Vereador Jarédio, de SFI, consegue HC e vai ser solto nesta sexta
21/02/2019 | 14h16
Paulo Veiga/ InterTv
O vereador Jarédio Azevedo (SD), de São Francisco de Itabapoana, conseguiu um habeas corpus na 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (21), e vai ser solto nesta sexta-feira (22). A decisão é do desembargador Sidney Rosa da Silva, que impôs ao parlamentar outras medidas restritivas. Jarédio é acusado de coação de testemunhas no processo em que o irmão dele — Mateus Barreto de Azevedo — é réu por homicídio. Para o desembargador, o magistrado de “primeiro grau não analisou a possibilidade de aplicação de medidas cautelares”.
O desembargador determinou a liberdade provisória do vereador, além da imposição a Jarédio da proibição de “manter qualquer contato com as testemunhas, seja de forma direta ou indireta por interpostas pessoas, devendo manter-se afastado delas e de seus parentes a uma distância mínima de 200 metros, sob pena de revogação imediata da presente decisão [liberdade provisória]”.
Járédio e mais um réu — identificado inicialmente como ex-assessor parlamentar, mas que a defesa nega — foram presos no fim da tarde do último dia 12 e encaminhados à 134ª Delegacia de Polícia (Centro) de Campos. Na manhã seguinte, eles foram encaminhados para o presídio Carlos Tinoco da Fonseca. Como a coluna Ponto Final (aqui) abordou na edição desta quarta-feira da Folha da Manhã, a Câmara de SFI nem chegou a analisar a situação do parlamentar enquanto esteve preso, nem houve posicionamento público do presidente da Casa, Maxsuel Cocoia (Patri).
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Câmara ainda não definiu se vereador preso continua a receber
21/02/2019 | 08h11
Resposta da Câmara
A coluna Ponto Final (aqui) destacou nessa quarta-feira (20) o silêncio da Câmara de São Francisco de Itabapoana, uma semana após o vereador Jarédio Azevedo (SD) ser preso, acusado de coagir testemunhas do processo no qual o irmão dele é réu por homicídio. Procurador-Geral da Casa, Maxsuel Barros emitiu posicionamento: “O vereador foi preso por suposto delito alheio às atividades da Câmara. Portanto, só nos cabe cumprir o que estabelece o Regimento [Interno] e a Lei Orgânica, como foi feito recentemente em relação ao mesmo vereador. Não há silêncio algum, na medida em que, no meu entendimento, a hipótese não exige manifestação pública da Câmara”.
Perspectivas
O procurador entender que não cabe posicionamento da Câmara é uma questão opinativa, assim como parte da população acredita que a Casa deve sim prestar esclarecimentos. Como bem lembrou Maxsuel, Jarédio chegou a ser afastado do mandato no ano passado, em um processo eleitoral, e o suplente Mazinho da Banda (SD) assumiu a cadeira. E agora? É caso, novamente, para convocação de suplente? Segundo a Lei Orgânica do Município, o vereador privado temporariamente de sua liberdade em virtude de processo criminal será considerado, automaticamente, licenciado. Mas pode continuar a receber.
Outras questões
A decisão sobre a manutenção da remuneração de parlamentares presos em processo criminal, desde que não tenha sentença com trânsito em julgado, fica a cargo do plenário da Câmara — por voto de 2/3 de seus membros. Mesmo com as sessões já iniciadas neste ano, o novo presidente da Câmara, Maxsuel Cocoia (Patri), parece estar evitando falar com a imprensa. Há uma semana, não atende ou rejeita ligações. Nos bastidores, a informação é que a Câmara nem foi comunicada, oficialmente, sobre a prisão de Jarédio. Portanto, não há prazo, sequer, para decidir sobre o salário dele. Só o presidente poderia esclarecer tais questões.
Leia a íntegra da coluna na edição desta quinta-feira (21) na Folha da Manhã.
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PM garante segurança no Carnaval de SJB até as 3h e se opõe à folia na quinta
20/02/2019 | 15h55
Tradicional Carnaval de SJB recebe milhares de visitantes todos os anos
Tradicional Carnaval de SJB recebe milhares de visitantes todos os anos / Divulgação
Os dias de folia na avenida do Samba, em São João da Barra, realmente terão de ser encerrados mais cedo (aqui). O comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar de Campos, Rodrigo Ibiapina, que é responsável também por SJB, assegura que o policiamento só será garantido até as 3h, da sexta-feira de Carnaval (1º de março) até a terça-feira gorda (5). A PM não reforçará o efetivo, conforme solicitado pela Prefeitura, segundo Ibiapina, na quinta-feira que antecede a folia (28 de fevereiro), nem na quarta-feira de Cinzas (6).
— Foi até contra minha vontade, mas tudo bem: 3h. Mas é 3h! Eu tenho o limite de uma hora para tirar meu policiamento e, depois, a responsabilidade é dos organizadores do evento. Então 3h vai ser o limite para desligar o som e o pessoal começar a dispersar — salientou o comandante.
Nessa terça-feira (19), a prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), e o vice, Alexandre Rosa (PRB), se reuniram com representantes das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal; Corpo de Bombeiros; Capitania dos Portos; secretarias municipais de Ordem Pública e de Turismo, Esporte e Lazer; coordenadoria de Defesa Civil e Guarda Municipal para definir o esquema de segurança durante o carnaval.
Na matéria publicada pelo site da Prefeitura, consta que “a abertura oficial acontece na quinta-feira, 28 de fevereiro, e a festa segue até o dia 5 de março, com programação na sede, Barcelos e nas praias de Atafona, Grussaí e Açu”. No entanto, o comandante do 8º BPM informou que vai indeferir o pedido:
— Estou indeferindo a autorização para o Carnaval começar na quinta-feira e também a de quarta-feira de Cinzas. Eles mandaram uma programação extensa, de quinta até quarta-feira de Cinzas. Se bobear o Carnaval vai ser o ano inteiro. A gente tem um limite operacional. A gente não tem condições de garantir a segurança no Carnaval nestes dois dias. O efetivo todo está empregado nos dias de Carnaval.
Ibiapina explicou, ainda, que os organizadores do evento precisam de um nada a opor das polícias Militar, Civil e dos Bombeiros. Além de indeferir, o comandante ainda levará o fato ao conhecimento do Ministério Público. “Não sei quanto a Bombeiros e Polícia Civil, mas o meu, já que estou no limite de operações, eu não vou dar. Se eles fizerem, é por conta e risco deles. E, obviamente, quando eu faço o indeferimento, vou estar encaminhando tudo para o Ministério Público. Aí é um problema da Prefeitura e dos organizadores. A gente não vai dar o suporte nem na quinta-feira nem na quarta-feira de Cinzas”.
Na reunião que acertou os detalhes para segurança durante a folia, a Prefeitura informou que vai contar com a integração dos órgãos da segurança pública para manutenção da ordem e a paz nos dias de folia. “É uma tranquilidade para o governo municipal poder contar novamente com o apoio dos órgãos de segurança pública durante o carnaval. Nossa cidade é referência no Estado e recebemos milhares de visitantes neste período. Proporcionar a segurança dos foliões é, portanto, é nosso objetivo”, destacou Carla Machado.
A delegada Madeleine Farias Rangel, titular da 145ª Delegacia de Polícia de São João da Barra, informou que a Polícia Civil estará de prontidão durante todo o carnaval com plantão 24 horas.
Toda a avenida do samba e arredores será monitorada por 16 câmeras de segurança, além do reforço de policias militares e segurança privada. A população também vai contar com o serviço da Delegacia On-line, para a comunicação de ocorrências através do site: https://dedic.pcivil.rj.gov.br/.
O município também conta com o suporte da Guarda Civil Municipal, Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), equipe da Postura e segurança contratada para garantir um carnaval de tranquilidade para os foliões.
Em tempo — O blog tentou contato, por telefone, com os secretários de Turismo e de Ordem Pública de SJB para mais detalhes sobre o esquema de segurança durante os dias de folia e as restrições apresentadas pela PM, mas não conseguiu até o momento da publicação.
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Bancada governista soberana nas comissões da Câmara de SJB
19/02/2019 | 15h05
Na primeira sessão ordinária deste ano, a Câmara de São João da Barra elegeu as comissões permanentes para este biênio. Como aconteceu na eleição anterior, em 2017, a bancada governista domina os cargos mais importante de praticamente todos os colegiados.
Nas duas comissões consideradas mais importantes, há unanimidade governista. No colegiado de Justiça e Redação, a presidência ficou com Elísio Motos (PDT), com Sônia Pereira (PT) como relatora e Aluizio Siqueira (PP) como membro. Já em Finanças e Orçamentos, Sônia é a presidente, com Caputi (Podemos) como relator e Ronaldo da Saúde (Pros) como membro.
Da oposição, o vereador Franquis Arêas (PR) ficou como relator na comissão de Defesa do Consumidor, enquanto Eziel Pedro (MDB) foi escolhido para membro de dois colegiados (Defesa dos Direitos Humanos; e Obras e Serviços Públicos).
Após quase duas horas de votação, confira a composição das nove comissões:
Justiça e Redação
Presidente: Elísio Motos
Relator: Sônia Pereira
Membro: Aluizio Siqueira
Finanças e Orçamento
Presidente: Sônia Pereira
Relator: Caputi
Membro: Ronaldo da Saúde
Obras e Serviços Públicos
Presidente: Caputi
Relator: Aluizio Siqueira
Membro: Eziel Pedro
Defesa do Consumidor
Presidente: Gersinho (SD)
Relator: Franquis Arêas
Membro: Caputi
Ética e Decoro Parlamentar
Presidente: Caputi
Relator: Ronaldo da Saúde
Membro: Gersinho
Saúde e Vigilância Sanitária
Presidente: Ronaldo da Saúde
Relator: Elísio Motos
Membro: Sônia Pereira
Cultura e Assistência Social
Presidente: Sônia Pereira
Relator: Elísio Motos
Membro: Gersinho
Defesa de Ecologia e Meio Ambiente
Presidente: Aluizio Siqueira
Relator: Ronaldo da Saúde
Membro: Elísio Motos
Defesa dos Direitos Humanos
Presidente: Gersinho
Relator: Aluizio Siqueira
Membro: Eziel Pedro
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Ministro prevê geração de 13,5 mil empregos no Porto do Açu
19/02/2019 | 11h11
O ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse nessa segunda-feira (18) que a assinatura de contrato de adesão do Terminal da Gás Natural Açu (GNA) no Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra, no Rio de Janeiro, deve gerar cerca 13,5 mil empregos diretos e indiretos. O contrato visa a construção de um complexo, que envolve o terminal e a construção do maior complexo termelétrico a gás natural da América Latina.
Feito por meio de uma parceria entre as empresas Prumo Logística, a BP e a Siemens, o projeto da GNA inclui a construção de um terminal de regaseificação de GNL e a instalação de duas usinas termelétricas com capacidade total de 3 GW, contratadas em leilão de energia em 2014. Os investimentos previstos para os projetos das térmicas GNA1 (1,3 GW) e GNA2 (1,7 GW) e do terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) do Porto do Açu somam R$ 8 bilhões até 2023.
Participaram da cerimônia de assinatura integrantes do Ministério da Infraestrutura, Ministério de Minas e Energia, senadores e parlamentares da bancada do Rio de Janeiro, o vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, além de representantes da ANEEL, ANTAQ e ATP, Associação de Terminais Portuários Privados. Os presidentes da Prumo, BP Upstream e da Siemens no Brasil, sócias da GNA, também estiveram presentes.
O diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke, está otimista com mais uma etapa concluída do projeto. “A assinatura deste contrato é um passo importante para dar continuidade à implementação de nosso projeto, que se tornará o maior complexo termelétrico a gás natural da América Latina”.
Mais duas termelétricas
O início da operação das duas usinas e do terminal está previsto para 2021. A perspectiva é que a energia gerada consiga abastecer 14 milhões de residências. Em uma segunda fase, a partir de 2023, a empresa deve investir mais R$ 8,5 bilhões em mais duas termelétricas. Juntas, as duas térmicas irão gerar energia suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências. A empresa possui ainda licenças ambientais que permitem dobrar a capacidade instalada do parque termelétrico, podendo alcançar 6,4 GW.
— São R$ 16,5 bilhões de investimento realizado pela iniciativa privada, com geração de 4 mil empregos diretos e 9,5 mil indiretos. Isso é algo extremamente relevante — disse o ministro durante coletiva após a assinatura do contrato.
Além da importação de GNL, os planos do Porto do Açu incluem a construção de instalações de processamento de gás e gasodutos para torna-se uma rota de escoamento de gás das bacias de Santos e Campos, o que abre caminho para uso futuro do gás produzido no pré-sal.
Geração de empregos — A construção da GNA1 já está em andamento. A obra, executada por um consórcio liderado pela empreiteira AndradeGutierrez, começou em março do ano passado. Segundo a empresa, os empreendimentos da GNA empregam mais de 2.000 pessoas, sendo que 80% são moradores de São João da Barra e de Campos dos Goytacazes. Durante a fase de construção das duas termelétricas serão gerados, aproximadamente, 4,5 mil empregos diretos e em torno de 10 mil indiretos, com priorização de mão de obra local.
Com informações da Agência Brasil
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TCE suspende licitação de ambulâncias em SJB
18/02/2019 | 18h19
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro suspendeu, em decisão monocrática da conselheira substituta Andrea Siqueira Martins, a realização de um pregão que estava previsto para esta terça-feira (19), para prestação de serviços de locação de seis ambulâncias de suporte avançado — com condutor socorrista, para transporte de pacientes da Unidade Atafona e Resgate, 24 horas por dia, de forma ininterrupta, com fornecimento de mão de obra especializada — no município de São João da Barra.
A ação foi impetrada pela sociedade empresária Medicar Emergências Médicas São Paulo Ltda. A alegação é que alguns dos itens do edital têm como objetivo o direcionamento da licitação, entre eles a exigência de que os licitantes declarem a disponibilidade imediata dos veículos, equipamentos e instalações para realização de vistoria em até de 24 horas após o resultado da licitação. Para a empresa, este item do edital “privilegiaria os licitantes que já prestaram serviços para municipalidade” e que “somente as empresas que já estejam com os veículos e equipe mobilizada no município de São João da Barra poderão cumprir com um prazo tão curto”.
Para a conselheira substituta Andrea Siqueira Martins, “os aspectos impugnados parecem traduzir vícios que importam prejuízo à competitividade do certame e demandam, assim, maiores esclarecimentos”. Ela determinou, ainda, de forma monocrática, que a Prefeitura “suspenda a realização da licitação até pronunciamento conclusivo desta Corte de Contas neste processo”, além de pedir a manifestação da Prefeitura.
Em seu parecer, a conselheira também se manifesta com relação ao prazo para apresentação de veículos. Andrea Siqueira Martins diz que “de fato, a exigência pode restringir a participação de potenciais interessados no certame, na medida em que podem não estar aptos a apresentar o amplo objeto licitado neste tempo, mas podem reunir condições de apresentá-lo em prazo razoável”.
Atualizado às 15h18, do dia 19/02 — A Prefeitura de São João da Barra informou, desde a noite de segunda-feira (18), que o “município foi notificado pela corte de contas desde o dia 15/02 (sexta-feira) e foi dado publicidade no Diário Oficial do Rio de Janeiro quanto à suspensão do certame. O TCE concedeu ao município o prazo de 2 dias para resposta quanto aos apontamentos, que será dada amanhã (terça-feira, 19).
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Prefeita de SFI cede ex-prefeito para Campos
18/02/2019 | 16h50
A prefeita de São Francisco de Itabapoana, Francimara Barbosa Lemos (PSB), assinou uma portaria na qual cedeu o ex-prefeito Pedrinho Cherene (MDB), médico concursado no município, para atuar na Prefeitura de Campos. A repercussão chegou às redes sociais dos sanfranciscanos. E por dois motivos.
Muita gente não concorda com a atitude de Francimara ao conceder a cessão ao adversário das urnas em 2016. Por outro lado, Pedrinho sofre críticas por deixar, temporariamente, o quadro de funcionários do município. Há quem diga, inclusive, que ele só está disposto a trabalhar para São Francisco de Itabapoana como prefeito, não como médico.
Cherene, que teve as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Câmara de SFI, tenta reverter a decisão na Justiça. Apesar de não ter sido reeleito no último pleito, o nome dele ainda é cotado, caso esteja em condições de elegibilidade, como possível candidato a prefeito em 2020. Francimara também deve disputar o pleito pela reeleição. No entanto, outros nomes estão se fortalecendo em São Francisco de Itabapoana como opções fora do embate entre as famílias Cherene x Barbosa Lemos.
Em tempo — A cessão do servidor Pedro Jorge Cherene Júnior é pelo período entre 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro do mesmo ano. A portaria foi assinada no Diário Oficial dessa sexta-feira (15).
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A esperança ainda é de dias melhores
17/02/2019 | 14h28
Capa da última terça-feira da Folha da Manhã trouxe sucessão de episódios trágicos
Capa da última terça-feira da Folha da Manhã trouxe sucessão de episódios trágicos
Até mesmo para os mais céticos, toda virada de ano traz a esperança de dias melhores. Depois de um 2018 tão pesado, sobretudo na acirrada e até mesmo sangrenta disputa presidencial, não houve quem não torcesse por um 2019 mais leve. O ano começou com muitas mudanças, respeitando a vontade das urnas, em uma guinada que alterou de maneira avassaladora as forças partidárias no país. Contudo, não foram as questões políticas que mais marcaram esse início de 2019. Infelizmente, foram as sucessivas tragédias no Brasil. E foram pancadas sucessivas, sem tempo, ao menos, para se “conformar” com a anterior.
O primeiro grande baque nacional foi assistir à tragédia em Brumadinho após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão. A barragem rompeu no dia 25 de janeiro e até o dia 15 de fevereiro 166 mortes foram confirmadas e 147 pessoas estavam desaparecidas. As buscas continuam na área atingida pela lama. Não há um ser humano, com o mínimo de compaixão, que não tenha se sensibilizado com as famílias das vítimas, ao ler um relato, ao ouvir uma mãe lamentar a perda do único filho, um pai chorar por ainda não ter encontrado sua filha. A sensação de ver sua casa, que não é só um bem material, mas um local carregado de histórias e emoções, se resumir a lama — e muita lama.
A tragédia não foi o acidente, porque era evitável, mas a dor que aquele povo vive. É revoltante a situação, uma vez que, ao que tudo indica, houve omissão por parte da Vale para que chegasse a tal ponto. A cobrança, agora, é para que a empresa seja responsabilizada de forma assertiva. O país não pode viver noticiando e esquecendo casos como Brumadinho e Mariana, dentre tantos outros.
Em tempos de redes sociais, muitas vezes tudo se apaga da memória como stories de Instagram. E foi nessa rede que uma repórter da Globo News afirmou que se não era fácil para o telespectador acompanhar o material editado, imagine para quem tem de ver o que não gostaria de ver, mergulhado na história de forma quase que visceral. O peso é outro, é potencializado. A exaustividade dessas coberturas, ainda que à distância, esgotam os profissionais em todas as redações. Os dias terminam pesados, o cansaço normal de qualquer rotina de trabalho se transforma em dor, nem sempre física, mas, certamente, emocional.
O rompimento da barragem em Brumadinho aconteceu na mesma semana da morte do bebê Dione Valentin. Com apenas 25 dias de vida, ele foi espancado, com socos na cabeça, e o principal suspeito, que inclusive está preso, é o pai, Lucas do Espírito Santo, de 21 anos. O caso aconteceu no Farol e deixou abalado todo mundo que acompanhou mais de perto. O que levaria um pai a tal atitude? Não há justificativa, hipótese nenhuma! E noticiar morte de criança, de adolescentes, sempre é mais doloroso. Ninguém gosta de cobrir morte nenhuma, mas a de um bebê, ainda mais nessa circunstância, nos marca mais.
Ainda digerindo as coberturas pesadas de Brumadinho e a local, do Farol, chega uma forte tempestade, no dia 6 de fevereiro, ao Rio de Janeiro e faz seis vítimas fatais (número que chegou a sete no fim da mesma semana). Há responsabilidades nesse caso, por falta de ações de prevenção, do poder público — que dever ser punido. Mas isso não atenua, por ora, a dor de quem perdeu um familiar. E ainda veio mais, dois dias depois, na sexta-feira, um incêndio colocou fim nos sonhos e na vida de 10 atletas adolescentes que dormiam no alojamento do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo. Mais uma vez há evidências de omissão na fiscalização do poder público, bem como o clube não pode ser eximido de suas responsabilidades. São 10 famílias, muitos amigos, todos que sofrem por danos irreparáveis.
A semana seguinte começou com mais tragédias. No Noroeste Fluminense, em Natividade, um ônibus que saiu de Campos caiu em uma ribanceira. Foram quatro mortos e mais de 20 feridos. Isso foi no domingo passado. No dia seguinte, o noticiário trouxe a morte de um jovem em São João da Barra que na noite de domingo se divertia junto a amigos numa casa de shows — inclusive, estava na mesa ao lado da minha. No mesmo dia, um idoso morreu ao cair em uma cacimba, no Parque Santos Dumont, em Guarus. Pouco depois, chega a notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, que estava em um helicóptero que caiu em São Paulo. São tantas pancadas consecutivas, que as vezes tem quem pensa que já pode estar calejado. Mas não. O silêncio na redação da Band, que no fim do jornal que era apresentado por Boechat prestou uma homenagem ao jornalista com uma salva de palmas, também “ecoava” na Folha, como certamente ecoou por tantas outras redações Brasil afora.
Desde a edição de terça (12) até este artigo, todos os dias na página de opinião da Folha alguém escreveu sobre os episódios trágicos que abalam não só o país, de forma generalizada, mas a cada um de nós. Ainda não é fim de ano, longe disso, mas a mensagem no fim deste artigo é a sensação com a qual se encerra cada edição, em versos já eternizados, inclusive, na música de Rogério Flausino, do Jota Quest: “Vivemos esperando dias melhores”.
Oziel Azevedo - Divulgação
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Clarissa Garotinho é cotada como presidente estadual do Pros
17/02/2019 | 11h21
Os Garotinho e o Pros
O ex-governador Anthony Garotinho, de saída do PRP, insinuou em uma rede social que as conversas estão adiantadas com o diretório nacional do Pros e que ele vai “reestruturar o partido em todo Estado visando eleger o maior número de prefeitos e vereadores em 2020”. Para quem vive no meio político, a afirmação deu a entender que Garotinho, inelegível e preso três vezes nos últimos dois anos, voltaria a presidir um partido — fato que não ocorreu ao sair do PR para o PRP. Contudo, a presidência pode até ficar na família, mas não será com o patriarca. O nome mais cotado para comandar o diretório estadual é Clarissa Garotinho.
Motivos para escolha
Nos bastidores, os motivos apontados para escolha de Clarissa são dois. O primeiro, naturalmente, é o fato de ela ser a única filiada ao partido com mandato, já que foi reeleita como deputada federal. O outro é pelo temperamento do Garotinho. O nome da deputada é “mais leve” que o do pai, envolvido em muitos processos, algumas condenações e tantas outras polêmicas. Clarissa e o diretório nacional do Pros foram consultados durante toda a semana, mas não responderam aos questionamento da Folha.
E se o pai pedir?
O que ainda não está muito claro é se a deputada poderia abrir mão da presidência do partido, caso ocorra um pedido direto do pai. Em 2016, apesar de Clarissa ter feito campanha pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) nas redes sociais, ela tirou licença da Câmara às vésperas da sessão histórica que autorizou abertura do processo. Toda a mídia nacional divulgou, à época, que Garotinho negociou a ausência da filha, que contou como voto “favorável”, a Dilma. Em troca, poucos dias depois, foi consolidada a terceira venda do futuro de Campos.
Os Garotinho e Witzel
O jornal O Dia trouxe, na última semana, informações sobre a influência da família Garotinho na gestão de Wilson Witzel (PSC). Segunda a coluna “Informe”, o deputado federal Wladimir Garotinho (PRP), filho do ex-governador, estaria tentando emplacar nomes de alguns parentes de vereadores condenados na Chequinho em posições de destaque no governo estadual. Wladimir chegou a negar a veracidade das informações, mas não é a primeira vez que jornais da capital falam sobre a relação entre os Garotinho e Witzel.
Postura de Witzel
Quando começaram a circular informações que Clarissa Garotinho teria um cargo no Governo do Rio, Witzel utilizou as redes sociais para rechaçar o fato. Tenha ou não votado no atual governador, ficou claro que sua vitória foi pela vontade popular contrária ao sistema político do Estado, sobretudo no quesito de barganha de cargos. O eleitor do Witzel desde o primeiro turno, certamente, não gostaria de vê-lo aliado a Garotinho, o mesmo que outrora lançou Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ambos do MDB e presos pela Lava Jato, para suceder a gestão de oito anos da sua família no Palácio Guanabara.
Leia a íntegra da coluna neste domingo (17) na Folha da Manhã.
 
 
 
 
 
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Alex anuncia mudanças após seis anos de Aluizio na presidência da Câmara de SJB
16/02/2019 | 17h16
O vereador Alex Firme (PP) assume a presidência da Câmara de São João da Barra após seis anos de hegemonia de Aluizio Siqueira (PP). Os planos são de mudanças. A primeira será no horário das sessões, que volta para as 17h. Ele também vai colocar em votação o aumento das cadeiras da Casa e planeja construir a sede do Legislativo. Aliado de longa data da prefeita Carla Machado (PP), prega fidelidade nas questões eleitorais, mas independência entre os poderes. Na Câmara, chegou a ser líder do governo do ex-prefeito Neco (MDB) e aponta muitas diferenças na relação com os dois políticos. Com eles e o vice-prefeito Alexandre Rosa (PRB), Alex foi condenado na Machadada, que considera uma armação de adversários. Confiante em reverter a sentença, ele aponta Carla como principal nome para disputa pela Prefeitura em 2020.
Confira a entrevista completa na edição deste domingo (16) da Folha da Manhã e na Folha 1 (aqui).
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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