Câmara de SJB aprova nova forma de repasse para escolas de samba
25/10/2017 | 03h27
A Câmara de São João da Barra aprovou na sessão desta quarta-feira (25) dois projetos de lei, de autoria da base governista — Aluizio Siqueira (PP), Alex Firme (PP), Caputi (POD), Gersinho (SD), Ronaldo da Saúde (Pros) e Sônia Pereira (PT) — , ambos com o mesmo teor: autorizar o Executivo a formalizar termo de colaboração ou de fomento com o Clube Congos e com o Clube O Chinês, tradicionais escolas de samba do município, para o próximo carnaval, no valor de até R$ 234 mil para cada agremiação. Na folia deste ano, como nos anteriores, as subvenções para as escolas de samba eram aprovadas dias antes da festa, fato que causava muitas reclamações entre os dirigentes das agremiações.
Em julho, numa reunião com representantes da Prefeitura, O Chinês marcou posição e disse que só iria para avenida em 2018 caso houvesse mudança na forma do repasse, o que foi autorizado agora pelo Legislativo. Secretário de Planejamento de SJB, Sávio Saboia participou da reunião em julho com representantes das escolas de samba e informou que a administração municipal avaliaria a possibilidade de mudança, passando de subvenção para termo de fomento, o que facilitaria o repasse com mais antecedência. No texto do projeto, é descrito que o pagamento, no mesmo valor que foi destinado na folia em 2017, pode ser quitado em uma parcela ou dividida, desde que haja disponibilidade financeira.
O objetivo do termo de fomento ou colaboração tem o objetivo de desenvolvimento de trabalhos social, cultural e artístico. Havendo disponibilidade financeira e orçamentaria e se formalizada a colaboração, o repasse poderá ser total ou parcial ainda no exercício de 2017.
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SJB: 'Não deixaremos de desfilar', afirma presidente do Congos
19/07/2017 | 06h19
A polêmica disputa entre as escolas de samba de São João da Barra vai além da avenida. As diretorias de Congos e Chinês têm visão distintas de como proceder a partir do próximo ano. Se por um lado, o conselho deliberativo do Chinês fechou questão e só vai desfilar em 2018 se receber a subvenção concedida pela Prefeitura de forma antecipada, por outro, a diretoria do Grêmio Recreativo escola de Samba Congos garante que vai para avenida no domingo e na terça de carnaval em qualquer situação:
— Mesmo recebendo recursos próximo ao carnaval, não deixaremos de desfilar. Enquanto presidente, não acho o momento oportuno para a exigência principal, no que trata de recursos, pois entendo que com a situação social que o município se encontra e não me sinto confortável para fazer tal apelo — afirmou João Batista Azevedo.
O mandato de João Azevedo termina em março de 2018, mas ele não acredita, sequer, que haverá mudança de postura para o carnaval de 2019. “Concorrerei à reeleição, mas independente de quem quer que seja o próximo presidente, acredito que o Congos desfilará também em 2019. Nunca deixamos de desfilar”, complementou.
Na última segunda-feira (17), representantes dos Congos foram convidados pelo Conselho Deliberativo do Chinês para participar da reunião na qual foi anunciada a decisão de não desfilar se não houver antecipação da subvenção. Também participaram do encontro representantes da Prefeitura e do conselho municipal de Cultura. Secretário de Planejamento do município, Sávio Saboia, presente na reunião, vai avaliar tecnicamente o pleito do Chinês e nova reunião será marcada.
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SJB: Chinês só vai para avenida em 2018 com subvenção antecipada
17/07/2017 | 06h37
Encontro aconteceu no Cine Teatro São João
Encontro aconteceu no Cine Teatro São João / Maria Eni Amaral
O Grêmio Recreativo Escola de Samba O Chinês firmou posição em reunião na tarde desta segunda-feira (17), no Cine Teatro São João: só vai para a Avenida do Samba em 2018 se a subvenção concedida pela Prefeitura de São João da Barra for paga com antecedência, mesmo que em parcelas. O assunto foi debatido em reunião que contou com a presença de representantes da Prefeitura, do Chinês, do Grêmio Recreativo Escola de Samba Congos e do conselho municipal de Cultura.
Secretário de Planejamento do município, Sávio Saboia ouviu as sugestões dos membros das escolas de samba e vai avaliar a possibilidade de mudança na forma de pagamento às agremiações. Outra reunião deve ser marcada para debater o assunto. “Segundo eles, e a gente sabe que é, receber o recurso faltando poucos dias para carnaval fica inviável para a realização do trabalho. Não tenho como confirmar hoje se essa mudança vai poder ocorrer este ano. Temos que aguardar agora para saber se isso é viável, principalmente financeiramente. O Orçamento foi criado no ano passado. A gente pode até prevê esse modelo, de termo de fomento, para o ano que vem. Demos um prazo de estudo: ele vão entregar o ofício e vamos mandar a resposta em cerca de 15 dias”, disse Sávio.
Presidente do Conselho deliberativo do Chinês, Marcelo Gaia afirmou por diversas vezes durante o encontro que a tradicional escola não vai para a avenida no ano que vem se não houver mudança. Não é de hoje que os membros das agremiações reclamam da forma de repasse, que, na prática, leva as escolas a terem de buscar empréstimos e outras formas de fazer o barracão funcionar até que o dinheiro da Prefeitura entre em caixa.
Apesar de não indicar a possibilidade de não desfilar no ano que vem, integrantes da escola de samba Congos manifestaram apoio ao movimento. Acreditam os membros das duas agremiações que com a ausência de uma delas, quem perde é o carnaval sanjoanense, já que a rivalidade que “faz tremer os paralelepípedos” é quase secular.
Idade mínima — Os representantes das escolas também solicitaram apoio do jurídico da Prefeitura para que seja revista uma decisão do juízo local com relação à idade mínima para componentes de escolas na avenida. Atualmente, a escola é multada caso uma criança menos de 14 anos participe do desfile. No Rio de Janeiro, onde os desfiles acontecem de madrugada, há mais flexibilidade, dizem eles. Integrar as crianças na escolas de samba, o mais cedo possível, é a forma vista pelos dirigentes de manter a tradição do carnaval sanjoanense.
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Chinês pode ficar fora do carnaval sanjoanense em 2018
17/07/2017 | 09h25
O tradicional Grêmio Recreativo Escola de Samba O Chinês, de São João da Barra, começa a decidir nesta segunda-feira (17), às 16h, no Cine Teatro São João, se vai entrar na Avenida do Samba no ano que vem. Em comunicado divulgado nas redes sociais nesse domingo (16), convidando os membros da escola, o conselho deliberativo destaca o carnaval como sua maior manifestação cultural, mas que “mediante às dificuldades que este segmento vem enfrentando nos últimos anos com relação a parte estrutural, jurídica e financeira”, a participação nos desfiles de domingo e terça-feira fica sob risco:
“Discutiremos a possibilidade da participação ou não da Escola de Samba no carnaval 2018, já que esta decisão dependerá única e exclusivamente das resoluções tomadas pelos representantes da administração pública, frente às situações que serão expostas”, diz trecho do comunicado.
A reunião contará também com representantes do poder público municipal, do Conselho Municipal de Cultura e convidados da Escola de Samba Congos — rivais há quase um século durante na festa de Momo: “Destacamos a importância dessa instituição, com 85 anos de existência em nossa cidade, e ressaltamos, mais uma vez, o desejo de elevar a cultura carnavalesca sanjoanense, em conjunto com o poder público”, finaliza o comunicado.
O Chinês está sem presidente desde o fim de maio, quando quem ocupava o cargo renunciou. Há expectativa que o conselho deliberativo convoque novas eleições.
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O que aconteceu com o Fescan?
04/07/2017 | 05h15
“Considerado o maior e mais antigo festival de música do Estado do Rio de Janeiro”. Assim era a definido no site da Prefeitura de São João da Barra, em matéria publicada no ano de 2011, o Festival Sanjoanense da Canção (Fescan). Contudo, o concurso musical chega ao segundo ano consecutivo sem ser realizado no Circuito Junino. Criado em 1983, o Fescan contou com 29 edições até o ano de 2015 — o que significa que não havia sido realizado em quatro oportunidades. A suspensão no ano passado, após o então prefeito Neco (PMDB) decretar emergência econômica, não teve nenhuma explicação específica. Da mesma forma, neste ano, o governo Carla Machado (PP) não havia comentado sobre o festival. Questionada, a Prefeitura de São João da Barra informou que busca “alternativas para viabilizar o evento, da melhor forma, dando toda importância merecida em uma data particular para comemorarmos a arte da música sanjoanense”, deixando em aberto a possibilidade da realização ainda este ano.
É bem verdade que o Fescan estava meio “deslocado” no Circuito Junino. O festival vem há anos merecendo um lugar de destaque no calendário cultural do município, sem ficar “espremido” entre tantas atrações nas homenagens ao dia da Cidade e ao padroeiro São João Batista. Julho, agosto, outubro e novembro são meses sem nenhum evento de grande relevância no município. Seriam opções. O dia do músico é comemorado em 22 de novembro e casar a final do concurso com essa comemoração (ou no fim de semana mais próximo) seria outro ponto que poderia der debatido. Seja qual for a solução encontrada, seria interessante ver o retorno do festival.
Em nota, a assessoria da Prefeitura salientou que “o governo Carla Machado vem buscando resgatar as tradições culturais, assim como a valorização das mesmas, através da promoção dos eventos artísticos e viabilização de parcerias. Neste primeiro semestre de governo, tivemos o retorno de eventos importantes no Calendário Cultural da cidade”. A possibilidade de retorno do Fescan ainda este ano não é descartada pela administração municipal: “O Festival Sanjoanense da Canção sempre teve o carinho merecido, enquanto Carla Machado esteve como prefeita, e não será diferente, principalmente este ano que poderemos comemorar a XXX edição do Festival”, complementa a nota da Prefeitura.
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Usina Barcelos: pedido de tombamento no Inepac
20/06/2017 | 11h00

Bruno Costa já protocolou pedido no Inepac
Bruno Costa já protocolou pedido no Inepac / Divulgação

Um dos importantes patrimônios arquitetônicos de São João da Barra pode ter seu espaço preservado. A Usina Barcelos teve seu pedido de tombamento protocolado pelo conselheiro estadual de Política Cultural representante do Norte Fluminense, Bruno Costa, nessa segunda-feira (19) junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) com o número 622/17.

A solicitação de tombamento foi entregue junto com um dossiê contendo o histórico da Usina, fotos e documentos ao diretor técnico do Departamento do Patrimônio Cultural e Natural (DPCN), Roberto Anderson Magalhães, com ciência do diretor geral do Inepac, Marcus Monteiro, que dará os devidos encaminhamentos ao processo e realizará as notificações necessárias.

O Usina Barcelos foi inaugurada no dia 23 de novembro de 1878 – prestes a completar 140 anos – e contou com a ilustre presença do Imperador D. Pedro II (veio especialmente para o ato), da Imperatriz Thereza M. Christina, demais pessoas da Família Imperial e uma vasta comitiva.

Instituída pelo decreto nº 5277 de 1876 para estabelecimento de engenhos centrais no Brasil, tendo estabelecido o Engenho Central "Barcelos", assim denominado por obrigação contratual do financiamento imperial, foi uma das primeiras indústrias da região a não utilizar mão-de-obra escrava. Gerou muita produção e empregos e fez surgir a própria localidade de Barcelos, hoje 6º Distrito de São João da Barra. Na segunda metade do século XX a Usina foi adquirida pelo Grupo Othon (1974) e desativada em 2009.

Segundo Bruno Costa, é preciso empoderamento da sociedade para seu patrimônio. “A Usina Barcelos é a história viva do município. Está atrelada ao brasão oficial com duas torres, está arraiada à cana de açúcar e ao legado dos doces. Não podemos permitir que mais um patrimônio seja destruído”, ressalta, lamentando que no mês passado iniciou um processo de intervenção para possível desmantelamento do espaço.

O conselheiro acrescenta que a Usina Barcelos foi citada no livro francês L’usine Dans la ville Fives-Lille – 1812/2007, de Emmanuel Goulliart, que aborda as obras da fábrica Fives-Lille, responsável pela construção da Torre Eiffel e pela Ponte Eduardo III, em Paris, e também pela construção da Usina Barcelos.

A Usina, na época, era a segunda maior do Estado, e tinha como um dos proprietários Domingos Alves Barcellos Cordeiro que nasceu em São João da Barra. Era bacharel em direito pela Faculdade de São Paulo e um grande fazendeiro no Rio de Janeiro, agraciado com o título de Barão de Barcelos em 19/07/1879.

Mais do que um espaço de fabricação de açúcar e álcool, a Usina mantém um histórico da ferrovia, parte construída por ela mesma, e um guincho do período da navegação. “É um espaço de memória do açúcar, da história ferroviária e da navegação, tudo num mesmo local. No interior de São Paulo estes espaços estão se tornando museus e fomentando o turismo cultural. A Usina Barcelos não é um patrimônio apenas de São João da Barra. É do Norte Fluminense, do Estado do Rio e do Brasil. Foi a única usina do Norte-Noroeste Fluminense inaugurada pelo Imperador Dom Pedro II”, argumenta, acrescentando que o município faz parte da região turística Costa Doce justamente pelas características locais.

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Procissão do Fogaréu nesta terça em SJB
11/04/2017 | 03h49
Um dos grandes rituais da Semana Santa, a Procissão do Fogaréu traz novamente para São João da Barra tradições de um passado não muito distante. Luzes apagadas... Som de tambores, caixas, matracas... O ritual, que representa a perseguição dos soldados romanos a Jesus na antiga Jerusalém, acontece nesta terça-feira (11), às 20h, saindo da Igreja de São Pedro, local da concentração. A realização é da Irmandade São João Batista com apoio da Prefeitura de São João da Barra.
Com as luzes do trajeto apagadas, soldados judeus (os chamados “farricocos”) com túnicas de cor, encapuzados, descalços e conduzindo tochas, são enviados pelo sumo sacerdote Caifás (João, 18:12) para prender Jesus. Eles saem pelas principais ruas da cidade, passando pelas igrejas de São Benedito, São João Batista e terminando na Igreja da Boa Morte. Em alguns momentos, parecem mesmo correr, o que transmite a sensação de uma real perseguição. Participam da procissão cerca de 70 homens encapuzados em cortejo.
A Procissão do Fogaréu já tinha registro no jornal sanjoanense ‘O Progressista’, de 26 de março de 1879 e voltou a ser realizada em 2013 no centro histórico da cidade. A publicação do referido jornal citava: “Nesse mesmo dia, pelas 7 horas da tarde, haverá as solemnes Matinas de Trevas, e findas estas, terá lugar o Mandato, ou Lava-pés, seguindo-se, depois de tudo isto, a Procissão do Fogaréu”.
— A Procissão do Fogaréu é uma grande e importante manifestação cultural popular e de fé. O resgate deste ritual foi importantíssimo para a cultura e tradição de São João da Barra — ressalta a secretária de Educação e Cultura, Lúcia Siqueira.
Fonte: Secom/SJB
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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