Duas estórias em uma...
29/11/2014 | 11h39

Deixo-lhes hoje duas pequenas estórias que nos fazem refletir sobre a nossa caminhada…

“Uma senhora chinesa já idosa, carregava dois vasos grandes, cada um pendurado na ponta de uma madeira que se apoiava em seus ombros. Um dos vasos tinha uma rachadura, e o outro era perfeito e sempre levava todo o seu conteúdo de água. No fim do longo percurso o vaso defeituoso chegava sempre com metade do seu conteúdo. E foi assim por dois longos anos, a senhora idosa levava para casa um vaso e meio de água. O vaso perfeito era orgulhoso, pois cumpria sempre a sua obrigação. O vaso defeituoso ao contrário envergonhava-se da sua imperfeição, perdia sempre metade do seu conteúdo. Depois de dois anos, reconhecendo seu defeito durante um trajeto, falou com a senhora idosa: “Sinto muito, que por causa do meu defeito perca metade do meu conteúdo.” A senhora idosa sorriu e disse: Já reparaste nas flores que estão do teu lado? Enquanto no outro lado não. Isto porque eu sempre soube que em ti havia uma rachadura, então plantei sementes do teu lado e a cada dia que fazia este trajeto tu regavas as sementes. Por dois anos recolhi estas maravilhosas flores para decorar a nossa mesa. Sem ti e a tua maneira de ser, não seria possível esta beleza para alegrar a nossa casa. Cada um de nós tem o seu defeito particular… Mas são as rachaduras e os defeitos que fazem as nossas vidas assim interessantes e gratificantes. Devemos aceitar as pessoas como são, procurando ver nelas aquilo que têm de melhor.”

Na revolução da alma, Aristóteles, filósofo grego, escreveu este texto no ano 360 A.C. e é eterno… “Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivo longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo, e seja seu melhor amigo sempre. Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está “pronto” para ser feliz. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”

Estas estórias nos fazem refletir sobre a nossa caminhada: dias melhores, dias piores, dias ensolarados, dias cinzentos, dias de chuva, dias com brilho, dias sem brilho, mas… todos são dias a serem vividos por nós e no cômputo do nosso tempo, todos eles farão parte desta conta. Então nos resta com grande propriedade darmos o melhor de nós a cada dia, buscando sempre a forma mais equilibrada de convivência com todos que nos cercam, ao longo das experiências do caminho.

Saint-Exupéry nos diz: “Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa”. Realmente, assim somos nós humanos, buscadores eternos de realidades longínquas, muitas vezes insatisfeitos e incompletos, com os olhos vendados diante de tanto amor, de tantas realizações e de tantas oportunidades que se renovam a cada dia em nossas trilhas… Buscando num canteiro de cinco mil rosas que cultivamos o que está dentro de nós mesmos… e não somos capazes de encontrar, de cultivar, de multiplicar…  para reforçar os nossos laços com o divino que vive em nós. Recomeçar sempre, recebendo das planuras do céu o sol que nos ilumina e nos convida a termos forças e coragem. Recomeçar com energia positiva, com confiança em dias melhores que sempre chegam, nos mostrando que as pedras e as quedas são condições sine qua non para o nosso crescimento espiritual, como seres humanos voltados para a luz. Recomeçar fazendo dos “vasos quebrados” que surgem na nossa convivência diária, oportunidades de burilamento da nossa paciência, da nossa fé renovada, da nossa reflexão, do nosso entendimento de que somos imperfeitos também e, portanto necessitamos de compreensão, de perdão, de braços que nos abracem nos mostrando que apesar de tudo estamos caminhando no sentido da luz, da iluminação pessoal, da busca constante de florir caminhos por onde possamos passar junto com todos que conosco caminham rumo ao divino, reconhecendo sempre que a felicidade não só está dentro de nós, mas pelo caminho e não somente no topo da chegada. Vivamos estes momentos intensamente e então eles se tornarão eternos.

Por fim, é preciso entender o que você busca, para encontrar o que você precisa…

Uma boa semana para todos!!!

Com afeto,

Beth Landim

 
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O valor das coisas...
26/11/2014 | 12h32

Como nos diz Fernando Pessoa...

" O valor das coisas não está no tempo em que elas duram...

relogio

mas na intensidade com que acontecem...

pazPor isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Com afeto,

Beth Landim

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Peixe Fresco
23/11/2014 | 13h27

20090517224218_peixe-fresco-cc3b3piaOs japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não sentiam a diferença no gosto do peixe, por não estar fresco. Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como “sardinhas”. Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam vivos, porém cansados e abatidos. Os japoneses continuavam a notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o sabor do frescor. Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto do peixe apático. Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor? Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

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Antes da resposta, leia o que vem a seguir: Quando as pessoas atingem seus objetivos – tais como: quando encontram uma namorada maravilhosa, quando começam com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões. Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então, relaxam. Passam pelo mesmo problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, ou de herdeiros que nunca trabalham e que nunca souberam o valor da conquista ou de pessoas que perderam o sabor da vida e que ficam dependentes de remédios de tarja preta. Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50: “O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador. Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema. Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!”

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Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques, nos seus barcos. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega “muito vivo” e fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, nos tanques. Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda. Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu grupo, da sociedade e, até mesmo, da Humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele. Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença. Cresça como pessoa, busque o ser. É tão bom quando conseguimos saborear o valor de uma vitória, de um objetivo exaustivamente alcançado. Os desafios nos trazem sabedoria, vivência, MATURIDADE. É esta maturidade sábia que nos faz aprender a relativizar as coisas. Quando mantemos os sonhos, os desafios e a sedução, não caímos no marasmo e podemos então sentir o frescor da juventude em nossas vidas, perfumando a nossa existência! A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas sobretudo para nos fazer crescer.

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Desejo muitos desafios e muito frescor a todos! Uma boa semana!

Com afeto,

Beth Landim

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Simplicidade...
19/11/2014 | 21h19

163590_346632462125413_1064552776_nCom afeto,

Beth Landim

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A gota d´água...
16/11/2014 | 10h30

gota-de-agua

Quando improvisamos ou não trabalhamos com um planejamento de longo ou curto prazo, é “a gota d´água” que nos faz tomar atitudes impensadas, urgentes, ou muitas vezes desesperadoras. Na vida tanto profissional, como pessoal, temos que trabalhar as prioridades, o planejamento, para que não fiquemos trabalhando sempre na urgência. Quem trabalha na urgência apaga incêndios, quem trabalha com prioridades e planejamento, pavimenta e constrói caminhos e pontes. Estamos vivendo um momento de seca! A água, um bem imprescindível à vida do ser humano, pra que a roda continue a girar, encontra-se na urgência da escassez. A diminuição da água no mundo é constante e, muitas vezes, silenciosa. Seus ruídos tendem a ser percebidos apenas quando é tarde para agir. Das dez bacias hidrográficas mais densamente povoadas do mundo, grupo que compreende os arredores de rios como o indiano Ganges e o chinês Yang-tsé, cinco já são exploradas acima dos níveis considerados sustentáveis. Se nada mudar nas próximas décadas, cerca de 45% de toda a riqueza global será produzida em regiões sujeitas ao estresse hídrico. "Esse cenário terá impacto nas decisões de investimento e nos custos operacionais das empresas, afetando a competitividade das regiões", afirma um estudo da Veolia, empresa francesa de soluções ambientais.

22-de-marco-Dia-Mundial-da-AGUA Aproximadamente 70% da superfície terrestre encontra-se coberta por água. No entanto, menos de 3% deste volume é de água doce, cuja maior parte está concentrada em geleiras, restando uma pequena porcentagem de águas superficiais para as atividades humanas. A água é de fundamental importância para a vida de todas as espécies. Aproximadamente 80% de nosso organismo é composto por água. Boa parte dos pesquisadores concorda que a ingestão de água tratada é um dos mais importantes fatores para a conservação da saúde, é considerada o solvente universal, auxilia na prevenção das doenças e proteção do organismo contra o envelhecimento. A poluição hídrica é outro fator agravante, os rios são poluídos por esgotos domésticos, efluentes industriais, resíduos hospitalares, agrotóxicos, entre outros elementos que alteram as propriedades físico-químicas da água. O Brasil é um país privilegiado com relação à disponibilidade de água, detém 53% do manancial de água doce disponível na América do Sul e possui o maior rio do planeta, o rio Amazonas. Os climas equatorial, tropical e subtropical que atuam sobre o território, proporcionam elevados índices pluviométricos. No entanto, mesmo com grande disponibilidade de recursos hídricos, o país sofre com a escassez de água potável em alguns lugares. A água doce disponível em território brasileiro está irregularmente distribuída: aproximadamente, 72% dos mananciais estão presentes na região amazônica, restando 27% na região Centro-Sul e apenas 1% na região Nordeste do país. Outro fator agravante é a ausência de saneamento básico nas residências da população brasileira. Atualmente, 55% da população não tem água tratada nem saneamento básico. Políticas públicas devem ser desenvolvidas para reverter esse quadro. Pesquisas indicam que para cada R$ 1,00 investido em saneamento, o governo deixa de gastar R$ 5,00 em serviços de saúde, ou seja, são investimentos que proporcionam qualidade de vida para a população e economia aos cofres públicos em curto prazo. Hoje, cada vez mais se evidencia a educação e a cultura de um povo. Um povo educado não desperdiça água. Ou melhor, um povo educado abomina a cultura do desperdício. Não podemos e não devemos utilizar o meio ambiente como se fosse infinito. A natureza não só é finita, mas depende principalmente da nossa forma de utilizá-la.

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Hoje temos sede não apenas de água... Vivemos sedentos de lideranças, de valores, de um mundo menos violento, de educação e de ética... Como na música dos Titãs... “Bebida é água! Você tem sede de que? Você tem fome de que? A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte... a gente quer saída para qualquer parte. A gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor... a gente quer prazer, para aliviar a dor. A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade... a gente quer inteiro e não pela metade.” Como nos diz Madre Teresa de Calcutá... “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.” E de gota em gota, de persistência árdua, juntos, podemos formar um oceano... Não queremos nada pela metade...

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Talvez a urgência da água possa nos abrir os olhos para a mudança... Mudança de comportamento contra o desperdício, mudança de valores desta sociedade tão consumista... Vamos começar dentro da nossa casa... Não deixemos chegar “na gota d’água”... Como nos diz Heráclito... “Nunca nos banhamos duas vezes na mesma corrente de água.”... Portanto é hora de acabarmos com a cultura do desperdício...

Tudo muda, tudo flui...

Com afeto,

Beth Landim

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Nas montanhas...
12/11/2014 | 12h50

Uma combinação perfeita... montanhas e chalés...

Tanto a montanha quanto o chalé nos trazem um clima intimista, de cumplicidade, aconchegante e charmoso... Eu adoro o clima da montanha... e para ficar perfeito um bom vinho na companhia certa...

Nas montanhas o sol aquece mais forte e o vento nos acaricia mais de perto, é muito gostoso sentir a natureza junto de você. Telhado de duas águas, madeira por todos os cantos, móveis rústicos e aconchegantes - são essas as tradicionais características de um chalé, construção originária dos Alpes suíços que se tornou sinônimo de casa de montanha em quase todo o mundo.

As cabanas de hoje misturam elementos contemporâneos e passadistas, e a palavra "chalé" deixou de denominar apenas as moradas montanhesas...

  (Foto: divulgação)

Antigo Estábulo

Onde antes ficava o gado agora habitam pessoas. Típico chalé campestre espanhol que alimenta o sonho de férias de muita gente. Situado em uma acolhedora encosta da zona rural de Cáceres, na Extremadura, é  revestida de pedra e tem acabamentos feitos com materiais locais. Mas a rusticidade do projeto elaborado pelo estúdio Ábaton para por aí. A residência, que ocupa um antigo estábulo, maximiza o conforto, mas mantém a relação respeitosa com o deslumbrante entorno.

  (Foto: divulgação)

Estilo Sóbrio

A rusticidade adquire um verniz de luxo neste chalé construído em Aspen, famosa estação de esqui localizada nas Montanhas Rochosas, no Estado norte-americano do Colorado. Isso porque o projeto dos profissionais do estúdio Oppenheim Architecture + Designutiliza todos os elementos típicos da arquitetura de montanha, onde o predomínio é da madeira, mas faz um recorte que beira o minimalismo.  O resultado é uma morada elegante e por vezes de atmosfera semelhante às casas de montanha japonesas.

  (Foto: Andrea Wyner/The New York Times)

Herança Materna

Apesar do apreço que Kurt Brunner tinha pela casa de fazenda aos pés dos Alpes italianos que pertencera a sua mãe há 60 anos, não havia a possibilidade de aproveitá-la: a construção tinha desmoronado com o tempo. Hoje, o lar está devidamente irreconhecível, sendo uma mescla de elementos antigos e contemporâneos. Um muro, única parte sobrevivente da construção original, foi aproveitado no novo projeto do escritório Bergmeister Wolf Architekten, se tornando parte da fachada da residência. Com todos os móveis e revestimentos de madeira, o ambiente realmente incorpora o espírito de um chalé nas montanhas.

  (Foto: Tuca Reinés)

Brasil com cara de campo inglês

No final dos anos 1980, o casal de proprietários deste lar em Araras, distrito ecológico no interior do Estado do Rio de Janeiro, adquiriu a propriedade, que já havia passado pelas mãos de Juscelino Kubitschek. Todos os edifícios do terreno passaram por cuidadoso projeto de reforma e ampliação meticulosa a cargo do arquiteto Walter Menezes, de 1992 a 1996. Com um piso que acompanha o desnível do terreno, a sede conta com um décor aconchegante, nos moldes dos cottages do bucólico sudoeste da Inglaterra. São cinco quartos, uma cozinha espaçosa, sala de jantar, saleta de café da manhã, uma adega no subsolo e um living em “L” onde se encontra também o escritório. Aqui, reina a privacidade e a discrição, exceto pelo espetáculo da natureza, a razão de ser do refúgio do casal, já falecido, amante das artes, das flores, da leitura.

  (Foto: reprodução)

Rústico Chic

Que o rústico também pode ser chic, todo mundo sabe. Conquistar a elegância num chalé de montanha sem lançar mão de fórmulas, no entanto, é tarefa que oferece lá as suas dificuldades. Talvez nem tantas para o experiente designer de interiores belga Lionel Jadot. É ele quem assina esta charmosa casa revestida de madeira por dentro e por fora, com elementos coloridos nos interiores e uma vista de tirar o fôlego para o Mont Blanc, a montanha mais alta da Europa Ocidental. Fica perto de Megéve, nos Alpes franceses, e, apesar da cara de conto infantil, é designada a ser morada de férias de gente grande. Datada de 1870, a casa foi toda repaginada, mas sem perder seus traços históricos originais.

   (Foto: divulgação)

Bilionário com estilo

É do magnata russo Roman Abramovich este chalé localizado em Aspen. Projetada pelos profissionais do estúdio nova-iorquino Voorsanger Architects, a Wildcat Ridge Residence faz jus à fortuna de seu proprietário – ele a comprou em 2008 pelo módico valor de US$ 36,3 milhões. Situado a uma altitude de 2.800 metros, em uma área com algumas das melhores vistas de Aspen, o terreno certamente inflacionou o preço da propriedade. Mas o projeto de arquitetura ajudou a valorizar as qualidades naturais do local e, por isso mesmo, justifica não apenas seu custo, mas sua aquisição por Abramovich.

 (Foto: divulgação)

Versão Tropical

A seleção acertada dos materiais garantiu leveza – física e simbólica – a este spa, parte de um chalé em Itaipava, no distrito de Petrópolis, RJ. A construção de madeira, pedra e vidro parece flutuar sobre um espelho-d'água cristalino, tamanha a simbiose que há entre a fachada e a bela região serrana do Rio de Janeiro. Para escapar do friozinho típico da região, a morada principal (de proporções quase monumentais) possui uma piscina aquecida e madeira escura no revestimento. Tanto o spa, quanto a residência, têm projeto assinado pelo escritório Cadas.

   (Foto: divulgação)

2 Gerações

Pai e filho queriam manter a velha casa de montanha nos Pirineus, cordilheira fronteiriça entre Espanha e França. No entanto, precisavam cada um do seu espaço. "Residências separadas com experiências compartilhadas", pensou a dupla. O escritório Cadaval e Solà-Morales vislumbrou a paisagem como modo de resolver o desafio da família. Sem mexer na casa de pedra que lá existia, os arquitetos projetaram um segundo volume, com um telhado de metal que reproduz a assimetria da montanha. A nova armação imprimiu modernidade ao imóvel, mas preservou características locais, como a fachada original, em um equilíbrio preciso entre os dois estilos de arquitetura – e os dois estilos de vida.

  (Foto: divulgação)

Imponência nos Alpes

A lareira e a chaminé estão lá. O telhado com caimento duplo, também. Os acabamentos são de madeira, e a decoração aquece os ambientes. Mas este não é um chalé qualquer. Situado nos Alpes franceses, próximo à tradicional estação de esqui de Chamonix, o Chalet Cyanella esbanja, sim, uma alma montanhesa. Mas não apela para a rusticidade – além do luxo, o que predomina em seu projeto é o design. Com lajes, vigas e colunas de madeira – mesmo material que caracteriza pisos e cobertura – a casa desenhada pelos profissionais do Bô Design tem fechamentos externos de vidro, o que proporciona excelentes vistas do entorno. A imponência da paisagem, porém, tampouco se reflete em ostentação.

  (Foto: divulgação)

Tudo branco

Construída há mais de cem anos, a casa Vedbaek é uma como tantas outras nos arredores de Copenhague. Um pitoresco chalé de dois andares, telhado de duas águas, chaminé, jardim bucólico. Quase um cenário de conto de fadas. Quem a avista de fora não faz ideia das pessoas que moram lá: um arquiteto e sua família. E, como toda boa casa de arquiteto, esta reserva surpresas. Neste caso, Bjerre-Poulsen, sócio do escritório Norm Architecture, decidiu remover todos os sucessivos padrões de acabamento realizados na casa para pintá-la em um tom uniforme de branco superbrilhante. O que poderia resultar em um ambiente frio, impessoal, ganha personalidade por meio de tradicionais móveis do design escandinavo moderno.

Com afeto,

Beth Landim

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A Lei do caminhão de lixo...
08/11/2014 | 21h10

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Divido com vocês pequenas histórias que são capazes de nos fazer refletir na nossa caminhada.

Um dia peguei um táxi... Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou e escapou por um triz do outro carro!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amável e amigável. Indignada lhe perguntei: — Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital! Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de: A Lei do Caminhão de Lixo.

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Ele explicou que: Muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranqüilo... respire e deixe o lixeiro passar.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem, pois a vida é 10% o que você faz dela e 90% a maneira como você a recebe!

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Conta-nos uma lenda que...

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou: - Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa? Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: - Estou ouvindo um barulho de carroça. - Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia... Perguntei ao meu pai: - Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos? - Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz. Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...

É necessário entendermos que temos a responsabilidade de sermos seres com conhecimento, valores, princípios... pois “carroças vazias” trepidam, trepidam, fazem barulho, mas não possuem consistência para o conhecimento profissional, humano e familiar. Isso significa entender que nossa busca por aprender deve ser diária e constante, pois vivemos na era do pensamento complexo, que corresponde à multiplicidade, ao entrelaçamento e a interação contínua da infinidade de sistemas e de fenômenos que compõem o mundo, e para tanto, temos que nos desafiar a todo o momento, buscando sempre a complementaridade das relações e do conhecimento.

Não é possível reduzir a complexidade a explicações simplistas, a regras rígidas, a fórmulas simplificadoras ou a esquemas fechados. Pois não podemos viver na simbologia do “ou” e sim do “e”... O mundo é feito para agregar, completar, preencher, somar e crescer, para que possamos preencher corretamente “nossas carroças”...

E então de uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: - Mas qual é esse tempo certo? Bom, basta observar os sinais. Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo. Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! Basta você acreditar que nada acontece por acaso! E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas. Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

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Tenha um maravilhoso fim-de-semana, livre dos lixos e das carroças vazias que surgem em nossos caminhos, nos fazendo perder um tempo precioso que não voltará para vivermos novamente!!!

 Com afeto,

Beth Landim

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Magreza ou leveza...
07/11/2014 | 09h12
Martha Medeiros 2

Com afeto,

Beth Landim

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E eu... gostava tanto de você...
04/11/2014 | 17h06

Domingo assisti ao filme de Tim Maia, compositor e cantor que eu adorooooo....

E então....

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=wyaCWQvOLYg[/youtube]

Com afeto,

Beth Landim

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O preço de um milagre...
03/11/2014 | 10h07

luzUma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão. Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros. Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio. Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou! - O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta. - Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre. - Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico. - O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre. - Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo. - Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa. O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava. - Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro. - Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande. - Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso. - Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!

adulto-e-criança-da-mão-22034751Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse: - Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa. Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa. Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa: - Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria? A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.

Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos. Lendo esta outra lenda, vemos como elas se completam, pois a fé, a paciência, a persistência, a pureza e a bem querença para vencermos os períodos difíceis fazem também toda a diferença. A humildade nos períodos de bonança nos faz mais sábios...

bambus-12343 E esta outra estória vem de encontro a anterior... Certa vez, um imperador assumiu o trono de seu reino disposto a fazer um grande governo. Com esse objetivo, convocou todos os sábios da região, para que eles apresentassem conselhos sobre como ele deveria agir para cumprir a difícil tarefa. Os sábios reuniram se durante vários dias e depois de muitas reflexões concluíram que a melhor forma de ajudar o novo rei era dar lhe dois envelopes, cada um com um conselho. Retornaram ao rei e lhe entregaram os envelopes explicando que cada um continha um conselho precioso e somente deveriam ser abertos em momentos determinados. O primeiro envelope era azul. Explicaram ao rei que ele deveria ser aberto quando o reino estivesse caminhando muito bem. O outro era verde e deveria ser aberto somente quando o reino estivesse passando por problemas terríveis. Depois de alguns anos, o país prosperava, não havia guerras e o povo estava muito feliz com tudo o que tinha conquistado. O rei estava tão satisfeito com seu reinado que decidiu abrir o envelope azul. Nele encontrou um dos conselhos dos sábios:

AO que está acontecendo não é para sempre! Isso vai passar, esteja preparado! O rei ficou um pouco perplexo, pois esperava algum conselho mais grandioso e positivo, e não um alerta sombrio. De qualquer forma, continuou seu reinado e alguns anos depois houve uma série de acontecimentos terríveis. Uma grande seca atingiu a região e, pela primeira vez, seu povo sentiu fome. Também surgiram algumas pragas que acabaram com as plantações e trouxeram muitas doenças. Os eventos climáticos afetaram outros países próximos, e a disputa por alimento provocou conflitos com os reinos vizinhos. O rei estava muito triste. Sentia se impotente, derrotado e sem alternativas. Lembrou se do envelope azul e do conselho que havia recebido e, mesmo relutante, decidiu abrir o envelope verde. Lá encontrou a seguinte frase:

VO que está acontecendo não é para sempre! Isso vai passar, esteja preparado!

Como nos diz Exupéry... “As pessoas podem ser dividas em três grupos: os que fazem as coisas acontecerem; os que olham as coisas acontecendo; e os que ficam se perguntando o que foi que aconteceu. Nosso caráter é aquilo que fazemos quando achamos que ninguém está olhando.” Portanto, vamos sempre em frente tendo em vista que o nosso caminho depende das nossas escolhas, para tanto devemos estar sempre preparados para todos os imprevistos do caminho, na certeza plena de que nada é ao acaso. Façamos sempre a nossa parte interagindo com todos os ventos que sopram em nossa direção... sejam eles ventos bons ou ventos fortes... pois tudo passa em nossa vida... e quando sabemos para onde queremos ir, nenhum vento é capaz de nos impedir... pois nenhum milagre tem preço, basta querermos e termos fé, pois a nossa vida já é um verdadeiro milagre.

cf48f1fd9cf3c85f659c0d09b9f2ff6f6fd7fc96_large_largeCom afeto,

Beth Landim

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Elizabeth Landim

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