Porto do Açu recebe visita de embaixador e de empresários da China
30/06/2017 | 06h51
O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, acompanhado de uma comitiva de cerca de 20 empresários chineses, foi recebido pelo Porto do Açu, durante visita ao empreendimento, nesta sexta-feira. Dando seguimento a um primeiro encontro, realizado em São Paulo, no início de junho, os empresários estiveram “in loco” para conferir os potencias e as possibilidades de negócios do Complexo Portuário do Açu.
A comitiva foi recebida pelo presidente da Prumo Logística, José Magela, e pelos diretores Fernando Henrique Schuffner e Marcelo Veloso. No encontro, Magela reforçou os benefícios que ambos os países podem ter com a maior sinergia entre o Porto e a China. “O Complexo Portuário do Açu reúne todas as condições para se tornar o Porto da China no Brasil. Temos localização privilegiada, área disponível e podemos receber embarcações de grande porte. A China é um dos principais parceiros estratégicos do Brasil, e tenho certeza que o Porto do Açu pode oferecer uma série de oportunidades de investimentos para as empresas chinesas”, garantiu Magela.
Durante a visita, a comitiva percorreu os terminais de Minério de Ferro (Ferroport), de Petróleo (Açu Petróleo) e Multicargas (T-MULT), além do Parque Industrial, onde ficam as empresas instaladas no Complexo Portuário. Um dos pontos destacados no encontro foi a localização estratégica do Porto do Açu para a indústria de O&G, além da capacidade do empreendimento de absorver novas indústrias de grande porte, de receber grandes embarcações e de movimentar variados tipos de carga, como petróleo, granéis sólidos em geral e carga de projeto.
Outro diferencial do empreendimento abordado no evento é o desenvolvimento de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), uma área de livre comércio, destinada à instalação de empresas com 80% de sua produção voltada para a exportação. Instalada na retroárea do Porto, a ZPE será uma alternativa para empresas chinesas se instalarem no Porto do Açu e escoarem seus produtos para as Américas.
O embaixador da China no Brasil falou sobre as oportunidades de negócios que o Porto do Açu apresenta. “Nós ficamos muito impressionados com a dimensão do Porto do Açu. O empreendimento avançou muito rápido se comparado a outros portos do mundo. A visita de hoje foi importante para estreitarmos os nossos laços e tratarmos as possibilidades de cooperação entre as empresas chinesas e o Complexo Portuário. Tenho certeza de que temos potencial para futuros negócios”, afirmou Li Jinzhang.
Operacional desde outubro de 2014, o Porto do Açu já recebeu cerca de R$ 12 bilhões em investimentos realizados pela Prumo e pelas empresas que operam no local.
Fonte: Assessoria
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Deputados querem revogar desapropriações no Açu
08/06/2017 | 08h04
Comissões da Alerj discutem impactos sociais causados pelo Porto do Açu
Comissões da Alerj discutem impactos sociais causados pelo Porto do Açu / Guilherme Cunha/Alerj
Um grupo de deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai apresentar um projeto de decreto legislativo para revogar um decreto do Executivo de 2009 que desapropriou as terras de mais de 1.500 agricultores do município de São João da Barra para a construção do Porto do Açu. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (08) durante audiência pública das comissões de Direitos Humanos e Cidadania; de representação do Porto do Açu; Política Urbana, Habitação e Assuntos Fundiários, e da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária no Estado, presididas, respectivamente, pelos deputados Bruno Dauaire (PR), Marcelo Freixo (Psol), Zeidan (PT) e Waldeck Carneiro (PT). Também participaram do encontro os vereadores sanjoanenses Aluizio Siqueira (PP), presidente da Câmara, Gersinho Crispim (SD), Ronaldo Gomes (Pros) e Sônia Pereira (PT).
— A reunião foi muito produtiva. Os deputados dos mais variados partidos ficaram ainda mais sensíveis com os dados apresentados. Essa é uma luta antiga nossa, junto aos agricultores sanjoanenses. Acredito que a Alerj será protagonista nessa resposta que a sociedade tanto cobra, sobre esse processo da desapropriação que envolveu Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). O que não dá mais é ver aquela imensidão de terra cercada, sem cumprir sua função social — avaliou Bruno Dauaire.
O deputado Marcelo Freixo afirmou que o Porto nunca operou com a capacidade anunciada, e boa parte das terras desapropriadas estão hoje abandonadas. “Hoje foram sete partidos diferentes presentes nesta audiência. Podemos conseguir uma grande maioria dos deputados concordando em anular o decreto das desapropriações", disse o deputado. "Isto vai devolver às famílias a dignidade, a justiça e terra”, afirmou.
Em 2009, a desapropriação foi feita para a criação de um Distrito Industrial que seria criado numa área de 72km². Segundo o vice-presidente da Associação de Pequenos Produtores e Agricultores do local (Asprim), Rodrigo Santos, eram produzidos mais de 185 mil toneladas de hortifrutigranjeiros na região. “Os agricultores fortaleciam Campos e o Rio, até que começaram a ter uma redução na produção desde que a desapropriação começou a transcorrer”, disse. “Isso não foi compensado pelo estado. Hoje estamos produzindo muito menos e a despesa dos produtores está cada vez maior”, completou.
Comissões discutem impactos das desapropriações
Comissões discutem impactos das desapropriações / Guilherme Cunha/Alerj
Arbitrariedade
Segundo Waldeck, os trabalhadores rurais tiveram suas terras desapropriadas de forma arbitrária pelo governador do estado na época, Sérgio Cabral, e tiveram suas vidas desorganizadas em nome de um projeto de desenvolvimento industrial que não foi discutido com a população da área. “São terras produtivas, que sustentavam a economia do município, que passaram a ser improdutivas, abandonadas, causando prejuízo”, declarou.
Defensora pública de São João da Barra, Ana Carolina de Araújo declarou que não há destinação para as terras que sofreram desapropriação. “Foi uma retirada cruel para colocar nada no lugar. Não houve motivo legítimo nem legal para a criação do decreto. Houve violação de direitos e benefício exclusivo de interesses particulares", informou.
Relatório
A deputada Zeidan informou que vai se reunir na próxima terça-feira (12) com a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), para cobrar o relatório e diagnósticos das famílias que foram retiradas das terras. “A Prefeitura de São João da Barra e um grupo de vereadores já pediu essas informações e eles ainda não passaram”, disse a deputada. ”Queremos dar o direito de habitação e de terras para essas famílias”, concluiu.
O presidente da Câmara de Vereadores de São João da Barra, Aluizio Siqueira, disse que quer fazer um novo mapa de zoneamento para ver o que é de fato área industrial e o que pode ser rural. “A área não foi aproveitada desde a sua desapropriação. Estamos fazendo um novo estudo para poder separar o que realmente precisa ser industrial”, comentou.
Com informações da assessoria da Alerj
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Freixo: Está na hora da terra desapropriada voltar aos verdadeiros donos
12/05/2017 | 09h46
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Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) esteve nessa sexta-feira (12) em São João da Barra para se inteirar dos assuntos relacionados à ocupação de terras na região do Porto do Açu. Com o deputado estadual Bruno Dauaire (PR) e o promotor Marcelo Lessa vistou (aqui) a área ocupadas por produtores rurais que foram desapropriados. Ele defende a revogação do processo. Pouco depois, o parlamentar foi ao Fórum, onde aconteceu uma audiência de conciliação (aqui) entre representantes da ocupação, a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e empresas ligadas ao empreendimento. O parlamentar, porém, não acompanhou a sessão. Informou que vai presidir na Alerj uma audiência pública sobre as desapropriações. Em uma breve conversa, informou que o objetivo é amadurecer a ideia de um decreto que possa anular as desapropriações em SJB e devolver a terra “aos seus verdadeiros donos”.
Audiência Pública — “Essa audiência pública sobre o Porto do Açu já está aprovada pela Comissão dos Direitos Humanos. A gente vai fazer numa data combinada com os agricultores. O doutor Marcelo Lessa, que é o promotor do caso, já combinou que ele vai estar presente. A Defensoria Pública, também. Os dois lados são favoráveis à anulação do decreto de 2008. A audiência visa o amadurecimento, na Casa Legislativa, de um decreto Legislativo que possa anular o das desapropriações. Para isso, a gente precisa da maioria. Então, é importante que a gente dialogue com uma quantidade grande de deputados, que eles entendam melhor esse processo. Fato é que o empreendimento não deu certo, não chegou nem aos pés do que se prometeu. O único resultado, além da prisão do Cabral e do Eike, foi que as terras se tornaram improdutivas, parte delas foi salinizada, gerou desemprego e crise social. Esse foi o resultado”.
Desapropriações — “Acompanho o processo desde o início. Nós fizemos audiência pública em 2010, inclusive. Temos documentos de 2010, ofícios enviados à Codin e ao Inea que nunca foram respondidos. O descaso do Estado nessa pauta foi muito grande desde o início”.
Prisão de Cabral e de Eike — “São pontos fundamentais da própria defesa, mostra que isso (processo de desapropriação) estava a serviço de algo que não era republicano, não do interesse social. E terra tem que ter interesse social, segundo a Constituição. Ali o interesse, vamos combinar, não era social: era criminoso. Isso não sou eu quem está dizendo, é o Ministério Público e o próprio Poder Judiciário que mandou prender o ex-governador e o dono do empreendimento. Está na hora dessa terra voltar aos seus verdadeiros donos, aqueles que fazem a terra produzir, que geram empregos, que geram alimentos. Enfim, é o melhor para São João da Barra, é o melhor para sociedade, é o melhor para o Norte Fluminense e é o mais justo”.
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Veja as propostas do Porto e Codin aos produtores rurais de SJB
12/05/2017 | 07h56
Terminou por volta das 17h desta sexta-feira (12), no Fórum de São João da Barra, a audiência de conciliação entre a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), a Grussaí Siderúrgica do Açu (GSA) e a Porto do Açu Operações (autores) com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e de produtores da região do Açu (réus). Como informado no blog Opiniões (aqui), não houve conciliação, mas nos 40 dias que serão analisadas as propostas (confira todas abaixo), as ocupações nas terras do 5º distrito estão mantidas e não pode haver recurso no processo, o que significa que o mesmo está suspenso. Terminado o prazo de análise da proposta, caso não acordo, a decisão sobre o futuro das terras será do juiz Paulo Maurício Simão Filho.
Em frente ao Fórum, produtores e membros do MST gritavam palavras de ordem antes e depois da audiência (aqui). Presidente da Comissão para Mediação dos Conflitos no Porto do Açu e propositor de uma CPI sobre o processo de desapropriação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Bruno Dauaire (PR) participou da audiência. Dauaire reforçou que nas terras desapropriadas “o fim da utilidade pública não está sendo cumprido” e voltou a falar sobre redimensionar a área desapropriada. Outro deputado que esteve em SJB foi Marcelo Freixo (Psol). Junto com Bruno e o promotor Marcelo Lessa, ele visitou (aqui) a ocupação, mas não esteve na audiência. Freixo informou que vai presidir uma audiência pública na Alerj sobre o Porto do Açu, com data a combinar.
Ainda na decisão da audiência desta sexta, Paulo Maurício informou que “não podem a Polícia Militar ou empresas particulares de segurança obstarem o exercício da posse pelos réus sob pena de cometimento de crime de desobediência”.
Propostas da Codin
A Codin se propôs a colocar sua equipe em espaços físicos à disposição dos réus para que seja analisada a inclusão nos programas sociais auxílio produção e reassentamento. Aos produtores que se enquadrem no perfil do programa fica assegurado o pagamento mensal de renda que varia entre um e cinco salários em 24 meses. O programa de reassentamento oferece o padrão de residência igual ou superior em área para cultivo.
Propostas da Porto do Açu Operações e GSA
Foi oferecida a proposta consistente em ampliar os dois programas oferecidos pela Codin para todos aqueles que de alguma forma comprovem que tenham retirado sua subsistência da área, seja a que título for. Para tanto, assume o compromisso de fornecer os meios materiais e a mão de obra necessária para análise. Também ofereceu o reassentamento provisório de todos os atuais ocupantes da área na fazenda Palacete, de propriedade dos autores, até que sejam identificados os destinatários das cláusulas acima estabelecidas. Ofereceram, ainda a qualificação dos ocupantes da área em cursos técnicos para que ao final do curso, tenham preferência na contratação de mão de obra por parte dos autores e de seus parceiros.
Posicionamento dos produtores e MST
Os produtores informaram se sentirem inseguros quanto aos auxílios financeiros em razão da notória crise financeira do Estado, o que pode colocar em risco o pagamento mensal dos auxílios. Sobre a fazenda Palacete, eles lembraram ter notícia de que a terra é objeto de penhora em juízo trabalhista. Para eles, isso compromete a segurança jurídica na instalação das famílias na propriedade.
Prumo envia nota à imprensa
Em nota, o Porto do Açu informou que “participou da audiência de conciliação na tarde de hoje (12/05). Na audiência, os autores (Porto do Açu, Codin e GSA) da ação apresentaram, voluntariamente, proposta que contempla a realização de cursos de capacitação profissional, auxílio produção e o reassentamento das famílias em área fora do Distrito Industrial de São João da Barra. A apresentação da proposta, de forma voluntária, reforça o compromisso com a comunidade. Além disso, a empresa apresentou ao juiz documentos adicionais que comprovam sua posse da área. Reforçamos que o Porto do Açu segue empenhado em atrair novas empresas, que irão acelerar a economia local, criar empregos e aumentar a geração de renda e a arrecadação de tributos. Atualmente, cerca de 4 mil pessoas trabalham no Complexo Portuário do Açu e mais de 70% moram na região. O Complexo está em operação desde outubro de 2014 e, em 2016, foi o 8º terminal privado em movimentação de cargas no país (dados Antaq)”.
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Em dia de audiência de conciliação, MST e produtores do Açu protestam em frente ao Fórum de SJB
12/05/2017 | 03h14
Protesto do MST e de produtores do Açu
Protesto do MST e de produtores do Açu / Arnaldo Neto
A audiência de conciliação entre os ocupantes das terras do 5º distrito de São João da Barra, a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), a Grussaí Siderúrgica do Açu (GSA) e a Porto do Açu Operações ocorreu na tarde desta sexta-feira (12). Em frente ao Fórum, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e de produtores da região do Açu gritavam palavras de ordem. Presidentes da Comissão de Representação do Porto do Açu e Direitos Humanos na Alerj, Bruno Dauaire (PR) e Marcelo Freixo (Psol), respectivamente, participam da audiência, como o jornalista Rodrigo Gonçalves havia antecipado no blog Caminhos (aqui). O juiz Paulo Maurício Simão Filho não permitiu a entrada da imprensa.
Os produtores estão confiantes na decisão da Justiça. Manoel Roberto, 52 anos, disse que teve dois alqueires desapropriados, mas não teria recebido o valor correspondente. Ele também destacou que a propriedade era da família, desde os seus avôs. Lá plantava quiabo, feijão, abacaxi: "Tudo que na terra tem direito de plantar, a gente plantava", afirmou, acrescentando que seu desejo é o de voltar o quanto antes a viver nas terras.
Antes de virem para o Fórum, os deputados e o promotor Marcelo Lessa, que também está na audiência, estiveram na ocupação no Açu, como pode ser conferido no blog Opiniões (aqui), do jornalista Aluysio Abreu Barbosa.
  • Protesto do MST e de produtores do Açu

    Protesto do MST e de produtores do Açu

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    Protesto do MST e de produtores do Açu

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    Protesto do MST e de produtores do Açu

Após a reocupação das terras, já foi indeferido um pedido de reintegração. Um dos critérios alegados pelo juiz é “que menos de 10% da área efetivamente desapropriada se tornou produtiva com o Porto do Açu, que inicialmente teria uma dimensão bem maior do que a que se revela hoje”.
Bruno Dauaire já propôs uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as desapropriações de terras na área do Açu, já que os critérios utilizados são colocados em xeque diante de um possível favorecimento ao empresário Eike Batista, “pai” do empreendimento, por parte do então governador Sérgio Cabral, ambos que já foram presos no desdobramento da Lava Jato. Segundo o deputado, caso as terras sejam entregues aos produtores, um dos objetivos será alcançado antes mesmo da CPI ter iniciado efetivamente:
— A tendência é o redimensionamento da desapropriação. Ninguém é contra o Porto do Açu, vital ao desenvolvimento econômico de São João da Barra e toda a região. Mas a verdade é que apenas 10% da área desapropriada é utilizada. O resto são apenas cercas.
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Vazamento de petróleo durante operação de transbordo no Porto do Açu
05/05/2017 | 03h54
Terminal no Porto do Açu
Terminal no Porto do Açu / Divulgação
A assessoria de imprensa da Prumo Logística, responsável pelo Porto do Açu, confirmou o primeiro incidente registrado no terminal de petróleo da unidade. O vazamento, de quantidade não divulgada, ocorreu na noite desta quinta-feira (4). O incidente aconteceu entre os navios Windsor Knutsen e Seacross, que faziam uma operação de transbordo de petróleo no terminal. Foi detectada uma fissura em um dos mangotes que era utilizado na operação. De acordo com a nota (veja a íntegra abaixo), a operação foi interrompida assim que identificado o vazamento.
Atualização às 19h20 — A Açu Petróleo informou que “o incidente registrado na noite de ontem (quinta-feira) no Terminal de Petróleo do Porto do Açu (Terminal 1) foi controlado. Assim que o incidente foi identificado, as atividades no terminal foram paralisadas e a Açu Petróleo adotou todas as medidas necessárias para contenção e recolhimento do óleo no mar, bem como as devidas comunicações aos órgãos competentes. A utilização de cerco preventivo com barreiras durante as operações e o pronto acionamento das ações de resposta do Terminal foram eficazes para a contenção e controle do incidente. Não foi identificada a presença de óleo fora da área do terminal abrigado, nem mesmo constatado prejuízo à fauna marinha”.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente de SJB, Alex Firme, uma equipe da Defesa Civil, em sobrevoo realizado durante a manhã, visualizou o ocorrido e outros órgão ambientais já foram acionados. Segundo Firme, inicialmente, a mancha de óleo teria cerca de 20 metros de comprimento e 5 de largura. Coordenador da Defesa Civil, Adriano Assis afirmou que não há risco de a mancha se espalhar, uma vez que a contenção logo foi feita pela empresa responsável. “A Defesa Civil e o Meio Ambientes estão atuando juntos no acompanhamento deste caso”, ressaltou.
Confira a nota da Prumo:
“A Açu Petróleo informa que, às 23h19 de ontem (04/05/2017), houve um incidente no Terminal de Petróleo do Porto do Açu (Terminal 1), localizado em São João da Barra (RJ). O incidente aconteceu entre os navios Windsor Knutsen e Seacross, que faziam uma operação de transbordo de petróleo no terminal. Foi detectada uma fissura em um dos mangotes que era utilizado na operação.
As autoridades já foram notificadas e, assim que identificou o vazamento, a operação de transbordo foi imediatamente interrompida. A Açu Petróleo acionou o Plano de Emergência, garantindo o imediato início dos trabalhos de resposta ao incidente. A prioridade da empresa no momento é a proteção ao meio ambiente.
Mais informações serão divulgadas assim que possível”.
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MST e pequenos agricultores ocupam terras do Porto do Açu
19/04/2017 | 10h22
O site do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anuncia que na manhã desta quarta-feira (19), os pequenos agricultores do Açu, 5º distrito de São João da Barra, junto com o MST, reocuparam as terras das quais foram desapropriados. Segundo o site, a ação faz parte da jornada nacional de luta pela terra que ocorre em todo o Brasil, de 17 a 21 de abril.
No local da desapropriação, a pretensão do empresário Eike Batista, hoje preso pela Lava Jato, era a criação de um distrito industrial na área do entorno do Porto do Açu, à época controlado pela LLX. Cerca de 500 pequenos proprietários foram desapropriados.
Segundo o texto no site do MST, a decisão de voltar para as terras foi tomada pelos agricultores e organizada pela Associação dos Proprietários Rurais e de Imóveis do Município de São João da Barra (Asprim). Representante da Asprim, Rodrigo Santos diz que cerca de 200 pessoas estão no local neste momento. 
Atualização às 11h40 - Em nota, a Prumo, responsável pelo Porto do Açu, informa que "em conjunto com o Estado do Rio de Janeiro, contribui para o desenvolvimento do Distrito Industrial de São João da Barra, promovendo a atração de empresas para gerar emprego e renda para a sociedade, bem como acelerando a economia local e o aumento na arrecadação de tributos em toda a região Norte Fluminense. Para que este desenvolvimento econômico aconteça, é importante que as áreas estejam livres de desembaraços para o uso industrial – que é vocação das áreas, de acordo com o Plano Diretor do município e o planejamento de desenvolvimento socioeconômico do Estado do Rio de Janeiro.
A empresa acredita na importância do diálogo com a comunidade, medida que sempre foi prioridade desde o início da instalação do Distrito Industrial. As ações de desapropriação, realizadas pelo Estado, tramitam no poder judiciário e transcorrem de acordo com a legislação brasileira".
A Codin ainda não se posicionou sobre o assunto.
Mais informações a qualquer momento
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Porto do Açu e Sebrae com capacitação para empresas locais
23/02/2017 | 12h36
O Porto do Açu, em parceria com o Sebrae/RJ, vai abrir uma nova turma do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores Locais (PDFL), voltado para empresários da região. O objetivo do PDFL é maximizar os benefícios oriundos da instalação do Complexo Portuário para fornecedores, em potencial residentes nos municípios do entorno do empreendimento, com destaque para São João da Barra e Campos dos Goytacazes. A nova turma será aberta em março e deverá capacitar 12 empresários. Desde que o projeto foi criado, em 2011, cerca de 800 empresas locais foram qualificadas. Uma delas é a Do Couto & Caetano, que começou a participar do PDFL em março do ano passado e já conseguiu prestar serviços para 5 clientes do Complexo Portuário do Açu.
A companhia, que trabalha com a instalação e manutenção de subestações, geradores e serviços elétricos em geral, realizou seu primeiro trabalho em setembro, atuando na manutenção preventiva de geradores. Hoje, a Do Couto & Caetano tem feito a manutenção dos aparelhos de ar condicionado da Naviship (empresa do grupo Edison Chouest - ECO) e acompanhado também os geradores de energia da NOV, para garantir que não haja quedas no fornecimento, o que acabaria prejudicando a produção. Além disso, a companhia realizou mais dois serviços para outra empresa da ECO, a BPort. Ela foi a responsável pelo isolamento térmico da casa de bombas de incêndio e de embarcações que atracaram na base de apoio offshore.
De acordo com a Prumo, ao longo de 2016, cerca de 200 empresas locais foram contratadas para prestar algum tipo de serviço dentro do Complexo Portuário do Açu. Os interessados em se capacitar com o PDFL devem se cadastrar no Sebrae/RJ, pelo telefone (22) 2723-2429.
Fonte: Assessoria
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Carla Machado: Não houve negociata com Eike Batista na minha gestão
13/02/2017 | 03h27
Reprodução
Carla foi entrevistada nesta segunda-feira na InterTv / Reprodução
A prefeita Carla Machado (PP), de São João da Barra, foi entrevistada na tarde desta segunda-feira (13) no RJ InterTV 1ª Edição, no quadro "E agora, prefeito?". Um telespectador questionou se ela se arrepende de ter participado da negociação do governo do Estado para instalação do Porto do Açu, do empresário Eike Batista, na cidade. Carla comentou o assunto, que tem movimentado discussões, pela primeira vez. A prefeita disse que não tem conhecimento sobre nenhum tipo de negociata com o Estado, mas assegura que na sua gestão, enquanto prefeita, não houve nenhuma negociata no campo municipal com Eike Batista. O empresário e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) estão presos. Segundo denúncia, Eike pagou US$ 16,5 milhões de propina a Cabral em troca de facilidades no Estado. O pagamento ocorreu durante o período de instalação do Porto em SJB. Segundo a revista Veja, o Porto do Açu foi a contrapartida de Cabral a Eike. Confira a resposta de Carla ao questionamento:
“Boa pergunta. Inclusive, foi questionado a questão do título de Barão de Eike Batista. Estou na política há mais de 20 anos e desde 1996, quando eu estava na Câmara Municipal como vereadora, era um sonho do sanjoanense ter um porto aqui, até por conta do nosso calado. Passou-se gestões do Estado, foi oferecido a Petrobras, que não quis investir. E tem que dar a César o que é de César: a coragem, a ousadia, do empresário Eike Batista de ter feito dentro do Norte Fluminense um empreendimento privado do porte que é o complexo porto indústria do Açu. Na minha época enquanto prefeita eu tive mais de R$ 130 milhões em compensação ambiental e social, construção de estradas, rede de abastecimento de água, a Vila da Terra, terminal pesqueiro, ajuda para compra de equipamentos para agricultura, viaturas de polícia, doadas para a Polícia Militar e Polícia Civil, dentre muitas outras situações. Então, eu dei o título de Barão porque acho que foi merecido. Agora, se o empresário Eike Batista teve erros, teve alguma negociata com o governo do Estado, não é do meu conhecimento. Tenho certeza que negociata não houve no campo municipal, na minha gestão, onde o município alavancou e hoje é alternativa de desenvolvimento e crescimento não só de SJB, mas de toda região Norte e Noroeste Fluminense. O único envolvimento que eu tive, porque o município não dá licença ambiental, foi a transformação das terras que antes eram rurais em áreas industriais, o que agrega também valor a terra”.
A entrevista completa pode ser conferida aqui.
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Bruno Dauaire protocola CPI das desapropriações na Alerj
02/02/2017 | 04h31
Rodrigo Silveira
/ Rodrigo Silveira
O deputado estadual Bruno Dauaire (PR) protocolou nessa quarta-feira (1), na volta dos trabalhos legislativos da Alerj, um pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com objetivo de investigar os processos de desapropriações para criação da área industrial do Porto do Açu, em São João da Barra. O empresário Eike Batista, idealizador do porto sanjoanense, foi preso nesta semana na operação Eficiência, desdobramento da Calicute, a Lava Jato no Rio. A investigação atinge também o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso desde novembro. Eike teria pago US$ 16,5 milhões em propina a Cabral no mesmo período no qual a área do distrito industrial foi desapropriada.
Segundo a revista Veja,o Porto do Açu, no qual atualmente o idealizador tem participação mínima, foi a contra partida de Cabral para Eike. Em seu perfil no Facebook, no dia que a prisão de Eike foi decretada, Bruno já havia comentado sobre a necessidade de investigações. Na Casa, o deputado é presidente de uma comissão para mediar os conflitos do Açu.
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