PROSSIGA...
25/06/2016 | 10h16

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o vôo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida. O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E assim foi...

Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: - Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos.

Moral da história: Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.

Pois no mundo dinâmico em que vivemos, cada vez mais temos a certeza de que não vivemos a era do “ou”, e sim do “e”. Não podemos permitir a radicalidade em nossos pensamentos e atitudes, “ou” isto “ou” aquilo. A filosofia do “e” agrega. Nos ensina a respeitar as diferenças, e como em uma orquestra, nos ensina que a diversidade e as diferenças é que fazem o conjunto ficar cada vez mais lindo. Se tivéssemos uma nota só, as músicas seriam entediantes. Assim é a vida... Podemos aprender com o exemplo dos bichos, com o exemplo natureza que nos proporciona a cada entrada de estação uma beleza indescritível. Ora sentimos a luminosidade intensa do sol com o seu calor que nos aquece, ora sentimos o frescor do outono que chega de mansinho, ora sentimos o frio do inverno que nos faz aconchegar, ora sentimos o desabrochar da primavera que vem colorir as nossas vidas e mostrar que a vida é viver e nascer todo dia um pouquinho...

Concluindo, podemos aprender pelo amor ou pela dor. Porém, a beleza está em apreciar a caminhada nos espinhos e nas flores... Porque por maior que seja a nossa caminhada, ela começa sempre com um primeiro passo... Existem pessoas que se habituam a planejar, projetar mil idéias e, no entanto, nada sai do campo das intenções. Em suas mentes os planos mais mirabolantes são possíveis, e os projetos mais complicados são factíveis, desde que outros os assumam. São pessoas que se esquecem que, se planejar é indispensável para o bom andamento e provável sucesso da empreitada, nada se concretizará de fato, se não derem o primeiro passo. Por mais difícil que possa parecer inicialmente a realização de um projeto, de um desejo, de um plano, somente após ter dado o primeiro passo em sua direção é que podemos realmente avaliar sua viabilidade. Há uma certa distância entre o pensar e o fazer, embora estejam interligados e um dependa do outro. O primeiro passo implica certamente um risco, mas sem ele nada poderá ser realmente levado adiante.

Às vezes, as pessoas que são criticadas são as que mais tentam fazer algo construtivo em suas vidas. Espanta-me como as pessoas que não fazem nada querem criticar aqueles que tentam fazer alguma coisa. Depois de muitos anos sofrendo com as críticas das pessoas e tentar ganhar a sua aprovação, eu finalmente decidi que, se minha consciência está em paz comigo, isto é suficiente. Cada vez que alguém critica você, tente fazer uma afirmação positiva sobre si mesmo e para si mesmo. Não fique perto e absorva tudo que alguém queira despejar sobre você. Estabeleça a independência! Tenha sua própria atitude sobre si mesmo e não seja derrotado pela crítica.

Winston Churchill foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. É o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Certa feita freqüentou uma cerimônia oficial. Várias filas atrás dele dois senhores começaram a murmurar. “Eles dizem que Churchill está ficando velho.” “Eles dizem que ele deveria se afastar e deixar o funcionamento da nação aos homens mais dinâmicos e capazes.” Quando a cerimônia terminou, Churchill voltou-se para os homens e disse: “Senhores, eles também dizem que ele é surdo!”

Portanto, Prossiga. Por mais que lhe falem de tristeza... prossiga sorrindo! Por mais que lhe demonstrem rancor... prossiga perdoando! Por mais que lhe tragam decepções... prossiga confiando! Por mais que lhe ameacem de fracasso... prossiga apostando na vitória! Por mais que lhe apontem erros... prossiga com os seus acertos! Por mais que discursem sobre a ingratidão... prossiga ajudando! Por mais que noticiem a miséria... prossiga crendo na prosperidade! Por mais que lhe mostrem destruições... prossiga na construção! Por mais que acenem doenças... prossiga vibrando saúde! Por mais que exibam ignorância... prossiga exercitando sua inteligência! Por mais que o assustem com a velhice... prossiga sentindo-se jovem! Por mais que plantem o mal... prossiga semeando o bem! Por mais que sua luta seja grande... DEUS é maior!

Com afeto,

Beth Landim

 
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Solidariedade... a dor do outro doendo em mim...
20/06/2016 | 11h09

 Diversity tree hands         

"Solidariedade... a dor do outro doendo em mim..." Francisco Rodrigo Sousa dos Santos

   Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros. A palavra solidariedade tem origem no francês solidarité que também pode remeter para uma responsabilidade recíproca. Em muitos casos, a solidariedade não significa apenas reconhecer a situação delicada de uma pessoa ou grupo social, mas também consiste no ato de ajudar essas pessoas desamparadas. Porém, a solidariedade, não pode ser pontual. Devemos ter uma “consciência solidária” a permear a vida de um povo, de uma cultura... Desta forma é incutida nos valores culturais de uma nação e então não correremos o risco de sensibilização para eventos pontuais. Mas sim, treinarmos nossos sentidos e sentimentos para olhar o “outro” como a nós mesmos, com o olhar da compaixão, do se colocar no lugar do outro, de uma constante reciprocidade...

“Precisamos reinstalar a Solidariedade Humana. Os valores da solidariedade humana que outrora estimularam a nossa demanda de uma sociedade humana parecem ter sido substituídos, ou estar ameaçados, por um materialismo grosseiro e a procura de fins sociais de gratificação instantânea. Um dos desafios do nosso tempo, sem ser beato ou moralista, é reinstalar na consciência do nosso povo esse sentido de solidariedade humana, de estarmos no mundo uns para os outros, e por causa e por meio dos outros.”, nos diz Nelson Mandela

De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, existem dois tipos de solidariedade: a mecânica e a orgânica. A solidariedade mecânica expressa a parecença entre indivíduos e ajusta os detalhes da ligação entre esses mesmos indivíduos. Este tipo de solidariedade se manifesta através da religião, família, dos costumes e tradições, ou seja, aspectos que contribuem para o vínculo social. A solidariedade orgânica também tem como objetivo melhorar o vínculo social, mas isso acontece através do trabalho social. Neste caso, a diferenciação entre os indivíduos através do trabalho resulta na solidariedade, quando existe a interdependência e o reconhecimento que todos são importantes.

Desta forma, organicamente, o CENSA e o ISECENSA investem na formação da consciência solidária de seus alunos, professores, funcionários e comunidade educativa, no sentido de despertar a todos e a cada um, para este olhar. Cito dois projetos:

O projeto Universidade-Bairro é um projeto intercursos de prática acadêmica-profissional iniciado em maio de 2009 na comunidade Vila Tamarindo, com aproximadamente 200 moradores, e que possui 54 domicílios, sendo que em 2 deles funcionam a sede do Projeto e Fábrica Ecológica de Vassouras. Tem-se por objetivo relatar experiência de gestão acadêmica do projeto, sob a perspectiva do Planejamento Estratégico Situacional (PES).

Além da Fábrica de Vassouras o Projeto desenvolve outras atividades, acumulando atendimentos diretos e indiretos na ordem de 80% de seus moradores que se beneficiam dos diversos projetos sociais intercursos nas áreas da educação, saúde, geração de renda e habitabilidade. Anualmente, em torno de 50 crianças e pré-adolescentes frequentam as atividades de educação (incluída a Educação Física). Além disso, em torno de 30 mães participam alternadamente de cursos de artesanato, de culinária e outros.

Além das crianças e jovens, as atividades ligadas à saúde (curso de Enfermagem, Fisioterapia e de Psicologia) abrangem as famílias como um todo, por meio de ações preventivas e profiláticas. Somadas a estas últimas, as ações de geração de renda (cursos de Engenharia de Produção e de Administração) e de melhoria da habitabilidade completam o rol de benefícios diretos ou indiretos que as famílias já puderam ter acesso, por meio do projeto Universidade-Bairro desenvolvido pelo ISECENSA. E o Projeto Estrela do Amanhã desenvolvido pelo CENSA há 20 anos, atendendo crianças e jovens de comunidades populares, através de aprendizagem esportivas e culturais, dando-lhes oportunidade de vida e educação, nas dependências da própria escola.

Há consenso na literatura especializada de que os trabalhos sociais comunitários se constituem como desafio. A mobilização social é complicada, haja vista as práticas históricas assistencialistas e paternalistas no país. A herança dessas práticas desestimula os indivíduos a tomarem atitudes diante de suas próprias vidas, esperando que outros deem solução aos seus problemas. Esta realidade impôs à gestão acadêmica do ISECENSA o desafio de construir conhecimentos e competências para lidar com as variações de conflitos constituídos entre os moradores com reflexos sobre o projeto.

Abordei este assunto porque neste sábado teremos o nosso “FORRÓ DA SOLIDARIEDADE” no Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora, cuja renda será revertida para estes dois projetos acima e para a Associação Irmãos da Solidariedade que é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1988 pela assistente social Fátima Castro, que trabalha com portadores do vírus Hiv/Aids que não tem onde morar ou que perderam a referência  familiar. As ações da ONG estende-se a outras cidades e estados. Oferece entre outras coisas moradia, resgate da auto-estima, acompanhamento bio-psico-social, assistência odontológica, assistência jurídica, tratamento psiquiátrico e psicológico, terapias ocupacionais, musicoterapia, grupo de alcoólicos e neuróticos anônimos, tratamento de fisioterapia e aula de alfabetização.

Portanto, não apenas pontualmente, mas organicamente solidários, chamamos a sociedade campista a refletir e contribuir com sua parcela social, para que hipotecas sociais sejam resgatadas por todos nós, que como sociedade civil, temos nossa parcela de responsabilidade e contribuição. A sua solidariedade também pode transformar vidas e, juntos/as, podemos construir um mundo mais justo para todos/as. Todas essas ações que realizamos visam sempre um objetivo: transformar, pois acreditamos no poder transformador da solidariedade. Nosso empenho, portanto, consiste em construir uma sociedade mais justa, igualitária e plural, buscando garantir a dignidade para todos e todas. Se você acredita na força da solidariedade, junte-se a nós.

Com afeto,

Beth Landim

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Encantada estou...
11/06/2016 | 15h20

 

Encantamento...

este é o sentido, o sentimento, o estado de espírito que talvez possa traduzir o dia dos “enamorados”... Digo talvez, por ser sempre indecifrável, e por isso encantador... Quando estamos e permanecemos encantados pelo agir, pelo ser, por alguém, pela relação, significa que admiramos, ou seja, conseguimos olhar para o outro, vê-lo e nos encantarmos tal como ele é... Esta sintonia, esta afinidade, esta intimidade não se explica, apenas sente-se...

O sol se põe, o cheiro de alfazema inebria os campos, as nuvens descem as montanhas e se espalham sobre o mar, a lua desponta de uma pequena fresta e uma lareira nos aquece e ilumina a noite estrelada... e nossa caminhada continua encantada... A pedra que surge no caminho... pulamos ou a utilizamos para uma construção sólida, sempre se constituindo em aprendizado para nós. E para que possamos nos encantar com o outro, precisamos ouvir o sussurro dos nossos sonhos e desejos, garimpá-los para que possamos ouvir com todo o nosso ser... Enquanto estiver preocupado com o que os outros pensam a seu respeito, você pertence a eles. Só quando deixa de buscar a aprovação externa, você se torna dono de sí mesmo.

Às vezes precisamos reunir coragem, ousar, darmos um passo a frente... para nos permitir o encantamento... Encante-se com você em primeiro lugar... E para isso o primeiro passo é ser grato... Se a única oração que você fizer na vida for “obrigado” já será suficiente... A gratidão lhe dá perspectivas. A gratidão pode mudar qualquer situação. A gratidão altera suas vibrações e traz energias positivas. Te cuide com carinho, te indique o melhor caminho, te perdoe quando preciso for... Te dê asas para voar, nos sonhos te ajude a pousar... compreendas porque amanhece antes do anoitecer e então poderás encantar-se... assim como as ondas do mar ao beijar a areia... E nesse encontro, encantada estou, porque isto é amor...

Eu adoro ver o pôr do sol e a maneira como ele transforma o céu. A natureza sabe lidar melhor com transformações do que nós, seres terrenos. Evoluir como ser humano é um processo de escavação que dura a vida inteira; é preciso cavar fundo para revelar suas questões mais ocultas. Às vezes, ao fazer isso, parece que você só encontra rochas duras, impenetráveis. Ao longo da vida, descobri uma coisa: quando não removemos uma rocha, ela se torna primeiro uma colina, depois uma montanha. Portanto, é nossa obrigação limpar o terreno todos os dias, no trabalho, na família, nos relacionamentos... em busca do nosso próprio encantamento...  É como nos diz a canção...

“Não se admire se um dia um beija flor invadir, a porta da sua casa e te der um beijo e partir... Fui eu que mandei o beijo, que é pra matar meu desejo... faz tempo que eu não te vejo... ai que saudade de ocê...”

Alcançar seu potencial máximo como pessoa é mais do que um ideal: é o objetivo principal da sua vida. As maravilhas de que somos capazes nada têm a ver com os critérios de avaliação da humanidade, com as listas do que está em voga ou fora de moda, de quem é atraente e quem não é. Com o passar dos anos, enfim aprendi que recebemos do mundo o que damos a ele. A física nos ensina isso através da Terceira Lei de Newton: para cada ação há uma reação igual e oposta. Essa é a essência do que os filósofos orientais chamam de carma. Em A cor púrpura, a personagem Celie explica justamente isso para Mister: “Tudo o que você tenta fazer comigo já foi feito contra você.”

Seus atos giram ao seu redor assim como a Terra gira ao redor do Sol. Quando as pessoas dizem que estão em busca da felicidade, eu pergunto: “O que você está dando para o mundo?” Na verdade, a felicidade que você sente é diretamente proporcional ao amor que é capaz de dar. Se estiver pensando que falta algo em sua vida, ou que não está recebendo o que merece, lembre-se de que a Estrada de Tijolos Amarelos só existe em O mágico de Oz. Você conduz sua vida, não é conduzido por ela. E então o sorriso largo surge, os olhos brilham, o mundo fica num colorido diferente, o perfume se exala em nossos pensamentos...

Queremos estar perto, abraçar, beijar, conversar, conhecer, sentir... Sentir a felicidade do outro que se mistura na sua!  Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque o amor de verdade existe e, se você ainda não sentiu, vai sentir. Quem ama tem um coração limpo. Quer o bem do próximo, o vê em sua plenitude, independente dos defeitos que cada um de nós possui. Quando sabemos o que queremos, podemos até esperar um bom tempo, mas o “tempo bom” chegará, pois o universo conspira a favor do amor! ... Muitas vezes não precisamos de palavras, um abraço, um carinho no rosto, um aperto de mãos, falam por si só... Quando estamos encantados, não nos acomodamos... é um sentimento maduro, de saber olhar de dentro pra fora, perceber a beleza tanto sua, quanto do outro... Encantar combina com admirar...

Hoje exercitamos pouco à admiração, temos pressa, nos encantamos pouco, não admiramos quase nada. Gosto de parar para ver os detalhes de uma flor, de ouvir o canto dos pássaros, muitas vezes de ouvir e admirar o silêncio... O barulho das ondas do mar, já pararam para pensar que espetáculo mais encantador? O mar com suas ondas, beijando a areia, e o sol que vai surgindo, na imensidão do mar e nos leva para o infinito... “Parece que o vento leva notícias de mim pra você, parece que o vento traz notícias de você pra mim... parece que as noites se tornam mais frias longe de você.”

Precisamos nos encantar mais, beijar mais, abraçar mais, admirar a vida e então se deixar invadir pela simplicidade da vida, que não obedece à razão, e nos faz vivos de coração. Encantada estou...

Com afeto,

Beth Landim

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A constante busca pelos melhores resultados...
06/06/2016 | 09h32

   

“Certa vez, um velho lenhador, conhecido por sempre vencer os torneios que participava, foi desafiado por um outro lenhador, jovem e forte, para uma disputa. A competição chamou a atenção de todos os moradores da localidade. Muitos acreditavam que, finalmente, o velho perderia a condição de campeão dos lenhadores, em função da grande vantagem física do jovem desafiante.

  No dia marcado, os dois competidores começaram a disputa, na qual o jovem se entregou com grande energia e convicto de que seria o novo campeão. De tempos em tempos, olhava para o velho e, às vezes, percebia que ele estava sentado. Pensou que o adversário estava velho demais para a disputa, e continuou cortando lenha com todo vigor.

Ao final do prazo estipulado para a competição, foram medir a produtividade dos dois lenhadores e pasmem! O velho vencera novamente, por larga margem, aquele jovem e forte lenhador.

 Intrigado, o moço questionou o velho: - Não entendo! Muitas das vezes quando eu olhei para o senhor, durante a competição, notei que estava sentando, descansando, e, no entanto, conseguiu cortar muito mais lenha do que eu. Como pode?

- Engano seu! Disse o velho. Quando você me via sentado, na verdade, eu estava amolando meu machado e percebi que você usava muita força e obtinha pouco resultado.”

Esta parábola suscita importantes questões para os dias atuais. Com o mercado de trabalho tão competitivo e tanta exigência técnica, as organizações, muitas vezes, esquecem o real valor da experiência e da atualização como fatores responsáveis pelo melhor utilização dos conhecimentos técnicos adquiridos.

Não basta ter conhecimento técnico se o profissional não souber utilizar um conjunto de habilidades que possam transformar esse conhecimento em eficiência.

            Na parábola, um dos lenhadores apostou em seu vigor físico, seu conhecimento técnico e, acima de tudo, em sua jovialidade como elementos imbatíveis para a competição. No entanto, foram a experiência, a capacidade de adaptação e observação, certamente desenvolvidas com a maturidade, que deram a vitória ao velho lenhador.

“Amolar o machado” periodicamente fez toda a diferença em uma disputa que parecia ter o resultado definido.

Assim acontece também conosco, nas mais diversas funções desempenhadas. É preciso buscar, continuamente, os melhores caminhos para alcançarmos os objetivos propostos. A observação e a capacidade de mudanças estratégicas devem ser componentes prioritários na vida de todo profissional.

Hoje, encontramos diversos centros educativos especializados em formação técnica de excelente nível. O crescimento desse segmento educacional é incontestável e necessário. No entanto, este crescimento não deve ser desassociado ao desenvolvimento das habilidades inerentes ao ser humano, que fazem, do conhecimento técnico, um instrumento mais eficaz. Essa é uma responsabilidade dividida com as mais diversas classes. O educador, o gerente, o empresário, o diretor, o colega de trabalho... todos devem incentivar essa associação de valores.  O uso das habilidades comportamentais para melhor desempenho técnico deve ser motivado por todo aquele que almeja melhoria de resultados seja do seu aluno, do seu subordinado, de sua empresa, do seu grupo de trabalho ou até mesmo de sua vida.

A valorização do ser humano, a motivação e a cooperação entre as pessoas sempre fizeram e continuarão sendo um diferencial de atuação.

A experiência profissional, fruto dos anos de dedicação e, conseqüentemente, de uma idade mais avançada, tende a ser desvalorizada com o surgimento do novo. Prova disso é a quantidade de senhores e senhoras que são considerados inativos quando ainda teriam tanto a contribuir. Quanta experiência é desperdiçada quando não valorizamos o potencial humano! Quanto perdemos quando achamos ser desnecessário sentar  e “amolar, diariamente, o nosso machado” em busca dos melhores caminhos!

Que possamos sempre refletir sobre nossas atitudes enquanto profissionais e enquanto seres humanos, para que, dessa forma, possamos sempre alcançar os resultados esperados.

Com afeto,

Beth Landim

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MAR - Museu de Arte do Rio
02/06/2016 | 13h32

Pela sensibilidade das lentes de Júlio Falcão...

Apreciemos o

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Com afeto,

Beth Landim

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LOVE...
01/06/2016 | 10h48

O projeto LOVE, do artista e cineasta ucraniano Alexander Milov,

é uma  gigante instalação artística.

A escultura de Milov demonstra o conflito entre um homem e uma mulher,

bem como as expressões internas e externas da natureza humana.

As figuras dos protagonistas são feitas em metal,

contendo seus “eus interiores” cativos,

 como se estivessem dentro de gaiolas.

Os “eus interiores” tem a forma de crianças,

e são feitos em um material transparente, que brilha à noite.

Essa luz é uma referência à pureza e à sinceridade

que unem as pessoas em tempos sombrios.

Com afeto,

Beth Landim

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Sobre o autor

Elizabeth Landim

[email protected]