Inovando na Sapucaí Trazendo Arquitetura de Verdade para Dentro dos Camarotes, Comparado ao Ícone Paulo Barros o Surpreendente Arquiteto Rodrigo Dinelli, Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
16/03/2019 | 17h42
1 - Rodrigo Dinelli, este ano, várias escolas de samba, principalmente a Mangueira, campeã do Carnaval, cantaram enredos fortes gritando por um Brasil melhor. Você, com a sua arquitetura, já faz isso há anos com o projeto do camarote Folia Tropical. Conte quais foram os seus maiores apelos com seus variados temas que nos surpreende a cada ano e qual foi o tema para este Carnaval?
Parece que foi ontem que vi o camarote nascer e este foi o sétimo ano como arquiteto do Folia Tropical. Ao longo dessa jornada, sempre me preocupei em estampar a “cara do Brasil” em seus interiores e passar mensagens importantes com o projeto, trazendo para a sua fachada diversos temas marcantes e brasileiros, como nossos bichos e aves em extinção, a floresta amazônica em alerta ao desmatamento e, até mesmo, a zona norte carioca para não deixar morrer a origem do samba. Este ano, a idéia foi trazer algo ainda mais forte e mais humano, que pudesse servir de espelho para reconhecermos e valorizarmos as nossas verdadeiras origens. O Folia Tropical representou as faces do Brasil na Sapucaí, com sua diversidade de cores, culturas e etnias! O Brasil é considerado um país com uma enorme miscigenação étnica, como os indígenas, portugueses, holandeses, italianos, negros, japoneses, árabes, e etc. E foi por isso que o projeto focou em nossas variadas etnias, que somadas, formam um só povo de muito amor, calor humano e beleza natural!
 
 
2 - Rodrigo Dinelli, este ano você trabalhou com o artista goiano Hal Wildson no projeto do camarote, conte mais sobre essa parceria e qual foi a mensagem que você quis passar para os foliões?
Todos já sabem que o Folia Tropical valoriza a arte original brasileira e, por isso, convidamos o Hal para estampar por todo o projeto, tanto na fachada, como nos interiores, a sua arte de “amor, raízes ancestrais e tramas do afeto”, como ele mesmo define. Para este trabalho, Hal usou a técnica de colagem e ilustração com caneta esferográfica, explorando cores vibrantes, o povo, a fauna e a flora do nosso país. Ampliamos tudo isso em gigantescos painéis e espalhamos por todo o camarote para reforçar ainda mais a mensagem que queríamos passar: Fazer o foliões se sentirem orgulhosos filhos de nossa terra e, juntos, num grito de união, respeito e liberdade, mostrar a verdadeira face do Brasil que queremos para todos os nossos Carnavais.
3 - Fiquei sabendo que durante o maior espetáculo da Terra você foi chamado de “Paulo Barros dos camarotes”! Como você se sente ao ser comparado a este revolucionário carnavalesco brasileiro?
De fato, Paulo Barros é o rei do Carnaval! Um mago da criatividade que surpreende e encanta o mundo todo a cada ano. Ser comparado com este ícone é um imenso privilégio. Tenho orgulho de dizer que inovei na Sapucaí trazendo Arquitetura de verdade pra dentro dos camarotes. Fui o primeiro a tratar uma fachada de um mega camarote como se trata um grande carro abre-alas e, por isso, me emociono com essa comparação. A maior intenção com um projeto dentro do Carnaval é, acima de tudo, surpreender! E saber que, assim como ele, eu consegui criar surpresas e chamar a atenção dos foliões, é simplesmente a minha maior realização dentro da minha profissão.
4 - O Folia Tropical já está famoso por receber em seu palco reis e rainhas da musica brasileira e por atrair renomados artistas para curtir o carnaval dentro dos seus dois mil metros quadrados de comodidades. Como vocês conseguiram isso e como foi, por exemplo, estar “cara a cara” com a Gal Costa este ano?
O Folia Tropical é um camarote fundado por uma família de amigos meus e, por isso, desde o seu início em 2013, quando recebi o convite para projetá-lo, tudo foi pensado para que o ambiente fosse o mais familiar possível. A idéia era criar a casa do samba para receber um público que amasse o samba de verdade! E foi exatamente isso que fizemos! Deixamos a farra para os outros camarotes e o Folia Tropical se tornou a tão querida casa de família que atrai pessoas do bem e com boas energias para assistir com conforto ao maior espetáculo da Terra. Com tudo isso, tive o privilégio de estar ao lados de várias celebridades e receber delas muitos elogios pelo meu projeto. Imagina só receber um elogio da Gal Costa! Quase morri do coração! Essa mulher que sempre esteve presente em minha vida pelos discos de vinil que a minha mãe ouvia durante toda minha infância, estava alí cantando na nossa frente dentro de um ambiente projetado por mim mesmo! Ainda não caiu a ficha...
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Cautela com as Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem na Visão da Neuropsicopedagoga Jossana Bartolazzi Abrindo a Boca para Marco Barcelos.
10/03/2019 | 15h22
1 - Jossana Bartolazzi, que é Neuropsicopedagogia?
 
 
A neuropsicopedagogia é uma ciência que estuda como o cérebro aprende , unindo pesquisas da neurociência, psicologia e pedagogia. Dessa forma, busca procedimentos e práticas eficazes para lidar com situações de dificuldades de aprendizagem, que muitas vezes podem estar ligadas à linguagem escrita, tanto na matemática quanto na comunicação, ou até mesmo em transtornos emocionais.
 
 
2 - Jossana Bartolazzi, cada dia que passa percebemos que aumentam os números de crianças com dificuldade de aprendizagem. Como a neuropsicopedagogia pode ajudar nesse processo?
 
 
É preciso ter cautela quando se fala em dificuldade de aprendizagem e em transtornos de aprendizagem, uma vez que o diagnóstico deve ser minucioso e responsável. Uma simples dificuldade de aprendizagem não pode ser confundida com transtorno, o que acarretaria em um protocolo totalmente desfavorável ao aluno. Uma dificuldade de aprendizagem pode ser consequência de vários fatores como a falta de integração da família, infrequência, problemas de cunho social, ou até mesmo, uma metodologia ineficiente por parte do docente. Já os transtornos de Aprendizagem possuem uma incapacidade específica, como matemática, leitura ou escrita, em alunos que apresentam um resultado bem abaixo do esperado em relação ao seu ano de escolaridade.
 
 
3 - Então, quando a família pode começar a se preocupar com a possível dificuldade e como saber se é uma dificuldade ou um transtorno de aprendizagem?
 
 
Boa sua pergunta. A família desde sempre deve acompanhar o desenvolvimento escolar da aluno. Estar atenta às tarefas de casa, traçar uma rotina de estudo e entrar em contato com a escola sempre que perceber algo diferente. As dificuldades começam a ser mais aparentes na fase de alfabetização, por volta dos 6 anos de idade de acordo com a metodologia adotada por cada escola. Porém, alguns comprometimentos no desenvolvimento psicomotor, seja na coordenação motora fina ou grossa, movimento de pinça, lateralidade, noção espacial e temporal, já podem ser observadas na Educação Infantil.
 
 
4 - Jossana Bartolazzi, a partir da percepção de um possível diagnóstico de transtorno, o que a escola e/ou a família devem fazer?
 
 
Cada caso é um caso. Como falei, a interação da família com a escola é essencial nesse processo. Cada situação caberá um proceder diferente. Muitas vezes apenas a ajuda de um pedagogo resolve. Atuei como Orientadora de Estudos no PNAIC (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa) em uma parceria com a UFRJ, onde pude orientar vários alfabetizadores. Obtivemos um grande avanço nos resultados dos alunos no ciclo alfabetizador apenas com a orientação nos cursos presenciais e acompanhamento nas escolas. Porém, em outros casos será necessário a avaliação e intervenção de um neuropsicopedagogo, outras ainda de um tratamento interdisciplinar, como terapeutas ocupacionais, médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e até mesmo, medicações.
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Permanecer na Série A e Valorizar os Jogadores Formados no Clube, Afirma o Professor Josué Teixeira Abrindo a Boca para Marco Barcelos.
18/01/2019 | 20h58

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1- Josué Teixeira, após onze meses no comando do Americano e com o objetivo alcançado que foi levar o glorioso a elite do carioca, qual o planejamento para a disputa do Estadual e Copa do Brasil ?
R: O grande objetivo é permanecer na série A e valorizar os jogadores formados no clube. Na copa do Brasil, passar da segunda fase.

2- Josué Teixeira, para a disputa destas importantes competições, como pretende reforçar o elenco, em quais posições e já esta tudo encaminhado,será que você pode adiantar nomes?
 
R: Vamos buscar atacantes e meias, posições que precisamos repor. Não fechamos com ninguém, estamos em conversas.

3- Josué Teixeira, após quase sete anos amargando a segundona, podemos recordar a passagem bíblica “paga sete anos de seca, sete anos de fartura". Levando o Americano a série B como fez com o Macae?
 
R: Realmente nosso objetivo é colocar o clube na disputa do Brasileiro, nosso estádio vai ajudar neste projeto.

4- Josué Teixeira, o que tem levado ao comprometimento com o Americano, haja visto os assédios de clubes, inclusive do exterior ?

R: Postura profissional e honesta da direção do clube, ambiente perfeito entre funcionários e os resultados esportivos.

5- Josué Teixeira, agora com o seu belíssimo trabalho, alcançando os objetivos com o Time Principal e acompanhando bem de perto o Sub-20, você pretende também estender as atribuições da Comissão Técnica para as demais divisões de base, que por hora treinam no Campo do São Cristóvão. Objetivando a revelação de novos talentos?
 
R: Nosso objetivo realmente é organizar as categorias de base e manter uma filosofia única de trabalho.
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Tivemos que Reinventar o Modo de Trabalhar, Buscando Apoio da Iniciativa Privada, Elaborando Projetos para o Ministério do Esporte, Definiu Raphael Thuin Abrindo a Boca para Marco Barcelos.
08/01/2019 | 17h31
1 - Raphael Thuin, qual sua avaliação destes 2 anos a frente da Fundação Municipal de Esportes de Campos dos Goytacazes?
Estou muito satisfeito com o avanço do esporte nesses últimos 2 anos. Quando assumimos encontramos o esporte praticamente abandonado na cidade. No início de 2017 encontramos o esporte praticamente a Fundação de esporte atendendo cerca de 1.200 pessoas, em nove modalidades diferentes, hoje passamos dos 17 mil atendimentos em 52 modalidades. Estamos focando na massificação de base, peneirando os talentos descobertos para formação de novos times. Estamos no caminho certo, avançamos muito nesses últimos 2 anos e continuaremos avançando.
2 - Raphael Thuin, quais foram suas maiores dificuldades e desafios na FME para realizar seus projetos?
Sem dúvida a maior dificuldade foi financeira. Assumimos na maior crise financeira da história de Campos. Tivemos que reinventar o modo de trabalhar, buscando apoio da iniciativa privada, elaborando projetos para o Ministério do Esporte, emendas parlamentares e projetos incentivados. Criamos um departamento de elaboração de projetos e captação de recursos. Temos sempre que estar abertos a novos desafios e formas diferentes de capacitação, com isso sangramos menos os cofre púbicos.
3 - Como Embaixador de Esportes Paralímpicos, quais foram seus projetos nestes 2 anos a frente da FME e qual seu planejamento para nossos jovens deficientes no ano de 2019?
Um dos maiores orgulhos que temos foi a criação do Paraesporte, que é um departamento da Fundação Municipal de Esportes voltado para pessoas com deficiência, todos os tipos de deficiência. O projeto começou em abril de 2017, e em menos de 2 anos atendemos mais de 900 pessoas. É lógico que foco é a melhoria na qualidade de vida dessas pessoas, mas alguns destaques esportivos estão aparecendo e nos surpreendendo. A prova disso é a classificação para os jogos mundiais das olimpíadas especiais, que acontecerão em Abu Dhabi em março deste ano, 14 atletas do paraesporte foram convocados pela seleção brasileira.
4 - Raphael Thuin, qual a programação esportiva para o Verão no Farol de São Tomé?
O verão em Farol nunca recebeu uma programação esportiva tão ampla e com tanta qualidade, o segredo deste sucesso foi a parceria com, a iniciativa privada e outras instituições * segue programação em anexo.
5 - Raphael Thuin, você que foi campeão do mundo de natação, qual a palavra de incentivo para nossos jovens à prática de esportes?
O esporte é uma das principais ferramentas para uma cidade saudável e segura. Quando conseguimos unir educação, esporte e cultura, estamos certos de um futuro melhor, com menos doenças e usuários de drogas. Países de primeiro mundo usam essa receita e se destacam como países desenvolvidos, com menos violência, mais saudáveis e com excelentes atletas. Gostaria de sinceramente parabenizar e agradece o Prefeito Rafael Diniz, sem o constante apoio dele e incentivo em nossas ações nunca teríamos conseguido chegar onde chegamos. Mas, vamos em frente que ainda tem muito por vir!
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Trilhando no Caminho da Medalhista Olímpica Janina dos Santos, sua filha Sara prova que filho de Peixe Peixinho é, Abrindo a Boca para Marco Barcelos
24/12/2018 | 18h02
1 - Janina dos Santos, como medalhista Olímpica dos Jogos de Sidney 2000, qual foi a sua sensação de ver a sua filha, Sara dos Santos, se tornar Campeã Estadual dos 50m nado Borboleta e Costa?
R: É uma sensação de uma continuação de uma história, ver o meu fruto percorrendo os mesmos caminhos e tendo sucesso no que está fazendo. É ver um resultado de um trabalho dos profissionais envolvidos e com uma grande esperança no futuro.
2 - Nesse último final de semana, Sara competiu o Compeonato Estadual de Verão do Rio de Janeiro. Em quais modalidades ela participou e quais foram os resultados ?
R: Ela participou em 5 modalidades, são elas:
50m borboleta
100m craw
50m craw
100m costa
50m costa
Conquistou as seguintes medalhas:
Ouro 50m borboleta
Ouro 50m costa
Prata 100m costa
Prata 50m craw
E quinto lugar nos 100m craw.
3 - O ditado popular " filho de peixe, peixinho é ! ". Se encaixa para a sua filha ?
R: A palavra de Deus nos diz: " ensina o seu filho no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele. Prov. 22 -6". Penso que todo pai e mãe deseja o melhor para o seu filho (a) e que o caminho percorrido por nós pais é um norte para os nossos filhos(as), porque sendo assim fica mais facil de orienta-los e acaba concretizando o provérbio popular. Eu acho que pode se encaixar sim.
4 - Janina dos Santos, apesar de Sara estar despontando na natação, a vontade de mãe é para o futuro ir para o volei ?
R: A vontade de mãe é dela fazer aquilo que mais gostar no esporte, pois o caminho está trilhado só vai depender dela o que escolher, e como mãe terei que apoiar no que ela quiser fazer.
5 - Janina dos Santos, você está em Campos há 14 anos. Qual a sua opinião no trabalho que vem sendo desenvolvido pela Fundação Municipal de Esporte?
R: Com a estrutura das vilas olímpicas a FME pode desenvolver o esporte educativo e social em diversos bairros e distritos de Campos dando oportunidade para os campistas da prática esportivas levando a criança, o adolescente e os idosos a terem uma vida saudável e tendo o conhecimento da diversidade desportiva. Isso é muito bom para o profissional de educação física e para a população campista.
6 - Janina dos Santos, através de sua conquista das medalhas de Ouro no PanAmericano em Winnippeg no Canadá e a também conquista da medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney na Austrália, você foi convidada pelo Comitê Olímpico Brasileiro para participar da entrega dos troféus do Prêmio Melhor Atleta do Brasil de 2018. Como foi levar a sua filha, Sara dos Santos, nesse evento ?
R: É exatamente ensinar a minha filha no caminho em que ela deve andar. Ali pude ilustrar as conquistas que ela poderá ter se ele se dedicar com responsabilidade no esporte que escolher , pois essa dedicação só dependerá dela. Foi uma verdadeira sala de aula levando-a a sonhar com uma medalha olímpica.
"Seja o que for não desista, seja obstinado
e confie naquilo que acredita".
Janina Medalhista Olímpica
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Faremos uma Gestão Calcada na Ética e na Transparência, para que a OAB da 12ª Subseção Retome a Credibilidade que Sempre Teve, Afirma Cristiano Miller Abrindo a Boca para Marco Barcelos
23/11/2018 | 22h50
1 - Cristiano Miller, há muito tempo não há uma eleição com tantas chapas, na sua opinião o que levou ter tantos concorrentes?
 R: Em minha análise, alguns fatores contribuíram para isso. Um deles é o fato de a gestão atual, especificamente quanto à sua diretoria, ter sido “dissolvida”, sendo que alguns dos seus membros preferiram formar outra chapa. Mas, a meu ver, o principal motivo para que a disputa se desse com 4 chapas foi a sensação de omissão deixada pela gestão atual. Ainda que tenha havido avanço em algumas áreas, a OAB, de certa forma, se escondeu nos últimos anos, o que gerou muito incômodo na classe dos advogados.
2 - Cristiano Miller, quais a suas perspectivas e metas frente a OAB CAMPOS no próximo triênio?
 R: A perspectiva é de muito trabalho à frente da 12ª Subseção da OAB/RJ, que, convém destacar, congrega os municípios de Campos, São João da Barra, São Francisco do Itabapoana, Italva e Cardoso Moreira. Nossos objetivos são muitos. Mas tenho certeza de que, com a união dos advogados, esses objetivos serão alcançados. Precisamos enfrentar de modo tenaz e efetivo a questão das prerrogativas. Isso, por certo, envolverá muito diálogo, mas também exigirá um comportamento firme e frequente perante as respectivas esferas superiores. E não pode haver descanso nesse aspecto. Temos certeza de que somente com o trabalho diário conseguiremos avançar nesse ponto. Além disso, precisamos investir de forma séria e organizada na capacitação dos advogados. A 12ª Subseção da OAB/RJ possui atualmente uma estrutura física que permite a realização de cursos voltados aos advogados em todas as suas fases profissionais (do iniciante aos mais experientes). E, por evidente, esses cursos e palestras não serão realizados apenas em Campos (embora aqui seja a nossa sede e haja melhores condições), de modo que também serão levados para todos os municípios que integram a 12ª Subseção da OAB/RJ.
 
3 - Cristiano Miller, quais os fatores principais que ajudaram a eleger a CHAPA 1 - PELA ORDEM, com uma diferença considerável de votos?
 R: A nossa chapa, em todos os seus 58 membros, é uma defensora intransigente da ética e do respeito. O brasileiro, de uma forma geral, clama por esse comportamento. Com a classe dos advogados, por óbvio, isso não é diferente. Os advogados querem estar representados por pessoas que transmitam credibilidade, que sejam éticas, para que, com isso, seja novamente retomado o merecido respeito à advocacia. Não há dúvida de esse foi o fator principal que fez com que os advogados e advogadas escolhessem a nossa chapa.
 
 
4 - Cristiano Miller, na sua gestão qual será a atuação da OAB CAMPOS diante da falta de juízes titulares nas varas estaduais e outras, o que vem sendo alvo de reclamação dos advogados?
 R: No momento, esse é um problema enfrentado mais especificamente na Justiça Estadual de Campos. Nas demais Comarcas, que possuem juízes titulares, os problemas são outros. Por certo, a falta de juízes titulares é problema que merece total atenção por parte da OAB. E isso demandará atuação firme perante o respectivo tribunal, para que se consiga a solução de algo que já nos incomoda há alguns anos.
 
5 - Cristiano Miller, o que sociedade e a classe do advogados podem esperar da sua gestão?
 R: Podem esperar uma gestão extremamente séria e comprometida com a defesa dos interesses dos advogados e da sociedade como um todo. Faremos uma gestão calcada na ética e na transparência, para que a OAB retome a credibilidade que sempre teve. Além disso, faremos uma gestão que ficará marcada como aquela que mais investiu na capacitação dos advogados e advogadas.
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Partindo do Pressuposto que a Pergunta Fale de Jair Bolsonaro, Diria que Mesmo se o Messias Eleito Fosse Jesus Cristo, Ele Teria Dificuldades, na Visão de Aluysio Abreu Abrindo a Boca para Marco Barcelos
07/11/2018 | 12h46
1 - Aluysio Abreu, as urnas mostraram que estamos cansados de deterioração social, e elegemos um indivíduo simples e de classe média, acabando com todo o antigo sistema mafioso esquerda direita e centro, isso demonstra evolução social e real poder nas mãos do povo. Como espera que Bolsonaro inicie esse processo de retomada da ordem, da moralidade e valorização das estruturas de poder como polícias e forças armadas?
 
 
R: As urnas mostraram, sim, o cansaço do eleitor. Difícil saber o que você chama de deterioração social. Se considerar a deficiência nos serviços públicos como saúde, educação, transporte e infraestrutura, o cansaço não é de hoje, mas de 2013, quando levaram aos protestos de rua das “Jornadas de Junho”. Isso, é claro, além da explosão da violência. Desde 2016, ultrapassamos a faixa dos 60 mil homicídios/ano no país. Segundo o próprio Ipea, equivale à queda fatal de um Boeing 737 lotado, todos os dias, no Brasil. Agora, dizer que a eleição de um “indivíduo simples e de classe média” mudará isso, partindo do pressuposto que a pergunta fale de Jair Bolsonaro, diria que mesmo se o Messias eleito fosse Jesus Cristo, ele teria dificuldades. Mesmo porque, na eleição mais importante da sua vida, o povo escolheu Barrabás. Dizer que uma eleição, naquele tempo ou agora, acabou com “todo o antigo sistema mafioso”, além de pretensioso, é perigoso como qualquer generalização. A classe política não é uma criação à parte da sociedade que representa. A cara dos deputados federais votando o impeachment de Dilma, em 2016, só incomodou tanto porque era a face exata do brasileiro que os elegeu. Como a do campista é a mesma que se pode observar nas 25 caras da Câmara Municipal de Campos. Pode não ser bonita, mas é verdadeira. Sinceramente, tenho dificuldade de enxergar renovação em quem está na vida pública há mais de 30 anos e fez da sua família uma oligarquia política, aos mesmos moldes de outras, como os Garotinho. O que há de novo, se é a maneira de se perpetuar no poder do país desde as capitanias hereditárias? Não votei em Bolsonaro no segundo turno. Tampouco em Haddad. Estou entre os 42,1 milhões de brasileiros que, entre os dois, anularam o voto, votaram em branco ou simplesmente se abstiveram de votar. Somos menos do que os 47 milhões que escolheram Haddad, ou que os 57,7 milhões que elegeram Bolsonaro, mas certamente não somos poucos. Isso posto, o que espero de Bolsonaro? No mínimo, que ele cumpra seu discurso de vitória: “vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis; elas são para todos. Porque assim será o nosso governo; constitucional e democrático”. Retomada da ordem e da moralidade é pauta subjetiva. E, ao longo da história, hipócrita. Sempre dependerá de quem, e sob quais critérios, definirá o que são ordem e moral. Quanto às polícias e as Forças Armadas, é mais fácil: seus papeis já estão definidos na Constituição. São estruturas de poder do Estado. E, com Bolsonaro, voltaram a ter poder político. Se tem que ser valorizadas? Sim, como os servidores da educação, da saúde, ou da limpeza pública.
 
 
2 - Aluysio Abreu, como você vê o desaparecimento da antiga esquerda oriunda dos herdeiros de Getúlio Vargas, como por exemplo Leonel Brizola; e a ascensão e prevalência de esquerda radical atual?
R: Getúlio assumiu como presidente a primeira vez na Revolução de 1930. De lá até a esquerda brasileira perder o segundo turno para Bolsonaro são 88 anos. Impossível resumir isso em poucas linhas. Até porque os ideais marxistas e anarquistas chegaram antes ao Brasil, a partir da imigração européia entre 1870 e 1914. Mas sua raiz já estava no movimento abolicionista do país. Como os eleitores de Bolsonaro interpretariam os versos escritos por Castro Alves em 1865, no poema “O Século”: “Quebre-se o cetro do Papa./ Faça-se dele — uma cruz!/ A púrpura sirva ao povo/ Para cobrir os ombros nus”? Comunista? Será que hoje mandariam o maior poeta do nosso Romantismo à Cuba ou à Venezuela? Na dúvida, o Partido Comunista do Brasil (PCB) foi fundado em 1922. Só oito anos depois, Getúlio chegaria ao poder e se sucederia como ditador do Governo Provisório (1930/34), do Governo Constitucionalista (34/37) e do Estado Novo (37/46). Foram todos regimes autoritários, que censuraram, torturaram, mataram e flertaram abertamente como o nazifascismo. A CLT, por exemplo, pela qual a esquerda brasileira hoje tanto briga, é uma adaptação getulista da Carta del Lavoro fascista de Mussolini. Como ele e Getúlio pensaram, serviu para garantir direitos aos trabalhadores e “roubar” essa pauta dos movimentos revolucionários marxistas e anarquistas. Na II Guerra Mundial (1939/45), se entregou Olga Benário grávida do líder comunista Luís Carlos Prestes para morrer num campo de concentração da Alemanha de Hitler, Getúlio também soube negociar com o presidente dos EUA Franklin Roosevelt, trocando a instalação da base aérea deles em Natal (RN), fundamental para atacar a África do Norte, pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda. Foi ela que tornou possível o salto industrial do país, sobretudo na produção automobilística, no governo de Juscelino Kubistchek (1956/61). Brizola, também por ser gaúcho como Getúlio, se inspirou na mitologia populista deste como “Pai dos Pobres”. Como Lula o faria depois. Com o suicídio de Getúlio em 1954, os militares passaram a encarar Brizola como mais perigoso inimigo ao golpe que deram com apoio civil em 1964. Lula apareceu como líder sindical no ABC Paulista já no declínio daquela nossa última ditadura, no final dos anos 1970. Unindo sindicatos de metalúrgicos, intelectuais da USP e a esquerda católica, a criação do PT só foi permitida como estratégia arquitetada pelo general Golbery do Couto e Silva para rachar o trabalhismo brasileiro, quando Brizola voltasse do exílio com a Anistia. Ao perceber que os militares lhe fechariam as portas do PTB, legenda histórica de Getúlio, Brizola fundou o seu PDT ainda em Portugal, em 17 de junho de 1979. A Anistia foi promulgada pelo general-presidente João Figueiredo em 28 de agosto de 1979. Na sequência, o PT foi criado em 10 de fevereiro de 1980. Fruto desses arranjos, quando saiu a eleição direta a presidente em 1989, a primeira no Brasil desde 1960, o que aconteceu? Fenômeno eleitoral semelhante a Bolsonaro, Fernando Collor foi em primeiro lugar ao segundo turno. A outra vaga foi disputada voto a voto entre Brizola e Lula. Este venceu, mas perdeu para Collor no final. Golbery tinha falecido dois anos antes, em 1987. Mestre da geopolítica, mesmo morto, sua estratégia de “dividir para conquistar” venceu a esquerda. Outra herança dos militares, a hiperinflação destruiu a economia do país até o Plano Real, em 1994. A partir do seu sucesso, Fernando Henrique Cardoso se elegeu duas vezes presidente no primeiro turno, dando coças eleitorais em Lula e Brizola. Mais novo, Lula teve chance de se reinventar. Abandonou a postura do radical de 89 e adotou a figura do “Lulinha Paz e Amor”, criada pelo publicitário Duda Mendonça. Ao chegar ao poder em 2002, teve a sabedoria de manter o Real, contra o qual o PT tinha votado, e o tripé econômico de FHC: câmbio flutuante, meta de inflação e meta fiscal. Lula também deu a sorte de governar o Brasil em um período de transição na economia global, onde a China substituiu os EUA como nosso maior parceiro comercial, e o preço das commodities explodiu no mercado internacional. O mundo conhecia então a força dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Foi nessa onda que Lula surfou com habilidade política, conseguiu superar a revelação do Mensalão em 2005 e se reelegeu em 2006. Aí veio o estouro da bolha imobiliária dos EUA em 2008, que abriria o avanço da direita pelo mundo. Como nos anos 1930, quando a Grande Depressão de 29 propiciou o avanço do nazifascismo. Além de chamar a crise de “marolinha”, o maior erro de Lula veio em 2010, quando ungiu Dilma Rousseff como sua sucessora. Ao abandonar o tripé do Real e apostar na “nova matriz econômica”, ela enfiou o Brasil na maior recessão da sua história. Ainda assim, Dilma se rebelou contra sua condição de “poste”, impediu Lula de voltar em 2014, bateu pé e se reelegeu mediante estelionato eleitoral. Quando este se revelou, junto ao agravamento da crise econômica e a corrupção sistêmica eviscerada pela Laja Jato, a população tomou as ruas do país em 2015 e 2016, forçando o Congresso a aprovar seu impeachment. Isso, mais a prisão de Lula em abril de 2018, geraram ressentimento ao PT e sua regressão ao radicalismo. Ele se refletiu em um programa de governo que propunha controlar imprensa, Ministério Público, Judiciário e Tribunais de Contas, além de uma nova Constituinte. Só esta última foi suprimida no segundo turno, mas já era tarde demais para furar o tsunami do antipetismo surfado por Bolsonaro. É uma onda tão passional quanto a esquerda que a gerou. Se alguém explosivo como Ciro Gomes foi nossa alternativa mais viável de equilíbrio no primeiro turno, isso evidencia o quão radicalizada está a sociedade. A esquerda brasileira não desapareceu. Nem deveria, pois é necessária ao equilíbrio da democracia. A esquerda só precisa se libertar desse seu fetiche masoquista pelo lulopetismo, que a consome há pelo menos cinco anos. E não falo isso por prazer. Tive a sorte de fazer entrevistas exclusivas com Brizola e Lula. Foram os dois indivíduos mais carismáticos que conheci pessoalmente. Quando acabei de entrevistar Brizola, no seu apartamento à beira mar em Copacabana, lembro que nos levantamos das poltronas da sala e me espantei ao perceber, um diante do outro, que sua cabeça batia pouco acima do meu ombro. Pensei: “como posso ser maior que esse homem?”. Ainda assim o brizolismo ficou para trás. Só não vê quem não quer: venceu a validade do lulismo. As coisas findam. É da vida.
 
 
3 - Aluysio Abreu, acredita que o presidente eleito terá chance de pôr em prática aquilo que acredita e defende; ou veremos o Congresso se opondo a tudo o que for proposto, mesmo que benéfico para o País?
 
 
R: Sua pergunta parte do pressuposto que tudo que Bolsonaro acredita e defende será benéfico ao país e não poderia sofrer oposição do Congresso. Se for, volto a repetir: elegeram o Messias errado. Mesmo derrotado no segundo turno presidencial, o PT fez a maior bancada na Câmara Federal. Isso tem que ser tão respeitado quanto a vitória de Bolsonaro a presidente. É o sistema de pesos e contrapesos do estado democrático de direito. Só ele impedirá que tenhamos um novo ditador no Brasil, como foram Getúlio e depois os militares que o levaram ao suicídio. Após ter aceito o convite para ser ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro disse publicamente ser contra o excludente de ilicitude, que visa autorizar as polícias a matarem sem consequências penais, além da criminalização do MST. Pelo visto, antes de enviarem ao Congresso, os dois principais nomes do governo eleito terão que se acertar sobre o que é benéfico ou não ao país.
 
 
4 - Aluysio Abreu, há 30 anos estávamos sofrendo essa infiltração esquerdista radical e silenciosa em todos os setores e níveis da sociedade e dos poderes da união. Isso é claramente um movimento de golpe e tomada de poder sem armas, segundo Gramsci. Sendo assim, o impedimento da presidente Dilma foi um contragolpe?
 
 
R: Com todo o respeito, sua primeira afirmação reflete a ideação persecutória propagada por gente como Olavo de Carvalho, que agora se oferece como embaixador do Brasil nos EUA. Não nego que nas artes, na academia e até na imprensa a esquerda tenha mais influência do que a direita. Mas isso talvez seja por um motivo mais simples do que o conceito de “revolução passiva” de Gramsci: embora haja honrosas exceções à direita, como o próprio Olavão, a verdade é que as pessoas de esquerda geralmente leem mais. Falo, logicamente, em leitura que exceda o WhatsApp e o Facebook. Verdade que isso não impediu que muita gente de esquerda no Brasil, após a Lava Jato, mergulhasse de cabeça no processo de negação da realidade definido por Freud: “Se um paciente inteligente rejeita uma sugestão de forma irracional, então a sua lógica imperfeita é evidência da existência de um forte motivo para a sua rejeição”. O mesmo pode ser aplicado à “lógica imperfeita” da sua pergunta: Dilma foi eleita e reeleita pelo voto popular. Se ela foi deposta por qualquer suposto motivo gramsciano, mas não previsto na Constituição, não seria contragolpe. Teria sido só golpe mesmo, como ainda alegam os lulopetistas freudianos.
 
 
5 - Aluysio Abreu, nosso sistema eleitoral desde as urnas eletrônicas são motivo de eterna desconfiança quanto a fraudes; principalmente por ser impossível recontagem de votos e existir possibilidade de inserção de dados fraudulentos, como provado pela engenharia da USP. Devemos exigir voto impresso, com depósito nas urnas, além do eletrônico?
 
 
R: Há estudos da USP e da Unicamp que realmente apontam essa possibilidade técnica. Bolsonaro era o porta-bandeira dessa desconfiança com as urnas eletrônicas. Como, mesmo assim, ganhou a eleição com mais de 10 milhões de votos de diferença, terá a melhor oportunidade do mundo para propor todas suas sugestões de mudança no sistema de votação à Justiça Eleitoral. Se não o fizer será porque, depois de ganhar, ele deixou de desconfiar.
 
 
6 - Aluysio Abreu, a retomada da prática de poucos ministérios diminuindo gastos públicos é um sinal positivo de retorno da boa política?
 
 
R: O inchaço estatal como cabide de emprego é uma característica não só do PT, ou da esquerda brasileira. Emmanuel Macron tem sofrido muita resistência por tentar enxugar a máquina pública da França. Acho que mais do qualquer suposto motivo gramsciano, é apego dos burocratas à burocracia, à velha noção de trabalhar menos, com estabilidade, menor cobrança, melhores salários e condições de aposentadoria. E acho que isso até independe do espectro político. Em Campos, por exemplo, quantos servidores serão a favor do ponto biométrico, quando o governo Rafael finalmente instalá-lo? Se for na sua área, então, amigo Marco, que é da saúde, a coisa fica ainda mais complicada. Virou moda falar em diminuir o tamanho do Estado, mas ninguém está disposto a perder o que julga seu direito, mesmo quando sobre o direito alheio. Por isso a reforma da Previdência até hoje não saiu. Mais importante do que ter um ministério em determinada área, é ter um governo atuante nela, sensível às possibilidades de parceria com a sociedade e a iniciativa privada. Embora existam áreas onde a presença do Estado seja essencial. Se, como chegou a propor Amoêdo, privatizassem a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, quem financiaria programas sociais importantes como Minha Casa, Minha Vida, Fies, Pronaf, Peti e Bolsa-Família? Banqueiro?
 
 
7 - Aluysio Abreu, qual a sua opinião sobre a resistência que está sendo proclamada pela vice na chapa de Haddad, Manuela D`Ávila antes de Bolsonaro assumir presidência?
 
 
R: A chapa entre Haddad e Manuela foi uma das tantas causas da vitória de Bolsonaro. Nunca uma chapa puro-sangue de esquerda ganhou eleição a presidente no Brasil. Nem com Lula e Brizola juntos, em 1998. Manuela é uma bilolada de esquerda, capaz de gravar um vídeo dizendo que o iPhone foi inventado na extinta União Soviética. Ela só foi vice pelo mesmo motivo do general Mourão: dar teflon ao cabeça da chapa contra qualquer tentativa de impeachment. Afinal, alguém em sã consciência iria querer Manu ou Mourão governando o país? Mas, respondendo à sua pergunta, o “se fere minha existência, eu serei resistência” é só mais um bordão da esquerda brasileira, que precisa urgentemente se reinventar além deles. Em 2013 e 14, foi o “Não vai ter Copa”. Aí teve Copa e 7 a 1. Em 2015 e 16, foi o “Não vai ter golpe”. E Dilma sofreu impeachment. Em 2016 e 17, foi o “Fora Temer”. E, eleito na chapa do PT, Temer continuou. Em 2018, foi o “Lula livre”. E o Cid Gomes, irmão do Ciro, respondeu aos aliados petistas: “o Lula tá preso, babaca!”. O último bordão fracassado da esquerda foi o “Ele não!”, cujo fim prático foi ajudar a eleger Bolsonaro presidente. O capitão não precisa de oposição prévia: já tem os filhos. Considerado um homem frio, como será que o Moro reagiu quando se viu publicamente comparado por Eduardo “Zero Três” ao coronel Ustra, único militar condenado como torturador pela Justiça do Brasil?
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Sem Limites para Surfar as Ondas Mais Extensas do Mundo a Pororoca com Serginho Laus Abrindo a Boca para Marco Barcelos
21/09/2018 | 10h59
1 – Serginho Laus, desbravando os rios mais selvagens e surfando as ondas mais extensas do mundo. Qual seu planejamento e preparação para obter êxito em uma prova que exige técnica, habilidades e alto condicionamento físico?

R - Com anos de experiência surfando as pororocas do Brasil e mundo a fora, desenvolvi com minha equipe um método de treinamento muito eficaz para aguentar surfando longas distâncias e com tanta pressão. Além do conhecimento das ondas de marés, é importante estar com as pernas em dia. Numa onda de pororoca, usamos 98% do tempo as pernas, diferente do mar que usamos 85% do tempo nas pernas. A habilidades contam muito, assim como controlar o nosso estado emocional e mental. Gosto muito de um trabalho de skate que desenvolvi para ficar em dia na parte de condicionamento físico.
2 – Serginho Laus, oque o motivou a surfar as ondas mais extensas do mundo e que o levou ao Guinness Book?

R - Nunca pensei em quebrar um recorde mundial para o Guinness Book! Descobrimos o surf na pororoca e começamos a surfar ondas extremamente longas, com mais de 15 minutos de perfeição sem parar! Alguns anos depois com bastante conhecimento na Pororoca, fui convidado a bater um recorde mundial já existente na Inglaterra. Teria que surfar uma onda, por mais de 9,1km sem parar, independente do tempo! Aceitei na hora, pois sabia que poderia superar a marca. Organizei tudo junto com a minha equipe e fomos nos superar. A motivação vem de toda essa história, na vontade de superar seu próprio limite, fazer teste com equipamentos e difundir o esporte/modalidade para o mundo inteiro.
3 – Serginho Laus, quantas pessoas são envolvidas e qual a logística necessária para alcançar o recorde mundial?

R - Normalmente tenho uma equipe de até 10 pessoas para fazer funcionar toda a logística de uma expedição para a selva. Usamos embarcações de porte grande, pois ela se torna nossa casa num ciclo de 07 dias das luas de sigízea. Desde marinheiros, cozinheiros, pilotos, equipe de apoio, câmeras man, fotógrafo ... todos envolvidos num objetivo; ir surfar a pororoca!
4 – Serginho Laus, como foi sua trajetória do Amapá até alcançar reconhecimento mundial?

R - Foi com muita dedicação, empenho, foco, empreendedorismo que pude colaborar para a maior divulgação que uma pororoca já teve no mundo. O Amapá é um centro de pororocas e foi de lá que registrei 02 recordes mundiais para o livro dos recordes, vários recordes pessoais e muitas histórias.
5 – Serginho Laus, quais foram os países que surfou e qual encontrou maior dificuldade e quais foram?

R - Já explorei as pororocas da França, Inglaterra, China, Indonésia, Alaska e Índia. Gosto dos desafio de todas... mas a mais complicada de execução foi a da China e a mais complexa de logística foi na da Índia. É muita aventura em todos os lugares!!!
6 – Quais países estão na sua programação para surfar nos próximos 2 anos e qual sua expectativa?

R - Ainda tenho na minha lista Canadá, Malasya e Papua Nova Guiné. Dependo apenas de patrocinadores para poder continuar com o projeto.
7 – Serginho Laus, como foi a aventura de quebrar mais um recorde mundial surfando com o labrador Bono?

R - O Bono, cão surfista, é muito fissurado por surf! O Ivan, seu dono, também e com isso formamos uma equipe para quebrar mais um novo recorde!!! Dessa vez no Tandem Surf PET, o Ivan e Bono surfando juntos na mesma prancha, a onda mais longa do mundo por mais de 10 km de distância, mais de 30 minutos surfando na pororoca sem descansar as pernas. Praticamente igual a minha segunda marca no Guinness Book.
8 - Serginho Laus, o surf é um esporte desafiador que vem crescendo a cada ano. Com sua experiência, quais as dicas que pode repassar para quem deseja iniciar?

R - É verdade, o surf vem crescendo muito! Para quem quer começar agora, sugiro procurar uma escolinha de surf ou professores capacitados! Junto com bons equipamentos, vc pode evoluir bem rápido. Basta querer...
 
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Sem Limites para Surfar as Ondas Mais Extensas do Mundo a Pororoca com Serginho Laus Abrindo a Boca para Marco Barcelos
14/09/2018 | 21h02
1 – Serginho Laus, desbravando os rios mais selvagens e surfando as ondas mais extensas do mundo. Qual seu planejamento e preparação para obter êxito em uma prova que exige técnica, habilidades e alto condicionamento físico?
R - Com anos de experiência surfando as pororocas do Brasil e mundo a fora, desenvolvi com minha equipe um método de treinamento muito eficaz para aguentar surfando longas distâncias e com tanta pressão. Além do conhecimento das ondas de marés, é importante estar com as pernas em dia. Numa onda de pororoca, usamos 98% do tempo as pernas, diferente do mar que usamos 85% do tempo nas pernas. A habilidades contam muito, assim como controlar o nosso estado emocional e mental. Gosto muito de um trabalho de skate que desenvolvi para ficar em dia na parte de condicionamento físico.
2 – Serginho Laus, oque o motivou a surfar as ondas mais extensas do mundo e que o levou ao Guinness Book?
R - Nunca pensei em quebrar um recorde mundial para o Guinness Book! Descobrimos o surf na pororoca e começamos a surfar ondas extremamente longas, com mais de 15 minutos de perfeição sem parar! Alguns anos depois com bastante conhecimento na Pororoca, fui convidado a bater um recorde mundial já existente na Inglaterra. Teria que surfar uma onda, por mais de 9,1km sem parar, independente do tempo! Aceitei na hora, pois sabia que poderia superar a marca. Organizei tudo junto com a minha equipe e fomos nos superar. A motivação vem de toda essa história, na vontade de superar seu próprio limite, fazer teste com equipamentos e difundir o esporte/modalidade para o mundo inteiro.
3 – Serginho Laus, quantas pessoas são envolvidas e qual a logística necessária para alcançar o recorde mundial?
R - Normalmente tenho uma equipe de até 10 pessoas para fazer funcionar toda a logística de uma expedição para a selva. Usamos embarcações de porte grande, pois ela se torna nossa casa num ciclo de 07 dias das luas de sigízea. Desde marinheiros, cozinheiros, pilotos, equipe de apoio, câmeras man, fotógrafo ... todos envolvidos num objetivo; ir surfar a pororoca!
4 – Serginho Laus, como foi sua trajetória do Amapá até alcançar reconhecimento mundial?
R - Foi com muita dedicação, empenho, foco, empreendedorismo que pude colaborar para a maior divulgação que uma pororoca já teve no mundo. O Amapá é um centro de pororocas e foi de lá que registrei 02 recordes mundiais para o livro dos recordes, vários recordes pessoais e muitas histórias.
5 – Serginho Laus, quais foram os países que surfou e qual encontrou maior dificuldade e quais foram?
R - Já explorei as pororocas da França, Inglaterra, China, Indonésia, Alaska e Índia. Gosto dos desafio de todas... mas a mais complicada de execução foi a da China e a mais complexa de logística foi na da Índia. É muita aventura em todos os lugares!!!
6 – Quais países estão na sua programação para surfar nos próximos 2 anos e qual sua expectativa?
R - Ainda tenho na minha lista Canadá, Malasya e Papua Nova Guiné. Dependo apenas de patrocinadores para poder continuar com o projeto.
7 – Serginho Laus, como foi a aventura de quebrar mais um recorde mundial surfando com o labrador Bono?
R - O Bono, cão surfista, é muito fissurado por surf! O Ivan, seu dono, também e com isso formamos uma equipe para quebrar mais um novo recorde!!! Dessa vez no Tandem Surf PET, o Ivan e Bono surfando juntos na mesma prancha, a onda mais longa do mundo por mais de 10km de distância, mais de 30 minutos surfando na pororoca sem descansar as pernas. Praticamente igual a minha segunda marca no Guinness Book.
8 - Serginho Laus, o surf é um esporte desafiador que vem crescendo a cada ano. Com sua experiência, quais as dicas que pode repassar para quem deseja iniciar?
R - É verdade, o surf vem crescendo muito! Para quem quer começar agora, sugiro procurar uma escolinha de surf ou professores capacitados! Junto com bons equipamentos, vc pode evoluir bem rápido. Basta querer...
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Manter o Americano na Liderança da Pontuação Geral é o Planejamento do Professor Josué Teixeira Abrindo a Boca para Marco Barcelos.
02/08/2018 | 17h27
1 - Josué Teixeira, após a conquista da taça Santos Dumond e um excelente início do Segundo Turno, qual seu planejamento para conseguir o tão sonhado acesso a elite do futebol carioca?
R: Nosso planejamento é manter a equipe na liderança da pontuação geral, que nos garantirá a vantagem de dois resultados iguais na semifinal geral do acesso.

2 - Josué Teixeira, quais os fatores que contribuíram para a eliminação precoce do Americano no Campeonato Brasileiro da Série D?
R: O curto tempo de preparação da equipe com atletas chegando durante a pretemporada para a competição.

3 - Josué Teixeira, com um inédito contrato de 2 anos com o Americano FC no comando da equipe profissional e Manager das categorias de Base, qual seu planejamento para curto, médio e longo prazo?
R: A curto prazo buscar o acesso que nos dará a visibilidade e suporte financeiro pra desenvolver os outros objetivos que são: acesso no Brasileiro e capacitação da base pra formar novos jogadores. 

4 - Josué Teixeira, o Americano FC está atravessando uma crise financeira e os abnegados torcedores estão ajudando financeiramente ao Clube. Com a excelente campanha que está fazendo com a equipe, acredita que irá conquistar novos patrocinadores?
R: Realmente a participação dos abnegados está sendo muito importante, o que precisamos é melhorar o suporte financeiro e isto vai acontecer com a valorização da marca. Por isso é muito importante o acesso.

5 - Josué Teixeira, para a disputa da Copa Rio, acredita que irá precisar de reforços?
R: Não temos recursos pra contratar, usaremos a base para repor os atletas mais desgastados.

6 - Josué Teixeira, como está sendo sua adaptação ao novo Clube e a cidade?
R: Estou muito feliz e adaptado ao Clube e a cidade, por força do trabalho, pouco visitei os pontos turísticos, mas existe uma estrutura que possibilita viver com tranquilidade. Tenho parentes por parte de Pai que moram na cidade e passar por alguns lugares onde passei algumas férias escolares é muito bom.
 
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Sobre o autor

Marco Barcelos

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