O TEMPO...
28/03/2011 | 22h44

Um pouquinho de Mário Quintana ...

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando de vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é natal...

Quando se vê, já terminou o ano...

Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...

E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.

Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

O tempo é como o vento, não podemos correr atrás pois não vamos alcançá-lo...

Podemos sim sentir o sabor gostoso do tempo de tudo que saboreamos na nossa infância, adolescência e até nos dias da semana passada, pois são as lembranças saborosas de nossa memória que nos dão força para avançar no tempo futuro e percorrer e descobrir caminhos que nem nós sabemos como serão... Volte um pouco no seu tempo e pense um pouquinho na sua infância, na sua adolescência, nos seus sonhos. Eles mudaram de caminho?  Você quer alcançá-los ainda? As vezes há um desvio de rota mas o porto que nos espera ainda está lá, no mesmo lugar de sempre... Não desista da sua criança interior e do frescor da juventude pois estes se constituem em bálsamos que nos impulsionam no tempo de hoje.

Para mim o que fica disso tudo é que não podemos perder tempo!

Não podemos perder tempo de amar... tempo de realizar... tempo de se doar... tempo de ter um olhar diferente para tudo que nos envolve.

Que tenhamos sempre um olhar novo para descortinar o tempo!

"Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz."

Com afeto,

Beth Landim

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Pipoca ou Peruá?
25/03/2011 | 20h55

Li este texto sobre a pipoca e reflito com vocês:

“Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua sendo milho para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor! Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: Vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.

A pipoca não imagina aquilo que ela é capaz. Aí, sem  aviso prévio, pelo poder do fogo e grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o peruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira!!! Deus é o fogo que amacia o nosso coração, tirando o que nele há de melhor!”

Acredito que para extrairmos o melhor de dentro de nós, temos que, assim como a pipoca, passar pelas provas da vida. Talvez hoje você não entenda o motivo de estar passando por alguma coisa... Mas tenha certeza que quanto mais quente o fogo mais rápido a pipoca estoura.

E nas durezas da vida, vem sempre o seu célebre acompanhamento, o aprendizado que passamos a levar junto conosco, como bagagem “sine qua non” do nosso cotidiano, pois o que aprendemos pela dor sempre fica para o nosso aprendizado. Muitas vezes não somos capazes de absorver a lição na primeira experiência, e aí temos a grata surpresa de nos depararmos novamente com a dor da mesma natureza, em intensidade mais forte, nos convidando com sutileza ao aprendizado proposto.

Quando pensamos em tudo que temos que transfigurar em nós para uma vida melhor, desanimamos literalmente. Desanimamos, pois temos dificuldades em lidar com metas, pois elas não são imediatistas e sim fruto de grande esforço, contínuo pensamento positivo, regado com determinação e fé. Neste momento nos sentimos impotentes diante dos grandes desafios que a vida nos propõe e sempre adiamos o primeiro passo. O receio é grande. Muitos de nós adiamos tanto e tanto que a vida se escoa, nos tirando a oportunidade de nos mostrar o quanto somos capazes, de como o sol brilha, iluminando nosso caminho, nos conduzindo na trilha da paz interior, da solidariedade, do bom senso e do enfrentamento frente às mudanças, do saber voltar atrás...

Repensar conflitos, objetivos, metas, palavras, posturas... sábio comportamento, pois o primeiro passo para a nossa transformação é a nossa mudança interior que vem de forma automática quando nos deixamos sintonizar com o divino que habita em nós. Baixe a guarda com você mesmo. Admita que como ser humano cometemos falhas e falhas em nosso percurso. Perdoe-se a si mesmo e tenha equilíbrio e tranqüilidade em sua alma. Como nos diz de forma tão bela Shakespeare: “...plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...”.

E assim a vida sempre segue. Que possamos estar prontos para seguir com ela do nascer do sol de cada dia ao seu ocaso, carregando junto conosco, em nosso coração, muitas sementes de esperança. Dentro deste contexto de tanta receptividade devemos nos lembrar, sempre, de agradecer a Deus pelas bênçãos da vida, que nos visitam cotidianamente, nos trazendo emoção, alegria, contatos benéficos, pessoas que são como os anjos, sorrisos que nos iluminam, abraços que nos energizam, mãos que apertam as nossas e nos mostram as dimensões do infinito, e abraços que vem de encontro aos nossos braços e nos fazem nos sentir verdadeiramente no colo de Deus! Podemos sempre escolher se queremos ser como a pipoca ou o peruá.

Com afeto,

Beth Landim

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NAVEGUE...
24/03/2011 | 18h44

Deixo com vocês um pouco de Fernando Pessoa, que em sua poesia NAVEGUE, nos conduz a valorizar sentimentos e emoções que muitas vezes nos esquecemos do quanto a vida é bela....

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela. Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada".
Com afeto e poesia, Beth Landim
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Irena Sendler - uma mulher extraordinária e excepcional!
22/03/2011 | 12h45

Outro dia, li um texto traduzido por Manuel de Castilho que muito me impressionou. O mesmo contava a história de Irena Sendler intitulada “A mãe dos meninos do Holocausto”.

IRENA SENDLER é uma heroína desconhecida fora da Polônia e apenas reconhecida no seu país por alguns historiadores, já que os anos de obscurantismo comunista apagaram a sua façanha dos livros de historia oficiais. Esta mulher extraordinária também nunca contou a ninguém nada da sua vida durante aqueles anos.

Em 1999, a sua história começou a ser conhecida graças a um grupo de alunos de um Instituto do Kansas-EUA que realizou um trabalho sobre os heróis do Holocausto. Na investigação, deram poucas referências sobre Irena e só existia um dado surpreendente: tinha salvado a vida de 2.500 meninos. Como é possível que só existisse essa informação sobre uma pessoa assim? Mas, a maior surpresa chegou quando, após busc ar o lugar da tumba de Irena, descobriram que este não existia porque ela ainda vivia.

Aos  97 anos, enquanto residia num Asilo do centro de Varsóvia, em seu quarto nunca faltavam flores e cartões de agradecimento do mundo inteiro. Quando a Alemanha invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia, no qual cuidava das salas de jantar comunitárias da cidade.

Em 1942 os nazistas criaram um “gueto” em Varsóvia e Irena, horrorizada pelas condições como se vivia naquele lugar, uniu-se ao “Conselho para Ajuda aos Judeus”. Conseguiu identificações da oficina sanitária, sendo que uma das tarefas era a luta contra as doenças contagiosas. Como os alemães invasores tinham medo de que se desencadeasse uma epidemia de tifo, aceitavam que os poloneses controlassem o lugar. Logo entrou em contato com famílias oferecendo levar os filhos com ela para fora do Gueto.

Conta-se que era terrível, pois Irena tinha de convencer os pais a entregarem seus filhos e eles a perguntavam: Pode prometer que meu filho viverá? Como poderia prometer se nem sabia se poderia sair com eles do Gueto? A única coisa certa era que os meninos morreriam se permanecessem ali.

Mães e avós não queriam separar-se deles.  IRENA as entendia perfeitamente. O momento da separação era o mais difícil. Algumas vezes, quando Irena ou suas companheiras tornavam a visitar as famílias para tentar fazê-las mudar de idéia, todos tinham sido levados  aos campos de extermínio. Cada vez que isso acontecia, ela lutava com mais força para salvar as crianças.

Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos da paz. Por isso, não se cansava em manter aqueles meninos com vida. Queria que um dia pudessem recuperar seus verdadeiros nomes, sua identidade, suas histórias pessoais, suas famílias. Foi quando inventou um arquivo que registrava os nomes dos meninos e as suas novas identidades. Anotava os dados em pedaços pequenos de papel que enterrava, dentro de potes de conserva, debaixo de uma arvore de macas, no jardim do seu vizinho. Guardou, sem que ninguém suspeitasse, o passado de 2500 meninos, até que os nazistas foram embora. Um dia, os nazistas souberam das suas atividades. Em 20 de Outubro de 1943,  Irena foi detida pela Gestapo e levada a prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha da sua cela, encontrou uma estampa de Jesus Cristo e ficou com ela até 1979, quando fez sua doação a João Paulo II. Irena era a única que sabia os nomes e onde se encontravam as famílias que albergaram aos meninos judeus. Suportou a tortura e se recusou a trair seus colaboradores ou a qualquer dos meninos ocultos. Quebraram-lhe os pés e as pernas, alem de sofrer inúmeras torturas. Mas ninguém conseguiu romper a sua vontade. Foi condenada a morte, numa sentença que nunca chegou a se cumprir porque, a caminho do lugar da execução, um soldado a deixou escapar.

No final da guerra, ela mesma desenterrou os vidros de conserva e fez uso das anotações para encontrar aos 2.500 meninos que colocou com famílias adotivas. Integrou-os aos seus parentes espalhados pela Europa, mas a maioria tinha perdido as suas famílias nos campos de concentração nazistas. Os meninos só a conheciam pelo apelido: JOLANTA. Anos mais tarde, quando a sua historia saiu num jornal junto com fotos suas, da época, diversas pessoas começaram a chamá-la para dizer:

“Lembro de seu rosto... sou um daqueles meninos. Devo-lhe a minha vida, meu futuro, e gostaria de vê-la”. Irena viveu muitos anos numa cadeira de rodas. Nunca se considerou uma heroína.Nunca reivindicou crédito algum pelas suas ações e sempre diz “poderia ter feito mais”!

Ao ler este texto, refleti: Quantos, no anonimato, fazem muito e muitos, nos holofotes da mídia, fazem tão pouco? Irena em seu silêncio fez a diferença e cumpriu, com coragem e amor, sua missão. Alem disso, nos deixa uma lição: não se plantam sementes de comida. Plantam-se sementes de bondade. Se criarmos um círculo de bondade, este nos rodeará e crescerá cada vez mais, pois o BEM que fazemos, não passa jamais.

Com afeto,

Beth Landim

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Um Tsunami de insegurança ...
19/03/2011 | 13h07

É assim que nos sentimos, com a dor vivida pelos japoneses. Na sexta feira 11 de março, o Japão foi devastado por um terremoto, que segundo o Serviço Geológico dos EUA, atingiu os 8,9 graus na escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. O mundo assistiu impotente a um dois maiores desastres naturais conhecidos na história. Embora o Japão seja um país preparado para enfrentar grandes terremotos, a onda gigantesca que se seguiu foi devastadora. O povo japonês por uma questão educacional e cultural, possui equilíbrio emocional para enfrentar e superar esse tipo de tragédia, uma vez que o país se situa em uma zona "crônica" de abalos sísmicos. Porém, constatamos que o desastre natural foi infinitamente maior do que a capacidade humana de superação. Existe uma constatação deste episódio. Contra a natureza, não podemos medir força, e muito menos subestimá-la!

Como se não bastasse, o Complexo Nuclear de Fukushima Daiichi está escapando radioatividade. E aí outra constatação, mais um tsunami, e desta vez de radioatividade! Fico a imaginar, como estão se sentindo os sobreviventes das bombas atômicas que destruíram a cidade de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. Takashi Horita, 78 anos, um hibakusha, como são chamados os sobreviventes de 45, declarou emocionado: - Foi há 65 anos, e eu não esqueço nem por um dia. As pessoas gritando "mamãe, mamãe". Não foram dez mortos, cem, mil. Foram 140 mil pessoas mortas. E então fica a pergunta, existe realmente segurança nas Usinas Nucleares? Não sei responder esta questão, deixo para os técnicos da área, porém, não podemos ficar imóveis, no que tange a exigir cada vez mais respostas e estudos científicos para certificarmos-nos de sua segurança. Não podemos nos esquecer das nossas Usinas Nucleares, Angra 1 e Angra 2. A União Européia concordou em realizar testes de resistência em suas usinas nucleares, quer que os países vizinhos (principalmente Suíça, Turquia e Rússia) e o G-20 também adotem as mesmas medidas. A chanceler Ângela Merkel optou por manter a avalanche de críticas antinucleares e deixou claro que fechará todos as setes usinas nucleares construídas antes de 1980, por decreto. A Alemanha é altamente dependente da energia britânica, quase um quarto do total consumido no país. O país conta com 17 instalações atômicas. Ficou a cargo de Nicolas Sarkozy oferecer o programa de testes ao G-20, que será ratificado no Conselho Europeu de Energia, nos próximos dias 24 e 25 deste mês. No Brasil, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, informou que o governo seguirá todas as orientações feitas pelos organismos internacionais. Além de uma terceira unidade em Angra, o Brasil, tem planos de instalar mais quatro usinas nos próximos anos. Ainda, que a contribuição da energia nuclear seja pequena na matriz energética brasileira, 1,5% da capacidade de geração de eletricidade, enquanto no mundo esse percentual passa de 15%, e no Japão, especificamente atinge a 44,5%. O nosso país se destaca na questão de segurança das usinas. Mesmo sabendo da diferença entre as Usinas do Brasil e a do Japão (mais antiga), qualquer acidente em uma usina nuclear é extremamente sério. Portanto, faz-se necessário que a sociedade seja bem esclarecida sobre os riscos que ela envolve. Chernobyl, na Ucrânia, é um exemplo vivo de desastre nuclear.

De repente, uma onda gigantesca sai do mar e acaba com tudo, alegrias e preocupações, felicidade e desespero, lucro e prejuízo, amor e ódio. Onde havia a engenhosa obra humana que é uma cidade em pleno funcionamento, já não há nada, a não ser lama e escombros. A vida que sobrou precisa continuar, mas como se continua depois de ver o mundo acabar em dez minutos? Qual é a escala de valores que se aplica? O que se passa a ser prioritário? E quando depois desta onda sobrevém outro tsunami de radioatividade? O povo japonês é um povo disciplinado, culturalmente e educacionalmente, muito bem preparado. Tenho a certeza que irão mais uma vez envidar esforços e solidariedade na reconstrução de toda aquela região, mais uma vez, numa demonstração de obstinação em sua reconstrução. Porém, as feridas jamais se cicratizarão, a dor dos familiares mortos não tem remédio! Ainda assim, a civilização e a educação, duas irmãs que fazem à diferença, escaparam ilesas do tsunami. Não tivemos notícias de roubos, saques ou ataques de histeria. Os japoneses demonstram que o ser humano não precisa ser violento e amoral, trazem consigo o equilíbrio e a dignidade em suas ações. Que pelo menos, possamos ter um aprendizado com o Tsunami da Radioatividade. Que nos informemos a fundo sobre o tema, e que nos façamos voz, para as políticas públicas nucleares de nosso país.     Espero que mesmo o alto preço das vidas que se foram, sirva de alerta ao mundo para as políticas nucleares.

Outra reflexão também se faz necessária. O consumismo desesperado, a utilização dos recursos naturais, definitivamente nos traz uma pergunta, Para onde vamos? Onde queremos chegar? A natureza, dá provas a todo instante que o efeito estufa caminha a passos galopantes. E muitas vezes, nós no nosso egoísmo frenético e no consumismo desenfreado, provocamos cada vez mais, a necessidade de mais energia, mais consumo dos recursos naturais, mais... Faz-se necessário uma consciência solidária mundial, que faça surgir em cada um de nós, uma responsabilidade única, na proteção do meio ambiente e no desaceleramento do consumo, traduzindo em um consumo consciente, sem desperdício e de forma responsável.

Aos meus leitores o convite à reflexão e sobretudo a valorização das pequenas trivialidades do cotidiano que vivemos, que são como pontos coloridos na tapeçaria das nossas vidas, e em tantos momentos deixamos passar sem perceber, e que os japoneses mais uma vez escrevem este ensinamento na História.

Deixo as flores de cerejeira, que os japoneses tanto amam,  como sinal de esperança de dias melhores, do Reconstruir com o colorido que a vida tem. Mesmo que tenhamos dias cinzentos, podemos colorir os outros dias com pinceladas de amor,  fé, confiança,  solidariedade, superação e alegria de viver.

Sim, porque a Vida  é  Sempre bela !

Com afeto,

Beth Landim

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Alma de mulher
11/03/2011 | 20h29

Entre tantas páginas e páginas da História da Humanidade pode-se dizer que muitas delas foram escritas por mulheres que colocaram sua essência e sua fé na luta pela emancipação da Mulher, pelo fim da discriminação, no combate à violência, por emprego, renda, inclusão social, cidadania, justiça e dignidade. Mulher é mesmo um ser plural. Também pudera, com uma essência feminina tão repleta de energia criadora temos um céu de potencialidades para fazer nascerem estrelas que formam constelações criativas que brilham com arte pelo Cosmo.        

            O feminino é mesmo encantador. Em todas suas nuances, com sua diversidade e singularidade, é rico em múltiplas expressões de graça, força, beleza e poder de transformar e colorir a vida. Sim, o feminino tem cores e amores, tem sombras e luzes, tem fases lunares e estações solares. É assim um tesouro de criatividade e intuição que se apresenta em muitas linguagens.

            Falar do feminino é lembrar que a mulher é Água, é como o rio que corre em mansas marés ou como ondas que agitam o mar e nos fazem navegar por diversas paisagens. Mulher é Terra, semente que nutrida produz frutos férteis que se perpetuam e se multiplicam em novas colheitas produtivas. Mulher é Ar, ora brisa, ora vento, suave ou tempestuoso, alterando climas, promovendo mudanças. Mulher é Fogo, que arde, aquece, vira cinzas, renasce e acende a fogueira da vida.              

   O feminino é uma energia acolhedora que faz associações intuitivas e inteligentes. É tão sublime que flutua por cenários distintos e ainda assim consegue harmonizar sua unidade quando está sintonizada com seu Eu Solar. Energia que está em todos os cantos, em todas as flores, em toda dança, nos fragmentos, nos complementos. No gesto terno, na respiração que arrepia, na melodia que contagia, no sorriso que irradia alegria, tudo isso e muito mais exala o divino feminino.   

               Ser mulher é reunir muitas Deusas no mesmo corpo, na mesma alma, no mesmo coração, tudo em laço ou lenços que bailam na dança universal cíclica que gira e recria a vida presente no Todo e em cada parte. No amargo e no doce, no feroz e no delicado, nos sinônimos e nos extremos, nós estamos e pulsamos incessantes ao ritmo da energia vibrante que glorifica o Ser Mulher.      

Ser mulher é doar, nutrir e fertilizar os campos com chuva de amor. Temos uma energia guerreira que chora lágrimas capazes de fazer emergir do pó uma rainha que se glorifica na face de muitas Deusas. Energia que sonha e tem a chave para realizar os sonhos.       

     Para compreender o feminino não há dificuldade, é preciso apenas realizar muitas leituras, é preciso mergulhar e sentir os aromas. Ser mulher é ter um jardim de possibilidades infinitas dentro de si. Por sua beleza e por sua fragilidade a mulher é quase sempre comparada às flores. Mas fundamental enxergar também que em meio à dor a mulher revela-se como aço, de pé a enfrentar seus problemas e suas dores. Talvez este seja o motivo pelo qual as mulheres foram as primeiras a testemunhar o Cristo ressuscitado. Provaram o preço da dor, mas viveram a graça do amor. A mulher ensina ao homem que se diz forte que a convicção e a razão não são mais valiosas do que a experiência do amor, do que a experiência de amar em meio ao sofrer. E que embora a experiência do amor e da dor pareçam tão contrárias, é dela que nasce a esperança que nos dá razão para eternamente acreditar que apesar da vida parecer provisoriamente derrotada, ela sempre vence a morte, que o amor sempre vence o ódio.                       

Nada mais contraditório do que ser mulher ...  Mulher que pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor. Que vive milhões de emoções num só dia e transmite cada uma delas, num único olhar. Que cobra de si a perfeição e vive arrumando desculpas para os erros, daqueles a quem ama. Que hospeda no ventre outras almas, da à luz e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou. Que dá as asas, ensina a voar mas não quer ver partir os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem. Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes. Que como uma feiticeira transforma em luz e sorriso as dores que sente na alma, só pra ninguém notar. E ainda tem que ser forte, pra dar os ombros para quem neles precise chorar. Feliz do homem que por um dia souber, entender a Alma da Mulher!!! E nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, que todos nós, homens e mulheres, possamos sentir a essência do feminino!

 

 

 

 

Com afeto,

Beth Landim

 

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CAINDO NA FOLIA...
04/03/2011 | 12h50

Desejo que você caia na folia...

Uma folia de alegria, de reunir amigos, de relembrar os corsos e mascarados sujos...

Me lembro bem  de quantas vezes sai fantasiada de mascarado, e do quanto era bom brincar com as pessoas, dançar, caminhar pelas ruas de Grussaí batendo lata.

Uma folia onde a bebida não precisa ser a atração principal. Que não nos escondamos e nem tenhamos a "alegria ilusória" que ela traz.

Mas que a música, a arte do encontro, as lembranças da infância nos levem a dançar, a curtir as ruas, a embalar nossos dias e noites!

Que saibamos "ver" e aproveitar a lua que aparece todos os dias para abrilhantar a nossa noite. Que saibamos sentir o sol, que nos aquece gratuitamente e com isso, possamos passar calor humano a quem está ao  nosso lado...

Que os mergulhos no mar possam nos energizar para o ano que estamos começando...

Aproveite estes dias para cultivar em sua alma a alegria interior, a festa que deve acontecer dentro de nossa alma, cultuando os nossos sonhos, que nos trazem o sabor da juventude...

Com afeto,

Beth Landim

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A beleza dos dias comuns...
03/03/2011 | 17h07

Outro dia li um texto do escritor Luis Eduardo Machado que poetizava sobre a beleza dos dias comuns e gostaria de compartilhá-lo com meus leitores.

A seguir transcrevo o texto:

No final do dia, o marido se dirige à esposa e diz: ‘Hoje foi um daqueles terríveis dias comuns’. É importante refletir sobre como temos uma visão errada sobre os “dias comuns”. Dias comuns são aqueles dias em que tudo foi exatamente como sempre havia sido antes. Normalmente eles são reconhecidos como tediosos e maçantes. Todavia prefiro observar os “dias comuns” de forma diferente (até porque a maior parte dos nossos dias são “comuns”, se eles forem chatos, a nossa vida tende a ser uma chatice só!). Para mim, os dias comuns têm grande valor. Quer ver?

Nos dias comuns eu não estou doente nem estou com dor (quando tenho alguma dor, o dia não é um dia comum). Nos dias comuns ninguém que eu amo faleceu ou está muito doente (quando alguém que eu amo está sofrendo, os dias não são comuns). Nos dias comuns não perco o meu emprego, nos dias comuns a minha vida não está envolvida em nenhum escândalo ou catástrofe.   Nos dias comuns as pessoas que eu amo também me amam e não estão “de mal” comigo, nos dias comuns eu não passo fome e nem frio. Nos dias comuns eu não participo das guerras e nem vejo a morte bem perto de mim, nos dias comuns o sol não provocou uma seca e nem a chuva provocou uma enchente. Nos dias comuns não sou assaltado nem seqüestrado, nos dias comuns os amigos não me traem, nos dias comuns eu estou em paz.

Viu? Dias comuns podem se tornar tediosos, mas dias “especiais” (não comuns) podem ser muito difíceis e sofridos. Por isso, prefiro os dias comuns e escolho valorizá-los. Há alguns dias tive um problema de saúde. Passei mal e tive dor. Nesse momento, fiquei lembrando do dia anterior... um “dia comum”. No ordinário dos “dias comuns” eu vejo a mão de Deus. Por isso, sou grato pela beleza dos “dias comuns”.

Esse texto gera uma reflexão acerca da felicidade e de como é importante o modo como vemos e lidamos com a nossa vida no cotidiano! Quantas vezes temos uma vida feliz, temos saúde, um amor, filhos, um trabalho e mesmo assim reclamamos e ficamos ansiosos esperando que algo extraordinário  aconteça? Precisamos compreender que tudo na vida depende da maneira como vemos e como interpretamos os fatos que acontecem em nosso dia-a-dia. Se temos uma postura positiva e otimista, temos também maior facilidade para resolver os problemas que por ventura surgirem. E ainda levamos a vantagem de valorizar as pequenas belezas da vida.

Por outro lado, se a nossa postura é de valorizar as desgraças, se somos negativos em nossos pensamentos, palavras e atitudes, tudo se torna muito mais pesado e de difícil solução. As vezes uma pequena contrariedade é transformada em um drama muito complicado, deixando as pessoas desesperadas e até deprimidas. Pessoas assim não valorizam as pequenas dádivas da vida, elas precisam de grandes acontecimentos para serem felizes.

O que todos nós, otimistas ou não, não podemos  esquecer é que muitas vezes, em muitas situações,  precisamos simplesmente mudar o foco, olhar a vida, o mundo ou o  próximo com outros olhos e assim nos surpreendermos diante de uma nova visão.  Todos os dias tudo recomeça!

A cada amanhecer surge uma nova chance para iniciarmos um novo caminho que possa nos conduzir a destinos melhores do que antes. Olhe para você como um produto da vida e da natureza, que tem um ciclo importante a cumprir todos os dias. Se não deu certo, pense na magia da cura milagrosa do “dia seguinte”. Veja, sobretudo, o quão maravilhoso é poder ter a oportunidade do dia seguinte, a chance de consertar o que deu errado e poder tentar tudo outra vez.

Após a leitura desse texto espero que cada um de nós possa ao final de um dia comum agradecer a Deus pelo presente que nos oferta a cada nascer do sol!!!

Com afeto,

Beth Landim

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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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