Um café...
31/07/2015 | 21h53

Um professor, durante a sua aula de filosofia, sem dizer uma palavra, pega um frasco de maionese vazio e enche com bolas de ping pong. A seguir, perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam, sim. Então, o professor pega uma porção de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de ping pong. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim. Então... o professor pegou uma porção de areia e colocou dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e, uma vez mais, o professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unanimidade, "Sim!".

Em seguida, o professor acrescentou duas xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre os grãos de areia. Os estudantes, nesta ocasião começaram a rir, mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes: “Quero que se dêem conta que este frasco representa a vida.”

As bolas de ping pong são as coisas importantes: como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE. São coisas, que mesmo se perdêssemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias. As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o demais... as pequenas coisas. “Se puséssemos a areia no frasco primeiro, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de ping pong. O mesmo acontece com a vida”. Quando as coisas na vida parecem demasiadas, quando 24 horas por dia não são suficientes... Lembre-se do frasco de maionese e do café. 

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes. Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua felicidade. Brinque ensinando os seus filhos, arranje tempo para ir ao médico, namore e vá com seu namorado ou com sua namorada, com seu marido ou com sua esposa jantar fora, tomar um banho de mar, mesmo que esteja chovendo, um banho de chuva é delicioso... andar descalço na areia ou na relva... Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos, pratique o seu esporte ou hobbie favorito. No esporte nos sentimos energizados... vale andar a cavalo, a pé, ou de bicicleta, sentindo o vento que acaricia o rosto e o gosto da liberdade que enche nossa alma de cor... isto é colorir a vida como colorir papel... “É um vento que passa e que leva, raia o brilho de cor amarela, planta o pé no chão. É o amor dando volta na terra, arco íris de luz aquarela, banda coração. Vamos ver o pôr do sol me dê a mão. Uma estrela só não é constelação. Sem destino vamos juntos passear feito nuvens no céu, derramar a tinta colorir papel... E amanhecer nós dois, perfume, bem me quer, tem biscoito, queijo, bolo, leite no café.”

Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro... Ocupe-se sempre das bolas de ping pong, em  1º lugar, porque representam as coisas que realmente importam na sua vida. Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia... Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café. O professor sorriu e disse: “... o café é só para demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um cafezinho com um amigo.”. E como é bom sentar com um amigo para um café... rir do nada... relembrar os tempos de escola, os verões da adolescência... as gafes da vida... quem realmente somos!

É interessante que quando nos largamos nas conversas, sem hora nem relógio no pulso, sentimos a vida pulsar vibrantemente, como se fossemos donos do tempo... sempre é bom fazer uma “faxina na alma”, às vezes guardamos muitos “cacos” e estes não servem para nada, a não ser para nos machucar... o bom mesmo é levantar a poeira, de coração aberto, pois a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. Deixo então para você estas linhas de Fernando Pessoa... neste gostoso sábado.

Paisagem da mola

 “Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz. Quero me olhar mais. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que me fez sofrer e sorrir, abraçar, sem mágoa. Quero sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.”

Com afeto,

Beth Landim

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Que a gente perca tudo...
30/07/2015 | 13h12

Que a gente perca tudo...

a hora, os dentes, 

a razão (em alguns momentos),

o sono, os sapatos,

as roupas, o cabelo, qualquer coisa.

Menos os sonhos e a alegria de viver!

Com afeto,

Beth Landim

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Tudo depende do nosso olhar...
29/07/2015 | 10h01

pedras

Vemos duas pedras... ou uma pedra só...

Alguma figura?

Vemos 2 pessoas de pedra?

Almas afins que se encontram e

 demonstram na proximidade, o afeto recíproco...

Tudo depende do nosso olhar...

Te desejo então um olhar de positividade e esperança...

Que através das lentes dos seus olhos você seja capaz de ver um mundo melhor

e de sentir a alegria de viver...

Com afeto,

Beth Landim

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Recomeçar...
27/07/2015 | 09h59

Bendito quem inventou o belo truque do calendário,

pois o bom da segunda-feira,

do dia 1º do mês

de cada ano novo...

é que nos dão a impressão de que a vida não continua,

mas apenas recomeça.

Mário Quintana

Desejo a todos um bom dia e uma maravilhosa semana!!!

Com afeto,

Beth Landim

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Eu posso dormir enquanto os ventos sopram em minha vida?
25/07/2015 | 18h32

Divido com vocês duas pequenas histórias que nos fazem refletir sobre a nossa caminhada.

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho caluniador. No tribunal, o caluniador disse ao juiz: Comentários não causam tanto mal... e o Juiz respondeu: - Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença!

O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse: - Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem! Não posso fazer isso, meritíssimo! Respondeu o homem. - O vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão! Ao que o juiz respondeu: Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos concertar o mal causado... e, continuou: Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos, escravos de nossas palavras! No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é... e, outras que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se! Quem ama não vê defeitos... quem odeia não vê qualidades... e quem é amigo...  vê as duas coisas! Preste atenção em seus pensamentos, pois eles se tornarão palavras. Preste atenção em suas palavras, pois elas se tornarão atos. Preste atenção em seus atos, pois eles se tornarão hábitos. Preste atenção em seus hábitos, pois eles se tornarão seu caráter. Atenção em seu caráter, pois ele determinará seu destino!

Portanto, antes de falar... escute. Antes de escrever... pense. Antes de gastar... ganhe... Antes de julgar... espere... Antes de Orar... perdoe... Antes de desistir... tente.

A nossa segunda história nos diz que há alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria das pessoas estava pouco disposta a trabalhar em fazendas ao longo do Atlântico. Temiam as horrorosas tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações. Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro. - Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro. - Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram, respondeu o pequeno homem. Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou, - Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas! O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente: - Não senhor. Eu lhe falei: eu posso dormir enquanto os ventos sopram. Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois. Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer. Então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava. O que se quer dizer com esta história, é que quando se está preparado - espiritualmente, mentalmente e fisicamente - não se tem nada a temer. Perguntamos-nos, então: Eu posso dormir enquanto os ventos sopram em minha vida?

Que possamos então criar o nosso tempo de refletir, pois nós somos os senhores do nosso tempo, não devendo deixar a nossa vida passar em vão, sem buscas, sem metas, sem sentido. 

Vamos tomar as rédeas enquanto é tempo, pois somente nós seremos os responsáveis diante do nosso tempo que é um presente muito precioso para passar em vão.

Portanto, os verbos escutar, pensar, esperar, perdoar, tentar... devem ser verbos recorrentes em nossa vida, fazendo ecoar em nós a nossa melhor forma de conduzir a nossa caminhada.

Como nos diz Saint-Exupèry: “Os seres são vazios, se não são como janelas ou clarabóias abertas para Deus.”. Que sejamos, efetivamente, essas janelas e clarabóias, sempre abertas, deixando a luz penetrar e ao mesmo tempo, sendo luzes e iluminando as pessoas que conosco dividem as trilhas do caminho.

Com afeto,

Beth Landim

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Calças Molhadas...
20/07/2015 | 10h55

“Venha comigo a uma sala de aula do terceiro ano... Há um menino de nove anos sentado à sua carteira e de repente há uma poça entre seus pés, e a parte dianteira de suas calças está molhada. Pensa que seu coração vai parar porque não pode imaginar como isso aconteceu. Nunca havia acontecido antes, e sabe que quando os meninos descobrirem nunca o deixarão em paz. Quando as meninas descobrirem, nunca mais falarão com ele enquanto viver. O menino acredita que seu coração vai parar, abaixa a cabeça e reza esta oração: "Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda agora! Mais cinco minutos e serei um menino  morto". Levanta os olhos de sua oração e vê a professora chegando com um olhar que diz que foi descoberto. Enquanto a professora está andando até ele, uma colega chamada Susie está carregando um aquário cheio de água. Susie tropeça na  frente da professora e despeja inexplicavelmente a água no colo do menino. O menino finge estar irritado, mas ao mesmo tempo interiormente diz "Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!"

De repente, em vez de ser objeto de ridículo, o menino é objeto de  compaixão. A professora desce apressadamente com ele e dá-lhe shorts de ginástica para vestir enquanto suas calças secam.  Todas as outras crianças estão sobre suas mãos e joelhos limpando ao redor de sua carteira. A compaixão é maravilhosa. Mas como tudo na vida, o ridículo que deveria ter sido dele foi transferido a outra pessoa - Susie. Ela tenta ajudar, mas dizem-lhe para sair. "Você já fez demais, sua  grosseira!" Finalmente, no fim do dia, enquanto estão esperando o ônibus, o menino caminha até Susie e lhe sussurra, "você fez aquilo de propósito, não foi?"  E Susie lhe sussurra, "eu também molhei minha calça uma vez". Que possamos ver as oportunidades que sempre estão em torno de nós para fazer o bem.”

Estes são os anjos! Quantas e quantas vezes ficamos a procurar por anjos de “asas”, santos imortalizados e um Deus distante... Nos esquecemos de que os anjos vivem na terra e estão ao nosso lado. Temos todos os dias oportunidades de ajudar, de aproximar, de reconciliar, de abrandar corações... Sejamos menos egoístas.  Vivemos em uma época de grande inconsistência de valores. Época em que a “maquiagem” dos fatos, a primeira vista, tenta enganar a todos que são ingênuos. Época em que não vemos uma atitude real de ajuda ao próximo, com sinceridade em servir... Época de repensar valores e pessoas, pois não podemos nos deixar levar pelo consumismo. Época de buscar “grandes pessoas”!

Fernando Pessoa em seu Poema em Linha Reta nos leva a repensar a nossa trajetória, quando nos sacode a alma, poetizando ... “Toda a gente que eu conheço e que fala comigo, nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana, que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; que contasse, não uma violência, mas uma covardia! Não, são todos o ideal, se os ouço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? ... Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, vil no sentido mesquinho e infame da vileza.”

Que a vida possa realmente nos conduzir por trilhas que valem a pena serem trilhadas... Que nós possamos acordar em tempo, e não permitir tantas vezes ignorar o vento que nos sacode e sussura em nossos ouvidos vozes de despertar. O tempo passa, os relógios trabalham incessantemente em seus tic-tacs apressados, nos mostrando com firmeza que é tempo de reagir, de levantar, de buscar com intensidade os nossos sonhos e desejos. Vamos em frente... Arre, como nos diz Pessoa!  Vamos evitar nos colocar nos altares da vida, vamos construir em nosso interior um ambiente de simplicidade como o da estrebaria em que Jesus foi gerado, exemplo de humildade que a humanidade recebeu, e então que sejamos capazes de pautar as nossas atitudes no bem comum, na singeleza dos atos, indo de encontro aos afetos, amenizando os desafetos, aprimorando os laços, repensando relações turbulentas que como a água do aquário que caiu podem também deixar extravasar o lado menos bom e se reconstruir em sólidas vivências no cotidiano de nossas vidas... Ao invés de apontar culpados, que possamos voltar para nós mesmos o dedo que aponta a culpa do outro e verificarmos quanto crescimento nos aguarda...

A vida é bela, basta que deixemos a condução da energia do bem estar presente ao nosso redor, entornando todas as águas estagnadas dos aquários da vida, beneficiando a todos que nos cercam, sem precisar dizer que fomos nós os protagonistas deste recomeçar, mas apenas partícipes ativos na reconstrução de um mundo melhor, onde com certeza os valores sólidos que buscamos com avidez sejam reais dentro de nós e implantados com muito amor em todos que nos cercam. Como nos diz Pessoa: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”... Uma maravilhosa semana a todos!!!

Com afeto,

Beth Landim

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O Papa é pop...
13/07/2015 | 09h14

Lendo esta entrevista que gostei muito... trago para vocês para a leitura de hoje.

Cidade do Vaticano (RV) - Uma entrevista sobre o significado de “ser Papa”: ao jornal argentino “La Voz del Pueblo”, Francisco falou de sua relação com as pessoas, do seu amor pelos pobres, de como transcorre os seus dias, de suas esperanças e preocupações. O Pontífice recebeu na Casa Santa Marta o jornalista Juan Berretta, que lhe perguntou porque sempre repete a frase “rezem por mim”. “Porque eu preciso. Preciso que a oração do povo me ajude. É uma necessidade interior”.

Jorge Mario Bergoglio reiterou que jamais pensou em ser eleito para a Cátedra de Pedro e, brincando, lembrou que no último Conclave seu nome estava em 46º lugar nas apostas dos bookmakers ingleses. Ao mesmo tempo, destacou, “a vida de um religioso, de um jesuíta, muda de acordo com a necessidade”.

Comer uma pizza: O Papa então confessou as coisas de que mais sente falta em relação aos anos transcorridos na Argentina: “Sair pela rua, caminhar. Ou ir a uma pizzaria comer uma pizza”. “Mas é possível pedi-la e comer no Vaticano”, observou o jornalista. “Sim, mas não é a mesma coisa. O belo é estar ali. Sempre gostei de caminhar. A cidade me encanta”. Outro dia, revelou que entrou no carro e esqueceu de fechar o vidro. “Eu estava ao lado do motorista e as pessoas não deixavam o carro passar, porque perceberam que o Papa estava ali”. “É verdade, tenho fama de indisciplinado, não sigo muito o protocolo, é frio, mas quando há algo oficial, cumpro-o totalmente”.

Estar com as pessoas me faz bem: À pergunta sobre sua relação com o povo, Francisco declarou que é como se as pessoas compreendessem o que ele tem a dizer. “Estar com as pessoas me faz bem e eu, psicologicamente, não posso viver sem elas”. Durmo tranquilo, levanto-me às 4h.

O jornalista de “La Voz del Pueblo” perguntou ao Papa se consegue dormir não obstante as tensões ligadas a seu ministério. “Tenho um sono tão profundo – respondeu – que deito e durmo. “Durmo seis horas, normalmente às 21h vou para o quarto e leio quase até às 22h”. Quando começa a lacrimejar um olho, apago a luz e durmo até às 4h, quando acordo sozinho, é o meu relógio biológico”. Porém, acrescentou, “preciso da sesta”, depois do almoço. Tenho que dormir de 40 minutos a uma hora, tiro os sapatos e vou para cama”. E sente as consequências no dia em que não pode fazê-la. O Papa disse que neste período está lendo “São Silvano do Monte Atos, um grande mestre espiritual”. Francisco disse ainda que lê somente um jornal italiano, pela manhã, e não vê televisão há 25 anos. "É um voto que fiz a Nossa Senhora do Carmo em 15 de julho de 1990."

Lágrimas: Como caráter, Francisco disse que, de maneira geral, “não sente medo”. Sobre o risco de atentados, afirmou “estar nas mãos de Deus”, mas contou que tem medo da dor física. Diante de situações de injustiça, às vezes chora interiormente, sobretudo quando diz respeito a cristãos perseguidos, crianças ou aos encarcerados, mas não gosta de chorar em público. “Em duas ocasiões tive que me conter. É preciso ir avante.”

Pressões não faltam: Quanto às pressões relacionadas ao seu ministério, afirmou que o mais cansativo é o ritmo de trabalho neste período. “É a síndrome do final de ano escolar, que acaba em junho”, ao qual se acrescentam “mil coisas e problemas”. Constatou, “que existem problemas que te armam com o que diz ou não diz… os meios de comunicação às vezes pegam uma palavra e depois a descontextualizam”. A proposito da Argentina, destacou que não acompanha mais a evolução política de sua nação que, com um pouco de amargura, definiu “um país de tantas possibilidades e tantas oportunidades perdidas”.

O Papa dos pobres?: O jornalista questionou se Francisco está feliz com a definição de “o Papa dos pobres”. E respondeu: “A pobreza está no centro do Evangelho. Jesus veio para pregar aos pobres, se tirarem a pobreza do Evangelho não se entende nada”. E identificou os piores males do mundo de hoje: “a pobreza, a corrupção, o tráfico de pessoas”. Desarraigar a pobreza pode ser considerada uma utopia, afirmou, mas as utopias “nos levam avante”. Por fim, à pergunta sobre como gostaria de ser lembrado, Francisco respondeu com simplicidade: “Como uma pessoa que se empenhou em fazer o bem, não tenho outra pretensão”.

Lendo e relendo esta e outras entrevistas do Papa, fico não só emocionada, mas fico principalmente com seu aprendizado de humildade. Quantas e quantas vezes fechamos a janela do carro? Fechamos a janela dentro de casa para a vida, muitas vezes para nós mesmos... Enxergar nossa precariedade interior, nossa pobreza, é o primeiro passo para que possamos ser humildes. E a humildade nos abre um enorme portal para o conhecimento, abertura para enxergarmos que não sabemos tudo, não somos os únicos e que temos muito a melhorar enquanto pessoas e profissionais, e temos que ter sempre em mente que as coisas mais simples são as que verdadeiramente fazem a diferença em nossa vida.

Outra questão é estar com as pessoas. Parece que o mundo não dá mais o devido valor ao ser humano, as relações humanas estão banalizadas... nos esquecemos que somos seres divinos vivendo uma experiência humana. Sua popularidade vem de atitudes e gestos simples, genuínos, mas altamente humanos, que não julgam mas que agregam, num momento de tantos conflitos em que a humanidade passa.

O Papa é pop...

Com afeto,

Beth Landim

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Apartamento para jovem empresário...
10/07/2015 | 12h04

 Apartamento compacto 03

Edifício Le Jardin Vert em frente ao Jardim São Benedito.

Este trabalho, executado pela arquiteta Carolina Landim, me enche de orgulho...

Ver minha pequena , já mulher , profissional, desenvolvendo trabalhos que exigem capacidade técnica devido ao espaço e bom gosto...e acima de tudo fazendo o que gosta, me deixa extremamente feliz e realizada como mãe !!!! Parabéns Carol !!!! Ficou Lindo !!!!!

Apartamento compacto 03

 Este projeto utiliza diversos recursos para ampliar o espaço, como o espelho, tons claros, luminárias embutidas, cortinas em tecidos fluídos, peças multiuso como o Set Garden que serve para sentar ou apoiar um copo. Tudo isso aliado ao perfil do cliente, que é um jovem empresário.

Apartamento compacto 02 foto 1 le_jardin_97214628380235469[1] foto 3   foto 2  

Apartamento compacto 04

Com afeto,

Beth Landim

 

 

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Agradecer ...
06/07/2015 | 20h25

11659281_1621674878119488_4757908949766996184_nCom afeto,

Beth Landim

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Os domingos precisam de feriados...
03/07/2015 | 20h53

Passamos  o meio do ano ...tempo de parar, refletir, repensar... o presente mais precioso que temos... o nosso tempo.

Me pergunto se estamos sendo senhores dos nossos destinos?

Como nos diz a Oração ao Tempo de Caetano Veloso... “És um senhor tão bonito, quanto a cara do meu filho, tempo tempo tempo tempo, vou te fazer um pedido, tempo tempo tempo tempo... Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, entro num acordo contigo, tempo tempo tempo tempo... Por seres tão inventivo e pareceres contínuo, és um dos deuses mais lindos, tempo tempo tempo tempo... Que sejas ainda mais vivo, no som do meu estribilho, ouve bem o que te digo, tempo tempo tempo tempo... Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso, quando o tempo for propício, tempo tempo tempo tempo... De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido e eu espalhe benefícios, tempo tempo tempo tempo... O que usaremos prá isso fica guardado em sigilo, apenas contigo e comigo, tempo tempo tempo tempo... E quando eu tiver saído para fora do teu círculo não serei nem terás sido, tempo tempo tempo tempo... Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos, num outro nível de vínculo, tempo tempo tempo tempo... Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios nas rimas do meu estilo...”

O rabino Nilton Bonder nos deixa uma reflexão... “Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue. Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de pausa é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...

Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.  As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado... Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco.

Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos... Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: - literalmente, ficar desatento; - é um dia de atenção, - de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo. Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada seja dá-lo como concluído.”

Como nos diz Drummond, quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Um bom, sábado e  domingo de feriado para você...

Com afeto,

Beth Landim

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Reciprocidade...
03/07/2015 | 09h45

11222531_1621474604806182_135526957459236808_nCom afeto,

Beth Landim

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Sobre o autor

Elizabeth Landim

[email protected]