Cultura do Medo
19/09/2018 | 17h34
Há tempos queria escrever sobre este assunto, eis que para minha surpresa, fui convidado pelo Jornal Correio de Corumbá, MS o qual sou colunista, a falar cobre ele. Então, aproveito o mesmo texto para compartilhar com vocês.
Não sei se o nome do título é adequado, mas trata-se de pânico ou síndrome do pânico, depressão, ansiedade, e demais palavras que estamos mais do que acostumados a escutar diariamente.
Alguns mais radicais acreditam que alguém ganha, e muito, dinheiro com estes tipos de manchetes, constantemente colocadas em sites, redes sociais, jornais e programas de TV.
Infelizmente é muito comum abrirmos sites de notícias, e nos depararmos com manchetes sobre fulano que enfartou, beltrano teve AVC e outro jovem que morreu de repente, muitas vezes durante a prática de esporte.
Afinal qual o problema, se são notícias? Ai que está. O problema é que este determinado assunto, não pode ser tratado assim, como se fosse notícia sobre inflação. Ou no mínimo não deveria.
Comumente, usam-se duas justificativas, que para mim, não colam. Uma de que estão ajudando as pessoas a se cuidarem melhor, ou seja, alertando, e outra de que, tratando-se de famosos, seus fãs tem a curiosidade em saber.
Ora, o alerta não deve ser feito colocando pânico na população. Não tem sentido a manchete ser “homem de 25 anos morre durante disputa de tênis”, e falar que isso serve de alerta. O certo, e muito mais civil, seria algo como a importância de exames médicos regulares. Isto é alerta. Homem morre, é para colocar medo, causa pânico, afinal achamos que a qualquer momento pode ocorrer conosco, ou com quem amamos.
Em relação a famosos, acho que o cuidado deveria ser dobrado, até pela privacidade, apesar de que alguns até gostam da falta de. O que custa noticiar que fulano passou mal, teve problemas de saúde e precisou de atendimento, ficando aberto a quem tem curiosidade pelo tal famoso, a clicar no link e ler a noticia. Mas claro, não haveria o sensacionalismo, necessário hoje em dia.
Portanto, fica a duvida. Será que é mesmo para alertar? É fato que muitas pessoas correm diariamente aos hospitais achando que estão enfartando e na verdade, são diagnosticados com pânico ou estresse. Doenças estas consideradas da nova geração.
Vivemos em um mundo onde não sabemos mais o que, realmente, faz mal ou bem. Os alimentos, por exemplo, estão sempre mudando. Um dia o ovo faz mal devido ao colesterol e no outro faz bem. E o café, chegaram a alguma conclusão?
Conheço pessoas que estão um pouco acima do peso, que vivem em constante medo de acontecer algo. Veja bem. O problema aqui, não é acontecer algo, é você viver o dia inteiro achando que vai acontecer algo, por que a notícia é que sobre peso mata. Como se não existissem mais Jô Soares no mundo, no auge de seus 80 anos.
Se ao mesmo tempo falam que a expectativa de vida mundial esta aumento, e a obesidade também, não há algo errado?
A impressão é: você é gordo? Qualquer momento pode morrer. Pare de comer, de beber, de fumar, vá caminhar, praticar exercício físico...mas de vagar, para não enfartar.
Não é bem assim. Claro que devemos nos cuidar. Óbvio. Mas cada um tem seu estilo de vida e biótipo. Magros e esportistas também tem diabetes, pressão alto, colesterol..
Sem considerar que muitas destas notícias não vem explicando o histórico médico da pessoa/famoso, se ela usou substancias ilícitas ou se já estava sofrendo de tal mal antes.
Enfim, acredito que noticias devem ser dadas, principalmente se for para nosso bem, visando nossa qualidade de vida. Claro que devemos nos cuidar, obesidade não é bom. O sentido do texto é criticar a forma que estas notícias são dadas.
Um colega meu que trabalha em uma loja num grande shopping de São Paulo, onde passam milhares de pessoas por dia, uma vez conversando sobre isso, me disse que “do jeito que as noticias são colocadas, parece que está andando uma pessoa ali e pá, enfartou. Outra caminhando ali e, teve AVC, um obeso lá e teve derrame..” e raras vezes viu isto acontecer, em anos de profissão.
Portanto acredito que o bom senso, principalmente em noticias relacionadas a saúde, devem vir em primeiro lugar, afinal não é bom para ninguém. Nem para quem lê, despertando o receio, nem para quem trata (atrasando o atendimento de um paciente com risco sério) e nem para quem escreve, afastando os bons leitores.
Compartilhe
Vendedor Raiz
10/08/2018 | 16h26
Durante minha formação, tive a oportunidade de assistir várias palestras sobre vendas, afinal sempre trabalhei com isso. É um assunto que tenho bastante interesse, pois acredito que todos nos somos ou deveríamos ser, vendedores.
Cheguei a fazer uma pós graduação na área, o que me ajudou bastante em compreender principalmente o que está por trás das técnicas tão faladas e aclamadas.
A história que contarei abaixo, ouvi durante uma das aulas, nas quentes tardes de sábado, em Cabo Frio, cidade litorânea do Rio De Janeiro.
Um garotão inteligente, vindo da roça, candidatou-se a um emprego numa grande loja de departamentos da cidade. Na verdade, era uma megaloja de departamentos, onde tudo podia ser comprado ali.
O gerente perguntou ao rapaz: - Você já trabalhou alguma vez?
- Sim, eu fazia negócios na roça, o garoto respondeu.
O gerente ao escutar a resposta, não acreditou muito no futuro do garoto, mas gostou do jeitão simples do moço e disse: - Pode começar amanhã. No fim da tarde venho ver como se saiu.
O dia foi longo e árduo para o rapaz. Às 17h30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:
- Quantas vendas você fez hoje?
- Uma! – Respondeu orgulhoso o novo funcionário.
- Só uma? Disse o gerente. A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia. E de quanto foi a sua venda?
- Dois milhões e meio de reais...
E gerente, quase caindo para trás: COMO CONSEGUIU ISSO???
- Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Depois vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa. Para pescaria pesada. Perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha e o levei à seção de carros e lhe vendi uma caminhoneta com tração nas quatro rodas.
Cada vez mais perplexo, o gerente perguntou:
- Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?
Eis que o garoto da roça, no auge de sua juventude diz:
- Não senhor. Ele entrou aqui para comprar um pacote de absorventes para a mulher, e eu disse: 'Já que o seu fim de semana está perdido, por que o senhor não vai pescar?
Moral da estória. Existem pessoas que tem facilidade em vendas, assim como pessoas que tem facilidade em dialogar, habilidades no esporte ou em administrar. Claro que treinamento constante ajuda, mas parece que para determinadas pessoas, é natural.
São aqueles que vendem de perfume a filé mignon, não importando como, quando ou onde. Pessoas que fazem disso um estilo de vida. Não precisam de muita coisa, apenas da cara e da coragem. Profissionais assim são raros, desejados por todos, e não costumam ficar muito tempo no trabalho, pois mais cedo ou mais tarde, assumem cargos de gerencias.
Compartilhe
Férias
12/07/2018 | 15h47
Enfim, então chegando as aguardadas férias. Época em que pausa as aulas das crianças, damos um tempo no trabalho e tentamos descansar, apesar de alguns dizerem que voltam mais cansados do que foram.
As férias são importantes. Este papo de que homem de negocio não tira férias, é furado. Geralmente é falado pelos próprios “homens de negócios” que vivem viajando.
É nela que repomos as energias, distraímos a cabeça e cuidamos um pouco mais de nos mesmos, voltando, geralmente, mais leves, dispostos e com novas soluções.
No Brasil, existem ainda locais fantásticos, claro, não citando os famosos e comuns. Falo aqui daquelas cidadezinhas que proporcionam as ditas férias no interior. Criançada descalça na rua, sem se preocupar com carros, pipa no ar, futebol com bola de meia, onde se divertem de manhã até a noite, e voltam tão sujos, que o melhor a fazer e coloca-los na maquina de lavar roupas e boa.
Meus pais moram em uma destas cidades. Nas férias das crianças, vamos para lá. Arrumar as malas já é uma delícia. Acredito que pensam assim, por fazermos algo que não é comum para nós.
Andamos de charrete, cavalo, jogamos bola na rua, vamos a parquinhos espalhados pela cidade e ficamos na piscina. A tarde, descemos para o centrinho da cidade, onde tomamos café, sorvetes, bolos e mais brincadeiras, abrindo assim, o apetite para jantarmos em restaurantes com sabores diferentes do que estamos acostumados. Uma vantagem, pouco encontrada aqui em Corumbá, são que na maioria das vezes, existem parquinhos dentro deles, os chamados espaço kids. E toma mais brincadeira.
Chegando em casa, já ao fim da noite, assistimos filmes, todos juntos, em um grande sofá. Acredito que o que ajuda no ambiente, é que os adultos esquecem um pouco dos problemas, e portanto, brigam e se irritam menos.
Para nos adultos, e muitas vezes pais, o que faz a nossa felicidade é saber que nossos filhos estão felizes. Ou se não os temos, as pessoas que nos cercam, sejam amigos, namoradas ou pais.
Assim, crianças brincando é sinal de crianças felizes. Crianças felizes é sinal de pais felizes. Pais felizes farão de tudo para que seus filhos fiquem felizes, criando assim um circulo do bem, que as férias ajudam, e muito, a ficar gravada em nossas memórias.
Compartilhe
Questão de Atitude
08/06/2018 | 12h51
Durante nossa vida passamos por diversas situações, que nem sempre são boas. Assim, o que nos faz olhar para traz e pensar que a vida valeu a pena, são nossas atitudes durante estas adversidades.
Claro que, dependendo da situação, perdemos completamente o rumo, ficamos sem ação e demoramos um pouco a erguer a cabeça e tocar em frente novamente. Como por exemplo, casos envolvendo a saúde.
Lembro-me de quando criança, vivenciando um problema que minha tia passava, escutei uma história que me recordo até hoje, contada por minha avó, no intuito de dar animo a sua filha, que por fim, perdeu a luta para a doença.
A história dizia que uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.
- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.
Recordo que minha tia dava risada, e ao menos por poucos segundos, esquecia a difícil luta que travava.
Claro que pimenta nos olhos dos outros é refresco, já diria o poeta, mas existem modos de se levar a vida, que podem amenizar, ou ao menos nos confortar em momentos de desespero e desânimo.
Atitude positiva, se não melhora a vida, ao menos não atrapalha. Citei um exemplo extremo relacionado a saúde, mas vivemos isso no dia a dia, no transito, com nossos filhos, amigos e em nossa vida amorosa.
Pensando e agindo assim, acredito que algo bom acontecerá, tudo em seu determinado tempo.
Compartilhe
Copa do Mundo
18/05/2018 | 15h12
É ano de Copa do Mundo e faltam menos de 30 dias para seu início. Conheço gente que está em concentração há mais de 1 ano, afinal o Brasil é o país do futebol. Poderia ser o país da saúde por exemplo, mas optamos por ser do futebol mesmo.
Fato é que a Copa do Mundo, organizada pela FIFA, é uma mina de ouro para se consumir e vender produtos, não só ligado diretamente ao futebol.
Todos os ramos de comércio, do pequeno ao grande, podem e devem lucrar com estratégias de venda relacionadas ao evento que, no ano de 2018, acontece na Rússia.
Mas o que poucos sabem, ou nem querem saber, é que a Copa do mundo é uma marca registrada. Sendo assim, deve-se tomar alguns cuidados, pois existem regras do que se pode fazer, inclusive na propaganda em redes sociais.
Ou seja, você que tem um comércio e faz propaganda em redes sociais, cuidado, pode ser processado. O que não é difícil, sendo que existem empresas terceirizadas que são contratadas exclusivamente para fazer estas buscas em redes, e assim ganhar dinheiro dos desavisados.
Uma boa dica é seguir o que é informado no Programa de Proteção as Marcas (PPM) da FIFA, evitando sanções e problemas com a justiça. Claro que para empresas maiores. Para os pequenos comércios, cuidado com as fotos publicadas. Já ajuda.
O programa serve para proteger empresas que são patrocinadoras oficiais do evento, evitando que empresas oportunistas se beneficiem do evento que só é possível devido a esses patrocínios.
Um exemplo do que podemos fazer, sem riscos, é usar estratégias de venda relacionadas ao esporte futebol, no modo geral, e não especificamente a Copa do Mundo. Ou seja, usar imagens do futebol por exemplo, e não da logomarca ou imagens da copa. No mais, é aproveitar a época e lucrar.
Compartilhe
O Brasil de antigamente
04/04/2018 | 09h23
Recentemente, em um destes encontros familiares, surgiu uma conversa sobre o quanto nosso comportamento de um modo geral, mudou em poucas décadas.
Era um domingo, e ao redor de uma mesa de jantar fartamente regada a vinhos e massas, estavam representantes de três gerações distintas.
A que nasceu nos anos 40, sendo reforçada graciosamente pela matriarca da família, forte e lúcida no auge de seus 92 anos, seguido da geração dos anos 70/80, estes pais dos mais novos, nascidos depois dos anos 2.000.
Ou seja, tínhamos pessoas de 70, 40 e 15 anos.
Os mais velhos, hoje mais avós do que pais, diferentemente do que muitos ali pensavam, lembram com saudade e respeito da época deles. E não é aquele saudosismo vil, simplesmente por se tratar do passado. É uma saudade de quem não via tantas mortes barbaras, sem motivo, simplesmente pelo fato de matar, como vemos hoje.
Digo isto, pois é comum pensarmos que naquela época tudo era chato, demorado, que a modernidade de hoje trouxe muito mais vantagens.
Mas o que ficou visível para todos nos, e principalmente para os mais novos, é que o importante para eles, sempre vinha relacionado ao emotivo, e não ao material.
Desde as brincadeiras, simples mas sadias, até as refeições, tudo era feito com respeito, que não parece se tratar do pais que moramos, apesar de passado pouco tempo.
Crianças brincavam na rua, sempre correndo e em bando, com a liberdade de quem podia andar na cidade inteira. Brincadeiras como cabra sega, corre corre, pique esconde, pula cordas, pião, bolinha de gude.....apesar de simples, sempre contavam com a participação de outras crianças, estas de famílias conhecidas.
Pelo que percebi, brincadeiras onde uma criança ficava sozinha, comum nos dias atuais, com seus smartfones e videogames, não existiam.
Se queriam brincar com algo, geralmente construíam, como o pião, o estilingue, a pipa e as bonecas de pano. Se eles próprios não construíam, pode ter certeza que o avô o fazia. Ou seja, nada era descartável.
Custavam suor para construir.
Hoje, o pai dá um presente de manhã (de plástico), a mãe da outro a tarde (de plástico), e não sabemos por que as crianças não dão valor.
Refeições eram na mesa, juntos. Sem pressa. Fast Food era palavrão, se existisse. O respeito dos mais novos perante os mais velhos, era inegavelmente maior. Arrisco a dizer, que existia respeito.
Televisão era uma, na sala. Todos assistiam juntos, e não cada um em seu quarto, com sua própria TV.
Um professor aposentado, presente na conversa, lembrou que sua profissão era respeitada, digna, motivo de orgulho. Se ele chamasse a atenção de um aluno, o mesmo tomava duas broncas, dele e do pai. Hoje, quem apanha é o professor. Perceba que o salário não foi o assunto. O importante era o respeito.
Falando em apanhar, naquela época os pais batiam nos filhos. Simples assim. O leitor mais velho deve-se lembrar das palmadas do pai, isso sem contar as cintadas e borrachadas. E com certeza não deixou de amá-lo por isso. Pelo contrario, acredito que seja grato por ensiná-lo a ser, o homem que se tornou.
Na mesa, nós da geração do meio escutávamos atentos, com lampejos de lembranças, afinal convivemos um pouco com esta geração.
Lembro-me de poder andar na rua sem medo de assaltos, mas sabia da ocorrência de alguns. Jogava bola e empinava pipa, ao mesmo tempo que tínhamos videogame em casa.
Pegamos a febre da novidade dos fast foods, mas também comia na mesa com a família. Não na sala, em frente a TV. Ainda existiam os almoços de domingo, pessoas que faziam questão de reunir a família inteira, sem pensar no trabalho do dia seguinte, ou se terá algum tipo de compensação.
Escola era lugar de respeito, mas já tínhamos certa liberdade a mais do que nossos pais. Devíamos estudar, pois tínhamos que passar de ano, e se não estudássemos era reprovação na certa.
Respeitávamos nossos professores, que por sua vez, conheciam e eram conhecidos de nossa família.
Pegamos a transição de uma época que se brigássemos na escola, as nossas mães conversavam e os dois apanhavam ou ficavam de castigo, para uma época que ninguém conhece mais ninguém.
O papo progredia, até que um da geração mais nova, no auge de seus 15 anos, mostrando toda a sua preocupação com o assunto, perguntou onde tinha tomada para carregar o celular, para ver o novo clipe do MC sei lá o que com a Anitta, que por sinal, esta em todas.
Existia só coisas boas? Claro que não. Somos inteligentes para saber que progredimos na medicina, saneamento básico, rapidez na informação, opções de entretenimentos, enfim.
Mas o que mais assusta, é que quando conversamos o quanto nosso país mudou, os defensores dos dias atuais citam somente coisas materiais para defender suas teses, mesmo sem perceber.
O grande problema é que naquela época, até os bandidos eram românticos, chamados de batedores de carteira, gatunos. Não matavam para roubar, eram ladrões de oportunidades. Lembro que quando viajávamos, meu pai deixava a luz da sala acessa, para enganar o gatuno de que tinha alguém na casa.
Hoje, o meliante entra até com holofote, guarda, cachorro e tudo mais. E o pior, é que mata pelo simples fato de matar.
Compartilhe
Marketing político
22/02/2018 | 15h20
Estamos em ano de eleição para presidente. Nesta, mas do que nunca, como diria um famoso personagem da politica, é de fundamental importância para definirmos se continuamos nadando, ou afundamos de vez.
Partindo do princípio que o candidato não é um ator e uma campanha política não é um teatro, ou pelo menos não deveriam ser, as propagandas eleitorais que daqui para frente começarão a nos bombardear, deveriam destacar as qualidades reais dos candidatos.
Se, obviamente não mostrarem seus defeitos e fraquezas, que pelos menos não enganem, ou não os mostrem como deuses.
Claro que, infelizmente, o marketing político não tem como principal objetivo a verdade, mas sim alcançar o maior número do eleitorado que se identifique com a história que está sendo contata, mostrando as qualidades do candidato ao mesmo tempo que diminui suas deficiências.
O Marketing de um modo geral e simples, permite-se criar estratégias para posicionar uma marca, ou um produto, através do feedback, ou seja, das orientações que o próprio mercado lhe dá.
Assim, torna-se uma ferramenta indispensável nas mãos de quem sabe trabalhar, pois entregará ao mercado (clientes), neste caso leia-se eleitores, o candidato que eles querem.
Não que isso seja necessariamente bom....
Vale explicar a diferença entre o marketing político e o marketing eleitoral. O primeiro, podemos dizer que seria um serviço de pós venda, e o segundo de venda.
O marketing político é capaz de persuadir de maneira positiva (ou muitas vezes negativa) os eleitores numa campanha eleitoral, sendo um marketing mais amplo, não sendo voltado a uma única pessoa, mas a uma instituição, partido ou governo.
Como exemplo, ele busca entender todos os desejos, necessidades e preocupações da sociedade de um modo geral, e adequar um candidato que não fuja muito disso em seu discurso.
Aí que entra o Marketing eleitoral, que é feito praticamente para a eleição específica deste candidato. Assim, direcionam seu discurso e ações, tornando-se suas qualidades pessoais um chamariz para um determinado grupo, ganhando simpatia e com isso, votos.
Ambos são ferramentas poderosas que deveriam ser vendidas com receitas, e não livremente.
O povo inculto como infelizmente a maioria dos brasileiros, devido as dificuldades de acesso a educação e a informação, talvez propositalmente (mas este é um outro assunto), aceitam lobo como carne de cordeiro, como infelizmente, muitos que estão atualmente no poder.
Compartilhe
Anúncios com falsas promessas
26/01/2018 | 16h16
Com esta crise que vivemos, apesar da pouca melhora, muitos que ficaram ou estão desempregados, sonham em abrir um negócio próprio e conseguir sua autonomia financeira.
Como trabalho com alugueis de imóveis também, vejo que houve um aumento considerável na procura por pontos comerciais, de um modo geral. 
Quando estava na faculdade de publicidade, estudamos vários casos comuns, onde no intuito de abrir rapidamente um comércio, e assim começar a faturar, muitos comentem erros que podem custar caro, seja por falta de atenção, ansiedade, ou por falta de experiência ou conhecimento.
Para colocarmos um produto a venda, é necessário cuidado ao anuncia-lo. Muitos pensam que é simples, que o que manda é a criatividade. Pensando assim, alguns empresário ou funcionários, às vezes sem qualificação para tal, tomam a liberdade de serem “criativos”.
Lembro-me de ter visto uma notícia no site da UOL que me chamou atenção. Era sobre um erro de português em um anúncio de marketing, que dizia assim: "Chip da “operadora” R$ 1,00, com aparelho!" dentro de um supermercado na cidade de Guarabira, na Paraíba.
Claro que acabou virando caso de polícia.
Indo atrás do anuncio, um consumidor, com 4 reais no bolso, pediu 4 chips com 4 aparelhos. Ao ser explicado pelo vendedor que a promoção era válida apenas na compra de qualquer aparelho celular pelo preço normal de tabela, o cliente, que havia fotografado o anúncio, acionou a polícia.
No final da confusão, o consumidor, que por sinal era um professor, por tanto conhecedor da forma correta de se escrever, aceitou um acordo no valor de 100 reais na época, para ser "trocado" por um aparelho, com chip, e a loja, claro, saiu em prejuízo.
Mas pelo menos, espero que tenham aprendido a lição, pois sabemos que existem anúncios que a intenção é justamente “enganar” (mas eles chamam de “atrair”) os clientes com falsas chamadas, ou duplo sentido.
Compartilhe
Cuidado com suas palavras
08/12/2017 | 15h32
Esta semana, com a proximidade das festas de fim de ano, lembrei do meu avô, sábio homem do interior. Ele gostava do Natal, oportunidade de reunir toda a família.
Quando novo, gostava de ouvir suas histórias, de estar ao seu lado. Ele era daqueles que tinha um quartinho de ferramentas nos fundos e, ao fim do dia, corria para lá. Concertava tudo que me lembre, e contava muitas histórias. Uma delas ficou marcada, pois me ensinou de um jeito simples, o que muitos não sabem até hoje. Era mais ou menos assim:
Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho (o caluniador).
No tribunal, o caluniador disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal... e o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - o vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos consertar o mal causado; se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!
Resumindo, como diria o poeta, sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.
Compartilhe
O que Valorizamos?
09/11/2017 | 11h55
O leitor já parou para pensar, qual é o real valor que damos paras as coisas, que aparentemente temos interesse?
Isto é interessante, pois com a correria do dia a dia, estamos cada vez mais “aceitando” o que nos passam como valor, do que realmente, são nossos valores.
Um exemplo muito interessante é o que aconteceu em Nova York, com iniciativa do famoso jornal The Washington Post (EUA), que tinha como intenção, lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
Fizeram uma experiência onde um “sujeito simples” desce na estação do metrô de Nova York (EUA), com vestes comuns, jeans, camiseta e boné.
Tira um violino da caixa e com entusiasmo, começa a tocar para a multidão que passa por ali, bem na hora do pico de movimento. Milhares de pessoas, indo e vindo.
O concerto dura cerca de 45 minutos, onde ele foi praticamente IGNORADO pelas pessoas que passavam (com pressa) pelo local.
O músico era nada mais, nada menos, que Joshua Bell, atualmente um dos maiores violinistas do mundo, executando musicas de compositores consagrados, num Stradivarius de 1713, raríssimo, estimado em mais de 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 9,5 milhões!!!!!).
O interessante é que alguns dias antes, Joshua Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston(EUA), com lugares que chegavam a custar à bagatela de mil dólares (R$ 3.200,00) . Todos esgotados. A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, indiferentes ao som do violino, diferentemente das enormes filas e valores caríssimos para assistir a seu show, dias antes.
Como conclusão, percebemos que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto. Bell, no metrô, era considerado uma obra de arte sem moldura, podemos dizer assim. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Afinal, o que tem valor real para nós? Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço?
Compartilhe
Sobre o autor

Fábio Pexe

[email protected]