Pra você...
28/12/2014 | 11h35

 Quero agradecer...

Agradecer aos meus leitores por seu afeto e carinho comigo, neste diálogo, que já se faz há oito anos, semanalmente... Somos uma família... com vários diálogos e encontros. Agradeço por me permitirem entrar em seus lares... por este presente semanal, agradeço a vocês... o silêncio da minha leitura, a reflexão replicada com os amigos, a multiplicação da “Via de Mão Dupla”... Agradecer as inúmeras manifestações, o que me dá cada vez mais inspiração e energia para continuar escrevendo… enfim agradecer o seu carinho… Quero hoje, no último artigo deste ano 2014, te parabenizar por todas as lutas vencidas e pelas que você ainda vai vencer… por todos os desafios encarados de frente, com coragem, buscando sempre a melhor escolha, ou tendo a humildade de reconhecer o erro, voltar atrás e recomeçar… Tudo isso vale um enorme abraço… sinta-se carinhosamente abraçado por mim…

Te desejo muita saúde e muita fé, pois ambas são imprescindíveis e interligadas, pois quando não temos saúde necessitamos exercitar mais ainda a nossa fé e quando temos, é necessário sempre agradecer pelo dom da vida. Desejo-te todo o tempo do mundo, pois o tempo anda muito escasso em nossas vidas… tempo para abraçar seus filhos, seus pais, seus avós, tempo para beijar o seu amor, tempo para jogar uma conversa fora com os amigos, mas especialmente  desejo que você dedique um tempo para você mesmo… para que você possa se conhecer melhor, se amar mais, se frustrar menos, sonhar muito, e que suas realizações tenham a mesma intensidade dos seus sonhos. Desejo que você tenha muita alegria por todo o seu caminhar e que a felicidade vá se construindo solidamente, passo a passo. Que nos momentos tanto de alegria quanto de tristeza você tenha sempre em mente que TUDO PASSA… e como nos diz Shakespeare… “O tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores…”.

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Desejo que você trabalhe muito, mas que não se torne um escravo do trabalho. Desejo, então, a sua liberdade interior, pois essa ninguém pode aprisionar e mesmo que tenhamos amarras na vida, quando conquistamos a nossa liberdade interior somos eternamente livres. Desejo muito que você seja feliz com você mesmo, que se olhe no espelho e se reconheça ao invés de ver refletida a imagem de um estranho, de uma pessoa infeliz, querendo sempre ser outra coisa além do que é. Desejo que os quilos a mais sejam perdidos e que o exercício físico faça parte da sua vida para que você busque sempre um estado melhor de saúde. Desejo que você seja feliz com o que você é, e não com o que as pessoas querem que você seja. Desejo que você se encontre na oração, seja qual for sua religião, pois o importante é que busquemos o caminho da religiosidade e nele nos encontremos com Jesus, pois todos os caminhos da oração nos conduzem a Ele. Desejo que você gaste muito mais tempo com a sua família e com os seus amigos, pois isso é o que levamos da vida, o resto são apenas circunstâncias, necessidades e opções… pois as pessoas que verdadeiramente importam e são imprescindíveis em nossas vidas merecem nosso carinho, nosso acolhimento e principalmente nosso ouvir e para isso, desejo que em 2015 você possa ser um ombro amigo, um ouvinte maravilhoso para as pessoas que te cercam e que você se permita, antes de tudo, ouvir o seu eu interior, pois somente entenderá o outro se você conseguir, antes de tudo, ouvir o seu próprio eu.

Desejo que você se arrisque, se emocione, se jogue de cabeça em tudo que você faz e que ame e seja apaixonado pela sua vida… Que o brilho nos seus olhos seja constante, que a vida não seja apenas vivida mas que seja vencida, dia a dia, numa construção harmoniosa. Desejo que os seus problemas não se tornem uma tempestade, mas que sejam do tamanho de um simples copo d´água que apenas com uma colherzinha de açúcar possam ser melhor digeridos. Desejo que você sempre possa fazer o bem, não importa a quem, pois a vida é uma roda gigante e ora estamos em cima podendo estender as nossas mãos a quem precisa e ora estamos embaixo precisando de mãos que nos apóiem e nos envolvam com a sua solidariedade. Façamos sempre a nossa parte. Desejo que você olhe sempre para os lados e veja como Jesus te abençoa em todas as coisas que Ele te oferece em sua caminhada… coisas tão simples e de tanto valor em sua vida que merecem, neste momento da virada, uma pausa para agradecer por cada uma delas.

Neste sentido, quero presenteá-lo com o Kit da Felicidade... elástico, folha em branco, lápis, borracha, clipe, bala e algodão... Nele você vai encontrar o indispensável para uma vida verdadeiramente feliz. O elástico é para usar no seu círculo de amizades. Seu tamanho pode variar de acordo com a sua capacidade de relacionar-se com as outras pessoas. Todos os dias você recebe de Deus uma folha em branco com o nome de PRESENTE. Esta folha representa a sua vida e cabe a você decidir o que escrever nela. O lápis deve ser usado para escrever esta história, mas, como sabemos, somos imperfeitos e cheios de falhas, por isso, quando você fizer algo errado use a borracha. Ela representa o perdão, o coração aberto. Afinal, todos nós erramos, mas Deus nos permite apagar nossos erros e aprender com eles. O clipe serve para juntar todos os ensinamentos e experiências positivas que passarem por sua vida. A bala tem o objetivo de adoçar a sua vida, fazendo com que a esta doçura chegue também ao seu próximo. Se você cair, não desanime, seja forte! Use o algodão para amortecer as quedas e recomeçar com dignidade. Para completar o seu kit, use sempre a oração. Este é o principal caminho para nos aproximar de Deus e nos manter firmes em nossa caminhada. Utilize plenamente esse Kit e seja muito feliz!

Ao longo da vida aprendi que nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos, mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco! Obrigada a cada um que embelezou minha vida ao longo de 2014! Tenhamos sensibilidade para perceber que 365 novos dias estão se descortinando para nós e não existe presente melhor do que a VIDA. Saibamos aproveitá-la e beber cada segundo sem desperdiçar nenhuma gota… Se sentimos saudade… é porque valeu a pena! Mas o que eu desejo mesmo para você é que você seja muito feliz… e isso depende muito mais de você do que de mim…

 Um Feliz 2015 pra você…

Com afeto,

Beth Landim

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Que a semana comece ...
23/12/2014 | 12h42

10372115_422780007884401_5197890827849529162_nCom afeto,

Beth Landim

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Um Natal sem preço e sem etiqueta...
21/12/2014 | 11h25

bell

Em Nova York aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô, vestindo jeans, camiseta e boné. Encosta-se próximo à entrada. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares...

Em uma casa no alto de uma montanha com muita nebulosidade morava um senhor bondoso, com cabelos grisalhos e encaracolados, olhos verdes, pele clara, rosto com traços delicados e expressivos. A casa era “decorada” pela generosidade dessa doce criatura. Toda pintada na cor ocre, as janelas eram feitas de madeira em formato de pequenos corações entrelaçados, as cortinas tinham a transparência para que a luz do dia invadisse a sua alma de amor, os quartos eram pequenos e cheios de lembranças... os tapetes macios faziam as pegadas das suas botas serem suaves, sem ruídos nenhum, os únicos sons possíveis de serem ouvidos eram os dos pássaros gorjeando nas manhãs cobertas pela névoa, nas quais o céu aos poucos se abria mostrando toda a sua beleza com o seu azul radiante. O senhor era um colhedor de trigo. No meio de tanto trigo, as inúmeras flores, pelas quais a casa era cercada, os miosótis, as flores do campo, os ipês, as dálias, todas elas com suas cores vivas deixavam a paisagem do topo da montanha ainda mais bela. Durante toda sua vida ele havia passado a maior parte do tempo entre as colheitas de trigo, com as flores, livros e recordações...

E também com a preocupação em oferecer no Natal, pequenos presentes as crianças da comunidade, mas durante esse ano ele não tinha a quantia suficiente para a compra dos mesmos, assim ele andava muito pensativo... Sentado em sua cadeira de balanço com a sua manta sobre as suas pernas, ele pensava em como poderia ofertar algo para as crianças que tanto alegravam a sua vida, e especialmente na noite de Natal, na qual a comunidade se agrupava, e como em um casulo compartilhavam do calor de estarem todos juntos para celebrarem a noite tão esperada e especial para todos. Os dias foram passando, e em uma bela manhã junto ao cantar de um sabiá, ele foi ao trigal, e recolheu todos os trigos mais verdes da safra, ficou horas fazendo essa colheita. E assim construiu uma árvore gigante utilizando eles, criou uma verdadeira escultura usando dos recursos naturais para isso. Trigo, folhas, flores, uma obra-de-arte elaborada com simplicidade e criatividade. Colocou bilhetinhos por toda a árvore, e nesses pedacinhos de papel escreveu mensagens para as crianças, palavras de amor, de encorajamento, de paz, de sentimentos que só os nossos corações podem sentir.

Voltando a experiência do metrô... Vemos homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. Bell, no metrô, era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Esse é mais um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas, que são únicas, singulares e a que não damos importância, porque não vêm com a etiqueta de preço. Afinal, o que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que podemos ter, sentir, vestir ou ser? Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço?

O senhor bondoso, morador da montanha, deixou a gigante árvore guardada para a Noite de Natal. Nessa noite tão esperada, quando ele abriu a porta do local no qual a mesma estava escondida, ele teve a sensação de estar sonhando... Em cada pedaço de sua obra-de-arte, havia, caixas de presentes com anjos feitos de chocolate iluminados por luzes multicoloridas... As crianças quando entraram ficaram com os sorrisos estarrecidos pela beleza do momento, as luzes das caixinhas brilhavam de uma maneira tão intensa que ofuscaram as luzes artificiais. E assim todos ficaram iluminados por essa alegria contagiante do amor ser transformado em pura realidade...  Pois o amor é o mais gracioso de todos os bens, o maior presente dado aos seres humanos, nessa Noite de Magia... E é isso que precisamos aprender a valorizar. Aquilo que não tem preço, porque não se compra...  amizade, amor, afeição, carinho, dedicação, abraços e beijos. Não se compra raio de sol, nem gotas de chuva, a canção do vento... A criança que corre, espontânea, ao nosso encontro e se pendura em nosso pescoço, não tem preço. O colar que ela faz, contornando-nos o pescoço com os braços não está à venda em nenhuma joalheria. E o calor que transmite dura o quanto durar a nossa lembrança. O ar que respiramos, a brisa que embaraça nossos cabelos, o verde das árvores e o colorido das flores nos são dados por Deus, gratuitamente.  Pensemos nisso e aproveitemos mais tudo que está ao nosso alcance, sem preço, sem patente registrada, sem etiqueta de grife. Usufruamos dos momentos de ternura que é a vivência do Natal, do nascimento de Jesus, tudo o que os amores nos ofertam, intensamente, entendendo que sempre a manifestação do afeto é única, extraordinária e especial. Fiquemos mais atentos ao que nos cerca, sejamos gratos pelo que nos é ofertado e sejamos felizes, desde hoje, enquanto o dia nos sorri e o sol despeja luz em nosso coração apaixonado pela vida.

Desejo a todos um Feliz Natal!!!

Com afeto,

Beth Landim

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Encontro com Cardeal Dom Orani
16/12/2014 | 13h47
  Foto2  No último dia 12 de dezembro, a  diretoria da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC)  da qual sou conselheira do Ensino Superior-RJ, esteve reunida  na sede da Arquidiocese do Rio, na Glória, com o cardeal arcebispo, Dom Orani Tempesta. Na ocasião foi apresentado o novo Conselho Estadual da ANEC – Rio de Janeiro.

O cardeal Dom Orani, pessoa de uma simplicidade cativante, atendeu a todos nós com objetividade e sabedoria.

O presidente da associação, Profº Dr. Paulo Fossatti pediu a bênção do cardeal para os novos conselheiros que têm importante missão no cenário da educação católica e agradeceu o apoio do mesmo que, na medida do possível, sempre marcou presença nos grandes eventos da ANEC. Fossatti ainda ressaltou que a associação está à disposição para continuar sendo igreja, na parceria com a CNBB e a Arquidiocese do Rio.

Foi entregue à D. Orani o portifólio com as atividades de 2015 do escritório estadual do Rio de Janeiro, convidando-o para o Dia ANEC que irá acontecer dia 07 de fevereiro de 2015.

De acordo Fossatti a visita foi produtiva: “Apresentamos formalmente o conselho, nos colocamos à disposição da igreja, o que de fato somos. E convidamos D. Orani ou representante, para que estejam presentes nas aberturas de nossos eventos.”

Pela diretoria da Anec estiveram presentes o profº Dr. Paulo Fossatti, Padre Roberto Duarte, o secretário executivo, profº Daniel Cerqueira e os conselheiros do Rio, profº Antonio Pina, Irmã Noemi Nascimento, Irmã Eliane de Souza e eu, que sou conselheira da Anec-RJ

Com afeto,

Beth Landim

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Mais que existir, é fundamental viver!
15/12/2014 | 12h46

Isto-e-viver

Muitas pessoas não vivem. Apenas existem. E fazem grande esforço para suportar suas vidas. Na verdade, vão "levando a vida". Mas, onde fica o viver e ser feliz? Onde fica o nosso desejo latente de viver e não apenas existir? A natureza nos deu o dom de escolher como queremos ser. Temos o poder de conduzir nossa própria vida, ao invés de sermos "levados pela vida". No decorrer de nossa vida e com o passar dos anos assistimos o desenrolar dos fatos, desde a nossa realidade individual até a planetária e cósmica, com tal rapidez, que mal conseguimos digeri-los.

E a palavra crise está por todos os lados. Seria ela a culpada da qualidade da nossa vida estar se deteriorando? É claro que nem tudo depende de nossa vontade, mas, ao voltarmos a atenção para dentro de nós, constatamos que muitas coisas, além do que imaginamos, dependem unicamente do que fazemos ou de como percebemos a vida. Nosso mundo exterior é conseqüência do nosso mundo interior. Precisamos estar atentos a tudo que nos cerca e às outras pessoas, sintonizarmo-nos. E dessa forma a crise desdobra-se em oportunidade de crescimento, reciclagem, reformulação. Vida nova! Será que nos basta nascer, crescer, trabalhar, reproduzir, existir por existir, "aproveitar a vida", envelhecer e depois morrer? Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Para que estamos aqui? Por que vivemos? Por que sofremos? Qual o resultado de nossos esforços? Estamos contentes com o que somos? Qual é o objetivo real de nossa existência? Precisamos deixar de reagir mecanicamente diante das circunstâncias da vida. Muitas pessoas vivas estão de fato mortas para todo trabalho sobre si mesmas. E que este trabalho é característica fundamental, determinante da qualidade do nosso "viver”.

Assim como existe uma grande diferença entre um homem grande e um grande homem, também poderemos constatar esta analogia na forma como efetuamos o nosso percurso existencial. Afinal, vivemos porque existimos, ou existimos porque vivemos? Quando andamos não quer dizer, necessariamente, que caminhamos. Andamos às vezes sem ter o menor objetivo traçado, sem nenhuma meta a ser atingida. E ao ouvirmos um som qualquer não implica jamais em afirmarmos que escutamos. Escuta aquele que sente, aquele que busca ouvir o que não foi dito; o que ficou implícito. Há muita gente ouvindo por aí sem escutar absolutamente nada. Esses pequenos exemplos nos remetem à seguinte reflexão: viver e existir são fatores completamente opostos. Existir é o mesmo que passar pela vida sem tê-la vivido de forma correta e intensa. Aquele que apenas existiu esqueceu de se fazer presente no livro da história, digna e plenamente. Simplesmente passou despercebido. É lamentável vir ao mundo e ter perdido a chance de ter vivido satisfatoriamente. Viver é realizar-se plenamente, sempre voltado às ações que engrandeçam o ser humano.

Vive aquele que se sente parte integrante do Universo. Vive quem faz de tudo para ver a alegria estampada na face do outro. Viver é sentir prazer em amar a Deus. Vive quem ama e respeita a natureza e todas as formas de vida. Vive quem pratica o bem. Viver é amar sempre, sempre! Vive aquele que estende a mão ao amigo que necessita. E é certo que quando estendemos a mão ao nosso irmão, Deus nos estende de imediato. Viver e existir são diferentes em essência. Existir, apenas, será uma forma extremamente redutora de viver, considerando a passividade, a inércia que o termo "existir" possa englobar. Viver, objetivamente, significa ter a capacidade de transformar, ser ativo, ter a noção de que qualquer ser humano é algo de único. Temos a obrigação de, nessa trajetória singular, saber o que há de profundo em cada fase, em cada encontro, as mensagens que estão sendo passadas para a compreensão desse processo de crescimento. Precisamos questionar sempre o sentido do nosso viver. A luta pelo pão de cada dia, além da questão de sobrevivência, precisa ser impregnada de outros significados. Há quem se deixe dominar pela rotina da vida, assim como, pelo contrário, existirá quem faça de cada dia uma nova razão de viver. Duas formas distintas de trilhar o mesmo percurso, embora não seja difícil constatar a fronteira entre o existir e o viver.

Sendo assim, fica a lição: não basta existir, é fundamental viver!

Com afeto,

Beth Landim

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Mata Atlântica em casa...
09/12/2014 | 20h08

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 O arquiteto Sidney Quintela procurou tirar proveito de duas situações que, em um primeiro momento, poderiam ser encaradas como limitações a serem superadas.

O terreno está no limite de uma área de proteção ambiental. A construção deveria acontecer respeitando essa condição, sem comprometer a exuberante vegetação. O terreno também tinha um declive acentuado, o que levou à implantação da casa em níveis. A entrada se dá pelo nível superior, onde há um vestíbulo com acesso às suítes

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

Diante de um entorno tão privilegiado, Quintela criou uma casa de linhas leves, com aberturas voltadas para o verde. O partido adotado também trouxe vantagens com relação ao conforto térmico, algo importante em uma cidade conhecida pelo sol escaldante e pelas altas temperaturas.

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

As grandes esquadrias em vidro favorecem a ventilação e iluminação nas orientações sudeste, sul e sudoeste. A Para o design de interiores a intenção foi criar uma decoração leve, jovial, que refletisse a personalidade dos proprietários. "Buscamos o equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo, com uma pegada de bom humor", resume Quintela, ressaltando que todas as decisões foram tomadas em sintonia fina com os clientes. 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)

 

Casa da Reserva Sidney Quintela (Foto: Xico Diniz/Divulgação)
Com afeto,
Beth Landim
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Lembranças Perfumadas...
05/12/2014 | 22h32

infancia1Hoje quero te convidar para uma viagem...

Voltar os pensamentos a infância, lembrar do cheiro do café da sua mãe, da sua avó, o cheiro do fogão a lenha... Do perfume daquela pessoa que você não vê a tempo... Os aromas definem a personalidade, revelam segredos, expõem gostos e marcam vivências...

cafe com bolo_01Há momentos fundamentais na vida que são marcados pelos cheiros que ficaram em nossa memória.
Pássaros cantando, cheiro de pão fresco e de café recém coado são bons indícios de que um novo dia começa. Logo terá inicio o corre corre do trabalho, dos estudos, dos afazeres domésticos... Do cheiro das férias, de Natal, cheiro de alegria...
É impressionante como o perfume das coisas e das pessoas nos levam para outros lugares... Cheiro da terra molhada, de campo, de praia... cheiro de casa cheia, panelas tilintando no fogão para encher a mesa que vai presenciar a algazarra dos encontros de família, dos amigos, os abraços gostosos, aquele doce que só nossas avós sabem fazer...
Quero te levar a sentir os melhores perfumes, que te dizem tanto... Sim podemos tê-los sempre conosco! Perfumar a vida, ser perfume e cores para as pessoas... Dar um cheiro... como se diz na Bahia... um cheiro gostoso... Ficar descalço, pisar na terra firme, na areia que ora é banhada pelas águas do mar, no seu vai e vem e sentir o cheiro de maresia... E a maresia te faz lembrar de outros verões, dos próximos, da liberdade, do infinito... de poder de sonhar sempre!
Experimente sentir o perfume dos eucaliptos, das flores do campo, das lavandas... que te transportam para outro lugar... do beijo roubado, do abraço apertado...
E como nos fala a música de Toquinho...

casinha4“Era uma vez um lugarzinho no meio do nada, com sabor de chocolate e cheiro de terra molhada... Era uma vez a riqueza contra a simplicidade uma mostrando prá outra quem dava mais felicidade... Prá gente ser feliz tem que cultivar as nossas amizades, os amigos de verdade... Prá gente ser feliz tem que mergulhar na própria fantasia e na nossa liberdade... Uma história de amor de aventura e de magia, só tem haver quem já foi criança um dia...”
O perfume do Natal vem acompanhado das luzes, mas vem com grandes abraços, com o colo que às vezes tanto precisamos, com a casa cheia de amigos e família, mas, sobretudo tem cheiro de nascimento... Nascimento, vida nova, recomeço, cheiro do novo, cheiro do milagre... Perfume de Jesus! Traz também o cheiro de mãe... que a nada se compara!!!
Sinta também o vento gostoso do Nordeste te acariciando o rosto, trazendo o perfume do rio e das flores.
E então nos damos conta de como o simples fato de sentir o perfume das coisas nos faz tão feliz na simplicidade da vida...
Ter memória afetiva é ter raízes... é poder fazer esta viagem e se deixar levar no tempo, no perfume e lembranças de nossas vivências... É acordar e ser feliz com o pouco, que se traduz no muito!!!

lavender-456009_640Coisas tão simples, como um cheiro, uma lembrança, o perfume que nos encanta a vida que muitas vezes nos esquecemos de sentir no dia-a-dia automatizado de nossas vidas... Mas viver no piloto automático é para as máquinas... somos seres divinos vivendo uma experiência humana, e por isso, espero que você hoje tenha feito uma viagem nos melhores perfumes e cheiros de sua vida...
E mais do que isso, que você nunca perca a essência do seu perfume, para com leveza embalar os seus sonhos e dos que convivem com você... um cheiro gostoso... com lembranças perfumadas...
Então, como tão bem nos diz Drummond...

”Desejo a vocês... Fruto do mato, cheiro de jardim, namoro no portão, domingo sem chuva, segunda sem mau humor, sábado com seu amor, filme do Carlitos, chope com amigos, crônica de Rubem Braga, viver sem inimigos, filme antigo na TV, ter uma pessoa especial e que ela goste de você, música de Tom com letra de Chico, frango caipira em pensão do interior, ouvir uma palavra amável, ter uma surpresa agradável, ver a banda passar, noite de lua cheia, rever uma velha amizade, ter fé em Deus, não ter que ouvir a palavra não nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança, ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado escrever um poema de Amor que nunca será rasgado, formar um par ideal, tomar banho de cachoeira, pegar um bronzeado legal, aprender um nova canção, esperar alguém na estação, queijo com goiabada, pôr-do-sol na roça, uma festa, um violão, uma seresta, recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo, bater palmas de alegria. Uma tarde amena, calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona, tocar violão para alguém ouvir, a chuva no telhado, vinho branco, bolero de Ravel e muito carinho meu.”

img_plantsandplans_ss2E o meu desejo a vocês de uma boa e perfumada semana...

Com afeto,

Beth Landim

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Em casa no centro de NY...
04/12/2014 | 21h43

Hotel em Manhattan ...

Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)

Nova York é a capital  da cultura, glamour e negócios. O WestHouse, permite hospedar-se perto das atrações.

O mais gostoso é o ambiente aconchegante, como da nossa casa... 

Os 172 quartos ficam a meio quarteirão da Broadway e a 3 do Central Park...

O pulmão verde da cidade... ótimo para passear, fazer exercício ou simplesmente apreciar o verde...

Quem desce duas quadras chega rápido à Quinta Avenida, onde se concentram lojas maravilhosas .

E basta caminhar 2 minutos para chegar à casa de espetáculos Carnegie Hall, que aliás é maravilhosa...

Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)

A  decoração idealizada pelo escritório Jeffrey Beers International cumpre a tarefa de transmitir acolhimento aos hóspedes.

A proposta foi criar uma ambientação com cara de casa e toques da elegância dos anos 1920.

Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
 Um dos espaços mais gostosos... adoro velas e varandas...
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
Hotel WestHouse New York (Foto: Divulgação)
E então...
Com afeto,
Beth Landim
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Um Exemplo ...
02/12/2014 | 22h31

 Mais uma vez o Papa Francisco nos dá um exemplo de simplicidade e amplitude ...

Conviver com o diferente,respeitar a diversidade cultural e religiosa, mas acima de tudo

preservara a vida ... Ter um coração aberto ao outro, ser presença de encontro ...

Vale a pena ler alguns trechos de sua visita ....

O papa Francisco e o patriarca ortodoxo Bartolomeu I pediram  na Turquia, à comunidade internacional que "dê uma resposta apropriada" aos ataques contra cristãos em países do Oriente Médio.

Ambos protestaram contra o que denominaram "um Oriente Médio sem cristãos" em alusão à violência cometida contra os fiéis dessa religião em conflitos nos países da região.

Papa Francisco com o patriarca ecumênico Bartolomeu I  (Foto: Reuters)

"Não podemos nos resignar com um Oriente Médio sem cristãos, que professaram o nome de Jesus ali durante dois mil anos", disseram os líderes religiosos em uma declaração conjunta assinada em Istambul.

Os dois manifestaram concretamente preocupação com os atos de violência contra cristãos "no Iraque, na Síria e em todo o Oriente Médio".

O Papa Francisco desembarca em Ancara, na Turquia, nesta sexta-feira (28) (Foto: Tony Gentile/Reuters)

E disseram: "muitos de nossos irmãos e irmãs estão sendo perseguidos e foram expulsos com violência de seus lares. Parece inclusive que se perdeu o valor da vida humana, que a pessoa humana já não importa e que pode ser sacrificada por outros interesses".

"E, de maneira trágica, tudo isto choca com a indiferença de muitos", afirmaram o papa e o patriarca.

Eles exigiram portanto que a comunidade internacional dê "uma resposta apropriada para acabar com a terrível situação dos cristãos e de todos os que sofrem no Oriente Médio".

A assinatura da declaração aconteceu depois de ambos abençoarem os fiéis desde a sacada do Palácio Patriarcal após assistirem a divina liturgia na catedral ortodoxa de São Jorge.

Durante a cerimônia ambos fizeram curtos discursos em que apoiaram a unidade entre católicos e ortodoxos e o papa disse que a Igreja Católica 'não imporá exigências' para isso.

Francisco lembrou que não era a primeira vez que assistia a uma divina liturgia ortodoxa, pois já havia acompanhado uma quando era arcebispo de Buenos Aires, mas disse que a oportunidade de fazê-lo hoje em Istambul era uma "graça singular" de Deus.

Com afeto,

Beth Landim

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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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