Bolsonaro lidera em cenário sem Lula, aponta CNT/MDA
14/05/2018 | 06h29
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) aparece em primeiro lugar com 18,3% das intenções de votos no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (14). Em seguida aparecem tecnicamente empatados, já que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os ex-ministros Marina Silva (Rede), com 11,2%, e Ciro Gomes (PDT), com 9,0%. No cenário com o petista, lidera com 32,4% dos votos, seguido de Bolsonaro (16,7%) e Marina Silva (7,6%).
Com Lula preso desde 7 de abril, o instituto colocou Fernando Hadad como candidato do PT em um dos cenários. O ex-prefeito de São Paulo tem 2,3%. Nesse mesmo cenário sem Lula, a sondagem também não traz o nome do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (PSB), que anunciou na última terça-feira (8) que não pretende disputar a Presidência da República. O presidente Michel Temer (MDB) também fica de fora nesse cenário.
Já quando Lula aprece como possível candidato, o instituto colocou dois nomes do mesmo partido, no caso o presidente Temer e o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB). A lei eleitoral, porém, não permite que um partido lance dois candidatos diferentes para disputar cargos no Executivo.
O MDA ouviu 2.002 pessoas em 137 cidades entre os dias 9 e 12 de maio.
Mais informações na edição desta terça-feira (15) da Folha da Manhã
 
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PF quer saber de Virgílio quem na Câmara foi eleito com 'esquema'
19/04/2018 | 10h08
Thiago Virgílio
Thiago Virgílio / Antonio Leudo
Condenado em segunda instância na ação cível-eleitoral da Chequinho, o vereador afastado Thiago Virgílio (PTC) terá de prestar depoimento à Polícia Federal. Mas, desta vez, a investigação é sobre uma declaração dada por ele sobre colegas parlamentares, na tribuna da Câmara, sem citar nomes. Em um debate quente, Virgílio afirmou ter “companheiro aqui que gastou no dia da eleição R$ 1 milhão para comprar votos” e completou: “Não entra não porque vai sobrar um pedacinho para cada esquema”. O depoimento de Thiago está marcado para o dia 12 de junho.
O caso foi levado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) pelo empresário Nilo Gomes, na condição de presidente do Avante de Campos, e posteriormente foi instaurado um inquérito na PF. Para Nilo, o vereador tem que explicar e apresentar provas, se as tiver, como disse que tem. Ele também afirmou que se todos os vereadores teriam cometido algum tipo de irregularidade, Virgílio acabou se incluindo.
Mais informações na edição desta sexta-feira (20) da Folha da Manhã
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STF inicia sessão para decidir se aceita denúncia contra Aécio
17/04/2018 | 02h54
Aécio Neves
Aécio Neves / Divulgação
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou por volta das 14h desta terça-feira (17) a sessão de julgamento para decidir se aceita a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Ele é acusado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.
Se o pedido for aceito, o senador e mais três pessoas se tornarão réus no processo. O colegiado é formado pelos ministros Marco Aurélio (relator), Rosa Weber, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.
Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio pediu a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.
A obstrução ocorreu de “diversas formas”, segundo a PGR, como por meio de pressões sobre o governo e a Polícia Federal para escolher os delegados que conduziriam os inquéritos da Lava Jato e também de ações vinculadas à atividade parlamentar, a exemplo de interferência para a aprovação do Projeto de Lei de Abuso de Autoridade (PLS 85/2017) e da anistia para crime de caixa dois.
Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva.
Nessa segunda (16), ao se pronunciar sobre o processo, Aécio Neves argumentou a falta de provas contra ele e apontar o que considera ilegalidades processuais.
Fonte: Agência Brasil
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Análise Datafolha: da prisão Lula lidera, mas não consegue transferir votos ao PT
15/04/2018 | 02h46
Luís Inácio da Silva
Luís Inácio da Silva / Diomarcelo
A primeira pesquisa Datafolha após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgada neste domingo (15), aponta que o petista, que vem liderando as principais sondagens realizadas pelo país, ainda lidera com folga, mas não conseguiria transferir seus votos para um nome do próprio partido. Despontam como favoritos na ausência do ex-presidente os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede), seguidos pelo pedetista Ciro Gomes e pelo tucano Geraldo Alckmin. Quem também tem destaque na sondagem realizada na última semana é Joaquim Barbosa (PSB). Ainda que não tenha oficializado sua pré-candidatura, o nome do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) chega ao páreo com consideráveis dois dígitos no melhor dos cenários (10%).
Sem Lula, que depois de preso caiu de 37% para 31% no Datafolha, os favorecidos são Ciro e Marina. Eles herdam parte dos votos, mas a maioria se declara indecisa. Nomes da esquerda mais alinhados com o petista não decolam nesta sondagem. Quando o substituto de Lula no PT é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o máximo que ele chega é a 2%. Desempenho pior tem Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, que bate apenas 1%. O melhor resultado é o da gaúcha Manuela d’Ávila (PC do B), que no cenário mais favorável chega a 3%. Já Guilherme Boulos (Psol) bate, no máximo, um ponto percentual. Vale lembra que Manuela e Guilherme estiveram ao lado de Lula durante a exaustiva cobertura televisiva da prisão do ex-presidente. Ainda assim, não alcançaram o posto de “herdeiros”, segundo a pesquisa.
A maior preocupação para o PT, eleitoralmente falando, é a dificuldade que Lula, da prisão, teria de transferir seus votos. Com o petista na cadeia, segundo o Datafolha, essa transferência não existe. Caso esteja fora dela, participando ativamente da campanha, o cenário muda totalmente. Ser candidato já é outra história, muito mais complicada, porque a condenação em segunda instância o torna inelegível, como prevê a Lei da Ficha Limpa. Porém, é inegável o carisma e poder de conquistar votos que, mesmo condenado, Lula ainda possui. O fato de o ex-presidente estar ou não atrás das grades no período de campanha, entre 15 agosto e 7 de outubro (dia do pleito) será decisivo não só para o PT, mas para viabilizar a presença de um nome diretamente ligado a ele no segundo turno.
Por outro lado, embora muita água ainda vá correr durante a campanha, a pesquisa aponta uma consolidação de Bolsonaro no segundo turno em qualquer dos cenários. O mais apertado, onde aparece em um empate técnico com Marina Silva, é na ausência de Lula. Aliás, com ou sem o ex-presidente, o deputado federal oscila apenas na margem de erro (fica entre 15% e 17%).
Em possíveis cenários de segundo turno, Lula venceria em todos, caso pudesse ser candidato. A ex-senadora Marina Silva, criticada por ser política que só aparece em período de campanha, só perderia para Lula, venceria nos demais cenários. Bolsonaro — que perderia para Lula por 17% e para Marina, por 13% — aparece empatado em uma disputa de segundo turno com Ciro Gomes (35%) e em um empate técnico com Alckmin, 33% para o tucano, 32% para o deputado. Alckmin e Ciro aparecem empatados em um eventual segundo turno entre eles. Para Bolsonaro, os únicos cenários de larga vantagem em segundo turno seria no caso de enfrentar os petistas Hadad e Jaques Wagner.
Na pesquisa Datafolha realizada entre os dias 11 e 13 de abril, com 4.194 entrevistas em 227 municípios, e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, não foram sondados cenários com Joaquim Barbosa no segundo turno.
Em resumo, a menos de seis meses do pleito o jogo continua aberto e imprevisível.
No blog Opiniões, Aluysio Abreu Barbosa traz os números da pesquisa Datafolha.
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PGR denuncia Jair Bolsonaro por racismo
13/04/2018 | 07h24
Procuradoria Geral da República apresentou denúncia nesta sexta-feira (13) contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pelo crime de racismo. A acusação é referente a ofensas proferidas por ele contra a população negra e indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas, durante palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.
Na ocasião, Bolsonaro disse que, se for eleito presidente em 2018, não destinará recursos para ONGs e que não vai ter "um centímetro demarcado" para reservas indígenas ou quilombolas. “Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”, afirmou à época.
E acrescentou: “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí. [...] Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles”.
Fonte: G1
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Carla Machado assina petição online pelo fim do foro privilegiado
11/04/2018 | 06h35
A prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), assinou nessa segunda-feira (9) uma petição online pelo fim do foro privilegiado. Disponível no site “Avaaz” desde dezembro, o documento virtual é destinado aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso Nacional: “Pedimos imediatamente que V. Exas encontrem maneiras para restringir ou acabar completamente com o foro privilegiado. Precisamos disso para dar um basta à corrupção e para interromper esse ciclo de impunidade que por tantos anos se perpetua no Brasil”. Além de assinar, Carla compartilhou mensagem nas redes sociais pedindo aos seus seguidores que façam o mesmo.
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TRE condena Garotinho por propaganda antecipada
13/03/2018 | 03h20
Anthony Garotinho
Anthony Garotinho / Rodrigo Silveira
A partir de uma ação da Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) condenou em liminar o ex-governador Anthony Garotinho a retirar de redes sociais, blogs, YouTube e outros sites, um vídeo que divulga sua candidatura às eleições deste ano. O vídeo em que o político é entrevistado por radialista contém promoção pessoal, citação a sua campanha e pedido de votos para eleger deputados indicados pelo ex-governador, que se dizia disposto a gastar dinheiro para comprar deputados.
Em decisão por maioria, o TRE concordou com a PRE/RJ que a veiculação do vídeo na internet caracteriza propaganda antecipada e ordenou a retirada imediata do vídeo, fixando uma multa de R$ 5.000 por dia em caso de descumprimento. Na ação, o procurador regional eleitoral Sidney Madruga considerou nítida a finalidade de exaltar suas realizações e promover sua candidatura ao governo do Estado do Rio neste ano, o que infringe a legislação eleitoral.
“Para caracterizar a propaganda antecipada, é suficiente que o conteúdo veiculado, ainda que de forma dissimulada, induza o eleitor a concluir que o aspirante a um cargo eletivo mereça seu voto. Possui um único, simples e direto objetivo: convencer o eleitor a votar em determinado candidato”, afirmou o procurador regional eleitoral na ação, onde constatou a necessidade de analisar a conduta do ex-governador do ponto de vista criminal, uma vez que foi feita referência à prática de comprar deputado, o que configuraria o crime de corrupção ativa.
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Garotinho: Se o povo votar errado nesta eleição, vai ser uma tragédia
26/02/2018 | 04h23
O ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) dedicou boa parte da sua agenda desse sábado (24) ao município de São João da Barra. Pela manhã, ele concedeu entrevista à emissora comunitária Barra FM. No ar por mais de três horas ininterruptas, entre perguntas dos locutores da rádio e da população de forma geral por telefone, Garotinho repetiu velhos discursos de perseguição, criticou o prefeito de Campos, Rafael Diniz (PPS), falou que ainda tem vontade de ser presidente da República, que pretende disputar o Palácio Guanabara em 2018 e, como sempre, não deixou de mirar os responsáveis pelas investigações da operação Chequinho. À tarde, em reunião na sede do município, cerca de 100 pessoas estiveram no encontro que debateu, além do pleito deste ano, a concretização de um grupo político de oposição tendo em vista a eleição de 2020: “O povo não pode errar nessa eleição. Se o povo votar errado, vai ser uma tragédia”, afirmou. O deputado estadual Bruno Dauaire (PR), o ex-prefeito Betinho Dauaire (PR), os vereadores Franquis Areas (PR) e Eziel Pedro (MDB), o suplente de deputado estadual Kaká (Avante), o pré-candidato Wladimir Garotinho, e os ex-secretários municipais sanjoanenses Mário Rocha Filho e Pedro Nilson Berto compuseram a mesa durante o encontro.
Em sua fala, Betinho afirmou que a reunião representava “um reencontro, um projeto político em que começa a se pensar o futuro” da cidade. Dauaire enalteceu ainda a figura de Wladimir, o apontando como responsável pelo fato de SJB ter um deputado com domicílio eleitoral no município. Discurso que também foi entoado pelo filho e deputado Bruno. O parlamentar também destinou críticas ao governo Carla Machado (PP), no que ele chama de mesmo modelo de gestão implantado no município desde 2005. “A mesma oposição que levantamos aqui, é a que levantamos no Governo do Estado: mais saúde, mais educação, mais segurança, melhorias no transporte”, observou.
Condenado em primeira instância na Chequinho, Garotinho afirma que terá condições jurídicas de concorrer no pleito deste ano. Para o ex-governador, a sentença será anulada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Cabe salientar que, até o momento, as Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) originadas da Chequinho que chegaram à Corte regional tiveram as condenações mantidas. No caso de Garotinho, a condenação é em Ação Penal. Além da Chequinho, que o levou para prisão por duas vezes, o ex-governador também é alvo da operação Caixa d’água, na qual foi preso em novembro do ano passado.
Garotinho confessou aos correligionários que tem sido questionado por diversas vezes sobre o porquê de disputar o Palácio Guanabara, ao invés de tentar uma eleição que seria, teoricamente, mais simples, como a de deputado ou senador. “Eu gosto de desafio. Não estou atrás de um cargo, estou atrás de um sonho: de reconstruir o estado que eu nasci”. Com relação ao futuro partidário, o político afirmou que não pretende apoiar nenhum candidato à presidência da República, e que dialoga com as legendas nesse sentido, em busca de uma que abrigue seu grupo político no Rio, sem a obrigatoriedade de declarar apoio a um dos presidenciáveis.
Com relação ao município de São João da Barra, Garotinho pontuou sua atuação enquanto governador, e na continuidade, com a esposa Rosinha Garotinho, para que o Porto do Açu fosse implementado no município. Porém, todas as mazelas ligadas ao Porto foram creditadas a um dos seus desafetos, o ex-governador Sérgio Cabral (MDB), preso dede novembro de 2016. Sobre a prefeita de São João da Barra, Carla Machado, Garotinho afirmou que “nunca brigou com ela”. Mas o afastamento se deu, segundo ele, pelo fato de ela não atender mais suas ligações no início do mandato e ter “preferido seguir” o grupo político de Cabral.
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Por unanimidade, TRF mantém condenação de Lula e aumenta pena
24/01/2018 | 05h46
Foto: Diomarcelo Pessanha/Folha da Manhã
Por unanimidade, os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) votaram nesta quarta-feira (24) em favor de manter a condenação e ampliar a pena de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP).
A defesa do ex-presidente pode recorrer ainda em segunda instância — com os embargos de declaração. Esgotados tal recurso no próprio TRF-4, Lula pode ser preso. A condenação passou de 9 anos e seis meses para 12 anos e um mês em regime fechado.
Votaram no julgamento, que durou 8 horas e 15 minutos (além de uma hora de intervalo) o relator do processo, João Pedro Gebran Neto, o revisor, Leandro Paulsen e o desembargador Victor dos Santos Laus.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na noite desta quarta-feira (24) que respeita a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), no entanto, disse que não respeita “a mentira pela qual eles tomaram a decisão”.
“A decisão de hoje eu até respeito", disse Lula em discurso para manifestantes na Praça da República, no Centro de São Paulo. "O que eu não aceito é a mentira pela qual eles tomaram a decisão. Eles sabem que eu não cometi um crime. Eu me disporia a ficar com os três juízes um dia inteiro para que eles me mostrem qual é o crime que o Lula cometeu.”
O ex-presidente voltou a repetir que não cometeu nenhum crime que justifique a condenação. “Quero que me diga qual é o crime que cometemos. Estou condenado outra vez por um desgraçado de um apartamento que não é meu, que eu não tenho. Se me condenaram, deem o apartamento pra mim que justifica.”
“Não estou preocupado se vou ser candidato a presidente ou não. Quero que peçam desculpas pela quantidade de mentiras que colocaram sobre mim”, disse Lul.
“Depois da decisão do tribunal sinto que as pessoas vêm me cumprimentar como se eu tivesse sofrendo: ‘Força Lula’. Eu nunca tive nenhuma ilusão com a decisão do tribunal. Nunca tive nenhuma ilusão com o comportamento dos juízes na questão da Lava Jato”, disse Lula.
Em seu discurso, Lula destacou que programas de seu governo como Fies e Prouni estão diminuindo, e que o trabalho com carteira assinada “vai deixar de existir”.
“Quem está no banco do réu é o Lula, mas quem foi condenado é o povo brasileiro com o golpe que eles deram.”
"Eles não podem prender o sonho de liberdade, as ideias. Lula é apenas um homem de carne e osso. Podem prender o Lula, mas as ideias já estão colocadas na cabeça da sociedade brasileira. As pessoas já sabem que é gostoso comer bem, morar bem, viajar de avião, comprar carro novo, ter casa com televisão e computador", discursou.
Lula disse que na sexta-feira (26) irá para Etiópia, na África, discutir soluções para erradicar a fome.
O PT emitiu nota sobre o julgamento
"O dia 24 de janeiro de 2018 marca o início de mais uma jornada do povo brasileiro em defesa da Democracia e do direito inalienável de votar em Lula para presidente da República.
O resultado do julgamento do recurso da defesa de Lula, no TRF-4, com votos claramente combinados dos três desembargadores, configura uma farsa judicial. Confirma-se o engajamento político-partidário de setores do sistema judicial, orquestrado pela Rede Globo, com o objetivo de tirar Lula do processo eleitoral.
São os mesmos setores que promoveram o golpe do impeachment em 2016, e desde então veem dilapidando o patrimônio nacional, entregando nossas riquezas e abrindo mão da soberania nacional, retirando direitos dos trabalhadores e destruindo os programas sociais que beneficiam o povo.
O plano dos golpistas esbarra na força política de Lula, que brota da alma do povo. Esbarra na consciência democrática da grande maioria da sociedade, que não aceita uma condenação sem crime e sem provas, não aceita a manipulação da justiça com fins de perseguição política.
Não vamos aceitar passivamente que a democracia e a vontade da maioria sejam mais uma vez desrespeitadas.
Vamos lutar em defesa da democracia em todas as instâncias, na Justiça e principalmente nas ruas.
Vamos confirmar a candidatura de Lula na convenção partidária e registrá-la em 15 de agosto, seguindo rigorosamente o que assegura a Legislação eleitoral.
Se pensam que história termina com a decisão de hoje, estão muito enganados, porque não nos rendemos diante da injustiça.
Os partidos de esquerda, os movimentos sociais, os democratas do Brasil, estamos mais unidos do que nunca, fortalecidos pelas jornadas de luta que mobilizaram multidões nos últimos meses.
Hoje é o começo da grande caminhada que, pela vontade do povo, vai levar o companheiro Lula novamente à Presidência da República". 
O Grupo Globo divulgou a seguinte nota:
 
"A menção à Rede Globo na nota do PT, sobre a manutenção pelo TRF4 da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, merece apenas um comentário: ela é desrespeitosa, despropositada, fora da realidade".
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STJ autoriza posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho
20/01/2018 | 03h37
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu neste sábado (20) a decisão da 4ª Vara Federal de Niterói que impedia a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. A decisão foi tomada pelo vice-presidente do tribunal, ministro Humberto Martins. A decisão também traz efeitos para a planície goitacá. Com a posse de Cristiane, Nelson Nahim (PMDB) vai assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Por meio de nota, o STJ informou que, ao analisar o caso durante o recesso forense, o ministro Humberto Martins concordou com os argumentos da Advocacia-Geral da União (AGU) “no sentido de que condenações em processos trabalhistas não impedem a deputada de assumir o cargo, já que não há nenhum dispositivo legal com essa determinação”.
De acordo com o ministro, inexiste, no ordenamento jurídico norma que vede a nomeação de qualquer cidadão para exercer o cargo de ministro do Trabalho em razão de ter sofrido condenação trabalhista.
No dia 19, a AGU recorreu ao STJ para manter a posse da deputada como ministra do Trabalho. A apelação foi protocolada depois que o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), segunda instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro, negou três recursos apresentados pelo órgão.  
Indicada ao cargo pelo pai e presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson, Cristiane Brasil foi anunciada pelo presidente Michel Temer ministra do Trabalho em 3 de janeiro, mas está impedida de tomar posse por força de uma decisão liminar (provisória) do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, proferida em 8 de janeiro.
O magistrado acolheu os argumentos de três advogados, que em ação popular questionaram se a deputada estaria moralmente apta a assumir o cargo após ter sido revelado pela imprensa que ela foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 60 mil a um ex-motorista, em decorrência de diversas irregularidades trabalhistas.
Reflexos na planície goitacá — A liberação para posse de Cristiane abre espaço para o retorno do suplente Nelson Nahim à Câmara dos Deputados. A volta de Nahim foi tema de muitas matérias na imprensa nacional e internacional, sempre destacando o fato da sua condenação em primeira instância no caso de exploração sexual de menores que ficou conhecido como “Meninas de Guarus”. Condenado a 12 anos de prisão, ele ficou em regime fechado por quatro meses até conseguir um habeas corpus.
Em nota, Nahim afirmou ser inocente: “[vou] disponibilizar em cada Gabinete Parlamentar acesso a cópias de todos os documentos da grande e absurda injustiça que fizeram comigo em ser condenado num processo em que a suposta vítima jamais confirmou ter tido qualquer envolvimento comigo”.
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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