Papa Francisco...
30/04/2014 | 22h25

"O primeiro em pedir desculpas, é o mais valente.

O primeiro em perdoar, é o mais forte.

O primeiro em esquecer, é o mais feliz."

Papa Francisco

Com afeto,

Beth Landim

   
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Sonhos: matéria-prima da essência humana...
26/04/2014 | 20h32

Estive pensando sobre aquela célebre frase de Fernando Pessoa, tão usada nos discursos:

“Você é do tamanho dos seus sonhos”.

E qual será o verdadeiro tamanho dos nossos sonhos?

É no sonho que cada um de nós projeta as realizações. Se entendermos o ser humano como a Divina ligação entre o corpo e a consciência, poderemos classificar o sonho como o elemento que acorda o inconsciente e, por vezes, consegue desligar o corpo da consciência. Quando esse desligamento ocorre, passamos a navegar em emoções secretas e profundas.  Sonhar é permitir-se olhar pela janela da liberdade, trilhar caminhos desconhecidos, projetar o futuro, perseguir a felicidade... almejar a vida.

Não existem limites para sonhar. No sonho, é possível brincar com o tempo, refazendo o passado e antecipando o futuro.

Aliás, para sonhar, nem é preciso ter passado ou presente. Para sonhar é preciso, apenas, ter esperança. É a esperança que nos impulsiona e que direciona nossos sonhos.  Sonhar não é direcionar os pensamentos ao que pode ser real. É tornar real, mesmo que apenas na mente. É dar, a própria vida, a um sentimento de bem-estar.

Mas e o tamanho dos nossos sonhos? Quanto maior o sonho, maior a possibilidade de decepção? Não! Esse é o grande erro daqueles que não ousam. Se o sonho é grande, grandes são as possibilidades e as decepções tornam-se oportunidades de aprendizado. Sim. Por vezes, nossos sonhos irão se despedaçar como cacos de uma louça cara. Por vezes, vão sumir como bolhas de sabão no ar. Não importa! Nessas horas, teremos a oportunidade de renovar nossos sonhos. De preencher os possíveis vazios com novas esperanças. É necessário sonhar.

Na natureza, encontramos valiosos exemplos de pequenos-grandes sonhadores. A lagarta, enquanto rasteja, sonha em se tornar borboleta. Troca o lamento de sua condição atual pelo sonho de voar em volta das flores coloridas e, dessa forma, ameniza seu sofrimento e é feliz.

A semente, enterrada no solo, poderia sufocar e morrer em seu próprio pesar. Ao invés disso, sonha em germinar e ver a luz do sol. Enquanto sonha, é feliz e espera sua integração na vida da natureza.

Augusto Cury, psicoterapeuta e escritor brasileiro, em um de seus textos, traduz, como ninguém, a valentia e o significado desses exemplos: “Sem sonhos, as perdas se tornam insuportáveis, as pedras do caminho se tornam montanhas e os fracassos se transformam em golpes fatais. Mas, se você tiver grandes sonhos... seus erros produzirão crescimento, seus desafios produzirão oportunidades e seus medos produzirão coragem”.

É preciso povoar a mente de sonhos. Correr o risco e renovar as esperanças. A projeção de nossos sonhos é o que nos proporciona sustentação moral e emocional para prosseguirmos na grande aventura da vida. O mundo pertence aos portadores de sonhos, seres especiais.

Mas o que fazer quando os sonhos alcançam as nuvens e parecem inatingíveis? Eis aí a pergunta que determinará o real tamanho dos seus sonhos. Se eles são grandes, realize-os! Empenhe-se, simplesmente, em construir os alicerces para alcançá-los.

Quando uma mãe se debruça sobre o berço de seu filho ainda tão pequeno, ela descortina, para ele, os mais lindos sonhos. Projeta uma vida reta, íntegra e feliz. Naquele momento, seus sonhos trazem sua felicidade e transmitem paz ao seu bebê. Mas, como grande é o seu sonho, enquanto aquele menino cresce, é preciso construir os alicerces para que ele se torne o homem digno com o qual ela sonhou.

Tornar um sonho realidade é uma das maiores recompensas humanas. Para isso, é preciso, além de sonhar, buscar os caminhos para realizar nossas fantasias. É muito bom perseguir os sonhos e sentir o gosto de vê-los realizados, nos amadurece e nos prepara para desafios futuros, alargando sempre os nossos horizontes para outros vôos.

Termino este artigo, desejando que você sonhe alto e sonhe sempre. Que renove, a cada queda, suas esperanças e seus projetos.

Que reconheça o tamanho dos seus sonhos e, diante disso, encontre forças para alcançá-los. Que construa pontes que te levem a eles, ao invés de paredes que limitem seu futuro. Não perca a firmeza dos seus pés na terra, mas jamais deixe de erguer a cabeça para o alto e desejar ser uma estrela.

Com afeto,

Beth Landim

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Muros e pontes...
24/04/2014 | 10h45

“Há muros que só a paciência derruba...

... E há pontes que só o carinho constrói.”

Que possamos alimentar em nós, assim como Cora Coralina tão bem nos diz, o carinho e a paciência em nossas vidas...

Saibamos aproveitar o nosso tempo com sabedoria, vivenciando cada dia como se único fosse em nosso caminhar, compreendendo os que nos cercam e sentindo tudo de bom que recebemos como bênçãos divinas!

Com afeto,

Beth Landim

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SAKURA... As lindas flores de cerejeira no Japão...
22/04/2014 | 13h51

A Flor de Cerejeira significa a beleza feminina e simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança. É uma flor de origem asiática, conhecida como “Sakura”, a flor nacional do Japão, onde estão documentadas mais de 300 variedades de cerejeiras.

O início da floração das cerejeiras marca o fim do inverno e a chegada da primavera. São aguardadas com ansiedade pelos japoneses, que organizam em todo o país diversas festividades em torno do “Hanami” (ato de contemplação das cerejeiras em flor que deixam a paisagem deslumbrante).

Uma lenda conta que a palavra "Sakura" surgiu com a princesa Konohana Sakuya Hime, que caiu do céu perto do Monte Fuji, tendo se transformado nessa bonita flor. Também existe uma crença que o cultivo de arroz poderá ter originado a palavra, tendo em conta que "Kura" era o depósito onde esse alimento (visto por muitos japoneses como uma oferta divina) era guardado.

Os samurais, os guerreiros japoneses, eram grandes apreciadores da flor de cerejeira. Desde aqueles tempos, passou a estar associada à efemeridade da existência humana e ao lema dos samurais: viver o presente sem medo. Assim, a flor de cerejeira está também associada ao código do samurai, o Bushido.

A cerejeira fica pouco tempo florida, por isso suas flores representam a fragilidade da vida, cuja maior lição é aproveitar intensamente cada momento, pois o tempo passa rápido e a vida é curta.

A popular tatuagem da flor de cerejeira é uma alusão à fugacidade da vida e que por isso temos que apreciá-la e aproveitar cada momento ao máximo, lembrando que assim como a flor da cerejeira é levada pelo vento em pouco tempo, a nossa vida também pode terminar abruptamente. Esta forma de viver era muito característica dos samurais.

É uma flor muito desenhada no “Moku Hanga”, uma arte japonesa tradicional semelhante à xilogravura, em que a madeira serve de matriz para impressão de gravuras e estampas japonesas. A flor de cerejeira também é muito popular na arte tradicional japonesa do origami, que através de dobras específicas em papel, cria objetos e animais. Uma flor de cerejeira em origami representa uma junção de dois aspectos fundamentais da cultura japonesa.

Com afeto,

Beth Landim

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Tempo de Recomeçar...
19/04/2014 | 21h41

A origem da comemoração da Páscoa remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska, porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach ou Peseach, cujo significado é passagem. A celebração da Páscoa retrata muitos momentos, mas dois momentos merecem ser analisados: a morte e a ressurreição. Eles nos levam a refletir sobre os desafios que a vida nos impõe, pois temos duas opções: focalizar a morte ou nos alegrar com a ressurreição.  Certamente somos conscientes da celebração da ressurreição de Jesus, mas não sabemos se todos sentem esse milagre acontecer em suas vidas. Percebe-se que muitos continuam diante do Jesus crucificado. Pois, apesar da mensagem da ressurreição, muitos continuam, por causa dos mais diversos problemas e dificuldades, sem razão para viver. As tensões, as angústias, as depressões, a violência, a doença, as mudanças e tantas outras dores e contratempos transformam a vida, de muitos, numa eterna crucificação, num eterno muro de lamentações! Lamentar-se, entristecer-se é focalizar a morte. Todavia, é essencial transformar esse sentimento de morte em vida, em ressurreição. Creio que é possível transformar o sofrimento em uma vida plena de sentido. Cheia de realizações. A diferença está em administrar os sofrimentos no interior e acreditar que, a partir dele, algo de muito melhor irá acontecer.

Para ilustrar essa concepção há um exemplo de como o sofrimento se transforma em uma vida plena de sentido: “Um corpo estranho penetra na concha, ferindo-a. A areia áspera machuca sua carne. A concha sofre. A concha tenta expelir o intruso e fracassa. O grão de areia fixou-se. A dor não pode ser eliminada. Então o animal, a partir do âmago da sua natureza, busca a força para transformar o sofrimento em triunfo. Do sofrimento e da aflição, da seiva de suas lágrimas, surge, em longos processos de crescimento interior, a PÉROLA. Um objeto tão precioso e admirado!” Assim surge a pergunta: como transformar o sofrimento em uma pérola? Existe, dentro de nós, um âmago chamado Jesus. Um Deus que venceu a morte e fez ressurgir a vida. E é esse Deus que nos dá a força para transformar o sofrimento em uma vida plena de sentido. Transformar o sofrimento significa mudar. Entendo que amar consiste em amar o todo, respeitando as diferenças. Amar significa respeitar e tolerar sentimentos ambivalentes, frustrações... Saber transformar o sofrimento em uma vida plena de sentido significa deixar alguém te amar, deixar alguém te cuidar, deixar alguém te proteger. Temos a obrigação de fazer ressurgir o belo, bonito e maravilhoso que existe dentro de cada um de nós. E quem se sente amado por Deus encontra a força para transformar sofrimento em pérola. Há um provérbio que diz: "Não podemos evitar que os pássaros da preocupação e da aflição sobrevoem nossas cabeças, porém podemos impedir que façam ninhos em nossos corações".

Portanto, não podemos ficar estagnados na sexta-feira da paixão, mas devemos lembrar que Jesus vive para que possamos viver. Ressurreição quer dizer levantar-se sempre de novo, trilhando novos caminhos. Somos protagonistas de nossa vida e não espectadores. E, como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos. Celebrar a Páscoa deve ser momento de reflexão, mas também de profunda alegria! Vamos vivenciar com renovada alegria a experiência de Maria Madalena e dos apóstolos que foram ao sepulcro, e ouviram com emoção: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou!” (Lc 24,5-6). A Páscoa é uma das celebrações mais importantes da humanidade, pois ela revela que temos um Deus apaixonado por nós, que partilhou conosco o seu bem mais precioso, seu filho muito amado! A cruz não faz vencidos nem vencedores... Faz-nos IRMÃOS... Podemos escolher ser o Judas que traiu, ser Pedro que negou, ou ser Verônica que enxugou o rosto de Jesus... A escolha é sempre nossa... Esse é o milagre da vida! Desejo um Jesus Vivo em todos os nossos atos num coração misericordioso, cordes significa (coração), olhar para o outro com o coração... E então teremos um mundo melhor... Uma Páscoa de paz e de reflexão para todos nós... Jesus está vivo entre nós! Deixemos então que a Páscoa aconteça em nossos corações, pois é o momento de sair do lugar, da rotina... de transformar... de trocar uma vida gasta e empoeirada por um modo novo de ser e de viver... é ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte. Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance para melhorar as coisas que não gostamos em nós e sermos mais felizes! Uma boa e Feliz Páscoa!

Com afeto,

Beth Landim

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Tão simples... e às vezes não entendemos...
15/04/2014 | 12h01

Essa é uma história real... que nos diz tanto...

mas que muitas vezes não temos sensibilidade para interiorizá-la  ...

e nos fazer pessoas melhores...

vale a pena assistir o vídeo até o final... ele não é infantil...

Apenas é contado por crianças,

que sempre possuem a pureza para enxergar as coisas com a simplicidade que a vida nos pede....

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=oDBERY6u8xM[/youtube]

Com afeto,

Beth Landim

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Peregrino de Almas...
11/04/2014 | 21h59

“Um dia lá no Oriente de onde tudo começa, partiu meu povo contente, caminhando sem ter pressa. Quando partiu? Ninguém sabe. Por que partiu? Ninguém diz. Partiu quando deu vontade. Por que partiu? Porque quis. Então aqui aparecemos, sem nunca saber quem fomos. Nosso passado esquecemos, só interessa o que somos. O ontem sempre é passado, o amanhã sempre é futuro, vivemos despreocupados, o hoje que é mais seguro. Dizer que pátria não temos é uma grande insensatez. A nossa pátria sabemos, é maior que a de vocês. Sua pátria é um país somente, a nossa é toda esta terra, que Deus nos deu de presente, por nunca fazermos guerra. Somos um povo que canta, feliz por saber viver. O por do sol nos encanta, amamos o amanhecer. E assim, sempre de partida, ora no campo ou cidade, amamos a nossa vida, somos reis da Liberdade!”

Poesia A Romá do cigano Zurka Sbano que chegou ao Brasil entre o final do século XIX e começo do século XX. Ele registrou com precisão e riqueza de detalhes, manuscrito a lápis, a rica, pulsante e viva tradição oral Zurka. Os ciganos representam o estrangeiro por excelência. A definição internacional defendida pela ONU - Organização das Nações Unidas - os coloca como um povo de origem única, disperso por vontade própria por entre as nações. Auto denominam-se Rom, Sinti, Manouche, Calon. Optam pelo título de cidadãos do mundo, com o carimbo no passaporte até poucas décadas, registrando em muitos países, apenas: estrangeiro. Para a cultura ocidental estes eternos estrangeiros, nômades apátridas por opção, errantes por toda a Terra, são e estão à parte. A rejeição quase que institucionalizada do diferente é característica das sociedades hegemônicas majoritárias. O anonimato, o distanciamento, a presença invisível em relação aos gadjé, é um eficiente mecanismo de defesa que propicia os mistérios ciganos, garantindo privacidade e inacessibilidade. Porém o mesmo anonimato que os protege, pode ameaçar. O desconhecimento é uma das grandes fontes do preconceito. A palavra cigano é muito forte. As pessoas têm preconceito sem ao menos  conhecer a cultura cigana. Fazer-se conhecer por si mesmo como um povo, uma etnia, com cultura e costumes próprios, e ao mesmo tempo ver assegurado o genuíno direito à soberania de seus traços próprios e peculiares, preservando o que lhes pareça essencial, transitar por entre as muitas fronteiras e mistérios do ser... e permanecer.

Todo povo é  em parte o que os nossos ancestrais nos delegaram...

Falando nos ciganos me remeto ao nosso querido Padre Murialdo e transcrevo um trecho da reportagem do Jornal do Brasil de 05/05/1991...

Três seminaristas gaúchos, de 22 a 24 anos, fizeram opção pelos marginalizados, trocaram o conforto de um seminário em Porto Alegre pela dureza de um acampamento de barracas de lona em São Paulo, à margem do poluído rio Tietê, onde estudam, rezam e trabalham sob a direção de Renato Rosso, um padre italiano. Murialdo Gasparetti, Jorge Pierozan e Reni Zanotto chegaram à capital paulista (a pouco tempo…). Sujos, às vezes cheirando mal, eles deixam o acampamento bem cedo para, de ônibus ou a pé, chegarem às 8 horas no Instituto Teológico Pio XIX, no alto da Lapa, a sete quilômetros de distância.  A Comunidade de Nômades Charles de Foucauld, nome que deram ao seminário de lona, começou a funcionar este ano e é a primeira iniciativa desse tipo no Brasil…Ali estão acampadas 30 famílias, com 102 adultos e 46 crianças. Moram em barracas de lona e trailers, sob as ordens do capitão Zurka Sbano, de 69 anos, neto de ciganos do sul da Itália, que abandonou o picadeiro e viagens para fixar sua tenda num terreno baldio. É sob o abrigo da barraca do capitão Zurka Sbano que o padre Renato celebra a missa comunitária, a cada quinzena, sempre às terças-feiras. O visual cigano afasta as pessoas, muitas não acreditam que os rapazes vão mesmo ser padres. A reação começou pela família. Os parentes escrevem para a gente desistir dessa vida, conta Murialdo falando pelos companheiros. Nas ruas de São Paulo, eles são obrigados a mostrar os documentos com freqüência, sempre confundidos com marginais. “No metrô, os passageiros fogem do vagão, quando a gente embarca, porque a roupa suja e o mau-cheiro os incomodam, revela... O modo de vida dos ciganos exige que a gente viva assim.”

Neste tempo de Quaresma e de conversão é tempo também de agradecer. Hoje quero agradecer a presença deste Pastor de Almas, Padre Murialdo Gasparetti, que tem sua essência marcada pela ausência de preconceito, pela escuta sempre apurada, pelo discernimento sempre em suas ações, pela alma cigana de percorrer todos os espaços como um nômade, com o único objetivo de levar a palavra de Jesus. Padre Murialdo é exemplo vivo de doação, de juventude, de sabedoria e de encontro com Deus. Neste encontro e em todos os momentos, sempre busca despertar nos jovens a fé, a vida, a justiça e o sabor de se sentir amado por Deus. Campos agradece a sua presença tão bem-vinda, como um peregrino que está sempre a caminhar olhando para os lados e acolhendo a tudo e a  todos ao longo do seu caminho.

Você, Padre Murialdo, é na essência da palavra um “Peregrino de Almas”.

Com afeto,

Beth Landim

 
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O Mercador de Veneza... hoje no ISECENSA!
09/04/2014 | 19h22

 

O   CRA  -RJ  apresenta hoje no ISE CENSA a peça, O Mercador de Veneza ...

Após a peça, teremos um debate cultural com Wagner Siqueira do CRA-RJ .

Vale a pena conferir ....conhecimento e cultura uma via de mão dupla ....

 

Com Afeto,

Beth Landim

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E vais outoneando sozinha?...
09/04/2014 | 09h29

"Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.

Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

...Quero apenas que te outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves...

Outoniza-te com dignidade!"

Carlos Drummond de Andrade

E com total liberdade para viver intensamente...

Com afeto,

Beth Landim

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Toda forma de amor vale a pena...
08/04/2014 | 09h35

Amar, sempre a melhor escolha... não importa como, onde, quem, sem culpa...

Quando uma mãe chimpanzé que vivia num zoológico morreu, um dos funcionários  levou o chimpanzé bebê para casa a fim de cuidar dele. Nunca pensou que sua cadela, que tinha  dado à luz recentemente, iria adotar o chimpanzé e adotá-lo como um de seus filhotes...
A julgar pelo seu olhar, às vezes, ela fica meio confusa a respeito de como esta descendência em particular tem mãos para pegá-la. (rs)
É um retrato de amor incondicional. Algo para pensar!...
Veja as fotos abaixo...

Com afeto,

Beth Landim

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Pó de Café, Cenoura, Ovos e Conchas...
07/04/2014 | 11h43

Duas histórias e uma reflexão...

Conta-nos uma história que uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia. Seu pai, um “chef”, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Numa ele colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e colocou-as numa tigela. Retirou os ovos e colocou-os em outra tigela. Então pegou o café com uma concha e colocou-o numa xícara. Virando-se para ela, perguntou: – Querida, o que você está vendo? – Cenouras, ovos e café - ela respondeu. Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

Ela perguntou humildemente: – O que isto significa, pai? Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água. – Qual deles é você? - ele perguntou à sua filha.

Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café? Não existe melhor ensino do que a adversidade.

Em uma cidade perdida entre a exuberância da mata e o escarpado da serra. Uma cidade do interior como muitas outras. Na única escola havia uma só classe de alunos e uma única professora. As crianças, de variadas idades, eram amadas por ela e com carinho acolhidas todos os dias para as horas de ensino. Para aquela mestra, cada menino e menina era uma criatura especial. Quando chegou o dia do professor os alunos desejavam lhe dizer que também a amavam muito e lhe levaram presentes. Agitadas, cada uma delas desejava entregar antes a sua dádiva. Os filhos do dono da chácara próxima, trouxeram uma cesta de frutos. Cada um mais bonito e cheiroso que o outro. Os filhos do dono da granja trouxeram uma boa quantidade de ovos. A filha da cozinheira do restaurante trouxe um bonito bolo de cenoura, com cobertura de chocolate. Os três irmãos que viviam na fazenda lhe trouxeram um pequeno animal, um cabritinho. A cada um, emocionada, ela abraçava e agradecia.

Por fim, o menino-índio, o único índio na escola, lhe deu uma concha. Ela ficou encantada com a beleza da concha e, recordando seus próprios tempos de infância, colocou-a no ouvido para escutar o barulho do mar. Ficou embevecida. Pela sua mente passaram as cenas dos dias em que, criança, brincava na areia, molhava os pés nas ondas que morriam na praia, fazia castelos e fortalezas. Quando foi abraçar o menino, reparou que suas pernas e pés estavam empoeiradas, que a unha do dedão estava quebrada e que seu short estava sujo. A camisa estava molhada de suor. Braços e mãos estavam imundos. Em seu rostinho suado os olhos faiscavam de alegria, percebendo o encanto da professora com a concha.  Foi no confronto com esses olhos que ela se deu conta de que a praia mais próxima estava a três horas de caminhada. Considerando a volta, isso significava seis horas de caminhada ininterrupta.

E perguntou ao menino: - Mas você foi buscar essa concha para mim tão longe?

Sorrindo ainda, ele respondeu: - A caminhada faz parte do presente...

O amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte. Então, sempre estamos no caminho... É o caminhar que nos edifica, e não o fim do caminho... As pedras e as adversidades sempre as encontraremos, porém a forma de responder, é que fará a diferença. E quando enfrentamos nossos desafios com amor, afeto, generosidade, gentileza e sinceridade, com certeza, no meio das pedras nascem flores, e o perfume das flores chama os pássaros, e assim vamos colorindo e suavizando os desafios que a vida nos impõe. Todos nós queremos a felicidade sem dor, mas não se pode ter um arco-íris sem chuva... Portanto, vivamos intensamente nosso caminho e os nossos desafios... Sem esquecer de permear a nossa vida como no exemplo da água fervente para o café que nos remete a enfrentar os desafios com esperança, alegria, fé e a vontade de saborear intensamente a vida...

Com afeto,

Beth Landim

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HOJE: Cinema no Muro!!!
03/04/2014 | 11h41

A clínica Nômade do ISECENSA que trabalha há um ano com os dependentes de crak que vivem nas ruas, num trabalho inédito em Campos, cujo consultório é nas ruas e praças, comemorará  um ano de  trabalho com os pacientes, com um CINEMA NO MURO, hoje.

A inserção destas pessoas para o tratamento de sua dependência é o objetivo maior dos alunos de Psicologia do ISECENSA.

Este é o verdadeiro sentido da Universidade... trabalhar universalmente para  a humanidade...

Coordenados pela professora Dra. Patrícia Constantino e pelo coordenador de psicologia Dr. Paulo Arthur Buchvitz,

estaremos todos hoje, professores, alunos e direção com mais esta atividade...

CINEMA NO MURO ...

Com Afeto,

Beth Landim

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Praia de Fernando de Noronha é eleita a mais bonita do mundo
02/04/2014 | 12h38

Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE), levou o primeiro lugar na pesquisa divulgada anualmente pelo site de viagens TripAdvisor, como a praia mais bonita do mundo...

Estive em Fernando de Noronha e tive oportunidade de conhecer e mergulhar na Baía do Sancho... Realmente lindíssima... Para se chegar a baía, só temos duas formas, nadando  ou de barco. No meu caso fomos nadando cerca de 5Km até chegar em terra firme.

Para voltar e sair da baía  existe uma escada de 250 degraus, incrustada  no morro somente para sair... fizemos esta opção...

Todo este  esforço vale  pela beleza do local...

Realmente indescritível...

1°- Baía do Sancho, Fernando de Noronha, PE

2°- Grace Bay, Turks & Caicos

3°- Flamenco, Porto Rico

4°- Isola del Conigli, Sicília, Itália

5°- Whiteheaven Beach, Austrália

6°- Playa de Ses Illetes. Formentera, Espanha

7°- Anse Lazio, Seychelles

8°- Lanikai Beach, Havaí, EUA

9°- Rhossilli Bay, Reino Unido

10°- Playa Norte, Isla Mujeres, México

11°- Paraiso Beach, Cayo Largo, Cuba

12°- Praia dos Carneiros, Tamandaré, PE

13°- Lopes Mendes, Ilha Grande, RJ

14°- The Baths, Ilhas Virgens

15°- Playa de las Catedrales, Espanha

Com afeto,

Beth Landim

 

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O pior cego é aquele que não quer ver...
01/04/2014 | 12h39

Um dia, cerca de dois séculos atrás, um menino estava na oficina do pai, na cidade de Coupvray, perto de Paris. Louis Braille tinha apenas três anos e gostava de ver o pai fazer selas e arreios. Quando crescesse, queria ser igual ao pai.

O Sr. Braille trabalhava com afinco, cortando o couro com mão segura e olhar crítico. Levou uma peça de couro à luz e examinou com atenção para saber que faca usar. Largando a peça, atravessou a oficina para pegar a ferramenta adequada. O pequeno Louis foi à mesa de trabalho, pegou a sovela e começou a bater numa tira de couro. Batia com força, tentando furar o couro duro, e seus dedinhos não tiveram firmeza para segurar a sovela.

O instrumento pontudo escapou-lhe da mão e atingiu o olho esquerdo. O Sr. Braille ouviu o grito e correu para o menino, mas era tarde demais. O mal estava feito. Horrorizados, os pais correram ao médico, na esperança de salvar a vista da criança, mas o ferimento era muito grave. A tragédia se completou quando a infecção atingiu o outro olho. Em pouco tempo, o menino não enxergava mais. As coisas eram diferentes na cidade de Couvpray, onde todos cuidavam do pequeno Louis.

Ao ouvirem a batida da bengalinha, interrompiam o que estavam fazendo para ajudá-lo a se locomover pela cidade. Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia à escola com os amigos e todos se admiravam da facilidade com que aprendia e memorizava as lições, mas na verdade não estava feliz com os estudos, pois queria ler e escrever. Um dia o professor falou com Louis sobre uma escola com livros especiais para cegos em Paris. Louis mal pôde acreditar.

Quando tinha dez anos viajou com o pai para Paris e se matriculou no Instituto Nacional para Crianças Cegas. Logo ao chegar, levou aos professores a questão que ardiam em sua mente. Soube que a escola experimentava novas maneiras de ensinar os cegos a ler. O fundador tinha mandado imprimir livros com letras grandes em relevo. Os estudantes cegos sentiam pelo tato as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Louis logo descobriu as limitações do método. As letras eram grandes demais, os livros muito pesados, o processo de passar os dedos sobre as letras era demorado e a leitura tomava muito tempo.

Museu do Braile em Coupvray

Em pouco tempo Louis tinha lido toda a biblioteca. Apesar da decepção com a lerdeza do método, Louis estudava muito. Adorava música, e tornou-se ótimo estudante de piano e violoncelo. Ele queria  insistentemente aprender a ler e escrever. Foi então que ouviu falar de um capitão do exército, chamado Charles Barbier, que havia desenvolvido um método para ler mensagens no escuro. Viu imediatamente as possibilidades dessa idéia. Se um soldado podia ler e escrever no escuro, os cegos também podiam. Procurou o capitão Barbier, que demonstrou o sistema com a maior boa vontade. Fez uma série de furinhos em uma folha de papel, com um furador. Virado a folha, mostrou os pequenos relevos dos furinhos no outro lado do papel e explicou como as combinações de pontos e traços formavam palavras e frases. Louis voltou ao instituto e começou a trabalhar.

Noite após noite, mês após mês, trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoamentos. Sabia que a idéia era fundamental, mas o código de traços e pontos precisava ser mais trabalhado para ter real utilidade para os cegos. Os diretores do instituto não aprovaram a tentativa de mudança. Tinham gastado uma pequena fortuna na impressão dos livros com letras em relevo e não viam motivo para trocar por um sistema baseado em pontinhos. Não aprovavam os esforços de Louis. Quando fez dezessete anos, Louis tornou-se professor do instituto. De dia ensinava a ler pelo método de letras grandes, e à noite continuava a aperfeiçoar o novo sistema. À exceção da música, dedicava todas as horas livres à pesquisa, confiante no sucesso.

Em 1829, aos vinte anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos. O método Braille estava pronto. Louis começou a copiar livros e logo mais e mais cegos tomavam conhecimento do método. Louis começou a receber cartas de todas as partes do mundo pedindo informações sobre a invenção. No entanto, infelizmente, muitos não reconheciam a importância do sistema de Braille. Mas ele continuava a aprimorar e a divulgar incessantemente a sua invenção. Ao fim de tantos dias e noites de trabalho incessante, sua saúde começou a dar sinais de fraqueza, e ele temia que a chance de os cegos aprenderem a escrever pelo seu método morresse com ele, entretanto, a ideia terminou por encontrar aceitação.

No fim da vida de Louis diversas cidades da Europa já reconheciam a importância do método Braille e cada vez maior número de cegos adotava os pontinhos em relevo. Era a luz que despontava. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: “– Oh, mistério insondável dos corações humanos! Tenho certeza de que minha missão na terra terminou”. Morreu em 1852, dois dias depois de completar quarenta e três anos. Nos anos seguintes à morte de Braille, o método se espalhou pelo mundo e finalmente se tornou aceito como o método oficial da leitura e escrita para os cegos. Graças a um menino que dedicou sua vida a enriquecer a vida do próximo, os livros puderam fazer parte do universo dos cegos.

O pior cego é aquele que não quer ver.

Com afeto,

Beth Landim

 
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Elizabeth Landim

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