A magia que existe dentro de você...
01/12/2017 | 13h50
 
Se a desilusão atingir sua alma, devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades, pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você em apenas um dia, uma hora, um minuto…Olhe para trás e veja o quanto você já caminhou e o quanto cresceu colhendo em cada trilha amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis…Se a preocupação com encargos do dia-a-dia tomar sua mente e enfraquecer o seu corpo, despertando o nervosismo e o estresse, olhe o horizonte e tente descobrir as saídas para os problemas ao invés de lamentar!Você é capaz de tudo desde que acredite em si mesmo, pois todos nós temos uma força, uma magia magnífica dentro de si. Rotina é uma palavra que não existe, pois cada dia traz consigo pequenas surpresas e cada pequeno gesto guarda uma imensa felicidade! Mas diante dessas constatações, fiquei me perguntando: Por que será que algumas pessoas olham para suas vidas, seus problemas e vitórias de modo tão diferente? Por que algumas pessoas vêem mágica em suas vidas e outros não? A diferença, talvez, esteja nestes aspectos:Acredite na mágica força que existe dentro de você. Toda pessoa é um ser mágico, sua concepção e nascimento foi uma grande obra da natureza. Acredite, existe um grande poder dentro de você, um poder que é capaz de mudar suas atitudes, influenciar o meio em que você vive. A escolha é sua! Você pode decidir entre realmente fazer a diferença ou ser mais um no meio da multidão. Mas, saiba que como todo bom mágico é preciso muito trabalho e perseverança para estar entres os melhores. Acreditar nos seus dons, nos seus sonhos, no seu talento é a base para construir uma carreira de sucesso. Experimentem novas cores em sua vida.Provoque e construa mudanças positivas. Experimente uma nova vida colocando novos temperos em seu dia-a-dia. Crie novos hábitos como a leitura, o trabalho voluntário, opinar e dar mais idéias no ambiente de trabalho. Não mude tudo! Não seja radical, comece com pequenas mudanças no comportamento. Quer ser mais paciente, menos ansioso, pratique a meditação. Quer ter mais pique no trabalho, pratique mais atividades físicas. Comece trocando 2 ou 3 maus hábitos por outros mais saudáveis.
Mude sua percepção sobre os fatos, procure ver o contexto, não tire conclusões precipitadas, somente decida ou comente algo quando estiver convicto que vale a pena fazê-lo. Crie momentos mágicos. Tenha o bom humor, o alto astral sempre como aliado. Procure iluminar o lugar em que você vive. Demonstre seu entusiasmo pela vida, paixão naquilo que faz, agradeça sempre ao Criador por tudo o que você tem e é. Acredite: problema sério é problema de saúde, o resto você pode, deve e vai superar. Tenha sempre essa certeza. Não faça tempestade em copo d’água, não crie problemas imaginários e pare de procurar “problemas onde eles não existem”, cuidado pois um dia pode acabar encontrando.A vida é curta demais para torná-la um grande peso, seja pró-ativo e foque a solução do problema. Depois ensine seus momentos mágicos, pois a partir do momento em que você conhece novos truques para encantar seus expectadores, é hora de repassar seus conhecimentos e nova filosofia de vida. Divulgue e treine as pessoas à sua volta. Peça sempre um sorriso, faça questão de um “bom dia” diferente, estimule pensamentos positivos, aceite sugestões! Lembre-se mantenha a porta e o coração abertos e aumente a auto-estima de toda e qualquer pessoa que conviva com você. A velha e boa história de “faça o bem, não importa a quem” vai se tornar um grande impulso para novos saltos em sua vida. A decisão é sua. A magia está dentro de você. Tá na hora de procurar onde você tem deixado sua varinha de condão.
E depois de tudo isso, olhe para si mesmo e veja o quão especial você é… Imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas, valorize as suas qualidades e tente corrigir seus defeitos (o que é realmente difícil) e saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar, cair e aprender com os erros, por ser capaz de escrever uma história única, como nenhuma outra… Pense nisso… Ouse sonhar, pois os sonhadores vêem o amanhã. Ouse fazer um desejo, pois desejar abre caminhos para a esperança e ela é o que nos mantém vivos. Ouse buscar as coisas que ninguém mais pode ver. Não tenha medo de ver o que os outros não podem.Acredite em seu coração e em sua própria bondade, pois, ao fazê-lo, outros acreditarão nisso também. Acredite na magia, pois a vida é cheia dela, mas, acima de tudo, acredite em si mesmo… Porque dentro de você reside toda a magia da esperança, do amor e dos sonhos de amanhã.
Desejo uma maravilhosa semana para você!
Com afeto,
Beth Landim
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Coisas simples... grandes ensinamentos!
01/12/2017 | 13h48
 
Outro dia li um texto muito interessante de Ninon Rose Hawryliszyn e Silva e gostaria de transcrevê-lo, pois traz uma reflexão profunda e nos leva a repensar sobre a forma como encaramos os desafios que existem em nossas vidas!Em seu texto, Ninon conta: “Estes dias vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas, nem por isso, a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo a um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa. A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha. Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.” Lembrei-me ainda do ditado popular: “Nadou, nadou e morreu na praia.” Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Elas pareciam alegres na tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco. Imediatamente, comecei a refletir sobre minhas experiências. Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades? Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la. Invejei a persistência, a força daquela formiguinha. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi a Jesus que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia. Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas. Que eu pudesse ter a inteligência, a sabedoria dela, para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais. Que eu tivesse a humildade para partilhar, com os outros, o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário. Pedi a Jesus a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo
ver, com nitidez, o caminho a percorrer. A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada. Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecida em minha caminhada. Agradeci a Jesus por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela. Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente. ”Este texto nos deixa a lição de que a vida é um aprendizado e que se pararmos para refletir, as coisas mais simples (assim como a pequena formiga), muitas vezes, são aquelas que mais nos ensinam a valorizar a natureza divina que é vida! A história da formiga nos ensina que a razão de nossas vidas somos nós, nossa família e nossos amigos. Afinal, foi com ajuda que ela conseguiu colocar a folha dentro do buraco. Vale lembrar que a nossa paz interior deve ser nossa meta de vida. E quando sentirmos um vazio na alma, quando acreditarmos que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, é fundamental remeter nosso pensamento para Deus, pois ele fará brilhar a divindade que existe em nosso interior.E lembre-se: Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivo longe demais de suas mãos. Abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas profissionais, financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, pois você é reflexo do que pensas diariamente. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las." Pense nisso e tenha uma boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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O preço de um milagre...
01/12/2017 | 13h46
 
Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão. Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros. Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio. Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou! - O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta. - Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre. - Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico. - O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre. - Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo. - Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa. O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava. - Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro. - Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande. - Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso. - Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos! Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse: - Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa. Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa. Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa: - Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria? A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.
Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos. Lendo esta outra lenda, vemos como elas se completam, pois a fé, a paciência, a persistência, a pureza e a bem querença para vencermos os períodos difíceis fazem também toda a diferença. A humildade nos períodos de bonança nos faz mais sábios...
E esta outra estória vem de encontro a anterior... Certa vez, um imperador assumiu o trono de seu reino disposto a fazer um grande governo. Com esse objetivo, convocou todos os sábios da região, para que eles apresentassem conselhos sobre como ele deveria agir para cumprir a difícil tarefa. Os sábios reuniram se durante vários dias e depois de muitas reflexões concluíram que a melhor forma de ajudar o novo rei era dar lhe dois envelopes, cada um com um conselho. Retornaram ao rei e lhe entregaram os envelopes explicando que cada um continha um conselho precioso e somente deveriam ser abertos em momentos determinados. O primeiro envelope era azul. Explicaram ao rei que ele deveria ser aberto quando o reino estivesse caminhando muito bem. O outro era verde e deveria ser aberto somente quando o reino estivesse passando por problemas terríveis. Depois de alguns anos, o país prosperava, não havia guerras e o povo estava muito feliz com tudo o que tinha conquistado. O rei estava tão satisfeito com seu reinado que decidiu abrir o envelope azul. Nele encontrou um dos conselhos dos sábios:
O que está acontecendo não é para sempre! Isso vai passar, esteja preparado!
O rei ficou um pouco perplexo, pois esperava algum conselho mais grandioso e positivo, e não um alerta sombrio. De qualquer forma, continuou seu reinado e alguns anos depois houve uma série de acontecimentos terríveis. Uma grande seca atingiu a região e, pela primeira vez, seu povo sentiu fome. Também surgiram algumas pragas que acabaram com as plantações e trouxeram muitas doenças. Os eventos climáticos afetaram outros países próximos, e a disputa por alimento provocou conflitos com os reinos vizinhos. O rei estava muito triste. Sentia se impotente, derrotado e sem alternativas. Lembrou se do envelope azul e do conselho que havia recebido e, mesmo relutante, decidiu abrir o envelope verde. Lá encontrou a seguinte frase:
O que está acontecendo não é para sempre! Isso vai passar, esteja preparado!
Como nos diz Exupéry... “As pessoas podem ser dividas em três grupos: os que fazem as coisas acontecerem;
os que olham as coisas acontecendo; e os que ficam se perguntando o que foi que aconteceu. Nosso caráter é aquilo que fazemos quando achamos que ninguém está olhando.” Portanto, vamos sempre em frente tendo em vista que o nosso caminho depende das nossas escolhas, para tanto devemos estar sempre preparados para todos os imprevistos do caminho, na certeza plena de que nada é ao acaso. Façamos sempre a nossa parte interagindo com todos os ventos que sopram em nossa direção... sejam eles ventos bons ou ventos fortes... pois tudo passa em nossa vida... e quando sabemos para onde queremos ir, nenhum vento é capaz de nos impedir... pois nenhum milagre tem preço, basta querermos e termos fé, pois a nossa vida já é um verdadeiro milagre.
Com afeto,
Beth Landim
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Liberdade
01/12/2017 | 13h42
  De uma forma geral, a palavra "liberdade" significa a condição de um indivíduo não ser submetido ao domínio de outro e, por isso, ter pleno poder sobre si mesmo e sobre seus atos. O desejo de liberdade é um sentimento profundamente arraigado no ser humano. Situações como: a escolha da profissão, o casamento e o compromisso político ou religioso, fazem o homem enfrentar a si mesmo e exigem dele uma decisão responsável quanto a seu próprio futuro.
A capacidade de raciocinar e de valorizar de forma inteligente o mundo que o rodeia, é o que confere ao homem o sentido da liberdade entendida como plena expressão da vontade humana. Teorias filosóficas e políticas, de todos os tempos, tentaram definir liberdade quanto a determinações de tipo biológico, psicológico, econômico, social, etc. As concepções sobre essas determinações, nas diversas culturas e épocas históricas, tornam difícil definir com precisão a idéia de liberdade de uma forma generalizada.
Do ponto de vista legal, o indivíduo é livre quando a sociedade não lhe impõe nenhum limite injusto, desnecessário ou absurdo. Uma sociedade livre dá condições para que seus membros desfrutem, igualmente, da mesma liberdade.
A liberdade se manifesta à consciência como uma certeza primária que perpassa toda a existência, especialmente nos momentos em que se deve tomar decisões importantes e nos quais o indivíduo sente que pode comprometer sua vida.
O consenso universal reconhece a responsabilidade do indivíduo sobre suas ações em circunstâncias normais, e em razão disso o premia por seus méritos e o castiga por seus erros. Considerar que alguém não é responsável por seus atos implica diminuí-lo em suas faculdades humanas, uma vez que só aquele que desfruta plenamente de sua liberdade tem reconhecida sua dignidade.
O homem tende a exercer a liberdade em todas as ações externas. Quando elas são cerceadas, frustram-se o crescimento e o desenvolvimento do indivíduo e desprezam-se seus direitos e sua dignidade. Fala-se correntemente em liberdades públicas, políticas, sindicais, econômicas, de opinião, de pensamento, de religião, etc. Embora tal procedimento não resolva o problema teórico da natureza da liberdade, pelo menos possibilita avançar na reflexão e nos esforços para ampliar, cada vez mais, o exercício de uma faculdade de importância primordial na vida dos homens e das sociedades.
Cecília Meireles nos diz que: “Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”
A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua. Existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência. Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção, mas acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.
Os sonhos não determinam o lugar em que você vai estar, mas produzem a força necessária para tirá-lo do lugar em que está. Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la intensamente. Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos. Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas tem perdas.
Portanto, se você quer viver uma vida com liberdade, busque ser feliz. Amarre-se a uma meta, não as pessoas ou as coisas. Tenha a certeza de que a felicidade não é a ausência de problemas, mas a habilidade para lidar com eles, pois a verdade de cada um de nós está em nós mesmos, em nosso ser. Da mesma forma que a paz que precisamos para viver, está instalada em nosso coração. Quando somos pessoas felizes e em paz sentimos com mais intensidade que somos seres livres. Muitas vezes sonhamos com coisas tão longínquas, enquanto tudo o que necessitamos está ao nosso alcance, tão perto de nós, e não somos capazes de perceber.
Um grande estadista inglês afirmou que: “Um povo educado é fácil de governar, difícil de dominar, impossível de se escravizar”. O meu desejo é que cada um de nós possa buscar e exercer sua liberdade infinitamente, pois só assim seremos justos com o direito do outro, e só assim seremos totalmente livres.
Com afeto,
Beth Landim
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Não basta ter a chave para encontrar o tesouro, é preciso saber usá-la!
10/11/2017 | 12h55
 
Outro dia, li um texto muito interessante sobre a capacidade que temos e que muitas vezes não usamos para perceber e desfrutar os tesouros que a vida nos dá, começando pela bela natureza que temos ou nosso redor. A seguir transcrevo a mensagem do professor Gretz:
“Há histórias que transmitem belas mensagens e nos vêm à mente em certos momentos da vida. É o caso de um pequeno conto sobre três amigos que se vêem diante de um mesmo desafio: chegar ao topo de uma grande montanha, onde há um valioso tesouro.
Um dos três, pessimista, olha a montanha ao longe, imagina os percalços do caminho, os espinhos, as escarpas íngremes. Dizendo-se realista, prefere continuar no dia-a-dia ao qual estava acostumado e prefere não se arriscar.
O outro, extremamente otimista, logo se imagina lá em cima festejando a vitória e conquistando o tesouro. Segue, imediatamente, sem perceber que uma tempestade se forma no horizonte.
O terceiro, entusiasmando-se pelo desafio, planeja os detalhes do percurso, providencia os equipamentos adequados e escolhe o momento mais propício.
Quem terá chegado ao topo da montanha? O pessimista, que não corre riscos? O otimista, que conta apenas com a sorte e não se prepara para enfrentar dificuldades? Ou o entusiasta, que faz acontecer?
Recentemente viajei ao Tibet e atravessei as encostas íngremes da cordilheira do Himalaia. A paisagem do Everest me inspirou a escrever o livro “Superando Limites”. Refletindo sobre as aventuras da viagem, vi que algumas atitudes da nossa vida diária são verdadeiras “chaves” para a superação de limites.
A primeira chave é a da ATENÇÃO. Imagine um castelo no alto da montanha, onde há um tesouro. A chave da atenção abre os principais portões desse castelo, mas para conseguir usá-la é necessário ter equilíbrio, prudência e autocontrole.Para adentrar os salões desse castelo é preciso ter disposição, vitalidade, preparo físico, entusiasmo, esperança e coragem. Esta é a chave do ÂNIMO. Para abrir os aposentos internos em busca do tesouro, é preciso levar com você: simplicidade, simpatia, bom humor e auto-estima. Esses são os componentes da chave da ALEGRIA. Para chegar aos jardins onde está o tesouro, é preciso reunir cordialidade, tolerância, companheirismo e espírito de equipe. Estes sentimentos moldam a chave da AFETIVIDADE. Então você descobre que só alcança o tesouro quem cultivou um sonho de vida, com disciplina, persistência, firmeza, força de vontade, clareza de propósito, intrepidez e ousadia. Esta é a chave da AUTODETERMINAÇÃO. Só consegue usá-la quem quer atingir uma meta tanto quanto alguém que está debaixo d’água e quer respirar.”
No entanto não basta saber quais são as chaves: é preciso colocá-las em prática. Sabedoria é usar o conhecimento de maneira certa. Vale a pena refletir sobre estas palavras, pois nelas reside a diferença entre atingir ou não o seu objetivo.Caro amigo, leitor, a partir deste texto podemos constatar que o ânimo alegre e confiante tem uma influência considerável no espírito das criaturas, para que elas vençam na luta pela vida. As criaturas possuidoras de ânimo forte tudo encaram, tudo observam com presença de espírito, com altivez e sem esmorecimento. Da disposição de ânimo, pois, depende o êxito da criatura. Aquela que possui um ânimo fraco é pessimista e dificilmente vence, porque se acovarda à menor dificuldade.
O mundo é dos fortes e dos valentes. Só as pessoas de vontade forte vencem na luta pela vida. Não se admite fraqueza, vacilação, dúvida, entre aqueles que se dizem esclarecidos. A vida correrá bem para todos, se todos se convencerem de que cada um recebe pelo que pensa e faz. E assim sendo, não pode receber alegria e saúde aquele que só vive a pensar em doenças e insucessos. A vida na Terra será sempre de altos e baixos, de surpresas, de desilusões e de enganos. Felizes daqueles que podem passar por este mundo tudo vendo e tudo encarando com presença de espírito, altivez e dignidade; felizes aqueles que podem manter sempre firme a sua personalidade, que não têm disfarces, que não precisam usar máscara para encobrir o que sentem, para encobrir aquilo que não têm coragem de desvendar!
Por isso, alimente sua vida com ânimo, força, alegria, autodeterminação, estando atento para perceber tudo de maravilhoso que o mundo e cada pessoa que conosco vive nos oferece! Tenha uma linda semana!
Com afeto,
Beth Landim
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Travessia...
31/10/2017 | 12h12
 
Um dia todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demorado, e tudo parece parar. É neste momento que o ser humano descobre o que são fardos, os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpados…
Aí está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem, racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças.
Os que desanimam, bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá, pois todo milagre é fruto de uma ação positiva, de fé. Se hoje você está atravessando o seu deserto, seja ele o mais seco do mundo, não importa, em algum canto dele, você encontrará um oásis.
Na nossa vida, oásis são os amigos que não nos abandonam, são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo, é a fé que todos nós temos e renova a esperança. Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada, não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e depois de tudo, o sol vai brilhar por você. A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos, e a força que nos empurra para a vitória, é o amor de Deus que nunca nos abandona. Procure por Ele. Converse com Ele. Mesmo que você às vezes não O escute, Ele te escuta sempre!
Lembre-se: cultive o silêncio, pois muitas vezes o silêncio é o som mais doce para o momento que atravessamos.
O silêncio mantém os segredos, portanto, o som mais precioso é o som do silêncio. É como se fosse uma canção da alma. Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a oração.
Ouvir nosso coração é o primeiro passo para o equilíbrio. Não podemos reprimir nossos sentimentos todo o tempo, temos que começar por entendê-los.
Mas às vezes, o equilíbrio precisa de um empurrão, ou de um desequilíbrio para acordarmos e ver o quanto somos felizes, e que se não temos tudo, temos muito!
Saber ouvir a canção da alma nos fortalece para encarar as adversidades como também as alegrias.
Diz um ditado que nunca devemos tomar uma decisão quando sofremos uma grande decepção ou uma grande alegria, pois tanto a euforia quanto a tristeza nos tiram de nosso equilíbrio. Por isso, para atravessarmos o deserto precisamos tanto de EQUILÍBRIO.
Conta-nos a lenda que a águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: “Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, ela pensou. Esta questão secular ainda não estava respondida para ela.... Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados da rocha. Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E se justamente agora isto não funcionar?”, ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão maternal estava prestes a se completar. Restava ainda uma tarefa final.... o empurrão. A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer uma águia. O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. E então, um a um, ela os precipitou para o abismo... e eles voaram!
Às vezes, na nossa vida, as circunstâncias fazem o papel da águia. São elas que nos empurram para o abismo. E, quem sabe, não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar. Pense sobre isto, atravesse seus desertos, pois TUDO PASSA! Só os sentimentos sinceros ficam!
Neste momento de recomeçar temos que nos munir de toda a bagagem que já temos dentro de nós e sermos capazes de sentir que nada nesta vida é em vão. As nossas dores, as nossas lutas, as nossas alegrias, as nossas esperanças, os nossos sentimentos, os dons que recebemos ao começar esta jornada... toda a nossa essência divina que Ele nos confiou, desabotoa em nós em forma de muita luz e sustentação, suavizando o nosso fardo e nos tornando fortes e capacitados para todas as batalhas do caminho. Não somos seres humanos passando por uma experiência divina, somos seres divinos passando por uma experiência humana.
É como nos diz Fernando Sabino: De tudo ficaram três coisas... A certeza de que estamos começando... A certeza de que é preciso continuar... A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar... Façamos da interrupção um caminho novo... Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada... Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro! Então ..... voe!!!
Com afeto,
Beth Landim
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Relacionamentos...
26/10/2017 | 12h19
 
Muitos de nós nos perguntamos qual é a receita para construir relacionamentos duradouros. As experiências nos mostram que não há uma receita pronta a ser seguida. Mas então, qual é o segredo?
Outro dia encontrei um texto belíssimo que nos revela esse segredo e gostaria muito de partilhar com vocês meus leitores...
Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:
- Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho Pajé emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva! Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
- E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros.A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
Então o velho disse: - Jamais esqueçam do que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas. Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais. Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.
A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.
Assim podemos constatar que não há uma fórmula especial para relacionamentos duradouros, o que é essencial é transformar as pequenas coisas cotidianas em grandes coisas. É jamais se achar muito velho para dar-se as mãos. É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia. É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns. É estar unidos ao enfrentar o mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família. É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.
É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato. É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido. É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos. É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.
É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois. É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal. É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. É saber dar atenção para a família do outro, pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade. É cultivar o desejo constante de superação. É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.
O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita. O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro. O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida. O segredo dos relacionamentos está em regá-lo todos os dias, com liberdade...
Pense nisso! 
Com afeto,
Beth Landim
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300 Anos de Bênçãos...
17/10/2017 | 12h54
 
Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida / Google
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem, há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores no Rio Paraíba do Sul. Como sinal vindo do céu, em vossa cor, vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, apenas filhos muito amados. Diante de vós, embaixadora de Deus, rompem-se as correntes da escravidão! Assim, daquelas redes, passastes para o coração e a vida de milhões de outros filhos e filhas vossos. Para todos tendes sido bênção: peixes em abundância, famílias recuperadas, saúde alcançada, corações reconciliados, vida cristã reassumida. Nós vos agradecemos tanto carinho, tanto cuidado! Hoje nós vos acolhemos como Mãe, e de vossas mãos recebemos o fruto de vossa missão entre nós: o vosso Filho Jesus. Recordai-nos o poder, a força das mãos postas em prece! Amém!”
Nesta semana em que a Igreja Católica comemora os 300 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida a três pescadores em São Paulo, a história se repete, mas no Rio Grande do Sul. Outra imagem da santa foi encontrada, também por três homens que pescavam. O fato ocorreu em São Domingos do Sul, cidade gaúcha situada na Região Norte do estado. Era para ser só mais um dia que os amigos se encontravam para pescar. Em um pequeno barco, eles entraram no Rio São Domingos em busca de peixes. “Nós fomos pescar em outro lugar, e não pegamos nada. Aí eu disse: “Vamos lá embaixo”, que há 50 anos eu pescava com meu pai e nós pegávamos peixes”, lembra um dos pescadores, José Castelani. Depois de lançar a rede várias vezes no rio sem capturar um só peixe, eles decidiram repetir o processo pela última vez. E foi aí que tiveram a surpresa: a rede veio cheia de peixes e junto deles a pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida. “O que chamou a atenção é que no momento que eu estava recolhendo a rede, eu vi um negocinho vermelho. Disse para o meu colega: “Olha uma coisinha vermelha embaixo da rede, o que será que é?”. Fui puxando, puxando e vi imagem de Nossa Senhora Aparecida”, descreve Olvide Bassani, outro pescador. Os amigos, que são devotos da santa, quase não acreditaram no que viram. “Foi de arrepiar. Uma única rede cheia de peixe e encontrar uma imagem de Nossa Senhora, é muito gratificante”, diz Diego Klaus, o terceiro pescador.
Que possamos renovar a nossa fé nos sinais que recebemos de Nossa Senhora Aparecida em seus 300 anos.
Esta semana foi rica em comemorações... datas que uníssonas significam o futuro e a história de um povo... interligadas pela vida, que se traduzem em liberdade, autonomia, conhecimento e plenitude espiritual...
Comemoramos a criança, que em sua pureza, singeleza, sinceridade e transparência de sentimentos, nos ensina que a vida é rica e simples! As crianças não discriminam, não separam, não julgam, pelo contrário, agregam e se solidarizam, encontram na simplicidade respostas e pontes que tornam o caminho mais acessível. O sorriso da criança, sua entrega, seus sonhos, são tão reais e palpáveis que nos trazem fé na vida!
A pureza se mistura à fé, e então, reflito sobre o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que comemoramos no mesmo Dia da Criança... Nossa Senhora nos traz humildade, a confiança irrestrita em seu filho Jesus, a mulher que agregou os apóstolos para vivermos uma fé viva em Jesus de Nazaré!
Que possamos sempre enxergar com olhos de pureza, sinceridade, simplicidade e solidariedade... os sinais do mundo, percebendo a importância da fé, de professar o conhecimento e de agirmos com a liberdade de uma criança que busca sempre uma convivência sincera e um mundo pacífico, que tenha as cores do arco íris, refletida em cada um de nós. É como nos diz o Papa Francisco... “As crianças são um sinal de esperança, sinal de vida, mas também sinal de "diagnóstico" para compreender o estado de saúde duma família, duma sociedade do mundo inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano”.
Comemoramos amanhã o Dia do Professor... Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta. Enquanto professores, somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal. Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances. Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância. Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer. Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heroicos ao mesmo tempo. Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados. Ao parar e pensar, talvez seja possível encontrar, em cada profissão existente, um traço de nós professores. Por isso, apesar de sermos muitos... somos um só... múltiplos na unidade e únicos na multiplicidade... somos professores... educadores que professam sua fé no Humano.
Que fique conosco a composição do Padre Zezinho para os 300 anos de bênçãos: “... Nestas colinas de Aparecida, solidários no sacrário, missionários queremos ser, pequenina, restaurada a sua Imagem nos ensinou a ser um povo que não sabe esmorecer e se acaso for ferido, oprimido e esmagado, esquecido e machucado, outra vez reencontrado, nosso povo saberá renascer...”
Com afeto,
Beth Landim
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Cultivando as amizades...
02/10/2017 | 08h52
 
plantação de milho
plantação de milho / dreamstime
Duas estórias que nos fazem refletir...
Um fazendeiro que venceu o prêmio “milho-crescido”. Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio. Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivou o milho. O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do milho dele com seus vizinhos. “Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano?” – perguntou o repórter. Por que?” - disse o fazendeiro, - “Você não sabe ? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho. Se eu for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar milho bom”. Ele era atento às conectividades da vida. O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também melhore. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a achar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos. A lição para cada um de nós se formos cultivar milho bom, nós temos que ajudar nossos vizinhos a cultivar milho bom.
Conta-nos uma lenda judaica que dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador. Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita.
Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo. À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou: “Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu”. Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu. Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando: “Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter”. Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer. Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção...
Nos tempos atuais é raro estarmos ao lado de quem sabe ouvir... Estamos sempre ávidos por falar, por contar, por dividir as nossas lutas, pois nestes momentos percebemos em nós um alívio das nossas tensões, um frescor em nossa mente, um vento bom nos envolvendo em novas e energizadas vibrações de paz. Porém a vida é uma via de mão dupla, e ao mesmo tempo que queremos ser ouvidos... os que nos cercam também esperam o mesmo de nós.
A vida nos proporciona momentos muito ricos, nos oportunizando sermos ombro amigo e ombro que recebe os amigos, sermos braços que abraçam e braços que são envolvidos em um forte abraço, sermos mãos que recebem flores e mão que semeiam o perfume das mesmas.
Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro. Como é bom sermos uma referência para os que nos cercam em nosso dia-a-dia e termos a certeza de que a nossa forma de sermos amigos envolve momentos de escuta, de paciência, de trocas, de caminhar lado a lado.
Hoje com a instantaneidade do mundo não podemos permitir que as nossas amizades se tornem também instantâneas, pois a amizade é um bem muito precioso, que não só lava a nossa alma, como também nos traz o frescor da juventude para os nossos dias...
Que saibamos então repensar os valores que compõem uma amizade como nessas duas estórias... a sinceridade, o cuidar do outro, o não ser egoísta, o não ser individualista, a paciência, o respeito ao limite do outro, mas também o impulsionar a sair do limite e vencer os próprios desafios...
Que assim como o milho bom nós possamos ser sempre um vento suave, como o que sopra nos campos de trigo, levando aos nossos amigos o calor, a energia e o aconchego da nossa sincera amizade...
Com afeto,
Beth Landim
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Façamos a nossa parte...
28/09/2017 | 20h40
           jabuticabeira
jabuticabeira / google
O velho estava cuidando da planta com todo o carinho. O jovem aproximou-se e perguntou: - Que planta é esta que o senhor está cuidando? - É uma jabuticabeira, respondeu o velho. - E ela demora quanto tempo para dar frutos? - Pelo menos uns quinze anos, informou o velho. - E o senhor espera viver tanto tempo assim, indagou, irônico, o rapaz. - Não, não creio que viva mais tempo, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião. - Então, que vantagem você leva com isso, meu velho? - Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você… Conta-nos outra história que na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa: - A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo. O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. - Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio, que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha que dura cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época? O que fica destas duas histórias é que a nossa fala, o nosso discurso deve ser um reflexo e um caminhar constante do nosso interior. Vivemos um mundo consumista, individualista e extremamente líquido... Liquidez nas amizades, liquidez na construção das relações, das famílias, do profissionalismo... Mas do que criticar e jogar pedra, devemos fazer a nossa parte, como as gotículas do orvalho que caem no oceano. Estas gotículas, mesmo imperceptíveis, fazem a diferença para o oceano... Assim, se fizermos mais, e não apenas aquilo nos interessa particularmente, mas principalmente quando estamos deixando um legado, escrevendo a nossa história para o bem da coletividade, com certeza, estaremos no caminho certo. As nossas responsabilidades são exclusivamente nossas. Não temos como transferi-las ao longo das trilhas do caminho. A colheita virá a seu tempo, o que importa são as sementes que foram plantadas no tempo certo, por nossas próprias mãos. Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais lutamos, mas sim, que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo!
Com afeto,
Beth Landim
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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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