E no Brasil sem WhatsApp...
17/12/2015 | 10h41
Nas redes sociais o brasileiro se manifesta. FullSizeRender(29)
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"Não acaso, mas descaso"
12/11/2015 | 10h09

Não acaso, mas descaso

Não foi por falta de advertências. Em 2013, o relatório de um procurador estadual alertou para sérios problemas de segurança nas barragens da Samarco

Não sei o que impressionou mais nas imagens da avalanche de lama formada após o rompimento de barragens da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais — se o volume, se a força destruidora ou se a velocidade com que o mar de rejeitos de mineração avançou 500 quilômetros rapidamente pelo leito do Rio Doce em direção ao Espírito Santo. Já se tinha visto avalanche de terra, como na tragédia da Serra Fluminense, em 2011, que matou cerca 900 pessoas e é considerada um dos dez maiores desastres ambientais do mundo. Mas diferente desse tipo de tsunami de barro pastoso, de lama. Os bombeiros rastejando e se segurando uns nos outros ou em pedaços de madeira para não se afundarem naquele terreno movediço, enquanto procuravam corpos, formaram uma cena inédita, em que os que socorriam precisavam também de socorro. Mas um dos episódios mais comoventes não apareceu em imagens, o gesto da professora Eliane Almeida, 31 anos, diretora da escola municipal de Bento Rodrigues, distrito de Mariana. Enquanto os moradores correram para as partes mais altas ao tomarem conhecimento do rompimento, na escola não se sabia que uma muralha de 20 metros estava se aproximando. Foi quando apareceu alguém, o marido de Eliane, para avisar. “Ele chegou gritando que tínhamos que correr”. Desesperada, ela reuniu seus 58 alunos, na maioria com idade entre 11 e 16 anos, e “em três minutos, todos estavam fora da escola”. Ela foi chamada de “heroína” pelo prefeito da cidade. Do estabelecimento de ensino orgulho do vilarejo de 600 habitantes, só o telhado está visível; o resto ficou coberto pela lama e por resíduos de minério de ferro. O aviso que salvou 58 crianças demonstrou que uma sirene de alerta ou um plano de retirada poderiam ter evitado a morte/desaparecimento de umas três dezenas de pessoas. Não foi por falta de advertências. Em 2013, o relatório de um procurador estadual alertou para sérios problemas de segurança nas barragens da Samarco. Segundo o documento, um plano de emergência deveria ser criado para Bento Rodrigues, com exercícios práticos. Essa teria sido a condição imposta para a renovação da licença das barragens. Mesmo assim, a empresa não tinha sistema de alarme até quinta-feira passada, dia do rompimento. Mas alegou que, por telefone, avisou os moradores do entorno do desastre iminente. Líderes comunitários ouvidos pelas enviadas especiais Mariana Sanches e Dandara Tinoco negaram ter recebido qualquer comunicado. Na televisão, ouvi também alguém afastar a cômoda hipótese da fatalidade. Na verdade, tudo indica que não foi obra do acaso, mas do descaso.
Zuenir Ventura é jornalista e escritor. Membro da Academia Brasileira de Letras, ganhou o Prêmio Jabuti em 1995, na categoria reportagem, pelo livro Cidade Partida.
Artigo publicado ontem (11), no jornal O Globo
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Obceno?
19/08/2015 | 11h52
Como naquele caso do cidadão que perdeu o "juízo" há semanas e quebrou a agência bancária no Rio de Janeiro, a cidadã mato-grossense da foto abaixo se enfureceu e tirou a roupa na porta de detector de metais em outro banco. Chose de loque. Enfim, quem enfrenta as barreiras do cotidiano está sujeito a ter seu dia de fúria, e certamente depois se arrepender, mas, aí já foi. A empresária Zenilda Duarte, de 52 anos, irritada por ter sido barrada na porta de detector de metais de uma agência bancária em Aquidauana, a 131 quilômetros de Campo Grande. Ela tirou as roupas e ficou seminua. "Cheguei ao banco com dois minutos para abrir e, na fila, já fui tirando tudo que não pode entrar, como óculos, moeda. Tudo que sei que não pode eu tirei e já coloquei em uma caixinha. Fui tentar passar pela porta e não consegui. O guarda pediu para eu tentar novamente e não consegui. Me dirigi ao funcionário do banco e disse tudo o que tinha na minha bolsa. Tinha uns objetos da igreja e ele disse que era aquilo que estava atrapalhando. Tirei os objetos, tentei de novo e não consegui", contou a empresária.   Em rede social mulher fez desabafo e publicou própria foto seminua (Foto: Reprodução Facebook) Resumindo Nos relatos que prestou à polícia, ela pediu para um funcionário checar que não havia na bolsa pertences perigosos ou que fossem de acesso proibido e mesmo após o procedimento, ela foi barrada e impedida de entrar na agência. Resultado: se exaltou com a situação e tirou a roupa. De acordo com o delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil (DP) da cidade, Mário Donizete, a empresária responderá por ato obsceno. “Eu me arrependi depois, mostrei meu corpo, mas naquela hora foi uma revolta muito grande, uma má vontade de atender a gente”, ressaltou a cidadã. Aqui em Campos, é comum o cliente de uma mesma agência bancária enfrentar tal entrave. Apesar de saber que portas do tipo existem para nos oferecer segurança, é de estranhar: há dias em que nos permitem entrar com tudo dentro da bolsa e outros em que nem um parafuso passa e as filas nas portas se formam e crescem. Vai entender!
Fontes: Facebook e G1
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Parente é
16/08/2015 | 12h43
Se é mãe não afirmo, mas, que é parente em primeiro grau isso é!  
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Saúde de Campos: um escárnio com o povo
28/06/2015 | 05h15
Luciana, me perdoe por voltar ao seu blog, mas gostaria de fazer uma correção,onde citei Sampa,o correto seria Pampa(Secretário de Esportes). Voltando ao assunto do ÓDIO citado pelo Juliano. Pergunto a ele como se sentiria ao ser tratado com DESCASO SENDO IDOSO, NUMA CASA PARA IDOSOS (Centro Dias no J.Carioca), em que a prefeitura,na propaganda paga diz ser REFERÊNCIA NA REGIÃO? Sexta feira(26/06),eu tinha consultas marcadas para Cardiologista e Urologista. Bom, o Cardiologista, que seria às 10:00hs, ligou às 11:10 dizendo que não iria, remarcaram para 17/07. Quanto ao Urologista, me disse que apesar de eu NECESSITAR DE FAZER O TOQUE, ELE NÃO IRIA FAZER POIS ESTÁ EM FALTA DE “VASELINA”. Bom, voltei para casa frustrado já que tenho um histórico familiar ruim,meu pai teve Câncer de Próstata, meu irmão (67 anos), está aguardando por uma cirurgia no HGG (sem prazo definido e me parece que é para uma correção, não é maligno). E veja que estou desde de março, para fazer um Ultrassom de Próstata, só fui conseguir em 12/06 já que o COMPUTADOR ESTAVA COM DEFEITO. Bom, já voltei para casa sem AFERIR PRESSÃO POR FALTA DE APARELHOS (só existia um no local e estava quebrado), agora voltei para casa FRUSTRADO, por um médico que faltou (minha pressão estava 17 x 10) e pelo outro que deixou um tanto perplexo por não fazer o serviço que deveria fazer por FALTA DE UM MATERIAL COMUM E TÃO BARATO. Aí vejo um jornalista do jornaleco o Diário dizer que o vereador R.Diniz não respeitou o idoso se referindo ao Presidente da Câmara! Que diríamos nós IDOSOS DO CENTRO DIA? abs. (Publicado como comentário no blog)
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Uma sobrevivente
17/05/2015 | 05h47
Nascida em área nobre da ventilada Orla de Guarus, vizinha do Rio Paraíba do Sul, no Jardim Carioca. A coitada faz de tudo para resistir à praga que a sufoca,mas, está difícil! IMG_5396 Brincadeirinha à parte, esta é apenas uma, de tantas, das escassas árvores da cidade de Campos. Em outras partes do planeta o poder público já acordou para a necessidade de preservá-las para o bem do Homem como, por exemplo, em Berlim (Alemanha) onde cada pé de árvore é identificado. Cada uma tem um plaquinha afixada, como se fosse um registro geral com espécie, data de plantio e intervenções fitossanitárias praticadas.  Esses dados são digitalizados em programa específico de controle. E assim a cidade é verde.
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E em Campos....O que é isso 'companheiro'?
13/05/2015 | 03h35
Cassar arbitrariamente o direito legítimo de um vereador de discutir e votar matérias do legislativo campista é atitude que arrepia os verdadeiros democratas. Ameaçar com força de segurança (sic) o plenário da Câmara Municipal em qualquer manifestação - no caso em questão foram palmas, simples e finas palmas - é pura arrogância. Imaginem o nobre presidente do legislativo goytacá no papel de presidente da Câmara Federal, requisitaria, pelo andar da carruagem, a presença do Exército. Isso é o resultado da contínua prática apequenada de se fazer política em Campos. É aquela velha história do uso do cachimbo e da boca torta. Democracia não se restringe às eleições, mais do que isso, democracia se define pela forma como é exercido o poder obtido pelo voto. Sugiro que assistam ao vídeo e tirem as suas conclusões.
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Crise do Petróleo em Campos é história pra boi dormir
08/03/2015 | 08h22
Querem saber? Não passa disto. Basta um só exemplo na área da Cultura municipal. Na semana que se encerrou, o jornal Folha da Manhã, trouxe na capa da Folha Dois, no dia 05/03, matéria sobre a "suspensão do atendimento ao público por tempo indeterminado" no Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, sediado no Solar do Colégio. Notório é que há exatos 6 anos o Arquivo Público Municipal (APM) não recebe dos cofres municipais qualquer investimento que assim possa ser chamado. Pelo contrário, no afã de mostrar à opinião pública campista do grande interesse com a Cultura, terminaram (fizeram o projeto pelo meio, mas, reconheço, pelo menos terminaram o principal) as obras de restauração da antiga sede da Biblioteca Municipal - que também fora a sede da prefeitura e ainda a sede dos Bombeiros -, e instalaram o Museu Histórico de Campos, na Praça São Salvador. Por debaixo dos panos (aí é que foi evidenciado o desprezo com a cultura local), esvaziaram todos os demais órgãos que compunham o aparato cultural municipal. Para abrir de qualquer jeito o Museu Histórico, a prefeitura de Campos canibalizou todos os demais. De cada um transferiu o seu acervo, esvaziando-os em suas finalidades. Me refiro ao mobiliário da Biblioteca Municipal Nilo Peçanha, às obras de artes plásticas que constam (ao menos constavam) do patrimônio restaurado e devidamente arrolado da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, às tantas outras peças do Museu Olavo Cardoso (como, por exemplo, o conjunto do Museu da Ferrovia),  à equipe de servidores e técnicos do Arquivo Público Municipal. Abriram o Museu Histórico e fecharam o Museu Olavo Cardoso ( que por falta de funcionalidade e abandono está lá escorado, desmoronando). Abriram o Museu Histórico e deixaram de mão o órgão mais técnico, menos político, do setor cultural local: o Arquivo Público Municipal. Agora, querem vir com esse discurso Ctrl c Ctrl v de que a queda na arrecadação dos royalties é a vilã. Ora, como, se rolaram (e rolam) por anos os royalties bilionários sem que a população pudesse perceber o seu investimento em bem estar social? Senti sincero constrangimento ao ler na matéria, a explicação do respeitável museólogo e diretor Carlos Freitas: "Tem que combinar comigo. Se uma pessoa vem de emergência, a gente atende. As pessoas têm que combinar para fazer a pesquisa porque, em alguns documentos, apenas eu mexo, senão pode complicar a arrumação", explicou Freitas. ???? Para uma instituição voltada à memória e à pesquisa que já contou com dois museólogos, um arquivista, alguns historiadores, quase duas dezenas de estagiários em convênio com a UENF, Fenorte e Uniflu, pessoal de apoio, segurança, jardinagem e limpeza, é der dar dó. Inclusive dó do próprio diretor, jogado às feras ao ter que se espremer neste tipo de esclarecimento. Inventem outra desculpa de ocasião; quem sabe cola?! [caption id="attachment_8796" align="aligncenter" width="410"]museu olavo ft folha Foto Folha da Manhã[/caption]   [caption id="attachment_8798" align="aligncenter" width="410"]apm genilson pessanha Ft. Genilson Pessanha[/caption]        
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Moradores do Horto inconformados
01/03/2015 | 11h50

Recebi por e-mail, antes por telefone a reclamação abaixo dos moradores do Horto. Há mais de um mês se organizam em debates, registram com fotografias aquilo que eles titulam como "Empresa privada ocupa e degrada terreno do Horto Municipal". O fato os incomoda, procuraram a imprensa e blogs, colocam a boca no trombone. Vamos ler?!

" Os moradores do bairro do Horto desejam levar ao conhecimento da comunidade campista o que está acontecendo em um dos seus mais preciosos bens, o Horto Municipal. Solicitamos a imprensa e aos cidadãos conscientes que divulguem ao máximo a situação surpreendente e revoltante que está ocorrendo escondida da opinião pública.

A Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, através da Secretaria de Meio Ambiente, cedeu à empresa EMEC Service, para uso como base operacional em Campos, uma área superior a 6.000 metros quadrados situada no interior do Horto, na parte dos fundos, tendo a referida empresa construído no local um grande galpão para abrigar seus escritórios, demais acomodações e necessidades. A EMEC atualmente presta serviços a Prefeitura de Campos, no cuidado de praças e jardins. Já o Horto Municipal possui seus próprios funcionários efetivos.

Esta cessão levanta imediatamente a questão da legalidade de uma empresa privada utilizar um bem público sem que haja um real benefício para a comunidade. Só este aspecto já bastaria para gerar uma séria discussão na Câmara Municipal, mas a controvérsia não acaba aí, como descrito a seguir.

 A empresa também transferiu para o mesmo terreno cerca de dezenove veículos de grande porte, incluindo caminhões-pipa e de transporte de terra, ônibus, além de ruidosas retro-escavadeiras. Para executar as tarefas diárias fora do Horto, a frota de veículos pesados precisa percorrer um caminho de centenas de metros ao longo de toda a extensão do Horto Municipal, passando ao lado de residências vizinhas e de um playground situado na parte da frente do Horto, expondo crianças ao risco de atropelamento e à enorme poeira levantada. A empresa EMEC, já tendo conhecimento das críticas que vínhamos fazendo sobre o risco de morte a que as crianças estavam submetidas, acabou de construir uma cerca de proteção, neste final de março. Mas continua a exposição à poeira e à poluição dos veículos.

 Os moradores das residências próximas também vêm sofrendo com o excesso de poeira no ar e com a poluição gerada pela combustão de óleo diesel. São diversos os relatos de problemas de saúde, principalmente de ordem respiratória e oftalmológica. Será que a solução da empresa vai ser asfaltar boa parte do Horto? As queixas também se referem ao ruído dos veículos e ao surgimento de rachaduras nas casas, com a movimentação de veículos de grande porte.

 A área atualmente ocupada pela EMEC é mencionada em uma página divulgação oficial da Prefeitura, em 23 de maio de 2011 (ver anexo), como sendo um local (dentro do Horto) onde os visitantes poderiam ter contato com canteiros de hortaliças, leguminosas e plantas medicinais. Na verdade, estes canteiros passaram por processo de deterioração nos últimos anos.

 A comunidade tinha a expectativa da implementação de um projeto de recuperação da flora naquela parte do terreno do Horto, para usufruto pela população, fosse para lazer, projetos educacionais, ou como parte de uma reserva ecológica. Ao invés disto, o que se viu nos últimos anos, foi a contínua degradação da área, inclusive com a aplicação de herbicidas em larga escala, culminando agora com a devastação da maior parte da flora para possibilitar a construção do enorme galpão da empresa e a transformação de grande parte do referido espaço em uma garagem de veículos pesados.

 São incluídas fotos que mostram os danos causados ao Horto com a vinda da empresa EMEC. Dentre estas, algumas indicam que a empresa estaria despejando dejetos in natura provenientes dos banheiros químicos e dos banheiros do galpão. Neste caso, será inevitável a contaminação do lençol freático.Os moradores estão revoltados e procurando todas as formas de denunciar  este descalabro, e, desde já, se colocam à disposição da imprensa para uma reunião, inclusive como forma de facilitar a visualização da região afetada, já que a esta parte do Horto só é permitido o acesso com autorização da EMEC. O espaço público antes acessível à comunidade foi efetivamente “privatizado”."

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 Fotos recebidas junto ao email cujas identidades estão preservadas, mas, arquivadas.

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Pra pensar 2
13/01/2015 | 09h19
De tudo que tenho lido na imprensa nacional, internacional e redes sociais sobre a carnificina que abateu os geniais cartunistas do jornal francês satírico Charlie Hebdo, na semana passada, talvez o mais esdrúxulo seja a falsa solidariedade manifesta disfarçada no viral Je ne suis pas Charlie (Eu não sou Charlie). Sob o manto da politicamente correta tolerância e do mantra pretensamente difuso, "o meu direito termina quando começa o do outro", buscam as "razões" que justificam o absurdo de invadir uma redação de jornal e sumariamente matar profissionais da imprensa, em pleno exercício profissional, no coração de uma república democrática e das mais representativas na conquista e observação dos direitos civis universais. Forçando um pouco a barra, mas, nem tanto, logo me lembrei da situação da mulher que quando estuprada, até recente, era responsabilizada (indiretamente) pela violência cometida pelo homem. Afinal, se ela estivesse sentada assim ou assado, com a roupa tal ou qual, ela em última instância é que teria provocado o agressor a agir. Também, me fez recordar os inúmeros casos de agressão e morte de mulheres que supostamente teriam ferido a honra dos maridos. Feridos na honra, ganhavam o direito de espancar e matar. Analisar as origens históricas do fundamentalismo religioso, nos ajuda a entender o fanatismo religioso - ou de qualquer natureza -  contemporâneo, nunca a compactuar com suas ações bárbaras. Passado quase uma semana do atentado que animalescamente ceifou 17 vidas, reafirmo, junto aos quase quatro milhões de franceses que foram às ruas no domingo passado, daqui desta planície goytacá: Eu sou Charlie (Je suis Charlie). Amanhã sairá a próxima edição do semanário francês. Já sem a sua cabeça pensante, no entanto, uma edição histórica. Dos 50 mil exemplares regulares, Charlie Hebdo irá às bancas com uma tiragem de 3 milhões. Abaixo, segue a capa já divulgada pela mídia de meio mundo. Foi desenhada pelo cartunista Luz, sobrevivente ao atentado terrorista por ter chegado atrasado naquela manhã fatídica. Com fundo verde, representando o extremismo islâmico, a caricatura do Maomé, com uma lágrima e segurando um cartaz, onde se lê: Eu sou Charlie. Acima dele, escrito em negro, Tudo está perdoado.Image-1(1)  
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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