O marketing está em todo lugar, inclusive onde não percebemos..
27/01/2016 | 09h48

Resolvi escrever este post de uma forma simples, para se ter ideia de onde a  exploração do marketing pode chegar. Citarei o marketing em livros (mas você pode imaginar outros lugares) onde os autores de sucesso recebem constantes assédios de empresas que administram marcas, querendo colocá-las na história de alguma maneira.

Para exemplificar bem, começamos pelo Best Seller que a maioria leu, mas muitos não perceberam o marketing contido no texto. Os livros de Dan Brown por exemplo, um dos autores de maior sucesso atualmente, estão repletos de propagandas. Em seu livro mais proeminente, O Código Da Vinci, são citadas quase 50 marcas, isso porque muitas dessas empresas administradoras reclamam que teria espaço para muito mais.

Por exemplo, celulares e computadores são usados todo momento, mas não são citadas marcas. A Motorola e Dell devem ranger os dentes em pensar. Também são citados hotéis e restaurantes locais, mas imaginem se o autor tivesse citado o Hilton, Holiday In, Burguer King ou Pizza Hut, o quanto não ganharia em dinheiro? Esta é a política da "balança": já fechou-se a cota, e não passaremos do "aceitável" para não virar balcão de anúncio.

Muitos dizem que o relógio Mickey Mouse foi um erro, sendo que a Disney não precisa desse tipo de propaganda, já tem o necessário. Contudo, pense o que pagaria a Swatch para colocar seu nome no livro. O autor cita também, durante a cobertura de um dos eventos, a BBC, uma organização sem fins lucrativos, mas se fosse citada a CNN, a Fox, Sky..

Os marqueteiros sonham com as aventuras de Robert Langdon em ambientes mais “vendíveis”, como o Hip-Hop e o Rap, ao invés do Vaticano (pouca chance de exploração de marcas), assim poderão encaixar suas marcas mais facilmente.

Este tipo de marketing, ou seja, "escondido" neste caso no enredo de um livro, são os que mais proporcionam retorno, pois tendem a mostrar, ou passam a imagem, que estas marcas fazem parte do nosso cotidiano naturalmente, e são de uso comum, inclusive de um herói, ou personagem extremamente admirado.

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Sobre o autor

Fábio Pexe

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