Cabral e Garotinho cara a cara no Rio
13/11/2017 | 05h42
Ex-aliados, Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR) estiveram cara a cara nesta segunda-feira (13), depois de muitos anos sem se ver — segundo informações do blog do Lauro Jardim (aqui), hospedado no site do jornal O Globo. O encontro se deu na 43ª Vara Criminal do TJ/RJ. Cabral é testemunha de defesa de Garotinho na ação em que o desembargador Luiz Zveiter move contra o ex-secretário de Governo de Campos por injúria.
Cabral e Garotinho não se falaram. Aliás, nem se olharam durante a audiência.
O corredor por onde passaram tão nobres ex-governadores do Rio de Janeiro foram isolados. Ninguém teve acesso ao local, assim como ao elevador, que virou privativo das ex-autoridades.
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Após reunião com Maia, em Brasília, Garotinho reafirma pré-candidatura
07/11/2017 | 12h13
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR) afirmou nessa segunda-feira (6), em entrevista na Câmara dos Deputados, após participar de reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que só disputará as eleições de 2018 se for para ser candidato a governador do Estado. “Se for candidato a alguma coisa, serei candidato a governador. Nada mais. Se não for, vou continuar na rádio Tupi”, afirmou Garotinho. Em reunião do PR, o político campista já havia lançado sua pré-candidatura ao cargo.
O ex-governador disse que o encontro foi uma “visita de cortesia”. Ele negou que tenha discutido com Maia o cenário para 2018, embora tenha dito que o presidente da Câmara disse a ele que será candidato a deputado. "E, se possível, a presidente da Câmara de novo", disse Garotinho.
O político do PR afirmou que passou no gabinete de Maia para acompanhar sua filha, a deputada federal licenciada Clarissa Garotinho (PRB-RJ), que tratou sobre projetos de interesse da cidade do Rio. Clarissa é secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação da gestão do prefeito Marcelo Crivella (PRB).
Garotinho já foi preso duas vezes no curso da operação Chequinho. A última foi em 13 de setembro, após ser condenado pela Justiça Eleitoral por comandar o esquema de fraude eleitoral quando era secretário de governo da cidade de Campos. Ele foi detido quando apresentava programa que ancora na Rádio Tupi, para cumprir prisão domiciliar. O ex-governador, contudo, só ficou preso até 26 de setembro, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu habeas corpus para libertar Garotinho.
Torquato
O ex-governador avaliou ainda que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, falou algo que é verdade ao dizer que o comando da Polícia Militar no Estado é indicado por deputados estaduais e pelo “crime organizado”. Para Garotinho, porém, o ministro só errou por ter generalizado.
— Ele (Torquato) falou algo que é verdade. Só errou porque generalizou — afirmou o ex-governador. “No Rio, os bandidos não estão nas cadeias. Estão nos palácios. Os bandidos não usam farda, usam terno e gravata”, acrescentou.
Fonte: Estadão
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Funaro diz que parte do fundo de pensão da Cedae, operado por Cunha, ia para Garotinho
14/10/2017 | 08h41
O doleiro Lúcio Funaro falou que o esquema de desvio de dinheiro da Prece, o fundo de pensão da Cedae, operado por Eduardo Cunha (PMDB), foi planejado durante a campanha de Rosinha Garotinho (PR) para o governo do estado. Ele afirma que parte desse fundo ia para Anthony Garotinho (PR), que na época tinha um projeto de candidatura à presidência.
— Eu perguntei pro deputado Albano Reis, e ele me informou que se quem ganhasse a eleição fosse a Rosinha Garotinho, que era a candidata que tinha mais probabilidade de ganhar, quem teria o comando a Cedae e da Prece seria o Eduardo Cunha. E como ele era um político experiente, eu fui com ele pra falar com o Eduardo Cunha — disse o doleiro.
Furano também respondeu em que anos operou na Prece: “De 2003, quando a ex-governadora Rosinha Garotinho assumiu o governo do estado do Rio de Janeiro, até dezembro de 2006, quando ela saiu do mandato e assumiu o governador Sérgio Cabral”. Mas, segundo Funaro, Garotinho usou os serviços de Cunha quando planejava ser candidato à presidência, em 2006.
Naquela época, ainda segundo o delator, o deputado Eduardo Cunha resolveu que ele ia fazer uma poupança pra ele no exterior e esses valores eram relacionados ao esquema da Prece.
Funaro acrescentou que esses recursos ilícitos tinham relação com o Garotinho, que tinha um percentual no esquema. “O Garotinho, naquela época, almejava ser presidente do Brasil, então ele tinha uma estrutura política muito cara pra ser sustentada. Ele tinha uma bancada de deputados própria dele. Ele tinha uma série de rádios alugadas no Brasil inteiro, um custo alto de aluguel de aeronave mensal. E quem fazia frente pra pagar todas essas despesas era o deputado Eduardo Cunha”, afirmou.
De acordo com Lúcio Funaro, Eduardo Cunha rompeu com Garotinho e assumiu o controle do esquema de compra de deputados com recurso ilícitos.
— A história do Eduardo não começa agora, a história dele começa em 2003. Então, com a Cedae, com a Prece, ele adquire o know-how de operar a compra de deputado, de ter um grupo de parlamentares que apoiam sempre os pré-requisitos que ele quer — disse Funaro. “E quando o Eduardo rompe com o Garotinho, o Eduardo assume o quê? O controle de toda a bancada”, acrescentou.
Atualização às 13h53 de domingo (15), com nota da assessoria  — O ex-governador Garotinho emitiu nota sobre o depoimento. Confira a íntegra abaixo:
"O ex-governador Anthony Garotinho esclarece que, desde a prisão de Eduardo Cunha, vem afirmando: 'Querem achar o dinheiro do Cunha, prendam o Funaro'.
Por conta disso, depois de preso, Funaro e seu amigo e sócio Eduardo Cunha vêm procurando uma forma de atingi-lo. Garotinho desafia Funaro a apresentar uma prova que seja a respeito das acusações que faz.
Por fim, o ex-governador lembra que o Fundo de Previdência da Cedae, de fato comandada por Eduardo Cunha no passado, sempre teve autonomia. Nem a ex-governadora Rosinha Garotinho nem o próprio Anthony Garotinho jamais tiveram ingerência sobre as decisões do fundo".
Fonte: G1
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Garotinho pede escolta policial a Pezão, alegando ameaça de Cabral
07/10/2017 | 01h40
Como o blog já havia informado (aqui), o ex-governador Anthony Garotinho (PR) protocolou um pedido de escolta policial. Alegando ameaças de Sérgio Cabral, Garotinho protocolou nessa sexta-feira (6) pedido de escolta policial ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) — que chegou ao Palácio Guanabara pelas mãos de Cabral, de quem foi vice.
No documento de quatro páginas entregue ao Gabinete Civil, Garotinho cita as denúncias contra o desafeto feitas à Justiça, diz que “segurança pública é dever do Estado” e argumenta: “...considerando que o ex-governador Sérgio Cabral ainda não foi transferido para prisão noutra unidade da federação, quer-se que seja disponibilizada escolta pessoal para o requerente”.
Garotinho afirma que Cabral teria dito a colegas de cela, no presídio de Benfica, que “ainda iria urinar” em sua sepultura. No texto, ele pede que possa escolher os policiais que venham a fazer sua segurança pessoal.
Fonte: Informe O Dia
Na Curva do Rio, a jornalista Suzy Monteiro também falou sobre o assunto.
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Garotinho quer escolta policial
04/10/2017 | 12h47
Condenado na Chequinho, em primeira instância, a quase 10 anos de prisão, e recentemente liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de medidas restritivas impostas pelo juízo de Campos — entre elas a prisão domiciliar —, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) quer passar a ser escoltado por policiais. A informação é do Informe do Dia (aqui). Segundo a coluna, os advogados do ex-governador “avaliam se o pedido, que será feito hoje (4), vai ser endereçado ao MPF ou à PF”. A alegação é “que o inimigo político Sérgio Cabral (PMDB) teria dito, numa gravação clandestina, que 'ainda faria xixi na sepultura do Garotinho'”.
A assessoria de imprensa do ex-governador confirmou que o pedido vai ser feito, mas a avaliação quanto ao pedido ao Ministério Público Federal ou à Polícia Federal só será feita à tarde.
O blog do Bastos também falou sobre o assunto.
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Chequinho: TSE revoga prisão domiciliar e demais medidas impostas a Garotinho
26/09/2017 | 09h29
A maioria do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta terça-feira (26) derrubar todas as medidas restritivas impostas pelo juízo da 100ª Zona Eleitoral de Campos, posteriormente confirmadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ao ex-governador Anthony Garotinho (PR), condenado em primeira instância no “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por votos. Assim, Garotinho ficará liberado da prisão domiciliar, do uso de tornozeleira eletrônica e poderá usar os meios de comunicação que estava impedido de utilizar.
Garotinho estava em prisão domiciliar desde 13 de setembro, quando foi proferida a sentença em primeira instância da ação penal na Chequinho em que ele é réu. Segundo o juiz Ralph Manhães, da primeira instância, o ex-governador praticou uma série de atos para impedir o avanço da ação penal que investiga a utilização do programa “Cheque Cidadão” para compra de votos, que vão desde incitação de seguidores por meio de redes sociais até a utilização de armas de fogo.
No TSE, votaram pela liberação de Garotinho os ministros Tarcísio Vieira de Carvalho Neto (relator), que já foi advogado de Rosinha Garotinho (PR), seguido por Gilmar Mendes, Napoleão Nunes Maia e Admar Gonzaga. A ministra Rosa Weber divergiu, seguida pelo ministro Herman Benjamin, que vai apresentar voto escrito.
Na Folha 1, a jornalista Suzy Monteiro informou sobre o julgamento, em tempo real, em seu blog, Na Curva do Rio
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Chequinho: Garotinho é preso pela Polícia Federal
13/09/2017 | 10h49
O ex-governador Anthony Garotinho foi preso pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (13). Ele foi condenado pelo juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral de Campos, a 9 anos, 11 meses e 10 dias de prisão, além de 45 dias-multa (no valor diário de cinco salários mínimos), por liderar o “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por votos no pleito de 2016. Segundo a longa sentença, Garotinho causou prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos municipais. A determinação inicial foi de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, na rua Saturnino Braga, 44, a famosa “casinha da Lapa”. As medidas restritivas, entre outras aplicadas, deverão ser mantidas até o julgamento em segunda instância. Se confirmado o entendimento do juízo local, Garotinho, então, passaria a cumprir a pena em regime fechado. O ex-governador chegou a Campos pouco depois das 14h. A defesa repudiou a prisão e disse que vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e com impetrará uma reclamação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Garotinho foi encontrado por agentes da PF quando apresentava o seu programa na rádio Tupi. O ex-governador foi encaminhado, de acordo com a sentença, “diretamente ao IML para o exame de corpo de delito e, em ato contínuo, encaminhado diretamente para a prisão domiciliar”. Garotinho chegou a Campos pouco depois das 14h. A esposa dele, a ex-prefeita Rosinha (PR), acompanhava o marido no IML, junto com o advogado de defesa e já estavam no local alguns militantes do grupo político, como o vereador Thiago Virgílio (PTC), que também é acusado de participar do esquema de troca de Cheque Cidadão por votos. Rosinha, à imprensa, falou em perseguição ao seu marido e seu ex-secretário de Governo.
Garotinho fica proibido “de manter contato com qualquer pessoa em sua residência, salvo sua esposa, filhos, netos e genitora, bem como com advogados devidamente constituídos”. Ele também não poderá utilizar qualquer meio de comunicação eletrônico. Aparelhos celulares e passaportes deverão ser entregues, podendo ser apreendidos, caso o réu se recuse a entregar.
Para visitas médicas, o réu deverá comunicar previamente ao juízo, “salvo as de emergência, cuja comunicação deverá ocorrer imediatamente após a consulta ou intervenção médica”. Caberá à Polícia Federal fiscalizar o cumprimento da sentença.
No entendimento da Justiça, o grupo comandado por Garotinho segue cometendo crimes, como ameaça a testemunhas e destruição de provas — há ainda uma denúncia, que está sendo apurada em outro processo, de tentativa de suborno ao juiz Glaucenir de Oliveira, quando ele esteve à frente da "operação Chequinho". Essas evidências, segundo a decisão, justificam a necessidade imediata de prisão.
Regime fechado — O jornal O Globo destaca que além das medidas cautelares Garotinho foi condenado à prisão em regime fechado por corrupção eleitoral, associação criminosa e supressão de documentos públicos. No entanto, esta condenação precisa ser confirmada em segunda instância para que a reclusão passe a vigorar.
A jornalista Clícia Cruz publicou a informação em primeira mão no Facebook, na página do blog “Dizem por aí”. Entre os blogs da cidade, o primeiro foi o do Bastos.
Operação Chequinho
A prisão em flagrante do vereador Ozéias (PSDB) no dia 29 de agosto do ano passado, com agendas, onde constavam anotações de distribuição de cestas básicas, Cheque Cidadão e R$ 27 mil, revelou aquilo que, posteriormente, foi classificado pelo juiz Eron Simas, da 76ª Zona Eleitoral, como “um dos maiores e mais audaciosos esquemas de compra de votos de que se tem notícia na história recente deste país”.
A partir da prisão de Ozéias, liberado no mesmo dia com o pagamento de fiança, Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral e Polícia Federal iniciaram uma série de ações, começando com a apreensão de documentos na secretaria de Desenvolvimento Humano e Social, além de Centros de Referência da Assistência Social (Cras), no dia 2 de setembro. Foram utilizados quatro veículos para levar o material apreendido. No dia 23 de setembro, Ana Alice Alvarenga (ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social) e Gisele Koch (ex-coordenadora do Cheque Cidadão) foram presas pela primeira vez, na operação então denominado de “Vale Voto”. Outras fases da operação ocorreram, já com o nome de Chequinho, entre os meses de outubro, novembro e dezembro. Garotinho chegou a ser preso preventivamente.
De acordo com as investigações, o número de beneficiários do programa social da Prefeitura saltou de 11.500 para 30.500 em cerca de três meses, durante o período eleitoral, com a inclusão de assistidos sem que fossem respeitados os critérios de vulnerabilidade pré-estabelecidos. Todas as Ações de Investigação de Judicial Eleitoral (Aijes) propostas que já tiveram as sentenças proferidas. Na ação principal, a ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR) foi condenada e já recorre em segunda instância.
Garotinho preso preventivamente
Anthony Garotinho foi preso no dia 16 de novembro, no Rio de Janeiro, acusado de liderar o “escandaloso esquema”. Ele foi levado para a superintendência da Polícia Federal na capital fluminense, mas sofreu um mal súbito e foi encaminhado para o Hospital Souza Aguiar. No dia seguinte, o juiz Glaucenir Oliveira, que à época substituía Ralph na 100ª Zona Eleitoral de Campos, determinou que Garotinho fosse levado do Souza Aguiar para o Complexo Penitenciário de Bangu. As cenas da transferência logo se espalharam por todo país, com direito a gritos e resistência, em vão, do ex-governador, da esposa e da filha Clarissa. o magistrado alegou que o político estaria recebendo regalias na unidade hospitalar e que a Unidade de pronto atendimento do complexo penitenciário poderia recebê-lo.
No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 18 de novembro, a então ministra Luciana Lóssio concedeu uma liminar em 18 de novembro que autorizou a transferência de Garotinho para um hospital particular. Ele saiu de bangu para o Quinta D'Or. Na semana seguinte, o plenário do TSE substituiu a prisão preventiva de Garotinho por medidas cautelares, entre elas a quem impediu que ele visitasse Campos, a não ser que fosse autorizado pela justiça.
O ex-governador esteve no Fórum da cidade na primeira audiência da ação penal na qual, agora, foi condenado. O show do Garotinho, no dia 20 de fevereiro, foi montado no Fórum com direito a louvores, ataques à imprensa e claque. Ele retornou ao Fórum no dia 27 de junho. Mais de 100 perguntas foram feitas pelo juiz Ralph Manhães. Em todas as respostas, Garotinho declarou apenas: “Tudo o que eu disser vai ser usado contra mim”. O ex-governador também não respondeu aos questionamentos do Ministério Público.
Foi nessa audiência que o clima esquentou entre Garotinho e seu então advogado Fernando Fernandes. O ex-governador chegou a demitir e readimitir o defensor na frente de todo mundo. Dias depois, foi oficializada a saída do escritório de Fernandes do caso. Passou a defender Garotinho o criminalista Rafael Faria, mas a relação não durou muito tempo. O rito do processo não foi interrompido, porque constavam dois defensores desde o início, Thiago Godoy e Eduardo Ferraz. O ex-governador também revogou os poderes conferidos a eles. Então, foi acionado o advogado dativo Amyr Moussallem, que se negou a apresentar as alegações derradeiras, alegando que não havia tempo para tal. Em seguida, o magistrado determinou Antônio Carlos Guzzo como defensor dativo de Garotinho e as alegações finais chegaram a ser entregues — atitude extremamente criticada pelo ex-governador. Porém, no dia seguinte, o acusado ingressou com petição indicando ter outorgado procuração a Carlos Fernando dos Santos Azeredo, que entregou as alegações finais no dia 6 de setembro. 
Além de Garotinho, Ozéias, Ana Alice e Gisele, outros políticos também chegaram a ser presos na operação Chequinho, entre eles os vereadores Miguelito (PSL), Kellinho (PR), Linda Mara (PTC) e Thiago Virgílio (PTC). Existem outras ações penais em curso.
Última atualização às 18h
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Clarissa Garotinho pré-candidata ao Senado?
11/09/2017 | 02h26
O tabuleiro político da região vai começando a se desenhar. Na edição da última sexta-feira (8), a Folha da Manhã trouxe (aqui) um panorama do cenário na planície goitacá. Nas sondagens do jornal campista, a deputada federal Clarissa Garotinho (PRB), atualmente licenciada para exercer o cargo de secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação no governo do prefeito Marcelo Crivella (PRB), na capital, aparece como provável candidata à reeleição. Contudo, no carioca Extra, desse domingo (10), Clarissa aparece como provável candidata ao Senado. Seria, segundo a publicação, para viabilizar a “chapa dos sonhos” de Crivella: Clarissa e Eduardo Lopes (PRB) ao Senado, com Indio da Costa (PSD) ao governo do Rio.
Só que Clarissa não deve estar nada feliz com a conjuntura abordada pelo Extra, já que seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho (PR), também sonha — e já vem propagando isso — retornar ao Palácio Guanabara. Sem falar na troca de farpas entre os secretários de Crivella (Clarissa e Indio), após a entrevista à Folha na qual o pessedista criticou o modelo de governar dos Garotinho.
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Recurso do MPE contra absolvição de Garotinho por calúnia na pauta do TRE
28/08/2017 | 06h36
O Ministério Público Eleitoral (MPE) recorreu da decisão, em primeira instância, do juiz Eron Simas, da 99ª Zona Eleitoral de Campos, que absolveu o ex-governador Anthony Garotinho (PR) das acusações de calúnia eleitoral e difamação eleitoral contra o atual vice-governador Francisco Dornelles (PP). O recurso está na pauta de julgamento desta quarta-feira (30) do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), já disponível no Diário Oficial.
A queixa-crime foi ajuizada em 17 de setembro de 2014, no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo em vista que, à época, Garotinho exercia mandato de deputado federal, possuindo, por consequência, foro privilegiado. No entanto, com o final do mandato, a ministra Rosa Weber determinou a remessa dos autos à Justiça Comum Estadual.O julgamento aconteceu no dia 25 de janeiro, sem a presença do ex-secretário de Governo de Campos.
A ação de calúnia e difamação foi movida porque, em seu blog, o ex-governador acusou Dornelles de ter recebido — do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa — dinheiro desviado da estatal. Instado por Dornelles a se retratar, Garotinho se recusou e manteve o que publicou. Segundo a defesa, ex-governador fez comentário somente sobre fatos divulgados pela imprensa e, caso condenado, seria o primeiro brasileiro impedido de comentar sobre os desdobramentos da Lava Jato.
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PGR apresenta denúncia contra Jonas Lopes de Carvalho
21/08/2017 | 06h20
Ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho Junior foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por corrupção, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro nacional e quadrilha. Outras quatro pessoas também foram denunciadas, com base nas investigações da operação O Quinto do Ouro, que levou à prisão cinco conselheiros do TCE do Rio, em março.
A PGR denunciou também o filho de Jonas Lopes, o advogado Jonas Lopes Neto; o operador e ex-funcionário do TCE Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva, o Doda; o doleiro e dono da corretora de valores Hoya Alvaro Noviz; e Edimar Dantas, funcionário da corretora Hoya. Os cinco celebraram acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
No dia 7 de abril, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer mandou soltar os cinco conselheiros do TCE-RJ presos. Na mesma decisão, o ministro determinou que os investigados fiquem afastados das funções por 180 dias. A decisão atingiu os conselheiros Aloysio Neves, Domingos Brasão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, os alvos da operação são acusados de fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens indevidas que pode ter regularmente desviado valores de contratos com órgãos públicos para agentes do Estado, em especial membros do TCE e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Os alvos da Operação O Quinto do Ouro são investigados por fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens indevidas que pode ter regularmente desviado valores de contratos com órgãos públicos para agentes do Estado, em especial membros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), de acordo com informações da Polícia Federal. O esquema seria relacionado ao período do governo de do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso deste o ano passado.
As prisões dos conselheiros Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar, José Nolasco e Aluísio Gama foram pedidas com base nas delações do ex-presidente do TCE Jonas Lopes de Carvalho Filho. O atual presidente do tribunal de contas, Aloysio Nunes, está em prisão domiciliar. Durante a operação, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), foi alvo de condução coercitiva. Picciani é suspeito de organizar pagamentos de propina da Fetranspor aos conselheiros do TCE.
No TCE
Jonas  foi indicado para a Corte de Contas pelo então governador Anthony Garotinho (PR), em 2000. Advogado formado pela Faculdade de Direito de Campos e filho do criminalista Jonas Lopes de Carvalho, já foi procurador-geral da Prefeitura de Campos e presidiu o TCE entre 2011 e 2016, período das obras para a Copa do Mundo e Olimpíada. Ele também foi responsável pela fiscalização de todos os municípios fluminenses, com a exceção do Rio de Janeiro. Daí o potencial de sua delação ser considerado tão explosivo. Contudo, nomes citados por Jonas apontam que ele teria poupado velhos aliados.
Com informações da Globo News e Jornal do Brasil
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Arnaldo Neto

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