Reflexões Sobre o Desenvolvimento Sócio-Político-Institucional e Econômico com Dr. Auner Carneiro, Abrindo a Boca para Marco Barcelos
10/11/2017 | 20h25
1 – Dr Auner Carneiro, coordenar um grupo de pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento Municipal e Regional requer uma carga de comprometimento extra muito grande. Quais são seus maiores desafios para tornar as pesquisas uma realidade?
R: Desculpas Sistêmicas;´´Não tenho tempo, não tenho recursos``, as pessoas que nos cercam não tem entendimento e experiência, o sistema universitário ainda está num modelo tradicional de frequência de aulas, fazedores de provas e gincana de diplomas.
Apoio Institucional – Comprometimento de Gestão Universitária com dedicação de pesquisadores, recursos estruturais e financeiros.
Disposição política para cumprir e fazer cumprir as deliberações da política pública voltada ao desenvolvimento científico e tecnológico.
Filosofia e aspectos teórico e metodológico influenciadores do sistema de ciência e tecnologia no Brasil com a emulação de padrões de decisão.
2 – Dr. Auner Carneiro, a nossa região, vem atravessando a pior crise econômica da sua história. Existe alguma pesquisa que possa aquecer o mercado de trabalho a nível técnico e superior?
R: Não concordo com esta mídia de ´´CRISE ECONÔMICA`` a crise é natural e moral. Quem não está preparado, sempre será engolido pelos desafios de mercado. Mercado não é uma coisa estável. (Não devem confundir mercado com comércio). Temos inscritos 50 projetos de egressos, estudantes em diferentes níveis de estudos universitários, mestres, doutores e pós-doutores, além de iniciativas de lideranças comunitárias que estão em funcionamento e sem propaganda. Não há dependência Hierárquica ou submissão de proposições no Grupo.
Cada autor é responsável pela caminhada de seu trabalho e de seus resultados. Cada projeto tem a sua culminância no crescimento e desenvolvimento de propostas para resultados em empregabilidade e ampliação do mercado.
Eles estão sendo apreciados em eventos e congressos nacionais e internacionais.
3 – Dr Auner Carneiro, quais são as linhas de pesquisa do grupo de pesquisa GRIDMR?
R: Art. 8º - O Grupo organiza sua atividade através da estruturação das Linhas de Pesquisa :
1. Cientificidade e Incubadora Tecnológica de empreendimentos para o Desenvolvimento harmônico, integral, solidário e sustentável.
2. Desenvolvimento Municipal: Relações entre desenvolvimento urbano e meio rural.
3. Gestão do Conhecimento e Tecnologias Sociais em TICs para o Desenvolvimento Regional.
4. Planejamento e estratégias de gestão pública voltada ao desenvolvimento municipal/regional.
O grupo é registrado desde 2004 no CNPq
<http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/4534441364617297>
Normas do grupo e as linhas de pesquisa, bem como os objetivos e justificativas. Normas do Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento Regional.UENF-UNIFLU-CNPQ – “GPIDMR”
TÍTULO I – DO GRUPO DE PESQUISA
Art. 1. Constitui o Grupo de Pesquisa – GPIDMR, o conjunto de professores-pesquisadores, pesquisadores, estudantes, técnicos e lideranças comunitárias que se organizaram, sob a liderança e coordenação acadêmico-científica e intelectual de 1 ou 2 integrantes do quadro docente do Centro Universitário Fluminense – UNIFLU.
4 – Nosso município é historicamente agrícola, com o cultivo da cana de açúcar, mas com a chegada da Petrobrás tomamos outro rumo. Na sua avaliação quais pesquisas de sustentabilidade que podemos fazer para diversificar nossa economia?
R: Situação: Não tomamos rumo, acompanhamos a moda indicada adrede.
Problemas: Qual é o Plano Regional e Municipal de investimento?
Você pode até ouvir falar na obrigatoriedade de plano diretor, mas onde está o plano de investimentos a curto, médio e longo prazo?
Condições: São quatro grandes áreas de pesquisa e inovação, extensão e cultura com responsabilidade Sócio-Ambiental-Institucional Sustentável para novos investimentos:
- Baixadas, praias, porto e montanhas, o que você conhece de planos de investimentos reais nestas áreas?
- Projetos especiais em foco:
No dia 27 de novembro, pela manhã das 8:30 às 11 horas e à noite das 19 às 21 horas , vamos realizar o XII seminário de avaliação de projetos de pesquisa e extensão, no auditório do UNIFU- Direito, com entrada franca e inscrições pelo e-mail: <[email protected]> Certificado de horas complementares.
5 – Dr Auner Carneiro, nosso município se tornou um polo universitário do estado com os mais diversos cursos. Como podemos integrar a sociedade civil com os universitários, levando maiores esclarecimentos dos nossos direitos, saúde, economia e educação?
R: Não sei se é polo universitário. Temos a presença de IES de diferentes tendências com ótimas oportunidades de estudo, porque Campos dos Goytacazes, nos últimos 30 anos, fora as IES pioneiras e campistas encontraram aqui um excelente “canteiro de possibilidades”, como agora é o projeto do porto do Açu.
Em 30 anos quais foram as grandes mudanças e transformações reais para a maioria da população?
“Mais empregos, elevou o nível de remuneração dos trabalhadores, melhorou o desempenho dos indicadores de escolaridade, ampliaram as oportunidades democráticas de acesso às IES, diminuíram os índices de criminalidade, aumentou o desempenho na saúde, o acesso à moradia, os partidos, as igrejas e as escolas influenciaram as famílias para melhor desempenho de cidadania... O primeiro distrito está cheio de bloqueios de ruas em comunidades, trânsito embolado, contabilidades criativas” ...são as notícias na folha da manhã.
No âmbito de parcerias público-privadas, as IES com o discurso da pesquisa e inovação extensão e cultura com responsabilidade social-ambiental-institucional sustentável, não recebem incentivos para atuação pontual com o envolvimento delas nos focos comunitários de dependência e submissão social.
Existem algumas intervenções acanhadas e focadas em políticas que perpetuadas pelo setor público incentivam pela displicência na manutenção histórica do ´´status quo``.
No mínimo no município existem 90 focos de miserabilidade, dependência sócio econômica e sustentabilidade histórica da mesmice ideológica alienada.
Do tipo: “por favor, não morram todos os pobres, fiquem alguns para o ano que vem , senão como vamos fazer campanhas de caridade dependente?”
Mudanças e transformações, na prática ínfimas, dado o porte do fenômeno que se arrasta desde a quebra do sistema escravagista imperialista campista.
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Audiência Pública de Acessibilidade e Mobilidade Urbana com o Vereador Jorginho Virgílio abrindo a Boca Para Marco Barcelos
25/10/2017 | 19h15
1 - Vereador Jorginho Virgílio, como presidente da Comissão das pessoas com deficiência, qual a sua avaliação da audiência pública de acessibilidade e Mobilidade urbana?
 A audiência nos trouxe esclarecimentos importantes, não só nas questões relacionadas à acessibilidade e mobilidade urbana, mas em tudo no que precisamos avançar na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Foi um marco de integração entre o Legislativo, Executivo municipal e a sociedade civil organizada. A presença expressiva dos representantes de órgãos públicos, vereadores, entidades de assistência e do próprio público foi uma demonstração de que o assunto está recebendo mais atenção, apesar de ainda existirem várias dificuldades, que também foram expostas na audiência.
 2 – Vereador J.V, nosso município é muito extenso geograficamente para fiscalizar nossas calçadas que são muito irregulares dificultando a acessibilidade dos cadeirantes, idosos e deficientes visuais. Existe algum projeto em pauta, para minimizar este problema crônico que assola nosso município há décadas?
 O nosso próximo passo será a criação de um Projeto de Lei para dar mais autonomia ao Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Comde) para que ele possa ter mais força diante dos poderes públicos e sobreviva a qualquer governo. Tornar o Comde deliberativo com a criação de um fundo para a alocação de recursos se torna importante. Uma das propostas é que toda multa aplicada nas questões relacionadas ao desrespeito aos direitos das pessoas com deficiência sejam aplicadas em melhorias a este público. Sendo assim, acreditamos também em uma fiscalização maior, já que a cobrança será maior, assim como a punição de quem não respeitar, por exemplo, as regras de acessibilidade. Ainda na audiência que fizemos, fomos informados também por um dos representantes do prefeito Rafael Diniz (PPS), o secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cledson Sampaio, sobre algumas ações em busca de solucionar problemas de acessibilidade, inclusive estudando projetos junto ao Governo Federal para fazer a inclusão dessas pessoas na cidade. Acreditamos que estes avanços virão e vamos manter as nossas cobranças.
 3 – As Entidades como APAE, APOE, e o Educandário São José Operário, sobrevivem de doações da iniciativa privada e da prefeitura. Na sua avaliação um projeto que tornasse sustentável com a criação de cursos profissionalizantes que qualificariam e a produção seria comercializada para manter essas entidades. O que o Senhor pensa sobre esse tema?
 É também um tema importantíssimo que com certeza não ficará de fora das novas prerrogativas que o Comde passará a ter mais efetivamente com o nosso Projeto de Lei. Acredito que isso seja possível através, por exemplo, dos programas de renda da secretaria municipal de Desenvolvimento Humano e Social. Também na nossa audiência ficou evidenciado o esforço da secretária Sana Gimenes, no sentido de efetivar de fato o direito das pessoas com deficiência. A própria destacou que é “uma pauta fundamental para o município e que ficou esquecida por muito tempo”. É esta visão que esperamos das demais pastas deste governo.
 4 – Existem cotas para as empresas contratarem pessoas com deficiência. Qual a forma de incentivar a contratação e a conscientização de abrigar estas pessoas que ficam a margem da sociedade?
 Vejo a necessidade de um trabalho macro com o envolvimento de toda a sociedade no entendimento da causa, principalmente no respeito às pessoas com deficiência. Entender que o diferente não significa invalidez. O problema é que muitas vezes este preconceito começa dentro das próprias casas, mas não por maldade, e sim por falta de informação. É muito difícil você pegar alguém que você cuida com tanto carinho e dedicação e colocar ele pra viver em uma sociedade que muitas vezes não está pronta para ele, como na questão da própria acessibilidade, entre outras. Até vejo algumas ofertas de vagas por empresas e o compromisso de algumas entidades em preparar essas pessoas, mas muitas famílias conseguem assegurar direitos aos deficientes através de benefícios do Governo Federal, como a aposentadoria, e temem em perder isso no momento da inserção do beneficiado no mercado de trabalho. Com o Comde mais atuante poderemos fazer uma melhor captação de vagas e exigir políticas públicas e privadas no suporte a estas famílias e na qualificação desta mão-de-obra mais específica.
 5 – Segundo o IBGE 15% da população brasileira tem alguma deficiência. Estado do Rio de janeiro Temos aproximadamente Hum milhão e meio de deficientes. Em Campos Temos cerca de 60 mil pessoas. Com a importância destes dados, não chegou a hora de fazer um levantamento minucioso da quantidade de pessoas com deficiência no nosso município, para diagnosticar realmente o quadro que se encontram nós deficientes?
 Com certeza. Como já destacamos aqui antes, a nossa audiência foi só um dos passos importantes para essa evolução. Como presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Câmara, estou aberto às sugestões e ao diálogo. Eu aprendi a conviver desde cedo com a diferença por ter um irmão com síndrome de down e sei das dificuldades. Hoje me sinto realizado em presidir a Comissão e poder estar contribuindo para mudar esta realidade. Vou receber esta sua última pergunta como uma sugestão e buscar meios para que a gente consiga fazer o levantamento e este importante diagnóstico. Juntos Somos Mais Fortes!
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Experiências de Novas Tecnologias do Canadá com Marco Barcelos
14/09/2017 | 19h19
eSight
eSight / eSight
Após sofrer um erro médico, comecei uma luta incessante na procura de novas tecnologias, para melhorar minha visão que hoje encontra-se com apenas 30%. Em 2015 fazendo uma pesquisa pela internet encontrei um óculos no Canadá, e enviei os exames e laudos médicos, me responderam que estava em fase de testes e ainda não estava sendo comercializado, apenas após 2 anos. Passados exatos 2 anos, recebi um e-mail que estava sendo comercializado e já existiam 1000 casos no mundo aprovados, comecei a viabilizar a ida para fazer o teste desta nova tecnologia chamada eSight que é um óculos com 3 câmeras, uma frontal e 2 laterais e na parte interna monitores que emitia a imagem para as minha pupilas.
Ao chegar para fazer o teste a ansiedade era muito grande, mas ao colocar o equipamento começaram os ajustes e procurei o melhor ângulo, e após 1 hora e meia de testes cheguei a conclusão que o equipamento não se enquadrava no meu caso. Mas quero deixar o link https://www.esighteyewear.com/ para as pessoas deficientes visuais tenham a oportunidade de conhecer e peço a Deus que consigam êxito.
 
Aproveitando minha estada em Toronto no Canadá, encontrei outra tecnologia que foi a ORCAM que tem a missão de aproveitar o poder da visão artificial incorporando tecnologia pioneira em uma plataforma delicada que melhora a vida de indivíduos que são cegos, deficientes visuais, com deficiência na leitura ou pessoas com outras condições.
Agendei para fazer o teste e a representante foi ao meu encontro. Este óculos é fantastico pois possui uma micro câmera instalada ao lado do óculos e um fone de ouvido. Tudo que a câmera ler até uma distância de 2 metros faz uma leitura simultânea.
Desta forma podemos ler livros, revistas, jornais e até mesmo uma placa a uma distância de 2 metros, favorecendo a inclusão do deficiente visual ao mercado de trabalho. Este equipamento foi desenvolvido a 2 anos e será comercializado no Brasil nos proximos meses pois ainda não temos na versão em português. Segue o link para melhor conhecimento http://www.orcam.com/
Descobri também outras tecnologias no Instituto Nacional Canadense para Cegos ( CNIB ), que foi fundado em 1918 para desenvolver ferramentas para cegos e deficientes visuais e capacita-los para o mercado de trabalho atendendo veteranos que tiveram problemas na visão na primeira guerra mundial e cerca de 850 pessoas que ficaram cegas após a explosão conhecida pela história como ´´Explosão do Halifax``.
O CNIB completará em 2018 seu centésimo aniversário e comemora um século de mudança de vidas individuais e da sociedade como um todo.
Sua missão: garantir que todos os canadenses que são cegos ou deficientes visuais tenham a confiança, habilidades e oportunidades para participar plenamente da vida e nenhum canadense perca a visão por causas evitáveis.
Testei o closed circuit televisions (CCTV), um equipamento que aumenta fotos e textos e desta forma consegui ler e também ver uma foto 3x4 quando me aproximando da tela.
Outros recursos tecnológicos do CNIB testado por mim foi o CCTV portátil, que ao ser posicionado sobre o texto aumenta a letra facilitando a leitura.
Outra ferramenta para auxiliar a leitura são as lupas de mão:
Relógios que facilitam a vida do deficiente visual, que ao invés de ponteiros usam esferas que localizam a hora e os minutos usando o tato.
Canecas com sensor de nível que ´´avisa`` quando a caneca está cheia:
Variedades de óculos que controlam a intensidade da luz permitindo mais conforto aos olhos:
Estes recursos tecnológicos, quero compartilhar com todas as pessoas que precisam ou tenha um amigo ou familiar que possa auxiliar na sua vida diária. Segue o link do Instituto: http://www.cnib.ca/en/living/how-to-videos/tools-and-tech/Pages/Low-Vision-Tools.aspx
Quero agradecer aos companheiros da JCI Campos dos Goytacazes e todos os amigos e parentes, que passaram suas energias positivas e não mediram esforços para tornar possível minha ida a Toronto no Canadá.
´´Que a fé em Deus dá sentido e finalidade a vida. Que a fraternidade entre os homens transcendem a soberania das nações``- JCI
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Investindo Maciçamente na Educação, Gera Uma Consciência Crítica, Avalia o Presidente do PPS de Campos dos Goytacazes Sérgio Mendes Abrindo a Boca Para Marco Barcelos.
14/08/2017 | 16h36
1- Como presidente do PPS de Campos dos Goytacazes, quais as pretensões para as eleições de 2018? Já existem pré-candidatos?
R: É absolutamente natural que o partido, uma vez no poder, pense em eleger representantes para a Alerj e Congresso. Portanto, no momento, o nosso foco é ajudar o prefeito Rafael Diniz a tirar Campos desse atoleiro financeiro que os Garotinho mergulharam nosso município.
 
2- Na reforma politica, na sua avaliação o sistema distrital, mandatos executivos sem reeleição e calendário único para as eleições, são propostas viáveis?
R: Lamento que nesse país, essas "possíveis reformas" acontecem de uma forma casuística, e sempre na undécima hora do prazo final. Acho que esse debate deve ser ampliado e discutido exaustivamente para que, o que ficar decidido, perdure por um bom e longo tempo pelo bem do regime democrático.
 
3- Na lama da corrupção que se espalhou por todas as esferas politicas, foram condenados e presos políticos a nível municipal, estadual e federal. Na sua visão como resgatar a credibilidade e o papel politico de um povo tão sofrido.
R: Primeiro investindo maciçamente na educação e conscientização do povo brasileiro. A educação gera uma consciência crítica, e cidadãos mais exigentes com relação aos seus direitos. Segundo, leis severíssimas para que os malfeitores compreendam que verdadeiramente o crime não compensa.
 
4- Nestas ultimas eleições o PPS elegeu o prefeito Rafael Diniz com uma votação histórica. Na sua opinião, o que representa este resultado e o que a sociedade pode esperar de novos projetos para o nosso município.
R: A sociedade espera uma nova forma de fazer política. E é o que o prefeito tem feito. Governo participativo, transparente, dialogando permanentemente com a sociedade, e com olhos voltados para as novas gerações. Populismo nunca mais!
 
5- O PPS tem hoje propostas de governo que poderia auxiliar o Prefeito na geração de novos postos de trabalho cobrindo os anseios da sociedade campista?
R: Há vinte anos atrás, quando governei essa cidade, a nossa arrecadação girou em média, em torno de R$ 75 Milhões ano. Ao contrário do que criticam nossos opositores, tivemos grandes avanços. Inauguramos, junto com o saudoso ex-governador Leonel Brizola, a UENF, onde a nossa ação foi decisiva na desapropriação de 500 mil metros quadrados de área para a implantação da mesma. Trouxemos o gás para as indústrias, algum tempo depois entrou também nas residências, Heliporto no Farol, Nova rodoviária (Shopping Estrada), enfim, trabalhamos sobretudo, sempre com parcerias. Essa, a meu ver, é uma das principais qualidades do prefeito Rafael Diniz: diálogo permanente, visão de futuro e PARCERIAS. Firjan, Sistema S, sociedade civil organizada e prefeitura, se dando as mãos, tenho certeza de que nosso município experimentará novos tempos.
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Dr Alexandre Buchaul, Diretor Geral do Instituto Teotônio Vilela em Campos Dos Goytacazes Abrindo a Boca Para Marco Barcelos.
21/07/2017 | 10h43
01- DR ALEXANDRE BUCHAUL, COMO DIRETOR DO INSTITUTO TEOTôNIO VILELA O OBJETIVO E PROMOVER AÇÕES, EVENTOS, PUBLICAÇÕES E PESQUISA ENTRE OUTRAS ATIVIDADES?
Marco, essas são algumas das estratégias a serem adotadas para atingir o objetivo que é aprofundar e divulgar os ideais da socialdemocracia brasileira, que apesar de inspirar-se nas socialdemocracias europeias difere das mesmas e está perfeitamente alinhada a nossa realidade com todas as suas peculiaridades. Um dos maiores ideais da socialdemocracia, mas não o único, é a inclusão social e produtiva, inclusive será tema do encontro do grupo de estudos que teremos amanhã (sábado, 22 de julho de 2017, às 9 horas na CDL). Esse evento faz parte do projeto de interiorização do grupo de estudos do ITV, do qual assumi recentemente a coordenação, e terá edições congregando outras regiões do Estado no cronograma que inclui 2017 e 2018.
Anteriormente, aqui em Campos, quando da instalação do núcleo local do ITV, tivemos o I Fórum do ITV- Campos dos Goytacazes sobre “Organização Produtiva e Desenvolvimento Regional”.
02- QUAL O SEU PLANEJAMENTO PARA ADEQUAR A VISÃO POLITICA DA NOSSA REALIDADE ?
Mudar a visão política, ou ao menos esclarecer as pessoas o jogo político e suas consequências, é tarefa árdua e de muitos anos. Planejo dar seguimento a construção de uma nova visão a partir dos alicerces deixados pelos que me antecedem e deixar um legado aos que me sucederão neste infindável trabalho que é fruto de muitos esforços de todo um grupo. A realização de eventos, reuniões, entrevistas como esta, entre outros meios, fazem parte da estratégia de chamar as pessoas à reflexão, ao amadurecimento de ideias sobre a realidade que gostaríamos de ver acontecer. Trazer as pessoas comuns, profissionais, pais e mães para a política, não permitindo que dinastias se revezem no poder conduzindo as decisões de acordo com interesses que não são os da sociedade brasileira.
03- QUAL A FUNÇÃO POLÍTICA DO ITV?
O ITV é um órgão autônomo de assessoramento ao PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Estuda e propõe políticas públicas que deem resposta aos anseios do povo à luz da social democracia brasileira. Cabe destacar que por mais que o instituto seja ligado ao partido, PSDB, é independente. A discussão acerca da privatização da CEDAE é exemplo claro de discordância entre a política defendida pelo ITV e a aplicada pelos parlamentares. Tal fato reflete a independência e as liberdades de pensamento e convicção tão caros a quem, assim como nós, defende a democracia como um fim em si mesma.
04- QUAL A APLICABILIDADE DO ITV NA REGIÃO NORTE E NOROESTE FLUMINENSE?
O ITV fomenta e subsidia as discussões sobre os problemas da sociedade e suas soluções. As Regiões Norte e Noroeste Fluminense são extremamente carentes de políticas públicas inclusivas, modernas e sustentáveis. O Estado do Rio de Janeiro, e as Regiões Norte e Noroeste em especial, sofrem as consequências de historicamente serem governadas por projetos populistas de poder, sem que em momento algum houvesse planejamento para atingir o desenvolvimento humano e social de forma integrada. Os municípios acabaram por ter uma relação de isolamento entre si e dependência em relação a capital, o que, aliado a ausência de projeto de desenvolvimento endógeno, nos condenou a todos a um imenso atraso quando comparados às regiões mais prósperas, como o interior de São Paulo (governado por vários anos pelo PSDB), por exemplo. Aí é que entra o ITV com as análises e propostas de políticas para o progresso sustentável e integrado não apenas da região, mas de todo o estado e do país.
05- EM UM MOMENTO ADVERSO POLÍTICO, DE UMA TOTAL CRISE ECONÔMICA, QUAL A MENSAGEM DE INCENTIVO E CONFORTO PARA NOSSA SOCIEDADE?
Vivemos problemas que advém do mau uso de uma ferramenta maravilhosa, a política. Esse instrumento capaz de levar a paz, de aplacar sofrimentos e de construir realidades de prosperidade e progresso precisa estar nas mãos de pessoas de bem, de cidadãos que vivam em seu dia a dia a realidade da maioria dos brasileiros, trabalhadores, empreendedores e pagadores de impostos, pessoas qualificadas para a tarefa de representar de fato o nosso povo. As pessoas de bem precisam ocupar a política e fazer com que todo o potencial benéfico desta ferramenta seja posto a serviço da sociedade.
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JCI ajuda Marco Barcelos a voltar a enxergar o mundo
27/06/2017 | 10h46
Companheiros,
A JCI está fazendo essa campanha para arrecadar fundos para o Marco Barcelos, que teve sua carreira interrompida de Cirurgião Dentista e Implantodontista após um erro médico, e hoje tem a oportunidade de recuperar a visão! Para isso ele precisa ir ao Canadá para colocar óculos especiais, com uma tecnologia revolucionária.
Uma das formas de colaborar é através do link: https://www.vakinha.com.br/…/ajude-marquinho-a-voltar-a-enx… 
Caso não possa contribuir com recurso financeiro, você poderá ajudar compartilhando com seus amigos! Muito obrigado!
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A Frenética Dança das Cadeiras na Câmara com Avaliação Jurídica do Procurador Robson Maciel Abrindo a Boca para Marco Barcelos.
02/06/2017 | 10h27
1 - Dr. Robson, a Câmara de Vereadores de Campos vive uma
instabilidade política decorrente da última eleição, nesses quase 5
meses da nova legislatura alguns candidatos 'eleitos' não foram
diplomados, alguns vereadores foram afastados, outros presos. Como
procurador, como vislumbra para que esta instabilidade da Cãmara se
amenize? Qual impacto esta dança de cadeiras esta trazendo para os
trabalhos Jurídicos?

Mesmo diante das decisões afastando Vereadores, a Câmara Municipal de Campos tem realizado normalmente suas atividades, uma vez que a própria lei eleitoral criou a figura dos suplentes, que substituem os titulares dos mandatos eletivos quando necessário. Assim, sempre que um parlamentar é afastado, a Câmara convoca o seu respectivo suplente.



2 – Dr Robson, como analisa a decisão do Habeas Corpus que determinou
a diplomação dos 6 candidatos 'eleitos' que não foram diplomados por
determinação do juízo de Primeiro grau? Ela pode ser revertida?

A Procuradoria da Câmara Municipal de Campos analisa as decisões judiciais, que são cumpridas nos termos da Constituição Federal e do Regimento Interno da Casa, haja vista o atendimento às prerrogativas do Poder Legislativo. No que se refere às decisões proferidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, deve ser ressaltada a capacidade técnica da mais alta Corte Eleitoral do país, que analisa pormenorizadamente cada ação que lhe é encaminhada, razão pela qual suas decisões são integralmente cumpridas.



3 - Como analisa a decisão de Sua Excelência, o Juiz Ralph Manhães,
estendendo os efeitos do Habeas Corpus proferido no TSE para os 6
candidatos 'eleitos' e não diplomados? Qual pode ser o próximo passo
em relação as ações relacionadas a operação chequinho ?

O Magistrado agiu de forma técnica ao decidir, evitando, inclusive, a proposição de novos recursos.



4 - Vejo o noticiário local se manifestando acerca de ação na esfera
eleitoral e na esfera criminal. Nobre procurador, esclareça para os
campistas qual o alcance de cada ação: A não diplomação dos 6
candidatos 'eleitos' e o afastamento de vereadores no curso da
legislatura se deu por conta de qual ação? Qual ação pode de fato
caçar os vereadores? E se caçados, eles podem recorrer no cargo? Até
que fase poderão recorrer no cargo?

Os afastamentos dos Vereadores foram determinados em ações criminais-eleitorais. No que se refere ao âmbito cível-eleitoral, nos cabe aguardar a conclusão dos julgamentos realizados pelo Tribunal Regional Eleitoral e Tribunal Superior Eleitoral.



5 - A decisão de primeiro grau vai ser idêntica para todos réus ou
pode ter réu que não seja condenado em primeira instância? Qual
fundamento para esta análise?

O conteúdo das decisões judicias dependem do que está sendo discutido em cada processo, não sendo possível opinar a respeito das decisões.
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Pesquisa e Elaboração do Projeto de Energia Alternativa Com Hellder Benjamim abrindo a Boca para Marco Barcelos
20/04/2017 | 20h03
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1 - Hellder Benjamim, com diversos trabalhos no exterior na área de petróleo, o que o motivou a pesquisar e elaborar um projeto de energia alternativa?
R: Marco, essa pergunta é muito simples de ser respondida. Quando estava trabalhando no exterior não tinha tempo para pensar, e agora com a crise do preço baixo do petróleo, tempo é o que mais tenho. As empresas petrolíferas não investem mais como antes e com isso milhares como eu ficaram sem trabalho. Como diz o ditado, ""a necessidade faz o sapo pular"". Me lembrei de um projeto que participei na Inglaterra chamado Wind Farm e desde então pensei: “Se este projeto vier pra nossa região resolveremos a crise do desemprego, criaremos novos postos de trabalho, reduziremos os custos da energia elétrica, haverá um aumento da renda familiar e a energia a um custo mais baixo, empresas poderão ter interesse em se instalar aqui criando ainda mais vagas de trabalho”.
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2 - Este projeto de energia alternativa tem previsão para ser apresentado e precisa de parcerias para se concretizar ?
R: Este projeto tem previsão de ser apresentado a sociedade na JCI, (Antiga Câmara Júnior), e nesta oportunidade serão convidadas entidades como UENF, IFF, SENAI, FIRJAN, prefeitura de Campos, Petrobras, entre outros. É um projeto grandioso, inovador e eu acrescentei algo mais que o torna ainda mais inovador. Envolverá pesquisadores das nossas universidades, órgãos ambientais, parcerias com petrolíferas e o mais importante, vai trazer investimento externo que permitirá nossa cidade e região reagir a esta crise que parece não ter fim.
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3 - A região Norte Fluminense vem atravessando a pior crise de sua história com um alto índice de desemprego. Este projeto poderá aquecer o mercado de trabalho?
R: Sem dúvida alguma. Como disse anteriormente, por ser algo novo e relacionado a eficiência energética, linhas de crédito serão acionadas junto ao BNDES. Torço para concretizar a instalação deste parque eólico no mar, pois assim, poderemos contar com as mesmas mãos de obra que o setor petrolífero utilizava na manutenção e construção de navios e plataformas e com essa mão de obra construiremos as bases ou mini plataformas para instalação destas torres eólicas. Isso irá manter centenas de profissionais qualificados trabalhando que temos desempregados na nossa região devido a crise que o setor petrolífero está atravessando.
4 - Existem cidades no Brasil que já desenvolvem este projeto de energia alternativa ? R: Sim. já é do meu conhecimento que bem pertinho de nós na cidade de Gargaú existem 5 destas torres em operação, mas na Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Ceará, Piauí e Goiás, parques eólicos já tem montados dezenas destas torres funcionando e outras dezenas serão montadas nos próximos anos. Penso que não será diferente na nossa região.
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5 - Com a implantação deste projeto em nossa região, na sua avaliação qual será o impacto na nossa economia e quais benefícios a população poderá alcançar?
R: Além dos descritos nas respostas anteriores e da forma como desejo concretizar este projeto, a sociedade será a maior beneficiada e tendo o controle deste campo produtor de energia limpa, poderemos oferecer energia limpa e mais barata a sociedade e empresários que quiserem instalar suas empresas em nossa região. Teremos um baixo custo na produção devido a energia mais barata a oferecer e com isso esses empresários terão enorme interesse em instalar suas empresas aqui. Penso que energia caminha lado a lado com todos, quer sejamos pessoa fisica ou juridica. Se o preço da energia cai o preço do pão e produtos produzidos aqui poderá cair e toda sociedade será beneficiada.  
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Passando Emoção Através da Sustentabilidade e da Floresta Amazônica no Camarote Folia Tropical com Rodrigo Dinelli Abrindo a Boca para Marco Barcelos
09/03/2017 | 19h03

1- Rodrigo Dineli, há vários anos você é responsável pelo projeto de arquitetura do Camarote Folia Tropical na Sapucaí, o que motivou escolher o tema Desmatamento da Floresta Amazônica e Sustentabilidade para o carnaval de 2017?

Desde que o camarote Folia Tropical nasceu, há cinco anos atrás, a minha preocupação foi sempre estampar a “cara do Brasil” em suas paredes, valorizando as nossas riquezas; bichos, plantas, tecidos, fibras e cores. Agora, em 2017, a grande novidade foi unir o tropical ao sustentável em respeito à natureza e, em especial, à nossa Floresta Amazônica. Esta, com certeza, foi a minha maior inspiração para o projeto. Escolhi esse tema pois o desmatamento da maior floresta do mundo cresceu quase 30% no ano passado, segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia. São quase 8 mil quilômetros do nosso verde que desapareceram do mapa. Em vista disso, o projeto da fachada consistiu em emoldurar um pedaço da Floresta Amazônica na Sapucaí, assim como uma obra de arte, protegendo o nosso verde. O interessante disso tudo é que, ao invés de utilizar plantas naturais, reproduzi espécies tropicais em material reciclável. Folhas de palmeiras, bananeiras, costelas-de-adão, e outros exemplares tropicais foram recortados à mão para criar o maior jardim vertical artesanal já visto na Sapucaí.

2- Como um projeto de arquitetura de um camarote pode refletir na arquitetura do nosso dia-a-dia?

A Conscientização da reciclagem está cada dia maior para preservação do meio ambiente. Para mim, a arquitetura atual está diretamente ligada à Sustentabilidade. Em todos os meus projetos, por menor que seja ele, procuro utilizar recursos que contribuam, de alguma maneira, para a preservação do nosso planeta. Além de sempre usar materiais recicláveis nos meus projetos, utilizo madeira de reflorestamento ou ecológica. Outro item importantíssimo nesse quesito é a iluminação. Atualmente utilizo, em todos os meus projetos, as lâmpadas de led. Hoje em dia elas fazem tudo que as incandescentes faziam e ainda economizam energia! Posso ter um projeto bonito e ficar com a consciência tranquila de estar contribuindo para um futuro melhor do nosso planeta!

3- Quanto tempo leva para você pensar num tema para o camarote a cada ano e quanto tempo leva para você desenvolver o tema e a execução da obra?

Depende muito da minha sensibilidade em um determinado local que esteja. Por exemplo, no ano passado a ideia dos guarda-sóis veio, de repente, quando cheguei na praia de ipanema num domingo ensolarado e pensei: isso será a fachada do Folia Tropical esse ano! E, assim, em um mês já estavam prontas todas as plantas. Geralmente a obra dura 3 meses antes do Carnaval.

4- Várias celebridades não pouparam elogios ao seu trabalho, qual depoimento que mais te sensibilizou?

No ano passado o que mais me surpreendeu foi o comentário que o artista internacional Sir Ian McKellen (que viveu o Magneto do X-Man e o Gandalf do Senhor dos Anéis) fez diretamente a mim dizendo que eu consegui resumir o Brasil com a arquitetura do camarote. Esse ano, dois elogios eu vou levar pra sempre no coração: o da Wanessa Camargo e da sua mãe, Zilu, ex-mulher de Zezé di Camargo. A Zilu disse que, como mãe, conseguiu sentir toda a emoção que eu tentei passar com a decoração e a minha preocupação com a natureza. Já a Wanessa se empolgou com os tetos de folhas, com as flores e frutas espalhadas pelo camarote inteiro e gritou, dizendo que estava se sentindo a rainha tropical naquele espaço lúdico, alegre e fora do comum! Fiquei muito feliz com tudo aquilo, pois todos sabem que a minha maior preocupação com os meus projetos é passar emoção e fazer as pessoas se sentirem mais felizes em ambientes confortáveis e diferentes.

5- O carnaval do Rio é visto mundialmente, você aspira participar desenvolvendo seu trabalho em algum evento internacional?

Claro! Pode ter a certeza de que o primeiro que aparecer eu estarei dentro! Adoro novos desafios e adoro viajar pra fora do Brasil. Será um prazer mostrar a nossa cultura pelo mundo representada pela minha arquitetura!

6- Neste ano o carnaval da Sapucaí tivemos um episódio desagradável, os incidentes com os carros alegoricos. Na sua avaliação quais as medidas para prevenir outros incidentes?

Infelizmente, as pessoas só começam a se preocupar, quando acontece algo grave. Esses acidentes são provas de que devemos sempre nos prevenir e que as escolas de samba deveriam contratar mais engenheiros e arquitetos para o projeto dos carros alegórios. Vejo essas alegorias como grandes edifícios cada vez mais tecnológicos e inovadores, por isso a LIESA (Liga internacional das Escolas de Samba) deveria exigir mais registros de responsabilidade técnicas mediante aos conselhos de engenharia e arquitetura para garantirem projetos mais estruturados e seguros. Se me convidarem para projetar carros alegóricos numa dessas escolas, com certeza eu aceitaria! – brinca o arquiteto.

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As Dificuldades Iniciais Do Atual Prefeito é Equilibrar o Técnico Com o Político, Dando Embasamento Teórico/Prático. Na análise de Sileno Martinho, Abrindo a Boca para Marco Barcelos.
22/02/2017 | 16h27
1- Sileno Martinho, após o primeiro mês o prefeito Rafael Diniz analisou um início de governo bem pior que esperava. Com sua experiência política, como avalia a situação encontrada, e quais serão as maiores dificuldades para colocar a casa em ordem ?
R: Toda mudança de governo, seja em que nível for, traduz-se em dificuldades iniciais fruto da adaptação de uma nova equipe ao ambiente político e administrativo, some-se a isto a cultura interna de cada município, além das mudanças que invariavelmente serão operadas pelos novos gestores. Este tempo de maturação sempre vai acontecer, pois a máquina pública é complexa e precisa estar aderente a diversos parâmetros legais, sob pena de responsabilizar o gestor junto aos órgãos fiscalizadores. Creio que a dificuldade inicial do atual prefeito é equilibrar o técnico com o político, dando embasamento teórico/prático a sua equipe de governo, e tendo a sabedoria para colocar a pessoa certa no lugar certo. Fazendo isto, todo o resto vai se encaixando naturalmente, é questão de tempo!
2 - A crise mundial econômica, consequentemente afeta o Barsil, e concomitantemente reflete na nossa cidade. De que forma o prefeito pode viabilizar o caminho para uma economia sustentável do município ?
R: É voz corrente que precisamos retomar a sustentabilidade econômica independente dos royalties do petróleo, que são bem vindos, mas são finitos. O município de Campos tem grande extensão territorial e deve diversificar sua economia criando eixos de desenvolvimento, aproveitando o corredor logístico da BR 101 para atração de empresas através de polos industriais; retomando o projeto do complexo logístico Farol-Barra do Furado; incentivando a agricultura irrigada para fixar o homem no campo; fomentando a indústria pesqueira; provendo financiamentos aos pequenos e médios empresários; além de liderar a gestão integrada de territórios com os municípios limítrofes visando negociar em bloco os interesses macros da região.
3 - Como a iniciativa privada poderá contribuir com projetos para nosso munícipio ? E a nível regional ?
R: Através de parceiras público privada, o poder público atrairia o capital privado para atuar em projetos sustentáveis, onde não fosse sua expertise ou onde tivesse limitações legais ou funcionais, com foco basicamente na infraestrutura urbana e rural. Diminuir o tamanho do estado em alguns setores é fundamental para ganhar agilidade nas soluções dos grandes gargalos que impactam diretamente a melhoria da qualidade de vida da população. O poder público com as limitações financeiras atuais, deve estar aberto a estas parceiras!
4 - Sabemos que Campos é um celeiro de excelentes políticos, desde Nilo Pessanha. Agora temos vários prefeitos campistas, como Carlos Augusto de Rio das Ostras, Cláudio Linhares de Conceição de Macabu, Fátima Pacheco de Quissamã, Francimara Barbosa Lemos de São Francisco e nosso prefeito Rafael Rafael Diniz, como avalia esta excelência da nossa cidade ?
R: O mundo passa por mudanças e nas democracias ela se manifesta com mais vigor. Passamos pela primavera árabe, atravessamos turbulências mundiais, mas vivemos outra realidade. O mundo mudou e nós também! A mesma população que coloca no poder, tem o poder de destituir; seja por cansaço de um modelo de gestão, seja porque deseja experimentar o novo. Neste momento em que questões éticas estão em debate no cenário nacional envolvendo, a renovação é um sopro de esperança em novas formas de governar. Necessário porém que não decepcionem a população, pois se as expectativas não se confirmarem a reação contrária é imediata e em proporção talvez até maior. A voz rouca das ruas deve ser sempre o termômetro da classe política sob todos os aspectos.
5 - A PF junto com a operação lava jato, nunca prendeu tantos políticos e empresários no país. Essas prisões estão afetando a economia do nosso país de que forma ?
R: A Petrobrás que respondia direta ou indiretamente por grande parte do PIB nacional, uma vez paralisada, afetou os níveis de emprego no país, mas principalmente na nossa região em função da cadeia produtiva que girava no seu entorno. Nos últimos anos, segundo dados do CAGED, foram 12 milhões de desempregados e este enorme contingente afeta de maneira superlativa o país, impactando diretamente todos os segmentos econômicos nacionais, indo do pequeno produtor, ao grande empresário e até as transnacionais. Este é o efeito cascata indesejável, pois se diminui o emprego, desaquece a economia, vem a recessão! Estamos pagando um alto preço em função de erros que não cometemos. Felizmente, creio que o mercado começa a reagir. Sinto que o pior já passou!!!
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Marco Barcelos

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