DE VOLTA ÀS PÁGINAS GLOBAIS.
31/07/2011 | 17h03
[caption id="" align="aligncenter" width="397" caption="FT. revistaépoca.globo.com"][/caption]   De tanto que fazem, premiados foram com duas páginas da Revista Época, que circula a partir de hoje, em todo o país. Com o título, A MARCA DO ZORRO NO CONGRESSO NACIONAL. A  matéria denuncia trapalhadas, suposições de fraudes, abuso de poder econômico, uso da máquina pública. Sugiro sua leitura, antes que desapareçam das bancas de Campos.
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Dé Dinho.
31/07/2011 | 10h00

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Morre Estamira.
30/07/2011 | 16h51

A catadora que enxergou a vida mergulhada no lixo humano.

[caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]

 

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FILHO BONITO TEM MÃE.
29/07/2011 | 14h33
  Artigo que recebi via email, do também jornalista Sergio Mendes. Pertinente, seu desabafo. Sabemos o quanto na política é praxe feia  a apropriação incorreta de projetos, idéias e realizações. Aliás é uma das práticas de administrações que não tem o mínimo de honestidade intelectual. Vale criar qualquer versão e repetir à exaustão. Vira verdade. _____________________________________________________________________ Sergio Mendes Lendo atentamente o artigo semanal do meu colega jornalista, advogado e porta voz do governo da "transparência e mudança", nesta quinta (28), fiquei feliz, em parte, pelo reconhecimento do nosso trabalho realizado entre 93 e 96, quando na época nós governávamos a cidade. Todos se lembram que quando rompemos com o contrato leonino que beneficiava a CEDAE - contrato este que só transferia a obrigação do saneamento para a empresa, sem impor quaisquer obrigações sobre tempo para implantação de  água e esgoto tratado no município, sem impor obrigações de ao abrir buracos nas ruas da cidade para reparos na rede, ter que tapá-los ato contínuo, pois na época, sem exagero, as nossas ruas se assemelhavam em vários pontos a superfície da Lua, enfim,  sequer, quando aumentavam a tarifa, pediam autorização ao município - foi pensando melhor no futuro de Campos dos Goytacazes. Em que pese opiniões contrárias, mas quem governa tem a consciência que "toda unanimidade é burra", porém quando tomamos esta decisão, objetivávamos um crescimento ordenado e sustentável. Pois bem, há alguns anos atrás, sofri uma CPI, intitulada Das Águas, dirigida pelo atual grupo que hoje governa a cidade, na época, afirmavam peremptoriamente que eram contra a nova empresa concessionária, e vasculharam com lupa o contrato que deixamos, arguiram em todas instâncias do judiciário, tentando impedir a entrada de Águas do Paraíba, para executar seus serviços contratuais. Todas tentativas foram malogradas, na medida em que, mais uma vez, nada, absolutamente nada foi constatado que impedisse a assunção desta empresa. Para minha surpresa, no artigo do meu colega Mauro Silva, no jornal Folha da Manhã, ele afirma categoricamente que a Prefeita Cantora tem como prioridade o saneamento básico - enfim entenderam a importância destes serviços com qualidade -, e que isto se deve a um bom entrosamento do seu desgoverno, com a empresa Águas do Paraíba: “Ou seja, até o término do seu mandato, em 2012 - graças a Deus, observação do articulista -, Rosinha Garotinho terá feito em saneamento mais do que em 100 anos de história do município. Melhor do que isso, democratizando o serviço e colocando coleta e tratamento de esgoto em áreas muito carentes de infraestrutura" palavras de Mauro. Só que ele se esqueceu de dizer que tudo isto está previsto no contrato que deixamos firmado com a empresa, e mais, talvez ele não saiba, o prazo deste contrato, deixado por mim, é de 30 anos, eles já estão operando há 11 anos, portanto faltam 19 anos de operação. Quando findar este compromisso, os bens disponíveis em nosso município - obras civis, estações de tratamento de água, de esgoto, redes de água e de esgoto, enfim, tudo retorna como bens municipais sem qualquer ônus para a PMCG. Cabe ao prefeito que estiver governando em 2030, decidir se passa a gerir estes serviços, ou se abre outra concorrência para uma nova operação, com novos compromissos contratuais. Finalizando, reitero que sei que esta medida que tomamos, não agradou a todos, porém, tenho convicção de que avançamos rapidamente com o saneamento de qualidade no nosso município, a altura da nossa grandeza, e na velocidade necessária para os novos investimentos que aqui estão sendo aportados. Só gostaria de lembrar ao porta voz Mauro Silva, para pedir um exame de paternidade para esta iniciativa que está mudando o perfil de Campos, no que diz respeito a esta importante ação de política pública.      
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Enxerga-se.
29/07/2011 | 14h02

Uma alma elegante.

[caption id="attachment_2027" align="aligncenter" width="420" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]
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MAJESTOSO RIO.
28/07/2011 | 15h14
O que pensa um rio, quando lhe sangram uma parte? Mutilado, contribuinte, encarte, usado, sofrido, maior, menor, não sei não me fio! Sou rio majestoso, sentimentos, imagino caudaloso. Claro, você é barco sobre mim, uma ponte, ainda ínterim, construída sobre pilares enormes e passarela sem fim. Melhor será o que houver, tudo construído juntos com você, meu desejo em ter mulher namoradinha de todos os mundos.   Ivan Vianna Julho de 2003  
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O SUCESSO DA NOVELA "O ASTRO"
27/07/2011 | 21h49
Hoje opinião em letras novas no blog. Artigo de Mauricio Nani, publicado no Facebook. Nani, como o conhecem é um jornalista que fez carreira na publicidade e propaganda. Proprietário da VCE Produções Ltda. Muitíssimo conhecido por todos, é também músico por prazer. Dono de um olhar apurado, de uma mente sagaz. ________________________________________________________________________________

O SUCESSO DA NOVELA "O ASTRO"

por Mauricio Nani, sábado, 23 de julho de 2011 às 10:22
Há tempos uma novela não chamava tanto a atenção e despertava o interesse do grande público em tão pouco tempo de exibição, como acontece agora com "O Astro". A nova novela das 23h da Globo, tem sido uma unanimidade, conquistando recordes de audiência para o horário e atraindo a atenção de muita gente, que como eu, já não perdia mais meu tempo assistindo as novelas. Aqui em casa, enquanto todos vêem as novelas das 18, 19 e 21h, eu passo o tempo vendo meus filmes e documentários em outros canais por assinatura. Mas confesso que assim como meus amigos, Elvécio, Leite, Robson, Ronaldo e tantos outros, tenho me rendido a trama de O Astro. Mas como explicar todo esse sucesso da novela? Pra mim a razão desse sucesso tem nome e chama-se JANETE CLAIR. Autora dos melhores folhetins já transformados em teledramaturgia na tv brasileira. Como tem sido gostoso matar as saudades do texto e das tramas criadas pela JaneteClair.O Astro é um ramake da década de 70 (mais precisamente de dez/77 a julho/78) que trazia Francisco Cuoco no papel de Herculano Quintanilha, O jovem Toni Ramos no papel de Márcio Hayalla, Dina Sfat(Amanda Assunpção), Tereza Rachel (CLô Hayalla),Beth Savalla (Lili),Dionizio Azevedo (Salomão Hayalla), Flávio Migliaccio(Neco), Carlos Eduardo Dollabella(Natal),Edwin Luise (Felipe).Já naquela época a novela bombou em audiência e fez o Brasil inteiro se perguntar: QUEM MATOU SALOMÃO HAYALLA? Pergunta que provavelmente irá povoar a mente dos mais jovens, que não assistiram a primeira versão, ou daqueles que se esqueceram da trama. Mas além do magnífico folhetim escrito pela Janete Clair, e da excelente edição, ágil, dinâmica, com toques de superprodução que tem sido feita pelo atual núcleo, a novela, tem outras razões para fazer sucesso, e não são as cenas quentes de nudez e sexo da Georgina Guinle, nem tão pouco a beleza de Carolina Ferraz ou o sex appeal da bela Alinne Moraes (bocãooooooooo!!!!!). O Astro deixa de lado a SUPER E EXCESSIVA apologia aos temas politicamente corretos como o homossexualismo, igualdades raciais, entre outras, que inundam as demais novelas da globo (um saco) e  também ao mau caratismo. De uns anos pra cá nas novelas da Globo 80% das personagens são mau carater ou possui desvios graves de conduta. Como dizem que a vida imita a arte ou vice e versa, fico me perguntando onde nossa sociedade irá parar, tomando por base essas novelas. Outro diferencial está na própria trama. Se pararmos para analisar direitinho, há muito tempo as novelas da Globo (21h) se repetem. Mudam-se os cenários, os paises, as culturas, as personagens ganham novos nomes, mas as tramas em si permanecem as mesmas ( vide: O Clone, Caminhos das Índias, passione, senhora do destino,belíssima, celebridades,etc...). Os enredos são sempre os mesmos, roteirizados de forma diferente. Em O Astro, temos uma trama diferente. Os personagens são mais autênticos e sedutores o que torna as temáticas da novela, muito mais interessantes. Os vilões (Herculano e Neco) não são totalmente desprovidos de moral, o verdadeiro herói é um anti-herói (márcio hayalla), que acredita ter vindo a terra com a missão de São Francisco de Assis (renegar a riqueza e distribui-la aos pobres). As mulheres tem personalidades marcantes, como o desenrolar da trama irá mostrar... e o final....bem o final eu sei, inclusive quem irá matar Salomão Hayalla, mas não vou contar pra não perder a graça...
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TORTURA NUNCA MAIS.
26/07/2011 | 21h09
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

Sarney e o torturador, Ustra e o presidente

“Acreditando no inacreditável e defendendo o indefensável, José Sarney encontrou, enfim, o roteiro e o personagem que podem levá-lo definitivamente ao brejal da desmemória, da inverdade e da injustiça”
por Congresso em Foco 26/07/2011 07:00
[caption id="" align="aligncenter" width="420" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Luiz Cláudio Cunha* O próximo desatino de José Sarney já tem hora, dia e local definidos: às 14h30 desta quarta-feira, dia 27, no Fórum João Mendes do Tribunal de Justiça de São Paulo, no centro da capital paulista. Ali, na inesperada condição de testemunha de defesa, o senador Sarney, presidente do Congresso Nacional, vai louvar e enaltecer o maior ícone vivo da repressão mais feroz da mais longa (1964-1985) ditadura da história brasileira — o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. É o homem que montou e comandou, na fase mais sangrenta do Governo Médici (1970-1974), o centro de tortura mais notório do regime, o DOI-CODI do II Exército, na rua Tutóia, a cinco quadras do ginásio do Ibirapuera, no coração de São Paulo. Sarney vai tentar livrar Ustra de uma nova condenação como torturador (a primeira foi em 2008), agora acusado pelo assassinato em 1971 do jornalista Luiz Eduardo Merlino, que sucumbiu após quatro dias de tortura brutal no DOI-CODI paulista. As unidades de Destacamento de Operações de Informações (DOI) do Centro de Operações de Defesa Interna (CODI) instaladas nos principais comandos da força terrestre no país se converteram em sinônimo de morte e terror. Poucos saíam vivos dali. Quem sobrevivia carregava na carne e na memória as marcas do suplício. José Sarney sempre soube disso, na comprometedora condição de um dos caciques nacionais da Arena, o partido inventado pelos militares para apoiar politicamente a ditadura sustentada pelo terror metódico das masmorras de Ustra e seus comparsas. Sarney será o único civil no banco de defesa, que ele vai dividir com um coronel e três generais da reserva. Serão confrontados, pelo lado da acusação, com o testemunho de cinco ex-presos políticos e ex-militantes — como Merlino — do Partido Operário Comunista (POC), e de dois ex-torturados do DOI-CODI: o ex-ministro de Direitos Humanos do Governo Lula, Paulo Vanucchi, e o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos. É sempre saudável reavivar a mambembe memória de Sarney para a sórdida natureza do ofício de Ustra e para a macabra sina de seu local de trabalho. No Rio de Janeiro, o DOI-CODI do I Exército operava no sinistro endereço da rua Barão de Mesquita, sob a direção do major Adyr Fiúza de Castro, versão carioca de Ustra. O comandante do I Exército era o general Sylvio Frota, que dizia não tolerar a tortura. Mas, nos 21 meses em que exerceu seu comando, entre julho de 1972 e março de 1974, Frota teve o dissabor de lamentar a morte de 29 presos no seu DOI. [caption id="" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Google"][/caption]

 

No DOI-CODI paulista — o maior do país, que chegou a ter 400 beleguins selecionados por Ustra na barra mais pesada da PM paulista, da polícia e do Exército —, o ar também era insalubre. Nos 40 meses em que ali reinou sob o codinome de ‘Major Tibiriçá’, Ustra amargou 40 mortes e uma denúncia de tortura a cada 60 horas, segundo a Comissão de Justiça e Paz do cardeal Paulo Evaristo Arns. Em depoimento oficial ao Exército, o major camarada de Sarney contabiliza em São Paulo, no período de 100 meses entre janeiro de 1969 e maio de 1977, a prisão de 2.541 “subversivos” e o fim violento de 51 “terroristas” — como sempre, “mortos em combate” contra as equipes carcará de Ustra. Luiz Eduardo Merlino, repórter do Jornal da Tarde, entrou como preso no DOI-CODI e, quatro dias depois, estava irremediavelmente morto, antes de completar 23 anos.  Na noite de 15 de julho de 1971, ele dormia na casa da mãe, em Santos, quando foi despertado por três homens em trajes civis, armados com metralhadoras. “Logo estarei de volta”, disse Merlino, tentando tranquilizar a mãe e a irmã. Nunca mais voltou. [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Merlino passou a madrugada e o dia seguinte na sala de tortura. Ao lado ficava a solitária, conhecida como “X-Zero”, uma cela quase totalmente escura, com chão de cimento, um colchão manchado de sangue e uma privada turca. O único preso do lugar, Guido Rocha, ouvia os gritos e gemidos de Merlino, submetido a sessões continuadas de tortura pelas três turmas de agentes que se revezavam em turnos de oito horas no DOI-CODI para preservar o ritmo da pancadaria ao longo do dia. Horas depois, arrastado pelos torturadores, ele foi jogado na “X-Zero”. Estava muito machucado, as duas pernas dormentes pelas horas pendurado no pau-de-arara. Para ir à privada, Merlino precisava ser carregado por Guido. Estava tão debilitado que, no lugar da usual acareação com outro preso na sala de tortura ao lado, Merlino teve o ‘privilégio’ de ser acareado na própria “X-Zero”. Na manhã do dia 17, o enfermeiro da Equipe A de Ustra arrastou uma mesa até o pátio para onde se abriam sete celas. O carcereiro carregou Merlino até a mesa improvisada, onde o enfermeiro, com bata branca, calças e botas militares, colocou-o de bruços para massagear as pernas. Quando lhe tiraram o calção, os presos viram que as nádegas de Merlino estavam esfoladas. Os presos das celas 2 e 3 o ouviram dizer que fora torturado toda a noite e que suas pernas não o obedeciam mais. Um dos detidos, Rui Coelho, seria anos depois vice-diretor da Faculdade de Filosofia da USP. De volta ao “X-Zero”, Merlino foi submetido pelo enfermeiro ao teste de reflexo no joelho e na planta do pé. Nenhum respondeu. Tudo o que ele comia, vomitava. Havia sangue no vômito. Guido deu uma pêra a Merlino, que lhe fez um apelo: “Chame o enfermeiro, rápido! Eu estou muito mal”, disse Merlino, agora com os braços também dormentes. O companheiro bateu na porta, gritou por socorro.  O enfermeiro voltou, com outras pessoas, identificadas por Guido como torturadores. Merlino foi transferido para o Hospital Geral do Exército. No dia 20, pela manhã, o PM Gabriel contou aos presos do DOI-CODI de Ustra que Merlino morrera na véspera. “Problemas de coração”, disse.  Às 20h daquele mesmo dia, dona Iracema Merlino recebeu um telefonema de um delegado do DOPS com uma versão menos caridosa: seu filho, contou o policial, matou-se ao se jogar embaixo de um carro na BR-116, ao escapar da escolta que o levava a Porto Alegre. O corpo do jornalista foi entregue à família num caixão fechado. Dois anos depois, ainda preso no DOI-CODI, o historiador Joel Rufino dos Santos ouviu de um de seus torturadores, o agente Oberdan, esta versão: “O Merlino não morreu como vocês pensam. Ele foi para o hospital passando mal. Telefonaram de lá para dizer: ‘Ou cortamos suas pernas ou ele morre’. Fizemos uma votação. Ganhou ‘deixar morrer’. Eu era contra. Estou contando porque sei que vocês eram amigos”. O laudo do IML, assinado por dois médicos legistas, apontava como causa da morte “anemia aguda traumática por ruptura da artéria ilíaca direita”, e finalizava com uma suposição nada científica: “Segundo consta, foi vítima de atropelamento”. Amigos de Merlino acorreram ao local do suposto atropelamento, e não encontraram nenhum vestígio do acidente. Não houve registro policial, o atropelador não deixou pistas. A censura impediu a notícia da morte de Merlino. Só no dia 26 de agosto de 1971 é que O Estado de S.Paulo conseguiu vencer a barreira, publicando o anúncio fúnebre para a missa de 30? dia na Catedral da Sé. Quase 800 jornalistas compareceram ao culto na Sé, cercada por forte aparato policial, que incluía agentes com metralhadoras infiltrados até no coro da igreja. Esta é a história que José Sarney vai ouvir no tribunal. A história que o coronel Ustra contará é a mesma de sempre e foi antecipada por ele, no início do mês, num site de ex-agentes da repressão e nostálgicos da treva, o Ternuma, abreviatura de ‘Terrorismo Nunca Mais’. Esta é a delirante, cândida versão de Ustra: “Ao voltar [da França, Merlino] foi preso e, depois de interrogatórios, foi transportado em um automóvel para o Rio Grande do Sul, a fim de ali proceder ao reconhecimento de alguns contatos que mantinha com militantes. Na rodovia BR-116, na altura da cidade de Jacupiranga, a equipe de agentes que o transportou parou para um lanche ou um café. Aproveitando uma distração da equipe, Merlino, na tentativa de fuga, lançou-se na frente de um veículo que trafegava pela rodovia. Se bem me lembro, não foi possível a identificação que o atropelou. Faleceu no dia 19/7/1971, às 19h30, na rodovia BR-116, vítima de atropelamento”. Um parágrafo adiante, Ustra concede: “Hoje, quarenta anos depois, se houve ou não tortura, é impossível comprovar”. [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Assim, só cuspindo marimbondos de fogo para confiar na versão de uma equipe tão distraída do mais temido DOI-CODI do país e para acreditar na repentina agilidade física de um preso capaz de correr para uma rodovia federal e incapaz de alcançar a privada da masmorra pela paralisia das pernas destroçadas no pau-de-arara.  Nem o imortal José Sarney, autor de 22 livros, três deles romances, conseguiria produzir ficção tão ordinária, tão sórdida, tão indecente. No Tribunal de Justiça de São Paulo, a partir desta semana, um ex-presidente da República poderá apressar (ou não) o seu melancólico final de carreira. Acreditando no inacreditável e defendendo o indefensável, José Sarney encontrou, enfim, o roteiro e o personagem que podem levá-lo definitivamente ao brejal da desmemória, da inverdade e da injustiça. Pensando bem — pensando no presidente e no torturador, no ‘coronel’ e no coronel —, Sarney e Ustra bem que se merecem! O Brasil e os brasileiros é que não mereciam isso. *Luiz Cláudio Cunha é jornalista
   
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Dé Dinho.
25/07/2011 | 17h50

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Ele é de Niterói.
25/07/2011 | 14h40
Casou-se com mulher campista. Provou do melado da terra, cá fincou bandeira. Ganhamos um profissional de primeira. Seu nome: Geronimo. Quem é que freqüenta a noite campista e não o conhece? Por bons restaurantes de São Paulo, Rio e Campos, marcou sua presença. Se ainda assim, você não se lembra dele, ele se lembra certinho de você. Sabe se o filé que você tanto aprecia é ao ponto ou mal passado. Se o seu drink predileto é num copo largo e baixo ou se em copo longo e estreito. Se o seu chope tem ou não muito colarinho. Por exemplo, de mim ele sabe o quanto gosto de um carnudo camarão, de preferência flambado. Conheci Geronimo de perto no último verão. Integrou a equipe lá do Canto do Meio, em Chapéu do Sol. Já o respeitava e a temporada só aumentou minha consideração por ele. Algumas noites ‘viradas’ juntas no batente. Ele lá, com a mesma postura do início ao fim. Nem um dia desafinou. Agora chega o momento de investir em si próprio. Ganhará o Shopping 28, o Appetito.  Bar e Restaurante como bem sabe gerenciar. A mais nova opção para o almoço executivo ou um início de noite.

Faço aqui sua divulgação, por livre e espontânea vontade. Nenhuma relação comercial. Só camaradagem mútua. Tenho gosto em participar de seu especial empreendimento. Sei avaliar o quanto é importante somar energia em momentos de start. Depois, a competência se estabelece, a roda entra em movimento... Lucramos nós com o novo espaço culinário, o Appetito, na Praça de Alimentação do Shopping 28. Inaugura amanhã, terça-feira 26 de julho. Bom apetite!      
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BIG TONY- O INIMIGO DO SONO
23/07/2011 | 11h10

Aqui, artigo do jornalista e radialista, Nino Bellieny. Publicado no blog Ururau.com.br.  Aberta homenagem a um colega.  Em tempos de mesquinharia espalhada, parcos de reconhecimentos públicos, faz bem ler. LP

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Nino Bellieny

BIG TONY- O INIMIGO DO SONO

Para aqueles que desejam dormir de imediato é desaconselhável sintonizar o rádio na 97 FM  durante o horário das duas horas da manhã até as seis. Neste período, atua Big Tony, uma autêntica lenda radiofônica do Estado do Rio. Não me recordo mais o nome completo do Antônio, porém, me lembro quando ele começou a trabalhar na emissora onde está até hoje e do apelido com o qual o batizei. O resto, ficou por conta da competência e talento do moço. Simples, modesto e tímido,  nas madrugadas da 97 FM se encaixou de forma perfeita. Domina do começo ao raiar do sol com uma programação musical anatômica e durável, sem soltar tiras nem se despedaçar na escolha de outro dial. Uma vez ligado no Big Tony, não tem como desligar. Cada música se emenda na outra e na outra, numa corrente de elos poderosos atuando na memória dos ouvintes. Sente-se o bom gosto do comunicador e a apurada técnica de entrelaçamento. Uma canção sempre tem a ver com a outra, daí, parecer impossível dormir. Ou adormecer sim, no embalo sistemático do som e  acordar com  a sensação de ter sonhado com determinadas situações provocadas pelas músicas. Big Tony faz isso: trilhas sonoras para sonhos. E para enamorados, solitários, trabalhadores da madrugada como ele e todo tipo de gente amante do melhor que o rádio pode dar. As emissoras  de hoje podem dispensar qualquer locutor, principalmente nas horas noturnas e deixarem o computador cuidar de tudo, desde de dizer as horas a tocar músicas. Todavia, elas jamais alcançarão a excelência da comunicação humana nem o arranjo ideal da programação instintiva. Impensável uma máquina substituir um Big Tony.  Igual a este, dotado de sensibilidade musical e de conhecimento histórico do assunto, dificilmente será  encontrado alguém dando bobeira nas esquinas radiofônicas da vida. BT é um patrimônio da 97 FM, uma das raras rádios a dar valor e segurança ao profissional na região. Sorte de ambos, neste casamento existente a mais de 20 anos e gerador de uma audiência fiel e crescente. Por isso, se você deseja ficar acordado, ouça o Big. E se não quer perder o sono, ouça também. Pode demorar um pouquinho, mas, diante de tanta música boa, você inevitavelmente vai relaxar. O que equivale a um bom e restaurador sono.
 
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AMOR NA FERA FERE.
22/07/2011 | 17h10
Hoje, a página 19 do jornal O Globo, é ocupada pela metade com o relato do sentimento entre Dengo e Elza. Um casal de leões do Zoológico de Niterói (Zoo-Nit). [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Companheiros no livre arbítrio por oito anos. Dois leões, um romance; indevidamente separados por força do homem. Ele padeceu das mazelas e dores de um coração leonino lancetado e só. Cinco meses, se passaram. Triste Dengo. Solitário na cela ficou. Resistiu deitado e sem apetite.

[caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Enfim, se revêem. São recolocados lado a lado. Farejam-se através da grade. Dengo foi levado ao Jardim Zoológico de Brasília, para onde Elza fora levada desde fevereiro por decisão do IBAMA. História de amor com final feliz.  
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Na linguagem de rede social.
20/07/2011 | 23h39
Partilho com você leitor, mensagem eletrônica que recebi de Paula Portinho, minha sobrinha. Veio sem expressa autoria. Não sei se dela ou se copiou de algum lugar. De qualquer modo, singela declamação das qualidades desse personagem amado e insubstituível. Antes que termine o dia oficial do amigo e porque todo dia é dia de celebração da amizade...LP ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- "Difícil querer definir amigo... Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta. Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência. É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo porvir. É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre tuas águas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso. Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava. Amigo é aquele que te lê em cartas, esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos. Amigo é multimídia. Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris. Amigo é aquele que te diz 'eu te amo', sem qualquer medo de má interpretação. Amigo é quem te ama e ponto. É verdade e razão, é sonho e sentimento. Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista." Feliz todo dia, amigo!
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NOVAS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS.
18/07/2011 | 02h30
“A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim” Ronnie Von. Assim como nas antigas capitanias, as NOVAS capitanias foram distribuídas aos  particulares para que administrem obras em praças do território Campos. Praça São Cristovão. Na cabeceira da Ponte Barcelos Martins, lado Guarús. Lembram da matéria do blog de 11.12.2010 http://www.folha1.com.br/_midias/wp/blogs/lucianaportinho/2010/12/11/preparativos-de-mais-uma-obra-duvidosa/? [caption id="attachment_1947" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

Pelas fotos atuais, constatarão: está pronta. O que foi encomendado pelos NOVOS donatários, creio que lá está. Nem nos cabe questionar o que foi encomendado, não tivemos acesso ao contrato. Em todo caso, observando, vocês leitores enxergarão que terminada a obra está, ponto. Plantinha sendo molhada, canteiro feito, varrido o calçamento em bloco de cimento sextavado, bicicletário pintado de branco. Acabou. [caption id="attachment_1948" align="aligncenter" width="298" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

A placa com o valor de duzentos e sessenta e oito mil, oitocentos e cinquenta e dois reais e sessenta e quatro centavos continua lá, no lugar. [caption id="attachment_1949" align="aligncenter" width="390" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

Fica posta a questão. Se pronta está, por que então a PMCG não pede para retirar o tapume e entrega a praça à população? Sim, supõe-se que era obra necessária. Concluída está. E aí?! [caption id="attachment_1950" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

 

Cá com os meus miolos, pensei: danou-se, não pagaram ao empreendedor. Estava explicado: por medida de cautela a empresa não libera a obra. Argumentaram-me que não. - Nada disso, Luciana...é só pra deixar mais perto da eleição. Não pode, será?!      
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Dé Dinho.
17/07/2011 | 11h25

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Dé Dões...o humor é nossa voz!
17/07/2011 | 00h04
[caption id="attachment_1936" align="aligncenter" width="397" caption="O Dia"][/caption]

 

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Sem máscara, plumas ou paetês.
16/07/2011 | 01h50
Abaixo, oportuno artigo do jornalista Fernando Molica.  Nenhum termo de comparação com o barato exibicionismo do baile à fantasia recém divulgado nos meios de comunicação desta planície. Ainda bem. ____________________________________________________________________________ As discretas filhas de Itamar Franco. Por Fernando Molica em 06 de julho de 2011 | LinkComentários (3) Coluna Estação CariocaO Dia, 06/7. Com a morte de Itamar Franco, os brasileiros, enfim, puderam conhecer as filhas do ex-presidente. Exemplos raros de discrição, Fabiana e Georgiana mantiveram-se longe dos flashes durante todo o período em que Itamar exerceu a Presidência. Elas só mostrariam seus rostos no velório do pai. Vale lembrar: os anos que antecederam à posse de Itamar foram marcados pelo exibicionismo do então presidente Fernando Collor, de seus parentes e amigos. Especialista na criação de fatos que gerassem notícias fúteis, Collor transformou em ritual suas corridas dominicais, adorava se mostrar pilotando jet-skis, chegou a pegar carona num caça da FAB. A ânsia pela exibição marcava aquele grupo de deslumbrados com o poder e com suas aparências e oportunidades. Na chamada República de Alagoas, referência à origem política do presidente, mesmo a separação de Collor precisava ser alardeada. Numa solenidade pública, ele fez questão de mostrar a ausência da aliança em sua mão. Expulso da Presidência após o impeachment, Collor soube transformar em espetáculo até sua saída do Palácio do Planalto. Em meio à tamanha exposição, jornais, revistas e TVs se assanharam com a ascensão de um novo presidente. Divorciado, era pai de duas jovens -- tinham em torno de 20 anos. Nós, jornalistas, queríamos entrevistá-las, fotografá-las, transformá-las em celebridades. Publicações especializadas se excitavam diante de futuras capas, de reportagens que revelariam namoros, separações e escândalos. Uma das filhas do presidente haveria de ser vista com algum ator, que logo seria trocado pelo herdeiro de um empresário. A outra, quem sabe?, se envolveria com um jogador de futebol e acabaria flagrada em poses comprometedoras num baile funk ou numa boate depois de algumas doses a mais. Seria inevitável que uma das duas demonstrasse arrogância, um sabe-com-quem-você-está-falando, diante de um policial. As expectativas foram frustradas. Até hoje ignoramos quem elas namoraram, com quem se casaram, se é que são casadas. Juliana e Georgiana não protagonizaram escândalos, não usaram o nome do pai. Pelo que se sabe, não levaram amigos para passear em avião da FAB, não receberam passaporte diplomático, não ganharam empregos públicos, não montaram consultorias nem freqüentaram festas de empresários. Um comportamento que, pela correção, se destaca em nosso universo político. Solidário, o País agradece.    
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O TEU PASSADO ESCLARECE.
14/07/2011 | 09h39
Oito anos para recapear um percurso de cinqüenta quilômetros. Que tal?! Vou contar para você leitor uma história real. Possuí por bom período, uma pequena propriedade rural às margens do Rio Paraíba. Ficava em Ernesto Machado, município de São Fidélis. Dividia meus dias entre Campos e a Fazendinha da Ribeira. Pelas manhãs lá estávamos na RJ 158 (estrada Campos/São Fidélis). Entre Campos e São Fidélis, são 50 km. Pois bem, foram gastos OITO anos para o Governo do Estado do Rio de Janeiro fazer a obra de recapeamento dessa estrada. Duas administrações inteiras para dar conta do serviço. Dispensável citar o nome da dupla que ocupou o Palácio Guanabara nesse período. Memória de Cálculo Se foram gastos 8 anos no recapeamento asfáltico de 50 km da rodovia, foram então feitos 6,25 km por ano, 0,52 km por mês ou, ainda, 0,017km por dia. Nesse ritmo de cágado, a União levaria 80 anos para recapear os aproximados 500km da Dutra (Rio/São Paulo). Qualquer pessoa com um mínimo de preparo físico, em 60 minutos de esteira, a uma velocidade média de 60, caminha bem os 6 km.  Não é fantástico?! Acordar naquela bucólica paisagem e enfrentar a RJ 158, por oito anos em obras, até chegar a Campos era esdrúxulo. Ao menos, tirei proveito. Desenvolveu-se em mim a capacidade de abstração em situações semelhantes e a ficar Zen. [caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="Ft. Google"][/caption]

 

   
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COMPASSO MARCADO.
11/07/2011 | 22h06
Naquela tarde, estava no cais. De pé, olhava em direção ao mar. Imenso aquário de tanto mistério. Visto da terra, aquele azul profundo lhe metia medo. Não era o azul de Ogum. Ventava forte e a maresia impregnava até sua alma. Perto dali, algumas crianças brincando de baleba, outras no ágil manuseio do cerol das pipas embaralhadas. Não havia dúvida, até aqui, este fora seu porto. Sempre retornara a ele. Por entre a cantoria das gaivotas e as mãos dos pescadores correram seus sonhos. Até hoje, ainda se questionava ter nascido fêmea. Se homem fosse, mais fácil teria sido sua vida. Sabia-se uma mulher com encantos. Bem lhe fazia bulir com os homens. Alguns de fato eram atraentes, na palma desses tinha se deixado ficar. Aquele lugar era pequeno demais para a sua alma liberta. Filho não quisera ter nem marido. Só se impusera pela própria trajetória. Não saberia ter vivido o tempo todo fixa na terra. Esperando, bordando e murchando. Parada, imersa em lembranças, as cenas ganhavam animação. No início, os marujos resistiram à decisão de partilhar os percalços mar adentro. Entendiam como um cio, capricho de mulher vadia. Doidivanas. Foi assim vista por todos. Depois, nos perigos do mar mostrou ao que veio. Tornara-se insuperável na destreza de um leme, no manejo das velas, na exata previsão dos humores das ventanias e tempestades. Nestes momentos limiares, no turbilhão da imprevisibilidade ela era acometida de uma cálida calmaria. Havia nela uma sólida sintonia com as forças da natureza. Ali, na suspensão temporal, procuravam o seu corpo, do seu suor se hidratavam, vasculhavam seu olhar como se bússola fosse. Diziam, nela haver, o contorno de Iemanjá, a rainha do mar. Conquistou assim o espaço dela. É  puxada para o presente por uma lufada fria. Um tremelique a percorre. Apruma o corpo, os seios já rígidos. Aos poucos, uma nova imagem ingressa no seu foco visual. No horizonte, cresce. Esplendorosa nau. Galera das muitas velas brancas, estufadas. Nave dos amplos deslocamentos viera lhe buscar. [caption id="" align="alignright" width="274" caption="Muchacha de espaldas, 1925. Salvador Dali"][/caption]     Luciana Portinho  
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La Vie en Rose: A Sorte.
11/07/2011 | 14h44
Existem pessoas de sorte, popularmente chamadas de “pé quente”. Campos também tem seus sortudos. Por exemplo, boa estrela uma empresa se habilitar a ganhar uma licitação e acabar ganhando duas licitações no mesmo local. Uma geminada à outra, no Parque Esplanada. Construção de uma pequena praça e de uma creche escola. Bom, é o que escrito está nas placas oficiais das obras. Tamanha ventura, se jogasse na mega sena certamente venceria. [caption id="attachment_1899" align="aligncenter" width="410" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

Montante total das duas obras lado a lado: R$ 988.362,42. [caption id="attachment_1900" align="aligncenter" width="410" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

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R$ 2.648.410,27 NOVA escola.
10/07/2011 | 14h36

Extraído do Blog do Claudio Andrade

quinta-feira, 7 de julho de 2011

E.M RIO PRETO: OBRA LICITADA NO VALOR DE R$ 2.648.410.27 (dois milhões, seiscentos e quarenta e oito mil, quatrocentos e dez reais e vinte e sete centavos).

HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO   Tendo em vista o resultado da licitação, aprovo os atos praticados no processo no 2010.034.000497-8-PR, HOMOLOGO o resultado da Concorrência nº 033/10, e, em conseqüência, ADJUDICO o seu objeto, contratação de empresa especializada para a construção da Escola Municipal do Rio Preto, localizada no 1° Distrito - Campos dos Goytacazes, à licitante vencedora VISÃO EMPREENDIMENTOS LTDA com o valor total de R$ 2.648.410,27 (dois milhões, seiscentos e quarenta e oito mil, quatrocentos e dez reais e vinte e sete centavos). PUBLIQUE-SE Em 05 de julho de 2011. César Romero Ferreira Braga = Secretário Municipal de Obras e Urbanismo = Id: 1158663   Obs. de minha parte, desnecessário qualquer comentário. LP.
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Dé Dinho.
09/07/2011 | 21h01

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Espanto em Esplanada.
07/07/2011 | 11h54
Qualquer um ao pensar em esplanada, logo é remetido a um espaço aberto com ampla perspectiva. Para nosso desencanto, o bairro Esplanada cá em Campos, é um espanto de tão largado. Tem esgoto vazando por tantas ruas, bueiros arrebentados e sujeira. O lixo invadiu o bairro dessa gente pacata e trabalhadora que lá reside. [caption id="attachment_1876" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption] [caption id="attachment_1877" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

Li ontem (06/07) na Folha da Manhã, declaração do Sr.Zacarias Albuquerque, ilustre Secretário Municipal de Serviços Públicos. Na página cinco, textualmente afirma: “ Os bairros de Campos recebem limpeza periódica”. Resta questionar então qual periodicidade. Lembrei-me de um episódio passado, inesquecível de tão engraçado. Quando o prédio do Anexo da ALERJ foi inaugurado apesar da modernosa fachada de vidro fumé, subir para os gabinetes era uma afta. Dois elevadores sempre lotados. Todos se queixavam da demora no tédio da espera. Num daqueles debates rotineiros da fila, um cidadão exaltado diz: “ Não é o elevador que é pequeno não. É que tem muita gente!” [caption id="attachment_1878" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption] [caption id="attachment_1879" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption] [caption id="attachment_1881" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

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FLIP 2011.
06/07/2011 | 09h51
Com Oswald de Andrade, no centro dos debates, começa hoje a VIII edição da FLIP, Feira de Literatura Internacional de Paraty. Nos próximos dias, a mais do que charmosa cidade histórica é tomada por conversas, mesas, painéis que em comum têm o exercício da visão crítica como centro das atenções. Debates inteligentes contagiarão uma seleta platéia. O prazer em ouvir será manifesto nas faces atentas, no silêncio da audiência, na explosão das palmas. Paraty, um de nossos patrimônios históricos mais uma vez encantará os presentes e divulgará ao mundo nosso filé mignon das letras. [caption id="" align="aligncenter" width="470" caption="Ft. Google"][/caption] Para os que desejem acompanhar a Flip, segue o link http://www.flip.org.br/. [caption id="" align="alignright" width="400" caption="Oswald de Andrade, por Tarsila do Amaral."][/caption] Erro de português Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português. Oswald de Andrade    
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A HISTÓRIA DE UM AMOR.
05/07/2011 | 15h17
Prostrada, a memória já não era mais a mesma. A danada da memória, por vezes, teimava em não colaborar. Também, bobagem exigir dela demais. Lembrar-se do desencadeamento dos detalhes, ou não, de nada alteraria o acontecido. Na sua cidade, não estava. Ainda que de longe, bem ao longe, era chão familiar, conhecia sim. O tempo a muito, fizera com que não o sentisse mais como tal. Tornara-se diferente, de sons dissonantes, sentia-se apartada dos seus. A vida não correra por ali, fazia tempo. Vasculhou-a em todos seus sentidos. Nesta noite chovia. Os relâmpagos sucessivos demonstravam nervosismo. Disparados, riscavam, sem parar, o céu. Os seguidos estrondos completaram o revirar de suas tripas. Já não mais conseguiria adormecer. Chorava tanto que os pingos da chuva se misturavam às lágrimas. Chorava torrencialmente, naquela noite em que toda a história remoeu o que lhe restava de lucidez. Queria, se esvair nas lágrimas, nelas submergir. Sim, esse o desejo. E o que vale um desejo? Voltou-lhe à mente, todo aquele estúpido momento em que, do nada, o amor se rompeu. Feito uma represa rachada, verteu toda carga de emoção contida de uma só vez. Perplexidade, orgulho ferido, vaidade, pequenas incompreensões não resolvidas, cada qual com uma trilha percorrida. Água e mais água sentida e salobra, neste que foi um vazamento incontrolável. Não sobraram culpados ou vítimas. Nem mesmo a mata nativa resistiu. A passarada, surpresa, bateu asas. Foram todos arrastados, numa onda gigante, que lambia as bordas dos morros e misturava as gentes estranhas que - mesmo sem dever ou poder - se imiscuíram naquele que foi o mais sublime sentimento de um homem e de uma mulher. Agora, restava cansada, recostada à poltrona predileta, qual a sua querida avó tanto fizera. Carecia do arder de um novo dia. Não perderia a esperança. A natureza era infalível, ela sim, leal companheira. Haveria de se fazer rebrotar. Luciana Portinho  
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E P U.
04/07/2011 | 00h23
Equipamento Público Urbano. Deveria ser o título do post. Impossível. É só um pedaço de mobiliário urbano à disposição da população. [caption id="attachment_1844" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

Sabem aonde está localizado? Engana-se quem pensou em local distante. Não, fica em importante avenida da cidade de Campos, na Avenida Felipe Uebe. É aquela mesma que anunciaram, seria transformada em Nova Avenida Felipe Uebe. Afinal, obra aqui logo ganha nome de NOVA! Valoriza, não é mesmo?! Deve ser mais caro manter do que deixar deteriorar e refazer tudo. O raciocínio estreito em vigor é " ah, não fomos nós que fizemos, deixa pra lá. Manutenção não aparece". [caption id="attachment_1845" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

Cidade média, com orçamento rico aqui resultou em mísera mentalidade de uma administração medíocre.

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Dé Dinho.
02/07/2011 | 22h23

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Morre Itamar Franco
02/07/2011 | 13h25
De intensa personalidade, o Brasil deve a ele a coragem e o acerto nas mudanças feitas na nossa moeda. Talvez alguns não se lembrem. A inflação era ratazana faminta a devorar nossos salários. Nenhuma previsão era possível  nas nossas economias domésticas. Só os capitalizados conseguiam lucro. A especulação era desenfreada. Nossas dívidas, interna e externa, se agigantavam. Um país com uma economia fora de controle, vindo do escândalo federal da Casa da Dinda. Ao convidar Fernando Henrique Cardoso, para o ministério da economia, virou página bagunçada de nossa história. Conferiu dignidade à nação brasileira. Um mineiro apaixonado por opção, um nacionalista por formação. Fica nosso reconhecimento.  
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FAÇA SOL OU FAÇA CHUVA.
02/07/2011 | 12h10
Entra dia e sai dia, semana e sai semana, mês após mês. Qual a razão do descaso com o trânsito amarrado da Avenida Sete de Setembro? Pediram-me que trouxesse o assunto até aqui. [caption id="attachment_1813" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

[caption id="attachment_1807" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption] [caption id="attachment_1817" align="aligncenter" width="397" caption="Ft. Vigilantes Urbanos & Rurais"][/caption]

 

Atenção EMUT!!!  Não deve ser de difícil solução.
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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