CEGUEIRA SOCIAL
29/10/2011 | 19h30

Eles sabem ler, mas não compreendem. Reconhecem números, mas não conseguem passar das operações básicas: são os analfabetos funcionais, conceito criado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1978, para referir-se a pessoas que, mesmo sabendo ler e escrever, algo simples, não têm as habilidades necessárias para viabilizar o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Em todo o mundo, a modernização das sociedades, o desenvolvimento tecnológico, a ampliação da participação social e política colocam demandas cada vez maiores com relação às habilidades de leitura e escrita. A questão não é mais apenas saber se as pessoas conseguem ou não ler e escrever, mas também o que elas são capazes de fazer com essas habilidades. Isso quer dizer que, além da preocupação com o analfabetismo, problema que ainda persiste nos países mais pobres e também no Brasil, emerge a preocupação com a alfabetização e letramento, ou seja, com as capacidades e usos efetivos da leitura e escrita, nas diferentes esferas da vida social.

A capacidade de utilizar a linguagem escrita para informar-se, expressar-se, documentar, planejar e aprender, cada vez mais, é um dos principais legados da educação básica. A toda a sociedade e, em especial, aos educadores e responsáveis pelas políticas educacionais, interessa saber em que medida os sistemas escolares vêm respondendo às exigências do mundo moderno em relação à alfabetização e, além da escolarização, que condições são necessárias para que todos os adultos tenham oportunidades de continuar a se desenvolver pessoal e profissionalmente.

De acordo com os últimos dados do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional - INAF, apenas 25% dos brasileiros com mais de 15 anos têm pleno domínio das habilidades de leitura e de escrita. Não é por acaso que o contingente de leitores de livros no Brasil é tão pequeno em relação à população. Apenas 17 milhões de pessoas compraram ao menos um livro no último ano, 10% da população. Como mudar esse cenário? Estudos internacionais indicam que é necessário perceber que a familiaridade com a leitura não é adquirida de forma espontânea. A experiência mostra, segundo o Ministério da Cultura, que as nações avançadas produzem seus leitores em larga escala. Em todas elas, os fatores infra-estruturais envolvidos na vida de geração de leitores revelaram-se os mesmos: estímulo à leitura na família e na escola.

Urge investir na qualidade da educação para extinguir o analfabetismo funcional, pois “vivemos na chamada ‘sociedade do conhecimento’, na qual os neurônios são muito mais importantes do que os músculos”, palavras do empresário Antonio Ermírio de Morais, em artigo na Folha de S. Paulo. E ele ainda enfatiza: “Nenhum país consegue crescer 5% ou 6% ao ano por muito tempo com uma população tão mal preparada.”

Os dados sobre o analfabetismo funcional confirmam que a educação básica é o pilar fundamental para promover a leitura, o acesso à informação, à cultura e à aprendizagem ao longo de toda a vida. Assim, para que tenhamos um Brasil com níveis satisfatórios de participação social e competitividade no mundo globalizado, um primeiro compromisso a ser reafirmado é oferecer um ensino fundamental de qualidade e a oferta flexível e diversificada aos jovens e adultos que não puderam realizá-lo na idade adequada.

É preciso também reconhecer que os resultados da escolarização em termos de aprendizagem ainda são muito insuficientes e que um eixo norteador para a melhoria pedagógica na educação básica deve ser o aprimoramento do trabalho sobre a leitura e a escrita. É preciso superar a visão de que esse é um problema apenas dos professores alfabetizadores e dos professores de português. Grande parte das aprendizagens escolares depende da capacidade de processar informações escritas, verbais e numéricas, relacionando-as com imagens, gráficos etc. Todos os educadores precisam atuar de forma coordenada na promoção dessas habilidades, contando com referências claras quanto a estratégias e estágios de progressão desejáveis ao longo do processo, para que os avanços possam ser monitorados. Com apoio dos gestores, todos os professores devem agir sistemática e intensivamente no sentido de desenvolver, nos alunos, hábitos e procedimentos de leitura para estudo, lazer e informação, assim como proporcionar o acesso e a manipulação das fontes: bibliotecas com bons acervos de livros, revistas, jornais, computadores e internet.

Finalmente, é preciso reconhecer que a promoção da alfabetização não é tarefa só da escola. Os países que já conseguiram garantir o acesso universal à educação básica estão conscientes de que é necessário também que os jovens e adultos encontrem, depois da escolarização, oportunidades e estímulos para continuar aprendendo e desenvolvendo as suas habilidades. Os programas de dinamização de bibliotecas e inclusão digital são fundamentais e devem ser levados a sério pelas políticas públicas, para que os cidadãos tenham acessibilidade ao conhecimento, tornando-se autônomos e independentes, porém responsáveis coletivamente, autores de sua própria história, o que consequentemente traz consigo a liberdade de pensar e se expressar.

Aí sim, como pessoas independentes, poderemos exercer verdadeiramente a nossa democracia, pois habitamos a cidade e a cidade nos habita.

Com afeto,

Beth Landim

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Ouro Histórico...
26/10/2011 | 21h35

A ginástica artística masculina conquistou na noite desta terça-feira um título histórico para o Brasil. Liderada por Diego Hypólito, a seleção brasileira ganhou a medalha de ouro por equipes no Pan de Guadalajara. Além disso, garantiu presença em todas as finais individuais da competição, tanto no individual geral quanto nos seis aparelhos.

A boa fase da seleção masculina já tinha sido mostrada há dez dias, durante a disputa do Mundial de Ginástica Artística, em Tóquio, no Japão, quando o Brasil conquistou duas medalhas: prata com Arthur Zanetti (nas argolas) e bronze com Diego Hypólito (no solo). Dessa vez, porém, a equipe foi além, ao conquistar o inédito título no Pan.

Diego Hypolito beija a sua  medalha de ouro

A equipe formada por Diego Hypólito, Petrix Barbosa, Arthur Zanetti, Francisco Barreto, Péricles da Silva e Sergio Sasaki marcou 346.100 pontos nesta terça-feira e superou Porto Rico, para quem tinha perdido o ouro no Pan do Rio, em 2007. Em Guadalajara, os porto-riquenhos ficaram com a prata (344.850) e os Estados Unidos levaram bronze (342.000).

Além do inédito título por equipes, a ginástica masculina do Brasil ainda tem boas chances de ganhar mais medalhas no Pan de Guadalajara. Sergio Sasaki, por exemplo, se classificou para a final do individual geral com a melhor nota e vai disputar o ouro já nesta quarta-feira - Petrix Barbosa é o outro representante brasileiro nessa decisão.

Diego Hypólito confirmou seu favoritismo no solo e também passou para a final com a melhor nota - a decisão da medalha será na quinta-feira e ainda terá outro brasileiro na disputa, Sergio Sasaki. Diego também vai lutar por medalha na prova do salto, que acontece na sexta-feira.

Com afeto,

Beth Landim

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O BRASIL NO PAN 2011...
26/10/2011 | 11h47

Embora tenhamos um potencial enorme ainda adormecido, é visível que o primeiro passo  foi dado. É visível, também, que o esporte deixa de ter no Brasil  a imagem  do amadorismo, se transformando em um esporte  profissional e ferramenta essencial na educação e formação de nossas crianças e jovens... que façamos a nossa parte e continuemos  nosso crescimento...

Thiago Pereira conquistou o primeiro ouro do Brasil nos 400m medley

Os Jogos Pan-Americanos são o segundo maior evento multiesportivo do ano, contando com a participação de mais de 6.000 atletas de 41 nações em 36 esportes. Tanto os Jogos Pan-Americanos quanto os Jogos Pan-Americanos de 2011 serão organizados pelo Comitê Organizador dos Pan-Americanos de Guadalajara (COPAG). Os Jogos Parapan-Americanos terão início 20 dias após o final dos Jogos Pan-Americanos. Esta é a terceira ocasião em que o México sedia uma edição dos Jogos. As edições de 1955 e 1975 ocorreram na Cidade de México. O Brasil demonstra crescimento técnico  no Pan 2011, o que já é um bom indício para preparação de 2016...

O vôlei feminino do brasil é ouro nos jogos do Pan

Erlon Souza e Ronilson Oliveira disputando o remos nos Jogos Pan-Americanos

Doda Miranda avança um posto e agora é o 13º melhor do mundo

Segundo bronze brasileiro no nado sincronizado

Hand feminino é ouro no Pan... e conquistou a vaga para a Olimpíada 2012 de Londres

Hand masculino é prata no Pan...

Os Jogos Pan-Americanos de 2011, oficialmente denominados XVI Jogos Pan-Americanos, são um evento multiesportivo realizado em  Guadalajara, no México, entre os dias 14 e 30 de outubro. Apesar dos Jogos serem sediados em Guadalajara, alguns eventos serão realizados em cidades próximas, como Ciudad Guzmán, Puerto Vallarta, Lagos de Moreno e Tapalpa. Guadalajara foi escolhida para sediar o evento por unanimidade numa eleição realizada em 2006, quando era a única cidade candidata na disputa. Seguindo a tradição da Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA), o governador de Jalisco, Emilio González Márquez, e o então prefeito de Guadalajara, Alfonso Petersen Farah, receberam a bandeira pan-americana durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.

  Quadro de Medalhas do PAN 2011 BRASIL EM 2º LUGAR!!!
Puesto CON Oro Plata Bronce Total
1 Estados Unidos de América 63 57 47 167
2 Brasil 27 20 28 75
3 Cuba 22 16 18 56
4 Canadá 18 25 28 71
5 México 18 18 27 63
6 Argentina 15 8 17 40
7 Colombia 11 13 23 47
8 Venezuela 8 18 16 42
Países Participantes:
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
   

Com afeto,

Beth Landim

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A Dama do lápis
24/10/2011 | 16h51

 

Linda Huber nasceu em 08 de Janeiro de 1935, em East Tupelo, Mississippi, EUA, e reside em Middlesburgh, Nova Iorque, EUA. Ela se especializou em desenhos a lápis de grafite. Linda  é muito exigente na preparação de sua arte. Aparentemente, ela só precisa de um papel e um lápis grafite, mas, não é bem assim. Para obter o impressionante efeito de realismo, capaz de fazer inveja a máquinas fotográficas de boa qualidade, ela usa diversos tipos de lápis, papel de boa qualidade, paciência de Jó e uma técnica impressionante desenvolvida por ela mesma, ao longo dos seus 50 anos de vida.  Linda Huber é simplesmente fantástica  e, para compreender isso, basta olhar para os seus desenhos.

O efeito parece mágico.

O lápis pode ser comparado a uma varinha de condão, capaz de dar vida aos rabiscos da artista, transformando os traços em algo vivo e real.

 

O que você vai ver não são fotografias... são desenhos....então apreciemos...

               

Com afeto ,

Beth Landim

 

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UMA HISTÓRIA DE AMOR...
22/10/2011 | 15h03

O ouro fascina a humanidade desde a sua descoberta, de todos os metais, apenas ele reúne beleza, brilho, virtual indestrutibilidade e maleabilidade. Assim é o casamento de almas que verdadeiramente se encontram para construírem um caminhar junto. A origem da palavra “bodas” vem do latim “votum”, que significa promessa. Falo da promessa genuína de amar, compartilhar, respeitar, lutar, ser companheiro.

Sim, porque não existe caminho sem luta, vida sem dificuldade, amor sem companheirismo. Celebrar as bodas de ouro de um casal é celebrar a família, é celebrar laços verdadeiros, é ver o amor na sua trilha de consolidação com ternura e brilho nos olhos. Por isso, hoje, não posso deixar de comentar e agradecer a Deus as “bodas de ouro” de meus pais, Elza e Amaro.

Pois vivemos num mundo onde tudo é instantâneo, descartado, fragilizado perante qualquer obstáculo ou dificuldade. Então, quando presenciamos e testemunhamos um casal completar cinqüenta anos de casamento, não podemos nos silenciar. Temos o dever de testemunhar que o companheirismo, o respeito, o carinho, as dificuldades encontram eco no verdadeiro amor, e assim se solidificam as famílias.

Meus pais conheceram-se jovens, cada um com suas qualidades e particularidades, sonhos e desejos que não se perderam. Começaram sua vida com todas as dificuldades que um jovem casal inicia. Fizeram sua lua de mel, indo de jipe, numa verdadeira aventura até a Bahia. Aliás, aventura, desafio, caráter, fé, são valores que nunca faltaram aos meus pais. Sempre que vejo as fotos de minha mãe de bicicleta me carregando na garupa, sinto imenso orgulho. Ambos já fizeram de tudo um pouco em sua vida, da qual nos espelhamos e nos orgulhamos muito enquanto seus filhos, genro, nora e netos. Do magistério à advocacia, aos empresários que hoje são, sempre mantiveram o caráter, a família e os amigos em primeiro lugar.

Recordo-me das fotos da enchente de 66, dos meus pais de barco ajudando as pessoas alagadas. Recordo-me muito também, de todos os domingos que meus pais se dirigiam às 5h da manhã, para o hoje presídio “Carlos Tinoco” para trabalharem voluntariamente a parte esportiva dos detentos. E como não falar do esporte em Campos, sem ter em sua história o casal Elza e Amaro... Parece que nascemos na beira de uma quadra. Me recordo claramente de meus pais nos levando para todos os eventos esportivos, eu e meus irmãos, tanto em Campos, como nas cidades vizinhas e no Rio de Janeiro, para acompanhar as disputas dos Jogos Estudantis que eles organizavam. Aliás, tenho a certeza que o esporte e os valores que ele traz estão impregnados em nossa família, oriundos dos meus pais...

Caráter, luta, altivez, desafio, persistência, disciplina, coerência, é o que eles nos passam desde que nascemos. Lembro-me bem das nossas viagens, entre outras, de quando saímos de carro e fomos até a Argentina, voltando um mês depois, quanta alegria, quanta farra... Vocês nos ensinaram e ensinam a conhecer e descobrir o mundo, a sermos cidadãos do mundo, a pensarmos grande...

As férias em nossa Grussaí, sempre foram esperadas e com sabor de liberdade, sentindo o vento da restinga, como um doce que saboreamos... Lembro-me, ainda, quando os dois foram fazer Direito. Eu já tinha 15 anos e juntos, meu pai e minha mãe, retornaram aos bancos escolares formando-se em bacharéis em direito. Quanto desprendimento, dedicação, sacrifício e honradez, numa vida compartilhada dia-a-dia com sinceridade e laços de afeto. Laços estes que nos entrelaçam hoje numa família que é “um por todos e todos por um”. Pois eles souberam nos ensinar nas dificuldades e nas alegrias o verdadeiro valor da família e da vida!

As alianças que ontem, após 50 anos de casados, eles trocaram nos mostram que o amor é possível, que o círculo do infinito significa infinitamente perdoar, ceder, compartilhar, unir, amar... Pelas mãos dos meus pais poderia aqui enumerar inúmeras realizações, mas a maior delas, é o perfume que exalam, com suas vozes diferentes e unidas num só acorde, nos seus ensinamentos, na sua forma de falar com os olhos e nos acolher com o silêncio que às vezes tanto nos diz, como um porto, sempre seguro que nos ancora cada dia na morada de seus corações.

É como nos diz tão bem Shakespeare, “o tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eterno.” A delicadeza do amor de vocês nos ensinou a enfrentar com bravura as tempestades, e a ter olhos sensíveis para o perfume que a vida nos traz a cada dia.

Assim, são vocês, Elza e Amaro, nossos pais, amigos, companheiros, enamorados sempre, sendo um norte a nos guiar, um porto a nos ancorar, um colo que nos acolhe com tanto carinho e ternura. Mamãe e papai, temos muito orgulho de sermos seus filhos, de suas trajetórias, de sua honradez de vida, vocês são carne da nossa carne... o amor de nossas vidas... o esteio de nossa família...

Que venham mais 50 anos de caminhada, ternura e amor...

Vocês, meus pais, são como o açúcar no leite, que não distinguimos, mas que adoçam as nossas vidas...

Com afeto,

Beth Landim

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Pontes de Raízes Vivas!
19/10/2011 | 21h05

Pontes de Raízes da Índia

Nas profundezas do nordeste da Índia, num dos lugares mais húmidos na terra, as pontes não são construídas - vão crescendo.

Cresceram das raízes de uma seringueira. O povo de Khasis Cherapunjee usou troncos de árvores, cortadas ao meio e ocos por dentro, para criar o "sistema-raízes de orientação".  Quando chegarem ao outro lado do rio, estarão em condições de criarem raízes no solo. Dando tempo suficiente, uma robusta ponte viva é produzida.

As pontes de raízes, algumas das quais com mais de cem metros de comprimento, levaram entre dez a quinze anos para se tornarem totalmente funcionais, sendo extremamente fortes.  Algumas podem suportar o peso de 50 ou mais pessoas ao mesmo tempo.

Porque as pontes estão vivas e ainda a crescer, ganham força ao longo do tempo e algumas das pontes-raízes antigas ainda são usadas diariamente pelo povo das aldeias à volta de Cherrapunjee, que podem ter bem mais de 500 anos.

No Japão também tem a sua própria forma  de pontes-vivas como as pontes abaixo da Vinha Vale de Iya.

Um dos três vales escondidos do Japão, West Iya, é um desfiladeiro cheio de neblina, rios claros e telhados de colmo, o Japão de séculos atrás.

Este é um quadro de 1880 de uma das pontes de videira original.

Primeiro, duas vinhas Wisteria - uma das mais fortes vinhas conhecidas - foram cultivadas nos extremos dos dois lados do rio. Quando as videiras alcançaram comprimento suficiente,  foram entrelaçadas com tábuas para criar uma flexível, durável e, a mais importante obra viva da engenharia de botânica.

As pontes não tinham proteção lateral, e uma fonte histórica japonesa diz que as pontes de videira originais eram tão instáveis que os que tentavam atravessá-las pela primeira vez, muitas vezes ficavam petrificados no lugar, incapazes de prosseguir. Três dessas pontes permanecem no Vale de Iya.

Enquanto algumas  foram reforçadas com fio e grades, ainda são angustiantes de atravessar. Mais de 140 metros de comprimento, com  pranchas colocadas a cerca de 30 a 40 cm de distância entre si.

Acredita-se que as pontes de videira existentes foram inicialmente cultivadas no século 12, o que as tornaria, nos mais antigos exemplos de arquitetura viva  no mundo.

O meu desejo é que possamos ser sempre pontes que criam raízes, laços sólidos de amor e de esperança, alicerçando as nossas relações e o nosso convívio com os que nos cercam.... a nossa família, os nossos amigos... pois o que levamos desta vida são somente as nossas verdadeiras construções interiores...

Com afeto,

Beth Landim

 
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Mesas lindas...
13/10/2011 | 09h40

Mesas com visual muito legal, utilizando o que se tem e incrementando com pequenos detalhes, com flores e cores, velas e laços, fazem a diferença nos momentos das refeições entre a família, amigos, etc.

Quando cultivamos o belo, trazemos todos que conosco convivem a experienciar estes momentos que são capazes de transformar... pois são feitos com muito amor e carinho...

Veja que lindas mesas...

 

Com afeto,

Beth Landim

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12 de outubro ... FÉ E ESPERANÇA...
11/10/2011 | 22h15

No dia 12 de outubro comemoramos Nossa Senhora Aparecida

- padroeira oficial do Brasil -

e o Dia das Crianças...

Que possamos aproveitar este belo feriado e nos deixar levar pela nossa fé sincera,

a fé que habita dentro de nós, nos impulsionando sempre para um caminho feliz.

Sem fé, nada somos.

Quando confiamos, tudo podemos.

À Nossa Senhora dedicamos as nossas homenagens nesse dia.

Que possamos entrelaçar a nossa fé aos nossos sentimentos verdadeiros,

aqueles que desde a nossa infância habitem dentro de nós,

nos tornando pessoas mais simples, mais felizes, mais livres...

nos tornando pessoas melhores,

como as nossas crianças são...

observadoras...

criativas...

unidas...

doces...

autênticas...

amigas...

carregando o futuro na palma das mãos...

espontâneas...

felizes...

Com afeto, muita fé e esperança,

Beth Landim

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SER PROFESSOR É SER ESSÊNCIA...
11/10/2011 | 17h55

É inegável que exercer o magistério causa certo fascínio,

pois supõe a capacidade de influenciar as pessoas a ver, ouvir, sentir a

beleza da vida e, sobretudo, plantar a semente de mudança

para um mundo melhor!

É por isso, que hoje escrevo para todos os professores de ontem, de hoje e de amanhã, a fim de lembrá-los de que a profissão docente é a base que sustenta toda sociedade, pois todas as profissões se fazem e se constituem a partir dela.

Ser professor é ser emoção. Todos os dias um desafio. Cada aluno, uma lição. Cada plano, um crescimento.

Ser professor é perseverar, pois, diante de tantos desafios, ter nas mãos a possibilidade de libertar e aprisionar os sujeitos do saber. Educar parece latente, é obstinação.

Educador, em latim educ?tor, ?ris, significa “o que cria, nutre, diretor, pedagogo”.

A palavra professor vem de "professar", que, além de lecionar, significa “declarar publicamente uma convicção ou um compromisso de conduta", como a de uma profissão.

Não por acaso, as duas têm a mesma raiz.

Nós, mestres, somos profissionais em vários sentidos: por ensinarmos e por nos comprometermos com condutas de trabalho, numa atividade que exige a contínua exposição de convicções.

Essa condição também envolve responsabilidades múltiplas, com conhecimentos e procedimentos, especialmente por lidarmos com muitos jovens e crianças e por um tempo longo.

A cada dia há uma nova aprendizagem em nossa vida.

Ao ensinar a gente aprende e, com essa aprendizagem, a gente ensina melhor.

Isso sempre se transforma num círculo contínuo e, o melhor, produtivo.

A docência é peculiar, pulsa firme em nossas veias, arde e queima...

E no contato diário com pessoas, livros, conhecimentos e saberes nos vemos enfeitiçados pela possibilidade de ser “parteiros de idéias” e semeadores de sonhos. Faz-se necessário uma revisão de valores pela sociedade e maior valorização do professor, tanto intelectualmente quanto financeiramente.

Nesta perspectiva, falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta. Enquanto professores, somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.

Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances. Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância.

Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer.

Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo.

Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados. Ao parar e pensar, talvez seja possível encontrar, em cada profissão existente, um traço de nós professores.

Por isso, apesar de sermos muitos... somos um só... múltiplos na unidade e únicos na multiplicidade... somos professores ... educadores que professam sua fé no Humano.

Amigos, professores, tenham a certeza de que, sem vocês, a sociedade não tem horizonte, nossas noites não têm estrelas, nossa alma não tem saúde, nossa emoção não tem alegria.

O mundo pode não nos aplaudir, mas o conhecimento mais lúcido da ciência tem de reconhecer que nós somos os profissionais essenciais à sociedade.

Sinto um orgulho imenso por poder saudar você, professor e professora, e a sua luta, pois sei que cada vez que somos convocados e invocados à mobilização, na defesa do direito à educação e na promoção da qualidade social que queremos, sempre respondemos: PRESENTE!

Por essa razão, a cada professora e a cada professor que fez parte da minha educação e que comigo comunga do ideal de educar, desejo vida longa, muita esperança, muita condição de luta e muita vontade de realizar a sua tarefa.

Não escrevo para heróis e heroínas fictícios, mas para pessoas reais que sabem que educar é realizar a mais bela e complexa arte da inteligência.

Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro!

Assim, finalizo esse artigo agradecendo a todos os educadores de Campos que, com profissionalismo, competência e todo o amor, fizeram e fazem a diferença na educação, plantando em nossas mentes e corações a semente da transformação da sociedade, não através da luta exacerbada pelo poder, mas a transformação por meio do amor, da partilha e da PAZ!

Essa deve ser a verdadeira arma de transformação da sociedade, usar o conhecimento para cultivar a paz e o bem comum!

A vocês, professores que são mestres da vida, sujeitos que usam, mas transcendem a lógica e operam no universo da emoção - não a emoção teatral, mas genuína, emoção que contagia a partir do invisível - a minha homenagem!

Parabéns pelo seu dia!!!

Com afeto,

Beth Landim

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... O IMPORTANTE É SEMEAR...
11/10/2011 | 13h07

Cora Coralina,

Te sentimos viva em seus versos que nos transmitem a nobreza dos grandes sentimentos que você tão bem conquistou ... e nos ensina a vivenciá-los...

Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem.
Ela lhe disse:
"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer
as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades,
mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Casa de Cora Coralina
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência d e ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.".
Com afeto,
Beth Landim
     
 

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JARDINS JAPONESES...
10/10/2011 | 18h37

Eu te convido a atravessar esta ponte, deixar por alguns minutos o seu mundo de correria, de problemas, de decisões, de stress... e a entrar neste jardim maravilhoso... para que em plena natureza você seja capaz de relaxar, se tranquilizar, buscar o seu EU interior, a presença do sagrado  que habita dentro de você, e encontrar a paz....

Ligue o som antes do seu passeio...

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-s2Mcla2pig[/youtube]

Que as águas desta linda cachoeira sejam capazes de purificar os seus pensamentos...

Que a harmonia desta paisagem que nos mostra um lago e lindas árvores, possa te trasmitir muita paz...

A vida nos convida a pequenas travessias em meio a correria do nosso dia-a-dia... como vemos nesta pequena ponte em meio ao jardim...

Talvez, se tivessemos uma ponte desta no jardim da nossa casa, ao chegarmos, deveriamos deixar tudo que nos aflige, e entrar de forma harmoniosa em nosso ambiente...

Espero que você tenha aproveitado bem os seus minutos neste lindo jardim, e que tenha saído desta viagem com o coração cheio de paz...

Com afeto,

Beth Landim

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A morte de um revolucionário...
07/10/2011 | 22h38

Steve Jobs protagonizou uma das sagas mais fascinantes de nosso tempo!

Sua vida reuniu drama familiar, construção de um império, traição empresarial, superação e romance. Colocado para adoção logo após o nascimento, o menino nascido em São Francisco, na Califórnia, foi acolhido por uma família simples com a condição de que pudesse cursar a universidade. Uma vez lá, o jovem Steven Paul abandonou os estudos, trocando a graduação promissora por um incerto curso de caligrafia e uma viagem mística pela Índia. De volta aos Estados Unidos, inventou na garagem dos pais, ao lado de um amigo, Steve Wozniak, o que viria a ser o primeiro computador pessoal do mundo. Aos 20 anos, a dupla fundou a Apple. Três anos depois, acumulava 100 milhões de dólares.

Residência da família Jobs

Era considerado o gênio da tecnologia, responsável por revolucionar ao menos três segmentos da indústria (computação pessoal, música, e telefonia) e inovar outra (animação para filmes), morreu esta semana, aos 56 anos de idade. Ex-CEO e força criativa por trás da Apple, lutava desde 2003 contra um câncer raro de pâncreas, que o levou a deixar, em agosto, a direção da companhia que ele fundou em 1976 e ajudou a transformar em uma das mais valiosas do planeta.

Jobs ao lado da esposa, Laurenne, em 2006

Jobs deixa a mulher, Laurene, e quatro filhos – três mulheres e um homem. A vida reservada fez com que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz. Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.

Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Wozniak, sua própria empresa.

Jobs e Wozniak

Wozniak, o amigo e cofundador da Apple, concorda com todos os talentos atribuídos a Jobs – apurado senso estético, capacidade de liderar, visão de mercado, poder de comunicação... Mas aponta um que, a seu ver, distancia o ex-CEO da esmagadora maioria dos líderes empresariais e também da maior parte dos mortais: "Ele sabe o que as pessoas querem ver nos produtos e também o que não querem. É um entendimento total do que motiva o ser humano."

No site da Apple, uma nota faz uma homenagem a Jobs: "A Apple perdeu um gênio visionário e criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível. Aqueles que tiveram o prazer de conhecer e trabalhar com Steve perderam um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma companhia que somente ele pôde erguer e seu espírito será para sempre a essência da Apple".

O nome de Jobs está presente em 313 patentes, que tratam de invenções, usadas em produtos como desktops, iPods, iPhones e iPads, incluindo itens de decoração utilizados nas lojas da Apple. As patentes se referem à tecnologia, funcionalidades e também ao design dos aparelhos, um aspecto essencial para Jobs. "Design não é apenas a aparência de um produto. Design é como ele funciona."  Jobs se interessava pela zona de contato entre técnica e design. Era também grande admirador do renascentista Leonardo Da Vinci, o mestre que pintou a Monalisa e esboçou um protótipo do helicóptero.

"Steve Jobs é o Henry Ford da tecnologia", afirma Leander Kahney, autor do livro A Cabeça de Steve Jobs, que aborda a metodologia utilizada por Jobs. "Ele é o maior inovador na indústria da tecnologia voltada ao consumidor." Carmine Gallo, colunista da revista Businessweek, complementa a comparação: "Ele mudou totalmente o modo como interagimos com equipamentos digitais. Se não fosse por Jobs, ainda estaríamos digitando linhas de comando, em linguagem de máquina." Perfeccionista, Jobs criou produtos de uso simples, mas com aparência sofisticada, que mexeram com o imaginário de seus consumidores, criando uma legião de fãs da Apple.

Steve Jobs nos proporcionou o encurtamento das distâncias, a acessibilidade e simplicidade pela tecnologia jamais visto. Steve foi um revolucionário de uma guerra mundial, que não utiliza armas, mas que utiliza a tecnologia em prol da humanidade!

Com afeto,

Beth Landim

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O FIM DE UMA ERA...
06/10/2011 | 11h14

Morre Steve Jobs, criador da Apple, iPod, iPhone, iPad...

O gênio visionário – responsável por revolucionar segmentos da indústria e colocar a tecnologia na palma da mão do consumidor – tinha 56 anos e lutava contra um câncer de pâncreas. Perfeccionista e inventivo, transformou a empresa criada na garagem de seus pais em uma das mais valiosas do planeta.

Steve Jobs – o gênio da tecnologia responsável por revolucionar ao menos três segmentos da indústria (computação pessoal, música, e telefonia) e inovar outra (animação para filmes) – morreu nesta quarta-feira, aos 56 anos de idade. Ex-CEO e força criativa por trás da Apple, ele lutava desde 2003 contra um câncer raro no pâncreas, que o levou a deixar, em agosto, a direção da companhia que ele fundou em 1976 e ajudou a transformar em uma das mais valiosas do planeta. Jobs deixa a mulher, Laurene, e quatro filhos – três mulheres e um homem.

A família de Jobs se manifestou publicamente, mas pediu privacidade. "Ele morreu hoje, pacificamente, cercado por sua família... Nós sabemos que muitos de vocês sentirão a perda conosco, porém, pedimos respeito e privacidade durante esta hora de dor."

No site da Apple, uma nota faz uma homenagem a Jobs: "A Apple perdeu um gênio visionário e criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível. Aqueles que tiveram o prazer de conhecer e trabalhar com Steve perderam um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma companhia que somente ele pôde erguer e seu espírito será para sempre a essência da Apple".

Steve foi um revolucionário  do bem ....

Com afeto,

Beth Landim

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MUSEU WALTER CHRYSLER
04/10/2011 | 22h19

O Museu Walter Chrysler, situado em Michigan, nos contempla com  veículos antigos que fazem parte da história automobilística...

Vendo os novos designs dos carros atuais, às vezes não imaginamos como tudo começou.

Então apreciemos...

Com afeto,

Beth Landim

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SHOW FOTOGRÁFICO!!!
03/10/2011 | 16h01

Para começarmos bem nossa semana.... apreciemos  a beleza das fotos ...

 

Com afeto,

Beth Landim

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Sobre o autor

Elizabeth Landim

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