Marketing político
22/02/2018 | 03h20
Estamos em ano de eleição para presidente. Nesta, mas do que nunca, como diria um famoso personagem da politica, é de fundamental importância para definirmos se continuamos nadando, ou afundamos de vez.
Partindo do princípio que o candidato não é um ator e uma campanha política não é um teatro, ou pelo menos não deveriam ser, as propagandas eleitorais que daqui para frente começarão a nos bombardear, deveriam destacar as qualidades reais dos candidatos.
Se, obviamente não mostrarem seus defeitos e fraquezas, que pelos menos não enganem, ou não os mostrem como deuses.
Claro que, infelizmente, o marketing político não tem como principal objetivo a verdade, mas sim alcançar o maior número do eleitorado que se identifique com a história que está sendo contata, mostrando as qualidades do candidato ao mesmo tempo que diminui suas deficiências.
O Marketing de um modo geral e simples, permite-se criar estratégias para posicionar uma marca, ou um produto, através do feedback, ou seja, das orientações que o próprio mercado lhe dá.
Assim, torna-se uma ferramenta indispensável nas mãos de quem sabe trabalhar, pois entregará ao mercado (clientes), neste caso leia-se eleitores, o candidato que eles querem.
Não que isso seja necessariamente bom....
Vale explicar a diferença entre o marketing político e o marketing eleitoral. O primeiro, podemos dizer que seria um serviço de pós venda, e o segundo de venda.
O marketing político é capaz de persuadir de maneira positiva (ou muitas vezes negativa) os eleitores numa campanha eleitoral, sendo um marketing mais amplo, não sendo voltado a uma única pessoa, mas a uma instituição, partido ou governo.
Como exemplo, ele busca entender todos os desejos, necessidades e preocupações da sociedade de um modo geral, e adequar um candidato que não fuja muito disso em seu discurso.
Aí que entra o Marketing eleitoral, que é feito praticamente para a eleição específica deste candidato. Assim, direcionam seu discurso e ações, tornando-se suas qualidades pessoais um chamariz para um determinado grupo, ganhando simpatia e com isso, votos.
Ambos são ferramentas poderosas que deveriam ser vendidas com receitas, e não livremente.
O povo inculto como infelizmente a maioria dos brasileiros, devido as dificuldades de acesso a educação e a informação, talvez propositalmente (mas este é um outro assunto), aceitam lobo como carne de cordeiro, como infelizmente, muitos que estão atualmente no poder.
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Sobre o autor

Fábio Pexe

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