Wladimir Garotinho é assaltado no Rio
20/07/2017 | 03h52
Filho dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho (ambos do PR), Wladimir Garotinho (PR) relatou em seu perfil no Facebook que foi mais uma vítima da violência no Rio de Janeiro. Ele conta que dois homens armados entraram em um restaurante no bairro de São Cirstóvão e levaram pertences de vários clientes. “Levaram meu telefone, meu relógio e colocaram a arma na minha barriga para me revistar. Apesar do susto, to vivo e é o que importa. Obrigado meu Deus pela proteção, o Rio de Janeiro tá 'salgado'”, escreveu Wladimir.
Cotado como provável candidato a deputado em 2018, Wladimir é réu em uma das ações penais do “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por votos. O juízo da 100ª Zona Eleitoral de Campos lhe impôs algumas medidas cautelares, como a proibição de manter contato com os demais réus e testemunhas do caso, com exceção do pai; de se ausentar de Campos por mais de oito dias sem autorização prévia da Justiça; e de frequentar a Câmara de Vereadores da cidade. Ainda de acordo com a decisão, o filho dos ex-governadores também é obrigado a comparecer em juízo mensalmente.
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Escândalo da Edafo na pauta do TRE pela terceira vez em menos de dois meses
11/07/2017 | 11h51
O julgamento do “escândalo da Edafo” no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) está novamente em pauta, para a sessão desta quarta-feira (12). Somente nos últimos dois meses, é a terceira vez que o caso, originado no pleito de 2014, tem julgamento anunciado. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) esteva para ser julgada em 22 de maio. No entanto, a então relatora do caso, a desembargadora Jacqueline Lima Montenegro, atual presidente da Corte, declarou suspeição por “questão de foro íntimo". O processo foi redistribuído para o desembargador Carlos Eduardo da Rosa da Fonseca Passos. No dia 3 de julho, a Aije esteve novamente em pauta, mas não houve julgamento. O relator determinou que o caso fosse incluído, novamene, na lista de julgamentos da Corte.
Na eleição de 2014, uma apreensão de material de propaganda irregular no galpão da empreiteira, que tinha contratos com a administração municipal de Campos, revelou um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo “laranjas”, assessores diretos da então prefeita Rosinha Garotinho (PR) e até uso das dependências da Prefeitura para atividades eleitorais do PR — que à época tinha Anthony Garotinho como candidato a governador, posteriormente derrotado no 1º turno.
A operação ocorreu a partir de denúncia que chegou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) de que haveria um galpão com propaganda eleitoral irregular de propriedade da Edafo Construções Ltda. De posse de um mandado de busca e apreensão, fiscais do TRE e policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) encontraram no local, no momento da apreensão, o então subsecretário geral de Governo da Prefeitura de Campos, Ângelo Rafael Barros Damiano, que era um dos coordenadores da campanha do PR no município. Em depoimento à Justiça, o DJ Júlio César de Oliveira Cossolosso, que constava como dono do galpão, admitiu ser “laranja” de Paulo Ferreira Siqueira, conhecido como Paulo Matraca, apontado como proprietário da Edafo.
Em novembro de 2014 a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) acusou Garotinho, Rosinha, Ângelo Rafael e a então deputada estadual, à época já eleita deputada federal, Clarissa Garotinho (hoje PRB) pela montagem de um esquema na Prefeitura para beneficiar coligados no PR nas eleições de 2014. Também constam como investigados na ação o então tesoureiro do PR, Carlos Carneiro Neto; o proprietário da Edafo , Paulo Matraca; o Tavinho do Fundecam; e Sandro de Oliveira, que era funcionário terceirizado da Prefeitura de Campos.
Além de abuso de poder político e econômico, os acusados respondem, segundo a PRE, por conduta vedada pelo envolvimento de servidores e empregados da administração pública no esquema. Se condenados, os acusados podem ficar inelegíveis por oito anos e o diploma de Clarissa pode ser cassado.
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Delação de Cunha dedica 'especial atenção' a Garotinho
08/07/2017 | 09h43
Garotinho e Cunha já foram aliados, mas se tornaram inimigos ferrenhos
Garotinho e Cunha já foram aliados, mas se tornaram inimigos ferrenhos
Não é de hoje que se espera uma delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), preso pela Lava Jato desde outubro do ano passado. Começou a ser divulgado, agora, o cardápio da delação, que atingiria, mais uma vez, em cheio o presidente Michel Temer (PMDB). A coluna Painel (aqui), do jornal Folha de S. Paulo, destaca que “Cunha dedicou especial atenção a adversários de seu Estado, o Rio. Segundo aliados, Anthony Garotinho (PR) é citado em diversos trechos”. Em nota (veja a íntegra no fim do post) enviada pela assessoria, o ex-governador diz que, se houver citação ao seu nome será por “vingança” e que “delação sem prova não vale nada”.
Cunha e Garotinho já foram aliados, mas se tornaram ferrenhos inimigos na política fluminense. O ex-todo-poderoso da Câmara dos Deputados chegou a presidir a Companhia Estadual de Habitação (Cehab) na governo Garotinho. Eduardo Cunha trata a própria colaboração como um marco na história da Lava Jato. Tem dito que, após sua colaboração, a expressão “siga o dinheiro” cairá em desuso. “Será siga o bandido”.
Délio Lins e Silva, advogado de Cunha, deve tratar no início da próxima semana com a Procuradoria-Geral da República a proposta de delação do peemedebista. O conteúdo compromete Temer, alguns de seus ministros e cúpula do Congresso. Segunda a coluna da Folha, “o volume de informações juntadas pelo peemedebista é tão grande que os advogados Pedro Ivo Velloso e Ticiano Figueiredo decidiram desembarcar da defesa de Cunha. Délio tocará sozinho as tratativas com os investigadores”.
Entre os blogs de Campos, o do Bastos foi o primeiro a repercutir (aqui) a coluna da Folha de S. Paulo.
O OUTRO LADO
Em nota, Garotinho comenta: “A jornalista Mônica Bergamo [da Folha de S. Paulo] diz hoje em sua coluna que sou citado na delação de Eduardo Cunha no trecho reservado aos seus inimigos. É público que Cunha tem ódio de mim. Tem processos contra ele e recentemente venci um processo contra ele. Pode falar o que desejar, sem prova delação não vale nada. Eduardo Cunha é bandido e eu provei. Ser citado por Eduardo Cunha não é novidade. Ele está agindo por vingança. Vai apenas responder mais um processo. Isso se a parte que ele me cita for aceita na delação”.
Atualizado às 11h04 — Inclusão da nota de Garotinho
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Escândalo da Edafo na pauta do TRE
30/06/2017 | 11h01
O julgamento do “escândalo da Edafo” no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) está novamente em pauta, para a sessão da próxima segunda-feira (3). A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) esteva para ser julgada, pela última vez, em 22 de maio. No entanto, a então relatora do caso, a desembargadora Jacqueline Lima Montenegro, atual presidente da Corte, declarou suspeição por “questão de foro íntimo". O processo foi redistribuído para o desembargador Carlos Eduardo da Rosa da Fonseca Passos.
Na eleição de 2014, uma apreensão de material de propaganda irregular no galpão da empreiteira, que tinha contratos com a administração municipal de Campos, revelou um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo “laranjas”, assessores diretos da então prefeita Rosinha Garotinho (PR) e até uso das dependências da Prefeitura para atividades eleitorais do PR — que à época tinha Anthony Garotinho como candidato a governador, posteriormente derrotado no 1º turno.
A operação ocorreu a partir de denúncia que chegou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) de que haveria um galpão com propaganda eleitoral irregular de propriedade da Edafo Construções Ltda. De posse de um mandado de busca e apreensão, fiscais do TRE e policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) encontraram no local, no momento da apreensão, o então subsecretário geral de Governo da Prefeitura de Campos, Ângelo Rafael Barros Damiano, que era um dos coordenadores da campanha do PR no município. Em depoimento à Justiça, o DJ Júlio César de Oliveira Cossolosso, que constava como dono do galpão, admitiu ser “laranja” de Paulo Ferreira Siqueira, conhecido como Paulo Matraca, apontado como proprietário da Edafo.
Em novembro de 2014 a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) acusou Garotinho, Rosinha, Ângelo Rafael e a então deputada estadual, à época já eleita deputada federal, Clarissa Garotinho (hoje PRB) pela montagem de um esquema na Prefeitura para beneficiar coligados no PR nas eleições de 2014. Também constam como investigados na ação o então tesoureiro do PR, Carlos Carneiro Neto; o proprietário da Edafo , Paulo Matraca; o Tavinho do Fundecam; e Sandro de Oliveira, que era funcionário terceirizado da Prefeitura de Campos.
Além de abuso de poder político e econômico, os acusados respondem, segundo a PRE, por conduta vedada pelo envolvimento de servidores e empregados da administração pública no esquema. Se condenados, os acusados podem ficar inelegíveis por oito anos e o diploma de Clarissa pode ser cassado.
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"Tudo mentira", diz Garotinho sobre Chequinho e outras acusações
21/05/2017 | 06h28
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Citado nas delações da Odebrecht e, agora, com nome em documentos entregues pela JBS em sua colaboração premiada (confira no Ponto de Vista), o ex-governador Anthohy Garotinho (PR) usou seu blog para uma estratégia já conhecida: enaltecer erros de outros políticos e dizer que tudo contra ele não passa de “perseguição” e que é “tudo mentira”. Apesar de sua citação em dois casos de proporção nacional, Garotinho destacou em seu texto a operação Chequinho, que investiga o “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por votos em Campos. Então secretário de Governo na gestão da esposa Rosinha (PR), Garotinho chegou a ser preso em novembro do ano passado, acusado de ser líder do esquema de distribuição fraudulenta do programa social. O caso ainda está em julgamento. Só da ação penal que Garotinho é réu já foram realizadas três audiências e outras duas estão agendadas, em 29 de maio e 5 de junho.
Segundo Garotinho, “existem interesses obscuros que em breve traremos ao conhecimento da justiça brasileira envolvendo as autoridades que conduzem esta ação em Campos, há também o preconceito daqueles que consideram o programa de complementação de renda, Cheque Cidadão, populismo”. O ex-governador diz ainda que “apesar das arbitrariedades, dos absurdos jurídicos, de depoimentos arrancados a base de tortura, nada temo, porque nada fiz de errado!”.
Garotinho volta a dizer que não tem conta no exterior e não enriqueceu ilicitamente na vida pública. No seu texto, cita que foram encontradas contas de “José Serra, José Dirceu, Cabral, Eduardo Paes, Aécio Neves, Eduardo Cunha e mais de uma centena de políticos. Diz ainda que foram encontrados imóveis “dos Picciani, Fernando Henrique Cardoso, Cabral, de vários petistas e outras centenas de políticos que enriqueceram ilicitamente”. Com relação a ele, diz que “nada foi achado”.
Sobre o “escandaloso esquema”, Garotinho teve a prisão revogada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram impostas medidas cautelares. Entre essas medidas, o juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral, havia proibido o ex-governador de tecer qualquer tipo de comentário sobre a ação que ele é réu. Essa medida foi revogada na última semana, pelo TSE (confira aqui). Em seu blog, ele comenta sobre o caso pela primeira vez desde que foi liberado, no que chama de uma “carta ao nosso povo”: “Não há uma só verdade nas acusações que foram feitas contra mim e outros companheiros neste processo que envolve o Cheque Cidadão”.
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Escândalo da Edafo tem julgamento adiado no TRE
17/05/2017 | 07h30
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) adiou o julgamento do caso que ficou conhecido como “escândalo da Edafo”, previsto, conforme a pauta (aqui), para esta quarta-feira (17). Na eleição de 2014, uma apreensão de material de propaganda irregular no galpão da empreiteira, que tinha contratos com a administração municipal de Campos, revelou um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo “laranjas”, assessores diretos da então prefeita Rosinha Garotinho (PR) e até uso das dependências da Prefeitura para atividades eleitorais do PR — que à época tinha Anthony Garotinho como candidato a governador, posteriormente derrotado no 1º turno.
A operação ocorreu no dia 28 de agosto de 2014, a partir de denúncia que chegou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) de que haveria um galpão com propaganda eleitoral irregular de propriedade da Edafo Construções Ltda. De posse de um mandado de busca e apreensão, fiscais do TRE e policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) encontraram no local, no momento da apreensão, o então subsecretário geral de Governo da Prefeitura de Campos, Ângelo Rafael Barros Damiano, que era um dos coordenadores da campanha do PR no município. Em depoimento à Justiça, o DJ Júlio César de Oliveira Cossolosso, que constava como dono do galpão, admitiu ser “laranja” de Paulo Ferreira Siqueira, conhecido como Paulo Matraca, apontado como proprietário da Edafo.
O imóvel foi cedido ao partido para a campanha, e, de acordo com o depoimento de Júlio, o documento de cessão foi assinado dentro da Prefeitura, na sala do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), na presença então presidente Otávio Amaral de Carvalho, o Tavinho. Além do material da campanha de 2014, foram encontrados documentos da Edafo, folhas com registros da saída de material e propaganda das campanhas de 2010 e 2012.
Em novembro de 2014, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) acusou Garotinho, Rosinha, Ângelo Rafael e a então deputada estadual, à época já eleita deputada federal, Clarissa Garotinho (hoje PRB) pela montagem de um esquema na Prefeitura para beneficiar coligados no PR nas eleições de 2014. Na ação, constam também como denunciados o então tesoureiro do PR, Carlos Carneiro Neto; o proprietário da Edafo , Paulo Matraca; o Tavinho do Fundecam; e Sandro de Oliveira, que era funcionário terceirizado da Prefeitura de Campos.
O blog Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa, foi o primeiro a levantar as denúncias (aqui, em 10 de setembro de 2014) e a publicar documentos (aqui e aqui, no dia 12 de setembro) que comprovavam o envolvimento da empresa e assessores da Prefeitura no suposto esquema irregular. No domingo seguinte, 14 de setembro, a Folha da Manhã (aqui) e o jornal O Globo (aqui) trouxeram matérias especiais sobre o caso:
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Escândalo da Edafo, com os Garotinho denunciados, na pauta do TRE
15/05/2017 | 07h53
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julga nesta quarta-feira (17), conforme consta em pauta, o caso que ficou conhecido como “escândalo da Edafo”. Na eleição de 2014, uma apreensão de material de propaganda irregular no galpão da empreiteira, que tinha contratos com a administração municipal de Campos, revelou um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo “laranjas”, assessores diretos da então prefeita Rosinha Garotinho (PR) e até uso das dependências da Prefeitura para atividades eleitorais do PR — que à época tinha Anthony Garotinho como candidato a governador, posteriormente derrotado no 1º turno.
A operação ocorreu no dia 28 de agosto de 2014, a partir de denúncia que chegou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) de que haveria um galpão com propaganda eleitoral irregular de propriedade da Edafo Construções Ltda. De posse de um mandado de busca e apreensão, fiscais do TRE e policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) encontraram no local, no momento da apreensão, o então subsecretário geral de Governo da Prefeitura de Campos, Ângelo Rafael Barros Damiano, que era um dos coordenadores da campanha do PR no município. Em depoimento à Justiça, o DJ Júlio César de Oliveira Cossolosso, que constava como dono do galpão, admitiu ser “laranja” de Paulo Ferreira Siqueira, conhecido como Paulo Matraca, apontado como proprietário da Edafo.
O imóvel foi cedido ao partido para a campanha, e, de acordo com o depoimento de Júlio, o documento de cessão foi assinado dentro da Prefeitura, na sala do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), na presença então presidente Otávio Amaral de Carvalho, o Tavinho. Além do material da campanha de 2014, foram encontrados documentos da Edafo, folhas com registros da saída de material e propaganda das campanhas de 2010 e 2012.
À época foram apreendidos cerca de meio milhão de “santinhos” do Garotinho, além de placas e adesivos. No galpão também foram apreendidos listagens de saída de material, somando mais de dois milhões de itens de campanha também para os candidatos Clarissa Garotinho, Paulo Feijó, Jorge Magal (a deputado federal); Geraldo Pudim, Bruno Dauaire, Pastor Éber, Gil Vianna e Kitielly (a deputado estadual); além de Liliam Sá, candidata da coligação ao Senado Federal.
No pedido para o mandado de busca e apreensão no galpão da Edafo, a promotora Luciana Longo Alves da Costa ressaltou que “uma empresa que possui contratos com a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes não poderia ser utilizada como depósito/distribuidora de material de campanha, sob pena de caracterização de abuso de poder político e econômico”. O juiz Geraldo da Silva Batista Júnior, então titular da 75ª Zona Eleitoral, considerou que havia fortes indícios de que o material de campanha era irregular, levando em conta que, em 4 de setembro de 2014, “no site do TRE podemos identificar que o candidato referido (Garotinho), até o momento, não declarou receitas em sua campanha e só gastou R$ 21.650,00. Portanto, são fortes os indícios de que o material, além de estocado em local proibido — constituindo crime —, é irregular”.
Em novembro de 2014 a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) acusou Garotinho, Rosinha, Ângelo Rafael e a então deputada estadual, à época já eleita deputada federal, Clarissa Garotinho (hoje PRB) pela montagem de um esquema na Prefeitura para beneficiar coligados no PR nas eleições de 2014. Também respondem à ação o então tesoureiro do PR, Carlos Carneiro Neto; o proprietário da Edafo , Paulo Matraca; o Tavinho do Fundecam; e Sandro de Oliveira, que era funcionário terceirizado da Prefeitura de Campos.
Além de abuso de poder político e econômico, os réus respondem, segundo a PRE, por conduta vedada pelo envolvimento de servidores e empregados da administração pública no esquema. Se condenados, os acusados podem ficar inelegíveis por oito anos e o diploma de Clarissa pode ser cassado.
O blog Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa, foi o primeiro a levantar as denúncias (aqui, em 10 de setembro de 2014) e a publicar documentos (aqui e aqui, no dia 12 de setembro) que comprovavam o envolvimento da empresa e assessores da Prefeitura no suposto esquema irregular. No domingo seguinte, 14 de setembro, a Folha da Manhã (aqui) e o jornal O Globo (aqui) trouxeram matérias especiais sobre o caso:
/ Capa da edição de 14 de setembro de 2014 da Folha da Manhã
/ No mesmo dia que a Folha, O Globo trouxe matéria sobre o caso
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Juiz autoriza Garotinho a visitar a mãe
12/05/2017 | 05h04
O juiz Ralph Manhães, responsável pelas Ações Penais da Chequinho, deferiu, parcialmente, pedido da defesa do ex-governador Anthony Garotinho (PR) para que ele possa estar em Campos neste fim de semana, por ocasião do Dia das Mães. Não estar em Campos é uma das medidas restritivas impostas ao réu em substituição à sua prisão.
No despacho, o juiz informou que Garotinho pode "permanecer na cidade nos dias 13/05, a partir das 15h, e no domingo, dia 14/05, até o final do dia. Fica, entretanto, vedada qualquer participação em outros eventos sociais, reuniões ou contato com testemunhas ou demais réus das ações penais".
A Polícia Federal vai fiscalizar o cumprimento da decisão. "Qualquer descumprimento desta determinação importará em quebra da medida cautelar imposta ao denunciado", informou o magistrado.
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PRE apura possíveis irregularidades no 'Fala Garotinho'
11/05/2017 | 12h55
A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral para apurar possíveis irregularidades cometidas no programa “Fala Garotinho”, veiculado pela Super Rádio Tupi e apresentado por Anthony Garotinho. A transmissão é suspeita de abuso dos meios de comunicação e de poder e de promover propaganda antecipada de seu apresentador visando às próximas eleições.
Segundo notícia de fato recebida, no programa do último dia 02/05, teriam sido transmitidas mensagens de telespectadores fazendo alusões à candidatura de Garotinho ao Governo do Rio de Janeiro em 2018 e pedindo seu retorno ao executivo estadual. Ainda durante a mesma transmissão, o apresentador teria enaltecido suas próprias realizações enquanto era governador do estado.
Para apurar as possíveis irregularidades, a PRE solicitou à emissora de rádio cópias dos programas exibidos nos meses de março e abril, além da disponibilização posterior das edições do “Fala Garotinho” de maio deste ano a julho de 2018.
Fonte: Ascom/PRE
Na Curva do Rio, Suzy Monteiro também falou sobre o assunto (aqui).
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Dinheiro de caixa dois foi entregue onde vendia Bíblia, diz delator do casal Garotinho
17/04/2017 | 05h45
Então superintendente da Odebrecht no Rio de Janeiro, Leandro Azevedo esteve em Campos no dia 1º de outubro de 2009. O motivo: a assinatura do primeiro contrato do Morar Feliz em Campos. Foi o primeiro encontro dele com a então prefeita Rosinha Garotinho (PR), segundo Leandro. Mas as relações começaram antes. Leandro relatou repasse por caixa dois de R$ 5 milhões para a primeira campanha dela a prefeita, a pedido do seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho (PR).
Nos cálculos de Leandro, designado por Benedicto Júnior para operacionalizar os pagamentos aos Garotinho — de acordo com a delação —, o repasse foi de cerca de R$ 20 milhões, sem contar a campanha a deputado federal de 2010.
Leandro destacou, também, que o dinheiro era entregue, em espécie, no escritório de garotinho no Palavra de Paz. Durante a delação, ele cita que a empresa vendia Bíblia. Só um repasse, que atrasou, foi deito em um escritório de obras da Odebrecht na Tijuca. De acordo com Leandro, Garotinho designou uma pessoa para buscar o dinheiro no dia 13 de agosto de 2012: só nesse dia, R$ 1,5 milhão.
O ex-executivo também falou sobre o contrato do Morar Feliz. Após o início da obra, apesar de a prefeita ser Rosinha, todos os assuntos eram tratados com o marido dela: “Existia uma dedicação minha, como empresário, de estar sempre cobrando ele: olha, a fatura venceu; o cara não pagou esse mês, preciso que pague no próximo. Isso eu não fazia com a Rosinha Garotinho, nem com o secretário de Obras. Talvez minha equipe fizesse com o secretário. Eu procurava o ex-governador Garotinho para tratar isso. Ele sempre atendeu, com presteza, os meus pedidos de reuniões.(...) Eu acabei tendo uma convivência com o ex-governador Garotinho, operacional, por causa do programa Morar Feliz”.
O ex-governador Anthony Garotinho assegura que nunca recebeu qualquer contribuição não contabilizada em seu nome ou em nome da família. Em nota, complementa que “se a petição chegar a virar inquérito, vai provar que o delator está mentindo. O ex-governador se coloca à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento”.
Veja o vídeo completo:
Em seu blog, o jornalista Saulo Pessanha falou sobre a delação de Leandro (aqui). Os dois vídeos das delações de Benedicto Júnior pode ser conferido aqui e aqui.
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