Sacudindo a terra...
29/09/2014 | 11h37

Divido com vocês uma estória que nos traz uma bela reflexão.

Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal relinchou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada, e também o poço já estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço. O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e relinchou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, quietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando. A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro de um poço.

O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima, não devemos reclamar do que ocorre conosco e sim, buscar forças para vencer. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante e vencer seus obstáculos. Pois os obstáculos fazem parte do nosso crescimento e da vida. Às vezes olhamos para trás, e pensamos, talvez hoje eu tivesse tido outra atitude ao passar por aquela experiência... Sim, porque a maturidade chega com o tempo e o aprendizado se faz presente em nossas vidas, através dos erros e dos acertos.

Mas para isso, é preciso também que saibamos parar de vez em quando para refletir sobre a nossa caminhada. Reconhecer nossos erros, reconhecer os erros dos outros, porque podemos aprender pelo amor ou pela dor...

Na maioria das vezes, não conseguimos enxergar pelo amor... Às vezes está tudo tão claro a nossa frente, é tão fácil, que não valorizamos o que temos... As pessoas de confiança que fazem de tudo para fazer o melhor no trabalho, os amigos sinceros, a saúde, a família...

E então tratamos mal a quem nos ama, não damos o devido valor a quem há anos está ao nosso lado, seja no trabalho ou na vida, dedicando todos os minutos para que possamos seguir em frente... Às vezes, damos mais ouvidos a pessoas que chegam a tão pouco tempo em nossa caminhada, do que as que já estão há tempo e com sinceridade caminhando conosco, lado a lado, e aí fazemos como o homem, jogamos as pás de terra porque fica mais fácil, ao invés de verdadeiramente buscarmos soluções corretas, sinceras e gratas pelo tempo de serviço que o cavalo tão bem prestou ao homem. Todo o esforço, toda a luta, todo este empenho é sempre válido para salvar ou ajudar alguém... Se o cavalo tivesse entregue os pontos, e ficasse a se lamentar e gritar e chorar, mesmo assim já estaria morto, e pior, seria enterrado vivo...

Pensemos então que gritar, chorar, esbravejar nunca resolverá nossos problemas. Temos que pensar calmamente para procurarmos soluções, pois temos a obrigação de sermos felizes, de sermos pessoas que com coragem (que não é a ausência do medo, mas o controle sobre ele) enfrentam seus problemas, independente da idade, do sexo, da condição econômica e etc... Sacudamos sempre a terra que jogam em nossas costas, pois no mundo, não faltará nunca “o lobo em pele de cordeiro”, ou o invejoso que precisa te atingir para tentar subir, ou o acomodado que desiste facilmente de enfrentar obstáculos, e assim por diante... Porque encontramos sempre em nosso caminho, aquele que chora conosco em nossas horas de tristeza, mas encontramos muito poucos, pouquíssimos, dos que se alegram com as nossas conquistas e vitórias! Que este cavalo possa simbolizar, a vontade de lutar sempre, e não se acomodar em qualquer fase ou idade que tenhamos, pois devemos recordar sempre que o passado é história, o futuro é mistério, o presente é uma dádiva e por isso se chama presente. Para ser feliz, basta vivermos de forma simples e harmoniosa, sempre libertando o nosso coração da desarmonia, libertando a nossa mente das preocupações, simplificando a vida, dando mais e esperando menos... e sempre amando mais, aceitando a terra que jogam sobre nós, pois ela pode ser a solução e não o problema.

Desejo a você que amanhã seja um dia ainda melhor do que foi hoje!

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Um lugar indescritível...
26/09/2014 | 11h30

Hotel na Toscana ...

Não tem como não se render  às paisagens,  gastronomia e rica história da Toscana, na Itália...

Um dos meus lugares favoritos...

A construção principal deste hotel, uma villa, ainda coroa o penhasco que se projeta sobre o azul profundo do mar. Ao redor dos bangalôs fica o jardim, marcado pelo aroma dos pés de lavanda, alecrim,  ciprestes e oliveiras. Um elevador leva os hóspedes até a praia, onde eles podem ir de barco para as ilhas de Giglio e Giannutri.

Lá  podemos saborear as criações do chef Antonio Guida , premiado com duas estrelas do guia Michelin. Podemos ainda ir para adega onde um sommelier ensina a harmonizar os vinhos com o prato e orienta na degustação dos mais de 800 rótulos... E saborear um vinho com esta vista ...

A decoração reproduz a atmosfera de um lar toscano, com artesanato e revestimentos simples, como cerâmica e tinta branca. Móveis de madeira, tecidos de toque rústico e cortinas estampadas com flores reforçam a sensação de conforto e despojamento. A decoração tem assinatura de Marie Louise Sciò, atual dona da encantadora propriedade.

Apreciando o infinito... o pensamento voa...

Perfeito para namorar e se deliciar com a natureza exuberante...

Para começar bem o dia ...

E Então ...

Vamos degustar...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Um convite...com vistas para o mar...
23/09/2014 | 19h56

Desfrutar o litoral irlandês...

Antigo vilarejo de pescadores, a cidadezinha de Ardmore mistura praias , ruínas medievais e charmosos chalés cobertos de telhados de palha. Escondido no  litoral sul da Irlanda, um hotel cinco estrelas encravado nas falésias atrai visitantes internacionais.

Todos os quartos do Cliff House Hotel oferecem vista panorâmica para o oceano. É a oportunidade perfeita para relaxar observando os golfinhos brincarem na água ...

A natureza e a riqueza cultural  da região ,fazem toda diferença.

Você pode escolher várias  atividades, que incluem surf, ioga, canoagem, arco e flecha, mergulho, passeios a cavalo e caminhadas pela natureza...

Eu adoro canoagem e cavalgar... e o cenário é perfeito ...

Os espaços são decorados com pedras naturais e revestimentos nas cores azul-marinho, fúcsia, e berinjela.

Móveis históricos e artesanato irlandês complementam o conforto.

E então ...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
É primavera...
23/09/2014 | 11h08

Nesta primavera quero ...

plantar e colher flores...

 

Como nos diz Tim Maia :

Quando o inverno chegar Eu quero estar junto a ti Pode o outono voltar Eu quero estar junto a ti

Porque é primavera Te amo... é primavera Te amo, meu amor

Trago esta rosa... para te dar

Meu amor... Hoje o céu está tão lindo... sai chuva...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
“EU LEVO OU DÊXO?”
22/09/2014 | 10h03

Duas estórias que nos fazem refletir sobre a relevância

da comunicação nos dias atuais...

A primeira nos conta uma lenda. Ruy Barbosa ao chegar a casa, certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe: “- Oh, bucéfalo anácrono!!!... Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada”. E o ladrão, confuso, diz:

“- Dotô, resumino... Eu levo ou dexo os pato???...”

A segunda nos fala sobre a magia da comunicação. “Havia um cego que pedia esmola à entrada do Viaduto do Chá, em São Paulo. Todos os dias passava por ele, de manhã e à noite, um publicitário que deixava sempre alguns centavos no chapéu do pedinte. O cego trazia pendurado no pescoço um cartaz com a frase: Cego de nascimento. Uma esmola por favor. Certa manhã o publicitário teve uma idéia, virou o letreiro do cego ao contrario e escreveu outra frase. À noite depois de um dia de trabalho perguntou ao cego como é que tinha sido seu dia. O cego respondeu, muito contente: -"Até parece mentira, mas hoje foi um dia extraordinário. Todos que passavam por mim deixavam alguma coisa. Afinal, o que é que o senhor escreveu no letreiro??? O publicitário havia escrito uma frase breve, mas com sentido e carga emotiva suficientes para convencer os que passavam a deixarem algo para o cego. A frase era: Em breve chegará a primavera e eu não poderei vê-la.”

Após a leitura das estórias podemos observar que vivemos formas diferentes de comunicação, que expressam múltiplas situações pessoais, interpessoais, grupais e sociais de conhecer, sentir e viver, que são dinâmicas, que vão evoluindo, modificando-se, modificando-nos e modificando os outros.

Há processos de comunicação superficiais - que expressam mais a exterioridade das coisas - e outros mais profundos - que relacionam o exterior com o interior, que desvendam quem somos, como pensamos, por que agimos de determinada forma. Há processos de comunicação mais autênticos - que expressam o que somos, até onde nos percebemos, que manifestam coerentemente a nossa percepção de nós mesmos e dos outros. Há processos de comunicação inautênticos, que não correspondem ao que percebemos, pensamos e sentimos, que servem a determinados propósitos, que podem levar-nos a deturpar a leitura que os outros fazem de nós - mais ou menos propositalmente. Há processos de comunicação que produzem mudanças, que nos modificam e modificam outras pessoas, enquanto outros processos não nos modificam, nos deixam onde estávamos, nos confirmam em nossos universos mentais pessoais ou grupais.

E assim é a vida... Muitas vezes nos deparamos com situações como estas, pois a comunicação sempre fez toda a diferença e no mundo contemporâneo, tornou-se imprescindível, sendo reconhecida como o quinto poder. E então presenciamos de tudo... Pessoas que utilizam da beleza das palavras para iludir o “outro”... pessoas que através de palavras “difíceis” querem demonstrar grande conhecimento, sem ter a consistência verdadeira... Pessoas que se utilizam da comunicação para agredir simplesmente, esquecendo da ética, da educação, da gentileza que deve reger as nossas relações... Como nos diz Nelson Mandela... “Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração.”

E este é um dos grandes desafios da humanidade, aprender a arte de comunicar-se, pois da comunicação depende, muitas vezes, a desgraça ou a felicidade, a guerra ou a paz. A pequena passagem de Ruy Barbosa, um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, tendo sido um dos organizadores da República e co-autor da constituição da Primeira República nos mostram como é nobre o domínio das palavras mas também o domínio sobre a forma de empregá-las. Palavra em latim é parabola, que por sua vez deriva do grego parabolé, representa um conjunto de letras ou sons de uma língua juntamente com a idéia associada a este conjunto. A função da palavra é representar partes do pensamento humano. A palavra deve ser uma ponte, unindo pessoas da melhor forma, transformando sempre positivamente contextos e situações, levando a verdade, mas não perdendo o sentido nobre da sua função, pois é através das palavras que formamos os fios com os quais tecemos nossas experiências.

Pense nisso e observe bem se você “leva ou dêxa” a desejar com a forma em que usa as suas palavras e se você contribui através delas para um relacionamento melhor com sua família, no seu ambiente profissional, com seus filhos, seus amigos, enfim, para um mundo melhor... pois a palavra é a arte de ir ao encontro do outro.

Uma boa e bem humorada semana para todos nós...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Hospedagem cool em Santa Teresa
18/09/2014 | 22h07

Design Hotels se apropria de casarão antigo no Rio...

O bairro carioca de Santa Teresa é conhecido pela intensa atividade cultural e artística, pela vista estonteante e também pelos charmosos casarões de época que permeiam a região. Foi graças a essa conjunção exclusiva de atributos que a rede Design Hotelsresolveu sediar ali um dos pontos do Project Rio.

Club House fica em uma construção que tem o privilégio de estar cercada por 360 graus de paisagens como a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, além de uma extensa área verde. Mas se privacidade for o quesito principal, um bangalô anexo oferece todos os serviços da hospedaria, mas com exclusividade – isso sem falar em uma piscina de apoio privativa.

Quando as regalias desse pequeno paraíso não forem suficientes, as maravilhas de Santa Teresa estão a apenas alguns degraus de distância. Uma escadaria conecta a propriedade ao centro boêmio do bairro, cercado por estúdios e galerias de arte e uma variedade de bares e restaurantes que transpiram o espírito do Rio.

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
ISE POR UM DIA...
17/09/2014 | 21h55

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
O menos é mais...
12/09/2014 | 22h20

Nos conta uma lenda que...

Mais uma vez a águia chega com uma presa para alimentar seus filhotes. São tempos difíceis, o clima inconstante está afastando a caça, os pequenos animais agora permanecem mais tempo em seus abrigos, fugindo não apenas dos predadores, mas também do calor sufocante que destrói boa parte dos alimentos. Dessa vez, a águia teve dificuldades para encontrar um bom lugar para montar seu ninho. Os penhascos mais altos e próximos dos alimentos foram ocupados rapidamente, obrigando-a a ser ainda mais estratégica e persistente para criar um abrigo que acomodasse seus três filhotes. No começo, o ninho estava bastante seguro e confortável, e até mesmo a águia encontrava ali um bom lugar para repousar. Contudo, com o crescimento dos filhotes, o ninho começou a ficar pequeno e tornou?se comum a águia encontrá?los brigando entre si, muitas vezes com feridas provocadas pelas  bicadas mútuas. O tempo já estava dando seus sinais, e a águia sabia que estava chegando o momento de submeter seus filhotes ao ritual que significaria a continuidade de sua família. Seria o momento do primeiro grande vôo.

Num dia ensolarado a águia novamente se prepara para caçar seu alimento, mas antes olha diretamente para cada um de seus filhotes e, em um rápido movimento, os expulsa do ninho atirando?os pelo penhasco. Os instantes seguintes são tomados por uma tempestade de sentimentos contraditórios e confusos. Os filhotes, que até aquele momento conheceram apenas a proteção e os cuidados da mãe, estão em uma queda vertiginosa, com o vento forte espancando seu corpo. Nada, até aquele momento, demonstrava que a águia tomaria uma atitude tão radical. Para os filhotes, a sensação de rejeição e perplexidade se confundia com o medo e a angústia. Era a primeira vez que cada um deles experimentava uma realidade diferente e, julgando pela violência do que estavam sentindo, a vida fora do ninho era absurdamente desconfortável e agressiva. Qualquer um dos filhotes, naquele momento, teria o direito de questionar por qual razão a águia os havia trazido ao mundo – afinal, não deixa de parecer sádico dar a vida a um ser e depois atirá?lo para a morte certa na queda de um penhasco.

Durante a queda cada um procura em si mesmo algum recurso que possa eliminar o desconforto absurdo por que está passando. Gritar chamando pela águia é a primeira alternativa, mas demonstra não ter efeito algum. Agitar as pequenas garras, que muitas vezes foram fundamentais na disputa do alimento com os irmãos, não parece ser eficaz contra o vento. Além disso, enquanto cada filhote rodopia sem controle, um breve pensamento de acusação culpava a águia pela atitude insana.

Após infinitos segundos, uma força instintiva faz que cada filhote abra suas asas – descobrindo, assim, que podem controlar aquela situação sustentando seu corpo com a ajuda da velocidade que alcançaram durante a queda. O momento é único, eles ainda estão um pouco assustados com a súbita parada no ar. Enquanto voam, procuram entender o que está acontecendo e logo percebem que sempre puderam voar, apenas não sabiam disto. Depois de alguns momentos de vôo, percebem a águia voando atrás deles. Ela estava totalmente vigilante, cuidando para que a experiência fosse boa e sem acidentes irreparáveis. Ela se mostrou exatamente no momento em que os filhotes já estavam dominando a técnica de vôo e, sem perder tempo, fez uma manobra no ar, mergulhando em direção a um pequeno roedor. Com as garras prendeu o pequeno animal e em seguida, diferentemente do que sempre fazia, comeu a presa. Tudo ficou claro. A partir de agora, cada filhote deveria caçar o próprio alimento. E não foi só isso que mudou…

Quando os filhotes começam a voar de volta ao ninho, percebem o enorme esforço necessário para chegar até ele, como nunca antes tinham feito. Ao chegar ao alto do penhasco, notam que estão diferentes – com a abertura das asas, os músculos ficaram maiores e mais fortes – e já não cabem no ninho, por isso terão também de procurar um novo abrigo.

Aquela queda foi a primeira, a única verdadeira e sem dúvida a mais importante na vida dos filhotes. Nada mais seria igual depois dessa experiência. As lembranças do ninho da águia estarão sempre presentes e serão uma referência constante para a construção de seus próprios ninhos.

É dessa forma, sendo mães e pais suficientemente bons é que fazemos nossos filhos crescerem. Passei por todas estas fases, como filha e como mãe. Porém, a firmeza de impulsionarmos nossos filhos para suas conquistas, sem oferecermos nada gratuitamente, é que nos torna pessoas melhores, capazes de enfrentar todos os desafios com equilíbrio emocional. Até porque, o sabor da conquista supera infinitamente o sabor do que recebemos gratuitamente, sem nos esforçarmos.

Pensemos nisso, muitas vezes o “menos é mais” na hora de educar...

Com afeto,

Beth Landim

 

 
Comentar
Compartilhe
Um resort na Tailândia...
11/09/2014 | 11h17

Soneva Kiri

Pense na melhor companhia... e então...veja o

destino mais que ideal para  desvendar locais a que poucos tiveram acesso, esta ilha com 25 km de comprimento e 12 km de largura, na Tailândia, é um verdadeiro paraíso na Terra. O lugar em questão é a Koh Kood, a quarta maior ilha do país – com apenas 2 mil habitantes – e onde foi idealizado um resort extremamente exclusivo, oSoneva Kiri.

resort conta com 27 vilas com ares rústicos, graças a madeira utilizada em toda a arquitetura. Em cada uma delas existe uma piscina particular. Conscientes sobre a construção de um hotel em uma área repleta de verde por todos os lados, o Soneva criou o conceito do no list, em que não utiliza em seus menus peixes vindos de caça predatória, nem foie gras – pratos que utilizam fígado de pato ou ganso. Também não há TVs nos quartos e a água é de fonte potável do próprio hotel, que se responsabiliza por reciclar todo o óleo usado na cozinha para a produção de biodiesel.

Opções de restaurantes é o que não falta por ali. O Benz, conduzido pela chef tailandesa Khun Benz, também valoriza a área, além dos pratos preparados com ingredientes da ilha. O The View é ideal nos momentos mais românticos, onde a bela vista é o cenário para receitas de um bistrô contemporâneo. Para as horas de relaxamento foi feito o Treepod Dining, uma espécie de casa na árvore que fica a cinco metros do chão e onde a comida chega por tirolesa. Por fim, o Chef’s Table é o que mais se parece com os restaurantes da Tailândia, por ter uma chapa onde o chef prepara os pratos na hora.

Se os passeios gastronômicos parecem ocupar boa parte do tempo, há ainda muito mais para ser visto. As atividades oferecidas pelo Soneva Kiri vão desde yoga na praia até moutain bike e esportes como caiaque, barco à vela, surfe, ski aquático e mergulho noturno.

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
A menina das maçãs... Parte II
08/09/2014 | 10h04

No artigo da semana anterior iniciei esta emocionante história que se passou em agosto de 1942 em Piotrkow, na Polônia. Nos fala das famílias moradoras no gueto judeu de Piotrkow que tinham sido levadas para uma praça, dolorosamente separadas e em seguida removidas para os campos de concentração. Esta família em particular tinha acabado de perder o pai de tifo. Foram encaminhados para a praça, naquela dolorosa e fria manhã, a mãe e quatro filhos.

Nos conta Herman, o menor dos irmãos, com apenas 11 anos de idade, que tornou-se o número 94938 em seu trabalho no campo Schlieben que certo dia aproximando-se da cerca que delimitava o campo arriscou-se e foi ao encontro de uma menina que lhe ofereceu uma maçã. Esse fato se repetiu diariamente por 7 meses, até que eles foram transportados em um vagão de carvão para o campo de Theresiensatdt,  na Tchecoeslováquia. Neste dia ele pediu que a menina das maçãs não voltasse mais, pois estariam partindo. Após 3 meses neste campo, já escalado para morrer na câmara de gás em maio de 1945, finalmente as tropas russas liberaram o campo e os portões foram abertos concedendo a liberdade a Herman e aos seus irmãos...

 

 

 

 

 

 

 

Passados os anos, nos conta ele...

“Eventualmente, encaminhei-me à Inglaterra, onde fui assistido pela Caridade Judaica. Fui colocado em um abrigo com outros meninos que sobreviveram ao Holocausto e treinado em Eletrônica. Depois fui para os Estados Unidos,  para onde meu irmão Sam já havia se mudado. Servi no Exército durante a Guerra da Coréia, e retornei a Nova Iorque, após dois anos. Por volta de agosto de 1957, abri minha própria loja de consertos eletrônicos. Estava começando a estabelecer-me. Um dia, meu amigo Sid, que eu conhecia da Inglaterra, me telefonou. "Tenho um encontro. Ela tem uma amiga polonesa. Vamos sair juntos!". Um encontro às cegas? Não, isso não era para mim! Mas Sid continuou insistindo e, poucos dias depois, nos dirigimos ao Bronx para buscar a pessoa  com quem marcara encontro e a sua amiga Roma. Tenho que admitir: para um encontro às cegas, não foi tão ruim.

Roma era enfermeira em um hospital do Bronx. Era gentil e esperta. Bonita, também, com cabelos castanhos cacheados e olhos verdes amendoados que faiscavam com vida. Nós quatro fomos até Coney Island. Roma era uma pessoa com quem era fácil falar e ótima companhia. Descobri que ela era igualmente cautelosa com encontros às cegas. Nós dois estávamos apenas fazendo um favor aos nossos amigos. Demos um passeio na beira da praia, gozando a brisa salgada do Atlântico e depois jantamos perto da margem. Não poderia me lembrar de ter tido momentos melhores. Voltamos ao carro do Sid, com Roma e eu dividindo o assento traseiro. Como judeus europeus que haviam sobrevivido à guerra, sabíamos que muita coisa deixou de ser dita entre nós. Ela puxou o assunto, perguntando delicadamente: "Onde você estava durante a guerra?" "Nos campos de concentração", eu disse. As terríveis memórias ainda vívidas, a irreparável perda. Tentei esquecer. Mas jamais se pode esquecer. Ela concordou, dizendo: "Minha família se escondeu em uma fazenda na Alemanha, não longe de Berlim. Meu pai conhecia um padre, e ele nos deu papéis arianos." Imaginei como ela deve ter sofrido também, tendo o medo como constante  companhia. Mesmo assim, aqui estávamos, ambos sobreviventes, em um mundo novo.

"Havia um campo perto da fazenda", Roma continuou. "Eu via um menino lá e lhe jogava maçãs todos os dias." Que extraordinária coincidência, que ela tivesse ajudado algum outro menino. "Como ele era?", perguntei. "Ele era alto, magro e faminto. Devo tê-lo visto todos os dias, durante  seis meses." Meu coração estava aos pulos! Não podia acreditar! Isso não podia ser! "Ele lhe disse, um dia, para você não voltar, por que ele estava indo  embora de Schlieben?". Roma me olhou estupefata. "Sim!".  "Era eu!". Eu estava para explodir de alegria e susto, inundado de emoções. Não podia acreditar! Meu anjo!  "Não vou deixar você partir", disse a Roma. E, na traseira do carro, nesse encontro às cegas, pedi-a em casamento. Não queria esperar. "Você está louco!", ela disse. Mas convidou-me para conhecer seus pais no jantar do Shabbat da semana  seguinte. Havia tanto que eu ansiava descobrir sobre Roma, mas as coisas mais importantes eu sempre soube: sua firmeza, sua bondade. Por muitos meses, nas piores circunstâncias, ela veio até a cerca e me trouxe esperança. Não que eu a tivesse encontrado de novo, eu  jamais a havia deixado partir. Naquele dia, ela disse sim. E eu mantive a minha palavra. Após quase 50 anos de casamento, dois filhos e três netos, eu jamais a  deixara partir.”

Esta é a história da vida de Herman Rosenblat, atualmente com 75 anos e morador de Miami Beach na Florida. Faz-nos repensar a nossa trajetória. Que possamos deixar vir à tona todas as emoções que ela nos traz e valorarmos o contexto da nossa vida de forma positiva e renovada. É sempre tempo de manter dentro de nós o que nunca deixamos partir.

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
CARTÃO DE VISITAS VERDE...
04/09/2014 | 11h26

Deixar a entrada da casa repleta de natureza é, sem dúvida, uma ótima forma de estar junto da natureza. Não há quem não se encante ao ser recepcionado por belas plantas ... Vejamos alguns jardins...

Quem chega a esta casa em Monte Mor, interior de São Paulo, se depara com o jardim cheio de influências europeias. A imponente tamareira-das-canárias é o destaque no grande terreno. Projeto de autoria do paisagista Rodrigo Oliveira.

 

O caminho que leva à porta principal é ladeado por palmeiras moinho-de-vento com jardim vertical de samambaias e cicas com patas-de-elefante. Há ainda jabuticabeira e aspiditras ao fundo.

 

Nesta entrada, foram usadas espécies de pequeno porte, como capim-do-texas. O vasto gramado foi valorizado com algumas árvores, de um jeito sutil e bastante encantador. Projeto do paisagista Roberto Riscala

 

A primavera-arbustiva forma um volumoso maciço que acompanha a caída do terreno. A falsavinha reveste quase todas as paredes da casa. Projeto da paisagista Amelia Bratke

 

Zâmias com seixos rolados na base, palmeiras-fênix, aloe-das-dunas e grama-preta-anã formam este caminho para entrada um verdadeiro deleite! Projeto de autoria do paisagista Luiz Carlos Orsini

 

Inserida em meio ao vasto verde, este projeto do arquiteto Thiago Bernardes faz qualquer um querer sentar nas espreguiçadeiras em volta da piscina e apenas curtir o dia relaxando em volta da piscina e apenas curtir o dia relaxando...

 

Árvores robustas dão as boas-vindas para quem chega a esta casa, projetada por Gustavo Penna. O visual fica completo com o belo gramado sobre o terreno.

 

A porta de entrada desta casa em Itu, interior de São Paulo, foi emoldurada por bambus hachikus com forração de evólvulos

 

Lambaris, palmeiras, íris, moreias, filodendros e helicônias encobrem toda a lateral do caminho até a entrada social. O percurso é de encher os olhos! Proposta da arquiteta paisagista Caterina Poli

 

Este projeto do escritório Seferin tem logo na entrada um enorme gramado com algumas árvores nas laterais. A vontade é de só ficar admirando essa beleza verde!

 

Com muita madeira, a casa projetada pela arquiteta Cristina Xavier ganhou a companhia de diversas árvores e gramado ao seu redor. Um sonho verde!

 

Neste acesso para a área de lazer externa, muito verde cerca o deque de pínus: azaleias, ipê-amarelo e cereja-do-rio-grande são algumas das espécies. A beleza fica completa com o espelho d’água...

Com afeto,

BethLandim

Comentar
Compartilhe
Uma casa para o seu cachorro...
03/09/2014 | 10h48

A melhor casa para o cachorro  é aquela que possui calor humano, carinho, cuidado...

Amigo fiel, o cachorro é  um animal dócil que sempre está ao nosso lado e  que nos ama de forma incondicional... Podemos dizer que  nos entendem com o olhar...

... são verdadeiros "AMIGOS "em nossas vidas...

Vejamos então estas casas diferentes ...

O modelo Cubix tem linhas retas, muito vidro com resistência elevada e as cores típicas da Bauhaus. Iniciativa da dupla Doria Keppler e André Heinermann, o grupo alemão Best Friend’s Home tem uma missão: levar o bom design ao universo canino. O estúdio criou quatro modelos – cada um deles com um estilo bastante diferente. A morada que mais se destaca, sem dúvida, é a Cubix, que segue as premissas da Bauhaus. Quem disse que a casa de seu cão não pode ter estilo modernista?

O modelo Fairytale não tem janelas, sendo ideal para os cães que gostam de descansar no escuro.

O modelo Lönneberga, que traz referências da arquitetura sueca, é feito de madeira com telhado de verdade

O modelo Alabama, inspirado nas construções do Sul dos Estados Unidos, é imponente e rico em detalhes, como os pilares na entrada.

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
A menina das maçãs...
01/09/2014 | 09h21

Esta história que divido com vocês, será em duas partes, pela densidade e mensagem que nos traz... Agosto de 1942 - Piotrkow, Polônia. Naquela manhã, o céu estava sombrio, enquanto esperávamos ansiosamente. Todos os homens, mulheres e crianças do gueto judeu de Piotrkow tinham  sido levados até uma praça. Espalhou-se a notícia de que estávamos sendo removidos. Meu pai havia falecido recentemente de tifo, que se alastrara através do gueto abarrotado. Meu maior medo era de que nossa família fosse separada. "O que quer que aconteça," Isidore, meu irmão mais velho, murmurou para mim, "não lhes diga a sua idade. Diga que tem dezesseis anos". Eu era bem alto, para um menino de 11 anos, e assim poderia ser confundido como tal. Desse jeito eu poderia ser considerado valioso como um trabalhador. Um homem da SS aproximou-se, botas estalando nas pedras grosseiras do piso. Olhou-me de cima a baixo, e, então, perguntou minha idade. "Dezesseis", eu disse. Ele mandou-me ir à esquerda, onde já estavam meus três irmãos e outros jovens saudáveis.  Minha mãe foi encaminhada para a direita com outras mulheres, crianças, doentes e velhos.

Murmurei para Isidore, "Por quê?" Ele não respondeu. Corri para o lado da mãe e disse que queria ficar com ela.  "Não," ela disse com firmeza. "Vá embora. Não aborreça. Vá com seus irmãos".  Ela nunca havia falado tão asperamente antes. Mas eu entendi: ela estava me protegendo. Ela me amava tanto que, apenas esta única vez, ela fingiu não fazê-lo. Foi a última vez que a vi. Meus irmãos e eu fomos transportados em um vagão de gado até a Alemanha. Chegamos  ao campo de concentração de Buchenwald em uma noite, semanas após, e fomos conduzidos a uma barraca lotada. No dia seguinte, recebemos uniformes e números de identificação. "Não me chamem mais de Herman", eu disse aos meus irmãos. "Chamem-me 94938".

Colocaram-me para trabalhar no crematório do campo, carregando os  mortos em um elevador manual. Eu, também, me sentia como morto. Insensibilizado, eu me tornara um  número. Logo, meus irmãos e eu fomos mandados para Schlieben, um dos  sub-campos de Buchenwald, perto de Berlim. Em uma manhã, eu pensei ter ouvido a voz de minha mãe.  "Filho" ela disse suave, mas claramente, "Vou mandar-lhe um anjo". Então eu acordei. Apenas um sonho. Um lindo sonho. Mas nesse lugar não poderia haver anjos. Havia apenas trabalho. E fome.  E medo. Poucos dias depois, estava caminhando pelo campo, pelas barracas, perto da cerca de arame farpado, onde os guardas não podiam enxergar facilmente. Estava sozinho. Do outro lado da cerca,  eu observei alguém: uma pequena menina com suaves, quase luminosos cachinhos. Ela estava meio escondida atrás de uma bétula. Dei uma olhada em volta, para certificar-me de que ninguém estava me vendo. Chamei-a suavemente em Alemão. "Você tem algo para comer?"  Ela não entendeu. Aproximei-me mais da cerca e repeti a pergunta em Polonês. Ela se aproximou. Eu estava magro e raquítico, com farrapos envolvendo  meus pés, mas a menina parecia não ter medo. Em seus olhos eu vi vida.  Ela sacou uma maçã do seu casaco de lã e a jogou pela cerca. Agarrei a fruta e, assim que comecei a fugir, ouvi-a dizer debilmente, "Virei vê-lo amanhã". Voltei para o mesmo local, na cerca, na mesma hora, todos os dias. Ela estava sempre lá, com algo para eu comer - um naco de pão ou, melhor ainda, uma maçã. Nós não ousávamos falar ou demorarmos. Sermos pegos significaria morte  para nós dois. Não sabia nada sobre ela. Apenas um tipo de menina de fazenda, e que entendia Polonês. Qual era o seu nome? Por que ela estava arriscando sua vida por mim? A esperança estava naquele pequeno suprimento, e essa menina, do outro lado da cerca trouxe-me um pouco, como que me nutrindo dessa forma, tal como o pão e as maçãs. Cerca de sete meses depois, meus irmãos e eu fomos colocados em um abarrotado vagão de carvão e enviados para o campo de Theresiensatdt,  na Tchecoeslováquia. "Não volte", eu disse para a menina naquele dia. "Estamos partindo". Voltei-me em direção às barracas e não olhei para trás, nem mesmo disse adeus para a pequena menina, cujo nome eu nunca aprendi - menina das maçãs. Permanecemos em Theresienstadt por três meses.

A guerra estava diminuindo e as forças aliadas se aproximando, muito embora meu destino parecesse estar selado. No dia 10 de maio de 1945, eu estava escalado para morrer na câmara de gás, às 10 horas. No silencioso crepúsculo, tentei me preparar. Tantas vezes a morte pareceu pronta para me achar, mas de alguma forma eu havia sobrevivido. Agora, tudo estava acabado. Pensei nos meus pais. Ao menos, nós estaremos nos reunindo. Mas, às 8 horas ocorreu uma comoção. Ouvi gritos, e vi pessoas correndo em todas as direções através do campo. Juntei-me aos meus irmãos. Tropas russas haviam liberado o campo! Os portões foram abertos. Todos estavam correndo, então eu corri também. Surpreendentemente, todos os meus irmãos haviam sobrevivido. Não tenho certeza como, mas sabia que aquela menina com as maçãs tinha  sido a chave da  minha sobrevivência. Quando o mal parecia triunfante, a bondade de uma pessoa salvara a minha vida, me dera esperança em um lugar onde ela não existia. Minha mãe havia prometido enviar-me um anjo, e o anjo apareceu...

Os anjos são pessoas que conosco convivem e sempre nos querem bem... Estão sempre ao nosso lado...

Com afeto,

Beth Landim

Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Elizabeth Landim

[email protected]