Para Irmã Suraya
26/02/2018 | 21h38
 ... Menina que nasceu a Rua Direita com o azul do mar da praia de Imbetiba, em Macaé, como cenário a te embalar os sonhos. O azul que sempre nos conduz ao infinito... ao infinito da sua bondade, ao infinito da sua persistência, ao infinito da sua fé, ao infinito da sua coragem e de sua sempre bela juventude... Quando jovem, a caçula dos seus sete irmãos era a graça e alegria do lar de Alzira e Jorge Chaloub... Família grande, família unida, família cheia de vida... “No conforto do seu lar, há fartura de carinho e a cortina da janela é o luar, mais o sol que bate nela... Basta pouco, pouquinho pra alegrar uma existência singela... É só amor, pão e vinho e um caldo verde, verdinho a fumegar na tigela.”
Em sua juventude aceitou o chamado de sua vocação. Sua sensibilidade religiosa... seu amor à educação e sua identificação com o projeto pedagógico de Dom Bosco, aliados ao desejo de um projeto de serviço a uma causa maior, levaram-na a absolutizar a vida religiosa, missionária em favor da educação da juventude. Ao invés de cruzar os braços, estendeu as mãos aos jovens, as muitas famílias, renunciando o convívio diário com a sua própria família. Mãos que agregam, mãos que escrevem história, mãos que fazem acontecer, que lutam junto com as nossas mãos, que indicam caminhos... Mãos que constroem sonhos...
“Sonhar mais um sonho impossível, lutar quando é fácil ceder, vencer o inimigo invencível, negar quando a regra é vender. Sofrer a tortura implacável, romper a incabível prisão, voar num limite improvável, tocar o inacessível chão. É minha lei, é minha questão. Virar este mundo, cravar este chão, não me importa saber, se é terrível demais. Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz. E amanhã se este chão que eu beijei, for meu leito e perdão, vou saber que valeu, delirar e morrer de paixão. E assim, seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição e o mundo vai ver uma flor, brotar do impossível chão.”
Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática. Lucas 11, 28. Seu exemplo de vida, de ternura, de fé e de olhar sempre à frente do seu tempo, descortinando horizontes, nos faz seus eternos aprendizes! Hoje celebramos sua vida com alegria e felicidade, com a mesma intensidade que você semeou, colheu e plantou ao longo de sua caminhada. Você, Ir. Suraya, dedicou grande parte de sua vida a educação e a juventude da nossa Campos dos Goytacazes. Se entregou de corpo e alma a nossa “Casa” e aos seus vários projetos que foram crescendo com a contemporaneidade do tempo... Contemporaneidade... palavra que marca muito sua personalidade, pois você sempre alinhou contextos e tempos com a maestria de antever o tempo futuro, isso implica em ter sensibilidade e ousadia para desbravar o novo. Somos um exemplo de seu amor ao próximo, de extrema dedicação em alavancar a cultura de nossa região e compartilhar conhecimento, sabedoria e caráter humanitário a quantos mais possamos atingir. Suas palavras firmes e macias nos enchem como o azul daquele mar, aquele lá de Imbetiba, que nos trouxe você para cá. E assim vamos colorindo e escrevendo a vida... Essas tintas sempre fortes e suaves que você imprime em nossas vidas já se tornaram aquarelas em muitos de nós, que carregamos em nosso íntimo um pouco do seu colorido. Ao seu lado sabemos que os anjos existem! Mas existem aqui na terra! Mensurá-la pelos títulos, cargos, conquistas... é muito pouco diante da grandeza do seu SER...
Assim, como o bom pastor, você dedica a sua vida pela obra Salesiana, pelo jovem, pelo próximo, por acreditar sempre que a vida é o maior dom de Deus e é bonita, é bonita e é bonita! Como nos diz a música de Gonzaguinha, nós ficamos com a bondade de sua alma e as respostas de seus ensinamentos sempre sábios. Que Deus lhe dê muita saúde e paz, que continue a iluminar o seu caminho, para que possamos através de sua luz refletir a nossa existência de eternos aprendizes, pois as mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar... e é este olhar que recebemos da senhora e amorosamente devolvemos.
“Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver... Uma canção pelo ar, uma mulher a cantar, uma cidade a cantar, a sorrir, a cantar, a pedir a beleza de amar... como o sol, como a flor, como a luz. Amar sem mentir nem sofrer. Existiria verdade, verdade que ninguém vê, se todos fossem no mundo iguais a você.”
Desejo a você neste dia, dia de celebrar sua vida, que você sinta cada vez mais a presença do inexplicável, que tantas e tantas vezes nos faz sentir. O inexplicável que às vezes se torna invisível, pois carrega consigo muito de sentimento. O inexplicável que traz o invisível que se contrapõe ao inexistente e é esse invisível e esse inexplicável que você nos passa sempre, com seu jeito único de ser, menina, mulher, espiritualizada, sempre jovem e ousada, nos afetando cotidianamente como gotas de óleo a perfumar e embalar como bálsamo os nossos dias.
Com afeto,
Beth Landim
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A Delicadeza do Tempo
17/02/2018 | 09h36
Você já se deu conta do quanto nos deixa felizes e renovados fazer algo que nos leva a esquecer do tempo? Para viver em harmonia, precisamos ser orientados pelo tempo interior, que está naturalmente conectado com os ciclos do tempo exterior: o dia e a noite e as quatro estações do ano. No entanto, estamos tão condicionados à necessidade de cumprir as expectativas do tempo imposto pelo relógio, que não nos permitimos mais ser “naturais”, tornamo-nos mecanizados pela pressão do tempo, que exige, de nós, cada vez mais tempo.
O tempo é o adubo do amadurecimento. Forçar o tempo é impossível. Jamais podemos abrir mão da coerência entre o que sentimos e fazemos. Nossas ações devem brilhar de acordo com nossas palavras. Se nos sentimos coerentes em nosso caminho, estamos mantendo clareza de nossos propósitos.
A incoerência surge quando a distância entre o que sentimos dentro de nós e o que vivemos fora de nós torna-se grande demais. Quando perdemos a sintonia entre nossos mundos, interno e externo, sentimo-nos derrotados.
A sensação de estar “perdendo tempo” com alguma coisa, seja no trabalho ou num relacionamento, é um alerta de que estamos nos distanciando de nosso propósito espiritual: o uso significativo do tempo. A questão é que estaremos sempre insatisfeitos enquanto vivemos apenas para satisfazer as expectativas externas que surgem em cada momento da vida. Isto é, usar o tempo apenas para sermos pessoas cada vez mais eficientes não garante nossa felicidade. Para sentirmos felizes, é preciso mais que eficiência. É preciso sentir que estamos crescendo interiormente.
Mas quem já não escutou o “tic-tac” da ansiedade soar em seu interior quando está sob o peso do tempo do relógio?
Nas situações que não podemos mudar, devemos nos esforçar para reavaliar nossas reações internas, pois o tempo interior é tão vasto quanto o espaço infinito. Ele chama-se kairos.
O tempo que é cronológico, linear e, em seqüência, dita o ritmo de nossas vidas, chama-se cronos. A palavra kairos, em grego, significa o momento certo, o aspecto qualitativo do tempo. Sua correspondente em latim, momentum, refere-se ao instante, ocasião ou movimento, que deixa uma impressão forte e única por toda a vida.
Por isso, kairos refere-se a uma experiência temporal na qual percebemos o momento oportuno para determinada ação: saber a hora certa de estar no lugar certo. Sempre que agimos sob o tempo kairos, as coisas costumam se acertar. Por exemplo, quando estamos quase desistindo de algo e resolvemos “dar um tempo” para aliviar a pressão, repentinamente, surgem as pessoas certas que nos ajudam com soluções reais e práticas.
Agir no tempo regido por kairos é simular a um ato mágico!
Kairos é o tempo oportuno, livre do peso de cargas passadas e sem ansiedade de anteceder o futuro. Ele se manifesta no presente, instante após instante.
Quando vivemos no tempo kairos, aumentam as oportunidades em nossa vida. Basta pensar como surgiram nossas melhores chances e percebemos que nessas ocasiões estávamos, de certa forma, desprogramados das exigências do tempo cronológico.
Para os gregos, cronos representava o tempo que falta para a morte, em tempo que se consome a si mesmo. Por isso, seu oposto é kairos: momentos afortunados que transcendem as limitações impostas pelo medo da morte!
Portanto, para vivermos sob a regência de kairos, precisamos ir além das convenções mundanas: saber seguir cada momento, de acordo com a sintonia de nossas necessidades interiores. Isto não quer dizer que podemos fazer o que quisermos na hora que bem entendermos, mas sim que devemos estar atentos para não deixar que os comandos exteriores ultrapassem os interiores.
Já que a pressão externa é cada vez maior, temos que desenvolver cada vez mais a paz interna. Na maioria das vezes, não encontramos soluções indiretas para as situações externas, então, podemos contar apenas com nossa condição interna. Paz interior é a melhor forma de proteção contra desafios externos. Além de ficarmos mais leves, nos tornamos bonitos também!
A eternidade é tornar os momentos inesquecíveis... portanto vivamos como se fossemos morrer amanhã... sejamos intensos e inteiros em nossas atitudes e relações.
Uma boa e feliz semana para todos!
Com afeto,
Beth Landim
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Solte a panela...
17/02/2018 | 09h35
Conta-nos um mestre, que certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina… Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Fernando Pessoa nos ensina a prática do desapego nos falando que... “Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário... Perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: Diga a si mesmo que o que passou jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo... - Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos, não por causa do orgulho ou por incapacidade... Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais em sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Quando um dia você decidir a pôr um ponto final naquilo que já não te acrescenta. Que você esteja bem certo disso, para que possa ir em frente. Desapegar-se, é renovar votos de esperança de si mesmo, é dar-se uma nova oportunidade de construir uma nova história melhor. Liberte-se de tudo aquilo que não tem te feito bem, daquilo que já não tem nenhum valor, e siga, siga novos rumos, desvende novos mundos. A vida não espera. O tempo não perdoa. E a esperança, é sempre a última a lhe deixar. Então, recomece, desapegue-se! Ser livre, não tem preço!”
O desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Todas as causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa pode ser o apego. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida, pois não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos. Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite transcendendo. A vida é mutável, todas as coisas são mutáveis, todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o, quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um grande segredo da vida.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!
Com afeto,
Beth Landim
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Um dia...
08/02/2018 | 12h26
 
Assisti ao filme “Um Dia”... Impossível qualquer um de nós não se identificar com o enredo meio clássico dos desencontros entre duas pessoas que se amam e talvez nem saibam disso. Impossível não se arrepiar com uma história que mostra a inocência do amor verdadeiro, que vai crescendo enquanto a gente também cresce e permanece em meio a todas as nossas mudanças. Assistam!!!
O enredo nos conta que Emma e Dex ficam juntos na noite da formatura e, durante 20 anos, voltam a se encontrar no mesmo dia. Eles são protagonizados por Anne Hathaway e Jim Sturgess. Em 15 de julho 1988, Emma Morley e Dexter Mayhew passam juntos a noite após a formatura na Universidade de Edimburgo, um dia que irá marcar suas vidas para sempre. Eles se amam e a química rola facilmente, mas ambos sabem que no dia seguinte serão obrigados a trilhar caminhos diferentes. Ela é uma garota tímida, cheia de ambições, mas com pouca autoconfiança. Ele, um playboy mulherengo que quer se aventurar pelo mundo. Mesmo com tantas diferenças, um está sempre presente no pensamento do outro. Os dois se afastam, trocam cartas, se encontram, se desencontram - e o ponto de partida é sempre o dia 15 de julho de cada ano, por duas décadas, eles se encontram para reviver a noite em que se conheceram. Mas chega um momento em que apenas algumas horas juntos não é mais suficiente.
E aí podemos refletir em quantas vezes em nossas vidas deixamos de falar eu te amo... que bom que você está aqui... que saudade! Deixamos de dar um abraço carinhoso em nossos filhos, de sermos afetuosos com as pessoas, etc. Quantas decisões prorrogamos, quantas coisas deveríamos ter feito e só prorrogamos... Deixamos para “um dia”, mais na frente, quando estiver financeiramente equilibrado... quando estiver profissionalmente sólido... quando estiver emocionalmente melhor... e assim vamos passando a vida, sem vivê-la com a intensidade que devemos verdadeiramente vivê-la!
Parafraseando Mário Quintana, quando em meio aos seus pensamentos nos fala tão belas coisas ligadas aos sentimentos ... “Um dia percebemos que o comum não nos atrai... Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais... Enfim... Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...” Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Quando se trata de amor, então, não podemos “perder o tempo das coisas”, deixar de viver... deixar de falar... ter medo... ter timidez... Demonstre seus sentimentos... Não deixe para depois ... Não se feche...
Não podemos viver do passado. O passado constitui nossas raízes, nosso amadurecimento. Nem tão pouco viver do futuro... “Um dia”... ficar esperando só nos sonhos... O presente é a concretização dos nossos sonhos... que temos que conquistar, muitas vezes a duras penas, mas que depende de nós, pois quando queremos muito alguma coisa, o universo conspira a nosso favor... E depois de tantos desencontros, quando eles perdem o medo de assumirem o amor, o inesperado acontece... Não vou aqui relatar o filme, pois a surpresa também faz parte de nossas vidas. Esta parte deixo para que vocês assistam no cinema... que, aliás, é um ótimo lugar para namorar e se divertir, pois viajamos junto com o filme para os lugares e vidas dos personagens.
E como nos diz Charles Chaplin... “As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se podem ver nem tocar. Elas devem ser sentidas com o coração. Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam, e do caos nascem às estrelas. Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais.” e nos diz ainda… “Tua caminhada ainda não terminou… A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento. É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói. Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto. Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás… mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.” Uma boa e amorosa semana para todos!!!
Com afeto,
Beth Landim
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PROSSIGA...
08/02/2018 | 12h21
 
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o vôo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida. O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E assim foi...
Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: - Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos.
Moral da história: Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.
Pois no mundo dinâmico em que vivemos, cada vez mais temos a certeza de que não vivemos a era do “ou”, e sim do “e”. Não podemos permitir a radicalidade em nossos pensamentos e atitudes, “ou” isto “ou” aquilo. A filosofia do “e” agrega. Nos ensina a respeitar as diferenças, e como em uma orquestra, nos ensina que a diversidade e as diferenças é que fazem o conjunto ficar cada vez mais lindo. Se tivéssemos uma nota só, as músicas seriam entediantes. Assim é a vida... Podemos aprender com o exemplo dos bichos, com o exemplo natureza que nos proporciona a cada entrada de estação uma beleza indescritível. Ora sentimos a luminosidade intensa do sol com o seu calor que nos aquece, ora sentimos o frescor do outono que chega de mansinho, ora sentimos o frio do inverno que nos faz aconchegar, ora sentimos o desabrochar da primavera que vem colorir as nossas vidas e mostrar que a vida é viver e nascer todo dia um pouquinho... Concluindo, podemos aprender pelo amor ou pela dor. Porém, a beleza está em apreciar a caminhada nos espinhos e nas flores... Porque por maior que seja a nossa caminhada, ela começa sempre com um primeiro passo... Existem pessoas que se habituam a planejar, projetar mil idéias e, no entanto, nada sai do campo das intenções. Em suas mentes os planos mais mirabolantes são possíveis, e os projetos mais complicados são factíveis, desde que outros os assumam.
São pessoas que se esquecem que, se planejar é indispensável para o bom andamento e provável sucesso da empreitada, nada se concretizará de fato, se não derem o primeiro passo. Por mais difícil que possa parecer inicialmente a realização de um projeto, de um desejo, de um plano, somente após ter dado o primeiro passo em sua direção é que podemos realmente avaliar sua viabilidade. Há uma certa distância entre o pensar e o fazer, embora estejam interligados e um dependa do outro. O primeiro passo implica certamente um risco, mas sem ele nada poderá ser realmente levado adiante.
Às vezes, as pessoas que são criticadas são as que mais tentam fazer algo construtivo em suas vidas. Espanta-me como as pessoas que não fazem nada querem criticar aqueles que tentam fazer alguma coisa. Depois de muitos anos sofrendo com as críticas das pessoas e tentar ganhar a sua aprovação, eu finalmente decidi que, se minha consciência está em paz comigo, isto é suficiente. Cada vez que alguém critica você, tente fazer uma afirmação positiva sobre si mesmo e para si mesmo. Não fique perto e absorva tudo que alguém queira despejar sobre você. Estabeleça a independência! Tenha sua própria atitude sobre si mesmo e não seja derrotado pela crítica. Winston Churchill foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. É o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Certa feita freqüentou uma cerimônia oficial. Várias filas atrás dele dois senhores começaram a murmurar. “Eles dizem que Churchill está ficando velho.” “Eles dizem que ele deveria se afastar e deixar o funcionamento da nação aos homens mais dinâmicos e capazes.” Quando a cerimônia terminou, Churchill voltou-se para os homens e disse: “Senhores, eles também dizem que ele é surdo!” Portanto, Prossiga. Por mais que lhe falem de tristeza... prossiga sorrindo! Por mais que lhe demonstrem rancor... prossiga perdoando! Por mais que lhe tragam decepções... prossiga confiando! Por mais que lhe ameacem de fracasso... prossiga apostando na vitória! Por mais que lhe apontem erros... prossiga com os seus acertos! Por mais que discursem sobre a ingratidão... prossiga ajudando! Por mais que noticiem a miséria... prossiga crendo na prosperidade! Por mais que lhe mostrem destruições... prossiga na construção! Por mais que acenem doenças... prossiga vibrando saúde! Por mais que exibam ignorância... prossiga exercitando sua inteligência! Por mais que o assustem com a velhice... prossiga sentindo-se jovem! Por mais que plantem o mal... prossiga semeando o bem! Por mais que sua luta seja grande... DEUS é maior!
Com afeto,
Beth Landim
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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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