Kiko, menino travesso...
29/01/2016 | 19h07

Kiko

Meu amigo, aqui as saudades são muitas... muitas, mas continuamos a falar de você, a te chamar pelo nome, a contar todas as suas histórias que não são poucas, a lembrar de suas gargalhadas, mas principalmente, a sentir VOCÊ!!! Você está presente em nossas vidas quando nos lembramos dos seus braços largos que a todos queria ajudar, dos seus telefonemas para pedir alguma coisa para alguém, para contar uma piada, ou para chamar para reunir-se com os amigos... O seu olhar sempre vivo, vive em nós, mas principalmente, em Carol! Carol que une e reúne a família... que é a força, a fé e a motivação da sua presença Viva... Puxou a você em tudo: Carol agrega, é carinhosa, canta e nos encanta, sua alegria contagia a todos. Sua forma de enfrentar com serenidade os percalços da vida, mesmo com muita saudade, traz a leveza da esperança... Esperança no seu sorriso, no seu cuidar... Carol não te puxou nos estudos, sim, porque ela é excelente aluna, e você, vivia escondendo provas, boletins, nas árvores do nosso “Auxiliadora”, para que seus pais não achassem logo as notas... Irmã Anita que o diga...

Entendemos, com muita força, que a saudade é uma forma de ficar e é dessa forma que no mesmo momento somos capazes de rir e de nos emocionar nos lembrando de você... A saudade não é um sentimento de ausência. A saudade é o sentimento de presença de quem não está. A verdadeira saudade não se desfaz. É a lembrança viva, é uma memória que aquece e às vezes arde, mas que não esfria, não se apaga. A saudade é uma chama que se mantém acesa pela falta que o outro faz. O tempo da saudade é sempre o passado, porque a saudade é a vontade de trazer o passado para o presente e o levar conosco para o futuro, para toda a vida. Porque você é presente... presente em nossas vidas e presente vivo por ser presença em nossa memória afetiva, apesar de não estar aqui fisicamente... A cumplicidade não carece de razão, ela ultrapassa o que sabemos dizer. E a nossa cumplicidade, Kiko, transcende, é amor, é amizade, é família... é amor de irmão. E é por meio da cumplicidade que nos descobrimos pertencentes, como se um visgo nos ancorasse no eterno porto da amizade. É fruto do amor, descendente da ternura, traço indelével que acomodamos na alma. Nenhum alarde é feito quando inicia o seu percurso nas veias de quem a constrói. Mas um dia se manifesta. Olhamos um para o outro e descobrimos...

Mary e Maron têm sido avós e pais incansáveis, dois guerreiros que passam equilíbrio e alegria, mesmo na saudade, reunindo e unindo cada vez mais a família linda que você formou com Renata. Porque você está vivo dentro de cada um de nós! Seus pais são exemplos para todos nós! Exemplo de fé, de esperança, de luta, de transcendência... Porque você, Kiko, transcende para nós, e isso é perceptível no convívio com seus pais e suas irmãs, Érika e Camila, incansáveis também com Carol e Renata. Sempre com as presenças especiais de Carlos e de Marcelos. Renata, mãe zelosa, sua sempre esposa, luta firmemente para estar sempre bem para Carol, mantendo sempre acesa a chama do amor no lar que vocês constituíram... Todos passaram o Natal e o Réveillon juntos, e você, tenho certeza, sorria de orelha a orelha... No natal fizemos o “Natal do Kiko... uma estrela que brilha entre nós!” ajudados por todos os seus amigos... Foi simplesmente lindo!!! Servimos não apenas almoço, presentes e doces, mas, sobretudo servimos o que você mais nos servia: alegria, solidariedade, escuta, amor ao próximo, energias positivas, música, sentido de família! Todos nós participamos juntos de um banquete de amor, com Marcelos de Papai Noel e tudo, sempre nos reportando ao seu desejo intenso de olhar para os lados e de ajudar ao próximo. O tempo se encarrega de ajeitar os sentimentos... de nos deixar mais fortes... O sofrimento, antes insuportável, vai aos poucos se acomodando no leito da saudade. É assim que organizamos o luto. Permitindo que o tempo faça por nós o que ainda não sabemos fazer sozinhos.

Quando rezamos a Oração de Santo Agostinho, nos refazemos na fé e na esperança: “A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do caminho. Eu sou eu, você é você. O que eu era para você, eu continuarei sendo. Me deem o nome que você sempre me deu, fale comigo como você sempre fez. Você continuará vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilize um tom solene ou triste, continue a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Reze, sorria, pense em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza. A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho...Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.”

E é essa vida que segue... linda e bela... que sua família e nós, seus amigos, vivemos com intensidade, pois tivemos a oportunidade abençoada de conviver, e ainda temos de estar constantemente, com um ser iluminado como você. Você, Kiko, já chegou ao mundo trazendo imensa energia de amor, que durante a sua estada entre nós, foi só se multiplicando, formando elos de muita alegria, intenso amor ao próximo, de irmandade com os amigos, de positividade sempre, ajuda constante, sorriso fácil, abraço que verdadeiramente abraça, que foram sendo semeados nos corações de todos nós que muito te amamos, como sementes especiais, que ficarão para a eternidade em nossas vidas... Fique em paz, menino travesso, e estaremos sempre juntos com você, na semeadura das sementes que você nos deixou como legado, junto com toda a sua família que eternamente te ama, sentindo sempre que você não está longe... apenas do outro lado do caminho... aonde a saudade jamais irá nos impedir de com você estar... E de mãos dadas com Irmã Anita, olhe por nós sempre... pois daqui sentimos o carinho de vocês.

Com afeto,

Beth Landim

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Querer bem...
13/01/2016 | 14h40

11122412_10206303147527650_1282537830_nCom afeto,

Beth Landim

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Bom mesmo...
12/01/2016 | 12h21

11124741_10206303151127740_1433031612_nCom afeto,

Beth Landim

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Viagem...
07/01/2016 | 13h32

11121911_10206303152607777_1512360160_nViajar ...um grande legado de aprendizagem...

Cultura ...

Adoroooooooooooooo

Com afeto,

Beth Landim

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Ano Novo... tempo de mudança, de buscar um foco!   
04/01/2016 | 17h45

                               

            Todo início de ano é a mesma conversa: vou começar um novo curso, um novo emprego, um novo regime, nova vida enfim, tudo novo. Mas de fato, quantas são as pessoas que levam este “acordo de ano novo” após a primeira semana de janeiro?                

            Passada a euforia dos fogos e das festas, a gente começa a desanimar, pois tudo o que sonhamos no início parece um tanto difícil na prática, e vêm as frustrações. No entanto, existem heróis! Sim, verdadeiros guerreiros que lutam dia após dia e conseguem chegar ao final deste novo ano com algumas das metas atingidas, dos sonhos realizados e planos conquistados. Mas e a vida nova, onde encaixa?       

   

Não adianta remodelar a “embalagem” se o conteúdo é o mesmo: o mesmo reclamão, o mesmo carrancudo, a mesma invejosa, etc, ... (sem a intenção de ofender ninguém). Existe uma transformação que precisa ser feita e essa não é realizada por homens, cirurgias plásticas, sonhos de ano novo ou seja lá o que for. É uma transformação que começa de dentro para fora.                                     

Então até que ponto, de verdade, o ano novo significa vida nova? O simples fato de querermos mudar e efetivamente passarmos de um ano para outro faz com que nossa vida seja diferente? Obviamente, o desejo representa 50% da mudança, pois não há quem consiga mudar sem, ao menos, querer que isso aconteça. Com determinação e "força de vontade" conseguimos muita coisa. Planejamento e paciência também são fundamentais na implementação de qualquer novo projeto ou iniciativa. Ao término de um ano, temos muitas expectativas para o seguinte, e isso acontece porque o final de ano representa o fim de um ciclo. 

O ano-novo é revestido de uma simbologia, pois é a forma que encontramos para marcar o tempo e lhe atribuir significados, aproveitando para cultivar a esperança de dias melhores. Alguns podem se perguntar: "Será realmente necessário mudar?" E eu lhes respondo que mudar é essencial para sobreviver.

Quando somos bebês, usamos roupas de bebê e falamos como bebê; mas quando crescemos essas antigas roupas não nos servem mais, nem esse linguajar. Seria realmente engraçado encontrarmos adultos vestidos com roupinhas infantis, entretanto, existem pessoas que querem seguir pela vida com os mesmos costumes de antes, e acham isso tremendamente natural. Continuam egocêntricas, avaras, teimosas, insensíveis... Quando será que vão perceber que o amanhã precisa ser fraterno, e que quem não for assim será eliminado da face da Terra?   

 Então, o que precisamos para mudar? Primeiro de tudo: QUERER. Precisamos desejar mudar, tentar uma outra forma. Muitas vezes, não conseguimos mudar as coisas simplesmente porque gostaríamos que fossem diferentes, mas podemos fazer a tentativa de olhar para elas "com outros olhos"; ou seja, se você não consegue mudar as coisas à sua volta, mude a forma de olhar para elas. Sem dúvida alguma, isso representa uma MUDANÇA.

    

    É importante traçar metas e fazer planos para a vida, pois isso nos guia numa certa direção e encurta caminhos, poupando-nos da indecisão. Podemos ter metas a curto, médio e longo prazo. Cada etapa vencida é algo a ser celebrado. Precisamos comemorar nossas vitórias, tanto quanto costumamos lamentar nossos fracassos, pois não se vive sem auto-estima.                        

Agora, acho que podemos responder a pergunta inicial: "Ano novo significa realmente vida nova?" Penso que cada segundo significa vida nova para quem tem a consciência de que estamos em constante transformação.       Muitos anos nada significam para quem vive estagnado. Quem deseja uma vida nova precisa deixar o homem velho para trás e assumir um novo olhar diante do semelhante.          

             No mundo capitalista em que vivemos, o desejo da maioria está atrelado à aquisição e consumo de bens materiais. Poucos têm a real noção de que o dinheiro não traz felicidade. É preciso que algum ente querido morra ou fique doente para que a pessoa perceba que o dinheiro não serve para restituir a vida ou a saúde. Com o amadurecimento, começamos a valorizar o que realmente importa: o amor, a fé, a amizade, a saúde, a paz, o companheirismo, a verdade, o incentivo, e tantas coisas boas que aquecem o nosso coração.

            Assim, desejo que neste novo ano você possa ver o que antes não via, e que essa nova visão lhe possibilite acreditar que um outro mundo é possível, quando cada qual se dispuser a partilhar, construindo um amanhã mais humano, fraterno e solidário. 

                                                         

A capacidade de transformação que temos é incrível! Somente as pessoas negativas e pessimistas não se permitem um recomeço. Ficam presas no passado, lembram-se sempre das derrotas, dos momentos tristes, enquanto a vida continua e o futuro pode ser muito belo e prazeroso. 2015 foi um ano excelente, de grandes vitórias! 2015 foi um ano muito difícil… 2015 foi um ano extremamente gratificante! 2015 foi um ano de frustrações e decepções… Sabemos que durante os 365 dias de um ano experimentamos vitórias e derrotas, alegrias e tristezas. Mas 2015 já foi… não volta mais! É passado! Em 2016 temos a chance de olhar para a frente com os olhos de quem está na vida para viver! E viver significa aprender, crescer, amadurecer, chorar, rir (muito) comemorar, e até desanimar, algumas vezes, porém não sempre!   

A vida é um presente de Deus para cada um de nós. Cada novo dia é mais uma rica oportunidade de recomeçar da maneira certa, de aprimorar conceitos e posições e repensar atitudes. Podemos e devemos mudar! Isso nos faz diferentes dos outros animais (os irracionais)! Somos inteligentes e criativos.

Feliz ano novo!

Com afeto,

Beth Landim

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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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