Cuidado com suas palavras
08/12/2017 | 15h32
Esta semana, com a proximidade das festas de fim de ano, lembrei do meu avô, sábio homem do interior. Ele gostava do Natal, oportunidade de reunir toda a família.
Quando novo, gostava de ouvir suas histórias, de estar ao seu lado. Ele era daqueles que tinha um quartinho de ferramentas nos fundos e, ao fim do dia, corria para lá. Concertava tudo que me lembre, e contava muitas histórias. Uma delas ficou marcada, pois me ensinou de um jeito simples, o que muitos não sabem até hoje. Era mais ou menos assim:
Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que o rapaz era inocente, ele foi solto, e, após muita humilhação resolveu processar seu vizinho (o caluniador).
No tribunal, o caluniador disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal... e o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel, depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa e amanhã volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - o vento deve tê-los espalhados por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos consertar o mal causado; se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!
Resumindo, como diria o poeta, sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.
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O que Valorizamos?
09/11/2017 | 11h55
O leitor já parou para pensar, qual é o real valor que damos paras as coisas, que aparentemente temos interesse?
Isto é interessante, pois com a correria do dia a dia, estamos cada vez mais “aceitando” o que nos passam como valor, do que realmente, são nossos valores.
Um exemplo muito interessante é o que aconteceu em Nova York, com iniciativa do famoso jornal The Washington Post (EUA), que tinha como intenção, lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
Fizeram uma experiência onde um “sujeito simples” desce na estação do metrô de Nova York (EUA), com vestes comuns, jeans, camiseta e boné.
Tira um violino da caixa e com entusiasmo, começa a tocar para a multidão que passa por ali, bem na hora do pico de movimento. Milhares de pessoas, indo e vindo.
O concerto dura cerca de 45 minutos, onde ele foi praticamente IGNORADO pelas pessoas que passavam (com pressa) pelo local.
O músico era nada mais, nada menos, que Joshua Bell, atualmente um dos maiores violinistas do mundo, executando musicas de compositores consagrados, num Stradivarius de 1713, raríssimo, estimado em mais de 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 9,5 milhões!!!!!).
O interessante é que alguns dias antes, Joshua Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston(EUA), com lugares que chegavam a custar à bagatela de mil dólares (R$ 3.200,00) . Todos esgotados. A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, indiferentes ao som do violino, diferentemente das enormes filas e valores caríssimos para assistir a seu show, dias antes.
Como conclusão, percebemos que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto. Bell, no metrô, era considerado uma obra de arte sem moldura, podemos dizer assim. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Afinal, o que tem valor real para nós? Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço?
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Administrando o Estresse do dia a dia
30/10/2017 | 09h00
Recentemente recebi um email, e achei muito interessante compartilhar, pois fala sobre o estresse, mal cada vez mais comum, e como lidamos com ele.
Não veio quem foi o palestrante, ou até mesmo se é real ou não, mas é interessante a forma de pensamento. Se alguém souber e quiser se manifestar, será muito bem vindo:
Em uma conferência, ao explicar para a plateia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:
-"Qual o peso deste copo d'água? "
s respostas variaram de 250g a 700g.
O palestrante, então, disse:
- "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado." "Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema.. Se eu mantenho ele levantado por uma hora, eu vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância."
E ele continuou:
- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega tua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la." "Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente. Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga."
Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:
1 * Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.
2 * Mantenha sempre tuas palavras leves e doces pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.
3 * Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem, caso você morra durante a leitura.
4 * Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante.
5 * Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.
6 * Se você emprestar $200 para alguém e nunca mais ver essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.
7 * Pode ser que o único propósito da tua vida seja servir de exemplo para os outros.
8 * Nunca compre um carro que você não possa manter.
9 * Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.
10 * Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.
11 * Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.
12 * Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.
13 * Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.
14 * Quando tudo parece estar vindo na tua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.
15 * Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive.
16 * Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez.
17 * Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.
18 * Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.
19 * Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo "queria ter estado lá".
20 * Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.
Portanto, antes de voltarem para casa, depositem sua carga de trabalho/vida no chão. Não carreguem para casa. Vocês podem voltar a pegá-la amanhã. Com tranquilidade.
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Ética na Propaganda
20/10/2017 | 15h10
Nas rodas de amigos que costumo frequentar, sempre que estamos com as esposas, o assunto “novela” surge em algum momento. Não tem como escapar.
E com o sucesso desta última novela das oito (que passa as nove para grande parte do Brasil) não poderia deixar de ser diferente. Novelas e seus “ensinamentos”. Aprendemos, por exemplo, que se deixarmos as torneiras do lado externo da casa aberta, os proprietários saem para fechá-las ou averiguar o que esta acontecendo, e pronto! Conseguimos roubá-lo com facilidade.
Ou que a protagonista, uma das artistas mais populares, copiadas e admiradas é bandida, colocando fogo até em restaurante onde crianças frequentam. Mas este é outro assunto.
O que gostaria de comentar é sobre como somos enganados e não podemos deixar de conhecer ou ficarmos quieto. Citei a novela, pois me sinto enganado. Novela é diversão, e não apologias. Assim como as propagandas que nos “atingem” diariamente.
O papel delas é despertar nosso desejo de compra pelo que elas realmente oferecem... e não nos ludibriar.
Há diferentes tipos de propagandas enganosas, que podem trazer prejuízos não só materiais, mas também morais aos consumidores. Abaixo, algumas publicidades deste tipo e suas características:
Enganosa: publicidade com informações falsas ou confusas, com o intuito de confundir, ou ludibriar o consumidor. É o famoso "gato por lebre". O cliente compra um produto e percebe que este é diferente do que esperava.
Enganosa por omissão: publicidade sem informações essenciais ou completas. Um exemplo seria uma publicidade de pasta de dente com 60% de desconto, mas sem avisar que este só é valido se você comprar mais de 2 unidades.
Não honrar com o prometido: o nome por si só já se explica. Atraí o consumidor para seu produto, ou serviço, através da publicidade, mas na hora de cumprir o combinado, as coisas mudam. Por isso, o correto por lei, é que toda publicidade deve-se ter o contrato ou normas publicadas na íntegra e disponíveis para todos.
Abusiva: publicidades que extrapolam o âmbito moral. Exemplo bem simples e emblemático, anúncio de camisinha, ou bebida em festas infantis, por exemplo.
Lembrando que todos os consumidores que sentirem-se lesados de alguma forma, devem procurar o código de defesa dos consumidores. Outra opção prática e legal é o site www.consumidor.gov.br um portal publico de comunicação direto entre empresa e consumidor.
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Aumentando suas Vendas
10/10/2017 | 14h22
Durante meus anos de profissão, participei de várias palestras, treinamentos e workshops, onde tive a oportunidade de conhecer muitos especialistas, hoje chamados de “gurus”, dando dicas de como aumentar as vendas das empresas no geral. E claro que seus treinamentos, muitas vezes caros, estavam sempre cheios. Afinal, é o sonho de todos os empresários.
Mas ao mesmo tempo que escutamos e lemos muitas coisas, temos que nos acostumar a questionar também. Não é por que pagamos caros em palestras concorridas, de “gurus” de sucesso, que tudo seja verdade, fácil como parece, e que encaixe em seu perfil/produto.
Uso sempre uma frase, que diz: “eu ESCUTO mais o que você FAZ do que você fala”. Eu a considero muito forte. Ou seja, viver de palestras, dando dicas de como tornar um homem de sucesso, sem nunca ter tido uma única empresa se quer, é fácil.
Para encurtar o assunto, pois este tema proporciona os mesmos blá blá blás de sempre, gostaria de compartilhar com vocês, questionamentos simples, propostos pelo professor do IMD (Institute for Management Development) Sr. Kumar que, assim que respondido, lhe mostrará diretrizes para administração de sua empresa, que muitos não imaginavam.
Um exemplo é que não raro, escuto pessoas que “agregam” valor a seu produto, mas os consumidores não enxergam, ou não pagam a mais por isso. Ou seja, você não agregou valor realmente, agregou somente custo para produzir... seu produto ficou mais caro para produzir e é vendido pelo mesmo preço.
O teste abaixo é simples e de graça, usado em uma das maiores escolas de gestão do mundo. Todos deveriam fazer, sendo pequeno ou grande empresário.
Uma dica: o ideal é serem respondidos pela sua equipe/funcionários, caso tenha, dentro da empresa, não importando a quantidade.
Claro que se você tiver bastante funcionário, ou prestadores de serviço, peça a participação deles, pois quantos mais participarem, melhor.
1) Por que fazemos negócios desta forma? Por que vendemos assim? Quais fatores do nosso ramo de negócio são considerados "imexíveis" mas poderiam ser questionados?
2) O que oferecemos para o cliente que tem custo alto mas o cliente não valoriza? Quais fatores poderiam ser cortados ou diminuídos sem grandes perdas?
3) O que o cliente realmente valoriza e deveria ser explorado e aumentado ao máximo?
4) Quais fatores poderiam ser criados como novidade ? coisas que nunca foram feitas antes pela concorrência? Onde podemos realmente inovar?
Faça o teste, surpreenda-se e tenha material para preparar sua empresa estrategicamente!
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Currículos
05/10/2017 | 10h33
O currículo é uma ferramenta fundamental para sua divulgação profissional. E através dele que a empresa toma conhecimento de quem você é, o que realiza e o que já realizou em sua área de atuação. Ou seja, é através dele que a empresa conhece e têm a primeira impressão sobre o candidato.
O problema é que muitas pessoas não sabem como fazê-lo. Simplesmente pegam modelos prontos disponíveis na internet, ou fazem um resumão, sem critérios. Além do fato de mandarem o mesmo currículo para todas as empresas, mesmo que elas sejam de ramos completamente diferentes, ou vagas disponíveis distintas.
Vale a pena, para um profissional a procura de trabalho ou por novos desafios, perder (entenda-se ganhar) um tempo, fazendo currículos exclusivos para cada empresa, vaga, ou selecionador. Ou exclusivos para você mesmo, sendo que cada candidato tem uma formação ou experiência diferente.
A seguir, segue alguns tipos de currículos, que devem ser certos para cada tipo de pessoa ou vaga:
Direcionado: para empresa e/ou vaga específica. A intenção é deixar o currículo com a "cara" da empresa, colocando assuntos diretamente relacionados com a vaga ou perfil solicitado.
Cronológico: destaque para experiências profissionais das mais recentes às mais antigas. Indicado para quem busca recolocação em cargo ou organizações semelhantes às experiências anteriores. Bom para quem possui constância na carreira.
Geral: sem ênfase a dados muito específicos. Combina as principais qualificações às experiências profissionais. Ideal para quem permaneceu pouco tempo nas empresas.
Funcional: focado mais em sua competência e habilidades do que no histórico profissional. Modelo certo para quem não possui muita experiência ou não fez nenhum curso de reciclagem atualmente.
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Duas caras: o que falamos e o que fazemos
30/08/2017 | 09h48
Participando certa vez de uma reunião entre empresários, escutei algo que me faz pensar até hoje. Eu, na época responsável pelo departamento de marketing de uma grande empresa, fui com a ideia clara de que seria mais uma reunião com assuntos básicos, como vendas, despesas, estratégias e funcionários.
Realmente isso aconteceu. Mas já no final, um senhor no auge de seus 60 anos, lança uma pergunta que fez todos os poderosos participantes pensarem.
Não lembro exatamente como era, mas a mensagem era esta: de que adianta gastarmos tudo que gastamos se as pessoas que trabalham para nós têm duas atitudes diferentes: o que falam e o que realmente fazem.
Exemplos. Você já deve ter conhecido pessoas que vivem repetindo que dinheiro não aceita desaforo, e ao mesmo tempo, gastam fortunas com inutilidades. Ou que repetem mantras lido em auto ajuda que não levaremos nada de material desta vida, mas sempre nos “lembram” daquele empréstimo ou daquela ajuda. O famoso “jogar na cara”. Pessoas que olham torto quando você toma uma cerveja na terça, e domingo levantam tarde por que encheram a cara no sábado.
As vezes, fazemos até sem saber, pelo menos, espero. Pessoas que dizem não ser interesseiras, e num churrasco só conversam com quem tem dinheiro. A ralé fica de lado. Justificativa? Interesses comuns....
Agora, transporte isto para as empresas, sejam grandes ou pequenas.
O funcionário que no treinamento faz sinal de positivo com a cabeça constantemente quando o assunto e atender bem, e na hora de fazê-lo, fica com a cara amarrada e se quer responde ao bom dia. A empresa que tem como lema honestidade, e no fim do mês, arrecada fortuna em centavos não devolvidos aos consumidores. Vide os trocos de supermercados. O diretor que prega enxugar ao máximo os gastos, ter que despedir funcionários, muitos pais de família, e trocam de caminhonete. E por aí vai.
Gosto muito de um conjunto chamado “Banda Mirim”, de São Paulo. Uma de suas músicas (Felizardo) diz assim: “Hoje eu acordei me sentindo tão bem, tão bem. Também pudera minha vida está tão boa. Logo que acordo já me pego rindo a toa. Eu gosto do que penso, gosto do que faço”....
Resumindo. De modo geral, falamos uma coisa e nossa atitude mostra o contrário. É o famoso “jogar para a galera”. Isso realmente não tem como controlar. É do caráter, e este, infelizmente não controlamos. Por isso, o senhor que fez a pergunta, infelizmente não teve resposta...
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Você esta sendo manipulado!
18/08/2017 | 09h53
Somos manipulados constantemente, e pior, nem percebemos. Citarei alguns exemplos rápidos utilizados pelo marketing, em comércios comuns, para não ficar um texto chato.
Lojas no geral. A maioria é dividida em compras necessárias e por impulso. Por exemplo, numa loja de roupas, uma camisa pode ser necessidade, já um colar pode ser por impulso. Assim, os produtos de necessidades geralmente ficam na cara do gol, e os produtos por impulso mais ao fundo, estrategicamente colocados.
Cores e a iluminação. Detalhes estéticos? Não. As cores mais vibrantes, por exemplo, podem chamar mais atenção, mas quando usados erradamente, causam certa irritação. Já reparou que os fast foods utilizam cores fortes com frequência? Assim o cliente chega, come e vai embora, dando lugar a outro. Diferente dos restaurantes, onde os clientes ficam muito mais tempo... e surpresa! As cores são neutras...
Literatura. Citarei um livro, Best Seller que a maioria leu, mas muitos não perceberam o marketing contido no texto. O Código Da Vinci de Dan Brown, um dos autores de maior sucesso atualmente, está repleto de propagandas. No livro, são citadas quase 50 marcas, que vai de relógios a restaurantes...filantropia?
O segredo do marketing é parecer natural ao ponto de não percebermos. Talvez o melhor exemplo seja o caso dos supermercados. O interior é inteiramente voltado para estimular o consumo.
Geralmente os clientes entram pela direita dos caixas, pois segundo estudos, o ser humano tem a tendência de virar a cabeça para essa direção. Assim, o lado direito fica reservado para a seção de roupas ou demais, pois provavelmente poucos vão ao supermercado para comprá-los, mas o efeito já foi conseguido: Você olhou para a direita e pode ter despertado seu interesse por alguma peça ou promoção.
Na esquerda, localiza-se toda a extensão do supermercado. Os produtos chamados de "primeira necessidade" são distribuídos pelo local, fazendo com que os clientes circulem, aumentando assim, a visibilidade e podendo ocasionar uma compra não programada. Mesmo motivo pelo qual o açougue e a padaria são localizados no final do estabelecimento.
Em relação às estantes, elas são divididas em três níveis: O primeiro perto do solo, onde estão os produtos que mais vendem, os chamados vendas obrigatórias; O segundo, a altura das mãos; E o terceiro, localiza-se ao nível dos olhos. Nesses dois últimos, as vendas são alavancadas por estarem em local de fácil visualização e podem ser pegos facilmente, localizando-se assim, os produtos novos, poucos conhecidos ou encalhados. O que pode ser visto, conhecido e tocado, vende.
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Clientes: diferença entre ATENDER e TRATAR bem.
09/08/2017 | 11h58
Num mundo onde os produtos em sua maioria são todos iguais, não raro do mesmo fabricante apenas com etiqueta trocada, é comum que ao falarmos em diferencial, pensamos logo no atendimento ao cliente.
Comum também é o cliente chegar numa loja, ser recebido pelo vendedor com um largo sorriso no rosto, ter seus caprichos atendidos e, após a venda concluída, ver a máscara cair e ser deixado de lado. E coitado desse cliente se ele voltar para reclamar de um produto com defeito ou alguma dúvida... aí ele passa de “querido” a “rejeitado”.
Exagero? Infelizmente não...
É fácil entender esta atitude, pois no mundo comercial, tudo são números. O supervisor tendo que aumentar as vendas, o gerente querendo bater metas e o diretor com necessidade de reduzir custos e aumentar a margem de lucro. E no final do quiabo, o vendedor.
Nesta confusão, poucos tentam entender a diferença entre atender bem e tratar bem um cliente.
Tratar bem, é muito mais simples, alias, nem deveria ser uma qualidade, e sim, uma obrigação. Você não vai brigar com uma pessoa que lhe falou “bom dia”. Partindo do princípio que todos deveriam ser educados, e o ser humano é feito de relacionamentos constantes, atitudes simples como uma simpática saudação e uma conversa informal, já cumprem o papel. Pronto, o cliente foi bem tratado.
Agora, atender bem, já é outra história. Vai desde o tratamento, a limpeza e organização do local, até o famoso pós venda. Ou seja, o cliente já foi embora do seu estabelecimento, e continua sendo atendido. Este tipo de relacionamento é duradouro, faz com que ele seja fiel a você e a seus produtos.
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Turismo. Esta bom como está?
04/08/2017 | 15h19
Hoje escreveremos sobre o marketing no turismo, pois afinal, estamos em um estado onde este segmento é de suma importância para a economia.
Marketing! Já ouvi falar, mas o quê, realmente é isso? Bom, está aí uma pergunta difícil. Não pela explicação, mas por ser oito ou oitenta. Uns acham que é um bicho de sete cabeças, que é oneroso, muito lero-lero, que não tem condições e que não é para ele. Outros acham que já sabe tudo a respeito, que é só copiar o que deu certo, que não precisa de profissional para isso, é só ter uma ideia boa, que ele como comandante sabe o que dá certo ou não.
Na verdade é um pouco a mistura dos dois lados. Tem muito lero-lero e pouco conhecimento de fato. Vejamos o exemplo do Marketing Turístico. O que de novo, de rentável e de prático está sendo feito? Será que não se usa as mesmas ideias, gestão atrás de gestão?
Em âmbito nacional, o Brasil recentemente foi sede dos dois maiores eventos esportivos do mundo, e não soube aproveitar. Pelo menos não como gostaríamos. Mesmas ideias, mesmas ações. Há exemplos de países que sediaram apenas um destes eventos e conseguiram dar outro rumo a sua história turística, inovando conceitos na época, como o simbólico caso da Espanha, através da cidade de Barcelona.
E se trouxéssemos este assunto para mais próximo de nós, mais especificamente para a região de Campos dos Goytacazes, será que mudaria algo?
O brasileiro tem se tornado um viajante mais frequente e com maior critério na escolha dos destinos turísticos. Distância, preço e atratividade exercem grande influência na decisão do local onde passarão seus momentos de lazer. Destes fatores, o que mais me preocupa é a atratividade. Ora, distância, não conseguiríamos colocar a cidade nos ombros e mudar. Preço, se a atratividade for boa, os momentos serão inesquecíveis, e isso, como o ditado diz, “não tem preço”. Agora a atratividade.... isso sim, depende de nós.
Ou ficamos inertes e não buscamos inovar em nada, esperando que “apenas” nossas paisagens e praias naturais abençoadas por Deus façam todo o nosso serviço, ou buscamos ações e atrativos que, somadas com o que temos, ofereçam estrutura e diversificação para completar o quadro de título “beleza natural”. Seria como uma moldura, um bom leiloeiro e um tema.
Exemplos: muitos destinos com potencial de atratividade pela cultura e belezas naturais, apresentam dificuldade de acesso, seja rodoviário, pela qualidade das estradas, pela insuficiência da malha aérea e/ou custos das passagens. Somam-se a isso, poucas mudanças e criatividades nos passeios, onde quem o fez a cinco anos atrás, praticamente não vai notar diferença, falta de mão de obra especializada (entenda-se atendimento, ou vontade de) e praticamente ausência de estímulos e ideias governamentais.
Percebo que de um modo geral, ficamos presos a propagandas e ações que passem atributos como descanso e tranquilidade, tempo com a família e amigos, diversão e beleza natural, aqui no caso, praias. E talvez seja hora de explorar nichos de mercados novos, como criatividade e inovação, aliados a patrimônio histórico e cidades históricas.
Sempre cito como exemplo os EUA, onde em uma simples partida de basquete universitário consegue-se girar milhões. Ou qualquer outro esporte. Não só de dinheiro, mas de emprego, rotatividade de produtos e serviços oferecidos. Existe o mascote local, cercado pela sua enorme fila para se tirar fotos, as camisetas do time de todos os tamanhos e formatos, sejam femininas ou masculinas, uma quantidade enorme de bugigangas, perdendo somente talvez, para os carrinhos de comidas, os famosos food trucks, com músicos locais mostrando seu trabalho enquanto animam o local, além de não raro, abrigar no mesmo espaço pequenos parques de diversões, com jogos de tiro ao alvo, pega urso e roda gigante. Isso sem citar os esportes profissionais, ai o bicho pega.
Estas ações não só atraem o turista, como o próprio cidadão. E não me venham comparar renda, por favor. Muitos são voluntários, ou querem mostrar seus serviços e dotes, buscando oportunidades futuras. Um passeio de mãos dadas com a namorada mais um algodão doce, não piora a vida de ninguém, ao contrário.
E por que não pensarmos em algo parecido, dentro de nossa realidade?
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Sobre o autor

Fábio Pexe

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