O dia em que conversei com o criador
21/06/2019 | 20h27
BNB Perfil Exclusivo
Brumadinho-MG, 21 de junho de 2019
NinoBellieny
O homem à minha frente, sentado exatamente no único clarão de sol dentre as imensas árvores, é um criador.
A aparência ajuda. Barba e cabelos brancos semi longos, assemelha-se à clássica imagem de Deus pintada por Michelângelo na Capela Sistina.
A voz é firme, de tenor, pausada e os olhos viajantes por 120 países a ver de tudo sem cansar-se. Escolheu a beleza do todo, fosse escultura, tela, música, pessoas, plantas, animais e lugares.
Agora está no centro de um raio de sol e fala sobre o Brasil, política, acontecimentos, cidades, é uma enciclopédia humana, emana sabedoria e não tem uma sombra sequer de soberba ou arrogância. Ele é simples, e as mãos desenham no ar enquanto falam junto das palavras.
Um passarinho pousa na mesa próxima. O café está cheio de gente, a algaravia não atrapalha a fala do homem que já viu tudo e mais quer ver, não se cansou das paisagens, do mundo girando em volta.
Nascido em família de classe média, saiu da média e foi ao máximo. Gerou e gera empregos, divisas para o país, beleza para milhões de olhos, aquela tornada sua principal missão.
Estamos dentro de uma área de 140 hectares, onde árvores da Mata Atlântica convivem com espécies do mundo inteiro acalmando espíritos sedentos em busca das 23 galerias de arte, espalhadas no antes deserto como costumam ser as fazendas de gado.
Ao falar disto, a satisfação de quem recriou o Paraíso é clara.
O vento passeia em volta ciciando 'Inhotim, Inhotim" nas folhas das palmeiras furando o céu, dizendo aos anjos que, ainda, há esperança de uma nova terra.
A esposa do criador, na mesa ao lado, o olha com olhos de nuvens protetoras.
A manhã vai trocar de turno com a tarde, e eu preciso percorrer de novo os caminhos sem fim do lugar.
Bernardo Paz não tem pressa, nem mesmo quando o chamam. Ele tem foco e diplomacia para continuar o papo e quem vai sair sou eu.
Antes tiramos fotos e neste instante, um filamento da folha de uma pequena palmeira toca o ombro esquerdo dele. Estava explicada a conexão.
Foto: NB
Foto: NB
Palmeira em Inhotim
Palmeira em Inhotim
Arystela e Bernardo
Arystela e Bernardo
Foto: Arystela Rosa Paz
Foto: Arystela Rosa Paz
Agradecimentos:
Izabela Ventura-Assessora de Imprensa do Instituto Inhotim
Cristiano Maciel-Gerente de Operações Inhotim
Mônica Fátima-Guia Turística
Saiba mais sobre Inhotim AQUI
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Saiba quais os Shows da 27ª Expo de Cardoso Moreira
18/06/2019 | 11h12
BNB 1ª MÃO
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Marco Regulatório do Saneamento Básico: será?
18/06/2019 | 09h58
Projeto de Lei, aprovado no Senado, foi enviado à Câmara dos Deputados
 
 O Projeto de Lei 3.261/2019, também conhecido como Marco Regulatório do Saneamento Básico, aprovado no Senado no último dia 6, chega à Câmara dos Deputados. Para Luiz Gonzaga, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (ABETRE), este é um momento decisivo para o fim dos lixões.
 "Temos visto uma resistência muito grande das prefeituras para que sejam prorrogados cada vez mais os prazos de erradicação. Haverá pressão muito grande na Câmara, mas não podemos mais esperar pelo fim dos lixões, que causam tanto mal ao meio ambiente e às pessoas".
 Segundo o presidente da Abetre, há alternativas para solucionar o fim dos lixões, o que invalida as afirmações municipais de que não há dinheiro para a utilização de aterros sanitários adequados. Além disso, há diversos movimentos regionais, como nas assembleias legislativas de São Paulo e do Rio de Janeiro, que também estão buscando soluções.
 
 
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TRE-RJ Vai Fazer uma Audiência Pública
18/06/2019 | 09h50
O TRE-RJ vai promover a audiência pública "Diálogos Regionais para a Construção da Sistematização das Normas Eleitorais" no próximo dia 24, no Centro Cultural da Justiça Federal. Voltado para advogados, magistrados e demais juristas, o evento terá a participação do ministro do TSE Tarcísio Vieira de Carvalho Neto; do ministro do Superior Tribunal de Justiça Luis Felipe Salomão; do presidente do TRE-RJ, desembargador Carlos Santos de Oliveira; do vice-presidente e corregedor, desembargador Claudio Brandão de Oliveira; e da diretora da EJE-RJ, desembargadora eleitoral Cristiane Frota, entre outras autoridades.

A audiência pública faz parte do grupo de trabalho instituído pela Presidência do Tribunal Superior Eleitoral com o objetivo de colher contribuições da comunidade acadêmica e demais interessados na identificação de conflitos normativos, antinomias ou dispositivos da legislação eleitoral que se encontram tacitamente revogados. Ao fim do encontro, será elaborado um relatório com minuta de sistematização das normas vigentes.

Serviço:

Audiência pública "Diálogos Regionais para a Construção da Sistematização das Normas Eleitorais"

Dia: 24/06/2019

Horário: às 10h30

Local: Centro Cultural da Justiça Federal

Endereço: Av. Rio Branco nº 241 - Centro do Rio de Janeiro
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Afinal, Rivotril Mata Mais do que Cocaína?
17/06/2019 | 05h48
BNB de Olho
Artigo de site especializado em checagem de notícias sobre Saúde esclarece
Em 23 de julho de 2017, ( reveja AQUI), este Blog republicou um artigo original do site psiconlinews.com, até então sem muita repercussão. Depois do BNB, rendeu milhares de acessos e igualmente comentários contra e a favor. Três dias após, sites famosos falavam sobre o mesmo assunto.
O Portal Drauzio Varela do UOL, postou um artigo de outro site, o Drops, (não conseguimos conectar nem achar no Google) esclarecendo o assunto. O BNB reproduz na íntegra:
Alguns veículos de mídia afirmaram que ansiolíticos como o benzodiazepínicos matam mais que cocaína e heroína. Mas será que essa afirmação é verdadeira? A resposta é não!
 Alprazolam, diazepam e clonazepam estão entre os remédios psiquiátricos mais comumente prescritos no mundo. Esses medicamentos são parte de uma classe de ansiolíticos chamada de benzodiazepínicos (BDZs).
 Os BDZs atuam como calmantes e são utilizados para tratar distúrbios de ansiedade e insônia, entre outros transtornos e doenças. Geralmente são prescritos por pouco tempo, já que seu uso prolongado pode causar dependência química.
 Diversos artigos, como por exemplo o publicado no portal “Saúde iG”, afirmaram que os benzodiazepínicos “matam mais que cocaína e heroína”.
 Será? A Drops conferiu!
 QUEM DISSE? Saúde iG, Rádio Globo, Exame, entre outros. O QUE DISSE? “Droga usada para controlar ansiedade e insônia mata mais que cocaína e heroína.”1
 
 QUANDO DISSE? 26/07/2017
 
 CHECAGEM: FALSO
 As matérias publicadas erram ao deixar de mencionar que o estudo reportado avaliou mortes causadas por BDZs em uma população específica de usuários de drogas injetáveis. Assim, os resultados dessa pesquisa não podem ser estendidos para a população em geral e é FALSO dizer que esses medicamentos matam mais que cocaína e heroína.
 CONTEXTO
 Medicamentos benzodiazepínicos (BDZs) agem no cérebro, reduzindo os sintomas de ansiedade, como os produzidos por ataques de pânico, sentimentos extremos de medo e preocupação ou insônia.2 Os BDZs também são usados na prática médica como relaxantes musculares, para induzir a sedação em cirurgias e outros procedimentos e no tratamento de convulsões e crises de abstinência de álcool. Exemplos de BDZs incluem drogas como diazepam, alprazolam e clonazepam, entre outras.3
 
Os BDZs comprovadamente possuem potencial de causar dependência química. Além disso, o usuário que faz uso prolongado de BDZs pode desenvolver tolerância à droga, aumentando sua necessidade de doses cada vez mais altas para obter o mesmo efeito. Por isso, esses medicamentos são normalmente recomendados apenas para uso ocasional ou por curto período de tempo4, sendo considerados seguros e eficientes nesse contexto, uma vez que seu uso inadequado pode resultar em overdose e até morte.5
 
A confusão em torno da comparação entre o número de mortes causadas pelos BDZ e o de mortes ocasionadas por drogas como heroína e cocaína começou logo após a publicação, em 2016, de um estudo canadense intitulado “O impacto do uso de benzodiazepínicos na mortalidade entre os usuários de polissubstância em Vancouver, Canadá”.
 
 
O QUE DIZ A CIÊNCIA
 
 
A leitura completa, criteriosa e atenta de todo o estudo citado nas reportagens revela que seu objetivo era identificar o efeito do uso de BDZs na mortalidade de um grupo de usuários de drogas injetáveis no Canadá.6 Entretanto, os veículos não mencionam essa característica, e erroneamente estendem os resultados da pesquisa para a população em geral.
 
Os dados encontrados pelos autores do estudo revelaram que, em usuários de múltiplas drogas, o consumo de BDZs foi mais consistentemente associado à mortalidade6, entre todos os fatores avaliados. Já se sabe que a interação de BDZs com opioides é perigosa e aumenta o risco de overdose. Nos EUA, mais de 30% das overdoses envolvendo essa classe de drogas também envolvem BDZs.3
 
Porém, isso não quer dizer que um paciente com uma prescrição médica adequada de remédio à base de benzodiazepina tem um risco de morte maior do que o de um usuário de heroína, como ficou implícito nas matérias citadas.
 
Em 2015, nos EUA, foram reportados 8.791 casos de overdose envolvendo BDZs7. Desses, 85% envolveram o consumo concomitante de opioides. Apenas 1.306 casos foram overdoses de BDZs sem associação com opioides. Esse número é inferior às mortes por overdose de heroína (12.989) e cocaína (6.784 mortes).
 
Os opioides, incluindo tanto os medicamentos legais como as drogas ilícitas, ainda são responsáveis pela maior parcela (63%) do total de mortes por overdose nos EUA.7
 
Ao checar as matérias do “iG Saúde”, “Rádio Globo” e “Exame”, a “Drops” não encontrou evidências que comprovem que o uso de medicamentos BDZz causa um número maior de mortes do que o consumo de drogas como heroína e cocaína. Sendo assim, é FALSO dizer que “Droga usada para controlar ansiedade e insônia mata mais que cocaína e heroína”1
 
 
 
REFERÊNCIAS
 
 
1 http://saude.ig.com.br/2017-07-26/ansiedade-droga-mata.html
 
2 https://www.nimh.nih.gov/health/topics/mental-health-medications/index.shtml
 
3 https://www.drugabuse.gov/drugs-abuse/opioids/benzodiazepines-opioids
 
4 http://www.camh.ca/en/hospital/health_information/a_z_mental_health_and_addiction_information/Benzodiazepines/Pages/default.aspx
 
5 https://www.canada.ca/en/health-canada/services/substance-abuse/prescription-drug-abuse/benzodiazepines.html
 
6 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27252569
 
7 https://www.drugabuse.gov/sites/default/files/overdose_data_1999-2015.xls
 
 
Sobre o site:
Drops é a primeira plataforma brasileira dedicada exclusivamente a checar o grau de veracidade de notícias sobre saúde veiculadas na imprensa e nas redes sociais, baseados no fact checking e na busca por evidências científicas em publicações indexadas e instituições de referência. Visite: dropslab.org
 
 
NOTA DO BNB
A bula dos medicamentos citados ressalta os vários perigos. A de um dos mais consumidos, o Rivotril, pode ser lida clicando AQUI
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Pinot Noir, A Mais Elegante das Uvas
16/06/2019 | 11h34
ExclusivoBNB-Coluna de Vinhos
Por João Ricardo Rodrigues
Como já vimos um dos segredos para se escolher um bom vinho é conhecer as características da uva e do terroir onde ela foi cultivada, assim você vai selecionando quais os vinhos mais agradáveis, diminuindo a chance de errar na compra.
Uma dica é degustar vinhos de uma mesma cepa* cultivadas em terroirs diferentes, sendo perceptível as diferenças mais marcantes.
Hoje falaremos sobre uma uva e uma vinícola das quais gosto muito, recomendo para quem está iniciando no mundo dos vinhos finos, pois é fácil de se beber e com preços acessíveis.
A vinícola
A Vinícola Luiz Argenta fica na cidade de Flores da Cunha-RS, seus vinhedos estão dentro da área que possui a certificação de Indicação Geográfica Altos Montes.
Homenageando o patriarca da família, foi fundada a Luiz Argenta Vinhos Finos, um empreendimento que reúne a tradição de um dos melhores terroirs do Brasil com as mais modernas técnicas de elaboração de vinhos finos.
Em 1999 iniciam o empreendimento adquirindo as terras da Granja União onde foram plantadas as videiras que deram origem aos primeiros vinhos finos do Brasil com projeto inovador e moderno. Já recebendo o título de uma das mais belas vinícola do mundo.
A primeira safra vinificada foi produzida em 2009 e atualmente cultiva 16 variedades de uva, dentre as quais destacamos Pinot Noir,  Chardonnay, Riesling, Moscato Giallo, Merlot, Cabernet Sauvignone e Cabernet Franc.
É possível realizar visitas, degustações orientadas, passeios, colheita das uvas, podas das vinhas e eventos fechados.
A uva
A uva Pinot Noir é uma das mais tradicionais da França, sendo considerada por muitos a mais elegante. Sua terra natal: a região de Côte de Nuits, na Borgonha.
Ela é responsável por vinhos lendários, como o “La Romanée-Conti” produzido em Vosne-Romanée, na Côte de Nuits, Leste da França. Ele é classificado como "Grand Cru" e é considerado o maior vinho da Borgonha e um dos melhores da França.
A Pinot Noir é considerada o contraponto daCabernet Sauvignon. Enquanto a Cabernet produz vinhos encorpados com muita intensidade, a Pinot Noir produz tintos mais leves e com mais aromas. Também pode ser usada no preparo de vinhos de mesa e espumantes e brancos.
Contudo, o Novo Mundo também sabe produzir excelentes vinhos a partir dessa uva. Em países como Chile, Nova Zelândia, Austrália, EUA e Brasil, costumam ser mais maduros, variando de medianos a encorpados, com grande sabor e boa persistência no palato.
Seus aromas mais comuns são amora, cereja, framboesa, especiarias, flores e ervas. Em idade mais avançada, também apresenta toques animais, couro e cogumelos secos.
Salvo raras exceções, os vinhos de Pinot Noir não são muito longevos. Atingem sua maturidade em torno de 8 a 10 anos e permanecem no auge por pouco tempo.
É muito versátil em termo de harmonização. O vinho tinto Pinot Noir combina bem com carnes magras, sopas, queijos brancos, como camembert brie, chocolate amargo, trufas e molho funghi.
 
 
O Vinho
Luiz Argenta LA Clássico Pinot Noir, safra 2018
 Direto do Rio Grande
Direto do Rio Grande / Foto-AnaluciaRodrigues
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresenta uma coloração clara, mantendo um tom entre o rosado e o violáceo cor típica da Pinot Noir.
Aroma
Combinação de frutas frescas (morango, framboesa, amora e cereja).
Em virtude dos taninos mais suaves da uva Pinot Noir, o sabor deste vinho é predominantemente fresco, delicado e elegante com um paladar sedoso, de fácil apreciação.
É um vinho tinto que mesmo durante o verão dos países tropicais pode ser apreciado, ou seja uma excelente pedida para um fim de tarde carioca, a temperatura ideal para servir é a 16ºC,e pode ser harmonizado com queijo brie.
 *Cepa – é o tronco da videira de onde brotam os rebentos e podem ser denominadas de diversas outras maneiras podendo ser chamadas de castas, uvas ou variedades. Cabernet Sauvignon, Merlote Malbec, por exemplo, são cepas que vieram de uma única espécie, a vitis vinifera.
 Ela é a mais conhecida e cultivada mundialmente e é possível dizer que existem mais de 10 mil cepas diferentes apenas dentro dessa única espécie.
 João Ricardo estudando o vinho da coluna de hoje
João Ricardo estudando o vinho da coluna de hoje / Foto-AnaluciaRodrigues
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Dupla de Ex Mira na Pref de Itaperuna
15/06/2019 | 12h28
BNB 1ª MÃO
Uma dupla focada nas E-2020 está se formando em Itaperuna. Até aí nada demais, várias se formam e se deformam.
Esta é feita por um ex-prefeito e um ex-presidente de Câmara. E se a vaidade não entrar na parceria, pode vingar.
Reuniões já aconteceram.
O BNB dirá em breve.
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Tem Poesia na Sexta
14/06/2019 | 10h22
BNB Exclusivo
Alvsaro Marcos Telles
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STF Concede Liminar para Retorno de Prefeito
13/06/2019 | 10h03
BNB com O Dia
O presidente do Superior Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli, aceitou pedido de liminar para que o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (MDB), volte ao cargo. Ele estava afastado de suas funções no município da Baixada Fluminense desde o último dia 30 de abril, quando foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público estadual (MPRJ).
NOTA DO BNB
A liminar reforça esperança em prefeitos com situação semelhante no Estado do Rio
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A Importância do Rótulo na Garrafa de Vinho
09/06/2019 | 07h43
BNB Coluna Vinhos
Por João Ricardo Rodrigues
Como analisar as informações dos rótulos dos vinhos
Continuando a nossa experiência com os vinhos do Rio Grande do Sul, iremos abordar um assunto importante principalmente para quem esta iniciando. Ao entrarmos em uma adega, loja de vinhos ou quando estamos em um restaurante nos deparamos com uma infinidade de marcas, tipos de uvas e outras informações que são importantes para a escolha de um bom vinho.
Para ganharmos confiança em nossas escolhas hoje vamos falar sobre a certidão de nascimento do vinho: o rótulo, feito para saber exatamente o que estamos comprando. É fundamental entender as principais informações contidas nele.
Tudo regido pelo art. 16 Decreto nº 8.198 de 2014.
Basicamente, existem dois tipos:
Rótulos de vinhos do Novo Mundo
Destacam principalmente o nome do vinho e a(s) uvas(s) que o compõem (Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, entre outras). São comuns em vinhos de países como o Brasil, Argentina, Chile, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, entre outros.
Rótulos de vinhos do Velho Mundo
Destacam o produtor e a região onde as uvas foram cultivadas (Bordeaux, Champagne, Rioja, Chianti, entre outras).
São comuns em vinhos de países como a França, Itália, Espanha, Portugal, dentre outros.
Como o nosso foco são os vinhos do Rio Grande do Sul, iremos no ater nesse momento somente aos rótulos do Novo Mundo.
Começando:
Nome do vinho
O nome geralmente ganha grande destaque no rótulo, principalmente em vinhos do Novo Mundo.
Muitas vinícolas possuem diversas linhas de vinhos e, para melhor identifica-las, cada linha recebe seu próprio nome.
Nome do produtor
O nome do produtor muitas vezes aparece com destaque e pode ser uma grande empresa ou uma pequena vinícola familiar.
Alguns produtores não dão um nome específico aos seus vinhos, utilizando apenas o nome da própria vinícola, muitas vezes seguido pelo nome da uva e safra.
Tipo de Uva
Muitos vinhos (principalmente do Novo Mundo) apresentam no rótulo uma ou mais uvas que foram utilizadas em sua produção.
Isto ajuda o consumidor a ter uma noção do estilo e sabor do vinho que está comprando, além, é claro, dos pratos que podem harmonizar com ele.
Se produzido com duas ou mais uvas, é nomeado como vinho de corte ou assemblage *A região onde o vinho foi produzido ganha mais destaque em rótulos de vinhos do Velho Mundo, onde indica, muitas vezes, a qualidade superior de um vinho.
Além da região de origem, muitos vinhos dão destaque às sub-regiões – áreas menores com solos e micro-climas de características particulares que encontram-se dentro de regiões maiores.
Geralmente, quanto mais específica a origem das uvas, podendo ser uma sub-região ou até mesmo um determinado vinhedo, mais refinado o vinho e maior o seu preço.
A safra indica o ano em que as uvas foram colhidas.
É uma informação muito importante, já que alguns vinhos podem melhorar com o tempo, enquanto outros perdem suas melhores características.
De modo geral, a maioria dos vinhos brancos e rosés devem ser consumidos dentro de 2 ou 3 anos, enquanto a maioria dos tintos em até 5 anos.
Existem também os vinhos de guarda, aqueles que podem evoluir por muitos anos e até mesmo décadas.
Os vinhos que não apresentam a safra no rótulo, como a maioria dos vinhos espumantes e vinhos do Porto, são aqueles produzidos com uvas colhidas em diferentes anos.
Premiações
Essas medalhas são dadas em diversas competições que acontecem ao redor do mundo onde os vinhos são avaliados por juízes que são experts na indústria do vinho: há blogueiros, imprensa especializada e até mesmo profissionais com títulos de Master of Wine e Master Sommelier, que são as graduações máximas que se pode atingir como especialista em vinho.
Grau Alcoólico
Quantidade de álcool presente na bebida, varia de acordo com vários aspectos de cada vinho.
Volume da garrafa
Expressa a quantidade de bebida na garrafa: a mais comum é de 750 ml.
Tipo de Vinho
Como já vimos temo os vinhos de mesa e finos e outras especificações que veremos com mais detalhes em outras avaliações
Bom essas são as informações básicas, algumas vinícolas colocam no verso da garrafa o contra-rótulo com mais informações sobre a vinícola, harmonizações, métodos de produção e outras.
A cada vinho aqui apresentado iremos postar a analise do rótulo.
Bom, vamos ao vinho de hoje:
Produzido pela Cordelier de Fante, industria de bebidas localizada na maior cidade produtora de vinhos do Brasil: Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, o Equilibrium Cordelier safra 2013, é um corte tinto composto de Cabernet Sauvignon, Merlot e Ancellotta, com estágio de 12 meses em barricas de carvalho.
João Ricardo Rodrigues
Avaliação
Surpreendeu-me, entrega bem mais do que custa. De cara mostra um forte aroma floral, confirmado no palato, depois de um tempo aparecem especiarias, fruta madura, que justificam seu nome: Equilíbrio.
Apesar de o aroma ser o carro chefe, não deixa a desejar no paladar. Mantém as notas aromáticas com bons taninos integrados, álcool e acidez na medida e boa personalidade.
Macio, final médio e saboroso. O rótulo indica que tem potencial de guarda, mas não paguei pra ver, quem sabe na próxima.
Harmonizei com picanha na tábua, mas também pode ser com queijos de massa dura, massas com molhos fortes, pizzas, carnes vermelhas e carnes de caça.
 
* Vinhos de corte ou vinhos de “assemblage”:
Como já vimos, os vinhos feitos com apenas uma variedade de uva são chamados varietais ou monocastas. Já os vinhos elaborados com mais de uma uva são chamados de vinhos de corte ou vinhos de “assemblage” (traduzindo do francês, mistura).
Mas para que se misturar as uvas para se fazer um vinho? Cada uva tem suas características e dão origem a vinhos de sabores, aromas e cores diferentes. Misturando na quantia certa as proporções de algumas uvas, podemos obter mais cor, mais corpo, menos acidez, mais equilíbrio…
Ou seja, o que quisermos. Essa é na verdade a grande arte do enólogo. Saber com exatidão as características de cada uva e fazer os assemblages de maneira a elaborar vinhos equilibrados e que traduzam a personalidade da vinícola e do terroir da região.
*Vinho adquirido no Emporium Gourmet – Boa Vista Roraima.
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Sobre o autor

Nino Bellieny

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