Terminal Multicargas do Porto do Açu recebe primeiro navio do tipo Panamax
11/09/2017 | 09h17
O Porto do Açu registrou mais um marco, com a atracação do primeiro navio Panamax no Terminal Multicargas (Tmult), na primeira semana deste mês. A embarcação White Whale, vinda de Vancouver, no Canadá, trouxe 39 mil toneladas de carvão para o Açu e foi descarregada com o apoio de 18 carretas que fazem o transporte de carga do cais para o pátio de graneis do terminal.
Panamax é o termo usado para as embarcações que alcançaram o tamanho limite para passar nas eclusas do Canal do Panamá até 2016, quando o canal foi ampliado. O primeiro navio deste porte a atracar no terminal tem 225 metros de comprimento, 32 metros de largura e 10 metros de calado.
— É um orgulho para o nosso time do Tmult estar envolvido no registro de mais um marco para o empreendimento. A nossa missão é trabalhar para que toda a operação aconteça de forma segura e eficiente. Foi assim com o primeiro Panamax e será também com os próximos que virão — afirmou Marcelo Patrício, gerente geral de operações do terminal.
O Tmult, em operação desde junho de 2016, já movimenta bauxita, coque, carvão siderúrgico, carga de projetos e carga geral. Além disso, tem autorização para operar qualquer tipo de granéis sólidos e líquidos, contêineres e veículos. Representando uma nova alternativa de escoamento para o Sudeste brasileiro, o terminal conta com 160 mil m² de área alfandegada.
Fonte: Ascom
Comentar
Compartilhe
Terminal Multicargas do Porto do Açu bate recorde de produtividade
23/08/2017 | 06h20
O Porto do Açu alcançou seu recorde de produtividade na movimentação de coque, realizada ao longo da última semana, no Terminal Multicargas (Tmult). O navio Themistocles, que estava carregado com 53 mil toneladas do granel, ficou em operação de quarta-feira à sábado, completando uma média de descarregamento de 16,3 mil toneladas por dia. A produtividade aumentou em 20,6%, se comparada ao último recorde registrado, em uma operação com carvão, em março deste ano.
A descarga do material foi otimizada pelo suporte de 18 caminhões basculantes na movimentação, que inclui o transporte da carga desde o cais até o pátio de granéis. Os veículos pertencem à Cooperlog, uma cooperativa de transporte de São João da Barra, que foi contratada pelo Porto do Açu para atuar também nas próximas três operações envolvendo granéis sólidos no Tmult. Estão previstas, até setembro, a chegada de mais 50 mil toneladas de coque e outras 100 mil de carvão.
A cooperativa sanjoanense, que já havia prestado serviço para outras empresas instaladas no Porto, está otimista com o resultado do primeiro trabalho no Terminal Multicargas. “Ter a oportunidade de atuar dentro do Porto do Açu, no nosso município, é essencial para a nossa cooperativa, que foi criada no último ano. Além deste contrato ser fundamental para nossos 23 cooperados, ele possibilita o trabalho perto de casa e das nossas famílias. Agora, nosso objetivo é nos estruturar ainda mais para atender novas demandas do Complexo Portuário”, afirmou Alberto Pereira Chagas, presidente da Cooperlog.
Multicargas
O Terminal Multicargas do empreendimento, em operação desde junho de 2016, já movimenta bauxita, coque, carvão siderúrgico, carga de projetos e carga geral. Além disso, o terminal tem autorização para operar qualquer tipo de granéis sólidos e líquidos, contêineres e veículos. Representando uma nova alternativa de escoamento para o Sudeste brasileiro, o Tmult conta com 160 mil m² de área alfandegada.
Bons ventos
O dia é de boas notícias envolvendo o Porto do Açu. Antes do recorde divulgado pela assessoria da Prumo, o blog havia informado (aqui) que está em andamento, já com audiência pública marcada, o licenciamento para implantação do terminal portuário de importação e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL).
Comentar
Compartilhe
Licenciamento do terminal de regaseificação no Açu com audiência marcada
23/08/2017 | 11h03
A Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), da secretaria de Estado de Ambiente, já publicou a convocação para audiência pública para apresentação e discussão do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) com relação ao requerimento da licença prévia para implantação do terminal portuário de importação e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL). A audiência será no dia 14 de setembro, às 19h, no Grussaí Praia Clube.
A Gás Natural Açu (GNA), subsidiária da Prumo Logística, é a responsável pelo empreendimento. Neste mês, a GNA informou ao mercado a assinatura de contrato com a Siemens para desenvolvimento, implantação e exploração da UTE GNA I, do Terminal de Regaseificação do Açu e outros potenciais projetos no Complexo Industrial do Porto do Açu.
Desde o ano passado o Porto do Açu passou a ter como foco petróleo e derivados, aproveitando a localização estratégica no Norte do Rio de Janeiro, o que facilita a ligação do o empreendimento à malha de transporte e campos produtores.
Comentar
Compartilhe
Sem crise: Açu é quarto maior terminal privado em movimento de cargas
13/08/2017 | 12h35
O cenário de crise que assola o país, felizmente, não parece atormentar o Porto do Açu, em São João da Barra. O jornalista Lauro Jardim, em seu blog no jornal O Globo, destaca que no primeiro semestre de 2017 o Açu “tornou-se o quarto maior terminal privado do Brasil em movimentação de cargas, de acordo com dados da Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários]. Há um ano, era o oitavo”.
Veja a nota publicada no blog do Lauro Jardim:
Blog hospedado no jornal O Globo
Blog hospedado no jornal O Globo / Reprodução
Comentar
Compartilhe
Questionado sobre propina envolvendo o Porto do Açu, Eike fica em silêncio
03/08/2017 | 06h14
Foto: Agência Brasil
O empresário Eike Batista foi questionado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio, sobre o pagamento de propinas para o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Eike disse ao juiz que o relacionamento com o governo do Rio começou com os projetos para construção do Porto do Açu, no Norte do Estado, e do porto do Sudeste, na Baía de Sepetiba, ainda quando a ocupante do cargo era Rosinha Garotinho (atual PR). Quando Bretas, o juiz da Lava Jato no Rio, perguntou diretamente se houve algum acerto de propina para viabilizar esses empreendimentos, o empresário disse que pretende colaborar com a Justiça, que é seu dever — mas, por sugestão específica dos advogados, ia permanecer em silêncio. A postura reforça a tese de uma delação premiada do empresário.
No depoimento à Justiça Eike admitiu ter emprestado aeronaves ao ex-governador e reiterou querer “colaborar 100% com a Justiça”. O empresário afirmou que, quando tinha três aviões, as pessoas “sabiam que [os aviões] estavam parados” e pediam emprestado. “E é difícil dizer não ao governador. Mas na época do acidente disse que não emprestaria mais os aviões para políticos”, disse nessa segunda-feira (31).
Eike faz referência a um acidente ocorrido em junho de 2011, a queda de um helicóptero próximo à praia de Itapororoca, no distrito de Trancoso, na cidade de Porto Seguro, sul da Bahia. O dono do helicóptero, Marcelo Almeida, presidente do First Class Group e dono do Jacumã Ocean Resort, teria emprestado a aeronave para transporte de Cabral e convidados do ex-governador.
Flavio Godinho, que foi braço direito de Eike, também foi ouvido, mas preferiu o silêncio. Os dois estão cumprindo prisão domiciliar. Eles foram detidos em janeiro deste ano na operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato no Rio. Cabral foi preso em novembro do ano passado, no âmbito da Calicute, também um desdobramento da Lava Jato, e encontra-se em regime fechado na Cadeia Pública José Frederico Marques em Benfica, zona norte do Rio.
Com informações da Valor Econômico
Comentar
Compartilhe
Porto do Açu assina contrato de parceria com o segundo maior porto da Europa
24/07/2017 | 09h13
A Prumo Logística, empresa que opera e desenvolve o Porto do Açu, divulgou nesta segunda-feira (24) ao mercado a assinatura de um contrato com o Porto de Antuérpia Internacional (PAI) — subsidiária da autoridade portuária da Antuérpia e segundo maior porto da Europa.
De acordo com o contrato, a PAI irá investir US$ 10 milhões na Porto do Açu SA, subsidiária da Prumo e responsável pela operação do Terminal Multicargas (Tmult) e aluguel de áreas no complexo portuário. Pelo investimento, a empresa irá deter 1,176% do capital social da Porto do Açu, além de contar com um assento no conselho de administração da subsidiária. O documento também prevê a opção de investimento de outros US$ 10 milhões, em até 18 meses, ampliando a participação do PAI para 2,352%.
Para José Magela, CEO da Prumo, a parceria confirma a grande atratividade do Porto do Açu. “Esta parceria é a união da experiência e do conhecimento na operação e no desenvolvimento de um complexo Porto Industria com a eficiência e as oportunidades oferecidas pelo Porto do Açu”, disse o executivo.
Jacques Vandermeiren, CEO do Porto da Antuérpia afirma: “Nós escolhemos investir no Porto do Açu, entre outros portos, devido à sua localização estratégica perto de campos de petróleo e gás, além de estar na região sudeste — principal área econômica do país. Além disso, o Açu é um exemplo de porto privado de sucesso e já operacional, desenvolvido por um parceiro confiável e com foco na sustentabilidade. Finalmente, é uma oportunidade única para o PAI participar do desenvolvimento de um porto, ao mesmo tempo em que aumenta a posição da Antuérpia na América Latina, tornando-o porto preferencial para o continente”.
A PAI é uma subsidiária da autoridade portuária da Antuérpia, e foi criada para participar e investir em portos no exterior e projetos relacionados a portos em regiões estratégicas como o Brasil. O Porto da Antuérpia está entre os maiores do mundo. Movimenta 210 milhões de toneladas no transporte marítimo internacional e possui área total de 120 km². Atualmente, o Brasil é o 6º maior parceiro comercial do Porto da Antuérpia, com cerca de 6,4 milhões de toneladas de frete trocadas anualmente.
Fonte: Assessoria
Comentar
Compartilhe
Porto do Açu recebe visita de embaixador e de empresários da China
30/06/2017 | 06h51
O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, acompanhado de uma comitiva de cerca de 20 empresários chineses, foi recebido pelo Porto do Açu, durante visita ao empreendimento, nesta sexta-feira. Dando seguimento a um primeiro encontro, realizado em São Paulo, no início de junho, os empresários estiveram “in loco” para conferir os potencias e as possibilidades de negócios do Complexo Portuário do Açu.
A comitiva foi recebida pelo presidente da Prumo Logística, José Magela, e pelos diretores Fernando Henrique Schuffner e Marcelo Veloso. No encontro, Magela reforçou os benefícios que ambos os países podem ter com a maior sinergia entre o Porto e a China. “O Complexo Portuário do Açu reúne todas as condições para se tornar o Porto da China no Brasil. Temos localização privilegiada, área disponível e podemos receber embarcações de grande porte. A China é um dos principais parceiros estratégicos do Brasil, e tenho certeza que o Porto do Açu pode oferecer uma série de oportunidades de investimentos para as empresas chinesas”, garantiu Magela.
Durante a visita, a comitiva percorreu os terminais de Minério de Ferro (Ferroport), de Petróleo (Açu Petróleo) e Multicargas (T-MULT), além do Parque Industrial, onde ficam as empresas instaladas no Complexo Portuário. Um dos pontos destacados no encontro foi a localização estratégica do Porto do Açu para a indústria de O&G, além da capacidade do empreendimento de absorver novas indústrias de grande porte, de receber grandes embarcações e de movimentar variados tipos de carga, como petróleo, granéis sólidos em geral e carga de projeto.
Outro diferencial do empreendimento abordado no evento é o desenvolvimento de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), uma área de livre comércio, destinada à instalação de empresas com 80% de sua produção voltada para a exportação. Instalada na retroárea do Porto, a ZPE será uma alternativa para empresas chinesas se instalarem no Porto do Açu e escoarem seus produtos para as Américas.
O embaixador da China no Brasil falou sobre as oportunidades de negócios que o Porto do Açu apresenta. “Nós ficamos muito impressionados com a dimensão do Porto do Açu. O empreendimento avançou muito rápido se comparado a outros portos do mundo. A visita de hoje foi importante para estreitarmos os nossos laços e tratarmos as possibilidades de cooperação entre as empresas chinesas e o Complexo Portuário. Tenho certeza de que temos potencial para futuros negócios”, afirmou Li Jinzhang.
Operacional desde outubro de 2014, o Porto do Açu já recebeu cerca de R$ 12 bilhões em investimentos realizados pela Prumo e pelas empresas que operam no local.
Fonte: Assessoria
Comentar
Compartilhe
Deputados querem revogar desapropriações no Açu
08/06/2017 | 08h04
Comissões da Alerj discutem impactos sociais causados pelo Porto do Açu
Comissões da Alerj discutem impactos sociais causados pelo Porto do Açu / Guilherme Cunha/Alerj
Um grupo de deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai apresentar um projeto de decreto legislativo para revogar um decreto do Executivo de 2009 que desapropriou as terras de mais de 1.500 agricultores do município de São João da Barra para a construção do Porto do Açu. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (08) durante audiência pública das comissões de Direitos Humanos e Cidadania; de representação do Porto do Açu; Política Urbana, Habitação e Assuntos Fundiários, e da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária no Estado, presididas, respectivamente, pelos deputados Bruno Dauaire (PR), Marcelo Freixo (Psol), Zeidan (PT) e Waldeck Carneiro (PT). Também participaram do encontro os vereadores sanjoanenses Aluizio Siqueira (PP), presidente da Câmara, Gersinho Crispim (SD), Ronaldo Gomes (Pros) e Sônia Pereira (PT).
— A reunião foi muito produtiva. Os deputados dos mais variados partidos ficaram ainda mais sensíveis com os dados apresentados. Essa é uma luta antiga nossa, junto aos agricultores sanjoanenses. Acredito que a Alerj será protagonista nessa resposta que a sociedade tanto cobra, sobre esse processo da desapropriação que envolveu Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). O que não dá mais é ver aquela imensidão de terra cercada, sem cumprir sua função social — avaliou Bruno Dauaire.
O deputado Marcelo Freixo afirmou que o Porto nunca operou com a capacidade anunciada, e boa parte das terras desapropriadas estão hoje abandonadas. “Hoje foram sete partidos diferentes presentes nesta audiência. Podemos conseguir uma grande maioria dos deputados concordando em anular o decreto das desapropriações", disse o deputado. "Isto vai devolver às famílias a dignidade, a justiça e terra”, afirmou.
Em 2009, a desapropriação foi feita para a criação de um Distrito Industrial que seria criado numa área de 72km². Segundo o vice-presidente da Associação de Pequenos Produtores e Agricultores do local (Asprim), Rodrigo Santos, eram produzidos mais de 185 mil toneladas de hortifrutigranjeiros na região. “Os agricultores fortaleciam Campos e o Rio, até que começaram a ter uma redução na produção desde que a desapropriação começou a transcorrer”, disse. “Isso não foi compensado pelo estado. Hoje estamos produzindo muito menos e a despesa dos produtores está cada vez maior”, completou.
Comissões discutem impactos das desapropriações
Comissões discutem impactos das desapropriações / Guilherme Cunha/Alerj
Arbitrariedade
Segundo Waldeck, os trabalhadores rurais tiveram suas terras desapropriadas de forma arbitrária pelo governador do estado na época, Sérgio Cabral, e tiveram suas vidas desorganizadas em nome de um projeto de desenvolvimento industrial que não foi discutido com a população da área. “São terras produtivas, que sustentavam a economia do município, que passaram a ser improdutivas, abandonadas, causando prejuízo”, declarou.
Defensora pública de São João da Barra, Ana Carolina de Araújo declarou que não há destinação para as terras que sofreram desapropriação. “Foi uma retirada cruel para colocar nada no lugar. Não houve motivo legítimo nem legal para a criação do decreto. Houve violação de direitos e benefício exclusivo de interesses particulares", informou.
Relatório
A deputada Zeidan informou que vai se reunir na próxima terça-feira (12) com a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), para cobrar o relatório e diagnósticos das famílias que foram retiradas das terras. “A Prefeitura de São João da Barra e um grupo de vereadores já pediu essas informações e eles ainda não passaram”, disse a deputada. ”Queremos dar o direito de habitação e de terras para essas famílias”, concluiu.
O presidente da Câmara de Vereadores de São João da Barra, Aluizio Siqueira, disse que quer fazer um novo mapa de zoneamento para ver o que é de fato área industrial e o que pode ser rural. “A área não foi aproveitada desde a sua desapropriação. Estamos fazendo um novo estudo para poder separar o que realmente precisa ser industrial”, comentou.
Com informações da assessoria da Alerj
Comentar
Compartilhe
Freixo: Está na hora da terra desapropriada voltar aos verdadeiros donos
12/05/2017 | 09h46
/
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) esteve nessa sexta-feira (12) em São João da Barra para se inteirar dos assuntos relacionados à ocupação de terras na região do Porto do Açu. Com o deputado estadual Bruno Dauaire (PR) e o promotor Marcelo Lessa vistou (aqui) a área ocupadas por produtores rurais que foram desapropriados. Ele defende a revogação do processo. Pouco depois, o parlamentar foi ao Fórum, onde aconteceu uma audiência de conciliação (aqui) entre representantes da ocupação, a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e empresas ligadas ao empreendimento. O parlamentar, porém, não acompanhou a sessão. Informou que vai presidir na Alerj uma audiência pública sobre as desapropriações. Em uma breve conversa, informou que o objetivo é amadurecer a ideia de um decreto que possa anular as desapropriações em SJB e devolver a terra “aos seus verdadeiros donos”.
Audiência Pública — “Essa audiência pública sobre o Porto do Açu já está aprovada pela Comissão dos Direitos Humanos. A gente vai fazer numa data combinada com os agricultores. O doutor Marcelo Lessa, que é o promotor do caso, já combinou que ele vai estar presente. A Defensoria Pública, também. Os dois lados são favoráveis à anulação do decreto de 2008. A audiência visa o amadurecimento, na Casa Legislativa, de um decreto Legislativo que possa anular o das desapropriações. Para isso, a gente precisa da maioria. Então, é importante que a gente dialogue com uma quantidade grande de deputados, que eles entendam melhor esse processo. Fato é que o empreendimento não deu certo, não chegou nem aos pés do que se prometeu. O único resultado, além da prisão do Cabral e do Eike, foi que as terras se tornaram improdutivas, parte delas foi salinizada, gerou desemprego e crise social. Esse foi o resultado”.
Desapropriações — “Acompanho o processo desde o início. Nós fizemos audiência pública em 2010, inclusive. Temos documentos de 2010, ofícios enviados à Codin e ao Inea que nunca foram respondidos. O descaso do Estado nessa pauta foi muito grande desde o início”.
Prisão de Cabral e de Eike — “São pontos fundamentais da própria defesa, mostra que isso (processo de desapropriação) estava a serviço de algo que não era republicano, não do interesse social. E terra tem que ter interesse social, segundo a Constituição. Ali o interesse, vamos combinar, não era social: era criminoso. Isso não sou eu quem está dizendo, é o Ministério Público e o próprio Poder Judiciário que mandou prender o ex-governador e o dono do empreendimento. Está na hora dessa terra voltar aos seus verdadeiros donos, aqueles que fazem a terra produzir, que geram empregos, que geram alimentos. Enfim, é o melhor para São João da Barra, é o melhor para sociedade, é o melhor para o Norte Fluminense e é o mais justo”.
Comentar
Compartilhe
Veja as propostas do Porto e Codin aos produtores rurais de SJB
12/05/2017 | 07h56
Terminou por volta das 17h desta sexta-feira (12), no Fórum de São João da Barra, a audiência de conciliação entre a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), a Grussaí Siderúrgica do Açu (GSA) e a Porto do Açu Operações (autores) com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e de produtores da região do Açu (réus). Como informado no blog Opiniões (aqui), não houve conciliação, mas nos 40 dias que serão analisadas as propostas (confira todas abaixo), as ocupações nas terras do 5º distrito estão mantidas e não pode haver recurso no processo, o que significa que o mesmo está suspenso. Terminado o prazo de análise da proposta, caso não acordo, a decisão sobre o futuro das terras será do juiz Paulo Maurício Simão Filho.
Em frente ao Fórum, produtores e membros do MST gritavam palavras de ordem antes e depois da audiência (aqui). Presidente da Comissão para Mediação dos Conflitos no Porto do Açu e propositor de uma CPI sobre o processo de desapropriação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Bruno Dauaire (PR) participou da audiência. Dauaire reforçou que nas terras desapropriadas “o fim da utilidade pública não está sendo cumprido” e voltou a falar sobre redimensionar a área desapropriada. Outro deputado que esteve em SJB foi Marcelo Freixo (Psol). Junto com Bruno e o promotor Marcelo Lessa, ele visitou (aqui) a ocupação, mas não esteve na audiência. Freixo informou que vai presidir uma audiência pública na Alerj sobre o Porto do Açu, com data a combinar.
Ainda na decisão da audiência desta sexta, Paulo Maurício informou que “não podem a Polícia Militar ou empresas particulares de segurança obstarem o exercício da posse pelos réus sob pena de cometimento de crime de desobediência”.
Propostas da Codin
A Codin se propôs a colocar sua equipe em espaços físicos à disposição dos réus para que seja analisada a inclusão nos programas sociais auxílio produção e reassentamento. Aos produtores que se enquadrem no perfil do programa fica assegurado o pagamento mensal de renda que varia entre um e cinco salários em 24 meses. O programa de reassentamento oferece o padrão de residência igual ou superior em área para cultivo.
Propostas da Porto do Açu Operações e GSA
Foi oferecida a proposta consistente em ampliar os dois programas oferecidos pela Codin para todos aqueles que de alguma forma comprovem que tenham retirado sua subsistência da área, seja a que título for. Para tanto, assume o compromisso de fornecer os meios materiais e a mão de obra necessária para análise. Também ofereceu o reassentamento provisório de todos os atuais ocupantes da área na fazenda Palacete, de propriedade dos autores, até que sejam identificados os destinatários das cláusulas acima estabelecidas. Ofereceram, ainda a qualificação dos ocupantes da área em cursos técnicos para que ao final do curso, tenham preferência na contratação de mão de obra por parte dos autores e de seus parceiros.
Posicionamento dos produtores e MST
Os produtores informaram se sentirem inseguros quanto aos auxílios financeiros em razão da notória crise financeira do Estado, o que pode colocar em risco o pagamento mensal dos auxílios. Sobre a fazenda Palacete, eles lembraram ter notícia de que a terra é objeto de penhora em juízo trabalhista. Para eles, isso compromete a segurança jurídica na instalação das famílias na propriedade.
Prumo envia nota à imprensa
Em nota, o Porto do Açu informou que “participou da audiência de conciliação na tarde de hoje (12/05). Na audiência, os autores (Porto do Açu, Codin e GSA) da ação apresentaram, voluntariamente, proposta que contempla a realização de cursos de capacitação profissional, auxílio produção e o reassentamento das famílias em área fora do Distrito Industrial de São João da Barra. A apresentação da proposta, de forma voluntária, reforça o compromisso com a comunidade. Além disso, a empresa apresentou ao juiz documentos adicionais que comprovam sua posse da área. Reforçamos que o Porto do Açu segue empenhado em atrair novas empresas, que irão acelerar a economia local, criar empregos e aumentar a geração de renda e a arrecadação de tributos. Atualmente, cerca de 4 mil pessoas trabalham no Complexo Portuário do Açu e mais de 70% moram na região. O Complexo está em operação desde outubro de 2014 e, em 2016, foi o 8º terminal privado em movimentação de cargas no país (dados Antaq)”.
Comentar
Compartilhe
Próximo >
Sobre o autor

Arnaldo Neto

[email protected]