas e construir dia a dia degraus para chegar até a nossa meta, depois recebamos os aplausos, porque lutamos e conseguimos! Nisso reside o prazer...
Em 2019 não permita que nenhuma sombra pesada amortalhe o sol, que nenhuma parede aprisione o vento e cale o som da vida. Jamais se transforme em órfão da luz... Vamos desenhar um horizonte além da nossa janela e exagerar nas cores... vamos além, muito além....
Exponha na janela toda a alegria de viver, mostre ao mundo um rosto luminoso, uma face sem rugas de preocupações, prontinha para ser acariciada, admirada e beijada...
É essencial ampliar a essência da ternura, semear a brisa num gesto, numa frase doce ou num suspiro. Seguramente alguma alma comovida escutará e devolverá o eco da nossa voz...
Desviemos nosso olhar das coisas tristes e infelizes, vamos transformar em oásis toda aridez que aparecer e jorrar positividade em abundancia, através da nossa janela... É preciso sonhar além da janela, plantar flores e colher encantamento. Vamos ser semeadores de felicidade, fazendo-a se espalhar e contaminar toda a terra...
Tudo isso, todas essas virtudes e atitudes nos levarão ao encontro diário e permanente com a felicidade, porque felicidade não é uma chegada, é um permanente caminhar.
Assim, o que importa é que procuremos a cada dia nossa felicidade, esse bem precioso! Que nunca esqueçamos a sensação de tê-la conosco. E, acima de tudo, apesar dos percalços da vida, nunca devemos parar de buscá-la e obtê-la, pois a vida não possui sentido sem momentos sublimes e indescritíveis que nos deixam sem palavras, mas com um misto de sentimentos bons, nos tornam seres em busca da completude.
É isso que desejo para todos em 2019, que vivamos em busca permanente deste sentimento que nos faz rir, chorar e nos sentirmos vivos! Felicidade é... sentir tudo que a vida tem a nos oferecer. É sorrir do que nos faz chorar. É sentir o que nos faz sonhar. É esperar um amanhã melhor. É o amor sincero, sem culpa, sem mágoa, pleno, puro! Não fique procurando a FELICIDADE nas coisas que você ainda não tem. Ser feliz é saber aproveitar o que se tem, contudo, isso não quer dizer que você deva abandonar seus objetivos, significa que você precisa aprender a aproveitar aquilo que tem, e trabalhar para conquistar aquilo que deseja.
Por isso em 2019, não espere a felicidade vir das pessoas, pois ela já está dentro de você apenas aceite-a e viva feliz!
Com afeto,
Beth Landim
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Um amor para se demorar...
09/01/2019 | 13h06
Um ano novo verdadeiramente novo... Em que as famílias e as pessoas possam se amar com pureza d´alma... Um ano sem medidas para o amor, em que a família esteja sempre em nosso cardápio, pois para fazermos uma família precisamos de vários e muitos ingredientes... Família é um prato difícil de preparar... porém delicioso para degustar, saborear sem pressa. Construir uma família exige coragem e devoção, paciência, abnegação, cuidado, carinho, “ser ouvido e saber ouvir”. Não é para qualquer um, mas para os que desejam verdadeiramente querer viver esse espírito... “O tempo põe a mesa, entre escolhas e determinação vem o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todos. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão, comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? – Solou, endureceu, mudou antes do tempo... Este, o mais gordo e generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.”
E assim vamos construindo as famílias com temperos exóticos e especiarias, se misturados com delicadeza, tornamos a família mais colorida, interessante e saborosa. Tem gente que ainda acredita na família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe. “Família à Oswaldo Aranha”, “Família à Rossini”, “Família a Belle Meunière” ou “Família ao Molho Pardo” – em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família do seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada – seriam assim um tipo de “Família Diet”, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. E por isso, eu quero agradecer a família que eu tenho, firme e delicada, sempre quente e cuidadosa, nunca morna... temperada com alegria, entusiasmo, sensibilidade e por muitas vezes sensitiva aos nossos sentimentos... Uma família, de várias vozes, várias opiniões, mas uníssona na alegria e na dificuldade... Em que somos “um por todos e todos por um”... Uma família que se reúne todo domingo, na casa dos meus pais – Elza e Amaro (onde ele estiver) – por quem sou apaixonada e agraciada por tê-los em minha vida, ao redor da mesa para conversar, com tios e irmãos, para rir, chorar, jogar conversa fora... onde o beijo e o abraço são sempre constantes... E em se falando de família, não poderia deixar de registrar o presente que ganhamos no primeiro dia de janeiro de 1989... Falo de Juliana e Rafaela, minhas filhas que chegaram com cheiro de amor, do novo, de gostosura, de aconchego no colo, de pureza de criança... Um presente dobrado que se repete todos os dias em minha vida... Um presente incalculável... Embora gêmeas, completamente diferentes... fisicamente, emocionalmente, no temperamento, mas igualmente amadas, desejadas, firmes no caráter e nos valores, amigas dos amigos, filhas de garra extrema, de quem sabe o que quer no mundo... Mas acima de tudo, extremamente carinhosas, cuidadosas, onde um simples olhar é o suficiente para nos entendermos e sabermos exatamente sentir o diálogo apenas com o silêncio... E então, não há nada melhor do que um amor que a gente queira se demorar nele... Sabe?! Poder demorar naquela pessoa, não sair de perto, ficar encostadinha, conversando com os olhos e com os sentimentos... é desse amor DEMORADO que hoje falo especialmente para Rafaela e Juliana, que completam 30 anos de uma imensidão de amor... Um amor leve e atento, cuidadoso e aventureiro (sim, porque além de nossas viagens, das cavalgadas, das trilhas, dos piqueniques, das subidas no morro, do stand up, elas ainda inventaram esse ano o futevôlei, e estão craques...), pois gostamos de desafios. Duas filhas aplicadíssimas em tudo o que fazem!! Vocês me orgulham de ser sua mãe e me fazem aprender todos os dias com vocês... Desejo este mesmo amor que se DEMORA, para as pessoas que vocês amam... com toda a intensidade que sinto por vocês, incalculável pela imensidão do mar, no melhor abraço quando estamos juntas... Por tudo isso quero agradecer... Agradecer e desejar muita felicidade para vocês duas e para todas as famílias, que “a moda da casa”, se esmeram nos seus temperos, procurando sempre o melhor sabor para degustar a vida... Assim, convido a todos a agradecer a Deus pelo ano que passou, por tudo que aprendemos e acreditamos... vamos agradecer por estarmos recomeçando e entrando em um Novo Ano... Com certeza, Deus está olhando por cada um de nós e nos trará um ótimo ano. Ao longo desses anos, aprendi que nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos, mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco! Obrigada a cada um que embelezou minha vida ao longo de 2018! Ao reavaliar o percurso que fizemos ao final do ano e pensar no ano novo que se aproxima com o bater das badaladas, constatamos que, a cada dia, com cada decisão, com cada gesto e atitude tomados, vamos construindo a nossa história sem que ela possa ser refeita. Por isso, devemos concentrar nossas energias em nossos sonhos e em nossos desejos...
Assim, neste NOVO ANO que se inicia, desejo que possamos caminhar mais e mais juntos em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAÚDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR! Que este Ano Novo seja de união entre os homens. Que a felicidade reine em nossos corações. Que ninguém fique sem o pão de cada dia. Que a esperança e o amor estejam dentro de cada um, para um Ano Novo muito melhor... Que nesse ano, Deus nos traga Paz! Que as diferenças não justifiquem problemas, mas que mostrem soluções diferentes. Que nesse ano, a força seja das boas palavras, e que as palavras sejam ouvidas, que o poder não derrube paredes sobre as pessoas, mas que destrua barreiras entre elas. Que nesse ano, os governantes não se esqueçam de que a história não eterniza a vida, frágil e passageira, mas apenas pensamentos e ações!
Quero agradecer pelo sorriso diário. Agradecer de peito aberto, de alma explosiva… Hoje, quero parar e agradecer, a cada um e a todos que fizeram, fazem e farão sempre parte de minha história! E que cada um encontre o amor para se demorar...
Com afeto,
Beth Landim
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Tudo depende do nosso olhar...
09/01/2019 | 13h04
 
 
Tudo depende do nosso olhar! Se pararmos para pensar até a nossa entonação ao falarmos com as pessoas, muda o curso da ação, de acordo com o sentimento que levamos na voz! E assim é em tudo na nossa vida!! Então devemos cultivar dentro de nós a esperança... sim do verbo esperançar... Eu tenho dentro de mim uma dose enorme de esperança... nuca a perco de vista, não desisto dos meus sonhos, posso esperar um longo tempo, mas o tempo bom sempre chegará! Meu pai sempre me chamava carinhosamente de “chatonilda”, porque ele falava: você, “chateia, chateia, chateia... até conseguir”... Penso que era a forma carinhosa dele me falar: “Você nunca perde a esperança e sempre vai atrás dos seus sonhos até consegui-los...”. E pra mim Natal é muito disso... de ter esperança de que as famílias se entendam melhor, de que a paz no mundo seja possível e seja uma meta de todos nós.
Um clima de sonho se espalha no ar..., pessoas se olham com brilho no olhar, é Natal, é tempo de amor, de amizade, de bondade, de rever nossa criança interior, pois a criança traz em si a pureza, o amor genuíno!!! É tempo de amor, todo mundo é igual!!! É tempo de milagre concretizado no nascimento de Jesus. Ele, com toda a certeza, deseja muita paz e que todos façam de suas vidas e de seus testemunhos de fé, milagres cotidianos. O céu se ilumina em homenagem a este dia tão sagrado entre todas as famílias... E que bom se a gente pudesse fazer com que fosse Natal todo dia... É preciso sentir o Natal cotidianamente em nosso interior, porque o milagre do Natal está no sorriso do dia-a-dia, na gentileza para com o outro, na compaixão dos sofrimentos, na alegria dos filhos, amigos, família, na sinceridade dos sentimentos... Ser sincero é sentir nossa “alma lavada”, sempre em paz... Os velhos amigos irão se abraçar, se reencontrar, juntando-se aos novos e formando uma só família. Os desconhecidos irão se falar, e quem for criança vai olhar pro céu, fazendo um pedido pro Velho Noel... E como nos diz a música: “Se a gente é capaz de espalhar alegria, se a gente é capaz de toda essa magia, eu tenho certeza que a gente podia, fazer com que fosse Natal todo dia! Um jeito mais manso de ser e falar, mais calma, mais tempo pra gente se dar... Diz-me porque só no Natal é assim? Que bom se ele nunca tivesse mais fim!!!”. Desejo que o Natal perdure em nossos corações, que seja pra todos, sem distinção! Que tenhamos sempre um gesto, um sorriso, um abraço, o que for, o melhor presente é sempre o Amor!!! Neste Natal, abrace seu filho, seu namorado, marido, pai e mãe, abrace os amigos... Abrace a você! Pois nós merecemos, e em primeiro lugar devemos nos amar, só então poderemos amar o próximo!
Há quanto tempo você não realiza seus próprios desejos? Se presenteie! Você merece! Olhe pra dentro de você, pense nos seus desejos, vá ao fundo de sua alma e busque, busque com muita intensidade a Felicidade! Porque a felicidade não está em outras pessoas, (pois quando isso acontece nos tornamos refém do “outro”) a felicidade faz morada dentro da gente! Perdoe as desavenças, seja flexível, dê aquele telefonema, nem que seja apenas para matar a saudade... Mas faça, faça tudo que seu coração deseja! Relativize, não seja tão duro com você mesmo! Às vezes, somos nosso maior carrasco... Inverta a ordem das coisas, improvise, aproveite, busque sua PAZ e sua Felicidade. Natal é tempo de celebrar o Nascimento de Jesus! E não importa sua religião, pois como diz o Dalai Lama: “A melhor religião é aquela que te leva a Deus”. Encontrar Jesus, conversar com Ele, pedir, agradecer, enfim, REZAR!!! Para que o mundo possa ter mais PAZ e menos GUERRAS, que as pessoas sejam honestas e sinceras.
Desejo neste Natal, que você encontre Jesus em seu coração. E, à frente de qualquer palavra que expresse seu desejo de um Feliz Natal, O encontre em suas ações. Que você encontre Jesus no momento em que pegar nas mãozinhas delicadas de seu filho, lembrando-se das mãozinhas pedintes, quase sempre sujas da calçada, que só sabem o que significa rudeza. Que você O encontre no abraço de um amigo, lembrando-se dos tantos que só têm a solidão como companheira. Que você O encontre na feição do idoso da sua família, lembrando-se daqueles que tanto deram de si a alguém, e hoje são esquecidos até pela família. Que você encontre Jesus na bênção de sua mesa farta e no aconchego de sua família, lembrando-se daqueles que mal se alimentam do pão e sequer um lar têm. Que você O encontre não apenas no presente que troca, mas principalmente na vida que Ele lhe deu como presente. Que você lembre-se, então, de agradecer por ser uma pessoa privilegiada em meio a um mundo tão contraditório! Esse é o real sentido do Natal: a celebração do nascimento de Jesus, a Sua vinda a esta terra, como Salvador. Neste natal, sinta-se convidado a conhecê-lo melhor e sintonizar-se com Ele, através de todas aquelas pessoas que compartilham vida, experiências e esperanças com você. Além disso, aproveite para perdoar e reconciliar-se com aqueles que te magoaram ou a quem você magoou. Natal também é tempo de reconciliação, de compreensão, de amor incondicional e de libertação interior. Nesta época de tantos presentes... Desejo a todos um presente muito especial: que Jesus seja presença real e significativa em seus corações, transformando espiritualmente as dores em amores, as tristezas em alegrias, a doença em saúde, o conflito em PAZ INTERIOR e em FELICIDADE PROFUNDA! Mas que acima de TUDO tenhamos FÉ!
“Se a gente é capaz de espalhar alegria, se a gente é capaz de toda essa magia, eu tenho certeza que a gente podia, fazer com que fosse Natal todo dia”!
Sinta o perfume no ar! Que a magia do Natal impregne sua alma, sua família, seus amigos, porque o melhor presente é o AMOR!!! Então receba com todo o carinho, meu amor por você...
Com afeto,
Beth Landim
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Bordando a vida...
09/01/2019 | 13h03
 
Analisando um bordado, podemos sentir as várias matizes de cores... as nuances das combinações, o degradê que vai do suave a mais forte cor, as texturas das linhas que se entrelaçam... e no entrelaçar dos pontos podemos tecer pontos de amor... O verso ou inverso do bordado, na maioria das vezes, não traduz a beleza do mesmo, mas nos mostra com clareza sua suavidade, sua força, a direção das linhas para criar o todo... No laço e no entrelaço vemos o nó, mas sobretudo os nós, que quando entrelaçados traduzem as mãos de quem borda. E, neste sentido é a nossa vida... O que trazemos no inverso é consistente, é tecido dia-a-dia. Erramos o ponto e desmanchamos os fios dados, para tecer novamente... E essa é a graça que Jesus nos professa. Poder refazer a cada dia o bordado das nossas vidas de forma mais suave, com cores que iluminam, irradiam, que nos trazem paz e coragem, suavidade e fortaleza, nos transportam sempre para uma nova oportunidade e nos desafiam a lutar e vencer o dia-a-dia... Há que ter mãos treinadas e delicadas, ou muitas vezes mãos fortes para os longos bordados... mas com toda certeza, há que ter mãos predestinadas ao querer bem, fazer o bem sem olhar a quem... mãos que veem com o coração... Que mesmo com os olhos fechados sabem sentir a textura e “enxergar” o brilho de cada ponto dado... a isso chamamos sensibilidade... Sensibilidade para afetar o outro com linhas que entrelaçam nossas vidas... que sejam linhas macias, suaves, que cheguem até nós como uma brisa leve... Há que ter mãos que possam acalentar, acariciar, indicar caminhos, mesmo na dúvida... pois podemos refazer o bordado a qualquer tempo... Há que ter mãos que falem a linguagem dos sinais, e dentre elas a linguagem do amor que é universal... Há que ter mãos que queiram tecer juntas... e então um bordado junto a outro bordado, tecerá lindos tapetes, que nos permitam voar... E ao voar sentirmos a brisa leve, o cheiro de liberdade, pessoas a flutuar com suavidade para onde o tapete nos levar... Há que ter mãos para bordar várias toalhas de mesa... e a cada refeição com todos reunidos, que possamos constituir verdadeiras famílias... feitas de sangue, mas sobretudo de amizade...
O bordado, assim como a vida, nos permite enxergar a importância fundamental de um ponto, uma cor, uma linha... mas sobretudo nos permite enxergar que é o ponto que faz o todo... e o todo está dentro de cada ponto! E este sentimento de pertença, vincula o ponto ao bordado, num único laço, que primeiro deve ser apreciado e amado por quem está tecendo e depois unido aos vários outros bordados para trazer beleza à vida! Há que ter mãos que inovem novos bordados, novas combinações, imagens talvez indecifráveis, que só os que anteveem o futuro sejam capazes de apreciar... Essas mãos possuem doses de coragem, assumem riscos, são desafiadoras, mas com certeza fazem história... Há bordados que dizem tanto que formam tendências... pois sua essência transcende a forma... Há que ter mãos flexíveis, que confiem a ponto de dar pontos de olhos fechados, a isso chamamos de fé... Entregar-se. Temos a liberdade de tecer o que quisermos... alguns carregam nas tintas, mas mesmo escurecidas... tem a oportunidade de refazer o bordado... E esta é a beleza da vida... Fazer e refazer, errar e aprender, crescer a cada dia, fazer de cada amanhecer um dia luminoso. Às vezes fico a pensar que é tão fácil ser feliz, tão simples a vida, porque rebuscamos tanto o bordado?!
Há que se pensar na poluição visual do bordado... o menos é mais... sempre e neste sentido devemos avaliar até o excesso de amor... que também é prejudicial... pois não deixa o “outro” crescer... Então, que neste tempo do Advento, possamos desmanchar alguns pontos e nós que destoem do bordado que estamos tecendo... Dá trabalho?! Com certeza... Mas vale a pena corrigir, voltar atrás, refazer, trazer a beleza de volta, dar um ponto mais apertado, com laço de doçura e reflexão... pois há que ter mãos que sempre estejam prontas para mais um ponto... para tecer um desejo ardente de deixar a vida “bela”, não desistindo nunca de vislumbrar a “obra” pronta, que nunca se apronta, pois estamos por nos fazer e refazer a cada dia de nossa existência... e nesse caminho, o caminhante se inventa e reinventa para a vida... pois vale a pena acreditar, vale a pena bordar, vale a pena amar...
Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino e seja feita a tua vontade. Pai, meu pai do céu eu quase me esqueci que o teu amor vela por mim e que seja feito assim. O alimento desse dia, dai-nos agora e sempre, e perdoai nossas ofensas, de um modo maior, com que perdoamos... Pai, meu pai do céu eu quase me esqueci, que o teu amor vela por mim e que seja feito assim... E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos de todo o mal... Amém...
Convido, então, a cada um para que ao terminar de ler este artigo, o faça cantando, pois quem canta reza duas vezes... a oração do Pai Nosso, enviando essa energia para todos, neste período do Advento... e se energizando também para espalhar pontos de luz, esperança e amor neste Natal...
Um ponto, um cheiro e um beijo com carinho...
 
Com afeto,
Beth Landim
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A Janela
07/12/2018 | 12h39
Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bem pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que tinha a ver com a drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela.
O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, passava o tempo descrevendo o que via lá fora.
A janela dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...
Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!
Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som de respiração parou. De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo.
Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então o colocaram lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhando para fora da janela viu apenas um muro.
Esta mensagem nos convida a muitas reflexões sobre a forma como encaramos as nossas dores, as nossas alegrias, os nossos problemas e as nossas dificuldades. Vemos como duas pessoas em situações semelhantes reagiram diante das possibilidades que se apresentaram para elas. Cada um de nós vê o mundo sob a ótica dos nossos horizontes.
Se buscamos avaliar as circunstâncias que nos cercam de forma positiva, seremos capazes de visualizar em um simples muro, um filme colorido, em terceira dimensão, e não só trazer alegria para o nosso coração, como também exercer a influência positiva sobre o nosso próximo, fazendo com que ele também seja capaz de partilhar conosco momentos de prazer e de alegria. Se, por outro lado, nos fechamos em nossos problemas e em nossas dores, podemos estar diante de uma das sete maravilhas do mundo e estaremos vendo um mundo preto e branco, onde tudo que há de bom não será capaz de modificar a nossa ótica diante do belo contexto.
Assim somos nós em nossa caminhada. Na maioria das vezes, não conseguimos visualizar como somos privilegiados diante de tantas tragédias e tantos sofrimentos que o mundo vive e que chegam até nós com requintes de detalhes pela mídia, pela internet, e pelas formas mais diversas de divulgação. Em muitos momentos até paramos para comentar o fato, mas não temos o hábito de analisar como somos abençoados diante de tudo que a vida nos oferta. Obviamente que passamos por dores e provações, mas na maioria das vezes nos prendemos nelas, sem força para reação, assistindo o tempo passar pela janela da nossa vida, nos dizer adeus, seguir adiante, e estes momentos nunca mais retornarão, essas oportunidades não serão mais nossas.
Com certeza passaremos por momentos que requerem de nós uma postura de recolhimento para que não sejamos repetitivos em nossas recaídas, freqüentes em nossas frustrações, negativos diante de Deus e do mundo, pessoas que perdem tempo com coisas pequenas. Mas a vida sempre nos convida a novas etapas, e o tempo não nos espera. Temos que levantar a cabeça, reagir diante de Deus, de nós mesmos, da vida, e seguir com firmeza a nossa estrada.
Cada um de nós pode em uma mesma página em branco, com apenas uma frase ou uma figura, escrever um belo conto ou uma bela tragédia. Como você está olhando o mundo que te rodeia neste momento? Você sabia que é responsável não somente por você, mas também por todos que convivem com você no seu dia-a-dia. Quanta responsabilidade!
Que este texto de Ligia Barreto possa nos acordar diante da vida, das oportunidades e nos deixar com a certeza de que a vida é, sempre foi e será aquilo que nós a tornamos.
Desejo a todos uma boa semana, com a certeza de que a aquarela das cores que escolhemos para pintar o muro das nossas vidas possa estar repleta de cores bem alegres e vibrantes, nos trazendo alegrias, esperanças e muita vontade de compartilhar com todos os que nos cercam a beleza da vida que existe dentro de cada um de nós, pois o homem é do tamanho dos seus sonhos, do horizonte que vislumbra!
Com afeto,
Beth Landim
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Miseráveis em Reis...
24/11/2018 | 11h23
 
Um dia, uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: “Que tamanho tem o universo?” Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: “O universo tem o tamanho do seu mundo”.... Nos diz Augusto Cury. Perturbada, ela novamente indagou: “Que tamanho tem o mundo?” O pensador respondeu: “Tem o tamanho dos seus sonhos”. Se os seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Shakespeare disse que “quando se avistam nuvens, os sábios vestem seus mantos”. Sim! A vida tem inevitáveis tempestades. Quando elas sobrevêm, os sábios preparam seus mantos invisíveis: protegem sua emoção, usando sua inteligência como paredes e os seus sonhos como teto.Os sonhos regam a existência como sentido. Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalhos, sua emoção não terá romance.Moisés, Buda, Confúcio, Sócrates, Platão, Sêneca, Abrahan Lincoln, Gandhi, Einstein, Freud, Thomas Edson, Machado de Assis, John Kennedy, Agostinho, Madre Tereza de Calcutá, Madre Mazzarello, Dom Bosco e muitos outros foram grandes sonhadores.Estes homens e mulheres mudaram a história porque tiveram grandes projetos. Tiveram grandes projetos porque tiveram grandes sonhos. Seus sonhos aliviaram suas dores, trouxeram esperança nas perdas e renovaram suas forças nas derrotas. Seus sonhos transformaram sua inteligência num solo fértil. Assim, os sonhos são como os ventos. Você os sente, mas não sabe de onde vieram e nem para onde vão. Eles inspiram o poeta, animam o escritor, arrebatam o estudante, dão ousadia ao líder. Os jovens de hoje estão perdendo a capacidade de sonhar! Eles estão adoecendo coletivamente. São agressivos, mas introvertidos; querem muito, mas se satisfazem com pouco. A solução é investir na valorização da capacidade de sonhar e na educação, pois só se realiza aquele que tem um sonho, quem tem um ideal. Sonhos trazem saída para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos nos fazem construtores de oportunidades. A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença dos sonhos faz, de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz, de jovens, idosos. Por isso, não podemos nunca parar de sonhar, de desejar, de acreditar que é possível construirmos uma família, um trabalho, uma cidade, um país, um mundo melhor. É preciso acreditar que os sonhos são para sempre, e que, se os semearmos em nossas mentes e corações, seremos e poderemos fazer muito mais do que imaginamos. Dessa forma, o sonho é o impulsionador para que possamos dar os primeiros passos rumo aos nossos objetivos. Sonhamos porque existe um Deus que também sonha conosco e por nós. Um Deus que é o arquiteto do universo e que, por trás da cortina da nossa existência, tem um plano para cada um. Porém, só os mais sensíveis ouvem sua voz. Esse é o segredo da felicidade, da realização: descobrir o sonho que o Arquiteto da vida tem para cada um. Mas aí está o desafio: ter a coragem de lutar para realizar o plano que Deus tem para cada um de nós. Devemos lutar sem esmorecer, nos lembrando de recomeçar a cada manhã. Devemos lutar sem olhar para trás, nos lembrando que cada passo que damos é um novo caminho que se descortina a nossa frente, nos fazendo vislumbrar outra auroras em nossas vidas. Devemos lutar caminhando e sentindo o frescor da brisa de Deus, que nos convida sempre a asserenarmos as nossas emoções e a sermos felizes e sobretudo gratos, por tantas bênçãos que recebemos. Quando assim fazemos, sentimos a liberdade que ecoa em nossos corações por nos permitirmos olhar e sentir a vida com amor e leveza, com inspiração e alegria, com cores e amores, com sentimentos de esperança e de muita paz. O caminho se faz ao caminhar. As lutas fazem parte, porém a essência deste caminho está em nosso foco com relação a nossa vida, aos nossos sonhos e as nossas construções. Que façamos a nossa parte enquanto temos tempo... Ah... o tempo... senhor da razão... nos traz sempre todo o entendimento que necessitamos em quaisquer circunstâncias que a vida nos leve a viver. Portanto, nunca pare de sonhar, não permita o envelhecer da sua alma, alimente sempre os seus sonhos com o frescor da juventude... e seja imensamente feliz, lembrando-se sempre que é sempre tempo de recomeçar.
Com afeto,
Beth Landim
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Sobre o autor

Elizabeth Landim

bethlandi[email protected]