TRE absolve família Garotinho no 'escândalo da Edafo'
12/07/2017 | 07h51
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) absolveu, na noite desta quarta-feira (12), o ex-governador Anthony Garotinho (PR), a ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR) e a deputada federal Clarissa Garotinho (PRB) no caso que ficou conhecido como "escândalo da Edafo". Eles foram denunciados por um suposto esquema de corrupção eleitoral em 2014 envolvendo “laranjas”, assessores diretos da então prefeita Rosinha  e até uso das dependências da Prefeitura para atividades eleitorais do PR — que à época tinha Anthony Garotinho como candidato a governador, posteriormente derrotado no 1º turno. Além da família Garotinho, também constavam como réus o então tesoureiro do PR, Carlos Carneiro Neto; o ex-subsecretário Ângelo Rafael Damiano; o ex-presidente do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), Otávio Carvalho; o proprietário da Edafo, Paulo Siqueira, o Paulo "Matraca"; Sandro de Oliveira, que era funcionário terceirizado da Prefeitura e o ex-candidato a vice-governador Márcio Garcia.
O caso veio a público após uma apreensão de material de propaganda irregular no galpão da empreiteira, que tinha contratos com a administração municipal de Campos. A operação ocorreu a partir de denúncia que chegou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) de que haveria um galpão com propaganda eleitoral irregular de propriedade da Edafo Construções Ltda. De posse de um mandado de busca e apreensão, fiscais do TRE e policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) encontraram no local, no momento da apreensão, o então subsecretário geral de Governo da Prefeitura de Campos, Ângelo Rafael Barros Damiano, que era um dos coordenadores da campanha do PR no município. Em depoimento à Justiça, o DJ Júlio César de Oliveira Cossolosso, que constava como dono do galpão, admitiu ser “laranja” de Paulo Ferreira Siqueira, conhecido como Paulo Matraca, apontado como proprietário da Edafo.
Em novembro de 2014, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) acusou o grupo pela montagem de um esquema na Prefeitura para beneficiar nomes ligados ao PR nas eleições de 2014.
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Escândalo da Edafo: julgamento adiado outra vez no TRE
03/07/2017 | 07h12
O julgamento do “escândalo da Edafo” no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que estava na pauta desta segunda-feira (3), foi adiado mais uma vez. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) também constou na pauta de 22 de maio, mas a então relatora do caso, a desembargadora Jacqueline Lima Montenegro, atual presidente da Corte, declarou suspeição por “questão de foro íntimo”. O processo foi redistribuído para o desembargador Carlos Eduardo da Rosa da Fonseca Passos. Desta vez, o TRE não informou o motivo do adiamento.
Na eleição de 2014, uma apreensão de material de propaganda irregular no galpão da empreiteira, que tinha contratos com a administração municipal de Campos, revelou um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo “laranjas”, assessores diretos da então prefeita Rosinha Garotinho (PR) e até uso das dependências da Prefeitura para atividades eleitorais do PR — que à época tinha Anthony Garotinho como candidato a governador, posteriormente derrotado no 1º turno.
A operação ocorreu a partir de denúncia que chegou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) de que haveria um galpão com propaganda eleitoral irregular de propriedade da Edafo Construções Ltda. De posse de um mandado de busca e apreensão, fiscais do TRE e policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) encontraram no local, no momento da apreensão, o então subsecretário geral de Governo da Prefeitura de Campos, Ângelo Rafael Barros Damiano, que era um dos coordenadores da campanha do PR no município. Em depoimento à Justiça, o DJ Júlio César de Oliveira Cossolosso, que constava como dono do galpão, admitiu ser “laranja” de Paulo Ferreira Siqueira, conhecido como Paulo Matraca, apontado como proprietário da Edafo.
Em novembro de 2014 a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) acusou Garotinho, Rosinha, Ângelo Rafael e a então deputada estadual, à época já eleita deputada federal, Clarissa Garotinho (hoje PRB) pela montagem de um esquema na Prefeitura para beneficiar coligados no PR nas eleições de 2014. Também constavam como investigados na ação o então tesoureiro do PR, Carlos Carneiro Neto; o proprietário da Edafo, Paulo Matraca; o Tavinho do Fundecam; e Sandro de Oliveira, que era funcionário terceirizado da Prefeitura de Campos. Na última publicação da pauta, porém, os nomes de Sandro e Ângelo Rafael não constam mais entre os investigados.
Além de abuso de poder político e econômico, os acusados respondem, segundo a PRE, por conduta vedada pelo envolvimento de servidores e empregados da administração pública no esquema. Se condenados, os acusados podem ficar inelegíveis por oito anos e o diploma de Clarissa pode ser cassado.
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Chequinho: antecipada audiência da ação que Rosinha é ré
16/03/2017 | 03h06
O juiz Eron Simas remarcou a audiência de instrução, para inquirição de testemunhas, na ação principal do “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por votos. Nessa Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), que seria julgada no dia 24 de março, figuram como réus a ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR), os candidatos a prefeito e vice com apoio dela no último pleito, Dr. Chicão (PR) e Mauro Silva (PSDB), além da ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Ribeiro e a ex-coordenadora do Cheque Cidadão, Gisele Koch. A audiência foi antecipada em um dia, será na próxima quinta-feira, 23 de março, às 9h.
O magistrado justificou que foi “informado pela Direção do Fórum da Comarca de Campos dos Goytacazes que no dia 24/03/2017 ocorrerá, na parte da tarde, uma cerimônia pública no Salão do Tribunal do Júri. Embora a audiência tenha sido designada para o período da manhã, há várias testemunhas para serem ouvidas e, pela experiência dos demais feitos, é possível antever que os depoimentos serão longos, o que poderá conflitar com o outro ato público que será realizado no mesmo dia”.
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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