O fundo do buraco é fundo
28/09/2015 | 12h39

E lá vamos nós seguindo persistentemente pro fundo do buraco. Tem horas em que parece não ter fim e nós obstinadamente queremos alcançá-lo. Assim parece.

Ontem, domingo (27) na cidade do Rio de Janeiro, a Polícia Militar em ação intensa contra roubos e arrastões na orla da Zona Sul deteve 22 crianças menores de 12 anos desacompanhadas (uma delas tinha apenas 8 anos). Todas sem documentos. O secretário de Segurança José Mariano Beltrame acompanhou pessoalmente a realização da Operação Verão, lamentou a situação dos garotos. Quem assistiu à entrevista do secretário teve a visão do esgotamento dele, afinal problemas sociais são empurrados com a barriga e sobram para a PM resolver, como se isso fosse possível. Beltrame deixou a impressão de que está por um fio para "jogar a toalha". — É muito triste ver crianças sem responsáveis — afirmou Beltrame. — É por isso que a gente precisa trabalhar de forma integrada. Também acho que uma criança de 8, 11 ou 12 anos que diz ser responsável por outras, ainda menores, transcende muito a competência de qualquer órgão. Isso volta para a família brasileira. [caption id="attachment_9297" align="aligncenter" width="564"]IMG_6925 Igor Mello / Agência O Globo[/caption]
Chegamos às raias do inacreditável socialmente.
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"Engenhosidade"
22/09/2015 | 19h38
Abaixo, o pequenino testemunho do escritor Luis Fernando Veríssimo. Quando se quer, as coisas acontecem na Cultura, ainda que com falta de recursos abundantes e das condições ideais. [caption id="attachment_27534" align="alignnone" width="315"]Verissimo no estande da Biblioteca Municipal |Foto Tiago Amado Verissimo no estande da Biblioteca Pública Municipal Nereu Ramos |Foto Tiago Amado[/caption] "Rio do Sul é uma simpática cidadezinha no nordeste de Santa Catarina, e Rio do Sul tem uma feira do livro, à qual fui convidado. Todos os eventos da feira acontecem num espaço montado embaixo de uma ponte. O que só serve para mostrar como a engenhosidade supera tudo, inclusive a falta de verbas e a negligencia oficial com a cultura. Estávamos embaixo de uma ponte, e estávamos, durante a feira, no lugar mais nobre da cidade."
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O Quinto dos Infernos
22/09/2015 | 08h32
" Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam "O Quinto dos Infernos". E isso virou sinônimo de tudo que é ruim. A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama". Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira chegou ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos... Para quê? Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de "Diretores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jatinhos, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário)? Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa! E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente...!" Obs.
  1. Desconheço a autoria do texto acima, recebi-o de uma amiga carioca professora de história.
  2. Penso que a maior insatisfação dos brasileiros com relação à carga tributária acontece pela falta de retorno em serviços por parte do pesadíssimo Estado Brasileiro.
  3. Campos dos Goytacazes é exemplo máximo de recursos públicos (royalties do petróleo) que se esvaem, literalmente, por ralos de uma máquina política autoritária e populista que exclusivamente foca permanecer no poder. Um município rico, uma população pobre.
 
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Lá vai!
21/09/2015 | 17h27
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Uma era de incertezas
21/09/2015 | 10h07
Publicado, sábado (19), no O Globo. Artigo do escritor e jornalista Zuenir Ventura
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Caiu
18/09/2015 | 10h06
Lembram-se daquele kit de primeiro socorros que todo mundo tinha que comprar lá nos idos 1998? Era obrigatório ter uma caixinha daquelas em cada veículo. Um ano depois da lei entrar em vigor e que deve ter rendido uma boa receita para alguns, finalmente caiu. Ontem (17), também caiu a obrigatoriedade (desde 1970) do extintor de incêndio nos carros particulares. Permaneceu a exigência do porte veículos de transporte coletivo e nos de carga. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu abolir o  uso do extintor de incêndio em carros, caminhonetes, camionetas e triciclos de cabine fechadas, passa a ser opcional, ou seja, a falta do equipamento não mais será considerada infração nem resultará em multa. [caption id="" align="alignleft" width="450"]Extintor de incêndio em carros não será mais obrigatório Luiz Armando Vaz/Agência RBS Foto: Luiz Armando Vaz / Agência RBS[/caption] O Brasil era um dos poucos países que obrigava automóveis a ter o extintor. Na Europa e no Estados Unidos não. Segundo nota do Contran, "A mudança na legislação ocorre após 90 dias de avaliação técnica e consulta aos setores envolvidos. O uso do extintor sem preparo representa mais risco ao motorista do que o incêndio em si". Também, de acordo com o Contran, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) informou que dos 2 milhões de sinistros em veículos cobertos por seguros, 800 tiveram incêndio como causa. Desse total, apenas 24 informaram que usaram o extintor, equivalente a 3%. Menos um gasto para o brasileiro, menos um lixo.      
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Trouxa. Quem é trouxa?
17/09/2015 | 22h10
Sou leitura costumaz do Luis Fernando Veríssimo. Não sou daquelas que idolatram ser humano. Nem cantor, nem músico, artista, ator, diretor teatral, poeta, intelectual. Em suma, aprecio a obra e ponto final. Parto daquela premissa de que "de perto ninguém é normal", daí me prendo ao que fica quando tem qualidade, inteligência ou força poética. Mas confesso, como resistir à simplicidade, humor e leveza do Veríssimo?! Raros - não me lembro de algum - são seus textos desinteressantes, até porque o modo como ele enxerga os fatos do cotidiano é peculiar. De tudo ele extrai assunto com um ponto de vista sensível, típico de um homem culto amável. Vamos lá! Ia reproduzir seu artigo de hoje (17) no O Globo. O título é "TROUXAS"  e começa com a frase do ator Charlie Sheen, no filme 'Quero ser John Malkovich' em que diz: “A verdade é para os trouxas”. Daí, ele parte para indagações como, "Ele quis dizer que a verdade é para quem não tem imaginação e vive preso à realidade? Ou que trouxas são os que não veem que não existe uma “verdade”, mas muitas, e elas se contradizem? Ou ele estava apenas bêbado"? Ou ainda,  "A frase do Sheen só quer dizer mesmo que a fantasia é preferível ao fato, e que trouxa é quem nega isto. E vive sem aceitar que tudo é irreal: a política, as paixões, a justiça e as injustiças, e até a morte". Filosofias de lado, Verissimo está matutando que a tal frase cai como luva no Brasil atual e continua ao justificar, "Nunca as 'verdades' de cada um foram tão antagônicas, e nunca os antagonistas se xingaram tanto (“trouxa” é o mais brando dos epítetos trocados). Para um lado, trouxas são os que acreditaram no passado e ainda acreditam nas verdades mentirosas do PT. Para o outro lado, trouxas são os que participam de um golpe sem se darem conta da sua cumplicidade numa ruptura política e social possivelmente incontrolável. Nos dois lados, a retórica obscurece a verdade. Qualquer verdade". Que a gente está num mato sem cachorro, acho não restar dúvida. Que sobram gatos e ratos, outra certeza!
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Também gostaria de saber: alguém responde?
16/09/2015 | 00h11
Nem precisaria, mas, óbvio que nada, patavinas tenho em comum com o capital financeiro (bancos e congêneres). Pois das tais recentes medidas apresentadas pelo governo federal ao Congresso para aliviar o déficit nas contas públicas e sinalizar alguma ascensão na economia nacional, somente o mercado financeiro anuiu. Pelo jeito, todos os demais - inclusive parlamentares do PT - se manifestam contra. Da minha humilde parte como cidadã que desde sempre se interessou pela política e pela economia, não vislumbro, no curto prazo, solução que nos retire do atual "volume morto". Alias, me pergunto qual força política tem de fato interesse em solucionar a crise. Cada partido, ou melhor, legenda, já tem sua pauta política clara: os eventuais recuos não passam de ajuste tático. A presidente com uma estupenda rejeição dos formadores de opinião, dos amplíssimos setores da classe média; falte-lhe respaldo até mesmo do seu partido, este dá mostras de não aceitar nenhum remédio amargo. Seu partido, por sua vez, chacoalhado pela Operação Lava Jato. A retração na economia deu tranco no povão: a carestia reapareceu e os empregos ameaçados. Que o Brasil é grande, que somos a oitava economia do planeta, que temos as instituições em funcionamento, que os poderes estão consolidados democraticamente, tudo isso sabemos. Mas?! O jogo político normalmente pesado está ainda mais pesado. Tudo leva a crer que enquanto a presidente não for retirada do comando do país, o impasse político perdurará. Não haverá nenhuma proposta econômica factível. Nada será aceito. É como brasa em fogueira armada, qualquer sopro reaviva o fogaréu. E o que não falta é gente com imensa vontade de soprar!          
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Livre dos males?!
12/09/2015 | 12h55
E-mail recebido de um leitor do blog. Meio doido em tempo mais doido ainda. Meio doído e quem não está doído ? "Livre dos males" era a terra que os índios brasileiros enxergavam até que nós chegamos e descobrimos (?) o Brasil. " Eu não tenho certeza dos "porquês", mas que o Brasil, no sentido de nação, é inviável lá isso é. Deixo as possíveis respostas para os sociólogos, cientistas políticos, historiadores, economistas e o escambau. Você pode achar que eu sou maluco, mas acho que nós perdemos nossa identidade de nação muito cedo, cedo mesmo, porque, em menos de uma década, fomos a Terra do Papagaio, Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil, quando nosso nome, na verdade, era Pindorama !!!! Tudo começou errado nesse momento, e depois, é claro, degredados barra pesada portugueses transando com nossas índias sem parar, à la Macunaíma, que ficava com o pinto duro o tempo todo.... O que é preciso para fazer chegar ao Congresso uma moção popular propondo uma alteração na constituição para mudar de Republica Federativa do Brasil para Republica Federativa de Pindorama ? Tás afim de iniciar um movimento nacional nesse sentido?" Gaiato! [caption id="" align="aligncenter" width="529"] lustração de Marilda Castanha para o livro Pindorama [2008] Editora Cosac Naify[/caption] 
Segundo a Wikipedia.org , existem duas hipóteses etimológicas para a palavra "Pindorama":
  • viria do tupi pindó-rama ou pindó-retama, "terra/lugar/região das palmeiras";
  • viria da junção do tupi pin'dob("palmeira") com "-orama" ("espetáculo"), significando, portanto, "espetáculo das palmeiras".
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Bastão
08/09/2015 | 17h20

O que os "selfies" revelam sobre o mundo atual

Artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, em 30/08. Vale a leitura! RESUMO Mais que mera versão atualizada do consagrado gênero do autorretrato, os "selfies" se impõem como signo da revolução digital. Ironicamente, em um mundo marcado pela alta tecnologia, o homem contemporâneo tem como "gadget" favorito um tosco bastão, cujo benefício último é dispensar a interação com estranhos.
"Autorretrato em Espelho Convexo" (1524), de Girolamo Francesco Maria Mazzola, mais conhecido como Parmigianino
"Autorretrato em Espelho Convexo" (1524), de Girolamo Francesco Maria Mazzola, mais conhecido como Parmigianino
Mesmo os pouco observadores devem ter notado um novo aparelho na temporada de férias. Tecnologia de ponta? Só no sentido mais estritamente literal. Neste ano, o "pau de selfie", monopé que permite tirar autorretratos, conquistou o mercado dos viajantes. Não deixará de surpreender que em pleno 2015 o homem tenha redescoberto a utilidade tecnológica de um bastão. Na pré-história, o homem vagou pelos bosques apoiando-se nele; milhares de anos depois, a moda volta, de forma distorcida: o instrumento que servia para conectar o homem com o que estava sob seus pés –a terra– e o apoiava, literalmente, para abrir passo pelo mundo se converteu em uma ligação com o mundo superior. Se eu não me vejo, como sei que existo? Esse novo cajado nos permite uma perspectiva aérea da existência. O filósofo alemão Peter Sloterdijk explica que aquilo que nós entendemos por tecnologia é uma tentativa de substituir os sistemas imunológicos implícitos por sistemas imunológicos explícitos. Em nossa época, os sistemas de defesa que criamos procuram nos isolar de um exterior que se nega a ceder à tendência individualista da sociedade. Por isso andamos de um lugar a outro sem renunciar nunca a nosso mundo: nos transformamos em uma sociedade de caranguejos-eremitas, carregando no lombo nossas casas. Sentados entre centenas de passageiros, nos protegemos, com nossos fones de ouvidos, celulares e vídeos, do encontro com o exterior. Agora, o "pau de selfie" nos permite tirar fotos sem a incômoda necessidade de interagir com estranhos. Nos transformamos em seres autossuficientes e, em decorrência disso, necessariamente antissociais. A máxima ironia do mundo globalizado é a crescente insularidade do indivíduo. Como o exterior é impessoal, nos embrenhamos no interior; como a comunidade nos debilita, a individualidade se torna preponderante; é assim que a casa familiar dá lugar ao apartamento individual –e a autogamia moderna surge. O grande balão da globalização explodiu em milhares de bolhas comprimidas, que voam juntas, sem, no entanto, se roçarem. O fenômeno do "selfie" responde a essa condição insular e por isso se arraigou como a manifestação estética da revolução digital. O isolamento do indivíduo é tal que, liberto do voyeurismo, teve de conceber um autovoyeurismo: nos tornamos paparazzi de nós mesmos. O "selfie" procura esconder nossa natureza isolada e solitária sob o verniz da felicidade e do gozo. ORIGENS As origens mais remotas do fenômeno, contudo, expõem sua natureza. Em 1524, o pintor italiano Parmigianino (1503-40) se autorretratou com o auxílio de um espelho convexo. O efeito é alucinante: mais que um autorretrato, a pintura de Parmigianino é uma indagação a um mundo interior atormentado. O olhar do autor é sereno, mas incômodo, mais adequado ao mundo das "hashtags" que ao da pintura renascentista. Séculos depois, em outubro de 1914, aos verdes 13 anos de idade, a princesa Anastácia da Rússia subiu em uma cadeira em frente a um espelho e fotografou seu reflexo. O resultado causa calafrios: a princesa lembra um fantasma. Ambas as imagens ressaltam a condição solitária do "selfie". A discussão sobre o significado desse fenômeno tem muitas vertentes. O "selfie" já foi explicado como uma ferramenta de "empoderamento", como vão narcisismo ou como um desesperado grito de ajuda lançado ao vazio da aldeia digital. Outros sugeriram que se trate das três coisas ao mesmo tempo. Um pedido de atenção em um mundo onde a atenção equivale ao poder. O "selfie", no entanto, tem também um sentido de autoconstrução. Permite ao indivíduo moldar a narrativa de sua vida e, assim, nos transformou em promotores de nossa própria marca. Não se trata simplesmente de que o indivíduo queira ostentar a "perfeição" de sua vida, mas de ele mesmo querer acreditar em sua invenção. O "selfie" permite adequar a realidade a suas próprias expectativas. Em um mundo altamente tecnológico, o "pau de selfie" se destaca pelo aspecto tosco. Os que esperavam carros voadores e lentes multifuncionais se viram decepcionados pela realidade: o invento mais popular do ano é um bastão. Atrás dessa aparente simplicidade, porém, se esconde uma revelação profunda sobre o mundo contemporâneo. Como o velho cajado que amparou nossos antepassados, o "pau de selfie" nos oferece segurança diante de um mundo perigoso. Não é só a nossa proteção no isolamento mas uma resposta a essa angústia do ser humano contemporâneo –a de constatar sua própria existência.

Texto de EMILIO LEZAMA, 28, escritor, diretor da revista "Los Hijos de la Malinche" (loshijosdelamalinche.com) e colabora com textos sobre comunicação global e política em jornais dos EUA, México, Espanha, França e Brasil.

Tradução de FRANCESCA ANGIOLILLO, 43, editora-adjunta da "Ilustríssima", Folha de São Paulo.

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TRAMA
08/09/2015 | 13h44
Após breve ausência do blog, retorno à lida, me desculpem. É que com tanta desgraça que assola o mundo, por vezes me calo. Emudeço. Penso que pouco acrescento em repercutir o que todos minimamente informados estão fartos de ler, ouvir e assistir; um novo êxodo pelo velho continente - o maior desde o fim da Segunda Guerra -, gente tratada como entulho, uma crise econômica no país que arrebenta com os negócios, serviços e orçamentos familiares, desemprego persistente, um toma lá da cá político sem o menor sinal de estancar no médio prazo, uma fofocalha na imprensa nacional auto-investida de "quarto poder" republicano, políticos locais diminutos na sinistra encolha oportunista ... Enfim, em prato tão cheio o fastio domina. De bom mesmo, resta a VIDA soberana! Um abraço, Luciana
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