Carnaval e suas histórias
22/03/2019 | 03h43
É época de carnaval, apesar de atrasado este ano, como diria uns, mas com todo ânimo e empolgação que o período proporciona. Na cidadezinha do interior onde meus pais moram, os boêmios profissionais estão a todo vapor, pois agora há movimento a madrugada toda.
A data não se resume a semana do carnaval, sendo que os ensaios começam com intensidade um mês antes e a folia acaba uma semana depois, com os desfiles das campeãs e os últimos blocos da “ressaca”.
Particularmente sempre vi o carnaval de outra maneira. Aproveitei sim, em minha juventude, viajando para as grandes capitais da folia, saindo em todos os blocos e escolas possíveis, e dormindo muitas vezes em pequenos cantos emprestados em casas de conhecidos Brasil a fora.
Vi e vivi muita coisa, tanto do lado positivo como negativo. Conheci lugares e pessoas do mundo todo, ao redor de um ritmo contagiante, contando estórias, cantando e se divertindo. Mas também presenciei brigas, roubos e situações ruins, que ficam na memória.
Mas isso, para mim, ficou no passado. E escrevo isso com orgulho de quem já aproveitou tudo que tinha que aproveitar em seu devido tempo. Pensamento este que gosto de ter.
Não me vejo mais até tarde da noite, andando atrás de blocos pelas ruas, pulando igual doido, conversando com pessoas que não conheço, e muitas vezes, bebendo um pouco a mais da conta. E para finalizar, completando com uma noite pessimamente dormida. Não é nem questão de vontade somente, mas de físico também. Admito que não tenho mais para isso.
Hoje o que mais prezo é a segurança. De nada adianta trabalhar como nunca, ganhar dinheiro, ter saúde, ser admirado, bem sucedido em todos os aspectos, se nos sentimos inseguros.
Sou capaz de citar inúmeros casos de pessoas de bem que, ao ficarem ate de madrugada na rua, tiveram suas vidas roubadas por assassinos (não ladrão), a troco de um celular ou alguns míseros trocados. Se acha exagero, espere até as próximas noticias.
É importante sairmos, nos divertirmos, mas atualmente o mais importante é não criarmos contra nós mesmos, situações ruins, meramente evitáveis. Sempre lembro-me dum amigo que marcava jantares em restaurantes, mas nunca conseguimos nos encontrar, ou pelo menos, pouquíssimas vezes. Não quando marcávamos.
O motivo era simples. O horário. Ele marcava em restaurantes aos sábados, as nove da noite. Dia e horário em que a maioria dos bons restaurantes no interior de São Paulo, assim como em Campo Grande, já estão com filas de espera.
Explicava para ele que sábado era um dia que não trabalhávamos a tarde, portanto poderíamos nos organizarmos mais cedo. Afinal, penso assim: para que sair tarde, ficar esperando na fila, não poder escolher a mesa que lhe agrada, ser mal atendido (ou na melhor das hipóteses pior do que quando o restaurante não esta tão cheio), parar o carro longe sendo praticamente extorquidos a pagar o valor imposto pelo chamado flanelinha, além de chegar em casa de madruga, se posso fazer justamente, ao contrário de tudo isso?
Este é mais ou menos meu pensamento sobre o carnaval. Gosto da época, gosto de participar e assistir, desde que possa levar minha família, dançar com meus filhos, ficando longe de bebedeiras, confusões, discussões e brigas. Hoje, casado, jamais trocaria uma vida por uma noite.
Prefiro os blocos com as marchinhas de carnaval, onde se possam levar crianças, para mim, sinônimo de ambiente familiar. Meu avó dizia que onde há crianças, a fisionomia dos adultos mudam. Para melhor.
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Ciranda cirandinha
30/10/2018 | 10h22
Em um feriado qualquer, meu filho no auge de seus cinco anos, me convidou para brincar com ele. A princípio, pensei que não teria muito pique para acompanha-lo, preocupado principalmente com as terríveis dores nas costas, companheira da família a gerações.
Foi mais fácil que pensei. Afinal, ficar sentado no sofá, com ar condicionado e jogando vídeo game, é mamão com açúcar, como diria os antigos.
Comecei a reparar que, quando os amiguinhos dele vão em casa, a liturgia é a mesma. Claro que brincam com outras coisas, mas logo voltam ao game, ou ao celular .... com jogos.
Percebo que minha filha Ana Luisa é assim também, apesar de gostar (muito) de bonecas. Os meus sobrinhos, filhos de amigos, seus coleguinhas... enfim, toda esta nova geração também.
Não deixei barato e chamei meu filho para uma conversa séria, cara a cara, eu com 40 e ele com 05 anos. Cheguei logo impondo respeito, mostrando quem manda e disse: filho, senta aqui que papai quer conversar com você, agora! A resposta veio lá de longe: perai pai, tô acabando de jogar o vídeo game e já vou...
Bom, passado alguns minutos, finalmente conversamos. Eu fui até ele. Paciência nunca foi minha virtude.
A princípio ele quis saber, por que eu achava que ele tinha que brincar mais, afinal para ele, vídeo game é um tipo de brincadeira. O que não está errado. O problema é que não pode ser só este tipo de brincadeira.
Expliquei a ele, que em minha época de criança, até tinha vídeo game, mas era de difícil acesso (não se encontrava em qualquer loja e parcelado em mil vezes), mas preferíamos brincar de outras coisas.
Aqui cabe uma observação, que não gostaria de alongar muito. Certa vez escutei que naquela época brincávamos do que era considerado comum para nós, e o vídeo game era um detalhe. Hoje, eles brincam do que é comum a eles (tecnologia) e as demais brincadeiras são detalhes.
Mas voltando ao assunto, durante nossa conversa séria, já com cara de bate papo, ele me perguntou do que eu brincava quando tinha a idade dele. Nisso, já contávamos com a presença da minha filha, curiosa como sempre.
Expliquei que vivi em uma época, infelizmente diferente da de hoje, onde tínhamos mais liberdade, no sentido de segurança.
Podíamos sair na rua sozinhos, para irmos a casa de amiguinhos ou até mesmo de parentes, como tios e avós, que em sua maioria moravam próximos de nós. Isto por que escolhíamos ficar próximo de nossos pais, diferente de hoje que a grande maioria quer ir para longe.
Na rua, uma das brincadeiras favoritas era soltar pipa. O cerol, item obrigatório hoje em dia, era praticamente desconhecido. Além de menos carros nas ruas, tínhamos mais espaços livres nos quarteirões, com as cidades sendo aumentadas e terrenos abertos.
Espaços estes onde aconteciam verdadeiros campeonatos de futebol entre crianças. A bola, quando não aparecia um iluminado com uma, o que o transformava em capitão do time, era um monte de meias velhas embrulhadas uma nas outras. Com pés descalços, corríamos a tarde inteira. Dedões eram machucados, mas quem se importava? E olha que na época o merthiolate ardia.
Reparem que precisávamos de pouco, apenas meias velhas, ou uma embalagem de Danone vazia, para brincar de futebol, ou de passou tomou, por exemplo. Brincadeira onde se a “bola” passasse debaixo de suas pernas, você tomava cascudos. Violência? Balela. Diversão e risadas.
O fato de não precisarmos de nenhum brinquedo físico, não restringia as opções. Pique esconde, pega pega, cabra cega, juntavam uma grande quantidade de crianças interessadas, principalmente quando eram férias escolares. As ruas eram cheias de alegria, com menos violência e intolerância.
Isso me fez lembrar do meu velho pai, que adorava inventar brincadeiras, principalmente em aniversários com bastante crianças. Na época não existiam salões de festas infantis, com seus brinquedos prontos e monitores. Os adultos se viravam como podiam para entreter as crianças.
Lembro-me dele colocar fogo no meio de um barbante, e ficávamos com dois dedinhos embaixo, esperando o barbante cair. Quem conseguisse pegar, ganhava. Vaga lumes, raros hoje nas grandes cidades do interior paulista, eram armazenados por breves instantes dentro de plásticos de cigarro, para vê-los brilhar.
Assim como brilhavam as meninas na amarelinha. Não tinha como vencê-las, sempre ganhavam. Hoje em dia, poucos vemos nas ruas o tabuleiro da brincadeira desenhado, comum antigamente. E nem precisava de giz para escrever o céu e o inferno. Apenas uma lasca de tijolo já era suficiente.
Existia também as brincadeiras que incentivavam a coordenação motora, como escravos de Jó, porquinho (Cinco Marias) e bafo, este último muito praticado em época de copa do mundo.
Nossas casas também eram diferentes, com seus ditos quintais, locais propícios para brincar de pula corda, jogar pião e bolinha de gude, hoje substituídos por “áreas gourmet”. Detalhe importante: quintais com muros baixos, que passávamos de uma casa a outra, por cima do muro literalmente. Claro, desde que fosse nosso conhecido.
Nestes quintais, principalmente na casa dos mais velhos, não raro tinham um quartinho de ferramentas. Nossos avós, que consertavam desde corações partidos por paqueras não respondidas a brinquedos, estavam sempre prontos a ajudar. Muitos faziam cavalinhos de madeira, balanços e piões, afinal, aprenderam em sua juventude a fazer seus próprios brinquedos.
Brinquedos estes que não eram descartáveis, como os de hoje. Bonecas por exemplo eram de pano, costuradas a mão. Únicas e portanto, valorizadas. Prova é que são disputadas a tapa por colecionadores. Para os meninos, tínhamos estilingues feitos de pedaço de arvore, lixados e com tira de borracha de bicicleta. Hoje é justamente ao contrario, expliquei a ele, olhando para o quartinho de brinquedos abarrotado de bonecos, carrinhos e aviões, todos de plásticos.
E é justamente esta a intenção mesmo, assim incentivam o consumo. Estraga logo, você compra novo e assim a roda gira. Posso falar com propriedade pois sou formado em marketing e vivenciei isto de perto.
A maioria das brincadeiras que citei aos meus filhos, eles conheciam e brincavam, mas não corriqueiramente. Outras como pião, cobra sega e escravos de Jó, tive que chamar testemunha, no caso minha esposa, para provar que não estava mentindo.
Os tempos mudaram e temos que nos adaptar e aceitar. Hoje, poucos pais tem coragem de deixar os filhos saírem na rua sozinhos. E na minha opinião, estão certos. Afinal, é o que temos de mais importante.
Os muros não são mais baixos, e nem devem ser. Brincávamos sem saber o que os pais de nossos amiguinhos faziam, pois não havia tanta diferença como hoje. Os carros eram os mesmos, pois existiam poucos modelos. As casas eram iguais, não existia condomínio fechado. Se trabalhasse honestamente, seja entregando leite, vendendo autopeças ou pequenos comércios, criava os filhos com o mesmo respeito do que os filhos dos doutores.
São tempos que não voltam mais, infelizmente. Após explicar tudo isso aos meus filhos, com certa nostalgia que me permitir ter, olhei para o lado, na procura dos olhos deles, esperando encontrá-los com lágrimas.
Estava só. Eles já tinham saído pra jogar vídeo game.
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O Brasil de antigamente
04/04/2018 | 09h23
Recentemente, em um destes encontros familiares, surgiu uma conversa sobre o quanto nosso comportamento de um modo geral, mudou em poucas décadas.
Era um domingo, e ao redor de uma mesa de jantar fartamente regada a vinhos e massas, estavam representantes de três gerações distintas.
A que nasceu nos anos 40, sendo reforçada graciosamente pela matriarca da família, forte e lúcida no auge de seus 92 anos, seguido da geração dos anos 70/80, estes pais dos mais novos, nascidos depois dos anos 2.000.
Ou seja, tínhamos pessoas de 70, 40 e 15 anos.
Os mais velhos, hoje mais avós do que pais, diferentemente do que muitos ali pensavam, lembram com saudade e respeito da época deles. E não é aquele saudosismo vil, simplesmente por se tratar do passado. É uma saudade de quem não via tantas mortes barbaras, sem motivo, simplesmente pelo fato de matar, como vemos hoje.
Digo isto, pois é comum pensarmos que naquela época tudo era chato, demorado, que a modernidade de hoje trouxe muito mais vantagens.
Mas o que ficou visível para todos nos, e principalmente para os mais novos, é que o importante para eles, sempre vinha relacionado ao emotivo, e não ao material.
Desde as brincadeiras, simples mas sadias, até as refeições, tudo era feito com respeito, que não parece se tratar do pais que moramos, apesar de passado pouco tempo.
Crianças brincavam na rua, sempre correndo e em bando, com a liberdade de quem podia andar na cidade inteira. Brincadeiras como cabra sega, corre corre, pique esconde, pula cordas, pião, bolinha de gude.....apesar de simples, sempre contavam com a participação de outras crianças, estas de famílias conhecidas.
Pelo que percebi, brincadeiras onde uma criança ficava sozinha, comum nos dias atuais, com seus smartfones e videogames, não existiam.
Se queriam brincar com algo, geralmente construíam, como o pião, o estilingue, a pipa e as bonecas de pano. Se eles próprios não construíam, pode ter certeza que o avô o fazia. Ou seja, nada era descartável.
Custavam suor para construir.
Hoje, o pai dá um presente de manhã (de plástico), a mãe da outro a tarde (de plástico), e não sabemos por que as crianças não dão valor.
Refeições eram na mesa, juntos. Sem pressa. Fast Food era palavrão, se existisse. O respeito dos mais novos perante os mais velhos, era inegavelmente maior. Arrisco a dizer, que existia respeito.
Televisão era uma, na sala. Todos assistiam juntos, e não cada um em seu quarto, com sua própria TV.
Um professor aposentado, presente na conversa, lembrou que sua profissão era respeitada, digna, motivo de orgulho. Se ele chamasse a atenção de um aluno, o mesmo tomava duas broncas, dele e do pai. Hoje, quem apanha é o professor. Perceba que o salário não foi o assunto. O importante era o respeito.
Falando em apanhar, naquela época os pais batiam nos filhos. Simples assim. O leitor mais velho deve-se lembrar das palmadas do pai, isso sem contar as cintadas e borrachadas. E com certeza não deixou de amá-lo por isso. Pelo contrario, acredito que seja grato por ensiná-lo a ser, o homem que se tornou.
Na mesa, nós da geração do meio escutávamos atentos, com lampejos de lembranças, afinal convivemos um pouco com esta geração.
Lembro-me de poder andar na rua sem medo de assaltos, mas sabia da ocorrência de alguns. Jogava bola e empinava pipa, ao mesmo tempo que tínhamos videogame em casa.
Pegamos a febre da novidade dos fast foods, mas também comia na mesa com a família. Não na sala, em frente a TV. Ainda existiam os almoços de domingo, pessoas que faziam questão de reunir a família inteira, sem pensar no trabalho do dia seguinte, ou se terá algum tipo de compensação.
Escola era lugar de respeito, mas já tínhamos certa liberdade a mais do que nossos pais. Devíamos estudar, pois tínhamos que passar de ano, e se não estudássemos era reprovação na certa.
Respeitávamos nossos professores, que por sua vez, conheciam e eram conhecidos de nossa família.
Pegamos a transição de uma época que se brigássemos na escola, as nossas mães conversavam e os dois apanhavam ou ficavam de castigo, para uma época que ninguém conhece mais ninguém.
O papo progredia, até que um da geração mais nova, no auge de seus 15 anos, mostrando toda a sua preocupação com o assunto, perguntou onde tinha tomada para carregar o celular, para ver o novo clipe do MC sei lá o que com a Anitta, que por sinal, esta em todas.
Existia só coisas boas? Claro que não. Somos inteligentes para saber que progredimos na medicina, saneamento básico, rapidez na informação, opções de entretenimentos, enfim.
Mas o que mais assusta, é que quando conversamos o quanto nosso país mudou, os defensores dos dias atuais citam somente coisas materiais para defender suas teses, mesmo sem perceber.
O grande problema é que naquela época, até os bandidos eram românticos, chamados de batedores de carteira, gatunos. Não matavam para roubar, eram ladrões de oportunidades. Lembro que quando viajávamos, meu pai deixava a luz da sala acessa, para enganar o gatuno de que tinha alguém na casa.
Hoje, o meliante entra até com holofote, guarda, cachorro e tudo mais. E o pior, é que mata pelo simples fato de matar.
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O Estresse
28/03/2011 | 04h11

Recebi este email, e achei muito interessante compartilhar. Não veio quem é este palestrante, mas se alguem souber, será muito bem vindo:

Em uma conferência, ao explicar para a platéia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

-"Qual o peso deste copo d'água? "

As respostas variaram de 250g a 700g.

O palestrante, então, disse:

- "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado." "Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema.. Se eu mantenho ele levantado por uma hora, eu vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância."

E ele continuou:

- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega tua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la." "Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente. Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga."

Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:

1 *  Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.

2 *   Mantenha sempre tuas palavras leves e doces pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

3 *   Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem, caso você morra durante a leitura.

4 *   Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante.

5 *   Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.

6 *   Se você emprestar $200 para alguém e nunca mais ver essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.

7 *   Pode ser que o único propósito da tua vida seja servir de exemplo para os outros.

8 *   Nunca compre um carro que você não possa manter.

9 *   Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

10 *   Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.

11 *   Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.

12 *   Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

13 *   Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.

14 *   Quando tudo parece estar vindo na tua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.

15 *  Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive.

16 *  Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez.

17 *   Podemos aprender muito com uma caixa de  lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.

18 *  Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.

19 * Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo "queria ter estado lá".

20 *  Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

"Portanto, antes de voltarem para casa, depositem sua carga de trabalho/vida no chão. Não carreguem para casa. Vocês podem voltar a pegá-la amanhã. Com tranquilidade."

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Qualidade de vida!
28/02/2011 | 05h27

O termo qualidade de vida é subjetivo, pois é próprio de cada ser humano.  Ou seja, depende de cada um de nós, da nossa criação, cultura, dos nossos ideais, e do que achamos correto. O que é bom para você, nem sempre é bom para mim.

Muitos acrescentariam que depende de nossas possibilidades. Este talvez seja o ponto chave. Que possibilidades? Financeira?

Não podemos relacionar qualidade de vida com dinheiro. É um erro imaginar que pessoas ricas, vivam melhor do que pessoas mais pobres (desde que estes, não se façam de vítimas). É tão comum milionários terem depressão, por exemplo, e padecerem disso, assim como os mais pobres. Independe de sua situação financeira. Aí que está, depende de como cada um escolheu viver. Dos seus valores.

Afinal, não existe aquela piada que diz que pobre não tem tempo para ter depressão? Que isto é doença de rico? Então...

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), qualidade de vida é “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.

Ou seja, não tem nada a ver com outras pessoas, ou dinheiro, e sim, com estar bem com você mesmo. Tem pessoas que são invejadas por acharmos que possuem tudo, mas às vezes, este “tudo” esta relacionado somente ao bem material, e lhes falta algo simples, como a amizade sincera, por exemplo.

Indivíduos com muito dinheiro, em sua maioria, vivem enclausurados, preocupados, dentro de carros blindados e muros cercados, e mesmo assim, não se sentem seguros. Culpas deles? Claro que não. Mas infelizmente é fato.

São privados dos mais simples deleites. Tá certo que alguns, buscam a ostentação, mas outros querem apenas viver. E, infelizmente, qualidade de vida não se compra.

Portanto, faça a escolha certa, dê valor às pequenas coisas, o que, realmente, lhe faz feliz. Esteja bem com você mesmo, para poder estar bem com sua família, amigos e trabalho, ou seja, faça parte de modo feliz, de sua comunidade. Quando você está bem consigo, o universo flui a seu favor. E isso é qualidade de vida.

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Síndrome do pânico. Previna-se
14/02/2011 | 08h01

“O homem perde a saúde para ganhar dinheiro e depois perde o dinheiro para recuperar a saúde” – Dalai Lama

É comum muitos empresários, e não só eles, passarem por períodos de profundo stress. Isto pode acarretar no aparecimento de alguns sintomas estranhos em nosso corpo.

O mundo de hoje está muito competitivo, nos impondo responsabilidades e cobranças que, muitas vezes, não condizem com nossas vidas. É comum também, os “super-homens” dizerem: não tenho tempo para perder com isto!, referindo-se a problemas como a síndrome do pânico, depressão, desanimo, entre outros.

A verdade é que alguns desses problemas nos deixam acuados, inseguros e impotentes, e não escolhem em quem e quando vão aparecer. A síndrome do pânico por exemplo, faz com que o ser humano tenha a sensação de morte iminente, pois pode desencadear sintomas como formigamento das mãos e dos braços, tonteiras, extrassistoles (batimento irregulares) e dores no peito.

Isto faz com que a pessoa corra direto para o pronto-socorro, achando que está tendo um infarto, além do fato de muitas vezes, esperarem horas pelo atendimento, sentindo a angústia e as dores aumentarem. Por fim, saem de lá sentindo-se humilhados, fracos e impotentes, com a simples recomendação medica de “descansarem e relaxarem” um pouco.

Citarei algumas ações que podemos fazer para melhorar nossos dias, visando aumentar nossa qualidade de vida. Uma delas e diminuir um pouco as carnes vermelhas (sei que é difícil), pois estas são de difícil digestão. Abra as portas e janelas de sua casa ou escritório, deixe a luz entrar e o ar circular. Aproveite e arrume a bagunça, tentando deixar o ambiente  mais organizado possível, pois assim você vai ter a sensação de conforto e aconchego.

Evite também perder seus objetos, planejando-se e adotando lugares constantes, assim você não se estressa e nem perde tempo com coisas que eram para estar ao seu alcance. Faça exercício físico, mesmo que seja uma simples caminhada de alguns minutos. E assim que começa tudo em nossa vida: dando os primeiros passos.

Por fim, faça o mais importante. Presta atenção em você mesmo. O seu corpo/espírito está pedindo ajuda, e talvez seja hora de mudar algo que esteja fazendo “forçado”, por costumes do passado ou vícios, que internamente, no seu leito, você se cobra in ou conscientemente.

Ouvir você mesmo é a melhor forma de treinar o autocontrole. Ah, última coisa. Se você já foi num cardiologista e fez exames e foi diagnosticado com stress ou síndrome do pânico, não se preocupe. O tratamento é fácil, e nunca ninguém morreu por causa destes sintomas de stress. Boa sorte!

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Sobre o autor

Fábio Pexe

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