A Árvore Torta...
29/07/2016 | 19h20

Nos conta a lenda, que um dia diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que “conseguisse ver o pinheiro na posição correta”.

Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria  “enxergar o pinheiro na posição correta”? O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.

Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era “vê-la como uma árvore torta”. 

Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal. Não que não tenhamos que evoluir e construir nossa evolução e corrigir erros em nosso contexto. Falo de ver as coisas de nosso único ângulo.

Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar “endireitar” a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.

Nos relacionamentos, é comum um criar no outro expectativas próprias,  esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão ao alcance dos outros, porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado. 

Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois os conhecendo, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.

Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.

Não crie mais dificuldades no seu relacionamento. Se vemos as coisas como elas são muitas dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.

Perdemos muito tempo em nossa vida com pequenas coisas, com críticas vazias, lamentando o leite já derramado, sem entender que este tempo não voltará para nós, é um tempo jogado fora. Neste ínterim muitas outras coisas aconteceram ao nosso redor e nós deixamos passar: o nosso sorriso, a atenção com a nossa família, a partilha da alegria com os nossos amigos, a nossa atitude positiva diante da vida...   

Ficamos sem forças para rezar, nos distanciamos de Deus e de nós mesmos, muitas vezes nos tornamos um templo vazio e abandonado... Tudo isso por tentarmos DESENTORTAR pessoas.

A vida passa muito rápido para tantas oportunidades jogadas fora. Vivamos intensamente com positividade!

O tempo passa. A vida acontece. As distâncias separam, mas não fazem esquecer o que realmente sentimos, pois não há distância capaz de superar os sentimentos.

Às vezes, vivemos amargurados, querendo que nossa opinião prevaleça. Implicamos com tudo e com todos. Só nos satisfazemos se tudo ocorrer exclusivamente de acordo com nossa vontade. E então nos tornamos egoístas, pequenos, e vemos todos como árvores tortas. Nos tornamos também diabéticos, pois como nos diz o poeta Mário Quintana, diabético é aquele que não consegue ser doce.

Que possamos, tortos ou não, darmos frutos doces, sombras frondosas, termos raízes fincadas em valores firmes, que mesmo o maior vendaval não tire o nosso chão. Que nossos galhos e folhas sejam flexíveis e estejam, acima de tudo, buscando sempre a luz do sol que aquece o nosso coração, e ao anoitecer, a lua com seus mistérios, nos encha a alma de paixão.

Olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais doce, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.

Há um tempo, como nos diz Fernando Pessoa, em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Com afeto,

Beth Landim

 
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Fechando ou abrindo a janela...
27/07/2016 | 19h51

Conta-nos uma lenda, que... A alvorada no templo chegou com alvoroço. Todos haviam madrugado e já esperavam o mestre chegar trazendo com ele derradeiras palavras de iluminação. O velho sábio iria retirar-se do templo e meditar por dez anos nas montanhas. Então esta seria uma oportunidade rara, senão a última, de ouvir o que o ancião tinha a dizer. O local sagrado estava lotado. O comentário sobre qual seria o tema do discurso ricocheteava pelas paredes de madeira do templo.

As grandes portas se abriram vagarosamente. Calmamente, o mestre foi entrando. Enquanto ele caminhava em direção ao altar, todos foram ficando em silêncio. Só ouvia-se o barulho dos passos lentos e dos corpos terminando de se ajeitar nos lugares, a madeira rangendo aqui e ali, um ou outro som da natureza vindo de fora.

- Por favor, fechem as janelas – instruiu o abade aos monges – para que nada atrapalhe o discurso do nosso mestre. E na mesma hora os aprendizes correram rumo às janelas e as fecharam com cuidado: Plaft! Ploft! Pfut! - Por favor, abram as janelas – retrucou o ancião – para que o calor não atrapalhe os ouvidos de todos e a brisa da manhã conduza as minhas palavras. Pfut! Ploft! Plaft! Quando o ancião se postou em sua cadeira todos os rangidos cessaram. Quando começou a respirar profundamente, era possível ouvir as respirações de homens, mulheres, crianças e idosos, lado a lado. Era como se, por alguns momentos, até os pensamentos tivessem silenciado. Inclusive os do sábio que iria proferir o discurso. Ele pressentiu que o momento propício havia chegado.

Abriu a boca, mas antes de pronunciar algo, deixou-se invadir pelo som que vinha de fora.

Era um pequeno pássaro que, ao longe, cantava a manhã. Por um tempo, ficou o mestre a ouvir o pássaro e todos a ouvir o que o mestre não dizia. Depois de um bom tempo, quase todos também começaram a ouvir o pássaro. Cedo ou tarde, começavam a ouvir outros pássaros ao redor do templo.

Depois de muito tempo, os pássaros silenciaram. O mestre, enfim, discursou: - O discurso já foi proferido. Os monges, aprendizes e visitantes se entreolharam, em silêncio, sem entender muito bem. O sábio não se explicou, apenas se despediu: - Obrigado a todos por virem até aqui e ouvirem isto. Espero que continuem ouvindo, todas as manhãs, este lindo discurso. Adeus...

Esta reflexão nos conduz ao despertar para o sagrado que existe em nós. Quando isto acontece somos capazes de verificar que ele – o sagrado – não está fora de nós, ele está dentro. Neste momento a mente acalma e o nosso coração brilha de amor incondicional a nós mesmos e a tudo e todos que nos cercam.

Como a flor do cacto, para acessar o nosso eu sagrado é preciso superar os espinhos do crescimento interior. Pelas estradas diferentes da vida... tanto no oriente quanto no ocidente, não importa a denominação dada – sagrado, divino, essência, eu interior... o que importa é que o sagrado resida dentro das pessoas. Pistas, sinais, pessoas, insights e coincidências permeiam a estrada de quem opta por encontrar Deus. A busca constante pelo despertar da consciência tem sido cada vez mais divulgada por mestres, líderes e escritores dos nossos tempos. Em termos práticos, tudo isso significa  - estar no presente, consciente do que se está fazendo, das decisões que toma e das escolhas que faz. Eckart Tole em seu livro O Despertar de uma Nova Consciência nos diz que a nossa consciência é o elo com a inteligência universal, e essa inteligência existe também dentro de nós, não há como acessar o divino interno sem expandi-la. Na verdade o problema reside na mente que oscila o tempo todo entre o passado e o futuro, está sempre comparando uma situação com outra e julgando se algo ou alguém está certo ou errado ou é bom ou ruim. Os conflitos geram ansiedade, medo, culpa, raiva e outros sentimentos negativos.

Durante a nossa caminhada de conexão com o sagrado, conforme se vai adquirindo maior consciência sobre si mesmo, muitas coisas que antes pareciam impossíveis de acontecer, acontecem, como a paz interior, felicidade e mente tranqüila, já que como seres sagrados, temos em nós tudo o que precisamos para vencer os obstáculos. E que tenhamos sempre em mente que não é porque nós nos encontramos com este sagrado que ficamos livres dos obstáculos e das dificuldades. Na verdade, o que esse encontro nos permite é o fortalecimento para passarmos pelas pedras do caminho.

Para este encontro, não precisamos de muito preparo, mas sim que a simplicidade da vida faça morada em nosso ser, nos tornando pessoas melhores, de bem com a vida, pessoas mais leves, positivas, com grande bom humor, sempre voltadas para o desenvolvimento da espiritualidade em nosso dia-a-dia, pois a prática dos nossos dons e valores em nosso cotidiano nos tornam cada vez mais próximos do sagrado que existe em nós.

Com afeto,

Beth Landim

   
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Museu do Amanhã...uma boa pedida para as férias ...
20/07/2016 | 16h10

A cultura é essencial ao ser humano ...

Pelas lentes de Júlio Falcão ,deixo com vcs o belíssimo MUSEU DO AMANHÃ...

Vale a pena conferir ....

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Com afeto,

Beth Landim

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Façamos a nossa parte...
15/07/2016 | 21h43

O velho estava cuidando da planta com todo o carinho. O jovem aproximou-se e perguntou: - Que planta é esta que o senhor está cuidando? - É uma jabuticabeira, respondeu o velho. - E ela demora quanto tempo para dar frutos? - Pelo menos uns quinze anos, informou o velho. - E o senhor espera viver tanto tempo assim, indagou, irônico, o rapaz. - Não, não creio que viva mais tempo, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião. - Então, que vantagem você leva com isso, meu velho? - Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você…

Conta-nos outra história que na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa: - A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo. O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. - Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas.

Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio, que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha que dura cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

O que fica destas duas histórias é que a nossa fala, o nosso discurso deve ser um reflexo e um caminhar constante do nosso interior. Vivemos um mundo consumista, individualista e extremamente líquido... Liquidez nas amizades, liquidez na construção das relações, das famílias, do profissionalismo... Mas do que criticar e jogar pedra, devemos fazer a nossa parte, como as gotículas do orvalho que caem no oceano. Estas gotículas, mesmo imperceptíveis, fazem a diferença para o oceano... Assim, se fizermos mais, e não apenas aquilo nos interessa particularmente, mas principalmente quando estamos deixando um legado, escrevendo a nossa história para o bem da coletividade, com certeza, estaremos no caminho certo. As nossas responsabilidades são exclusivamente nossas. Não temos como transferi-las ao longo das trilhas do caminho. A colheita virá a seu tempo, o que importa são as sementes que foram plantadas no tempo certo, por nossas próprias mãos. Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais lutamos, mas sim, que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo!

Com afeto,

Beth Landim

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Quem conta um conto, aumenta um ponto...  
13/07/2016 | 09h26

Quem já ouviu o velho ditado popular “quem conta um conto aumenta um ponto”? ... um dos ditados mais famosos que ouvimos aqui no Brasil, e é bastante simples... quem conta uma história que ouviu de outrem, sempre aumentará alguma coisa… É isto que lhes deixo neste sábado... histórias que nos edificam a caminhada e nos fazem refletir...

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Conta-nos um conto que... Uma pessoa grosseira resolveu dar um presente a outra pessoa por seu aniversário, mas na verdade, queria ser irônico. Preparou uma bandeja cheia de lixo e restos. Na presença de todos, porque sentia prazer em humilhar publicamente, mandou entregar o presente, que foi recebido com alegria pelo aniversariante. Gentilmente, o aniversariante agradeceu e pediu que o esperasse um instante, já que ele gostaria de poder retribuir a gentileza. Tirou o lixo, lavou a bandeja, a cobriu de flores, e a devolveu com um papel, onde dizia: Cada um dá o que possui. Por isso, não te entristeças com a atitude de algumas pessoas; não percas tua serenidade. A raiva faz mal à saúde, o rancor danifica o fígado e a cólera envenena o coração. Domina tuas reações emotivas. Seja dono de ti mesmo. Não coloques lenha no fogo de teus aborrecimentos. No percas a calma e não cedas à tua impulsividade. Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra. Que tenhas paz hoje e sempre...

Conta-nos outro conto que... Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranquilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido: Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! O marido observou calado. Três dias depois, também durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e novamente a mulher comentou com o marido: Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! E assim, a cada três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido: Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha lhe deu sabão? Porque eu não fiz nada. O marido calmamente respondeu: Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei a vidraça da janela! E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações. Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Lave sua vidraça. Abra sua janela.

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça... Conta-nos outro conto... Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário: – Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo. Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: – Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado! No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: – Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar… Upa! No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse: – Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse: – Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai… Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Você venceu, Campeão! Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: – Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa… “Vamos matar o porco!”

 Isso acontece com frequência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. Saber viver sem ser reconhecido é uma arte. Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic. Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso.

E dessa forma seguimos sempre... ouvindo o que nos faz refletir e nos torna melhores e divulgando, aumentado pontos em nós e nos que nos seguem... pois sem a integração com o mundo que nos envolve nada somos... A soma das forças faz sempre a diferença e felizes são os que tem a capacidade de captar essa mensagem e viver em comunhão com o próximo, pois o segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade.

Com afeto,

Beth Landim

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Porque hoje é sexta feira ...
08/07/2016 | 10h00

Como é bom sentir a leveza da vida...

ser despretensioso  ...

dar aquele sorriso mais puro..

rir de si mesmo ...

Por isso te desejo o melhor sorriso...

6Com afeto ,

Beth Landim

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Rir é correr o risco...
07/07/2016 | 11h36
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Com afeto,

Beth Landim

 
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Mistanásia
04/07/2016 | 11h19

“Tudo o que nasce deve morrer, passando pela natureza em direção à eternidade.” William Shakespeare...

Vivemos em um mundo de correria e pressa, que as relações humanas estão ficando para segundo ou terceiro plano. Mais do que isso, as relações humanas, perderam a sensibilidade de “olhar” para o sub mundo que grande parte da população hoje está submetida... O abandono nas ruas, o acesso à saúde, a educação, a sobrevivência familiar... Na maioria das vezes nos chocamos pontualmente com casos “gritantes” e nossos olhos deixam passar, o caos que grande parte da população está sofrendo pela miserabilidade dos serviços básicos para a população... Esta morte em massa, muitas vezes invisível, para nós, é sentida por cada um que está à margem da vida... A dignidade humana é a base da vida e dos direitos de todo cidadão...

A pessoa humana tem direito universal à vida digna, o que inclui uma vida com qualidade e saúde. Para tanto foi instituída uma lei universal com fundamento na dignidade da pessoa humana capaz de estabelecer princípios para os Estados Democráticos de Direito, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH, 1948), que uniu o mundo no sentido de empreender esforços objetivando tornar a dignidade da pessoa humana a espinha dorsal de todas as constituições democráticas.

A Eutanásia Social, conhecida como Mistanásia, a “morte miserável”, que ocorre como consequência da omissão do Poder Público em não investir na saúde, deixando a população sem atendimento de qualidade, ou mesmo sem nenhum atendimento, o que, na maioria das vezes, gera morte prematura, indigna e em péssimas condições sociais, situações em que as pessoas morrem nas extensas filas de espera dos grandes hospitais antes mesmo de receberem a qualidade de “pacientes”. Essa prática tem obrigado os cidadãos a ajuizarem várias ações judiciais com o objetivo de obterem por força de decisão judicial a prestação do serviço de saúde, que, por lei, deveria ser acessível direta e gratuitamente à população.

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Mistanásia vem da etimologia grega mis, que significa infeliz, morte sofrida, antes e fora da hora, sendo provocada de forma lenta, que tem no seu escopo a desigualdade social e econômica. O conceito de mistanásia vem preencher uma lacuna sentida no habitual trio de conceitos “eutanásia, distanásia e ortotanásia” que marcam a reflexão bioética contemporânea. Na literatura bioética, até recentemente, para se falar de morte social causada pela pobreza, violência e desigualdade, utilizava-se o termo “eutanásia social”. Na verdade, o sentido deste vocábulo seria uma morte em paz sem dor ou sofrimento, em nível social. Mas o que acontece na mistanásia é exatamente o contrário em nível social. Aqui, o despedir-se da vida é marcado pelo sofrimento, abandono, indiferença, violência, entre outras formas degradantes de morte. É uma morte infeliz, uma vida abreviada antes do tempo. É a morte de muitos... que antes de sua morte física, praticamente já estão mortos socialmente.

Pela Constituição Federal em seu artigo primeiro, consagra-se o princípio da dignidade da pessoa humana, logo o Poder Público passa a ter o dever de garantir a efetividade desse direito, já que todos os direitos estabelecidos na Constituição sejam efetivados como o direito à vida e à saúde, que são inerentes à dignidade da pessoa humana. O princípio a nortear as discussões nesta seara é a dignidade da pessoa humana, por se constituir o núcleos dos direitos da personalidade, aqueles indispensáveis e inerentes à toda pessoa humana e um dos mais difíceis de conceituar. Não se pode esquecer que a própria Bíblia trata da morte em suas passagens. Morrer é consequência natural de viver. Contudo, a morte ainda é tratada com tabus e medos. O homem não tem a habilidade de tratar com as perdas que lhe são impostas ao correr da vida, e a morte é a maior delas. O luto que a morte traz consigo ainda é visto com temor e inquietude, exercendo um papel social marginal. Discute-se muito a possibilidade da eutanásia, etimologicamente falando “boa morte” e existe desde a antiguidade, com a finalidade de conceder uma morte suave aos que sofrem de enfermidade incurável. Estudiosos da questão não acreditam que o direito à vida possa ser renunciado, posicionando-se contrariamente à prática, que é inadmitida pela legislação brasileira e que, ao longo do tempo, vem alimentando polêmicas com base na legislação, em função dos aspectos médicos, legais, morais, éticos e religiosos. O fenômeno da judicialização da saúde, obriga o judiciário a intervir nas questões em que os cidadãos não conseguem acesso a certos medicamentos ou tratamentos simplesmente requerendo aos órgãos competentes, mas necessitam movimentar a máquina estatal do Judiciário para obtenção de uma sentença.

A vida banalizada, abreviada antes do tempo em nível social, não trata apenas da “morte de alguém”, mas da “morte de muitos”, que antes de sua morte física, praticamente já estão “mortos socialmente”, numa sociedade que descarta as pessoas, principalmente as mais vulneráveis, socialmente falando, como descarta coisas imprestáveis. Que abramos os nossos olhos para que não sejamos coniventes com a mistanásia social. Cada um tem a sua parcela de responsabilidade quando a sociedade entra em falência e começa a morrer...

Com afeto,

Beth Landim

 
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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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