EU DESEJO...
29/12/2012 | 14h49

Um ano novo verdadeiramente novo... Em que as famílias e as pessoas possam se amar com pureza d´alma... Um ano sem medidas para o amor, em que a família esteja sempre em nosso cardápio, pois para fazermos uma família precisamos de vários e muitos ingredientes... Família é um prato difícil de preparar... porém delicioso para degustar, saborear sem pressa. Construir uma família exige coragem e devoção, paciência, abnegação, cuidado, carinho, “ser ouvido e saber ouvir”. Não é para qualquer um, mas para os que desejam verdadeiramente querer viver esse espírito... “O tempo põe a mesa, entre escolhas e determinação vem o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todos. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão, comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? – Solou, endureceu, mudou antes do tempo... Este, o mais gordo e generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente."E assim vamos construindo as famílias com temperos exóticos e especiarias, se misturados com delicadeza, tornamos a família mais colorida, interessante e saborosa. Tem gente que ainda acredita na família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe. “Família à Oswaldo Aranha”, “Família à Rossini”, “Família a Belle Meunière” ou “Família ao Molho Pardo” – em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família do seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada – seriam assim um tipo de “Família Diet”, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. E por isso, eu quero agradecer a família que eu tenho, firme e delicada, sempre quente e cuidadosa, nunca morna... temperada com alegria, entusiasmo, sensibilidade e por muitas vezes sensitiva aos nossos sentimentos... Uma família, de várias vozes, várias opiniões, mas uníssona na alegria e na dificuldade... Em que somos “um por todos e todos por um”... Uma família que se reúne todo domingo, na casa dos meus pais – Elza e Amaro – por quem sou apaixonada e agraciada por tê-los em minha vida, ao redor da mesa para conversar, com tios e irmãos, para rir, chorar, jogar conversa fora... onde o beijo e o abraço são sempre constantes...

E em se falando de família, não poderia deixar de registrar o presente que ganhamos em primeiro de janeiro de 1989... Falo de Juliana e Rafaela, minhas filhas que chegaram ao primeiro dia do ano, com cheiro de amor, do novo, de gostosura, de aconchego no colo, de pureza de criança... Um presente dobrado que se repete todos os dias em minha vida... Um presente incalculável... Embora gêmeas, completamente diferentes... fisicamente, emocionalmente, no temperamento, mas igualmente amadas, desejadas, firmes no caráter e nos valores, amigas dos amigos, filhas de garra extrema, de quem sabe o que quer no mundo... Mas acima de tudo, extremamente carinhosas, cuidadosas, onde um simples olhar é o suficiente para nos entendermos e sabermos exatamente sentir o diálogo apenas com o silêncio... Por tudo isso quero agradecer... Agradecer e desejar muita felicidade a todas as famílias, que “a moda da casa”, se esmeram nos seus temperos, procurando sempre o melhor sabor para degustar a vida...

Em 1992... em fevereiro, fomos agraciados com outro presente... Carolina... e como nos diz a música de Seu Jorge... Carolina é uma menina bem difícil de se esquecer, andar bonito e um brilho no olhar, tem um jeito que é só seu... Sempre independente, carinhosa, é outro presente incalculável que ganhamos...  Na base da nossa família, como colunas sempre firmes de sustentação, encontra-se Julião, meu marido,  pai generoso, uma rocha que carrega dentro de si, um coração maior que tudo... Sua generosidade se desmancha nas filhas, que o tem como protetor e amigo... e que junto a mim vamos solidificando e temperando com felicidade a nossa família...

Para mim, a nossa “Moda da casa” não existe sem a presença essencial de nossos amigos sinceros e de coração, do meu genro querido Pompílio, das minhas irmãs postiças, dos meus tios e primas, que verdadeiramente fazem à diferença em nossa vida...

Quero, ainda, agradecer aos meus leitores por sua atenção e carinho comigo, neste diálogo, que já se faz há cinco anos, semanalmente... somos uma família... com vários diálogos e encontros. Agradeço por me permitirem entrar em seus lares... por este presente semanal, agradeço a vocês... o silêncio da minha leitura, a reflexão replicada com os amigos, a multiplicação da “Via de Mão Dupla”...

Quero desejar um 2013 de muita energia, onde o bem possa estar em todas as nossas ações e que tenhamos sempre Atitude! A vida nos pede isso!!! Atitude sempre...

E então... ele vem chegando de mansinho, no meio do sol e da lua, na chuva que cai molhada ou no terreno seco que precisamos regar... Ele vem chegando de branco, colorido, meigo, tímido... 2013... Devagarzinho vem chegando para preencher um pouquinho mais de nossa vida!!! Que Maravilha!!!

Que venha 2013...

Com afeto,

Beth Landim

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Conto de Natal...
23/12/2012 | 13h04

Em uma casa no alto de uma montanha com muita nebulosidade morava um senhor bondoso, com cabelos grisalhos e encaracolados, olhos verdes, pele clara, rosto com traços delicados e expressivos. A casa era “decorada” pela generosidade dessa doce criatura. Toda pintada na cor ocre, as janelas eram feitas de madeira em formato de pequenos corações entrelaçados, as cortinas tinham a transparência para que a luz do dia invadisse a sua alma de amor, os quartos eram pequenos e cheios de lembranças de um passado esplendoroso, os objetos possuíam as marcas desse outrora, os tapetes macios faziam as pegadas das suas botas serem suaves, sem ruídos nenhum, os únicos sons possíveis de serem ouvidos eram os dos pássaros gorjeando nas manhãs cobertas pela névoa, nas quais o céu aos poucos se abria mostrando toda a sua beleza com o seu azul radiante. O senhor era um colhedor de trigo, o cultivo do mesmo era intenso na região. No meio de tanto trigo, as inúmeras flores, pelas quais a casa era cercada, os miosótis, as flores do campo, os ipês, as dálias, todas elas com suas cores vivas deixavam a paisagem do topo da montanha ainda mais bela.

Durante toda sua vida ele havia passado a maior parte do tempo entre as colheitas de trigo, com as flores, livros e recordações... E também com a preocupação em oferecer no Natal, pequenos presentes as crianças da comunidade, mas durante esse ano ele não tinha a quantia suficiente para a compra dos mesmos, assim ele andava muito pensativo...

Sentado em sua cadeira de balanço com a sua manta sobre as suas pernas, ele pensava em como poderia ofertar algo para as crianças que tanto alegravam a sua vida, e especialmente na noite de Natal, na qual a comunidade se agrupava, e como em um casulo compartilhavam do calor de estarem todos juntos para celebrarem a noite tão esperada e especial para todos. Os dias foram passando, e em uma bela manhã junto ao cantar de um sabiá, ele foi ao trigal, e recolheu todos os trigos mais verdes da safra, ficou horas fazendo essa colheita.

E assim construiu uma árvore gigante utilizando eles, criou uma verdadeira escultura usando dos recursos naturais para isso. Trigo, folhas, flores, uma obra-de-arte elaborada com simplicidade e criatividade. Colocou bilhetinhos por toda a árvore, e nesses pedacinhos de papel escreveu mensagens para as crianças, palavras de amor, de encorajamento, de paz, de sentimentos que só os nossos corações podem sentir.

Deixou a gigante árvore guardada para a Noite de Natal. Nessa noite tão esperada, quando ele abriu a porta do local no qual a mesma estava escondida, ele teve a sensação de estar sonhando... Em cada pedaço de sua obra-de-arte, havia, caixas de presentes com anjos feitos de chocolate iluminados por luzes multicoloridas... As crianças quando entraram ficaram com os sorrisos estarrecidos pela beleza do momento, as luzes das caixinhas brilhavam de uma maneira tão intensa que ofuscaram as luzes artificiais. E assim todos ficaram iluminados por essa alegria contagiante do amor ser transformado em pura realidade...  Pois o amor é o mais gracioso de todos os bens, o maior presente dado aos seres humanos, nessa Noite de Magia.

Para viver este momento mágico deve haver um lugar dentro do seu coração, onde a paz brilhe mais que uma lembrança, sem a luz que ela traz já nem se consegue mais, encontrar o caminho da esperança. Sinta, chegou o tempo de enxugar o pranto dos homens, se fazendo irmão e estendendo a mão... Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz. Se você for capaz de soltar a sua voz pelo ar, como prece de criança, deve então começar e outros vão te acompanhar e cantar com harmonia e esperança...

Pois um clima de sonho se espalha no ar, pessoas se olham com brilho no olhar, a gente já sente chegando o Natal, é tempo de amor, todo mundo é igual... Os velhos amigos irão se abraçar, os desconhecidos irão se falar, e quem for criança vai olhar pro céu, fazendo pedido pro Velho Noel... Se a gente é capaz de espalhar alegria, se a gente é capaz de toda essa magia, eu tenho certeza que a gente podia, fazer com que fosse Natal todo dia... Um jeito mais manso de ser e falar. Mais calma, mais tempo pra gente se dar. Me diz porque só no Natal é assim, que bom se ele nunca tivesse mais fim... Que o Natal comece no seu coração... Que seja pra todos, sem ter distinção... Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for, o melhor presente é sempre o amor!!! Que você possa abrir as portas e comportas do seu coração e deixar entrar o som dos sinos a tilintar anunciando o grande momento da chegada do Menino Jesus que renasce em nós a cada Natal... Deixe-O entrar e acolha-O da melhor forma que puder dentro de você. Prepare o seu interior para este momento de magia, lá colocando os melhores pensamentos e sentimentos que for capaz de juntar para que você viva com intensidade esta noite de magia!!! Sejamos um pouco como o Velho Noel, o senhor bondoso que a todos acolhe indistintamente, com o mesmo brilho nos olhos... fazendo de cada dia um Natal de Amor... Desejo a todos vocês, meus leitores, um Natal de Paz, repleto de muitas alegrias e de muito AMOR...

Com afeto,

Beth Landim

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Natal da Lagoa...
20/12/2012 | 12h21

Para admirarmos...Vale a pena !!!

   

Com afeto,

Beth Landim

 

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Paisagens naturais maravilhosas...
19/12/2012 | 09h43

Estas dez imagens parecem ser cenários de filmes que se passam em um fantástico mundo distante. Um planeta onde rochas têm forma de onda, pirâmides se erguem no meio do mar e pedras de 300 quilos se movem sozinhas. Acontece que estes lugares existem e estão aqui na Terra, mais próximos do que poderíamos imaginar...

As incríveis paisagens se formaram com o passar de milhões de anos, devido a processos de erosão e glaciação ou foram transformadas pela erupção de vulcões. Algumas, no entanto, ainda são um mistério para os cientistas, como o lago cor-de-rosa na Austrália. A única certeza é que são formações geológicas. Aqui, a arquitetura impressionante foi criada sem o dedo do homem.

1. A Onda, em Utah, nos Estados Unidos

A erosão deu à pedra o formato de uma onda. A formação geológica tem aproximadamente 190 milhões de anos e data da Era Jurássica

2. Lago Crater, em Oregon, nos Estados Unidos

Este lindo lago azul, cercado por montanhas, foi formado há cerca de 150 anos pela erupção do vulcão Mount Mazama

3. Pirâmide Ball, na Austrália

A pedra no mar mais alta do mundo tem formato de pirâmide e impressiona: o topo alcança 562 metros de altura. A ilha foi formada por processos geomorfológicos, como tempo, vento e água

4. O Grande Buraco Azul, em Belize

Este buraco submarino é uma das principais atrações do mundo para mergulhadores que buscam aventura. A formação geológica era, na verdade, uma caverna vertical nos períodos glaciais, quando o nível do mar era bem mais baixo. Tem 300 metros de diâmetro e 124 metros de profundidade

5. Tsingy, no Parque Nacional de Ankarana, em Madagascar

É um carpete de rochas pontiagudas, onde é impossível qualquer forma de vida, além de algumas poucas plantas que suportam o solo árido

6. Buraco da Floresta Tropical, no Parque Nacional Jaua-Sarisarinama, na Venezuela

Este enorme precipício, raro em florestas tropicais como a Amazônia, é uma depressão natural da superfície da Terra

7. Anfiteatro Bryce, no Parque Nacional Bryce Canyon, em Utah, nos Estados Unidos

A erosão das pedras criou um lindo cenário, como se cada peça tivesse sido esculpida à mão

8. Bacia Badwater, no Vale da Morte, na California, nos Estados Unidos

O ponto mais baixo dos Estados Unidos fica a 86 metros abaixo do nível do mar. A bacia é coberta por sal marinho porque em períodos remotos, o local foi coberto pelo mar. Quando a Terra ficou mais quente, toda a água evaporou

9. Lago Hiller, na Austrália

Até hoje, cientistas não conseguiram explicar o porquê da água deste lago ser rosa. Só o que se sabe é que a cor não é consequência da presença de algas

10. Pedras Deslizantes, no Vale da Morte, na California, nos Estados Unidos

Estas pedras pesam cerca de 300 quilos cada. No entanto, as marcas no chão comprovam que elas estão se movendo. Cientistas ainda não conseguiram explicar o fenômeno...vale a pena conhecermos e apreciarmos...

Com afeto,

Beth Landim

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Curvas Perfumadas...
17/12/2012 | 11h23

Quando cortas uma flor para ti, começas a perdê-la...

Porque murchará em tuas mãos e não se fará semente para outras primaveras. Quando aprisionas um passarinho para ti, começas a perdê-lo... Porque não mais cantará no bosque para ti nem criará outros passarinhos em seu ninho! Quando guardas teu dinheiro começas a perdê-lo... porque o dinheiro não vale por si mas pelo o que com ele se pode fazer. Quando não arriscas tua liberdade para tê-la começas a perdê-la... Porque a liberdade que tens se comprova quando te atiras optando e decidindo! Quando não deixas partir o teu filho para a vida, começas a perdê-lo... Porque nunca o verás voltar para ti livre e maduro. Aprende no caminho da vida a paradoxal lição da experiência: sempre ganhas o que deixas e perdes o que reténs. Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras nos grandes momentos de aflição e dor. Faça o mesmo! Construa-se e reconstrua-se sempre, perfumando a sua alma e as almas que trilham as mesmas trilhas que você, como nos diz Drummond com tanta propriedade:

“Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz.Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.”

E assim, perfumando vidas e caminhos, seguimos sempre, pois todo caminho da gente é resvaloso. Mas também, cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!... O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem, nos diz Guimarães Rosa.

Coragem que vimos de formas exuberantes e inovadoras, através das sábias curvas do tempo que o grande arquiteto Oscar Niemeyer nos deixou como legado. Com ele aprendemos a ser modernos sem deixarmos de ser antigos, enfim, aprenderemos a ser eternos. Niemeyer acentuou as formas femininas do planeta Terra. Seu coração é o círculo, sua linguagem é a curva.

O homem atravessa o tempo e é por ele atravessado, vive seus conflitos e contradições. Niemeyer nos faz pensar no Brasil e perguntar o que temos para o mundo. A renovação do sonho humano, um paraíso na Terra, a genialidade mestiça, a igualdade nas diferenças, um novo convívio com a natureza, novas conjugações do verbo amar? Já demos à luz uma arquitetura universal, que expressa esses ideais. O mundo é outro depois das curvas de Niemeyer. Se o século 20 pôs a obra humana na tela e a natureza como moldura, porque não dirigimos as curvas persistentes de Niemeyer para além da rigidez do aço e do cimento, na volta ao caminho natural do cuidado com a vida? Que em nós, num novo mundo possível, Niemeyer seja ainda mais vivo.

Há apenas dez dias da comemoração do Natal, temos tempo ainda para interagir com o perfumar das nossas almas, com as nossas construções e reconstruções para 2013 que se achega, com as curvas do caminho que podemos e devemos traçar e retraçar, enfeitando e alegrando almas que conosco percorrem as trilhas do caminhar.

E você? Como vai o seu repensar. Tire seu tempo enquanto é tempo. Reflita, se reposicione diante de vida que espera de você o melhor. Faça a sua parte na construção de um mundo mais humano e acolhedor e será capaz de sentir, com muita propriedade, que os ventos que levam as energias positivas são os mesmos ventos que trazem o perfume e a esperança para as nossas almas...

Com afeto e perfume,

Beth Landim

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Casas equilibristas ...
14/12/2012 | 10h19

Você teria coragem de morar em uma casa equilibrada por pilares ou com cômodos que parecem flutuar sobre o chão? Pois é, a tecnologia moderna aliada a arquitetos audaciosos possibilita a elaboração de projetos diferentes e arrojados. E não pense que eles ficam apenas no papel. Conheça cinco casas que desafiam a lei da gravidade, mas não oferecem nenhum perigo ao morador.

Bélgica Dezenove estacas de aço inoxidável fixadas à terra em ângulos diferentes são responsáveis por deixar esta casa, nas florestas de Hechtel-Eksel, na Bélgica, de pé. Construída por um escritório alemão de arquitetura chamado Baumraum, o imóvel tem dois níveis, suspensos a alturas diferentes – 5,5 e 6,5 metros de altura - e serve como abrigo para as reuniões de uma empresa local.

Estados Unidos Construir uma casa em vários níveis, acompanhando o declive da montanha, ou igualar o terreno? A equipe do Craig Steely Architecture fez melhor: o living do imóvel, que fica em Napa, Califórnia, de mais de 2 mil m² flutua a alguns metros acima do chão, sustentado por pilares de concreto. Assim, foi possível manter a estrutura do lugar, as árvores e as pedras ao redor. Os dois quartos estão localizados na área central da casa, próximos ao chão. Do lado de fora, há uma área de lazer com piscina e uma edícula.

Inglaterra Como este enorme celeiro se sustenta, se um dos lados fica acima do nível do solo, sem apoio, e ainda tem um balanço na ponta? É tudo uma questão de arquitetura e engenharia. O incrível projeto é o primeiro dos cinco contidos na obra Living Architecture, do filósofo e escritor britânico Alain de Botton. Desenvolvido pelos arquitetos da empresa holandesa MVRDV, o Balancing Barn (algo como “Celeiro Balanço”, em português) fica próximo à aldeia de Thorington, em Suffolk, na Inglaterra. A construção funciona como uma casa de veraneio.

Croácia A casa assinada pelo arquiteto Idis Turato está localizada na Riviera Opatija, na Croácia. Sua estrutura, única, chama a atenção: o imóvel tem dois níveis, um deles suspenso sobre a área de lazer. O complexo projeto arquitetônico combina formas retas e equilíbrio, e passa a impressão de que o segundo andar foi rotacionado, ficando fora do eixo. Sob a sombra formada pela construção, uma grande mesa acomoda a família, que pode curtir a piscina ou apenas apreciar a vista.

Espanha Não balança, nem cai, mas à primeira vista esta piscina localizada no alto da casa, em Madri, parece estar prestes a tombar, como uma gangorra. A ideia de instabilidade é intencional, de acordo com os arquitetos espanhóis do escritório Ensamble Studio. O desenvolvimento do processo de engenharia levou um ano para ficar pronto. A demora foi compensada pela construção, que foi finalizada em apenas uma semana. Concreto, aço e vidro são os materiais predominantes no projeto, que tem uma área de pouco mais de 1.300 m².

Novas idéias , sempre são bem vindas...

Com afeto,

Beth Landim

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Paraíso escondido ...
13/12/2012 | 16h08

Quem passa de barco nem imagina que uma pequena ilha rochosa esconde em seu interior um verdadeiro paraíso marinho. Uma praia secreta foi formada em um buraco no meio da pedra. A atração-surpresa fica nas Ilhas Marietas, em Puerto Vallarta, no México. O acesso só é possível de barco, por um túnel embaixo das rochas.

O local é perfeito para mergulho. As águas cristalinas e protegidas são o refúgio de baleias jubartes, tartarugas, golfinhos, corais e cardumes de peixes. Quem preferir, pode aproveitar a tranquilidade e a privacidade da piscina natural. Para chegar lá, é preciso procurar uma companhia de turismo com autorização ambiental, que leva pequenos grupos de cada vez. As ilhas foram formadas por atividade vulcânica, por isso a formação geológica irregular. No total, formam uma área de 1.400 hectares totalmente inabitados. Elas ficam a aproximadamente 25 km da costa, o que ajuda na preservação da vida marinha. Além disso, o local é um Parque Nacional, protegido da pesca e da caça, onde cientistas estudam pássaros da região.

Praia escondida nas Ilhas Marietas, no México

O local é um refúgio para animais como baleias jubartes, golfinhos e tartarugas

As ilhas são inabitadas

Para chegar, só passando de barco por este túnel... deixo as fotos para que

nos levem pra longe...

Com afeto,

beth Landim

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Chocolate inspira design de móveis...
12/12/2012 | 21h47

Móveis e objetos de decoração lúdicos dão um toque divertido e jovial a qualquer ambiente.Se eles remeterem a guloseimas então...  melhor ainda!!!

Listamos para os chocólatras de plantão uma seleção de pufes, sofás, camas, luminárias e outros objetos feitos com chocolate, além de chocolates – ou chocolaterias – que têm uma íntima relação com o design.

Deleite-se!

Sofá LetThemSitCake! design de Dejana Kabiljo

Encantado pelos lendários bolos austríacos, o designer vienense Dejana Kabiljo criou uma coleção de móveis inspirada no doce. Produzido com colchões empilhados que fazem as vezes de sacos de trigo com “cobertura de chocolate escorrendo”, o sofá comporta duas pessoas sentadas e foi incluído na coleção permanente do Museu de Viena.

Pufe Muffin, design de Matteo Bianchi

A peça do designer italiano Matteo Bianchi – diretor criativo e fundador da Daruma Design, com sede em Londres – remete aos clássicos bolinhos de chocolate, mas com assento revestido de estofado de couro e pelúcia. A cobertura, que parece de chocolate, é removível, revelando um espaço de armazenamento adicional, ideal para guardar objetos. É feito à mão com materiais italianos, como couro, botões e base de madeira.

Barra de chocolate, design de Oscar Niemeyer Quem é capaz de projetar uma cidade-modelo como Brasília, consegue desenhar qualquer coisa. Até mesmo um chocolate. Assim, o mestre brasileiro da arquitetura, Oscar Niemeyer, criou o Chocolate Q, para a boutique gourmet carioca Aquim. O “design comestível” vem com sete misturas de chocolate em diferentes níveis de intensidade e suavidade.

Chaise-longue Music Chocolate - design de Michi Jung O Music Chocolate  é uma chaise-longue sem encosto que faz alusão a um divã de chocolate. Além do design irreverente, feito com base de madeira revestida com couro texturizado, a peça conta com um sistema de som integrado que permite plugar qualquer MP3 player.

Abajur Chocolite, design Toshitaka Nakamura para Nemo Cassina

A luminária de mesa Chocolite tem base em forma de uma fonte de chocolate que parece estar escorrendo de dentro da lâmpada. Minimalista, a peça – que tem haste de alto brilho e corpo com estrutura de alumínio – está disponível nas versões chocolate ao leite e chocolate branco.

Estofados, design de Sander van der Haar e Jaromir Maas Camas, bancos e almofadas em formatos de bombons, barras de chocolate, sorvetes ou bolos gelados com camadas de creme criados pelos designers Sander van der Haar e Jaromir Maas dão água na boca. Os móveis da coleção – como cama e cadeiras em diversas cores – possuem ainda um charme retrô.

Loja da Godiva no Japão, projeto do Wonderwall Uma loja de chocolates finos, de dois andares e toda decorada com o próprio, mas de mentirinha.  Assim é a Godiva em Harajuku, em Tóquio, Japão. O estúdio de design Wonderwall projetou paredes e tetos que remetem a pingos de chocolate derretido, combinando com móveis de linhas simples e luminárias de design. As paredes do térreo são pintadas de branco em sua parte inferior, contrastando com a cor chocolate, que parece escorrer do teto do segundo andar, onde há um café.

Sofá de chocolate, design de Leandro Erlich A famosa Barcelona, de Mies van der Rohe, ganhou uma réplica inusitada, em forma de um grande bolo de chocolate. O designer Leandro Erlich projetou o móvel junto ao chef pâtissier Guido Mogni, pensando em um bolo amanteigado, com toques de creme, café e licor. A dupla criou a guloseima em forma de móvel, como parte de um evento em Nova York, organizado pelo boleiro Raphaël Castoriano, do grupo Kreemart, que incentiva artistas a explorarem as diversas facetas das sobremesas.

Cadeira e mesa Modernatique, design de Cho Hyung Suk Chocolates branco e preto se misturam na cadeira e na mesa lateral da coleção Modernatique, projetada pelo designer coreano Cho Hyung Suk. Disponível em duas versões – preta e branca – as peças unem estilos modernos e antigos, com curvas que contrastam com linhas tradicionais e pés palito.

Mesa de chocolate branco, design de Artem Zigert Fanáticos por chocolate branco e design podem unir o útil ao paladar, levando para casa a mesa, que lembra camadas de chocolate branco por fora e chocolate ao leite por dentro. De espessura fina e com pés arredondados, a peça foi criada pelo designer Artem Zigert.

Com afeto e chocolate,

Beth Landim

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Eu posso dormir enquanto os ventos sopram em minha vida?
09/12/2012 | 00h24

Divido com vocês duas pequenas histórias que nos fazem refletir sobre a nossa caminhada.

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.  Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho caluniador.  No tribunal, o caluniador disse ao juiz: Comentários não causam tanto mal... e o Juiz respondeu: - Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença!

O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse: - Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem! Não posso fazer isso, meritíssimo! Respondeu o homem. - O vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão! Ao que o juiz respondeu: Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos concertar o mal causado... e, continuou: Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos, escravos de nossas palavras! No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é... e, outras que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se! Quem ama não vê defeitos... quem odeia não vê qualidades... e quem é amigo...  vê as duas coisas! Preste atenção em seus pensamentos, pois eles se tornarão palavras. Preste atenção em suas palavras, pois elas se tornarão atos. Preste atenção em seus atos, pois eles se tornarão hábitos. Preste atenção em seus hábitos, pois eles se tornarão seu caráter. Atenção em seu caráter, pois ele determinará seu destino!

Portanto, antes de Falar... Escute... Antes de Escrever... Pense... Antes de Gastar... Ganhe... Antes de Julgar... Espere... Antes de Orar... Perdoe... Antes de Desistir... Tente...

A nossa segunda história nos diz que há alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar em fazendas ao longo do Atlântico. Temiam as horrorosas tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações. Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro. - Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro. - Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram, respondeu o pequeno homem. Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou, - Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas! O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente: - Não senhor. Eu lhe falei: eu posso dormir enquanto os ventos sopram. Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois. Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer. Então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava. O que se quer dizer com esta história, é que quando se está preparado - espiritualmente, mentalmente e fisicamente - não se tem nada a temer.

Perguntamos-nos, então:

Eu posso dormir enquanto os ventos sopram em minha vida?

Que possamos então criar o nosso tempo de refletir, pois nós somos os senhores do nosso tempo, não devendo deixar a nossa vida passar em vão, sem buscas, sem metas, sem sentido...

Vamos tomar as rédeas enquanto é tempo, pois somente nós, seremos os responsáveis diante do nosso tempo que é um presente muito precioso para passar em vão.

Portanto, os verbos escutar, pensar, esperar, perdoar, tentar, amar... devem ser verbos recorrentes em nossa vida, fazendo ecoar em nós a nossa melhor forma de conduzir a nossa caminhada.

Como nos diz Saint-Exupèry: “Os seres são vazios, se não são como janelas ou clarabóias abertas para Deus.”. Que sejamos, efetivamente, essas janelas e clarabóias, sempre abertas, deixando a luz penetrar e ao mesmo tempo, sendo luzes e iluminando as pessoas que conosco dividem as trilhas do caminho... ora atalho, ora trilha, mas sempre caminho...

Com afeto,

BethLandim

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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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