PROSSIGA...
27/05/2019 | 10h27
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o vôo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida. O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E assim foi...
Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: - Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos.
Moral da história: Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.
Pois no mundo dinâmico em que vivemos, cada vez mais temos a certeza de que não vivemos a era do “ou”, e sim do “e”. Não podemos permitir a radicalidade em nossos pensamentos e atitudes, “ou” isto “ou” aquilo. A filosofia do “e” agrega. Nos ensina a respeitar as diferenças, e como em uma orquestra, nos ensina que a diversidade e as diferenças é que fazem o conjunto ficar cada vez mais lindo. Se tivéssemos uma nota só, as músicas seriam entediantes. Assim é a vida... Podemos aprender com o exemplo dos bichos, com o exemplo natureza que nos proporciona a cada entrada de estação uma beleza indescritível. Ora sentimos a luminosidade intensa do sol com o seu calor que nos aquece, ora sentimos o frescor do outono que chega de mansinho, ora sentimos o frio do inverno que nos faz aconchegar, ora sentimos o desabrochar da primavera que vem colorir as nossas vidas e mostrar que a vida é viver e nascer todo dia um pouquinho... Concluindo, podemos aprender pelo amor ou pela dor. Porém, a beleza está em apreciar a caminhada nos espinhos e nas flores... Porque por maior que seja a nossa caminhada, ela começa sempre com um primeiro passo... Existem pessoas que se habituam a planejar, projetar mil idéias e, no entanto, nada sai do campo das intenções. Em suas mentes os planos mais mirabolantes são possíveis, e os projetos mais complicados são factíveis, desde que outros os assumam.
São pessoas que se esquecem que, se planejar é indispensável para o bom andamento e provável sucesso da empreitada, nada se concretizará de fato, se não derem o primeiro passo. Por mais difícil que possa parecer inicialmente a realização de um projeto, de um desejo, de um plano, somente após ter dado o primeiro passo em sua direção é que podemos realmente avaliar sua viabilidade. Há uma certa distância entre o pensar e o fazer, embora estejam interligados e um dependa do outro. O primeiro passo implica certamente um risco, mas sem ele nada poderá ser realmente levado adiante.
Às vezes, as pessoas que são criticadas são as que mais tentam fazer algo construtivo em suas vidas. Espanta-me como as pessoas que não fazem nada querem criticar aqueles que tentam fazer alguma coisa. Depois de muitos anos sofrendo com as críticas das pessoas e tentar ganhar a sua aprovação, eu finalmente decidi que, se minha consciência está em paz comigo, isto é suficiente. Cada vez que alguém critica você, tente fazer uma afirmação positiva sobre si mesmo e para si mesmo. Não fique perto e absorva tudo que alguém queira despejar sobre você. Estabeleça a independência! Tenha sua própria atitude sobre si mesmo e não seja derrotado pela crítica. Winston Churchill foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. É o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Certa feita freqüentou uma cerimônia oficial. Várias filas atrás dele dois senhores começaram a murmurar. “Eles dizem que Churchill está ficando velho.” “Eles dizem que ele deveria se afastar e deixar o funcionamento da nação aos homens mais dinâmicos e capazes.” Quando a cerimônia terminou, Churchill voltou-se para os homens e disse: “Senhores, eles também dizem que ele é surdo!” Portanto, Prossiga. Por mais que lhe falem de tristeza... prossiga sorrindo! Por mais que lhe demonstrem rancor... prossiga perdoando! Por mais que lhe tragam decepções... prossiga confiando! Por mais que lhe ameacem de fracasso... prossiga apostando na vitória! Por mais que lhe apontem erros... prossiga com os seus acertos! Por mais que discursem sobre a ingratidão... prossiga ajudando! Por mais que noticiem a miséria... prossiga crendo na prosperidade! Por mais que lhe mostrem destruições... prossiga na construção! Por mais que acenem doenças... prossiga vibrando saúde! Por mais que exibam ignorância... prossiga exercitando sua inteligência! Por mais que o assustem com a velhice... prossiga sentindo-se jovem! Por mais que plantem o mal... prossiga semeando o bem! Por mais que sua luta seja grande... DEUS é maior!
Com afeto,
Beth Landim
Comentar
Compartilhe
A carta...
24/05/2019 | 12h19
A carta abaixo foi escrita por um imigrante vietnamita que é policial no Japão (Fukushima). Foi enviada a um jornal em Shangai que traduziu e publicou. Procurei ser o mais fiel possível ao texto original.
“Querido irmão, como estão você e sua família? Estes últimos dias tem sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres. Cada um de nós está trabalhando umas 20 horas por dia e mesmo assim, gostaria que houvesse 48 horas no dia para poder continuar ajudar e resgatar as pessoas. Estamos sem água e eletricidade e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares. Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise. As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam. Entretanto, mais uma semana, não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada. Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano. Irmão querido houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou um adulto como eu uma lição de como se comportar como um verdadeiro ser humano. Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa que ia longe. Vi um garotinho de uns nove anos. Ele estava usando uma camiseta e shorts. Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai. Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família. O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”? Ele pegou a minha comida e fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas. Fiquei chocado. Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”. Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar. Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de nove anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior deve ser uma grande sociedade, um grande povo.
Bem, envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.” Ha Minh Thanh
Vejam que interessante - morreram mais de 15 mil pessoas no Japão - em dois desastres que fazem com que as nossas enchentes sejam coisas evitáveis. O que podemos aprender com o Japão? A CALMA - Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava; A DIGNIDADE - Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo; A HABILIDADE - Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram; A SOLIDARIEDADE - As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa; A ORDEM - Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão; O SACRIFÍCIO - Cinqüenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?; A TERNURA - Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos; O TREINAMENTO - Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado; A IMPRENSA - Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas. Apenas reportagens relatando os fatos; A CONSCIÊNCIA - Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.
A Educação é o maior bem que uma pessoa pode receber, pensemos nisso...
É um direito de todos, e um dever do país!
Com afeto,
Beth Landim
Comentar
Compartilhe
Um amor incondicional... 
10/05/2019 | 22h41
A minha mãe, Elza, é o reflexo destes dizeres do nosso Papa: “A paz é mulher”, continuou o Papa: “nasce e renasce da ternura das mães. O sonho da paz se realiza com o olhar à mulher. A mulher tem origem no coração e nos sonhos. Ela leva ao mundo o sonho do amor”. Concluiu: “Se quisermos um futuro melhor, se sonharmos com um futuro de paz, precisamos dar espaço às mulheres”.
E eu acrescento, a meu ver, alguns outros ensinamentos que a Mãe tem que ter: coragem, para ensinarmos aos nossos filhos a enfrentarem as dificuldades com pensamento lógico, inteligência e equilíbrio emocional. Aventura, para tornar a vida mais gostosa, desafiadora e para sairmos do convencional!
Ouvir sempre... para que possamos ser “pontes” e o diálogo florescer. Ter afeto para afetar e se deixar afetar, pois o amor e a ternura são imprescindíveis na relação!
Fé para que nossos filhos possam crescer com intimidade com Jesus e seguirem seus passos!
A maternidade para mim é um amor incondicional, que me renova, me faz aprender, me faz entender o quão certa é nossa existência e que por isso, temos que ser intensos em nossas relações!
Com minhas filhas aprendo a amar, a ser melhor mãe, a ser uma pessoa melhor! Agradeço a Deus todos os dias, de ter Rafaela, Juliana e Carolina em minha vida! Um pedaço de mim que também irá se multiplicar quando forem mães... e esse é o maior legado que recebemos... Espalhar pedaços de amor de nosso ser por toda a vida...
Esse amor que espalhamos no seio de nossa família, que sentimos como herança amorosa dos nossos avós, permeia as nossas lembranças, nos tornando pessoas mais fortes, voltadas para a fé, firmes em nossos propósitos. Essas lembranças estão guardadas dentro dos nós e se constituem em recorrentes relíquias do amor de Deus, que estão e estarão sempre presentes em nossos corações. Elas, as nossas lembranças amorosas, nos conduzem em nossas vidas em todos os momentos, nos sustentando diante dos desafios e fortalecendo os nossos elos nos momentos de alegria.
É muito gratificante ter no Dia das Mães uma Mãe para poder exprimir todo o meu amor, e ao mesmo tempo, minhas filhas, para me sentir tocada e abraçada pelo amor de Deus. Ser Mãe é uma experiência única, que transcende tempo e espaço, e nos conduz em linha direta a Deus. Mãe significa bênção, então todos nós somos imensamente abençoados, pois fomos gerados por uma Mãe, independente de quem nos embalou e criou.
E esse amor existe... quando pensamos e sentimos em nosso interior, dentro de nossas fibras mais íntimas... o amor da nossa Mãe. Porque ser Mãe é mais que dar à luz, é SER luz na vida de alguém. Não é impor cuidados, nem pôr-se ao centro onde o universo gira. Ser mãe não é pastorar proles, é cultivar talentos, e talentos crescem quando lhes é dado pulso, criatividade e amor. Ser mãe é ter o gesto seguro que limita as ofensas que praticamos contra o bom senso. É ter o colo que se anseia por entre os crepúsculos de nossa existência.
Na invisibilidade visível ao coração, minha mãe está presente em todos os segundos da minha vida... No silêncio ou na ausência física, sua presença é totalmente perceptível em minha consciência, através dos seus conselhos, dos seus ensinamentos, do seu exemplo de vida, do equilíbrio das atitudes, do seu discernimento e disponibilidade, do seu silêncio que nos fala muito alto SEMPRE... Na sua tranquilidade do dia-a-dia, seja nos dias difíceis ou na alegria... Na sua disposição em nos acompanhar para qualquer programa de lazer ou trabalho, ela nunca nega um chamado ou convite, indo sempre além das nossas expectativas...
Mãe,te admiro muito! Quero sempre poder seguir os teus passos! Meu amor por você é incondicional! Você tem a capacidade de adivinhar meus sentimentos, de encontrar a palavra certa nos momentos incertos, de nos fortalecer sempre... Sua existência é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar... Amar com um amor incondicional que nada espera em troca. Sua honradez nos enobrece e nos faz ser aprendizes da vida. Uma vida vivida em profundidade de princípios e valores! Isto é o que você sempre nos passou e nos passa, através de seus exemplos e atitudes. Uma mãe que me ensinou tão bem o sentido de ser filha e me preparou para ser mãe... pois sua liberdade de pensamento, sua conversão aos novos tempos e conceitos nos aproximam sempre... Muito mais do que Mãe, você é parceira, amiga de todas as horas... Uma Mãe que conquistou a nossa admiração e amor, no exercício de uma educação que tem limites, mas que não limita e cerceia as diferenças de cada um de seus filhos...
Assim é você, minha Mãe! Exemplo de Mulher, de Mãe e de Honradez! Você nos agasalha sob as suas asas... sua luz nos ilumina, seu carinho e sua firmeza se transformam em energia transformadora para multiplicarmos em nossos lares o seu exemplo de amor... Mais que dar à luz é SER luz na vida de alguém. Não é impor cuidados, nem pôr-se ao centro onde o universo gira. Ser mãe não é pastorar proles, é cultivar talentos, e talentos crescem quando lhes é dado pulso, criatividade e amor. Ser mãe é ter o gesto seguro que limita as ofensas que praticamos contra o bom senso. É ter o colo que se anseia por entre os crepúsculos de nossa existência, e isso você faz com maestria!
“É preciso amor para poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir e é preciso chuva para florir.”
É preciso “Mães”... para que o mundo conheça a ternura...
Com afeto,
Beth Landim
Comentar
Compartilhe
Eu vi...
04/05/2019 | 08h34
Eu vi!!! Há mais ou menos um mês eu vi um cego enxergar... Na semana passada eu vi uma mulher que estava na cama há dois anos conseguir se sentar e ter outros progressos... E então me pergunto: porque esperamos por milagres “mirabolantes” se somos instrumentos de Deus!
E o que vi foi fruto do milagre da “Caridade”!!! Palavra e ação em extinção! Vivemos em um mundo em que as pessoas a todo tempo “representam” e não se incomodam com o “humano”, com a caridade pura e simples, que tornaria o mundo muito mais afável, confiável, amoroso e terno... ao invés de vivermos nesta “selva de pedra”.
“Vivenciar a caridade significa colocar em prática todos os ensinamentos provenientes de Deus. Ela é, acima de tudo, o resultado da própria transformação íntima, que nasce em silêncio e lentamente no fundo de cada um. A caridade é discreta e sigilosa. Não quer ser vista e nem falada. Ela é o amor em movimento. É a energia que circula nos corações fraternos dos simples de alma. Silenciosa, ativa e desapegada. Transforma prantos em alegrias, a fome em grãos e a solidão em companhia. A caridade não tem partido, religião ou pátria. Ela simplesmente é. E basta.”
O que eu vi e presenciei é fruto desta caridade que com tão pouco podemos fazer. Ajudar através do conhecimento, do coração, do tempo que dispomos a isso, a tirar um documento, a encaminhar uma pessoa, a ligar para a fila do SUS, a interceder para conseguir um exame, uma roupa, um barbeiro, mas principalmente o AFETO. Que ao afetarmos o outro ser humano, sejamos capazes de ver a vibração do outro como numa cadeia de dominó, a levar o bem, a bondade e o serviço ao outro!
João 3:17,18 “Filhos, não amemos de palavras e nem de boca, mas em ação e em verdade.” Falamos tanto, apontamos tanto, somos doutores em julgar, achar soluções e a conceber preconceitos... E no entanto, com tão pouco, faríamos tanto!
Eu vi “Seu” Rui Barreto Custódio, morador de rua do Mercado Municipal, voltar a enxergar depois de 7 anos, através de vários anjos aqui da terra, a conseguir seus documentos de novo, e mais do que isso, se sentir GENTE, se sentir amado, a amar também! Eu vi Marie, receber uma cama de hospital e depois de dois anos, voltar a sentar e iniciar uma nova trajetória de vida com fisioterapeutas que tem a “alma” nas mãos e no coração!
Seu Rui, quanta gratidão pela sua confiança em todos os seus “anjos” de que tudo daria certo, quanto orgulho de sua coragem e confiança depositada. Quanta gratidão a Deus pela sua vitória!!!
Se cada um de nós tivéssemos um olhar demorado e profundo ao nosso redor, e ao invés da “língua” usássemos as mãos, o mundo seria menos hipócrita, mais verdadeiro e imensamente mais humano e amoroso!
É isso que Deus espera de nós! Que possamos ser instrumentos de Paz, Bem querer e Amor ao próximo! E estes pequenos e ao mesmo tempo “grandes” milagres iriam se multiplicar por todos os lugares.
Eu acompanhei... eu senti o perfume de Jesus e nesta caminhada quero a cada dia poder ser melhor.
A vida pede coragem e força de vontade. É preciso sairmos da zona de conforto! Coloquemos as nossas energias em movimento e a serviço dos nossos projetos de vida e da comunidade em que vivemos! Vamos parar de reclamar e de nomear responsáveis! Podemos e devemos interferir com amor e fazer a nossa parte!
O porto é o lugar mais seguro para um barco, mas ele não foi feito para ficar lá seu destino é navegar... Coragem...
E como nos diz Padre Fábio de Melo... “O olhar apressado é a matriz de todo preconceito. Acho que vi, mas não vi, e o pior, digo que vi, sem ser visto. Jesus só olhou o mundo sem pressa. E por isso ele era capaz de ver o que ninguém via. Olhou Madalena e não viu a prostituta que todos viram. Via a mulher, viu o ser humano que precisava ser resgatado dos olhares apressados que a condenavam... Eu não sei como anda o seu olhar sobre si mesmo. Não sou conhecedor da pressa ou da calma do seu olhar. Uma só coisa eu sei, e sobre isso quero lhe dizer. Há em você um universo de verdades a ser descoberto. Há uma humanidade linda que ainda precisa passar pelo processo do florescimento. Não sabe por onde começar? Eu lhe dou uma dica. Comece a prestar atenção no jeito como você se enxerga, no jeito como você se trata, no jeito como você se interpreta... Veja o avesso de suas inseguranças. Há uma coragem que você precisa enxergar. Ela é necessária como o pão de cada dia. Hoje é dia de olhares demorados...”
Você também pode ver...
 
 
Com afeto,
Beth Landim
Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Elizabeth Landim

[email protected]