Pudim em articulação por uma vaga no TCE
25/06/2017 | 04h56
A jornalista Berenice Seara, em sua coluna no jornal Extra deste domingo (25), trouxe uma informação que corre nos bastidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Atual primeiro-secretário da Casa, o deputado Geraldo Pudim (PMDB) estaria conversando com outros parlamentares defendendo seu nome para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Caso tenha sucesso na empreitada, o deputado campista sai do cenário político e ganha a estabilidade de ser membro da Corte. A disputa, porém, não é fácil. Outros figurões do próprio PMDB estariam se articulando pelo mesmo objetivo.
Na vida política, Pudim já foi vereador e vice-prefeito de Campos, deputado federal e está no segundo mandato como deputado estadual. Em 2016, disputou a Prefeitura de Campos, mas não obteve muito sucesso. Recebeu apenas 2.160 votos — 0,79% dos válidos.
A Corte passou por momentos difíceis neste ano. Após a delação premiada do ex-presidente Jonas Lopes de Carvalho, cinco conselheiros chegaram a ser presos e, incluindo Jonas, estão afastados do TCE até o mês de outubro. Ainda não há como saber se todos serão substituídos ou se retornarão as funções. Por enquanto, o Corpo Deliberativo do TCE é composto pela única conselheira não envolvida no escândalo de corrupção delatado por Jonas, Marianna Montebello Willeman, e três conselheiros substitutos.
O TCE é integrado por sete conselheiros. Três são indicados pelo governador com a aprovação da Alerj, sendo dois alternadamente entre auditores e membros do Ministério Público Especial, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento. O terceiro é de livre escolha do governador, desde que preenchidos os requisitos constitucionais para provimento do cargo. As outras quatro vagas são indicadas pela Alerj. Em 2015, o então deputado Domingos Brazão foi eleito para o lugar que era ocupado por Aluísio Gama, ex-presidente do TCE, também acusado de participação no escândalo delatado por Jonas.
Os conselheiros do TCE têm as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos desembargadores do Tribunal de Justiça.
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Bruno Dauaire quer anular título de Barão de SJB dado a Eike Batista
11/06/2017 | 03h04
Carla Machado concedeu medalha ao empresário em 2008
Carla Machado concedeu medalha ao empresário em 2008
O deputado estadual Bruno Dauaire (PR) pediu a vereadores de São João da Barra que anulem o título de Barão concedido a Eike Batista, em 2008, pela prefeita Carla Machado (hoje no PP e de volta ao cargo). A solicitação foi feita em reunião na Alerj, na última quinta (8), na qual deputados sinalizaram (aqui) a intenção de revogar as desapropriações do 5º distrito sanjoanense para criação do distrito industrial do Porto do Açu. Por lá estiveram os vereadores Aluizio Siqueira (PP), presidente da Câmara de SJB, Gersinho Crispim (SD), Ronaldo Gomes (Pros) e Sônia Pereira (PT) — todos da base governista.
A anulação do título, porém, é improvável. A Medalha Barão de São João da Barra é uma honraria concedida pelo Executivo, não pelo Legislativo. Em entrevista no dia 13 de fevereiro (aqui), Carla já comentou sobre a homenagem ao empresário. “Eu dei o título de Barão porque acho que foi merecido. Agora, se o empresário Eike Batista teve erros, teve alguma negociata com o governo do Estado, não é do meu conhecimento. Tenho certeza que negociata não houve no campo municipal, na minha gestão”, disse.
A justificativa de Dauaire é o possível envolvimento de Eike no pagamento de propinas ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). A transação teria sido feita em troca de terras para a construção do Porto do Açu. Como mostrou a coluna Radar Online (aqui), da revista Veja, Bruno também pediu a cassação da Medalha Tiradentes entregue pela Alerj, em 2009, ao empresário Eike Batista.
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Picciani é diagnosticado com câncer na bexiga
04/04/2017 | 05h47
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), foi diagnosticado com câncer na bexiga, após exames realizados nessa segunda-feira (3). Segundo sua assessoria, ele vai passar por uma cirurgia, ainda sem data marcada, para a retirada do tumor, que é de 15 milímetros. O presidente da Alerj já havia tido a doença no mesmo órgão, em 2010.
Picianni procurou um médico depois urinar sangue, na madrugada de segunda-feira. Ainda de acordo com sua assessoria, o tumor, além de estar numa região da bexiga mais fácil de ser retirado, é menor do que o que ele teve em 2010, quando precisou passar por duas cirurgias. A expectativa é que ele seja operado apenas uma vez e o mais breve possível.
A atual gestão administrativa do Rio tem um histórico de doenças. Em março do ano passado, o governador Luiz Fernando Pezão se licenciou do cargo depois de ser diagnosticado com câncer, um linfoma não-Hodgkin. Este ano, o vice-governador, Francisco Dornelles, submeteu-se a uma cirurgia urológica, no dia 20 de março. O procedimento foi bem-sucedido e ele já teve alta.
Na semana passada, o presidente da Alerj foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal, na deflagração da operação O Quinto do Ouro, que terminou com a prisão de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
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TRE nega liminar para tirar mandato de Gil Vianna na Alerj
31/03/2017 | 08h01
Empossado deputado estadual em fevereiro deste ano, na cadeira que ficou vaga com a saída de Jair Bittencourt (PP) para assumir a secretaria de Estado de Agricultura, Gil Vianna (PSB) já sabia que teria pela frente tentativas de tirá-lo da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sob alegação de infidelidade partidária. Na disputa de 2014, Gil era filiado ao PR, mas trocou de legenda ao romper politicamente com o presidente da legenda no Rio, Anthony Garotinho. Nesta semana, a desembargadora eleitoral Cristiane de Medeiros deu a primeira decisão na ação de perda de mandato eletivo movida pelo terceiro suplente Pastor Éber Silva (PR). Foi negada a liminar pleiteada para que Gil perdesse o mandato antes mesmo de ser ouvido.
A ação segue seu trâmite normal no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Mais informações na edição deste sábado (1º) da Folha da Manhã.
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Picciani: Nada temia, nada temo e não tenho porque temer o delator
30/03/2017 | 04h24
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), conduzido coercitivamente pela Polícia Federal na operação Quinto do Ouro, deflagrada na quarta-feira (29), Jorge Picciani (PMDB) fez um pronunciamento sobre o caso na tarde desta quinta (30), no parlamento do Rio. Picciani disse que está totalmente à vontade para presidir a Casa, acrescentando que não cometeu nenhuma irregularidade. Ele contou que na Superintendência da PF foi questionado sobre a tramitação da utilização de verbas do fundo do Tribunal de Contas do Estado no pagamento de alimentação de presidiários e menores detidos no Degase.
— Fui procurado pelo ex-presidente Jonas, agora delator. Ele me informou que verbas do fundo do TCE poderiam ser utilizadas na compra de alimentação de detentos do sietma penitenciários e jovens presos no Degase. Aprovado pela Alerj, foi feito um entendimento entre o TCE e o Governo. Na delação, ele admitiu ter cobrado15% das empresas fornecedoras escolhidas. Ele também alegou que eu facilitei esse processo. Disse mais: afirmou que o coronel Erir, secretário de Administração Penitenciária, pedindo ajuda porque o secretário de Fazenda não pagava a comida e estava preocupado porque poderia haver uma rebelião. Não tenho nada a ver com isso — afirmou Picciani, acrescentando que sempre foi contra à utilização dos fundos de outros poderes no auxílio ao Governo do Estado.
Picciani disse, ainda, ter sido questionado se sabia que 1% de qualquer obra acima de R$ 5 milhões era destinado aos conselheiros. Ele também negou. “Nada temia, nada temo e não tenho porque temer o delator”.
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Bruno Dauaire libera bancada para votação do pacote de austeridade na Alerj
14/02/2017 | 06h23
Rodrigo Silveira
Deputado é líder do PR na Alerj / Rodrigo Silveira
O deputado estadual Bruno Dauaire, líder do PR na Alerj, mudou de ideia e decidiu liberar os dois deputados de sua bancada para votar da forma que quiserem o pacote de austeridade enviado à Casa pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Dauaire votará contra o governo; Nivaldo Mulim e Renato Cozzolino, a favor.
A informação é da coluna Informe O Dia.
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Pudim busca parceria com Estado para conclusão do Hospital São José
08/02/2017 | 04h02
Divulgação
Pudim com o secretário de Saúde Luiz Antônio Teixeira / Divulgação
O primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Geraldo Pudim (PMDB), esteve nessa terça-feira (07) em audiência com o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira, para levar demandas do município de Campos, em especial para a conclusão das obras do Hospital São José, aparelhamento e posterior funcionamento da unidade que atenderá cerca de 70 mil cidadãos.
O secretário, atendendo o pedido do deputado, solicitou o levantamento físico financeiro da obra, além de agendar junto ao ministro da Saúde, Ricardo Barros uma audiência para tratar sobre o tema. “Vamos atuar juntos, indo à Brasília eu, Pudim e ao prefeito Rafael Diniz (PPS), e assim estabelecer de forma concreta como faremos para realizar o desejo de milhares de campistas. A demanda trazida pelo deputado Pudim é nossa também e vamos avançar de mãos dadas para que tanto esse como as demais necessidades do município, aqui apresentadas, possam ser atendidas”, declarou Luiz Antônio Teixeira, que estará em Campos nesta quinta-feira (09), a partir das 9h30, no auditório da sede da Prefeitura, no “Integra Saúde – Acolhimento regional aos gestores municipais de saúde”..
Na última semana (aqui), Pudim foi recebido pelo prefeito Rafael Diniz , em seu gabinete, na sede da Prefeitura de Campos, e entre as questões discutidas estava a economia, educação, esportes e assistência social, a saúde teve prioridade e em especial o hospital da Baixada.
— É nossa obrigação e que bom que em poucos dias prontamente, o secretário Luisinho nos recebeu e já deu início para que esse sonho de anos seja alcançado. Uma audiência com o ministro Ricardo Barros já está sendo definida, e nela, com o prefeito Rafael Diniz, poderemos conquistar o governo federal também como parceiro nesse processo que começou de forma muito favorável. Estou muito confiante que vamos conseguir atender esta solicitação que o prefeito nos passou, como representante de milhares de cidadãos da Baixada — disse Pudim.
Um cronograma físico-financeiro foi solicitado pelo secretário para que de imediato seja feita uma programação dentro do que está estabelecido tanto na licitação, como para o funcionamento com o quadro funcional, para que o Estado possa definir a sua forma de colaborar com a conclusão das obras e posterior gestão e funcionamento pleno da unidade de saúde. “Ontem (terça) mesmo fiz um contato com o vereador Abdu Neme (PR), com quem o prefeito está contando na condução desse projeto, e já combinamos de ter um encontro preliminar com o secretário Luisinho e posteriormente estaremos indo à Brasília”, reforçou o parlamentar.
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Picciani reeleito presidente da Alerj; Pudim é 1º secretário
01/02/2017 | 03h54
O deputado estadual Jorge Picciani (PMDB) foi reeleito, nesta quarta-feira (1), para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Picciani foi reconduzido ao cargo com 64 votos a favor e seis contra. Não houve abstenção. Apenas o deputado Jair Bittencourt, de licença, não votou. Essa é a sexta vez que o atual presidente da Casa ocupará o cargo. De Campos, o deputado Geraldo Pudim (PMDB) foi reconduzido à primeira secretaria, um dos postos mais importantes da mesa diretora.
A chapa Unidade, de Picciani foi a única a disputar a eleição. Formam a chapa os vices-presidentes Wagner Montes, André Ceciliano, Jânio Mendes e Marcus Vinícius. Os secretários da chapa são os deputados Pudim, Silas Malafaia, Átila Nunes e Pedro Augusto. Os votos contrários a Picciani foram da bancada do Psol.
Pudim, que possui mais de 30 anos de experiência na administração pública, onde passou por secretarias municipais e estaduais, fez uma administração austera no primeiro biênio como primeiro secretário, função que tem como obrigação gerir os recursos da Assembleia Legislativa, e cumprindo desta forma o maior compromisso assumido para o primeiro biênio, que era de enxugar a máquina. Com revisão de contratos, implementação de cortes nas despesas, o deputado diz que se qualificou para continuar no cargo, principalmente nesse momento em que o Estado está vivendo com a falta de recursos.
— Quando assumimos a direção da 1ª Secretaria precisávamos dar uma resposta à sociedade no que diz respeito ao uso do dinheiro público, que como já diz, é do povo e somos apenas os gestores dele. Minha responsabilidade era gerir esses recursos. Revimos os contratos, avaliamos as verdadeiras necessidades para que pudéssemos realizar os cortes necessários e com isso, não renovamos a frota de carros oficiais, reduzimos o gasto com combustível pela metade, acabamos com as cotas de selo, entre tantas outras ações e isso fez com que a Alerj pudesse ajudar o Estado nesse momento, com doação de recursos para a educação, saúde, segurança pública, Uenf além de deixar de receber do Estado o repasse constitucional em agosto, setembro e outubro, num valor de quase 50 milhões e sem interferir nos investimentos e despesas da casa, fruto de um trabalho sério e responsável — disse Pudim.
Para a nova legislatura, Pudim diz que vai continuar com o trabalho de austeridade, sem prejudicar a execução dos trabalhos e serviços prestados pela Alerj. “Nosso objetivo é equilibrar as receitas e despesas e com isso ajudar ainda mais o Estado do Rio de Janeiro no que for possível e dentro da Lei”.
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Gil Vianna assumirá na Alerj, mas Pastor Éber reivindicará cadeira
30/01/2017 | 05h23
O ex-vereador Gil Vianna (PSB) vai assumir uma cadeira na Alerj em fevereiro. Ele ficará com a vaga de Jair Bittencourt (PP), que assumirá a secretaria de Agricultura do Estado. Gil, que no ano passado foi candidato a vice-prefeito de Campos na chapa encabeçada por Caio Vianna (PDT), diz estar feliz com a mudança, mas já sabe que terá um impasse pelo caminho. O suplente Pastor Éber (PR) vai reivindicar a cadeira, alegando infidelidade partidária. Gil deixou o PR porque, segundo ele, teve problemas com o partido.
— Existe um processo sobre isso, não fui nem condenado, nem absolvido. A minha situação é parecida com a do deputado Geraldo Pudim (PMDB), que deixou o PR antes da janela. Se o Pastor Éber vai questionar, isso cabe a ele — comentou Gil, que já esteve na Alerj nesta segunda-feira para se inteirar sobre os detalhes das movimentações políticas que o levarão à Casa.
Na coligação PR/Pros para disputa por cadeiras na Alerj em 2014, Gil, então vereador, ficou com a segunda suplência, ao obter 22.334 votos. Com a vitória de Rogério Lisboa (PR) para a Prefeitura de Nova Iguaçu, o até então primeiro suplente Marco Figueiredo (Pros) herdou a cadeira. Agora, com a saída de Bittencourt, a vaga fica para o ex-vereador campista. “Assumir o mandato na Alerj é um sonho que se Deus quiser vamos realizar em breve. Sou sargento da Polícia Militar com muito orgulho e estarei brigando pela classe, além de toda nossa região Norte e Noroeste Fluminense. A expectativa é que o Jair seja nomeado nesta quarta (1º) e que a gente assuma o mandato na quinta (2)”, disse o futuro deputado.
Mais informações na edição desta terça-feira (31) da Folha da Manhã.
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