Bastidores do encontro entre fé e política na praia de Atafona
06/05/2019 | 10h23
Leitores do blog constataram que nos últimos dias o ritmo de atualizações foi menos intenso. Tem alguns motivos, sobretudo, como todos os anos desde que este espaço foi criado, o período de pausa para a festa da padroeira de Atafona, Nossa Senhora da Penha (neste ano entre 21 e 29 de abril). Como a semana contou com um feriado no meio, a retomada do blog começa nesta segunda-feira (6). E como repórter, mesmo quando de folga, está em constante observação, a volta é com uma matéria de observação, da própria festa em Atafona, publicada na edição deste domingo (5), na Folha da Manhã.

Encontros da fé com a política

Lideranças políticas nas primeiras filas durante a missa da padroeira de Atafona
Lideranças políticas nas primeiras filas durante a missa da padroeira de Atafona / Foto: Paulo Pinheiro
A palavra religião tem origem no latim e para alguns vem de religio, que significa “respeito pelo sagrado”. Outra etimologia discutida é a da palavra religare, também do latim, que significa “atar” ou “ligar com firmeza”. Nas festas religiosas, e não só de agora, as duas correntes etimológicas talvez estejam corretas. Sobretudo ao falar da romaria dos políticos aos templos religiosos — especialmente os católicos, mas não só — em dias festivos. Exemplo mais recente aconteceu na última semana, na praia de Atafona, durante as homenagens à padroeira Nossa Senhora da Penha.
Pré-candidato que se preze tem que bater ponto, seja na missa, na procissão ou, melhor ainda, nos dois eventos. E se engana quem pensa que essa “função” seja apenas do político sanjoanense. Campistas, são franciscanos e macaenses também têm de estar presentes. E não quebraram a tradição, seja pelo religio, o respeito ao sagrado, ou pelo religare, para atar, ligar com firmeza, inclusive, as relações com seus eleitores. Por que não, em alguns casos, pelos dois motivos?
Ainda é ano pré-eleitoral a romaria de políticos deve se multiplicar em 2020 quando, de fato, o tabuleiro estará mais definido, com o quadro partidário totalmente arrumado. Há também de se destacar que muitos políticos, antes mesmo de entrarem na carreira, já participavam dessas romarias como devotos. O que diferencia é que, agora, eles são mais visados, e normalmente acompanhados de cabos eleitorais e outros políticos.
De Campos, marcaram presença nomes como o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), o vereador licenciado e atual secretário de Saúde Abdu Neme (PR) e também a vereadora Joilza Rangel (PSD). Apesar dos inúmeros visitantes campistas na festa, não se via atuação política desses representantes. No máximo, desempenhavam papel de apoio, como foi o caso de Wladimir, ao lado de aliados que figuram como possíveis prefeitáveis sanjoanenses.
E por falar em SJB, claro que os políticos de todas as correntes, com ou sem mandato, também não poderiam deixar de marcar presença. A prefeita Carla Machado (PP) esteve nos principais eventos, bem como seu vice, Alexandre Rosa (PRB), e vereadores da base governista e também da oposição. Onde Carla estava, seu grupo estava perto. E não é difícil encontrar registros fotográficos deles juntos.
Ela não se lançou, ainda, candidata à reeleição, mas sempre é apontada como nome forte, inclusive por outros prefeitos regionais. Tem apenas uma pendência judicial, originada da operação Machadada, que poderia deixá-la fora do pleito, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme as sanções das instâncias inferiores. Na última quinta-feira (2), a prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco (Podemos), concedeu entrevista ao programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, e saiu em defesa de Carla, como forte candidata à reeleição e confiante que ela conseguirá reverter a condenação em última instância.
Pelo lado dos opositores, o time é encabeçado pelo deputado estadual Bruno Dauaire (PSC), apesar de não dizer se é pré-candidato a prefeito. Com ele estavam o pai, o ex-prefeito Betinho Dauaire, Wladimir e vereadores de oposição, entre eles Franquis Areas (PR). Franquis, inclusive, é o nome apontado por Betinho como a opção do grupo para disputar a eleição no próximo ano. Ele agradece à deferência do aliado de longa data, desde os anos 1990, mas sai pela tangente ao ser questionado se é esta sua meta para a próxima eleição. Assim como os seguidores do governo e da oposição marcam presença na festa religiosa, os nomes de terceira via, lançados por Betinho, também estiveram por lá. O advogado Juliano Rangel já sem esconder de ninguém a pretensão da disputa como cabeça de chapa majoritária em 2020. Enquanto o radialista Emilson Amaral, apareceu de maneira mais contida.
O resultado das articulações sob as bênçãos da Penha em 2019 pode refletir nas alianças do ano que vem. Contudo, por mais devotos que os políticos possam, sinceramente, ser, não serão todos eles “agraciados” com a vitória.

Tradição com reflexos ainda no antigo sertão

Devoção antiga dos são franciscanos, a festa da Penha atraia muita gente do município, principalmente de Gargaú. “Lá fica uma cidade deserta nos dias de festa, praticamente todo mundo está aqui (em Atafona)”, diz um devoto. Os políticos sabem disso e, portanto, também marcam presença. Com domicílio eleitoral em Campos, mas com origens no antigo sertão de São João da Barra, o deputado estadual João Peixoto (DC) esteve na missa. E talvez seja uma foto com ele tenha repercutido em São Francisco de Itabapoana. Na imagem aparecem dois pré-candidatos da cidade.
Um deles é o ex-prefeito Pedrinho Cherene (MDB), que mantém o nome no tabuleiro, apesar da inelegibilidade pela reprovação pela Câmara, seguindo parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), da prestação de contas de 2016. Cherene tenta reverter a situação na Justiça. E quem está na outra foto é outro pré-candidato, Marcelo Garcia (PSDB), que ficou em terceiro lugar na disputa a prefeito do último pleito municipal e já tem posta uma pré-candidatura.
Como foram aliados outrora — Garcia foi líder de Cherene na Câmara —, o fato de estarem juntos na festa da Penha gera especulação, mas Marcelo segue na postura de pré-candidato, inclusive se colocando como alternativa ao dualismo das famílias do ex-prefeito e dos Barbosa Lemos, sobrenome de casada da atual prefeita, Francimara (PSB), que não esteve em Atafona neste ano, mas deve ser mais uma figura certa em 2020.
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Carla e Bruno: Situação de Atafona está acima das questões partidárias
24/03/2019 | 08h02
Prefeita e deputado estiveram no carro dos Bombeiros junto com o secretário estadual de Defesa Civil
Prefeita e deputado estiveram no carro dos Bombeiros junto com o secretário estadual de Defesa Civil
A prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), já foi aliada política do ex-prefeito Betinho Dauaire, pai do deputado estadual Bruno Dauaire (PRP). Inclusive, foi a primeira líder do governo na Câmara nos dois primeiros anos de governo do ex-prefeito. O rompimento aconteceu em 1999, quando Betinho era pré-candidato à reeleição e Carla já presidia a Câmara. De lá pra cá, o duelo Dauaire x Machado polarizou a política sanjoanense. Neste domingo (24), durante a visita a Atafona do secretário estadual de Defesa Civil, Coronel Roberto Robadey Costa Júnior, Carla e Bruno estiveram no mesmo carro e conversaram sobre parcerias para solucionar a questão do avanço do mar, independente de questões partidárias.
— Fiquei feliz, deputado Bruno, do senhor estar se engajando. Na Alerj tem vários deputados já comprometidos com isso, no governo federal também. O senhor [Bruno] conhece alguns, eu conheço outros. O que a gente quer, independente de questões partidárias, é que a situação se resolva. O problema em Atafona está acima disso — afirmou Carla.
Bruno seguiu na mesma linha: “Aqui a gente está longe dessas questões partidárias. O secretário atendeu nosso pedido no sábado (23), às 22h30. Nesta semana a gente deve ter a presença de outro secretário estadual. E, numa terceira agenda, se Deus quiser, a gente conta, com a articulação do senador Flávio Bolsonaro, com a presença do ministro da Infraestrutura [Tarcisio Gomes de Freitas]”.
Apesar das trocas de gentilezas — Carla chegou a convidá-los para um almoço, mas devido à agenda deles não foi possível, e ela ainda disse que teria outra oportunidade para cozinhar um peixe para o deputado —, também houve uma “alfinetada”. Na despedida, Bruno foi agradecer a Carla por participar da agenda. De imediato, a prefeita respondeu que não tinha o que agradecer, afinal ela é “a representante do município”.
No recente histórico político sanjoanense, Betinho e Carla se enfrentaram em 2000, com a vitória do então prefeito sobre a presidente da Câmara. Em 2004, Carla venceu Ari Pessanha, candidato apoiado por Betinho. Já em 2008, duelo da prefeita com o ex-prefeito. Nova vitória de Carla. Já em 2012, ela, no seu segundo mandato consecutivo, não pode disputar. Betinho tentou de novo, mas perdeu para Neco (MDB), apoiado pela prefeita. Do pleito teve origem a ação da Machadada, que condenou parte do grupo liderado por Carla em primeira e segunda instâncias a oito anos de inelegibilidade. Existe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ser julgado.
Já em 2014, Carla e Bruno foram candidatos a uma cadeira na Alerj. Ela não foi eleita, ficou como segundo suplente na legenda do PT, mas foi a mais votada do município, apesar de não ter o apoio do então prefeito Neco, com que já tinha rompido. Bruno conquistou seu primeiro mandato, mas, no município, também sem apoio de Neco, foi o terceiro mais votado, atrás de Carla do ex-vereador Kaká (Avante). A partir daí, começou a especulação de mais um embate Dauaire x Machado em 2016.
Só que na última eleição municipal, a família Dauaire não lançou candidato em SJB e não declarou publicamente apoio a nenhum dos nomes que disputaram a Prefeitura. Carla venceu com folga o prefeito que ajudou a eleger em 2012. Já em 2018, Bruno conseguiu a reeleição para Alerj, sendo o deputado estadual mais votado em SJB, superando os candidatos com apoio da prefeita e seus aliados.
Para 2020, o deputado ou seu pai, Betinho, são apontados como possíveis candidatos. Carla e seu grupo ficam no aguardo do desfecho da Machadada para definição de um nome. Precisa ser lembrado, ainda, que outros grupos articulam candidaturas a Prefeitura de SJB, com objetivo de colocar um fim no dualismo das tradicionais famílias políticas.
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Prefeitos da região já de olho em 2020
17/03/2019 | 10h33
A eleição de 2016 no Norte Fluminense trouxe um cenário até então considerado atípico. A chamada “força da máquina” não conseguiu eleger seus candidatos em sete dos nove municípios da região. Parecia uma prévia do que aconteceria em 2018, quando houve rupturas, quebrando anos de continuidade de grupos no poder e os candidatos considerados não políticos conseguiram mandatos no Executivo — como é o caso do governador Wilson Witzel (PSC) — e renovaram boa parte das Assembleias Legislativos e da Câmara dos Deputados. E 2019, que mal começou, já começa a desenhar o futuro político para eleição de 2020. Inclusive já começam a ser especuladas as intenções de candidaturas para reeleição.
Para o cientista político Hamilton Garcia, os eleitores no ano que vem devem continuar penalizando oligarquias políticas, mas também não devem estar dispostos a perdoar as novidades que não estiverem correspondendo às expectativas.
— O eleitor continua procurando o governo representativo, onde o interesse da sociedade é maior do que a do político, e isto deve continuar impactando as máquinas oligárquicas especializadas na corrupção do voto, ao mesmo tempo que penaliza as novidades políticas de 2016 que frustraram as expectativas — avalia Garcia.
Dos nove prefeitos da região (como mostra o infográfico acima), seis estão, por ora, em condições de elegibilidade para o próximo pleito e dois não podem concorrer porque estão no segundo mandato consecutivo. Já a prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), tem pendência em um processo eleitoral, originado da operação Machadada, que ainda será julgada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em entrevista à Folha, o prefeito de Campos, Rafael Diniz (PPS), afirmou que pretende disputar a reeleição: “Assim como eu tive o direito de ser candidato a prefeito, e assim como serei candidato à reeleição, todo cidadão tem o direito de se candidatar. Faz parte do processo democrático”, respondeu ao prefeito ao falar sobre o número de pré-candidatos que já estão aparecendo no cenário eleitoral.
No caso de SJB, a decisão do TSE sobre a Machadada será essencial para definir o futuro cenário. Enquanto o julgamento não acontece, Carla já se colocou no jogo, após alguns opositores terem associado o bom desempenho de Witzel e Jair Bolsonaro (PSL) no município ao fato de a prefeita ter apoiado os adversários deles. “Essas palhaçadas só me animam para colocar meu nome na disputa novamente e agora estou repensando e acho que irei disputar a eleição de 2020 novamente”, escreveu Carla.
Por falar na eleição de Witzel, o atual governador obteve sucesso no pleito de 2018 com um discurso de “não político”. Para Hamilton Garcia, este não será o único diferencial da eleição de 2020: “O diferencial não é ‘político profissional’, mas político que encarna interesses sociais, o que pode beneficiar o ‘não político’, mas sem excluir o ‘político’. A reversão das expectativas é o objetivo do debate eleitoral: os mal avaliados pretendem a positivação, e os bem avaliados almejam a manutenção/ampliação de sua boa imagem. Tem eleição tranquila quem, já no governo, conseguir aliar a imagem de bom gestor à capacidade de fazer reformas em benefício de todos. A habilidade em usar as novas ferramentas de interação aumentam as chances em ambos os casos”.
Publicado na edição deste domingo (17) da Folha da Manhã
 
 
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Wladimir Garotinho coloca mandato e gabinete à disposição de Rafael Diniz
04/02/2019 | 10h57
O deputado federal Wladimir Garotinho (PRP) protocolou na manhã desta segunda-feira (4) um ofício destinado ao prefeito de Campos, Rafael Diniz (PPS), no qual coloca seu mandato e gabinete em Brasília à disposição da Prefeitura. Este foi o primeiro ofício do mandato de Wladimir, que tomou posse na última sexta-feira.
A família Garotinho e Rafael são adversários políticos de longa data, principalmente quando o atual prefeito, então vereador, esteve na linha de frente de oposição à ex-prefeita Rosinha Garotinho (Patri). Diniz, em 2016, derrotou o candidato do grupo político que estava à frente do Executivo.
Em sua página no Facebook, Wladimir afirmou que é preciso superar divergências partidárias para ajudar a sua cidade: “Não serão as divergências políticas que me impedirão de ajudar a minha cidade. Me comprometi com a população, fui o mais votado e se precisa ter maturidade para exercer o mandato”, escreveu o parlamentar, que salientou no ofício ser o único nome de Campos — que nasceu e reside no município, como salientou — atualmente na Câmara dos Deputados.
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Pautas polêmicas de 2018 ficam para 2019 na Câmara de SJB
02/01/2019 | 08h48
Nova mesa diretora, com Alex como presidente, foi eleita em abril do ano passado
Nova mesa diretora, com Alex como presidente, foi eleita em abril do ano passado / Divulgação
A Câmara de São João da Barra encerrou o ano de 2018 sem decidir duas pautas consideradas polêmicas. A primeira é o aumento do número de cadeiras para 11 ou 13. O assunto chegou a ser especulado em 2015, voltou ao centro do debate em 2018, mas não chegou a ser votado no ano passado.
Outra votação quente que havia expectativa de ser realizada em 2018 era a prestação de contas de 2016 do ex-prefeito Neco (MDB). O parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) é pela reprovação do relatório. Na Câmara, os documentos ainda estão sob análise das comissões.
Presidente do Legislativo sanjoanense entre 2013 e 2018, Aluizio Siqueira (PP) deixou para o companheiro de partido Alex Firme, novo presidente da Casa, a responsabilidade de levar ou não as pautas ao plenário.
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Em Campos, presidente do Flamengo garante permanência de Barbieri
19/09/2018 | 11h17
Presidente do Flamengo esteve em Campos para campanha, mas também foi questionado sobre futebol
Presidente do Flamengo esteve em Campos para campanha, mas também foi questionado sobre futebol / Foto: Antônio Leudo
 
Candidato a deputado federal pelo Rede, Eduardo Bandeira de Mello fez campanha em Campos e na região nessa terça-feira (18). O presidente do Flamengo falou com orgulho sobre os ajustes que fez nas finanças do clube. Também comentou, ao ser questionado, sobre o futuro do técnico Maurício Barbieri, após o desempenho apático do time nas últimas partidas e a pressão que ronda a Gávea. Ele garantiu a permanência do treinador:
— O time perde, não joga bem, e tem gente que acha que o técnico deve sair. Não é assim. Treinador só sai quando perde as condições de fazer o seu trabalho. E acredito que esse não é o caso.
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Datafolha: Bolsonaro cresce 2% após atentado; Ciro, Marina, Alckmin e Haddad em empate técnico
10/09/2018 | 09h06
O Datafolha divulgou nesta segunda-feira (10) uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente da República. É o primeiro levantamento do instituto desde que o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e depois do atentado sofrido pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Lula está preso em Curitiba, condenado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. O Datafolha pesquisou o cenário em que o nome de Fernando Haddad, candidato a vice-presidente pelo PT, aparece como possível substituto de Lula na chapa.
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os números:
Jair Bolsonaro (PSL): 24%
Ciro Gomes (PDT): 13%
Marina Silva (Rede): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 10%
Fernando Haddad (PT): 9%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 3%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 15%
Não sabe/não respondeu: 7%
Em relação ao levantamento anterior do instituto, divulgado em 21 de agosto:
Jair Bolsonaro oscilou, dentro da margem de erro, de 22% para 24% (com a margem de erro, tem de 22% a 26%); Ciro Gomes (PDT) tinha 10%, agora tem 13% (pela margem de erro, de 11% a 15%); Marina Silva estava com 16%, agora caiu para 11% (com a margem de erro, tem de 9% a 13%); Geraldo Alckmin tinha 9%, agora, 10% (com a margem de erro, de 8% a 12%); Ciro, Marina e Alckmin estão tecnicamente empatados. Fernando Haddad tinha 4%, agora cresceu para 9% (com a margem de erro, de 7% a 11%). Fernando Haddad também está tecnicamente empatado, no limite da margem de erro, com Ciro, Marina e Alckmin.
Álvaro Dias tinha 4%, agora tem 3% (com a margem de erro, de 1% a 5%);
João Amoêdo tinha 2%, agora, 3% (com a margem de erro, de 1% a 5%);
Henrique Meirelles também tinha 2%, agora 3% (com a margem de erro, de 1% a 5%). Os três estão empatados.
Guilherme Boulos, Vera Lúcia e Cabo Daciolo tinham 1% cada um e mantiveram 1% (com a margem de erro, têm de 0% a 3%);
João Goulart Filho tinha 1%, agora, 0% (com a margem de erro, tem de 0% a 2%);
Votos brancos e nulos somavam 22%, agora, 15%.
Não responderam ou não quiseram opinar eram 6%, agora, 7%.
Rejeição
O Datafolha também mediu a taxa de rejeição (o eleitor responde em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome. Veja os índices:
Bolsonaro: 43%
Marina: 29%
Alckmin: 24%
Haddad: 22%
Ciro: 20%
Cabo Daciolo: 19%
Vera: 19%
Eymael: 18%
Boulos: 17%
Meirelles: 17%
João Goulart Filho: 15%
Amoêdo: 15%
Alvaro Dias: 14%
Rejeita todos/não votaria em nenhum: 5%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%
Não sabe: 6%
Em relação à pesquisa anterior, a variação da taxa de rejeição foi a seguinte: Bolsonaro, de 39% para 43%; Marina, de 25% para 29%; Ciro, de 23% para 20%; Alckmin, de 26% para 24%; Haddad, de 21% para 22%.
Simulações de segundo turno
Marina 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 2%)
Ciro 39% x 35% Alckmin (branco/nulo: 23%; não sabe: 3%)
Alckmin 43% x 34% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%)
Marina 38% x 37% Alckmin (branco/nulo: 23%; não sabe: 2%)
Ciro 45% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 17%; não sabe: 3%)
Alckmin 43% x 29% Haddad (branco/nulo: 25%; não sabe: 3%)
Haddad 39% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%)
Ciro 41% x 35% Marina (branco/nulo: 22%; não sabe: 2%)
Marina 42% x 31% Haddad (branco/nulo: 25%; não sabe: 3%)
Sobre a pesquisa
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Entrevistados: 2.804 eleitores em 197 municípios
Quando a pesquisa foi feita: 10 de setembro
Registro no TSE: BR 02376/2018
Nível de confiança: 95%
Contratantes da pesquisa: TV Globo e Folha de S.Paulo
Fonte: G1
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Bolsonaro lidera em cenário sem Lula, aponta CNT/MDA
14/05/2018 | 06h29
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) aparece em primeiro lugar com 18,3% das intenções de votos no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (14). Em seguida aparecem tecnicamente empatados, já que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os ex-ministros Marina Silva (Rede), com 11,2%, e Ciro Gomes (PDT), com 9,0%. No cenário com o petista, lidera com 32,4% dos votos, seguido de Bolsonaro (16,7%) e Marina Silva (7,6%).
Com Lula preso desde 7 de abril, o instituto colocou Fernando Hadad como candidato do PT em um dos cenários. O ex-prefeito de São Paulo tem 2,3%. Nesse mesmo cenário sem Lula, a sondagem também não traz o nome do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (PSB), que anunciou na última terça-feira (8) que não pretende disputar a Presidência da República. O presidente Michel Temer (MDB) também fica de fora nesse cenário.
Já quando Lula aprece como possível candidato, o instituto colocou dois nomes do mesmo partido, no caso o presidente Temer e o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB). A lei eleitoral, porém, não permite que um partido lance dois candidatos diferentes para disputar cargos no Executivo.
O MDA ouviu 2.002 pessoas em 137 cidades entre os dias 9 e 12 de maio.
Mais informações na edição desta terça-feira (15) da Folha da Manhã
 
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PF quer saber de Virgílio quem na Câmara foi eleito com 'esquema'
19/04/2018 | 10h08
Thiago Virgílio
Thiago Virgílio / Antonio Leudo
Condenado em segunda instância na ação cível-eleitoral da Chequinho, o vereador afastado Thiago Virgílio (PTC) terá de prestar depoimento à Polícia Federal. Mas, desta vez, a investigação é sobre uma declaração dada por ele sobre colegas parlamentares, na tribuna da Câmara, sem citar nomes. Em um debate quente, Virgílio afirmou ter “companheiro aqui que gastou no dia da eleição R$ 1 milhão para comprar votos” e completou: “Não entra não porque vai sobrar um pedacinho para cada esquema”. O depoimento de Thiago está marcado para o dia 12 de junho.
O caso foi levado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) pelo empresário Nilo Gomes, na condição de presidente do Avante de Campos, e posteriormente foi instaurado um inquérito na PF. Para Nilo, o vereador tem que explicar e apresentar provas, se as tiver, como disse que tem. Ele também afirmou que se todos os vereadores teriam cometido algum tipo de irregularidade, Virgílio acabou se incluindo.
Mais informações na edição desta sexta-feira (20) da Folha da Manhã
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STF inicia sessão para decidir se aceita denúncia contra Aécio
17/04/2018 | 02h54
Aécio Neves
Aécio Neves / Divulgação
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou por volta das 14h desta terça-feira (17) a sessão de julgamento para decidir se aceita a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Ele é acusado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.
Se o pedido for aceito, o senador e mais três pessoas se tornarão réus no processo. O colegiado é formado pelos ministros Marco Aurélio (relator), Rosa Weber, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.
Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio pediu a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.
A obstrução ocorreu de “diversas formas”, segundo a PGR, como por meio de pressões sobre o governo e a Polícia Federal para escolher os delegados que conduziriam os inquéritos da Lava Jato e também de ações vinculadas à atividade parlamentar, a exemplo de interferência para a aprovação do Projeto de Lei de Abuso de Autoridade (PLS 85/2017) e da anistia para crime de caixa dois.
Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.
Nessa segunda (16), ao se pronunciar sobre o processo, Aécio Neves argumentou a falta de provas contra ele e apontar o que considera ilegalidades processuais.
Fonte: Agência Brasil
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