Picciani é diagnosticado com câncer na bexiga
04/04/2017 | 05h47
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), foi diagnosticado com câncer na bexiga, após exames realizados nessa segunda-feira (3). Segundo sua assessoria, ele vai passar por uma cirurgia, ainda sem data marcada, para a retirada do tumor, que é de 15 milímetros. O presidente da Alerj já havia tido a doença no mesmo órgão, em 2010.
Picianni procurou um médico depois urinar sangue, na madrugada de segunda-feira. Ainda de acordo com sua assessoria, o tumor, além de estar numa região da bexiga mais fácil de ser retirado, é menor do que o que ele teve em 2010, quando precisou passar por duas cirurgias. A expectativa é que ele seja operado apenas uma vez e o mais breve possível.
A atual gestão administrativa do Rio tem um histórico de doenças. Em março do ano passado, o governador Luiz Fernando Pezão se licenciou do cargo depois de ser diagnosticado com câncer, um linfoma não-Hodgkin. Este ano, o vice-governador, Francisco Dornelles, submeteu-se a uma cirurgia urológica, no dia 20 de março. O procedimento foi bem-sucedido e ele já teve alta.
Na semana passada, o presidente da Alerj foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal, na deflagração da operação O Quinto do Ouro, que terminou com a prisão de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
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Picciani: Nada temia, nada temo e não tenho porque temer o delator
30/03/2017 | 04h24
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), conduzido coercitivamente pela Polícia Federal na operação Quinto do Ouro, deflagrada na quarta-feira (29), Jorge Picciani (PMDB) fez um pronunciamento sobre o caso na tarde desta quinta (30), no parlamento do Rio. Picciani disse que está totalmente à vontade para presidir a Casa, acrescentando que não cometeu nenhuma irregularidade. Ele contou que na Superintendência da PF foi questionado sobre a tramitação da utilização de verbas do fundo do Tribunal de Contas do Estado no pagamento de alimentação de presidiários e menores detidos no Degase.
— Fui procurado pelo ex-presidente Jonas, agora delator. Ele me informou que verbas do fundo do TCE poderiam ser utilizadas na compra de alimentação de detentos do sietma penitenciários e jovens presos no Degase. Aprovado pela Alerj, foi feito um entendimento entre o TCE e o Governo. Na delação, ele admitiu ter cobrado15% das empresas fornecedoras escolhidas. Ele também alegou que eu facilitei esse processo. Disse mais: afirmou que o coronel Erir, secretário de Administração Penitenciária, pedindo ajuda porque o secretário de Fazenda não pagava a comida e estava preocupado porque poderia haver uma rebelião. Não tenho nada a ver com isso — afirmou Picciani, acrescentando que sempre foi contra à utilização dos fundos de outros poderes no auxílio ao Governo do Estado.
Picciani disse, ainda, ter sido questionado se sabia que 1% de qualquer obra acima de R$ 5 milhões era destinado aos conselheiros. Ele também negou. “Nada temia, nada temo e não tenho porque temer o delator”.
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Sobre o autor

Arnaldo Neto

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