Superintendente Regional do INEA Campos Luiz Fernando Guida Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
21/03/2015 | 12h36
1- Luiz Fernando Guida é público e notório que o homem contribui muito para a degradação do meio ambiente. Fala-se em desmatamentos e queimadas. O Rio Paraíba do Sul encontra-se em seu menor volume de água para esta época do ano. Em 1950 o governo do estado retirou 30% do volume de água do rio paraíba para o abastecimento da cidade do Rio de Janeiro. Juntando-se todos os fatores de degradação feito pelo homem, este não seria a maior e o principal responsável pela destruição da cidade de Atafona, uma vez que a força do rio Paraíba do Sul diminuiu consideravelmente e nenhuma obra de proteção foi feita para impedir o avanço do mar? Não há dúvida que a redução da vazão do Rio Paraíba em Santa Cecília contribui para alteração da Foz em Atafona. No entanto, não dá para mensurar o que essa contribuição representa no delta, tendo em vista que o processo do seu deslocamento, ao Norte, é natural. Como pode-se observar também as alterações na costa, onde os processos erosivos são intensos no litoral de São Francisco de Itabapoana (Foz do Rio Itabapoana, praia de Lagoa Doce e Guriri). Isto também ocorre em São João da Barra, nas praias de Atafona e praia de Chapéu do Sol, em Grussaí e intensamente na praia do Açu. 2 - Parece que hoje há um impasse quanto ao contorno da cidade de Campos para a duplicação da BR 101 por ter que passar por uma área de proteção ambiental. Como nos países mais desenvolvidos, não se poderia contornar esse problema com legislações especificas para APA? O INEA não poderia encabeçar uma nova proposta nesse sentido? Este problema ainda não chegou na esfera do INEA, sequer por parte da concessionária, que tem conhecimento que a área de conflito seria o Morro do Itaoca. Anteriormente, há cerca de 1,5 anos, foi mantido, por parte da concessionária, contato com o INEA e, devido as implicações ambientais, houve alteração do traçado. A obra foi licenciada pelo IBAMA. 3 - Desde a época do Império iniciou-se a construção de um sistema de canais na baixada campista que me parece vem ser o maior do Brasil e alguns dizem que talvez do mundo. Durante o governo Collor tudo foi abandonado e assim está até hoje. Se foi de tamanha importância para a agricultura gostaria de saber se o INEA tem alguma política voltada para a região visando reativar a rede de canais existentes e que hoje deve estar assoreada. O INEA, com recursos do PAC 2, realizou obras de restauração dos Canais de São Bento, Quitingute e Coqueiro. Restaurou e automatizou as comportas do Canal das Flechas e São Bento no Terminal Pesqueiro e recuperou a comporta do Quitingute também no Terminal Pesqueiro, implicando em investimentos na ordem de 125 milhões Para dar continuidade às obras da Baixada, encaminhou projeto ao Ministério da Integração no valor de R$ 370 milhões, para obras de restauração dos canais e rios contribuintes da Lagoa Feia e dos canais da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. 4 - O tão cantado Porto do Açu que parece ser a redenção da região hoje está caminhando vagarosamente. Entre tantos benefícios prometidos para a região sabemos que algumas mazelas virão e outras já vieram como a montanha de areia marítima oriunda do canal feito no mar para aumentar o calado dos navios. Que solução foi dada para essa duna artificial construída na região e que tanto dissabor tem causado aos moradores? As dunas artificiais resultantes da dragagem do canal, na verdade são depósitos de material a serem utilizados na elevação do greide do terreno para implantação de empresas, conforme previsto no projeto do Porto do Açu. Caso não se utilize esse material, teria que importar material das jazidas de Campos. rio paraiba do sul
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Vice Presidente da Associação dos Atacadistas e Distibuidores do Estado do Rio de Janeiro Asdrubal Rodrigues Abrindo a Boca Para Marco Barcelos
13/03/2015 | 13h22
1- Asdrubal Rodrigues como vice presidente da Aderj que luta pelos interesses dos atacadistas e distribuidores do nosso estado, quais as medidas que estão sendo tomadas nesse período de recessão para que o consumidor tenha os produtos em sua mesa? Prezado, tecnicamente, o termo recessão somente será utilizado se tivermos 2 trimestres seguidos de retração. Infelizmente os cenários econômico e político atuais poderão e muito contribuir para que isto realmente ocorra. Nossa Associação pouco pode fazer diretamente para evitar tal fenômeno. O que temos feito é atuar em duas frentes: a primeira, junto ao governo estadual, na obtenção de benefícios fiscais para as empresas de nosso setor, para que o nível de investimentos aumente, haja a criação de novos postos de trabalho, aumente a arrecadação de impostos, beneficiando toda a cadeia de abastecimento e fazendo com que o preço dos produtos possam ser mais competitivos e baixos no ponto de venda. A segunda é investir na capacitação das empresas, através de treinamentos, fóruns, networking eventos motivacionais. 2-Com a energia elétrica estimada de subir 38,3% segundo o banco central, e consequentemente todo os produtos irão subir. Quais as medidas que a Aderj pretende tomar para amenizar esta situação? O aumento deste insumo e não só, como também o aumento dos combustíveis, impacta diretamente sobre o preço dos produtos e serviços. Nossa Associação pouco tem a fazer nesta questão. Nossa indicação é que as empresas possam estar em constante monitoramento de seus custos operacionais, na tentativa de minimizar o impacto destes aumentos no preço final de venda ao consumidor. 3-Com os escândalos do petrolão e cada dia sendo descoberto mais irregularidades que foi afetado no setor da distribuição em nosso estado? Neste caso, o que realmente afeta a todas as nossas empresas, é o clima de instabilidade econômica que isso causa, criando um cenário desfavorável, com o aumento de impostos, aumento dos juros e limitação ao crédito das instituições financeiras, fazendo com que o nível de investimentos fique estagnado ou haja retração. 4-O desemprego está afetando todas as áreas, qual o índice e quais as medidas que estão sendo tomadas no setor atacadista e distribuidoras? Esta é uma questão que o nosso setor vem sentido pouco pois o índice de desemprego em nosso estado é baixo. Nosso segmento tem se ressentido é com a falta de mão de obra especializada ou técnica , o que nos obriga a investir muito em treinamentos, causando um aumento nos custos de contratação. 5-Como o senhor espera ultrapassar esse momento difícil? Creio que devamos encarar estes momentos sempre com muita coragem! É exatamente nestes momento de dificuldades que temos arregaçar as mangas e trabalhar mais, unindo forças, fortalecendo as parcerias públicas privadas, contagiando nossos colaboradores, parceiros e demais amigos, com o objetivo claro de superarmos, o mais rapidamente possível, as dificuldades que ora se apresentam. foto de asdrubal. 1JPG
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Marco Barcelos

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