Arquiteto de Sucesso Rodrigo Dinelli Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
26/06/2015 | 17h46
1- Rodrigo Dinelli, como foi sua experiência como arquiteto em trabalhar na novela VIVER A VIDA da rede globo? Apesar de me dedicar à “arquitetura da vida real” nesses nove anos de formado, sempre me interessei em arquitetura cenográfica. Visando ampliar meus conhecimentos nesse ramo, resolvi me inscrever na equipe de cenógrafos da Rede Globo e, depois de aceito, vivi momentos muito distintos da minha rotina até então. Era intenso o ritmo do projeto de um cenário específico, desde os primeiros esboços na prancheta até a colocação dos últimos objetos para finalizar o espaço que, logo receberia uma Thaís Araujo, por exemplo. Nada era mais gratificante que receber elogios dos artistas que dariam vida a um espaço que eu projetei. E mais gratificante ainda era, em casa, poucas horas depois daquela correria, rever tudo aquilo na TV, sentado no sofá. Além disso, a Rede Globo foi para mim mais que uma escola de nível superior dentro desse ano onde trabalhei lá. Aprendi artifícios técnicos de iluminação, ambientação e outros truques que por toda a minha carreira utilizarei em meus "projetos da vida real”. 2- Trabalhar em uma novela de horário nobre e com vários artistas renomados com alto índice de audiência trouxeram benefícios profissionais? Como havia comentado anteriormente, além dos artifícios aprendidos que emprego até hoje em meus projetos atuais, tive a oportunidade de conhecer alguns artistas que, por gostarem do meu trabalho, acabaram me chamando para realizar o projeto de suas residências posteriormente. 3- A Conscientização da reciclagem está cada dia maior para preservação do meio ambiente. Existem materiais reciclados usados em seus projetos? Certamente! Para mim, a arquitetura atual está diretamente ligada à Sustentabilidade. Em todos os meus projetos, por menor que seja ele, procuro utilizar recursos que contribuam, de alguma maneira, para a preservação do nosso planeta. A madeira é um elemento notável em todos os meus projetos. Mas poucos sabem que em todos eles utilizo a madeira de reflorestamento ou a madeira ecológica que, nada mais é que um polímero reciclado que reproduz fielmente as características dos inúmeros tipos das madeira naturais. Procuro também utilizar redutores de pressão nas instalações hidráulicas, válvulas de descarga com duplo acionamento, coberturas com captação de águas pluviais para reaproveitamento nas descargas, irrigação de jardins e lavagem de carro. Outro item importantíssimo nesse quesito é a iluminação. Atualmente utilizo, em todos os meus projetos, as lâmpadas de led. Hoje em dia elas fazem tudo que as incandescentes faziam e ainda economizam energia! Posso escolher a temperatura da cor, a intensidade da luz, o formato da lâmpada e ainda ficar com a consciência tranquila de estar contribuindo para um futuro melhor do nosso planeta! 4- Em Campos dos Goytacazes existem vários casarões que fazem parte da história da cidade. Estão derrubando vários desses para construções de prédios, na sua opinião acha certo ou errado, e porque? Sinceramente, acho um pecado mortal! A nossa cidade, por natureza, já é bonita e distinta de todas as outras por se estender numa perfeita planície cortada por um grande rio. Poucos sabem, mas Campos foi a primeira cidade da América do Sul a receber por D. Pedro II a energia elétrica! Nessa época se elevaram inúmeras construções de estilo neoclássicos, ecléticos e art-nouveau que, para a nossa tristeza, muitas delas foram demolidas para dar lugar à empreendimentos comerciais e residenciais sem qualquer valor histórico. 5- Na sua família você tem um pai, um tio e dois irmãos cirurgiões dentistas. O que influenciou na escolha da arquitetura. Desde pequeno tinha um profundo interesse por desenho e brinquedos de montar. Eram os meus preferidos! Mas, na adolescência, por incrível que pareça, foi ajudando o meu pai a criar suas aulas em slide no computador, que me apaixonei ainda mais por projetos e tudo aquilo que envolvia a arte, mesmo sendo ela a arte de criar e apresentar uma aula de Dentística! Sempre soube que a arquitetura corria nas minhas veias e não via a hora de entrar pra Faculdade logo. Na época, não existia o curso de Arquitetura em Campos, por isso me mudei para o Rio de Janeiro, onde moro atualmente e só saio para fazer os meus projetos. Sejam eles em Campos, em Brasília, em São Paulo e, quem sabe, pelo mundo afora… 6- Qual é a sua definição de Arquitetura? Arquitetura, ao pé da letra, seria a arte de organizar um espaço. Mas eu sempre digo que eu adicionei um “x” a essa definição para fazer um diferencial. E esse “x” é igual a Emoção! Penso que toda arquitetura feita com emoção é uma boa arquitetura. Não adianta nada você criar um espaço funcional, um espaço bem resolvido arquitetonicamente e não pensar em transmitir uma emoção de alguma maneira. O arquiteto é um psicólogo que desenha! Então, ele tem que captar a mensagem do cliente e captar a função daquilo para que se consiga um resultado compatível com um certo indivíduo, com um certo local e com um certo tempo também. Se o arquiteto conseguir, de alguma maneira, passar alguma emoção com tudo isso, ele estará entregando uma boa arquitetura. Pra mim, não existe uma arquitetura feia e uma arquitetura bonita. Existe a arquitetura fria e a arquitetura de emoção! 7- Qual o seu estilo dentro da Arquitetura? Todas as vezes que me perguntam isso eu respondo que o meu estilo é fazer o que o meu cliente quer ficar bonito! Não gosto de impor o meu estilo a alguém. É claro que tenho uma linha de projeto, uma linha conceitual mais minimalista e contemporânea, mas procuro ser sempre um psicólogo para tentar entender o que o meu cliente deseja e entrar em sintonia com as suas necessidades, seja no seu ambiente residencial ou comercial. Depois tento colocar isso no papel da melhor maneira possível, respeitando o seu estilo e a sua condição social. Não adianta eu “passar uma vassoura” na vida de alguém e impor o meu estilo! O cliente jamais se sentiria feliz nessa casa. A arquitetura bem resolvida é aquela onde se consegue inserir o repertório de vida de alguém de uma maneira bonita e equilibrada. Acesse o site rodrigodinelliarquitetura.com Assista à Rodrigo Dinelli no YouTube! Curta Rodrigo Dinelli no Facebook. Rodrigo Dinelli (Perfil2)
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"Assistente Social Márcia Chrysóstomo do Instituto Federal Fluminense Abrindo à Boca Para Marco Barcelos
12/06/2015 | 09h14
1-Márcia como assistente social do IFF que se preocupa com a inclusão de novos alunos com alguma deficiência nos cursos técnicos. Teria como fazer uma divulgação maciça em virtude de muitas famílias não terem a acesso a essas informações e seus filhos ficarem em casa e ao invés de está no mercado de trabalho? Marco Antonio, seria muito bom se pudéssemos ter espaço na mídia para divulgarmos e exigirmos os direitos das pessoas com deficiência e transtornos de aprendizagem. Na oportunidade que tive na Câmara em fazer uma fala de agradecimento por ter recebido a Ordem do Mérito de Benta Pereira, pelo trabalho que desenvolvo no IFF, não exitei em levantar a minha bandeira por sociedade inclusiva. Uma sociedade de TODOS. Como diz a Claudia Werneck em seu livro "Ninguém mais vai ser bonzinho na sociedade inclusiva", Nesta sociedade não há lugar para atitudes como "abrir espaço para o deficiente" ou " aceitá-lo", num gesto de solidariedade, e depois bater no peito ou ir dormir com a sensação de ter sido muito bonzinho. Na sociedade inclusiva ninguém é bonzinho. Somos apenas - isto é o suficiente - cidadãos responsáveis pela qualidade de vida do nosso semelhante, por mais diferente que ele seja ou nos pareça ser. As famílias precisam entender que a educação para as pessoas com deficiência é um direito. Que todas as escolas, universidades tem que oferecer acessibilidade metodológica, arquitetônica e atitudinal, comunicacional e programática. Nenhuma escola pode recusar a matrícula de uma pessoa por ela ter uma limitação, definitiva ou temporária. 2-Aproximadamente 15% da população mundial têm alguma deficiência, só em Campos existem mais de 70 mil. Qual a sua orientação a todos que a vida parou por ser deficiente? E como ter acessos aos cursos técnicos? A Declaração Madri (2002) sugere um bom caminho para compreendermos o processo de inclusão social ao identificar que as ações estão deixando de dar ênfase em reabilitar pessoas para se ‘enquadrarem’ na sociedade e adotando uma filosofia mundial de modificação da sociedade a fim de incluir e acomodar as necessidades de todas as pessoas, inclusive das pessoas com deficiência. As pessoas com deficiência estão exigindo oportunidades iguais e acesso a todos os recursos da sociedade, ou seja, educação inclusiva, novas tecnologias, serviços sociais e de saúde, atividades esportivas e de lazer, bens e serviços ao consumidor. >No Instituto Federal Fluminense, campus Campos -Centro, temos o NAPNEE que é um núcleo que promove a acessibilidade das com deficiência que buscam o ensino profissional e tecnológico em todos os níveis - básico,médio, superior e pós graduação. Ao se inscrever no processo seletivo e assinalar que possui algum tipo de deficiência, será encaminhado ao NAPNEE, para verificar se há necessidade de recursos especiais para realizar a prova, como:ledor, interprete de LIBRAS,BRAILLE, tempo adicional ou outros.Ao se aprovado o estudante terá todo apoio do NAPNEE co monitorias, materiais adaptados, intérpretes, atendimento psicológicos, orientação aos professores de acordo com sua necessidade. Também nos preocupamos com uma saída exitosa dos nossos estudantes.Através do Banco de Humanos - BRH Acessível nos buscamos vagas de estágio e emprego nas empresas da região de abrangência do IFF, Há também os cursos do PRONATEC, e o IFF junto com o Sitema S, é ofertante nesses cursos as pessoas com deficiências fazem parte do público prioritário a ser atendido por esse programa, assim como as entidades também podem solicitar cursos para qualificar seus atendidos > 3-Existem várias entidades de assistência, em nossa cidade como APAE, APOIE, São José Operário entre outros. Existe alguma parceria com o IFF ? Sim. Nos trabalhamos em parceria com essas instituições e ainda com a AFLUDEF e algumas ONGs. Divulgamos nossos cursos e cadastramos no BRH - Acessível as pessoas que estão aptas para o mercado produtivo, para que possamos inseri-las no mundo produtivo. Em nossa instituição também temos Bolsa de Inclusão que é um projeto em que as pessoas encaminhadas por essas instituições exercem atividades com acompanhamento e ainda podem fazer cursos para se capacitarem e terem oportunidade de acesso ao mercado. 4-Todo ano o IFF lança ao mercado de trabalho centenas de alunos, qual o índice de absorção de alunos com alguma deficiência nas empresas? O BRH Acessível, não inclui apenas as pessoas que conclui cursos no IF Fluminense, mas como falei anteriormente, mas também todas encaminhadas pelas referidas instituições e da comunidade em geral O estudo de egressos dos estudantes com deficiência do IF Fluminense, desde 1999, quando iniciamos esse trabalho, é tema de uma Trabalho de Conclusão de Curso de uma estagiária de Serviço Social da UFF. a pesquisa está em andamento. Posso dizer que temos muitas pessoas que durante esse tempo concluíram os cursos técnico estão trabalhando em empresas públicas e privadas, inclusive concursados aqui no IFF. Se tiver interesse, posso indicar alguns para que você possa entrevistar também. O maior número de pessoas que atendemos são cegos e com baixa visão, pois o trabalho começou com a entrada de 3 estudantes cegos para cursarem informática e telecomunicações em 1999. A partir daí , com a convicção de que não poderíamos negar a matrícula a eles e que começamos a prender a fazer educação inclusiva. Continuamos aprendendo todos os dias com os novos desafios. Em educação não existe receita a ser seguida. ela é dinâmica. Hoje temos em torno de 50 pessoas sendo atendidas pelo NAPNEE com diversas deficiências, e no Projeto Educar para Ficar com transtornos de aprendizagem - TDAH. Muitos projetos de pequisa e extensão são desenvolvidos para darmos conta de todas as demandas e temos muito ainda a aprender e produzir. 5-Quando me tornei uma pessoa com deficiência além de trabalhar como cirurgião dentista ainda dava aula na pós graduação de implantodontia e hoje não posso exercer nem uma coisa e nem outra pois afetou a fala e a visão. Se quisesse fazer um curso no IFF qual você me indicaria? Marco Antonio, eu não sei lhe responder essa pergunta. Como disse, Não há fórmulas prontas. Cego pode isso , não pode aquilo ou determinado curso é ideal para determinada deficiência. Prefiro lhe fazer um convite: Vá conhecer nosso trabalho, nossa escola, converse com os estudantes, conheça os recursos e as dificuldades. Depois, pense o que você gostaria de fazer e em que poderia atuar. Só te garanto que o que você decidir, estaremos juntos com você buscando o melhor caminho. Estou a sua disposição e espero que nos ajude a divulgar nosso trabalho para que a sociedade de TODOS seja verdadeiramente efetivada. marcia
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O Ortopedista Dr Lúcio Magno Lopes Esclarece Sobre Lesões de Joelho e Ombro
01/06/2015 | 17h31
1- Dr Lucio, as dores no joelhos tem atingido pessoas de varias idades, quais as principais causas e como prevenir? Existem principalmente as causas degenerativas causadas pela idade, peso e atividades físicas e profissionais exercidas durante toda a vida ( Ex: Artrose), e causas traumáticas causadas por lesões ocorridas durante atividades físicas recreacionais ou profissionais (Ex; lesões meniscais e ligamentares) 2- Existem várias patologias que podem levar as dores no joelho a artrite reumatróide é uma delas. Como tratar essa doença degenerativa? A artrite reumatóide ‘e uma patologia que deve ser tratada e acompanhada pelo reumatologista, mas o ortopedista deve também conhecer para poder diagnosticar e assim poder encaminhar para o profissional indicado. 3- A procura das academias a cada dia aumentando, algumas pessoas querem ficar em forma melhorando sua estética e outras fazem execício por recomendação médica. Quais os cuidados para prevenir lesões e qual o índice de paciente que procura a sua clínica? O Objetivo principal da atividade física deve sempre ser o bem estar físico e mental, a estética vem como consequência dessa rotina. Toda pessoa independente da idade, que pretende iniciar uma atividade física, deve ser avaliado por um cardiologista e se possível também por um ortopedista para avaliar se existe alguma recomendação especifica ou principalmente se existe alguma contra- indicação. Também não devemos deixar de ressaltara a importância de procurar uma boa academia com bons profissionais de educação física. As principais lesões são as lesões musculares de graus variados. 4- Algumas profissões acarretam lesões no ombro, o dentista é uma delas, qual o melhor caminho para preveni-las. Algumas profissões como você mesmo ressaltou trabalham em posições que sacrificam o organismo. O ideal ‘e buscarmos a melhor ergonomia possível, além de tentarmos nos manter em forma com exercícios regulares e se possível evitarmos longos períodos de trabalho continuo nessa posições ingratas. 5- Quando se fala em cirurgia as pessoas tem pavor, como são as técnicas de hoje para cirurgia de ombro e joelho? A medicina busca sempre técnicas que diminuam a agressão e facilitem a recuperação dos pacientes. Hoje em dia, varias patologias do ombro e joelho podem ser tratadas cirurgicamente através de métodos artroscópicos ( cirurgia por vídeo), diminuindo com isso a dor, o tempo de internação, complicações e acelerando a recuperação desses pacientes.
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Marco Barcelos

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