Amar é...
29/04/2016 | 22h03

                             

A definição romântica do amor está fora de moda. O amor verdadeiro em sua definição romântica foi rebaixado a diversos conjuntos de experiências vividas pelas pessoas, nas quais referem-se utilizando a palavra amor. Hoje é muito fácil de se dizer “eu te amo”, pois não existe mais a responsabilidade de estar mesmo amando, a palavra amor foi rotulada de uma forma, em que as pessoas nem sabem direito o que sentem, não conseguem definir uma diferença entre amor e paixão, por exemplo, e mesmo assim utilizam incorretamente esta palavra, que perdeu sua importância.

A sociedade atual está criando uma nova ética do relacionamento, os relacionamentos estão cada vez mais fragilizados e desumanos. A confiança no próximo está cada vez mais próxima de terminar definitivamente. Os seres humanos estão sendo usados por eles mesmos. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.

Amar é querer “gerar e procriar”, nos diz o sociólogo polaco Zygmunt Bauman e assim o amante “busca e se ocupa em encontrar a coisa bela na qual possa gerar” ... não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra o seu significado, mas no estímulo a participar da gênese dessas coisas. O amor é afim à transcendência... Os seres humanos têm medo de sofrer e pensam que não mantendo uma relação estável e duradoura, irão parar de sofrer ou diminuir a dor, trocando de parceiros, amigos, namorados, noivos, etc. O sofrimento e a solidão são os principais problemas para as pessoas. Os seres humanos estão sendo ensinados a não se apegarem a nada, para não se sentirem sozinhos.

A nossa sociedade moderna, não pensa mais na qualidade, mas sim na quantidade, quanto mais relacionamentos eu tiver, melhor, quanto mais dinheiro tiver, melhor. O consumismo é muito grande e as pessoas compram não por desejo ou necessidade, mas por impulso e isso ocorre também nas relações humanas. Outro problema que está na sociedade atual é a insegurança. Para sentirem-se seguras, as pessoas preferem se “encontrar” pela internet do que pessoalmente, assim, quando quiserem, podem apagar o que haviam escrito, ou simplesmente deletar um contato e facilmente dizer adeus. Para as pessoas de hoje sentirem-se seguras, precisam ter sempre uma mão amiga, o socorro na aflição, o consolo na derrota e o aplauso na vitória e isso nem sempre iria ocorrer caso tivessem as mesmas pessoas ao seu lado. No momento em que o outro não lhe dá a segurança que tanto precisa, logo o mesmo é esquecido e substituído.

O parentesco é o laço irredutível e inquebrável. É aquilo que não nos dá escolha. A afinidade é ao contrário do parentesco. Voluntária, esta é escolhida. Porém o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo numa sociedade de total descartabilidade, até as afinidades estão se tornando raras. As pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas, ou precisam saber que fazem falta. Ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar. O que fazemos é aceitar essa classificação. Mas, com tantas incertezas, relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar.

Relacionar-se nos dias atuais é caminhar na neblina sem a certeza de nada. O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de se amar, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas não sabem direito o seu real significado.

Finalizo este artigo com as palavras de Bauman...

"Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis... um é segurança e o outro é liberdade. Você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois... Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo..."

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Chuva de bênçãos...
29/04/2016 | 10h06

Em meio ao turbilhão desta vida tão corrida...

eis que chega essa chuva abençoada... nesta sexta-feira...

Seja bem vinda... Lava e leva tudo que nos desanima e entristece...

Refrigera a nossa alma nos permitindo um fim-de-semana de muita esperança!

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Viver intensamente...
27/04/2016 | 13h12

"Viva com alegria, sem culpa, viva totalmente, viva intensamente.

E então o céu não é mais um conceito metafísico, é sua própria experiência."

- Osho -

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
As pessoas mais felizes...
26/04/2016 | 11h47

As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.

Porta de Torii do japonês

Clarice Lispector

Com afeto,

Beth Landim

 
Comentar
Compartilhe
Escuta o seu coração...
25/04/2016 | 11h45

mundo no mudoOlhar para dentro ...

Uma ótima semana ...

Com afeto, 

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Hoje é o dia...
19/04/2016 | 11h26

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Ao invés de muros... pontes...
15/04/2016 | 22h30

Triste realidade vivemos ao vermos muros levantados separando o povo brasileiro, como está acontecendo em Brasília...

Ao invés de muros deveríamos construir pontes... O “e” ao invés do “ou”, e contra a política separatista, a política do rico contra o pobre, do trabalhador contra o empreendedor e empresários... Afinal somente a unidade e construção via educação podem fazer de nós, povo da nação brasileira, um povo consciente e unido em prol de um único país, Brasil... e não de pessoas e de um grupo! Em meio a tantas as crises por que estamos passando, tudo parece turvo...

Crise política, crise econômica, crise de valores, crise ética, epidemia de dengue, que associada a zika e chikungunya, chega ao nível de uma calamidade! Sim, calamidade por que falamos de seres humanos! Todas as outras crises iremos vencer! Estamos passo a passo neste caminho e dependerá também de nosso grau de cultura e educação, de nossa vontade de exercermos nosso direito de cidadania que não se exaure nas urnas, mas permanece diariamente e só pode ser alimentado através da Educação e de nossa cidadania nos manifestando, atuando e fiscalizando todos os dias. Vivemos graves crises do mosquito Aedes Aegypti e da H1N1.

Sim, somos reféns de um mosquito, símbolo insignificante, talvez representante legítimo de todas as crises. Porém, é hora de unirmos esforços, pois as crianças que estão nascendo com microcefalia, jamais terão suas vidas normalizadas. As seqüelas permanecerão. E isto é gritante, pois estamos falando de Vidas! E neste sentido temos que gritar por uma Saúde Pública que num esforço conjunto e numa força tarefa, enfrentem continuamente e com todas as armas a luta contra o Aedes Aegypti em nosso país.

No ISECENSA iniciamos em março desse ano, o Projeto Zero Aedes que tem como objetivo desenvolver ações voltadas para a conscientização da população e busca ativa de focos do mosquito transmissor, com uma série de iniciativas já realizadas, como atuação pelo curso de Enfermagem na Comunidade Tamarindo, mobilização dos acadêmicos, dramatizações, pesquisas e identificação de vários focos na comunidade.

A programação envolveu ainda a reprodução de possíveis focos e criadouros de mosquitos, além da exposição com microscópio e reprodução de larvas, em lupa de aumento, na TV em tempo real, em nossa Instituição, para conscientização de todos os alunos.

O curso de Administração realizou uma Exposição de Fotos dos focos de dengue, em Campos e entorno, além de realizar palestras utilizando a prática DDS – Diálogo Diário de Segurança - com o tema “Zero Aedes”.

Enfim, várias disciplinas, professores e alunos das Graduações e Pós-Graduações participaram deste projeto. Realizamos nos dias 4 e 5 de abril um Curso de Capacitação intitulado "Conhecer para prevenir" que foi direcionado aos acadêmicos e profissionais de saúde, além da participação de todos os alunos do ISECENSA. O evento lotou o auditório nas duas noites e teve como palestrantes Dra. Marílvia Dansa, Dr. Gustavo Figueiredo, Dra. Roberta Lastorina e Dra. Yonara Cherene, contando ainda com a participação da Dra. Maria das Graças Freire, bióloga e coordenadora do CPPG, da Coordenadora do Curso de Enfermagem Aline Marques e de Dra. Carolina Magalhães, bióloga e professora do ISECENSA. Temos consciência da nossa responsabilidade social e, diante da epidemia de Dengue, Zika e Chicungunya que o país sofre, não podíamos nos omitir. Estamos cientes de que ainda temos muito trabalho pela frente e que as ações estão apenas começando, porém além de conscientizar a população, nossa intenção é formar agentes multiplicadores no combate ao mosquito.

A ideia é mobilizar a comunidade acadêmica para a gravidade e urgência do combate e prevenção à epidemia! Este projeto terá continuidade em sua quarta fase - Projeto Zero Aedes: para além dos muros que terá início no final deste mês, através de diversas atividades programadas com os nossos alunos e colaboradores, além dos muros da Instituição, com o objetivo maior de conscientizar cada vez mais a população sobre a grave epidemia instalada em nosso país. Nesta ocasião, os alunos dos diversos cursos de Graduação do ISECENSA farão entrevistas in loco e registrarão os resultados on line, utilizando a plataforma Survey Monkey, além de fazer os registros fotográficos de todas essas atividades. Após esta fase serão feitas as análises estatísticas dos resultados e a publicação em revistas de impacto social.

E se pararmos para pensar, nada na vida deve ficar estagnado, pois até a água apodrece...

Portanto cabe a sociedade civil e a cada família estar em vigília, em primeiro lugar com “seu quintal”, depois no vizinho, na rua, no bairro, na cidade, no estado, no país! Não podemos permitir uma geração crescente de seres humanos, infectados por uma doença ainda no ventre materno. É grave demais, é trágico demais! Não podemos ficar de braços cruzados! Comecemos pelo nosso quintal, pelas nossas atitudes e em conjunto com a crise da dengue, que possamos com mais este sofrimento, termos um aprendizado de cidadania, onde o voto não se encerra na urna, mas é exercido diariamente. Que possamos combater com cidadania todas as crises, sendo conscientes de nosso papel ininterruptamente para o nosso país. Unir o Brasil em um uníssono projeto, limpá-lo em todos os sentidos das epidemias em que vivemos... e ao invés de construir muros... que possamos construir pontes...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
I'll never love this way again...
15/04/2016 | 09h43

E para terminarmos a semana...

só falando de amor...

com Dionne Worwik. 

I'll never love this way again...

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=LO9NP-SiT8s[/embed]

Tira um tempinho e se permita embalar...

por esta deliciosa canção de amor...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Se temos que esperar...
11/04/2016 | 10h55

Bom dia... Boa semana...

"Se temos de esperar, 

que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida.

Se for para semear,

então que seja para produzir milhões

de sorrisos, de solidariedade e amizade."

Cora Coralina

Com afeto,

Beth Landim

 
Comentar
Compartilhe
Ser sincero não custa nada...
09/04/2016 | 10h48

 

A palavra sincera tem origem romana. Os romanos fabricavam vasos com uma cera especial tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos era possível distinguir os objetos guardados no interior do vaso. Para um vaso assim, fino e límpido, diziam os romanos: Como é lindo! Parece até que não tem cera! Sine cera queria dizer sem cera, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes. Com o tempo, o vocábulo sine cera se transformou em sincero e passou a ter um significado relativo ao caráter humano.

Criança de flor de sorriso

Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. A pessoa sincera, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração. Assim, procuremos a virtude da sinceridade em nossos corações. Sim, pois na forma de potencialidade, ela está lá, aguardando o momento em que iremos despertá-la e cultivá-la em nossos dias. Se buscamos a riqueza do Espírito, esculpindo seus valores ao longo do tempo, devemos lembrar da sinceridade, desse revestimento que nos torna mais límpidos, mais delicados. Por que razão ocultar a verdade, se é a verdade que nos liberta da ignorância? Por que razão usar disfarces, se cedo ou tarde eles caem e seremos obrigados a enfrentar as conseqüências da mentira? Por que razão dissimular, se não desejamos jamais ouvir a dissimulação na voz das pessoas que nos cercam? Quem luta para ser sincero conquista a confiança de todos, e por conseqüência seu respeito, seu amor... a dignidade da palavra firmada. Quem é sincero jamais enfrentará a vergonha de ser descoberto em falsidades. Quem luta pela sinceridade é defensor da verdade, a verdade que liberta.

Sejamos sinceros, lembrando sempre que essa virtude é delicada, é respeitosa, jamais nos permitindo atirar a verdade nos rostos alheios como uma rocha cortante. Sejamos sinceros como educadores de nossos filhos. Primemos pela honestidade ensinando-lhes valores morais, desde cedo, principalmente através de nossos exemplos. Sejamos sinceros e conquistemos as almas que nos cercam. Sejamos o vaso finíssimo que permite, a quem o observa, perceber seu rico conteúdo. Sejamos sinceros, defensores da verdade acima de tudo, e carreguemos conosco não o fardo dos segredos, das malícias, das dissimulações, mas as asas da verdade que nos levarão a vôos cada vez mais altos. Por fim, lembremo-nos do vaso transparente de Roma, e procuremos tornar assim o nosso coração.

As pessoas estão tão acostumadas a ouvir mentiras, que sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante. A única coisa que importa é colocar em prática, com sinceridade e seriedade, aquilo em que se acredita. Para Villa Lobos a sua música refletia a sua sinceridade... Por isso muitas vezes as ações são muito mais sinceras que as palavras. Vemos que a maneira de falar e de escrever que nunca passa da moda é a de falar e escrever de forma sincera... Nos diz Charles Chaplin que... “Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.”

A sinceridade não custa nada, pelo contrário, só nos faz bem. Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada. Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu jardim, a minha casa, o teu abraço, não custa nada, um beijo seu, não custa nada, a boa idéia, não custa nada, missão cumprida, não custa nada, e quando tudo parecer que está perdido de uma boa gargalhada. Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada. Eu descobri que o mundo inteiro pode ser o meu quintal, a minha casa, o por do sol, não custa nada, a brincadeira, não custa nada, um gol de placa, não custa nada, vento no rosto, não custa nada... E quando tudo parecer que está perdido dê uma boa gargalhada... A flor do campo, não custa nada, onda do mar, não custa nada, a poesia, não custa nada, a nossa história, não custa nada, fruta no pé, não custa nada, água da fonte, não custa nada, banho de sol, não custa nada, um bom amigo, não custa nada... E quando tudo parecer que está perdido de uma boa gargalhada... Eu descobri que as coisas boas da vida são de graça, não custam nada...

Já nos dizia Confúcio no século VI a.C. que a sinceridade é o principio e o fim de todas as coisas, sem sinceridade nada seria possível.

Ser sincero não custa nada... Ser sincero é a melhor riqueza que podemos amealhar ao longo da nossa caminhada...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Para hoje: paz!
08/04/2016 | 11h05

7Com afeto,

Beth landim

Comentar
Compartilhe
Pesquisa do ISECENSA é alternativa no controle de pragas.
06/04/2016 | 22h07

Minimizar o uso de agrotóxicos nas lavouras e controlar pragas agrícolas, que em alguns casos são responsáveis por até 100% de perdas na produção. Estes são os principais objetivos de uma pesquisa que foi buscar na restinga da região alternativa para combater insetos, ácaros, nematoides, vírus, bactérias e fungos que infestam as lavouras. O estudo, que vem sendo desenvolvido há cerca de quatro anos pelo Laboratório de Química e Biomoléculas (Laquibio) do ISECENSA, já apresentou resultados preliminares positivos no controle de pragas do abacaxi e do coco. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo, embora não seja campeão mundial em produção agrícola.

O micologista (especialista em fungos) Vicente Mussi Dias participa da pesquisa e explica que na região as principais pragas que atacam as lavouras de abacaxi são a Fusariose, causada pelo fungo Fusarium; a broca dos frutos e a cochonilha (que são insetos); além da podridão negra, causada pelo fungo Thielaviopsis paradoxa. Outras duas podridões basais de frutos de coco, causadas pelos fungos Lasiodiplodia theobromae e Ceratocystis paradoxa também preocupam os agricultores.

— Os estudos em laboratório são bastante promissores e já demonstraram efeito positivo contra algumas dessas pragas. Os resultados vão ser repetidos também no campo para se confirmar a eficiência do controle sob a influência de todos os fatores do ambiente local — disse o especialista.

Uma das vantagens da pesquisa, segundo o professor do ISECENSA, é a utilização dos recursos naturais da região, que não são nocivos ao meio ambiente e à saúde humana. No Laquibio, além dos testes biológicos com os extratos dos fungos no controle de doenças de pós-colheita, Vicente explica que foram ampliados os ensaios para verificar a ação sobre a broca da cana de açúcar e a lagarta do cartucho do milho, insetos-praga de importância mundial.

— Ao invés de utilizarmos diretamente as plantas da restinga, isolamos os fungos que vivem dentro delas, em íntima relação, e os cultivamos para que eles produzam compostos a serem testados em nossos testes biológicos — esclarece Vicente.

A primeira etapa dos trabalhos já se encontra praticamente concluída, que é o estabelecimento de uma espécie de banco de dados de referência para que pesquisadores possam utilizar os fungos da região sem a necessidade de ir buscá-los novamente na natureza. “Numa segunda etapa, iniciamos a produção de compostos e a avaliação deles por meio de testes biológicos in vitro e in vivo”, esclareceu.

Proteção — A pesquisa realizada em Campos ainda está catalogando o patrimônio genético da restinga, um dos biomas mais degradados do Brasil atualmente e que corre risco de extinção, inclusive no Norte Fluminense.

Produtor contabilizou prejuízo no campo:

Depois de perder parte da lavoura de abacaxi com a chuva no ano passado, o produtor Edson Gomes de Azevedo conta que a Fusariose — que em estágio avançado pode afetar todas as partes da planta — se encarregou de acabar com o que sobrou dos abacaxizeiros, resultando em prejuízo de 100%.

Ele, que há 15 anos tem plantações no município de São Francisco de Itabapoana, maior produtor regional de abacaxi, avalia que pesquisas no assunto são bem-vindas e podem auxiliar no fortalecimento da agricultura na região Norte Fluminense.

— No ano passado, o que a chuva não levou embora, a praga consumiu e acabei perdendo toda a plantação de abacaxi. Novos métodos, mais eficazes e menos tóxicos, de controle de praga vão ser aliados importantes para o homem do campo salvar as lavouras. Quando a doença não mata a planta, ela pode danificá-la, reduzindo bastante seu valor comercial. Em alguns casos, impossibilita a venda — diz Edson Gomes de Azevedo. (A.N.)

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Pessoas que inspiram...
05/04/2016 | 11h16

3Simples assim...

Com afeto ,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Recria tua vida sempre...
04/04/2016 | 14h40

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces.

Recomeça.

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
O menos é mais...
01/04/2016 | 20h23

Conta-nos uma lenda que...

Mais uma vez a águia chega com uma presa para alimentar seus filhotes. São tempos difíceis, o clima inconstante está afastando a caça, os pequenos animais agora permanecem mais tempo em seus abrigos, fugindo não apenas dos predadores, mas também do calor sufocante que destrói boa parte dos alimentos. Dessa vez, a águia teve dificuldades para encontrar um bom lugar para montar seu ninho. Os penhascos mais altos e próximos dos alimentos foram ocupados rapidamente, obrigando-a a ser ainda mais estratégica e persistente para criar um abrigo que acomodasse seus três filhotes. No começo, o ninho estava bastante seguro e confortável, e até mesmo a águia encontrava ali um bom lugar para repousar. Contudo, com o crescimento dos filhotes, o ninho começou a ficar pequeno e tornou?se comum a águia encontrá?los brigando entre si, muitas vezes com feridas provocadas pelas  bicadas mútuas. O tempo já estava dando seus sinais, e a águia sabia que estava chegando o momento de submeter seus filhotes ao ritual que significaria a continuidade de sua família. Seria o momento do primeiro grande vôo.

Num dia ensolarado a águia novamente se prepara para caçar seu alimento, mas antes olha diretamente para cada um de seus filhotes e, em um rápido movimento, os expulsa do ninho atirando?os pelo penhasco. Os instantes seguintes são tomados por uma tempestade de sentimentos contraditórios e confusos. Os filhotes, que até aquele momento conheceram apenas a proteção e os cuidados da mãe, estão em uma queda vertiginosa, com o vento forte espancando seu corpo. Nada, até aquele momento, demonstrava que a águia tomaria uma atitude tão radical. Para os filhotes, a sensação de rejeição e perplexidade se confundia com o medo e a angústia. Era a primeira vez que cada um deles experimentava uma realidade diferente e, julgando pela violência do que estavam sentindo, a vida fora do ninho era absurdamente desconfortável e agressiva. Qualquer um dos filhotes, naquele momento, teria o direito de questionar por qual razão a águia os havia trazido ao mundo – afinal, não deixa de parecer sádico dar a vida a um ser e depois atirá?lo para a morte certa na queda de um penhasco.

Durante a queda cada um procura em si mesmo algum recurso que possa eliminar o desconforto absurdo por que está passando. Gritar chamando pela águia é a primeira alternativa, mas demonstra não ter efeito algum. Agitar as pequenas garras, que muitas vezes foram fundamentais na disputa do alimento com os irmãos, não parece ser eficaz contra o vento. Além disso, enquanto cada filhote rodopia sem controle, um breve pensamento de acusação culpava a águia pela atitude insana.

Após infinitos segundos, uma força instintiva faz que cada filhote abra suas asas – descobrindo, assim, que podem controlar aquela situação sustentando seu corpo com a ajuda da velocidade que alcançaram durante a queda. O momento é único, eles ainda estão um pouco assustados com a súbita parada no ar. Enquanto voam, procuram entender o que está acontecendo e logo percebem que sempre puderam voar, apenas não sabiam disto. Depois de alguns momentos de vôo, percebem a águia voando atrás deles. Ela estava totalmente vigilante, cuidando para que a experiência fosse boa e sem acidentes irreparáveis. Ela se mostrou exatamente no momento em que os filhotes já estavam dominando a técnica de vôo e, sem perder tempo, fez uma manobra no ar, mergulhando em direção a um pequeno roedor. Com as garras prendeu o pequeno animal e em seguida, diferentemente do que sempre fazia, comeu a presa. Tudo ficou claro. A partir de agora, cada filhote deveria caçar o próprio alimento. E não foi só isso que mudou…

Quando os filhotes começam a voar de volta ao ninho, percebem o enorme esforço necessário para chegar até ele, como nunca antes tinham feito. Ao chegar ao alto do penhasco, notam que estão diferentes – com a abertura das asas, os músculos ficaram maiores e mais fortes – e já não cabem no ninho, por isso terão também de procurar um novo abrigo.

Aquela queda foi a primeira, a única verdadeira e sem dúvida a mais importante na vida dos filhotes. Nada mais seria igual depois dessa experiência. As lembranças do ninho da águia estarão sempre presentes e serão uma referência constante para a construção de seus próprios ninhos.

E dessa forma, sendo mães e pais suficientemente bons é que fazemos nossos filhos crescerem. Passei por todas estas fases, como filha e como mãe. Porém, a firmeza de impulsionarmos nossos filhos para suas conquistas, sem oferecermos nada gratuitamente, é que nos torna pessoas melhores, capazes de enfrentar todos os desafios com equilíbrio emocional. Até porque, o sabor da conquista supera infinitamente o sabor do que recebemos gratuitamente, sem nos esforçarmos.

Pensemos nisso, muitas vezes o “menos é mais” na hora de educar...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Elizabeth Landim

[email protected]