O Brasil de antigamente
04/04/2018 | 09h23
Recentemente, em um destes encontros familiares, surgiu uma conversa sobre o quanto nosso comportamento de um modo geral, mudou em poucas décadas.
Era um domingo, e ao redor de uma mesa de jantar fartamente regada a vinhos e massas, estavam representantes de três gerações distintas.
A que nasceu nos anos 40, sendo reforçada graciosamente pela matriarca da família, forte e lúcida no auge de seus 92 anos, seguido da geração dos anos 70/80, estes pais dos mais novos, nascidos depois dos anos 2.000.
Ou seja, tínhamos pessoas de 70, 40 e 15 anos.
Os mais velhos, hoje mais avós do que pais, diferentemente do que muitos ali pensavam, lembram com saudade e respeito da época deles. E não é aquele saudosismo vil, simplesmente por se tratar do passado. É uma saudade de quem não via tantas mortes barbaras, sem motivo, simplesmente pelo fato de matar, como vemos hoje.
Digo isto, pois é comum pensarmos que naquela época tudo era chato, demorado, que a modernidade de hoje trouxe muito mais vantagens.
Mas o que ficou visível para todos nos, e principalmente para os mais novos, é que o importante para eles, sempre vinha relacionado ao emotivo, e não ao material.
Desde as brincadeiras, simples mas sadias, até as refeições, tudo era feito com respeito, que não parece se tratar do pais que moramos, apesar de passado pouco tempo.
Crianças brincavam na rua, sempre correndo e em bando, com a liberdade de quem podia andar na cidade inteira. Brincadeiras como cabra sega, corre corre, pique esconde, pula cordas, pião, bolinha de gude.....apesar de simples, sempre contavam com a participação de outras crianças, estas de famílias conhecidas.
Pelo que percebi, brincadeiras onde uma criança ficava sozinha, comum nos dias atuais, com seus smartfones e videogames, não existiam.
Se queriam brincar com algo, geralmente construíam, como o pião, o estilingue, a pipa e as bonecas de pano. Se eles próprios não construíam, pode ter certeza que o avô o fazia. Ou seja, nada era descartável.
Custavam suor para construir.
Hoje, o pai dá um presente de manhã (de plástico), a mãe da outro a tarde (de plástico), e não sabemos por que as crianças não dão valor.
Refeições eram na mesa, juntos. Sem pressa. Fast Food era palavrão, se existisse. O respeito dos mais novos perante os mais velhos, era inegavelmente maior. Arrisco a dizer, que existia respeito.
Televisão era uma, na sala. Todos assistiam juntos, e não cada um em seu quarto, com sua própria TV.
Um professor aposentado, presente na conversa, lembrou que sua profissão era respeitada, digna, motivo de orgulho. Se ele chamasse a atenção de um aluno, o mesmo tomava duas broncas, dele e do pai. Hoje, quem apanha é o professor. Perceba que o salário não foi o assunto. O importante era o respeito.
Falando em apanhar, naquela época os pais batiam nos filhos. Simples assim. O leitor mais velho deve-se lembrar das palmadas do pai, isso sem contar as cintadas e borrachadas. E com certeza não deixou de amá-lo por isso. Pelo contrario, acredito que seja grato por ensiná-lo a ser, o homem que se tornou.
Na mesa, nós da geração do meio escutávamos atentos, com lampejos de lembranças, afinal convivemos um pouco com esta geração.
Lembro-me de poder andar na rua sem medo de assaltos, mas sabia da ocorrência de alguns. Jogava bola e empinava pipa, ao mesmo tempo que tínhamos videogame em casa.
Pegamos a febre da novidade dos fast foods, mas também comia na mesa com a família. Não na sala, em frente a TV. Ainda existiam os almoços de domingo, pessoas que faziam questão de reunir a família inteira, sem pensar no trabalho do dia seguinte, ou se terá algum tipo de compensação.
Escola era lugar de respeito, mas já tínhamos certa liberdade a mais do que nossos pais. Devíamos estudar, pois tínhamos que passar de ano, e se não estudássemos era reprovação na certa.
Respeitávamos nossos professores, que por sua vez, conheciam e eram conhecidos de nossa família.
Pegamos a transição de uma época que se brigássemos na escola, as nossas mães conversavam e os dois apanhavam ou ficavam de castigo, para uma época que ninguém conhece mais ninguém.
O papo progredia, até que um da geração mais nova, no auge de seus 15 anos, mostrando toda a sua preocupação com o assunto, perguntou onde tinha tomada para carregar o celular, para ver o novo clipe do MC sei lá o que com a Anitta, que por sinal, esta em todas.
Existia só coisas boas? Claro que não. Somos inteligentes para saber que progredimos na medicina, saneamento básico, rapidez na informação, opções de entretenimentos, enfim.
Mas o que mais assusta, é que quando conversamos o quanto nosso país mudou, os defensores dos dias atuais citam somente coisas materiais para defender suas teses, mesmo sem perceber.
O grande problema é que naquela época, até os bandidos eram românticos, chamados de batedores de carteira, gatunos. Não matavam para roubar, eram ladrões de oportunidades. Lembro que quando viajávamos, meu pai deixava a luz da sala acessa, para enganar o gatuno de que tinha alguém na casa.
Hoje, o meliante entra até com holofote, guarda, cachorro e tudo mais. E o pior, é que mata pelo simples fato de matar.
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Marketing político
22/02/2018 | 15h20
Estamos em ano de eleição para presidente. Nesta, mas do que nunca, como diria um famoso personagem da politica, é de fundamental importância para definirmos se continuamos nadando, ou afundamos de vez.
Partindo do princípio que o candidato não é um ator e uma campanha política não é um teatro, ou pelo menos não deveriam ser, as propagandas eleitorais que daqui para frente começarão a nos bombardear, deveriam destacar as qualidades reais dos candidatos.
Se, obviamente não mostrarem seus defeitos e fraquezas, que pelos menos não enganem, ou não os mostrem como deuses.
Claro que, infelizmente, o marketing político não tem como principal objetivo a verdade, mas sim alcançar o maior número do eleitorado que se identifique com a história que está sendo contata, mostrando as qualidades do candidato ao mesmo tempo que diminui suas deficiências.
O Marketing de um modo geral e simples, permite-se criar estratégias para posicionar uma marca, ou um produto, através do feedback, ou seja, das orientações que o próprio mercado lhe dá.
Assim, torna-se uma ferramenta indispensável nas mãos de quem sabe trabalhar, pois entregará ao mercado (clientes), neste caso leia-se eleitores, o candidato que eles querem.
Não que isso seja necessariamente bom....
Vale explicar a diferença entre o marketing político e o marketing eleitoral. O primeiro, podemos dizer que seria um serviço de pós venda, e o segundo de venda.
O marketing político é capaz de persuadir de maneira positiva (ou muitas vezes negativa) os eleitores numa campanha eleitoral, sendo um marketing mais amplo, não sendo voltado a uma única pessoa, mas a uma instituição, partido ou governo.
Como exemplo, ele busca entender todos os desejos, necessidades e preocupações da sociedade de um modo geral, e adequar um candidato que não fuja muito disso em seu discurso.
Aí que entra o Marketing eleitoral, que é feito praticamente para a eleição específica deste candidato. Assim, direcionam seu discurso e ações, tornando-se suas qualidades pessoais um chamariz para um determinado grupo, ganhando simpatia e com isso, votos.
Ambos são ferramentas poderosas que deveriam ser vendidas com receitas, e não livremente.
O povo inculto como infelizmente a maioria dos brasileiros, devido as dificuldades de acesso a educação e a informação, talvez propositalmente (mas este é um outro assunto), aceitam lobo como carne de cordeiro, como infelizmente, muitos que estão atualmente no poder.
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Anúncios com falsas promessas
26/01/2018 | 16h16
Com esta crise que vivemos, apesar da pouca melhora, muitos que ficaram ou estão desempregados, sonham em abrir um negócio próprio e conseguir sua autonomia financeira.
Como trabalho com alugueis de imóveis também, vejo que houve um aumento considerável na procura por pontos comerciais, de um modo geral. 
Quando estava na faculdade de publicidade, estudamos vários casos comuns, onde no intuito de abrir rapidamente um comércio, e assim começar a faturar, muitos comentem erros que podem custar caro, seja por falta de atenção, ansiedade, ou por falta de experiência ou conhecimento.
Para colocarmos um produto a venda, é necessário cuidado ao anuncia-lo. Muitos pensam que é simples, que o que manda é a criatividade. Pensando assim, alguns empresário ou funcionários, às vezes sem qualificação para tal, tomam a liberdade de serem “criativos”.
Lembro-me de ter visto uma notícia no site da UOL que me chamou atenção. Era sobre um erro de português em um anúncio de marketing, que dizia assim: "Chip da “operadora” R$ 1,00, com aparelho!" dentro de um supermercado na cidade de Guarabira, na Paraíba.
Claro que acabou virando caso de polícia.
Indo atrás do anuncio, um consumidor, com 4 reais no bolso, pediu 4 chips com 4 aparelhos. Ao ser explicado pelo vendedor que a promoção era válida apenas na compra de qualquer aparelho celular pelo preço normal de tabela, o cliente, que havia fotografado o anúncio, acionou a polícia.
No final da confusão, o consumidor, que por sinal era um professor, por tanto conhecedor da forma correta de se escrever, aceitou um acordo no valor de 100 reais na época, para ser "trocado" por um aparelho, com chip, e a loja, claro, saiu em prejuízo.
Mas pelo menos, espero que tenham aprendido a lição, pois sabemos que existem anúncios que a intenção é justamente “enganar” (mas eles chamam de “atrair”) os clientes com falsas chamadas, ou duplo sentido.
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Cuidado com suas palavras
08/12/2017 | 15h32
Esta semana, com a proximidade das festas de fim de ano, lembrei do meu avô, sábio homem do interior. Ele gostava do Natal, oportunidade de reunir toda a família.
Quando novo, gostava de ouvir suas histórias, de estar ao seu lado. Ele era daqueles que tinha um quartinho de ferramentas nos fundos e, ao fim do dia, corria para lá. Concertava tudo que me lembre, e contava muitas histórias. Uma delas ficou marcada, pois me ensinou de um jeito simples, o que muitos não sabem até hoje. Era mais ou menos assim:
Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho (o caluniador).
No tribunal, o caluniador disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal... e o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - o vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos consertar o mal causado; se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!
Resumindo, como diria o poeta, sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.
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O que Valorizamos?
09/11/2017 | 11h55
O leitor já parou para pensar, qual é o real valor que damos paras as coisas, que aparentemente temos interesse?
Isto é interessante, pois com a correria do dia a dia, estamos cada vez mais “aceitando” o que nos passam como valor, do que realmente, são nossos valores.
Um exemplo muito interessante é o que aconteceu em Nova York, com iniciativa do famoso jornal The Washington Post (EUA), que tinha como intenção, lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
Fizeram uma experiência onde um “sujeito simples” desce na estação do metrô de Nova York (EUA), com vestes comuns, jeans, camiseta e boné.
Tira um violino da caixa e com entusiasmo, começa a tocar para a multidão que passa por ali, bem na hora do pico de movimento. Milhares de pessoas, indo e vindo.
O concerto dura cerca de 45 minutos, onde ele foi praticamente IGNORADO pelas pessoas que passavam (com pressa) pelo local.
O músico era nada mais, nada menos, que Joshua Bell, atualmente um dos maiores violinistas do mundo, executando musicas de compositores consagrados, num Stradivarius de 1713, raríssimo, estimado em mais de 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 9,5 milhões!!!!!).
O interessante é que alguns dias antes, Joshua Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston(EUA), com lugares que chegavam a custar à bagatela de mil dólares (R$ 3.200,00) . Todos esgotados. A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, indiferentes ao som do violino, diferentemente das enormes filas e valores caríssimos para assistir a seu show, dias antes.
Como conclusão, percebemos que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto. Bell, no metrô, era considerado uma obra de arte sem moldura, podemos dizer assim. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Afinal, o que tem valor real para nós? Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço?
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Administrando o Estresse do dia a dia
30/10/2017 | 09h00
Recentemente recebi um email, e achei muito interessante compartilhar, pois fala sobre o estresse, mal cada vez mais comum, e como lidamos com ele.
Não veio quem foi o palestrante, ou até mesmo se é real ou não, mas é interessante a forma de pensamento. Se alguém souber e quiser se manifestar, será muito bem vindo:
Em uma conferência, ao explicar para a plateia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:
-"Qual o peso deste copo d'água? "
s respostas variaram de 250g a 700g.
O palestrante, então, disse:
- "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado." "Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema.. Se eu mantenho ele levantado por uma hora, eu vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância."
E ele continuou:
- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega tua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la." "Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente. Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga."
Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:
1 * Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.
2 * Mantenha sempre tuas palavras leves e doces pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.
3 * Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem, caso você morra durante a leitura.
4 * Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante.
5 * Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.
6 * Se você emprestar $200 para alguém e nunca mais ver essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.
7 * Pode ser que o único propósito da tua vida seja servir de exemplo para os outros.
8 * Nunca compre um carro que você não possa manter.
9 * Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.
10 * Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.
11 * Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.
12 * Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.
13 * Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.
14 * Quando tudo parece estar vindo na tua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.
15 * Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive.
16 * Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez.
17 * Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.
18 * Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.
19 * Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo "queria ter estado lá".
20 * Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.
Portanto, antes de voltarem para casa, depositem sua carga de trabalho/vida no chão. Não carreguem para casa. Vocês podem voltar a pegá-la amanhã. Com tranquilidade.
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Ética na Propaganda
20/10/2017 | 15h10
Nas rodas de amigos que costumo frequentar, sempre que estamos com as esposas, o assunto “novela” surge em algum momento. Não tem como escapar.
E com o sucesso desta última novela das oito (que passa as nove para grande parte do Brasil) não poderia deixar de ser diferente. Novelas e seus “ensinamentos”. Aprendemos, por exemplo, que se deixarmos as torneiras do lado externo da casa aberta, os proprietários saem para fechá-las ou averiguar o que esta acontecendo, e pronto! Conseguimos roubá-lo com facilidade.
Ou que a protagonista, uma das artistas mais populares, copiadas e admiradas é bandida, colocando fogo até em restaurante onde crianças frequentam. Mas este é outro assunto.
O que gostaria de comentar é sobre como somos enganados e não podemos deixar de conhecer ou ficarmos quieto. Citei a novela, pois me sinto enganado. Novela é diversão, e não apologias. Assim como as propagandas que nos “atingem” diariamente.
O papel delas é despertar nosso desejo de compra pelo que elas realmente oferecem... e não nos ludibriar.
Há diferentes tipos de propagandas enganosas, que podem trazer prejuízos não só materiais, mas também morais aos consumidores. Abaixo, algumas publicidades deste tipo e suas características:
Enganosa: publicidade com informações falsas ou confusas, com o intuito de confundir, ou ludibriar o consumidor. É o famoso "gato por lebre". O cliente compra um produto e percebe que este é diferente do que esperava.
Enganosa por omissão: publicidade sem informações essenciais ou completas. Um exemplo seria uma publicidade de pasta de dente com 60% de desconto, mas sem avisar que este só é valido se você comprar mais de 2 unidades.
Não honrar com o prometido: o nome por si só já se explica. Atraí o consumidor para seu produto, ou serviço, através da publicidade, mas na hora de cumprir o combinado, as coisas mudam. Por isso, o correto por lei, é que toda publicidade deve-se ter o contrato ou normas publicadas na íntegra e disponíveis para todos.
Abusiva: publicidades que extrapolam o âmbito moral. Exemplo bem simples e emblemático, anúncio de camisinha, ou bebida em festas infantis, por exemplo.
Lembrando que todos os consumidores que sentirem-se lesados de alguma forma, devem procurar o código de defesa dos consumidores. Outra opção prática e legal é o site www.consumidor.gov.br um portal publico de comunicação direto entre empresa e consumidor.
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Aumentando suas Vendas
10/10/2017 | 14h22
Durante meus anos de profissão, participei de várias palestras, treinamentos e workshops, onde tive a oportunidade de conhecer muitos especialistas, hoje chamados de “gurus”, dando dicas de como aumentar as vendas das empresas no geral. E claro que seus treinamentos, muitas vezes caros, estavam sempre cheios. Afinal, é o sonho de todos os empresários.
Mas ao mesmo tempo que escutamos e lemos muitas coisas, temos que nos acostumar a questionar também. Não é por que pagamos caros em palestras concorridas, de “gurus” de sucesso, que tudo seja verdade, fácil como parece, e que encaixe em seu perfil/produto.
Uso sempre uma frase, que diz: “eu ESCUTO mais o que você FAZ do que você fala”. Eu a considero muito forte. Ou seja, viver de palestras, dando dicas de como tornar um homem de sucesso, sem nunca ter tido uma única empresa se quer, é fácil.
Para encurtar o assunto, pois este tema proporciona os mesmos blá blá blás de sempre, gostaria de compartilhar com vocês, questionamentos simples, propostos pelo professor do IMD (Institute for Management Development) Sr. Kumar que, assim que respondido, lhe mostrará diretrizes para administração de sua empresa, que muitos não imaginavam.
Um exemplo é que não raro, escuto pessoas que “agregam” valor a seu produto, mas os consumidores não enxergam, ou não pagam a mais por isso. Ou seja, você não agregou valor realmente, agregou somente custo para produzir... seu produto ficou mais caro para produzir e é vendido pelo mesmo preço.
O teste abaixo é simples e de graça, usado em uma das maiores escolas de gestão do mundo. Todos deveriam fazer, sendo pequeno ou grande empresário.
Uma dica: o ideal é serem respondidos pela sua equipe/funcionários, caso tenha, dentro da empresa, não importando a quantidade.
Claro que se você tiver bastante funcionário, ou prestadores de serviço, peça a participação deles, pois quantos mais participarem, melhor.
1) Por que fazemos negócios desta forma? Por que vendemos assim? Quais fatores do nosso ramo de negócio são considerados "imexíveis" mas poderiam ser questionados?
2) O que oferecemos para o cliente que tem custo alto mas o cliente não valoriza? Quais fatores poderiam ser cortados ou diminuídos sem grandes perdas?
3) O que o cliente realmente valoriza e deveria ser explorado e aumentado ao máximo?
4) Quais fatores poderiam ser criados como novidade ? coisas que nunca foram feitas antes pela concorrência? Onde podemos realmente inovar?
Faça o teste, surpreenda-se e tenha material para preparar sua empresa estrategicamente!
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Currículos
05/10/2017 | 10h33
O currículo é uma ferramenta fundamental para sua divulgação profissional. E através dele que a empresa toma conhecimento de quem você é, o que realiza e o que já realizou em sua área de atuação. Ou seja, é através dele que a empresa conhece e têm a primeira impressão sobre o candidato.
O problema é que muitas pessoas não sabem como fazê-lo. Simplesmente pegam modelos prontos disponíveis na internet, ou fazem um resumão, sem critérios. Além do fato de mandarem o mesmo currículo para todas as empresas, mesmo que elas sejam de ramos completamente diferentes, ou vagas disponíveis distintas.
Vale a pena, para um profissional a procura de trabalho ou por novos desafios, perder (entenda-se ganhar) um tempo, fazendo currículos exclusivos para cada empresa, vaga, ou selecionador. Ou exclusivos para você mesmo, sendo que cada candidato tem uma formação ou experiência diferente.
A seguir, segue alguns tipos de currículos, que devem ser certos para cada tipo de pessoa ou vaga:
Direcionado: para empresa e/ou vaga específica. A intenção é deixar o currículo com a "cara" da empresa, colocando assuntos diretamente relacionados com a vaga ou perfil solicitado.
Cronológico: destaque para experiências profissionais das mais recentes às mais antigas. Indicado para quem busca recolocação em cargo ou organizações semelhantes às experiências anteriores. Bom para quem possui constância na carreira.
Geral: sem ênfase a dados muito específicos. Combina as principais qualificações às experiências profissionais. Ideal para quem permaneceu pouco tempo nas empresas.
Funcional: focado mais em sua competência e habilidades do que no histórico profissional. Modelo certo para quem não possui muita experiência ou não fez nenhum curso de reciclagem atualmente.
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Duas caras: o que falamos e o que fazemos
30/08/2017 | 09h48
Participando certa vez de uma reunião entre empresários, escutei algo que me faz pensar até hoje. Eu, na época responsável pelo departamento de marketing de uma grande empresa, fui com a ideia clara de que seria mais uma reunião com assuntos básicos, como vendas, despesas, estratégias e funcionários.
Realmente isso aconteceu. Mas já no final, um senhor no auge de seus 60 anos, lança uma pergunta que fez todos os poderosos participantes pensarem.
Não lembro exatamente como era, mas a mensagem era esta: de que adianta gastarmos tudo que gastamos se as pessoas que trabalham para nós têm duas atitudes diferentes: o que falam e o que realmente fazem.
Exemplos. Você já deve ter conhecido pessoas que vivem repetindo que dinheiro não aceita desaforo, e ao mesmo tempo, gastam fortunas com inutilidades. Ou que repetem mantras lido em auto ajuda que não levaremos nada de material desta vida, mas sempre nos “lembram” daquele empréstimo ou daquela ajuda. O famoso “jogar na cara”. Pessoas que olham torto quando você toma uma cerveja na terça, e domingo levantam tarde por que encheram a cara no sábado.
As vezes, fazemos até sem saber, pelo menos, espero. Pessoas que dizem não ser interesseiras, e num churrasco só conversam com quem tem dinheiro. A ralé fica de lado. Justificativa? Interesses comuns....
Agora, transporte isto para as empresas, sejam grandes ou pequenas.
O funcionário que no treinamento faz sinal de positivo com a cabeça constantemente quando o assunto e atender bem, e na hora de fazê-lo, fica com a cara amarrada e se quer responde ao bom dia. A empresa que tem como lema honestidade, e no fim do mês, arrecada fortuna em centavos não devolvidos aos consumidores. Vide os trocos de supermercados. O diretor que prega enxugar ao máximo os gastos, ter que despedir funcionários, muitos pais de família, e trocam de caminhonete. E por aí vai.
Gosto muito de um conjunto chamado “Banda Mirim”, de São Paulo. Uma de suas músicas (Felizardo) diz assim: “Hoje eu acordei me sentindo tão bem, tão bem. Também pudera minha vida está tão boa. Logo que acordo já me pego rindo a toa. Eu gosto do que penso, gosto do que faço”....
Resumindo. De modo geral, falamos uma coisa e nossa atitude mostra o contrário. É o famoso “jogar para a galera”. Isso realmente não tem como controlar. É do caráter, e este, infelizmente não controlamos. Por isso, o senhor que fez a pergunta, infelizmente não teve resposta...
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Sobre o autor

Fábio Pexe

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