Auxiliadora, 'mãe aparecida', nas águas do Paraíba...
26/05/2017 | 12h33
Nossa Senhora Auxiliadora
Nossa Senhora Auxiliadora
    Momentos indescritíveis de evangelização, agradecimento, de vivência na fé, devoção, oração, de elevar nosso coração a Deus, por intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora, foi o que presenciamos ontem, na homenagem a nossa “Mãe Maria”, realizada pelo nosso “Auxiliadora”. Misto de emoção e fé, milhares de pais, alunos, ex alunos do CENSA e do ISECENSA, se uniram em oração numa caminhada de luz e fé. As vela acesas nos davam a profundidade da homenagem e do amor à “Maria”. Velas que iluminam a escuridão de nossos dias... Luz que clareia e aquece nosso coração: Singela doce e pura, Maria de José, Mãe terna e escolhida, és mãe leal da fé. Seu nome é Maria de Deus. Maria santa e fiel, ensina-nos a viver como escolhidos. Olhos voltados para o céu e por Ele construir a nova vida. Mãe da obediência, da graça e do amor. Que os homens se encontrem no filho desta flor... Seu nome é Maria de Deus... Nós a reconhecemos como estrela-guia, luz que ilumina nossa caminhada rumo ao Deus vivo, Jesus Cristo. Nossa fé se traduz em sinais concretos de humanidade e aproximação afetiva com todo o povo de Deus. Como romeiros rezamos e cantamos, unidos num só coro, num só coração. Estrela que brilha à noite, chamando os filhos pra luz, clareia o nosso caminho e nos leva a Jesus. Tão forte como os raios do sol, aquece a nossa esperança. Contigo me sinto feliz, me sinto criança. Levanto as mãos pra te buscar e o meu coração parece desprender de mim pra te alcançar, te abraçar e para te dizer: Eu quero ser teu filho. Me abraça, Maria! Tão calma, és como um rio de água mansa e cristalina! Serena, me acalma, me ajuda, me alegra e me anima. De Deus, a mais pura e fiel, de Cristo, a mãe oferente. Na vida de todos que ama, se faz tão presente! Caminhando e cantando canções que nos inspiram e elevam a alma, todos nós nos sentimos convidados a seguir adiante e a renovar a nossa fé nesse Jesus Vivo que nos acolhe sempre.
Deixo com vocês o texto de Irmã Suraya Chaloub, verdadeira fonte de inspiração...
“Há 300 anos, no rio Paraíba do Sul, três pescadores desanimados depois de tantas tentativas lançando a rede sem nada conseguir, retiraram das águas, em dois momentos distintos, o corpo e depois a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Esta descoberta surpreendente da imagem de Nossa Senhora da Conceição, aparecida nas águas do Rio Paraíba, se prolonga e se renova até os nossos dias com romeiros vindos de todo o Brasil, para celebrar com rezas, ladainhas, invocações, cantos de louvor, agradecimento e súplicas à Mãe Aparecida, que acolhe a todos com seu abraço envolvente e amoroso. A caminhada que agora iniciamos é uma romaria de fé, vibração e entusiasmo, à mesma Mãe Auxiliadora que, em seus 300 anos de surgimento das águas, vem a nós como Aparecida, presente em todos os momentos de nossa vida.
As Marias de hoje, atraídas pela acolhida generosa de Maria de Nazaré e inspiradas por sua fé, aderem com entusiasmo ao projeto de Deus. Acreditam num modo novo de viver o batismo e de testemunhar seu amor. Reconhecem em Maria, a mulher forte que viveu a pobreza e o sofrimento, experimentou situações que exigem ações libertadoras que garantam a dignidade de todos. A maternidade de Maria se expandiu, assumindo no calvário dimensões universais. Cheios de fé e de esperança, invocamos a Mãe Aparecida como inspiração para a mulher dos tempos modernos. Peçamos que ela conceda à nossa Pátria, dias melhores e horizontes largos em solidariedade e justiça. Maria, Auxiliadora ou Aparecida é a mesma Maria de Nazaré, mãe de Jesus, da linhagem de tantas mulheres, base da família e do povo de Israel. Ela é hoje nossa mãe e Mãe da Igreja. Tão grandes mães tiveram a coragem de se colocar ao lado de seu povo em suas dificuldades Foram intérpretes de Deus na missão junto ao povo. Maria de Nazaré se entrega livremente ao projeto de Deus, dando corpo e vida a seu Filho Jesus para a salvação de toda a humanidade. Maria, assim como a rainha Ester intercedeu por seu povo, intercedei por nós para que sejamos construtores de uma sociedade justa e fraterna. Maria é Mãe da humanidade. Como mãe, nos adota como filhos de Deus, porque somos irmãos e irmãs de Jesus. Ela continua gerando filhos e filhas que fazem da Igreja de Jesus Cristo, uma Igreja profética e solidária. Nós a reconhecemos como estrela-guia, luz que ilumina nossa caminhada rumo ao Deus vivo, Jesus Cristo. Nossa fé se traduz em sinais concretos de humanidade e aproximação afetiva com todo o povo de Deus. Somos o Povo da Aliança, povo irmão.”
Para mim Maria não é uma pessoa “imaginária”. É uma mãe consciente e comprometida com sua missão materna.
De mãe e educadora de seu filho Jesus, ela se tornou discípula e seguidora de sua missão, continuando hoje como mãe da Igreja, nossa mãe, inspiradora nuclear de toda família! Que possamos nos inspirar na maternidade de Maria para que sejamos melhores mães, educadoras, fonte de inspiração para as nossas famílias, construindo através das nossas atitudes, sinceras e positivas, um mundo melhor, que terá em nossos lares verdadeiros pórticos da luz abençoada que emana de Maria, Mãe e Educadora de Jesus, o Filho de Deus... e nossa também.
Que Nossa Senhora ilumine nossa pátria, nosso povo, seja um farol a nos guiar neste momento tão difícil que vivemos em nosso país! Nos ilumine com sua sabedoria e nos proteja sempre, para que unidos possamos reerguer este solo verde e amarelo, este chão chamado Brasil e que Nossa Senhora Aparecida, nossa Padroeira, nos guie sempre.
Homenageamos dessa forma a todas as irmãs salesianas que por aqui passaram e as que aqui estão, que nos inspiram e nos ensinam a ter essa devoção de forma tão bonita a Nossa Mãe, Maria Auxiliadora, na pessoa de Irmã Suraya, Irmã Rosa Idália, Irmã Luzia, Irmã Aparecida, Irmã Emília e Irmã Giuliana, que hoje levam a frente este legado de fé e amor por “Maria”, Auxiliadora dos Cristãos.
Com afeto,
Beth Landim
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Desapegue-se
19/05/2017 | 21h04
Recebi este texto e aproveito este espaço para partilhar toda essa desistência que se faz necessária em nossa vida cotidiana... “É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou. Essa frase soa com tanta força, não é? Mas é verdade, eu desisti mesmo. De um monte de coisas. Desisti de reclamar de quem não quer aprender. Decidi me concentrar em quem quer. E se você olhar bem direitinho, perto de você tem um monte de gente sedenta de conhecimento. Desisti de tentar emagrecer para ser igual a todo mundo. Resolvi ter o peso que eu devo ter, por uma questão de saúde, por uma questão de bem estar. Só isso. Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem. Achei melhor buscar respeitar o outro do jeito que ele é. Imagina se o mundo fosse feito de milhões de pessoas iguais a mim. Ah, isso ia ser um tormento! Desisti de procurar um emprego perfeito e apaixonante. Achei que estava na hora de me apaixonar pelo meu trabalho e fazer dele o acontecimento mais incrível da minha vida, enquanto ele durar. Desisti de procurar defeito nas pessoas. Achei que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor. Defeito todo mundo acha, quero ver achar qualidades em quem parece não tê-las. Desisti de ter o celular mais “psico-tecno-cibernético” do mercado. Agora eu só quero um telefone, pra falar. É muito frustrante comprar o mais novo modelo e dias depois ver que ele já foi superado. É pra isso que a indústria trabalha. Aproveitei o gancho e apliquei o conceito também a outros produtos: relógio, computador, máquina fotográfica, carro. Desisti de impor minha opinião sobre tudo. Decidi que de agora em diante vou ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas. É mais barato compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma. Desisti de ter tanta pressa. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer. Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder o vôo. Sei lá o que vai acontecer com o avião... Desisti de correr da chuva. Tem coisa mais bacana que tomar banho de chuva? Há quanto tempo você não sente aquele cheiro de terra molhada? E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último. Desisti de estudar por obrigação. Agora eu faço da leitura um momento de prazer... Cadeira confortável, pezão pra cima, um chocolate quente, minha gata ronronando do lado. Os livros agora ficaram menores e mais fáceis, mesmo que seja a CLT ou a NBR 9004. Desisti de buscar uma planilha de indicadores toda verdinha. Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real. Eu não vou deixar de fazer a gestão sobre eles, mas decidi que não vou mais sofrer por isso. Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante. Desisti de trabalhar para fazer o meu sistema da qualidade ser perfeito. Eu prefiro mantê-lo sob controle, funcionando, ajudando as pessoas, ajudando os processos, dando resultados, mesmo que aos poucos. Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros, ao invés de cultivar inimigos. Se eu fosse você, desistia também... Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa!!!”
E nunca se esqueça que existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra - depois de atirada; a palavra - depois de proferida; a ocasião - depois de perdida; o tempo - depois de passado... Portanto...
Dê mais às pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria. Case com alguém com quem você goste de conversar. À medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornará tão importante quanto os outros todos. Não acredite em tudo o que ouve: não gaste tudo o que tem, não durma tanto quanto gostaria. Quando disser 'eu te amo', seja sincero. Quando disser 'sinto muito' olhe nos olhos da pessoa. Fique noivo pelo menos durante seis meses antes do casamento. Acredite no amor à primeira vista. Nunca ria dos sonhos dos outros. Quem não tem sonhos tem muito pouco. Ame profundamente e com paixão. Você pode se ferir, mas é o único meio de viver uma vida completa. Quando se desentender, lute limpo. Por favor, nada de insultos. Não julgue ninguém pelos seus parentes. Fale devagar, mas pense depressa. Quando lhe fizerem uma pergunta a que não quer responder, sorria e pergunte; 'Porque deseja saber?' Lembre-se que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos. Diga 'saúde' quando alguém espirrar. Quando você perder, não perca a lição. Recorde-se dos três 'R': Respeito por si mesmo, Respeito pelos outros, Responsabilidade pelos seus atos. Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade. Quando notar que cometeu um engano, tome providências imediatas para corrigi-lo. Sorria quando atender ao telefone. Quem chama vai percebê-lo na sua voz. Passe algum tempo sozinho e reflita... Desapague-se...
Com afeto,
Beth Landim
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Mãe, um presente de Deus...
12/05/2017 | 22h09
“Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza. (...) A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa". Papa Francisco.
Beth e Elza Landim
Beth e Elza Landim / Beth Landim
A minha mãe, Elza, é o reflexo destes dizeres do nosso Papa.
Este ano, você nos ensinou mais uma vez, com toda a sua firmeza e paciência, ao enfrentarmos juntos o tratamento de saúde de papai. Sua fé, sua esperança, sua tranquilidade em não perder o humor e a graça da vida. Sua disponibilidade e desprendimento, sua coragem sempre silenciosa, mas vista escandalosamente nos seus atos, nos fizeram pessoas melhores, nos mostram que a luta, seja ela qual for, vale a pena e que nunca devemos desistir... Aliás, desistir é uma palavra que você não conhece, pois você persiste na adversidade e sempre com a calma e tranquilidade que lhe são peculiares.
Na invisibilidade visível ao coração, minha mãe está presente em todos os segundos da minha vida... No silêncio ou na ausência física, sua presença é totalmente perceptível em minha consciência, através dos seus conselhos, dos seus ensinamentos, do seu exemplo de vida, do equilíbrio das atitudes, do seu discernimento e disponibilidade, do seu silêncio que nos fala muito alto SEMPRE... Na sua tranqüilidade do dia-a-dia, seja nos dias difíceis ou na alegria... Na sua disposição em nos acompanhar para qualquer programa de lazer ou trabalho, ela nunca nega um chamado ou convite, indo sempre além das nossas expectativas...
Mãe, te admiro muito! Quero sempre poder seguir os teus passos! Meu amor por você é incondicional! Você tem a capacidade de adivinhar meus sentimentos, de encontrar a palavra certa nos momentos incertos, de nos fortalecer sempre... Sua existência é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar... Amar com um amor incondicional que nada espera em troca. Sua honradez nos enobrece e nos faz ser aprendizes da vida. Uma vida vivida em profundidade de princípios e valores! Isto é o que você sempre nos passou e nos passa, através de seus exemplos e atitudes. Uma mãe que me ensinou tão bem o sentido de ser filha e me preparou para ser mãe... pois sua liberdade de pensamento, sua conversão aos novos tempos e conceitos nos aproximam sempre... Muito mais do que mãe, você é parceira, amiga de todas as horas... Uma mãe que conquistou a nossa admiração e amor, no exercício de uma educação que tem limites, mas que não limita e cerceia as diferenças de cada um de seus filhos...
Assim é você, mamãe! Exemplo de Mulher, de Mãe e de Honradez! Você nos agasalha sob as suas asas... sua luz nos ilumina, seu carinho e sua firmeza se transformam em energia transformadora para multiplicarmos em nossos lares o seu exemplo de amor... Mais que dar à luz é SER luz na vida de alguém. Não é impor cuidados, nem pôr-se ao centro onde o universo gira. Ser mãe não é pastorar proles, é cultivar talentos, e talentos crescem quando lhes é dado pulso, criatividade e amor. Ser mãe é ter o gesto seguro que limita as ofensas que praticamos contra o bom senso. É ter o colo que se anseia por entre os crepúsculos de nossa existência, e isso você faz com maestria! Desde pequena, ouço dizer que as mães têm um sexto sentido, mas acho que ainda é pouco. Ao observar o espírito de luta, a garra, a sabedoria, a santa teimosia de minha mãe e tantas outras mulheres que exercem a maternidade, ouso dizer que elas têm: oito, nove, dez... doze sentidos. Praticamente, um especial para cada filho. Não sei como fazemos, eu só sei que fazemos. Como filha e mãe fico encantada ao constatar que arranjamos tempo para tudo e conseguimos chegar ao fim do dia, cansadas, mas felizes e com vontade de fazer ainda mais.
A isso, se chama amor e esta garra se chama graça da maternidade. Segundo Padre Zezinho “a maternidade é tão divina que poetas jamais saberão descrever, escritores jamais saberão analisar e, por mais que o desejem, os filósofos não sabem destrinchar. Assim no exercício da maternidade, podemos dizer que a mulher se glorifica”. Então, mãe, o que falar pra você neste dia? Pois você é tudo... E para você as palavras são pequenas, os gestos de carinho são poucos, diante de seu amor incondicional de Mãe. Com você, experimento o amor profundo, enxergo com a alma e com o coração, sinto o verdadeiro sentido da bonança! Você, com toda a sua sabedoria, nos ensina sempre, mesmo no silêncio, que a paciência do tempo nos auxilia a enfrentar os contratempos, e a transformar sempre a dor em amor. Este é o legado que você nos deixa sempre... Pois a esperança faz morada em seu ser e os sonhos continuam cada vez mais vivos em sua vida, refletindo em nós, seus filhos e netos que tanto a amamos. Seu nome ELZA significa “águas profundas”, e lhe cai tão bem, pois você não convive com a superficialidade, mas com as profundezas dos sentimentos e da doação.
Agradeço por tanto aprendizado, e hoje vejo refletir na minha maternidade, seus exemplos. Exemplos que desdobrei com Rafaela, Juliana e Carolina, que tanto me ensinam, me ajudam a ser uma pessoa melhor, me fazem sentir o encantamento da vida e o amor mais puro, sincero e visceral, o amor que através de um simples olhar, um cheiro, um colo... nos traz uma felicidade indescritível.
Parabenizo a todas as mães pelo seu dia e agradeço, ainda, a presença de Ir. Suraya Chaloub em nossas vidas, um verdadeiro exemplo de maternidade espiritual para todos nós.
Com afeto,
Beth Landim
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Metamorfoses...
05/05/2017 | 21h39
 
Metamorfoses...
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses".
Ao refletir sobre este pensamento de Rubem Alves fico a pensar na importância das mudanças para nossas vidas. Quando observamos o vôo e o colorido das borboletas nos impressionamos com sua beleza e naquele momento não pensamos na feiúra que fez parte de cada fase de sua transformação até que chegasse a maturidade de sua beleza. Da mesma maneira, nós seres humanos vivemos essa transformação permanente e processual, numa metamorfose longa e silenciosa. Mas essas mudanças são possíveis mediante as muitas transformações que começam em cada um de nós, todos os dias, mesmo diante dos sofrimentos causados pelas pedras no caminho. Buscamos superar, valorizando a capacidade, a criatividade, mas, sobretudo, sentindo a alegria de aprender e ensinar.
Onde aprendemos sobre como ser feliz?
A felicidade é como uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche e ela não mais pode conter aquilo que recebe, e então deseja transbordar. Esse é um grande momento de nossa metamorfose, quando descobrimos a alegria de compartilhar com o outro a felicidade que mora dentro de nós. Para Rubem Alves, o ensino das ciências, o ensino da literatura, o ensino da história, o ensino da matemática não são apenas disciplinas a serem ministradas, mas "taças multiformes coloridas que devem estar cheias de alegria". Essa felicidade deve ser compartilhada com aqueles que recebem o ensinamento: os alunos. A alegria de ensinar deve ter a contrapartida da alegria de aprender. O que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde, um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mas cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro.
Nós somos as borboletas de nosso próprio jardim e simbioticamente necessitamos descobrir o ofício de ser jardineiro num plantar e regar incessante da nossa felicidade. Os seus sonhos são suas esperanças, são as imagens visíveis das esperanças. Os sonhos não correspondem a nada que exista.
Quando os sonhos assumem forma concreta, surge a beleza. Antes de existir como fatos, os jardins existem como sonhos. Se todas as pessoas, desde a infância, puderem aprender nas escolas o respeito e a beleza de todas as pessoas, homens e mulheres, poderemos sonhar e concretizar o sonho de unir a humanidade mais justa, tolerante e igualitária. A educação de hoje, além de se dedicar ao ensino dos saberes científicos, há de superar os seus muros curriculares, dedicando-se também a fomentar esperanças e criar sonhos, a humanizar-se.
Temos visto tantos crimes e atrocidades, fome e desespero, famílias ao relento... Às vezes detemos nossos pensamentos, como foi feito, nos detalhes, nos relatos das investigações. E nos esquecemos de perguntar o que faltou a esse homem? O que está faltando ao mundo? Porque a degradação dos valores? Porque os homens são incapazes de cuidar do seu “jardim” mesmo quando a eles são oferecidas todas as oportunidades.
E como nos diz com propriedade Cecília Meireles... "A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."
É preciso rever nossas sementes, nossos valores! Temos que a todo o momento limpar as ervas daninhas e deixar florescer o que temos de melhor. Assim é a educação, um trabalho diário, constante, de cuidar, transformar, regar, adubar as mentes com valores sinceros e justos!
É chegado o tempo em que o homem plante as sementes de sua mais alta esperança. Esperança de beleza e de ser feliz sem esquecer que o trabalho que inspira o jardineiro é a espera, muitas vezes a longa espera de colheita do fruto. Porém, sem desanimar nem desistir. Certo de que seu trabalho jamais será em vão. Assim, continua plantando e regando, cuidando e esperando nascer. Chegado o momento da colheita, sua alegria maior, vivencia a partilha, transbordante de frutos... os frutos da felicidade.
E com ela as borboletas virão para dar o seu colorido a nossa existência... Pois, como nos diz Shakespeare... “O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...”
Todos os dias há um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Que possamos enriquecer a nossa vida através dos períodos de metamorfose que vivenciamos e fazer desses momentos novas oportunidades... O instante mágico é o momento que um sim ou um não pode mudar toda a nossa existência, portanto saibamos fazer nossas escolhas! Uma boa semana!
Com afeto,
Beth Landim
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Refúgio...
02/05/2017 | 15h16
Muitas vezes temos que nos refugiar, não somente motivados pelas guerras externas, mas por guerras interiores que acontecem de forma invisível... verdadeiras guerras frias. Porém, em todo refúgio, a própria palavra já nos diz, temos que buscar em Deus e dentro de nós forças renovadas para não abandonarmos os nossos sonhos. Em toda nova situação, antes de julgar, antes de agir, devemos nos sintonizar e conhecer verdadeiramente quem são as pessoas, qual é o seu passado, sua real história, suas contribuições, seus sonhos concretizados nesta caminhada. Que nenhuma guerra ou violência seja solução para os confrontos, muito menos qualquer tipo de agressão. No mundo, as pessoas precisam de afeto e de paz. Precisamos cada vez mais afetar positivamente as pessoas, demonstrando nosso querer bem, com energias boas e renovadas, tendo sempre a oportunidade do diálogo. Destaco hoje, entre todas as guerras que o mundo está vivendo, a guerra da Síria. A Síria tão distante de nós e ao mesmo tempo tão perto, dentro de nossas casas e dos nossos corações todos os dias, através das dolorosas notícias que chegam até nós. Desejo que os refugiados da guerra não percam os seus sonhos de ter uma pátria, uma casa, uma família, um trabalho, a normalidade de suas vidas de volta. Essas pessoas deixaram para trás suas cidades, suas casas, seu contexto de vida, o que faziam, sua história, enfim seus sonhos... A guerra civil na Síria teve início em março de 2011. Desde então, já deixou mais de 260 mil mortos e 4,5 milhões de refugiados, segundo a ONU, e envolveu diversos atores - regionais e internacionais. Relatório das Nações Unidos classifica a guerra síria de "grande tragédia do século 21". "A Síria transformou-se na grande tragédia deste século, uma calamidade em termos humanos com um sofrimento e deslocamento de populações sem precedentes nos últimos anos", afirma António Guterres, do Acnur. Em um dos piores episódios da guerra, EUA, França e Grã-Bretanha concluíram que o governo de Bashar Assad foi o autor do massacre de 21 de agosto de 2013, que deixou 1.429 mortos, sendo 426 crianças. A Síria assinou a Convenção de Armas Químicas, que proíbe o uso do armamento, depois de uma ameaça de intervenção internacional. Os EUA e outros países ocidentais, como França, discutiram a possível ação militar após o uso de armas químicas em um ataque em Ghouta, subúrbio de Damasco. Após um acordo entre EUA e Rússia, o governo de Assad se comprometeu - para evitar a intervenção internacional - a assinar o tratado e permitir que o arsenal químico sírio fosse destruído. Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e da ONU supervisionaram a implementação da resolução 2118 do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, que ordenou a destruição do arsenal e das instalações de produção de armas químicas da Síria. Com o avanço do grupo Estado Islâmico em territórios da Síria, o conflito se agravou ainda mais. Recentemente, forças internacionais lideradas, de um lado, pelos EUA e, do outro, pela Rússia, começaram a conduzir bombardeios aéreos contra supostos alvos dos jihadistas, iniciando uma nova fase na guerra. A população deslocada no sul da Síria enfrenta insegurança extrema e acesso limitado a assistência e cuidados médicos. Conforme suas condições de vida se tornam mais precárias, sua saúde se deteriora continuamente. Os confrontos resultaram em um aumento no número de ferimentos. Uma das maiores preocupações no momento é a proteção de populações vulneráveis e a resposta às suas necessidades básicas de abrigo. Há novos acampamentos formais na região de Dara’a e, apesar dos esforços feitos, a necessidade de abrigo adequado da população deslocada ainda não foi atendida. Milhares de pessoas estão vivendo de maneira improvisada nas ruas ou fazendas, o que representa muitos riscos em termos de segurança e saúde. Em geral, há grandes lacunas em todos os aspectos no que tange cuidados de saúde na Síria, tanto no que diz respeito a cuidados secundários e terciários como vacinação de rotina, assistência de saúde mental, tratamento de doenças crônicas e cuidados de saúde reprodutiva. Ainda que MSF e outras organizações tenham buscado antecipar períodos de escalada da violência, hospitais e instalações médicas no sul do país continuam subfinanciados e faltam profissionais. A falta de equipamentos médicos específicos e o número limitado de especialidades médicas na Síria resultaram em um sistema de saúde fragilizado, basicamente dizimado após seis anos de guerra. De acordo com informações recentes, estima-se que 15 mil médicos – quase metade do número de profissionais que havia na Síria antes do conflito – tenham fugido do país, impedindo que centenas de milhares de civis recebam os cuidados de saúde mais básicos. O Papa Francisco implorou pela paz no Oriente Médio e na Síria, onde "reinam o horror e a morte", em sua tradicional bênção "Urbi et Orbi" do Domingo de Páscoa. Ante milhares de fiéis congregados na praça de São Pedro do Vaticano, o Papa rogou a Deus que "conceda a paz a todo o Oriente Médio" e ajude "a quem trabalha ativamente para levar alívio e consolo à população civil da Síria, vítima de uma guerra que não cessar de semear horror e morte". O pontífice também pediu a Deus que conceda "aos representantes das Nações o valor de evitar que se propaguem os conflito e acabar com o tráfico de armas". Na tradicional bênção à cidade e ao mundo após a missa pascal, o Papa argentina não esqueceu de seu próprio continente. Pediu a Deus para que "sustente os esforços de quem, especialmente na América Latina, se compromete a favor do bem comum das sociedades, tantas vezes marcadas por tensões políticas e sociais, e que, em alguns casos, é sufocado pela violência".
Especialmente no dia em que refletimos sobre o dia do trabalho, que possamos rezar pelas pessoas que vivem esse conflito e abrir nossa visão de mundo. Que o nosso país possa ser passado a limpo. Que as relações sejam transparentes, afetuosas e que não nos deixemos jamais nos escravizar diante de qualquer situação. Que nossos sonhos sejam como as aragens, que nos tragam sempre o sabor da brisa suave que possui a força na constância do frescor que nos traz... As tempestades nunca são, por si só, resoluções. O meu desejo é que a suavidade e o afeto sejam constantes na humanidade neste século XXI, e que possamos substituir as marcas da guerra pelos sinos da paz...
Com afeto,
Beth Landim
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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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