Pedro Ernesto deixa direção e grupo de trabalho já atua no Ferreira Machado
22/08/2019 | 11h22
A mudança na direção do Hospital Ferreira Machado (HFM), aventada (aqui) no blog Coxinha de mortadela, de Edmundo Siqueira, ainda não está oficializada, mas foi confirmada na manhã desta quinta-feira (22) tanto por Pedro Ernesto Simão, atual diretor, como pelo secretário de Saúde de Campos, Abdu Neme. O pedido de exoneração foi feito nessa quarta-feira (21). De acordo com Abdu, que destacou o serviço prestado por “Pedrão”, na quarta mesmo começou a ser montado um grupo de trabalho, de diferentes setores da unidade hospitalar, para solucionar problemas.
— Ontem [quarta] mesmo tivemos bons resultados, tiramos pacientes do corredor. Estou abrindo mais uma enfermaria, com oito leitos. Tomaremos medidas que precisaremos da ajuda de todos — afirmou Abdu, acrescentando que, apesar da greve, os médicos estão empenhados em oferecer bom atendimento na rede pública. 
Ainda de acordo com o secretário de Saúde, uma medida a ser adotada é ligar para os municípios vizinhos e solicitar que nem todos os casos sejam enviados para o HFM. Abdu citou também a necessidade de um levantamento sobre as questões de insumos e obras nas unidades de saúde, salientando que a licitação do Hospital Geral de Guarus (HGG) já está em andamento. “A saúde pública é um desafio para qualquer governo, com dinheiro ou sem. O que não podemos deixar é que a população, principalmente a mais pobre, sofra com isso”, disse.
Sobre a greve dos médicos, Abdu defendeu o diálogo constante com a categoria e a análise profunda e detalhadas das propostas apresentadas tanto pelo sindicato, como a do pacto da saúde proposto pelo prefeito Rafael Diniz (Cidadania).
O grupo de trabalho montado por Abdu Neme deve ter todos os nomes revelados ainda nesta quinta.
Saída da direção — Pedro Ernesto confirmou que pediu exoneração da direção do Ferreira Machado, “por motivos pessoais”, nessa quarta. “Ainda respondo pela direção do hospital até que a exoneração seja publicada. Não participei de nenhuma reunião, não sei quem será o novo diretor. Hoje [quinta] estou no Ferreira, assumi o plantão”, comentou.
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Cai repasse de royalties em meio à greve da saúde e baixas no HFM
22/08/2019 | 09h10
Cobertor curto
Com previsão para esta quinta-feira (22), o novo repasse de royalties (aqui) acende mais uma alerta para a Prefeitura de Campos. É mais uma parcela com queda, deixando a situação ainda mais delicada. O município enfrenta uma greve dos médicos (aqui) e, com menos recursos da, ainda, principal fonte de receitas, pode não ter muitas armas para negociar. Além do mais, as notícias dessa quarta-feira (21) mostram baixas no Hospital Ferreira Machado. A primeira do coordenador do setor de traumatologia e ortopedia, Rodrigo Venâncio. A outra seria do diretor da unidade, Pedro Ernesto Simão, que está à frente como nome de confiança do prefeito Rafael Diniz (Cidadania).
Baixas no HFM?
As duas possíveis exonerações foram publicadas por Edmundo Siqueira, no blog Coxinha de mortadela (aqui), hospedado no Folha 1. No caso de Venâncio, Siqueira teve acesso ao memorando encaminhado, pedindo para deixar o cargo. Já com relação a Pedro, a informação começou a circular em um grupo de médicos no WhatsApp. O blogueiro e a equipe de reportagem da Folha não consegui contato com o médico. Em nota, a Prefeitura não confirmou, mas também não negou as possíveis baixas. Só garantiu que não haverá prejuízo no atendimento à população. Em um momento de greve, a saída de Pedro, se confirmada, não repercute bem.
Cobranças do sindicato
Nesta quinta, às 19h, o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) faz nova assembleia para avaliar o movimento. O novo pacto pela saúde proposto por Rafael nesta semana, com 14 pontos (aqui), não deve ser avaliado. Considerado importante pelo Simec, mas complexo, ficaria para ser avaliado após a greve. A categoria vai exigir uma resposta à contraproposta que enviou ao município, com quatro pontos principais: melhores condições de trabalho, com reposição de insumos e medicamentos; previsão de pagamento dos outros 50% de gratificações e substituições; direito a férias; e mudanças no atendimento ambulatorial, com foco na produtividade.
Parente na Prumo
O ex-presidente da Petrobras Pedro Parente passa a integrar um novo conselho de administração, o da Prumo Logística, dona do Porto do Açu, em São João da Barra. O anúncio foi feito nessa quarta, dentro de uma série de notícias positivas para o terminal portuário. Além de Parente, presidente da BRF, entraram para o conselho Ieda Gomes, ex-presidente da Comgás e BP Brasil, e Franklin Feder, chairman da InterCement Participações e ex-presidente da Alcoa América Latina.
Realizações
A EIG Global Energy Partners, acionista controlador da Prumo Logística, anunciou grandes realizações. Entre elas, que a Gás Natural Açu (GNA) — joint venture entre a Prumo, a BP e a Siemens para o desenvolvimento e operação de projetos sustentáveis de energia e gás — cumpriu com as condições precedentes para o crédito do financiamento de US$ 750 milhões anunciado anteriormente, liderado pela IFC, KfW e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A GNA utilizará os recursos para a finalização da 1ª fase do complexo termelétrico, com 1,3 GW de capacidade e do terminal de GNL.
Novas fases
O desenvolvimento da 2ª fase do complexo, que contempla uma nova planta termelétrica de 1,7 GW, conhecida como GNA II, está em andamento e os contratos de energia foram garantidos. Após a conclusão, a GNA I e a GNA II terão capacidade instalada de 3GW — suficiente para fornecer energia para até 14 milhões de residências. Será o maior polo termelétrico para geração de energia da América Latina. A GNA tem uma capacidade total licenciada de 6,4 GW e registrou novos projetos no próximo leilão de energia A-6.
Em breve
A GNA I e o terminal de importação de GNL deverão iniciar o seu comissionamento até março de 2020. Além disso, a GNA está desenvolvendo gasodutos offshore, unidade de processamento de gás e terminal de exportação de líquidos para o gás do pré-sal, além de gasodutos onshore para conexão do Açu à malha existente. O investimento total da GNA para o desenvolvimento das duas primeiras fases do complexo está previsto em mais de US$ 2 bilhões.
*Publicado na Folha da Manhã desta quinta-feira (22) 
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Repasse de royalties para região despenca em agosto
21/08/2019 | 21h34
As prefeituras dos municípios produtores de petróleo recebem nesta semana mais um repasse de royalties, referente à produção do mês de junho, com queda acentuada. Para Campos, o depósito, previsto para esta quinta-feira (22), é de R$ 26.613.460,29, uma redução de 24% em relação ao mês passado (R$ 35 milhões). Já em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o repasse foi de R$ 42,1 milhões, a queda no repasse para a Prefeitura de Campos corresponde a 37%. O prefeito Rafael Diniz (Cidadania) salienta que a cada parcela de royalties fica mais evidente o cenário de dificuldade financeira.
— Como tenho dito, a realidade financeira de Campos é completamente outra. E a cada entrada de Royalties confirmamos isso. Infelizmente enfrentamos mais uma queda, e dessa vez com 24% a menos [em relação ao mês passado]. Esse é o grande desafio: manter a mesma cidade com recursos cada vez menores — destacou Diniz.
Os outros municípios da região também registram perdas significativas. São João da Barra vai receber R$ 7.436.688,79. O valor é quase 26% menor que o depositado no mês de julho. Comparado ao mês de agosto de 2018, a queda é de 30%.
De acordo com o superintendente de Petróleo, Gás, Biocombustíveis e Tecnologia de São João da Barra, Wellington Abreu, foram dois os principais fatores que levaram à queda acentuada do repasse. “O preço do petróleo brent, que saiu de US$ 70, em média, no mês de maio, para US$ 60 em junho. Também tem a questão do câmbio. O dólar estava, em média, acima dos R$ 3,95. Já em maio caiu para R$ 3,80, em média”, disse Abreu.
O superintende sanjoanense destacou que os municípios produtores devem ficar atentos ao mercado e eventos focados ao setor de gás. Outro ponto preocupante é o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), com relação à redistribuição dos royalties, previsto para 20 de novembro. Como alento, vê os “negócios da Petrobras na Bacia de Campos (campos maduros) e, principalmente, os investimentos em SJB, do Porto do Açu”.
A Prefeitura de Macaé é a que recebe o maior repasse da região, embora o valor seja 24,7% menor que o depositado no mês anterior. O município comandado por Dr. Aluizio (sem partido) terá um repasse de R$ 43.675.182,60. Comparado ao mesmo mês em 2018, a queda é de 16%.
Para Quissamã, o repasse será de R$ 6519.332,75, valor 21% inferior ao depositado nos cofres do município em julho deste ano. Quando a comparação é feita com agosto de 2018, a queda é de 6,6%. Carapebus vai receber de royalties R$ 2.670.052,98. A queda com relação ao mês anterior é de 25,5%. Na comparação com o ano passado, a redução é de 31%.
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Ex-presidente da Petrobras integra conselho da Prumo, dona do Porto do Açu
21/08/2019 | 20h16
ABR/Divulgação
O ex-presidente da Petrobras Pedro Parente passa a integrar um novo conselho de administração, o da Prumo Logística, dona do Porto do Açu, em São João da Barra. A anúncio foi feito nesta quarta-feira (21), dentro de uma série de notícias positivas para o terminal portuário. Além de Parente, presidente da BRF, entraram para o conselho Ieda Gomes, ex-presidente da Comgás e BP Brasil, e Franklin Feder, chairman da InterCement Participações e ex-presidente da Alcoa América Latina.
A EIG Global Energy Partners, acionista controlador da Prumo Logística, anunciou grandes realizações. Entre elas, que a Gás Natural Açu (GNA), joint venture entre a Prumo, a BP e a Siemens para o desenvolvimento e operação de projetos sustentáveis de energia e gás, cumpriu com as condições precedentes para o crédito do financiamento de US$ 750 milhões anunciado anteriormente, liderado pela IFC, KfW e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A GNA utilizará os recursos para a finalização da 1ª fase do Complexo termelétrico, com 1,3 GW de capacidade e do terminal de GNL.
O desenvolvimento da 2ª fase deste complexo, que contempla uma nova planta termelétrica de 1,7 GW, conhecida como GNA II, está em andamento e os contratos de energia foram garantidos. Após a conclusão, a GNA I e a GNA II terão capacidade instalada de 3GW — suficiente para fornecer energia para até 14 milhões de residências. Será o maior polo termelétrico para geração de energia da América Latina. A GNA tem uma capacidade total licenciada de 6,4 GW e registrou novos projetos no próximo leilão de energia A-6.
A GNA I e o terminal de importação de GNL deverão iniciar o seu comissionamento até março de 2020. Além disso, a GNA está desenvolvendo gasodutos offshore, unidade de processamento de gás e terminal de exportação de líquidos para o gás do pré-sal, além de gasodutos onshore para conexão do Açu à malha existente. O investimento total da GNA para o desenvolvimento das duas primeiras fases do complexo está previsto em mais de US$ 2 bilhões.
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CPI do Previcampos é oficialmente constituída
21/08/2019 | 09h31
O Diário Oficial de Campos traz nesta quarta-feira (21) um ato executivo do presidente da Câmara Municipal que institui oficialmente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar supostas fraudes no Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Campos (Previcampos).
A CPI é presidida pelo autor da proposta de abertura, o vereador Genásio (PSC), líder do governo Rafael Diniz (Cidadania) na Câmara. A comissão tem o prazo de 90 dias, podendo ser prorrogada por igual período, para concluir as apurações.
Nas últimas semanas, a Folha trouxe uma série de reportagens que mostram diversas suspeitas de irregularidades durante o governo da ex-prefeita Rosinha Garotinho (Patri). O Previcampos viu seu patrimônio passar R$ 1,305 bilhão em dezembro de 2015 para R$ 804 milhões em dezembro de 2016. Embora seja um valor significativo, destes, R$ 457 milhões foram aplicados em investimentos de alto risco — a maioria sob investigação da Polícia Federal, citados até na Lava Jato, e com resgate somente a partir de 2021.
Na lista de investimentos de risco, um hotel seis estrelas na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, cujo um dos sócios era o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, o chamado “rei Arthur”, que negocia delação premiada com o Ministério Público Federal.
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Oposição vai reduzir número de candidatos em SJB
19/08/2019 | 12h12
Divulgação
É natural em todo processo pré-eleitoral que muitos nomes apareçam como possíveis candidatos, mas nunca foram tantos como neste ano em São João da Barra. Por ora, são oito da oposição no tabuleiro, mas os entendimentos vão levar a uma redução significativa nos próximos dias. O cálculo é simples, se a oposição tiver vários candidatos, quem fica em vantagem é a prefeita Carla Machado (PP) — ou um nome indicado por ela, caso esteja impossibilitada de concorrer nos desdobramentos da Machadada.
Nos grupos de WhatsApp da cidade começou a circular a informação sobre uma reunião que teria acontecido em Grussaí, na residência do ex-secretário municipal de Transportes (na gestão Neco) José Vitor Silva. O encontro, segundo a mensagem, teria reunido quatro dos oito pré-candidatos de oposição: o radialista Emilson Amaral, o vereador Franquis Areas (PL, a caminho do PSC), o advogado e professor Juliano Rangel (PDT) e o ex-coordenador municipal de Esporte e Lazer (governo Carla) João Paulo Almeida (a caminho do PSDB).
Os cinco citados negam que a reunião tenha acontecido na casa de Zé Vitor. No entanto, o alinhamento para o fortalecimento de uma candidatura de oposição já começa a ganhar força nos bastidores. Novos passos serão anunciados em breve.
Em tempo — Também estão na lista de pré-candidatos pela oposição o empresário Renê Fernandes (Patri), o empresário Márcio Nogueira, Maike Lalanga, Paulo Mendes (Psol) e André Fontoura (Cidadania).
Pelo lado governista, Carla é candidata natural à reeleição. Porém, foi condenada nas primeira e segunda instâncias a oito anos de inelegibilidade. No Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a prefeita e os outros réus do processo — o vereador Alex Firme (PP), o vice-prefeito Alexandre Rosa e o ex-prefeito Neco (MDB) — conseguiram suspender a sanção até o julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda sem data prevista.
Carla está confiante em reverter a sentença em última instância. De toda forma, se ela for candidata terá de ter um novo vice, já que Alexandre foi reeleito para o cargo e não pode disputá-lo em 2020. O secretário de Transportes Elísio Motos (PDT) já demonstrou em entrevista (aqui) ao Folha no Ar, da Folha FM 98,3, ter interesse em disputar a eleição majoritária no grupo da prefeita, seja como cabeça de chapa ou como vice. Outros nomes cotados são dos vereadores Aluizio Siqueira (PP), presidente da Câmara, Chico da Quixaba (PSL), Gersinho Crispim (SD) e Sônia Pereira (PT).
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Médicos apresentam contraproposta para fim da greve em Campos
15/08/2019 | 18h37
José Roberto Crespo no Folha no Ar
José Roberto Crespo no Folha no Ar / Isaías Fernandes
O Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) apresentou nesta quinta-feira (15) contraproposta à Prefeitura com as condições para encerrar a greve iniciada no dia 7 de agosto. Na quarta-feira (14), a assembleia da categoria rejeitou o “pacto pela Saúde”, assinado por representantes do Simec e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj) na noite anterior (aqui), junto com o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e Abdu Neme, secretário de Saúde. No novo documento, a primeira solicitação dos profissionais da medicina é de um cronograma de melhorias nas unidades de saúde do município (confira a pauta completa no fim do post).
— A greve hoje não é dos médicos, é da saúde pública. Nossa primeira cobrança é por um cronograma, com reformas e outras melhorias nas unidades de saúde, das condições de trabalho. Recebemos informações até de falta de termômetro e dipirona injetável. Aí dizem que Rafael comprou milhões em remédio, mas não chegou. Outra coisa é com relação a gratificações e substituições. O prefeito falou em pagar 50%. E os outros 50%, quando seriam pagos? O pessoal também precisa tirar férias. São esses os principais pontos — afirmou o presidente do Simec, José Roberto Crespo.
Apesar de ser apontada como causa da greve, a falta de estrutura das unidades de saúde sequer foi tratada no documento assinado na Prefeitura na última terça. A repercussão nas redes sociais ao fato não foi das melhores e agora este é o primeiro ponto do documento apresentado pelo Sindicato.
No chamado pacto pela Saúde, a Prefeitura acenou com o pagamento de 50% das substituições e 50% das gratificações nesta sexta-feira (16), abono das faltas no setor ambulatorial e a autorização do gozo das férias, sem o pagamento imediato do 1/3 de férias, sem custos adicionais ao município, conforme previsto no decreto 183/2019, publicado no Diário Oficial do dia 12 de julho, de contingenciamento de gastos.
Como a assembleia rejeitou a oferta, todas as propostas foram suspensas. Por outro lado, a Prefeitura confirmou para sexta o pagamento de 50% das gratificações e substituições aos profissionais de 3º grau da Saúde.
Em nota, a Prefeitura de Campos informou que “recebeu a pauta de reivindicações, que será analisada, e aguarda o prosseguimento das negociações. O valor referente ao pagamento dos 50% referentes a substituições e gratificações está reservado para quando houver o cumprimento do acordo”.
Com relação ao cronograma de obras solicitado pelo Simec, a administração municipal informou que “apesar de a nova realidade do município, com royalties de petróleo em declínio, a Prefeitura está investindo na melhoria das unidades da rede municipal de Saúde. Apenas em 2019, o investimento em equipamentos médicos e mobília já chega a R$ 4,5 milhões. Só de medicamentos e materiais médicos já foram investidos R$ 29 milhões. A distribuição de medicamentos para as unidades acontece normalmente. As reclamações devem ser feitas de maneira pontual para que seja uma apuração. Além disso, 10 Unidades Básicas de saúde (UBS) estão sendo reformadas e as UPHs São José e Travessão, entregues à população. Obras no Hospital Geral de Guarus estão em fase de licitação, o que está previsto, também, para o Hospital Ferreira Machado. Esta nova realidade foi apresentada à categoria em reuniões nesta semana. Campos sofre com a drástica redução de receitas oriundas dos royalties do petróleo. Este ano as perdas já acumulam R$ 96 milhões”.
Pauta de reivindicações dos médicos:
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Médicos rejeitam pacto pela Saúde e continuam em greve
14/08/2019 | 21h03
A greve dos médicos continua em Campos. Terminou na noite dessa quarta-feira (14), na Faculdade de Medicina, mais uma assembleia do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) e a categoria definiu pela manutenção da paralisação, iniciada no dia 7 de agosto. Nessa terça-feira (13), o pagamento de 50% das substituições, 50% das gratificações e abono das faltas no setor ambulatorial durante a greve foram propostos pelo prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e pelo secretário municipal de Saúde, Abdu Neme, em reunião com o presidente do Simec, José Roberto Crespo, o representante do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj), além de outros profissionais da medicina. Chamado de “pacto pela Saúde”, o documento agradou aos presentes na reunião, mas não foi aprovado pela assembleia nesta quarta.
O comando da greve foi formado por servidores lotados no Hospital Geral de Guarus (HGG) e Ferreira Machado. Segundo o Simec, a greve continua por tempo indeterminado.
— Os servidores da Saúde decidiram em assembleia a não retornarem aos seus postos de trabalho nesse momento, em razão do não aceite à proposta do poder público municipal, haja vista que as reivindicações não foram contempladas a contento. Os médicos querem voltar a trabalhar, mas com a garantia de melhores condições de trabalho, para que tenham como exercer um atendimento de qualidade à população — disse José Roberto.
Na reunião com o prefeito na última terça, além do presidente do sindicato estiveram o coordenador do Cremerj, Rogério de Souza Bicalho Filho; os médicos Cyntia Azeredo Cordeiro e Luis Alberto Mussa Tavares, além da advogada do Simec, Anara Guedes Coenzey. Outro ponto abordado na proposta foi sobre a autorização do gozo das férias, sem o pagamento imediato do 1/3 de férias. Com isso, não haverá impacto em custos adicionais ao município, conforme previsto no decreto 183/2019, publicado no Diário Oficial do dia 12 de julho.
No entanto, durante a assembleia, os posicionamentos dos servidores da emergência e do ambulatório foram diferentes, apesar de não divergentes. De forma geral, as reivindicações da categoria foram mantidas e a proposta apresentada pelo município rejeitada. O Simec vai formular uma contraproposta.
A Prefeitura de Campos informou que vai aguardar o posicionamento oficial através do sindicato da categoria, “assegurando que adotará todas as medidas cabíveis para garantir o atendimento da população. Os termos do acordo restarão suspensos até que o município seja formalmente informado sobre a decisão da categoria”.
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Reforço nos batalhões do interior prometido por Witzel a Bruno Dauaire
09/08/2019 | 21h08
Eleito com discurso de forte apelo pela segurança pública, o governador Wilson Witzel (PSC) convocou mais de 500 aprovados em concurso para policial militar desde o início do ano. Líder do PSC na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Bruno Dauaire disse, em entrevista a uma rádio no Rio de Janeiro, que Witzel o prometeu que após a formação dos agentes, os novos PMs com origens no interior vão retornar à região para recompor os efetivos dos respectivos batalhões.

— Nossa luta sempre foi por esses homens e mulheres que precisam se arriscar a centenas de quilômetros de suas casas — disse Dauaire.
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Campos paga RPA e DAS dia 15
08/08/2019 | 19h04
O pagamento dos prestadores de serviço por Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) e em cargo comissionado acontecerá no próximo dia 15. O pagamento dos servidores estatutários ativos, aposentados e pensionistas foi realizado no prazo e está em dia.

A data inicial era esta sexta-feira (9), mas devido à queda de repasse de royalties - R$ 67 milhões a menos em relação ao mesmo período de 2018 – e à expectativa de participações especiais em valor menor que o mesmo período do ano passado, o pagamento teve que ser adiado. O secretário de Gestão Pública, André Oliveira, destaca que a administração municipal não vem medindo esforços para realizar os pagamentos.

— Em função da realidade em que vivemos, os planejamentos estão tendo que ser refeitos, mas a equipe econômica do governo municipal vem se reunindo e trabalhando constantemente para conseguir manter os pagamentos — disse.
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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