Justiça determina transferência de Cabral para o Paraná
18/01/2018 | 01h02
O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira (18) a transferência do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para o Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Atualmente, o político está preso preventivamente na Cadeia Pública José Frederico Marques, no bairro de Benfica, na capital fluminense.
A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, com base em investigações feitas pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o ex-governador estaria recebendo benefícios indevidos dentro da cadeia, em comparação com outros presos da mesma unidade.
Também nesta terça-feira, a Justiça Federal do Rio de Janeiro tomou uma decisão semelhante, com base em um pedido feito pelo MPF fluminense.
Conforme a decisão de Moro, as investigações apontaram que a Cadeia Pública José Frederico Marques tem padrões diferentes de outros cárceres no Rio de Janeiro e, por isso, há suspeita de que o local foi reformado, com benesses, para abrigar o ex-governador.
Sérgio Cabral já foi denunciado no Rio de Janeiro por condutas praticadas enquanto ele já estava detido. “(...) Especificamente falsidades e coação no curso do processo envolvendo a instalação de uma sala de cinema supostamente em seu benefício no estabelecimento prisional em questão”, afirma o juiz em trecho da decisão.
Em Pinhais, Sérgio Cabral vai ficar abrigado no mesmo local em que outros presos da Lava Jato cumprem penas. Entre os novos colegas de cárcere que ele terá, há outros políticos, como o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o ex-vice-presidente da Câmara, André Vargas.
Fonte: G1
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Pudim avalia candidatura a deputado federal
16/01/2018 | 04h07
O deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB) garante que vai estar na disputa eleitoral de outubro deste ano, mas ainda não definiu o cargo a ser disputado. Ele está avaliando se lançará a pré-candidatura para reeleição como deputado estadual ou se disputará uma cadeira de deputado federal, cargo que já exerceu entre 2007 e 2010. Pudim afirmou que seu projeto político é continuar no MDB (nome que a legenda decidiu voltar a usar em dezembro do ano passado), sigla que classificou como “pujante”, sem deixar de citar os problemas enfrentados e das “pessoas que estão com problemas dentro do partido, como todos os outros partidos têm”:
— Minha única dúvida hoje, e eu vou falar pra você em primeira mão, é: se sou candidato a deputado estadual ou se sou candidato a deputado federal. Existe um grupo nosso que defende o meu retorno para a Câmara Federal, ou seja, minha candidatura a deputado federal. Tenho conversado com as pessoas e acho que fiz um excelente mandato como deputado federal, não diferentemente como deputado estadual. Mas, acho que eu teria um importante papel a contribuir como deputado federal. Estou avaliando isso. Acredito que ainda neste mês de janeiro, nos próximos 15 dias, tomaremos uma decisão no nosso grupo, para que a gente possa aí caminhar nesta eleição. Serei pré-candidato sim, só que ainda o nosso grupo não decidiu se a estadual ou federal, se vou à reeleição ou se me candidato a deputado federal.
As declarações do deputado foram concedidas em entrevista, nesta terça-feira (16), ao programa EntreFatos, apresentado por este blogueiro na rádio Barra FM, de São João da Barra.
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Ausência
16/01/2018 | 09h37
Políticos participaram da missa celebrada às 11h
Políticos participaram da missa celebrada às 11h / Rodrigo Silveira/Folha da Manhã
Como tradicionalmente acontece nos festejos do padroeiro da Baixada Campista, Santo Amaro, celebrado em 15 de janeiro, foi grande a romaria dos políticos, principalmente por ser ano eleitoral. A maior parte participou da missa das 11h, celebrada pelo bispo diocesano de Campos, dom Roberto Francisco Ferreria Paz. O prefeito Rafael Diniz (PPS) foi acompanhado do seu grupo político. Seus opositores também estiveram na celebração, incluindo o filho do casal Garotinho e pré-candidato a deputado federal, Wladimir Garotinho (PR). Uma ausência na celebração, porém, foi muito comentada: a do assessor especial do prefeito e pré-candidato a federal, Cesinha Tinoco.
Depois da missa, no tradicional almoço oferecido pelo empresário Ari Pessanha, que reúne políticos da região de diferentes correntes partidárias, a ausência de Cesinha também era assunto comentado. O assessor especial do prefeito já teria outro compromisso que teria impedido sua participação na tradicional celebração na Baixada Campista.
Pré-candidatos — Como mostra matéria da Folha, o expressivo número de pré-candidatos campista marcou presença nas homenagens a Santo Amaro. Na missa das 11h, por lá estiveram a vice-prefeita Conceição Sant'Ana; os deputados estaduais, pré-candidatos à reeleição, Bruno Dauaire (PR), Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC); os vereadores e pré-candidatos a uma cadeira na Alerj Marcão Gomes (Rede), Thiago Virgílio (PTC) e Thiago Ferrugem (PR). Também vereadores, mas pré-candidatos a deputado federal, marcaram presença Igor Pereira (PSB) e José Carlos (PSDC). Os vereadores campistas Abu Azevedo (PPS), Fred Machado (PPS) e Linda Mara Silva (PTC), também acompanharam a celebração.
O ex-vice-prefeito e candidato derrotado no pleito de 2016, Dr. Chicão (PR), participou da celebração. Irmão de Chicão e suplente de vereador, Álvaro Oliveira (SD) esteve na Baixada Campista e confirmou ser pré-candidato a deputado estadual.
Protesto — Como também em destaque na matéria da Folha, aproveitando a presença dos representantes da gestão municipal, um pequeno grupo com cartazes cobrou maior atenção dos políticos para a região de Santo Amaro.
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De volta
05/12/2017 | 10h36
Após duas semanas sem atualizações, o “Blog do Arnaldo Neto” volta a ter publicações diárias nesta terça-feira (5), um dia após o previsto inicialmente. E olha que não foram duas semanas nada tranquila no noticiário político. Os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, ambos do PR, foram presos — sendo que a ex-prefeita de Campos conseguiu habeas corpus e teve a prisão substituída por medidas restritivas; além dos dois, a operação Caixa d'água também levou para a pisão os aliados Thiago Godoy e Suledil Bernardino; a Justiça Eleitoral de Campos ainda determinou o encarceramento do presidente nacional do PR, Antônio Carlos Rodrigues.
Ainda sobre prisões, mas em outra operação, na Cadeia Velha, os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi voltaram a ser presos. Integrantes da cúpula do PMDB no Rio e com forte influência no parlamento — Picciani é presidente da Casa, cargo que Melo também já ocupou e Albertassi era líder do partido — eles tinham deixado a prisão por decisão da maioria dos deputados, revogando no dia 17 de novembro a prisão decretada no dia anterior. Porém, na semana seguinte, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª região anulou a decisão da Alerj e os três voltaram para o presídio. Estão na mesma ala em que está o ex-governador Sérgio Cabral, no presídio de Benfica. Garotinho também passou por lá, mas foi transferido para Bangu. Disse que foi agredido e ameaçado dentro da cela. As imagens das câmeras de segurança, que estão sendo apuradas, não mostram movimentações suspeitas. O caso ainda está em investigação.
E por falar em Benfica, Rosinha, antes de conseguir o habeas corpus, ficou por lá. E poucos dias depois, passou a ter como companheira de cela Adriana Ancelmo, a esposa de Cabral. Ela cumpria prisão domiciliar, mas retornou à cadeia no último dia 23, por decisão também do TRF. Adriana já foi condenada a 18 anos e três meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Nesse período de folga, até a “Caravana do Lula em Campos”, que havia sido divulgada no blog, passou por mudança. Inicialmente anunciada para 6 de dezembro, a visita do ex-presidente será nesta terça, dia 5, com ato na praça do Liceu, às 19h. Ele ficará em Campos para um encontro na manhã desta quarta (6) com reitores do Instituto Federal Fluminense (IFF), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), no campus Centro do IFF.
No tabuleiro político regional, quem ganhou fôlego, apesar da prisão dos pais, foi Wladimir Garotinho (PR). Pré-candidato a deputado, o filho dos ex-governadores foi absolvido em uma ação penal na qual era réu por suposta participação no “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por votos. A decisão do juiz Ricardo Coimbra foi por falta de provas. Wladimir foi o primeiro réu absolvido nas ações penais da Chequinho. Antes, em junho, a denúncia contra Jorge Magal (PSD) — vereador eleito, afastado do mandato por condenação na esfera eleitoral da Chequinho — não foi aceita.
Já nas outras ações, Anthony Garotinho foi condenado a quase 10 anos de prisão. Os vereadores Jorge Rangel (PTB), Kellinho (PR), Linda Mara (PTC), Miguelito (PSL), Ozéias (PSDB) e Thiago Virgílio (PTC) foram condenados a cinco anos e quatro meses de reclusão em regime semi-aberto, além da perda dos mandatos. Como a decisão é de primeira instância, onde também foram condenadas a ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Ribeiro e Gisele Koch, ex-coordenadora do Cheque Cidadão, todos recorrem em liberdade.
Em suma, mas muito bem resumido, foi o que aconteceu de mais quente na política da planície. Na Câmara de Campos o clima ficou quente mesmo foi na sessão que reajustou o valor da planta genérica do município e certamente trará aumento no carnê do IPTU do ano de 2018. Segundo a Prefeitura, a média da correção do imposto no próximo ano será de 19%, além da ampliação das isenções.
Já em São João da Barra, a violência, ou a já famosa sensação de insegurança, é que vem ganhando destaque. Nas últimas semanas, duas escolas foram alvos de criminosos, que arrombaram e depredaram os prédios — além, é claro, de levarem materiais. Nem os idosos estão escapando das ações dos criminosos, sendo um inclusive assassinado.
Ainda sobre a cidade sanjoanense, as fortes chuvas que caíram na região evidenciaram velhos problemas, com pontos históricos de alagamento pelo município. Apesar da água que, felizmente, caiu do céu, problemas de abastecimento continuam entre as principais reclamações dos munícipes. Outro problema, que com a chuva se agrava, é o de fornecimento de energia. Atafona continua sem resposta. As autorizações não andam e o mar, que deu uma trégua na região da foz do Paraíba, começa a dar sinais de avanço em outros trechos do litoral.
Para não falar que todas as notícias são ruins, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) voltou a atender no município. A expectativa é que no próximo ano o município firme um convênio com a instituição para ampliar e normalizar o atendimento. E por falar em repasse da Prefeitura, as escolas de samba Congos e Chinês tiveram os termos de fomento formalizados e passarão a receber com antecedência os R$ 234 mil a que cada agremiação tem direito para os desfiles no carnaval sanjoanense.
E vamos aguardar as próximas notícias!
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Picciani, Paulo Melo e Albertassi são presos em Benfica com Cabral
16/11/2017 | 09h24
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio afirmou nesta quinta-feira, 16, em nota, que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), e os deputados Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB) deram entrada na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde estão todos os internos da Operação Lava Jato, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral, também do PMDB.
Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiram nesta quinta-feira (16) pela prisão preventiva e afastamento dos mandatos dos deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF) na operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio. A decisão ainda será submetida à Alerj, que pode suspender a prisão dos parlamentares. a previsão é que a sessão extraordinária aconteça já nesta sexta-feira (17).
A votação será aberta e, de acordo com a assessoria de imprensa da Alerj, o resultado depende de maioria absoluta, ou seja, metade mais um dos deputados, o que corresponde a 36. O quórum mínimo para abrir a sessão também é de 36. A sessão pode ser conduzida pelo 2º vice-presidente, deputado André Ceciliano (PT). Contudo, o 1º vice, Wagner Montes (PRB), que está de licença médica e fora do país, informou que vai tentar voltar para assumir os trabalhos.
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TRF decide pela prisão de Picciani, Paulo Melo e Albertassi
16/11/2017 | 02h17
Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiram nesta quinta-feira (16) pela prisão preventiva e afastamento dos mandatos dos deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF) na operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio. O primeiro a votar foi o relator Abel Fernandes Gomes, que teve o voto seguido pelos desembargadores Messod Azulay Neto, Paulo Espírito Santo, Marcelo Granato e Ivan Athié. A desembargadora Simone Schreiber faltou. Pela decisão do colegiado, assim que forem expedidos os mandados de prisão, o que aconteceu nesta tarde, os parlamentares devem ser imediatamente presos. A manutenção da decisão, porém, ainda será analisada pela Alerj.
Segundo Abel Gomes, as ações dos deputados “fogem ao limite do republicano”, sendo movidos pelo dinheiro, usado como "contrapartida para os parlamentares estarem à disposição de grupos específicos”. Para o desembargador, a decisão do colegiado deverá ser submetida à Alerj, que vai decidir se a mantém. Na edição desta quinta, o jornal O Globo informou que já existiria um acordo (aqui) para derrubar a decisão do TRF, caso fosse (como foi) desfavorável aos deputados.
A expectativa é que a Alerj receba um ofício do TRF em até 24 horas. A partir daí, a Casa deverá convocar a sessão extraordinária e poderá reverter a decisão de prisão e afastamento de mandato. A procuradora regional da República Silvana Patini foi taxativa quanto à possibilidade de a Alerj rever a prisão preventiva. “A Alerj pode até derrubar a prisão, mas tem que manter o afastamento dos deputados. Caso isso não aconteça, a PRR [Procuradoria Regional da República] vai recorrer novamente. É uma decisão histórica para enfrentar o crime organizado”, pontuou.
Os parlamentares são suspeitos de favorecer interesses de empresários no Estado, entre os quais representantes do setor de transporte público e empreiteiras, em troca de propina.
Com informações da Globo News, G1, O Dia e do portal Uol
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Neco e Camarão recorrem ao TRE em ações distintas da eleição 2016
15/11/2017 | 02h48
Dois processos eleitorais relativos ao pleito de 2016, em São João da Barra, foram enviados para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Em um deles, o ex-prefeito Neco (PMDB) tenta reverter a condenação, em primeira instância, a oito anos de inelegibilidade e multa de R$ 50 mil por contratações irregulares no ano passado. No outro, o ex-vereador Zezinho Camarão (DEM) pede a cassação da prefeita Carla Machado (PP) e do vice Alexandre Rosa (PRB), sob a acusação do uso de rádio pirata na campanha eleitoral — o que é proibido. O juiz da 37ª Zona Eleitoral, Leonardo Cajueiro, julgou improcedente o pedido de Camarão.
No caso do ex-prefeito Neco, o juiz Leonardo Cajueiro considerou que na ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ficou evidenciada a contratação irregular de cerca de dois mil funcionário pela Prefeitura no ano passado. Na sentença, ele observa que houve abuso de poder e também contratações depois do período permitido por lei, lançadas nos documentos com data retroativa.
Para o magistrado, “o grande número de contratações, aproximadamente 5% da população da cidade de São João da Barra, no intervalo de apenas um mês em pleno período eleitoral, configura, indubitavelmente, o abuso de poder político em prol da candidatura do investigado e daqueles pertencentes a seu grupo político”. Antes de recorrer ao TRE, Neco entrou com embargos de declaração, que foram desprovidos pelo juiz de primeira instância.
Já na ação movida por Camarão com o pedido de cassação da prefeita e do vice, o ex-vereador denunciou que a campanha de Carla e Alexandre estaria utilizando um sinal de rádio pirata para divulgação dos atos. “Pesam em agravo aos investigados apenas as gravações de utilização do sinal de rádio 93,1 FM com divulgação dos atos de campanha dos mesmos, incapazes, por si, de provar a origem do sinal ou a suposta ciência/autorização dos beneficiários”, diz trecho da sentença, na qual o magistrado julgou improcedente a ação.
O juiz Leonardo Cajueiro destacou, ainda, que “eleita a chapa majoritária com 73% dos votos válidos, inclusive em consonância com pesquisas realizadas antes da realização da divulgação dos atos no sinal de 'rádio pirata', não ficou verificada, tampouco, a gravidade da conduta apta a ensejar a condenação de cassação de diploma outorgado pelo povo em votações livres”. Antes de recorrer ao TRE, Camarão também teve os embargos negados pelo juízo local.
A rixa política entre Camarão com Carla e Alexandre movimenta o cenário político sanjoanense há muitos anos. Em momentos distintos, todos já chegaram a caminhar juntos, mas se tornaram ferrenhos adversários.
Machadada — Ações relacionadas ao pleito de 2016 seguem para o TRE, enquanto a mesma Corte ainda decide sobre um processo da eleição de 2012. Na já conhecida operação Machadada, Carla, Neco, Alexandre e o vereador Alex Firme (PP), que à época eram aliados, acabaram condenados em 2017 a oito anos de inelegibilidade. O colegiado manteve a condenação, mas ainda não decidiu quanto aos embargos de declaração. Depois, caberá recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vale lembrar que a condenação na Machadada não altera o resultado das eleições de 2016, mas impede, por ora, os quatro de concorrerem aos pleitos de 2018 e 2020.
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Cabral e Garotinho cara a cara no Rio
13/11/2017 | 05h42
Ex-aliados, Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR) estiveram cara a cara nesta segunda-feira (13), depois de muitos anos sem se ver — segundo informações do blog do Lauro Jardim (aqui), hospedado no site do jornal O Globo. O encontro se deu na 43ª Vara Criminal do TJ/RJ. Cabral é testemunha de defesa de Garotinho na ação em que o desembargador Luiz Zveiter move contra o ex-secretário de Governo de Campos por injúria.
Cabral e Garotinho não se falaram. Aliás, nem se olharam durante a audiência.
O corredor por onde passaram tão nobres ex-governadores do Rio de Janeiro foram isolados. Ninguém teve acesso ao local, assim como ao elevador, que virou privativo das ex-autoridades.
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Pezão: 'Não sou candidato a nada' em 2018
08/11/2017 | 05h37
Pezão descartou candidatura a deputado federal ou qualquer outro cargo
Pezão descartou candidatura a deputado federal ou qualquer outro cargo / Foto: Paulo Pinheiro/Folha da Manhã
O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), em visita ao Porto do Açu nesta quinta-feira (8), negou que seja candidato a qualquer cargo política na eleição do ano que vem: “Não sou candidato a nada, nada, nada”, afirmou Pezão ao ser questionado sobre o assunto.
O jornalista Paulo Cappelli (aqui) informou na sua coluna ‘Informe do Dia’, do jornal O Dia, que Pezão estudava “se lançar candidato a deputado federal no ano que vem. Além de dar continuidade à vida política, o mandato garantiria a manutenção do foro privilegiado em meio às investigações da Operação Lava Jato”.
Ainda de acordo com Capelli, “a campanha de Pezão rumo a Brasília seria embalada por uma agenda positiva do governo estadual em 2018, quando poderá usar a verba oriunda do pacto de recuperação financeira com a União”. Em seu discurso no Açu, o governador também falou sobre a expectativa de dias melhores no próximo ano: “Não tenho dúvida que vamos dar a volta por cima”.
Segundo Pezão, nos próximos dias, com a entrada dos recursos da operação de crédito envolvendo a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) como garantia, o salário dos servidores, em atraso, será colocado em dia.
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Após reunião com Maia, em Brasília, Garotinho reafirma pré-candidatura
07/11/2017 | 12h13
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR) afirmou nessa segunda-feira (6), em entrevista na Câmara dos Deputados, após participar de reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que só disputará as eleições de 2018 se for para ser candidato a governador do Estado. “Se for candidato a alguma coisa, serei candidato a governador. Nada mais. Se não for, vou continuar na rádio Tupi”, afirmou Garotinho. Em reunião do PR, o político campista já havia lançado sua pré-candidatura ao cargo.
O ex-governador disse que o encontro foi uma “visita de cortesia”. Ele negou que tenha discutido com Maia o cenário para 2018, embora tenha dito que o presidente da Câmara disse a ele que será candidato a deputado. "E, se possível, a presidente da Câmara de novo", disse Garotinho.
O político do PR afirmou que passou no gabinete de Maia para acompanhar sua filha, a deputada federal licenciada Clarissa Garotinho (PRB-RJ), que tratou sobre projetos de interesse da cidade do Rio. Clarissa é secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação da gestão do prefeito Marcelo Crivella (PRB).
Garotinho já foi preso duas vezes no curso da operação Chequinho. A última foi em 13 de setembro, após ser condenado pela Justiça Eleitoral por comandar o esquema de fraude eleitoral quando era secretário de governo da cidade de Campos. Ele foi detido quando apresentava programa que ancora na Rádio Tupi, para cumprir prisão domiciliar. O ex-governador, contudo, só ficou preso até 26 de setembro, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu habeas corpus para libertar Garotinho.
Torquato
O ex-governador avaliou ainda que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, falou algo que é verdade ao dizer que o comando da Polícia Militar no Estado é indicado por deputados estaduais e pelo “crime organizado”. Para Garotinho, porém, o ministro só errou por ter generalizado.
— Ele (Torquato) falou algo que é verdade. Só errou porque generalizou — afirmou o ex-governador. “No Rio, os bandidos não estão nas cadeias. Estão nos palácios. Os bandidos não usam farda, usam terno e gravata”, acrescentou.
Fonte: Estadão
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Arnaldo Neto

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