Tempos de Crise: como treinar sem gastar.
17/09/2015 | 16h03

Em tempos de crise, é comum as empresas cortarem os gastos. Mas isso não implica em ficar parado. Quem faz acontecer, buscando soluções criativas, prepara-se para quando o mercado voltar a aquecer.

E quando isto acontecer, sua equipe de vendas tem que estar preparada para recuperar o tempo perdido, sendo que ela é considerada o motor da organização. Por isso, é fundamental seu constante treinamento e aprimoramento, e para isso, não é necessário gastar com palestras motivacionais ou treinamentos com celebridades para atingir este objetivo. Pelo contrário, abaixo segue algumas dicas de como preparar e treinar sua Força de Vendas sem gastar nada, apenas seu tempo.

1 - Prepare-se: como você pode treinar alguém, ou propor um treinamento, em algo que você mesmo não conhece? Seria como ensinar a pilotar, sem nunca ter entrado num avião. Busque conhecimento, aprenda. Hoje existem vários treinamentos, livros e cursos de expansão de graça na internet. Ou seja, em outras palavras, comece por você, seja exemplo.

2 - Reuniões programadas: não sou muito favorável a reuniões, mas acho que às vezes, e em alguns casos, são válidas. Neste caso específico, reuniões rápidas de até 30 minutos de preferência no fim do dia, voltadas as trocas de informações, dificuldades e questionamentos sobre abordagens e produtos, podem trazer resultados devido a troca de conhecimento. Por fim do dia, entenda-se "depois das cindo e antes das seis da tarde", assim o ambiente fica mais leve e mais propicio para suas análises.

3 - Crie jogos - pense sobre um jeito descontraído de cobrar e analisar sua equipe. Pode ser através de sorteios por exemplo, onde o vendedor sorteado falará sobre um produto. O intuito é que todos se preparem, estudem e conheçam os produtos, pois podem ser os sorteados.

4 - Incentive: nada melhor do que ser reconhecido. Premie quem se destaca nos treinamentos e reuniões. Não crie falsas expectativas com prêmios monstruosos, caros, e que conseguirá beneficiar somente uma pessoa. Lembre-se de que estamos economizando. Sabe aqueles quadrinhos de funcionário do mês? Funciona! Adapte-o a sua realidade. Mandar e-mail para todos parabenizando os que se destacaram, reservar um local privilegiado na hora do café, uma vaga no estacionamento, enfim, use a criatividade, mas não deixe de passar a mensagem: ei, eu treino e cobro, mas também reconheço!

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Experiência X Juventude: parceiros ou concorrentes?
08/09/2015 | 11h49

É comum nas empresas de todos os setores, funcionários com diferentes faixas etárias. Trabalhadores das famosas geração X (1960/70) e geração Y (1980/90) por exemplo, além de gerações mais velhas e mais novas.

E é comum também, o conflito destas gerações. Motivos óbvios não faltam, pois cresceram, estudaram e conviveram com diferentes tipos de informações, políticas e economias, além da própria criação em si.

Este conflito fica mais aparente em se tratando de um ambiente competitivo como o do trabalho. Jovens cheios de ideias, aptos por desafios, sem medo de arriscar e ansiosos de um lado, contra uma geração X por exemplo, conservadores, pragmáticos e que geralmente, estão em posição de gerencia, devido a sua bagagem. Cada qual com um ideal de vida, um valor diferente. Enquanto uns trabalham para poder consumir imediatamente o que desejam, sendo que no mundo de hoje, ter é status, outros são mais pragmáticos, preferem a segurança do investimento, desde que tenham as contas pagas por exemplo.

Isso causa um impasse. Os mais novos acham que são boicotados, que causam medo devido a sua formação atual e mais recente, enquanto os mais velhos, geralmente com salários mais altos e responsabilidades muitas vezes maiores, como filhos na faculdade por exemplo, têm a insegurança de serem descartados em troca de profissionais “sem experiências e inconsequentes”.

Fato é que as empresas dependem justamente disso, desta diferença, desde que haja qualidade e honestidade de todos os profissionais. Os novos trazem pensamentos diferentes, que nunca ninguém até então se importou ou pesquisou. Atitudes e comportamentos novos, trazendo o feedback na hora, sendo que eles próprios são os consumidores atuais. Os mais velhos, somam com a qualidade e responsabilidade administrativa, de uma geração que teve que romper barreiras e construir algo de valor, num pais onde a inflação por exemplo, não permitia o imediatismo.

A quem administra tudo isso, cabe entender este conflito, somar forças, conhecer os profissionais e suas competências, propor e ser responsável pela troca de ideias e relações, sendo que muitas vezes, estas gerações mal se encontram no café.

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