ARROZ DE PALMA...
28/05/2013 | 12h57

 

Romance que trata da imigração portuguesa para o Brasil no século XX, este livro narra a saga de uma família em busca de um futuro melhor, superando todas as dificuldades. Nos cem anos acompanhados da vida desta família, irmãos brigam e fazem as pazes. Uns casam e são felizes; outros se separam. Os filhos ora preocupam, ora dão satisfação. Tudo sempre acompanhado pelo arroz jogado no casamento dos patriarcas da família, em 1908, e que serve de fio condutor a esta história.A narrativa é poética e sensível...nos encanta como se tivessemos vivendo aquele momento... a sabedoria da personagem Tia Palma é também um aprendizado suave... vale a pena ler... permita-se viajar por outros mundos... eu fui....

Com afeto,

Beth Landim

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Fechando ou abrindo a janela...
25/05/2013 | 17h17

Conta-nos uma lenda, que...

A alvorada no templo chegou com alvoroço. Todos haviam madrugado e já esperavam o mestre chegar trazendo com ele derradeiras palavras de iluminação. O velho sábio iria retirar-se do templo e meditar por dez anos nas montanhas. Então esta seria uma oportunidade rara, senão a última, de ouvir o que o ancião tinha a dizer. O local sagrado estava lotado. O comentário sobre qual seria o tema do discurso ricocheteava pelas paredes de madeira do templo.

As grandes portas se abriram vagarosamente. Calmamente, o mestre foi entrando. Enquanto ele caminhava em direção ao altar, todos foram ficando em silêncio. Só ouvia-se o barulho dos passos lentos e dos corpos terminando de se ajeitar nos lugares, a madeira rangendo aqui e ali, um ou outro som da natureza vindo de fora.

- Por favor, fechem as janelas – instruiu o abade aos monges – para que nada atrapalhe o discurso do nosso mestre. E na mesma hora os aprendizes correram rumo às janelas e as fecharam com cuidado: Plaft! Ploft! Pfut! - Por favor, abram as janelas – retrucou o ancião – para que o calor não atrapalhe os ouvidos de todos e a brisa da manhã conduza as minhas palavras. Pfut! Ploft! Plaft! Quando o ancião se postou em sua cadeira todos os rangidos cessaram. Quando começou a respirar profundamente, era possível ouvir as respirações de homens, mulheres, crianças e idosos, lado a lado. Era como se, por alguns momentos, até os pensamentos tivessem silenciado. Inclusive os do sábio que iria proferir o discurso. Ele pressentiu que o momento propício havia chegado.

Abriu a boca, mas antes de pronunciar algo, deixou-se invadir pelo som que vinha de fora. Era um pequeno pássaro que, ao longe, cantava a manhã. Por um tempo, ficou o mestre a ouvir o pássaro e todos a ouvir o que o mestre não dizia. Depois de um bom tempo, quase todos também começaram a ouvir o pássaro. Cedo ou tarde, começavam a ouvir outros pássaros ao redor do templo.

Depois de muito tempo, os pássaros silenciaram. O mestre, enfim, discursou: - O discurso já foi proferido. Os monges, aprendizes e visitantes se entreolharam, em silêncio, sem entender muito bem. O sábio não se explicou, apenas se despediu: - Obrigado a todos por virem até aqui e ouvirem isto. Espero que continuem ouvindo, todas as manhãs, este lindo discurso. Adeus...

Esta reflexão nos conduz ao despertar para o sagrado que existe em nós. Quando isto acontece somos capazes de verificar que ele – o sagrado – não está fora de nós, ele está dentro. Neste momento a mente acalma e o nosso coração brilha de amor incondicional a nós mesmos e a tudo e todos que nos cercam.

Como a flor do cacto, para acessar o nosso eu sagrado é preciso superar os espinhos do crescimento interior. Pelas estradas diferentes da vida... tanto no oriente quanto no ocidente, não importa a denominação dada – sagrado, divino, essência, eu interior... o que importa é que o sagrado resida dentro das pessoas.

Pistas, sinais, pessoas, insights e coincidências permeiam a estrada de quem opta por encontrar Deus.

A busca constante pelo despertar da consciência tem sido cada vez mais divulgada por mestres, líderes e escritores dos nossos tempos. Em termos práticos, tudo isso significa - estar no presente, consciente do que se está fazendo, das decisões que toma e das escolhas que faz. Eckart Tole em seu livro O Despertar de uma Nova Consciência nos diz que a nossa consciência é o elo com a inteligência universal, e essa inteligência existe também dentro de nós, não há como acessar o divino interno sem expandi-la.

Na verdade o problema reside na mente que oscila o tempo todo entre o passado e o futuro, está sempre comparando uma situação com outra e julgando se algo ou alguém está certo ou errado ou é bom ou ruim.

Os conflitos geram ansiedade, medo, culpa, raiva e outros sentimentos negativos.

Durante a nossa caminhada de conexão com o sagrado, conforme se vai adquirindo maior consciência sobre si mesmo, muitas coisas que antes pareciam impossíveis de acontecer, acontecem, como a paz interior, felicidade e mente tranqüila, já que como seres sagrados, temos em nós tudo o que precisamos para vencer os obstáculos. E que tenhamos sempre em mente que não é porque nós nos encontramoscom este sagrado que ficamos livres dos obstáculos e das dificuldades. Na verdade, o que esse encontro nos permite é o fortalecimento para passarmos pelas pedras do caminho.

Para este encontro, não precisamos de muito preparo, mas sim que a simplicidade da vida faça morada em nosso ser, nos tornando pessoas melhores, de bem com a vida, pessoas mais leves, positivas, com grande bom humor, sempre voltadas para o desenvolvimento da espiritualidade em nosso dia-a-dia, pois a prática dos nossos dons e valores em nosso cotidiano nos tornam cada vez mais próximos do sagrado que existe em nós.

Com afeto,

Beth Landim

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Nunca deixe de voar...
23/05/2013 | 13h12

Permita-se... são três minutos pra você ...

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=_YYUhUE9owk[/youtube]

Com afeto,

Beth Landim

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SE...
22/05/2013 | 19h45

Para ouvir...

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=rkWHL_KMycc[/youtube]

Com afeto,

Beth Landim

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A NATUREZA DENTRO DE CASA ...
21/05/2013 | 12h28
                                                           

Para relaxar e deixar a imaginação nos levar...

Com afeto ,

Beth Landim

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Solte a panela...
19/05/2013 | 00h16

Conta-nos um mestre, que certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.

Fernando Pessoa nos ensina a prática do desapego nos falando que...

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário... Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo... - Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho ou por  incapacidade... Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta. Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente. Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo, é dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos. A vida não espera. O tempo não perdoa. E a esperança, é sempre a última a lhe deixar. Então, recomece, desapegue-se! Ser livre, não tem preço!”

O desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Todas as causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa pode ser o apego.  Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida, pois não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar.

O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos. Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite transcendendo. A vida é mutável, todas as coisas são mutáveis, todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o, quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um grande segredo da vida.

Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.

Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a panela!

Com afeto,

Beth Landim

 

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PARA ADMIRAR...
17/05/2013 | 12h30

Permita-se visitar estes maravilhosos ambientes com os olhos da imaginação...

Vale a pena tirar este tempo...

 

Com afeto,

Beth Landim

 
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Pé de Manga não dá Abacaxi...
11/05/2013 | 15h13

Por isso começo este artigo de hoje, falando de uma pessoa especialíssima, que distante de meu olhar físico me faz muita falta, como também às suas filhas... mas que dentro do meu coração vive cada vez mais forte, nos seus ensinamentos, exemplos, bom humor, vitalidade e jovialidade sempre... Mulher pequena na estatura, mas grande na generosidade, no coração, no acolhimento... Sua casa sempre cheia refletia o perfume de nossa família, o aconchego e a segurança da fé, de que tudo tem jeito, de não desistir nunca, da cultura e da sabedoria do dia-a-dia... Aos domingos todos estávamos lá para o jantar que era sagrado, no real sentido da palavra, momento único de aconchego, de abraços e carinhos, mas acima de tudo de escuta, de olhar para cada um e acompanhar suas belezas e necessidades... Sentávamos sempre à enorme mesa, das suas três grandes salas...

Sua comida, sempre deliciosa, tinha um sabor diferente, porque em seus ingredientes tinha sempre várias pitadas de bom humor, de alegria de viver, de disponibilidade em servir... Seus doces deliciosos junto ao chocolate quente, fumegavam em nossas bocas, e tinham suas mãos registradas na delicadeza de fazê-los... seu bolo de café, a ambrósia e o seu manjar eram suas marcas registradas... sinto seu gosto sempre... não só dos seus doces... mas da doçura do seu ser, com tanta firmeza contida numa mulher...

Ela sempre me chamava por “Elizabeth” e sua voz tinha suavidade e ao mesmo tempo uma energia forte e alegre, que todos nós a ouvíamos com atenção... E hoje, olhando a distância e com maturidade, entendo o porquê meu avô chegou tão longe como pessoa e profissional... Era ela que na retaguarda de tudo, previa, sustentava, alinhavava, dava doçura e firmeza, rumo certo a todos de nossa família. Dagmar é seu nome... minha querida avó... e por isso que sugestivamente pensei neste título... pois para conhecermos as mães, basta conhecermos seus filhos... e minha mãe Elza, junção perfeita de Everaldo e Dagmar... não só seguiu seus passos, mas alargou seu caminho, abriu muitos horizontes em nossas vidas. Sua mãe foi um exemplo para ela que passa o seu exemplo para frente para nós seus filhos e netos... Assim como na Parábola dos Talentos, minha mãe cuidou e frutificou seus talentos, com sabedoria, discernimento, serenidade (nunca vi minha mãe elevar sua voz e gritar, nunca!), trabalho, ousadia e espírito de família... Conciliadora sempre... Pelas mãos da minha mãe, poderia aqui enumerar inúmeras realizações, mas a maior delas, é o perfume que exala, com sua voz sempre serena e firme nos seus ensinamentos, a sua forma de falar com os olhos, seu silêncio que tanto nos diz. Sua presença é única e constante em nossas vidas, mesmo quando não está fisicamente ao nosso lado, pois o seu SER transcende em nossas almas. Seu sorriso sempre tranquilo, de quem sempre nos entende, sua intuição tão aguçada, que prevê nossos sentimentos, se antecipando a eles em vários momentos de nossa vida, a tornam mais que especial.

Mãe te admiro muito! Quero sempre poder seguir os teus passos!

Meu amor por você é incondicional!

Você, mãe, tem a capacidade de ouvir o silencio, de adivinhar meus sentimentos, de encontrar a palavra certa nos momentos incertos, de nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir. Você tem uma sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar... Sua existência, mãe, é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar... Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.

Agradeço, ainda, a presença de Ir. Suraya Chaloub. Exemplo de maternidade espiritual. Talvez, bem mais difícil de se alcançar.

Por fim, parabenizo a todas as mães, Elisas, Marias, Denises, Patrícias, Lilianas, Vandas, Eleonoras, Martas, Reginas, Veras, Divas, Simones, Marys, que exercem a maternidade sem limite, sem tempo, sem hora, luz que não se apaga quando sopra o vento e a chuva desaba, que se faz água pura, ar puro, puro amor em nossas vidas!

Que as nossas mangueiras frutifiquem sempre deliciosas mangas, porque pé de manga não dá abacaxi...

Com afeto,

Beth Landim

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Cerejeiras em flor no Japão...
10/05/2013 | 10h30

Festival das cerejeiras no Japão... uma celebração da beleza, da impermanência e de um novo começo...

Flor de Cerejeira significa a beleza feminina e simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança. É uma flor de origem asiática, conhecida como “Sakura”, a flor nacional do Japão, onde estão documentadas mais de 300 variedades de cerejeiras.

O início da floração das cerejeiras marca o fim do inverno e a chegada da primavera. São aguardadas com ansiedade pelos japoneses, que organizam em todo o país diversas festividades em torno do “Hanami” (ato de contemplação das cerejeiras em flor que deixam a paisagem deslumbrante).

Uma lenda conta que a palavra "Sakura" surgiu com a princesa Konohana Sakuya Hime, que caiu do céu perto do Monte Fuji, tendo se transformado nessa bonita flor. Também existe uma crença que o cultivo de arroz poderá ter originado a palavra, tendo em conta que "Kura" era o depósito onde esse alimento (visto por muitos japoneses como uma oferta divina) era guardado.

Os samurais, os guerreiros japoneses, eram grandes apreciadores da flor de cerejeira. Desde aqueles tempos, passou a estar associada à efemeridade da existência humana e ao lema dos samurais: viver o presente sem medo. Assim, a flor de cerejeira está também associada ao código do samurai, o Bushido.

A cerejeira fica pouco tempo florida, por isso suas flores representam a fragilidade da vida, cuja maior lição é aproveitar intensamente cada momento, pois o tempo passa rápido e a vida é curta.

A popular tatuagem da flor de cerejeira é uma alusão à fugacidade da vida e que por isso temos que apreciá-la e aproveitar cada momento ao máximo, lembrando que assim como a flor da cerejeira é levada pelo vento em pouco tempo, a nossa vida também pode terminar abruptamente. Esta forma de viver era muito característica dos samurais.

É uma flor muito desenhada no “Moku Hanga”, uma arte japonesa tradicional semelhante à xilogravura, em que a madeira serve de matriz para impressão de gravuras e estampas japonesas. A flor de cerejeira também é muito popular na arte tradicional japonesa do origami, que através de dobras específicas em papel, cria objetos e animais. Uma flor de cerejeira em origami representa uma junção de dois aspetos fundamentais da cultura japonesa.

Com afeto,

Beth Landim

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Felicidade e alegria!!!
06/05/2013 | 13h41

Muitas pessoas, sábios, estudiosos, religiosos e pesquisadores, refletiram sobre o sentido da alegria e da felicidade e já foi dito, por uma grande maioria, que elas são resultados do sentimento de bem estar e da paz interior. Felicidade e alegria são algumas das palavras mais desejadas por nós seres humanos. Mas, pensando sobre elas, questiono: qual o verdadeiro significado de ambas? Existe alguma diferença entre felicidade e alegria? Felicidade refere-se a um estado de espírito interno que independe do que acontece à nossa volta, pois podemos ser felizes mesmo quando estamos tristes, pois a tristeza é causada pelo que acontece, enquanto que a felicidade está dentro de nós, pelo fato de estarmos vivos e usufruindo – do jeito que for possível – a vida. A tristeza é provisória e a felicidade é permanente e, certamente, possível para todos nós. Ser feliz é um aprendizado. Para mim, o objetivo mais importante de uma terapia – e também das coisas que escrevo – é ajudar as pessoas a se encontrar com a sua felicidade. Assim, podemos dizer que a diferença entre felicidade e alegria é instrutiva.

Alegria e felicidade são palavras diferentes, pois felicidade é um sentimento... Já alegria é uma emoção. Felicidade é um sentimento, que não depende do momento, porque vive no interior da alma, que pode ser agitada ou calma! Alegria é uma emoção momentânea, que sempre é viva e espontânea!

James C. Hunter nos fala sobre a diferença entre alegria e felicidade. Para ele, a “Felicidade é baseada em acontecimentos (...) Alegria é um sentimento muito mais profundo, que não depende de circunstâncias externas (...) Alegria é a satisfação interior, é a convicção de saber que você está verdadeiramente em sintonia com os princípios profundos e permanentes da vida.” Quando as pessoas falam que estão alegres hoje, pode-se substituir a palavra por “felizes”. A pseudo-alegria humana atualmente é baseada em conquistas, em ganhos... “Estou feliz porque comprei um novo carro, comprei minha casa própria, estou com saúde...” E as coisas profundas e permanentes?

Temos nos envolvido na correria diária, querendo alcançar os outros, que a nosso ver estão há anos luz de distância, só por realização pessoal e sucesso econômico. Esta correria sem fundamentos, sem significado, nos tem cegado ante as coisas realmente importantes da vida. Vivemos distante de nossos filhos, longe do convívio familiar, da vida em fraternidade. Diante desta realidade em que vivemos é preciso parar e refletir, pois a verdadeira alegria emana da busca de viver intensamente a vida e não a superficialidade. É essencial também pensarmos sobre o sentido da palavra “intensamente” neste contexto, pois logo a interpretamos de forma pejorativa, como fazer tudo que temos vontade, viver a liberdade exacerbadamente, sem pensar nas conseqüências. Esse é o grande problema, pensar que a felicidade está no imediatismo, na superficialidade e numa aparente realização instantânea. Certamente esse é o grande engano, pois apesar da felicidade relacionar-se a liberdade, viver a liberdade significa antes de tudo ter responsabilidade, ou seja, fazer o que quero, mas ter a consciência de que minhas ações podem ser exemplos para os demais. Todos nós queremos ser felizes, mas, sem sentir, buscamos essa felicidade fora de nós mesmos! Muitos pensam encontrá-la no amor, porém o egoísmo ou medo de sofrer não os deixa amar de verdade! Outros no reconhecimento, mas a má vontade é incompatível com a evolução! Não vivemos sozinhos, somos seres de relação e por isso precisamos estar conectados com os outros, nossa família, amigos, companheiros de trabalho, vizinhos, pois as pessoas que nos cercam nos retratam emocionalmente e revelam como somos. Somos espelhos para os outros e os outros são nossos espelhos. Precisamos quebrar nossos muros do egoísmo e ir ao encontro das pessoas, tornando-nos menos egocêntricos e mais conscientes dos outros, pois a alegria e a felicidade são conseqüências desta doação.

Felicidade é Paz interior! Essa Paz tem que ser conquistada aos poucos e sempre: cultivando o Amor ao Próximo, tendo a consciência sempre tranqüila de que fazemos o melhor, perdoando-nos pelos erros cometidos, agradecendo o que se tem, respeitando o direito e a individualidade de cada ser humano, procurando fazer o outro feliz, confiando em Deus! Quem vive a fim de prejudicar ou magoar alguém, seja com atos ou palavras, não pode reclamar que a "sorte" não lhe sorri! Não é bem mais fácil cada um cuidar de sua própria vida, buscando essa Felicidade dentro de si mesmo?

Então, encare a vida positivamente, seja otimista, procure a felicidade interior que ela atrairá a alegria exterior, os grandes segredos do sucesso, alegria e felicidade estão mais próximos do que você imagina. Faça de cada dia, um dia especial para viver. Cada novo dia é uma nova oportunidade de Deus para você. Fale expressões positivas desde a manhã, quando acordar, até à hora em que você for dormir e seja imensamente feliz!!!

Com afeto, felicidade e alegria,

Beth Landim

 
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Assim eu vejo a vida...
03/05/2013 | 11h29

Que nesta sexta-feira que nos sinaliza mais uma semana que passou, tenhamos a sensibilidade e a sabedoria de Cora Coralina... que nos ensina que a vida é bela...

Vamos olhar através da janela!!!

A vida tem duas faces: Positiva e negativa O passado foi duro mas deixou o seu legado. Saber viver é a grande sabedoria. Que eu possa dignificar minha condição de mulher, aceitar suas limitações e me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando. Nasci em tempos rudes. Aceitei contradições, lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo Aprendi a viver.

Cora Coralina

Com afeto e poesia,

Beth Landim

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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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