Sete chaves e um canhão
30/04/2013 | 22h31
Mais uma vez na história do carnaval campista a vitória de uns é a derrota de todos. Terminou feia a imagem de Campos, frente à sociedade e aos órgãos de comunicação do país. Colegas da Imprensa que faziam a cobertura da apuração do carnaval fora de época foram agredidos. A Polícia Militar foi chamada em socorro, voaram mesas e cadeiras. O representante dos carnavalescos locais, indicado pelos próprios, foi obrigado a sair escoltado do Cepop, local da divulgação da classificação final do Campos Folia 2013. Para complicar a situação caótica, cerveja em lata era vendida por ambulantes durante a apuração. Ou seja, estava etílica a assistência. [caption id="attachment_6149" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Rodrigo Silveira"][/caption]

 

Segundo o secretário Municipal de Cultura, a paixão é que os move, é o que garante a vida à folia local. Aqui paixão, se traduz em tapa na mesa, cizânia e falta de respeito. Estranhamente, a prefeitura de Campos, guarda a sete chaves e um canhão os valores gastos com a brincadeira que terminou em pancadaria, xingamento, e choque elétrico. A prefeita depois da distribuição de sorrisos pela avenida, finge que não é com ela. Afinal, no maior município do estado do Rio de Janeiro, quem questiona é logo rotulado de inimigo. Aos poucos, bem aos poucos, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal, o preço virá à tona. No dia 26/04, por exemplo, houve a despesa abaixo que supõe-se pela natureza do serviço, ter sido contratado para o Campos Folia 2013. Um ônibus leito/executivo, contratado ao valor de R$ 84.742,91 à Martins e Pacheco Transporte e Turismo. Mais recente, ontem, 29/04 mais dois ônibus alugados à mesma empresa; um leito no valor de R$ 84.034,64 e um executivo de R$ 65.272,41. Deve ter servido a uma das três  escolas cariocas, mera suposição. Amanhã 1º de Maio, celebra-se o Dia do Trabalhador. Portanto, descansarei. Um bom feriado a todos vocês.  
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O carnaval acabou, sem divulgar quanto custou
29/04/2013 | 20h21
Há gente que vive em Campos, por escolha. Gente que construiu família e tem amigos com os quais aprende, com os quais se troca. Sou uma delas. Viver em cidade média tem vantagens. Uma das desvantagens é a dificuldade ao fazer uma avaliação sem que melindre um dos nossos. Ossos do ofício de quem usa a cabeça e pensa. Falarei de tema espinhoso, mexe com alguns dos que admiro e respeito, gente que gosta de Arte, como eu. Nada pessoal, por favor. Terminou o Campos Folia 2013, o carnaval fora de época que se realiza depois da quaresma e antes do mês das noivas. Como festa popular agregadora social que foi um dia, morreu, no presente ainda não ressuscitou. Nem mesmo o bonito Cepop, com sua iluminação no pique e boa estrutura foi capaz, até agora, de dar um sacode na nossa folia que disputa com São Paulo o título do carnaval mais sem graça do Brasil. Três dias de desfiles que podem ser reduzidos a dois, para tentar dar densidade ao evento. É regra: quando você cria um grande palco junto tem que criar uma grande peça. Falta volume, movimento, calor de conjunto na passarela. Fui a trabalho, cobrir para o Folha Dois o último dia. Com boa vontade, não mais do que cinco mil pessoas. Frias, assistiram passar escola por escola. É visível o esforço dos envolvidos em melhorar o carnaval. Por parte do poder público, que mais uma vez soltou a verba tratada, contratou serviços gabaritados, recebeu a imprensa com profissionalismo, sanitários limpos, e uma programação visual simpática - alusiva ao Coronel do José Cândido de Carvalho. Erra feio a PMCG ao não divulgar claramente o quanto custou ao bolso do contribuinte a brincadeira. Onde há fumaça, há fogo. Bobagem que só atiça a vontade de descobrir o que é de direito da população, ainda mais quando esta recente foi às ruas, chamada a defender os royalties. Atitude atrasada, que só desagrada aos 495 mil campistas que não quiseram participar. Na pista não se viu mais aquelas fantasias de TNT, mas, ainda há alas sem fantasia, sem sapatos, de chinelos, vestes menores que o figurante ou maiores a lhe atrapalhar a evolução. Algumas escolas foram mais ousadas e criaram. Outras lamentavelmente se arrastaram pela pista. Falta unidade e gingado no corpo do carnaval campista, como um pão sem miolo ou um bolo de aniversário sem recheio. Mesmo as escolas cariocas que são chamadas como atrativo de público me decepcionaram. Vi passar a Unidos da Tijuca do morro do Borel.Vieram em 200! O que representa 200 figurantes para uma escola que tem 4500? Nem 5%. Perde a força, não tira ninguém de casa. Tomei um susto. Fiz questão de contar, 12 baianas! Com tão poucos a explosão em pista não acontece, parece um daqueles shows antes do jantar de um turista europeu. Como disse, estive lá, ontem, no domingo, a tempo de ouvir o discurso da prefeita Rosinha Garotinho, de longo rosa, penacho de plumas rosa, não olhei para os pés (sic). Como é de domínio público, ela não perderia a oportunidade de uma fantasia, até a revista Época, percebeu que ela adora uma. Bom, o discurso começou grandiloquente, “O nosso Carnaval é Regional”; passou pelo desdém, “ Não me preocupo com opinião de inimigo”; no final jogou nas costas dos carnavalescos locais o que falta para o Campos Folia: público, “Em Cabo Frio ninguém reclama que é fora de época, só aqui”.  
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Vander Lee em Campos
29/04/2013 | 10h14
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Preço do Carnaval fora de época omitido
27/04/2013 | 19h17
[caption id="attachment_6130" align="alignright" width="390" caption="Ft. Folha da Manhã"][/caption] No dia da abertura do Campos Folia 2013, o carnaval fora de época de Campos, apesar das tentativas por diversos caminhos, o custo final da festa de três dias, que começou ontem, no CEPOP, continuou desconhecido da população campista. Desde a semana passada, a Folha da Manhã tenta - sem sucesso - obter o montante do gasto com a folia através dos órgãos da prefeitura, direta ou indiretamente envolvidos. Pelo Portal da Transparência, se obtém alguns dados recentes como um pagamento ao Grêmio Escola de Samba de Vila Isabel. Através da Nota Fiscal Eletrônica 35.19.04.13, a escola recebeu 93 mil e 500 reais, isso na quarta-feira passada. Há também a retenção no valor de 4.000,00 reais, referente ao ISS do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca, na Nota Fiscal Eletrônica 22.21.19.04.13. Como o ISS, corresponde a 5% do valor do serviço contratado e como nele ainda incide a retenção de imposto de renda, com segurança projeta-se um valor parecido ao da Vila Isabel, ou seja, em torno de 90 mil reais, o cachê ou uma das parcelas do cachê para a escola convidada se apresentar. Ainda pelo portal, no dia 18 de abril, foi pago através de Nota Fiscal (normal) 45, a quantia de 30 mil reais à MBA Produções e Eventos para o Curso de Formação de Jurados. Também é possível ver que todas as 11 escolas de samba e blocos locais aptas a concorrer receberam a segunda parcela da subvenção oficial municipal, que varia entre 40 mil reais e 80 mil reais. Até o fechamento desta edição, ontem, em nova rodada telefônica, nenhum servidor da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, tampouco da Secretaria Municipal de Comunicação, dispunha da informação para repassar à redação da Folha Dois.

Luciana Portinho

Matéria da página dois, Folha Dois, hoje (27 de abril).

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Eu só queria entender
25/04/2013 | 18h32
Quem, transita pela área central, não consegue deixar de olhar, parar, conversar e pensar na desnecessária chateação imposta aos comerciantes, comerciários e pedestres. Nem bem a PMCG terminou aquele diminuto trecho em volta do chá chá chá, abriram outra licitação para dar continuação à obra?! Foram então no prolongamento da rua Barão de Cotegipe e quebraram o trecho que sai da 21 de Abril até a Beira Rio. Se chove é lama, se faz sol o vento espalha pó de pedra e areia por dentro dos estabelecimentos. Qual razão de não concluir a obra que se arrasta há mais de um ano, no Centro, e então, depois esticar pela mesma rua? Por que  não foi tudo aberto e concluído na mesma licitação? Diminuiria o custo final, afinal é o mesmo canteiro. Reduziria o atrapalho  que gera a quem não pode pegar seu comércio nas costas enquanto a obra se locomove a passo de cágado. Em terra de cego que tem um olho é REI. [caption id="attachment_6116" align="aligncenter" width="550" caption="Fts. Luciana Portinho"][/caption]

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"Carnaval fora de época não tem preço"
25/04/2013 | 17h34
Em terra que "aditivo é retroativo", o carnaval fora de época é um mistério quando se trata de expor os valores totais dos gastos. Uma encrenca só. A secretaria Municipal de Cultura, com constante civilidade e cortesia joga a bola para quem tem dotação orçamentária, a FCJOL. Nesta, através do simpático assessor, nada feito. Ele precisa ser informado pelo setor responsável, nunca acontece. Na Secretaria de Comunicação, apesar das amizades e respeitos mútuos, os colegas estão bem treinados, ou seja, nada de valor, a informação tem que sair da FCJOL. Enfim, em terra de cego que tem um olho é REI.
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Dá tempo!
24/04/2013 | 17h03
[caption id="attachment_6106" align="aligncenter" width="594" caption="Ft.Facebook"][/caption]

 

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Pra conferir
24/04/2013 | 11h08
[caption id="attachment_6102" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Folha da Manhã"][/caption] Com menos 11 agremiações carnavalescas inabilitadas a receber recursos da prefeitura por prestações inadequadas ou intempestivas, na próxima sexta-feira, às 20h, tem início os três dias da folia oficial, o Campos Folia 2013. Pelo segundo ano consecutivo, o evento será no Centro de Eventos Populares (Cepop). Como da vez anterior, o Campos Folia 2013, abre os desfiles de cada dia com uma atração carnavalesca do Rio de Janeiro. Nesse ano, as três escolas de samba convidadas são a Grande Rio, a Unidos de Vila Isabel e a Unidos da Tijuca. Cada uma delas se apresentará na abertura de um dia da folia — sexta, sábado e domingo, respectivamente. Responsável pela organização do Campos Folia, a secretaria municipal de Cultura — através do secretário Orávio de Campos — promete um evento popular enxuto e bonito; entre blocos e escolas de samba, são 14 que vão à pista nesse ano, com uma nova agremiação. A Estação Primeira de Guarus estreia nesse ano sem recurso oficial. Uma das mudanças ocorridas foi a de não permitir que enredos sejam feitos para políticos, outra é a exigência de que cada bloco e escola possua a sua própria bateria — quando não a tenham e a trazem de outros municípios, deve estar adesivada, como prevê o regulamento. Orávio diz que não haverá nenhuma fantasia de TNT na passarela. Sob a liderança de Ariel Chacar — foi indicado formalmente por unanimidade das entidades para fazer a interface entre elas e o poder público — o desfile promete ser mais compacto. Está prevista a entrada de uma escola atrás da outra na pista. “Não há mais espaço entre elas, ao atingir a metade do trajeto tocará uma campainha para que a seguinte já se arrume no portão de acesso”, esclarece ele. O tempo máximo permitido é de 60 minutos para as escolas de samba do Grupo Especial, o menor tempo aceito é de 30 minutos, para os blocos do Grupo de Acesso. Também as escolas que tiverem menos de 500 figurantes perderão pontos como os blocos que desfilarem com menos de 300. “Estamos em um processo de depuração do Carnaval, já teve seu auge e conheceu a decadência”, diz Orávio que aponta o ressurgimento do que vai “sobrar”. “Vão ficar as entidades que entenderam a necessidade da profissionalização. Por terem paixão pelo que fazem os carnavalescos, brigam. Por ter vivido o lado como carnavalesco, eu os entendo. É uma atividade passional e como tal tem que gerar prazer. Se gera sofrimento, tem que ser revista”. Orávio atribui a decadência do Carnaval campista, ao afastamento gradativo da classe média dos festejos. “O Carnaval perdeu ímpeto, ficou favelizado. A mídia passou a dar destaque a outras programações, como o Carnaval de São João da Barra e as brincadeiras nas praias da região”. O secretário cita a falta de uma pista adequada como mais um dos complicadores anteriores para o desfile das escolas. “A cada ano o Carnaval era jogado de um lado para o outro”. A construção do novo Fórum, na beira rio, inviabilizou de vez o Carnaval lá. Orávio de Campos foi um dos defensores da construção do Cepop que ainda nos dias de hoje, recebe críticas por seu custo final elevado, em torno de R$ 80 milhões aos cofres municipais. “Penso que foi um avanço, desde a década de 70 discutia-se o assunto. E, afinal, a obra do Cepop foi mais rápida do que a mudança de valores nas cabeças dos carnavalescos”, frisa. Segundo o secretário, “Campos tem mais de 250 firmas de franquias doídas para investir. Basta que se estruturem, façam o seu marketing, precisam figurar na rede social. Essa dependência pela verba oficial é humilhante para as entidades carnavalescas. Nós temos, por exemplo, o Boi Zulu. Como esse boi não é conhecido na África”? “Há uma relação espúria das agremiações com a municipalidade: problemas repetidos na prestação de contas junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) geraram problemas insanáveis, nada pessoal. A auditoria comprovou que ainda tem gente que ‘compra’ nota”, lamenta. Luciana Portinho

Sob o título, "Na Passarela, só vai que se profissionalizar", capa da Folha Dois, domingo, 23 de abril.

 
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CADA UM POR SI
22/04/2013 | 18h37
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Bons lançamentos
22/04/2013 | 16h30
Arthur Soffiati, comunica o Lançamento dos livros Mínima Poética e As Lagoas do Norte Fluminense, no dia o de maio, às 18h, no IFF - Instituto Federal Fluminense, Campus /centro.
Segundo Soffiati, talvez seja possível também lançar, no mesmo evento, uma edição comentada do Roteiro dos Sete Capitães, documento importante para a compreensão da história colonial do Norte do estado do Rio de Janeiro.
Convite reproduzido, TODOS LÁ!
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CHEGA DE CRENDICES
19/04/2013 | 14h45
Através das gerações, histórias e um conjunto de valores passam de um para o outro. Transformam-se em crendices. Criam-se os mitos, confundem-se com verdades. Muitas delas passam a fazer parte das nossas atitudes. O quê a ciência através da medicina pode esclarecer e ajudar a desmitificar sobre certos hábitos? A Folha Dois foi ouvir a médica, pós-graduada em dermatologia — área da medicina em que se concentram muitas dessas “ditas verdades”— Laura Terra. Ela que trabalha na Clínica Renova, também dá consulta ambulatorial e faz plantões em emergências da cidade, testemunha o quanto esses comportamentos estão entranhados na população. [caption id="attachment_6088" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Valmir Oliveira"][/caption]

 

— É senso comum dizer que chocolate causa espinhas. Posso afirmar: não é o chocolate o vilão da história. Quem tem tendência à acne deve evitar qualquer tipo de alimento gorduroso, como amêndoas, crustáceos e castanhas. Portanto, os derivados do leite devem ser consumidos com moderação, entre eles o chocolate. Eles pioram a acne, não criam. É comum também acharem que o furúnculo é uma doença do sangue, por isso volta. Não, não é. O furúnculo é uma infecção no folículo por conta de uma bactéria. A sudorese, as áreas de calor aumentam a quantidade das bactérias — esclarece. Às vezes, esses hábitos ao contrário de ajudar, atrapalham como, por exemplo, tratar queimadura com borra de café, colocar manteiga na queimadura, passar creme dental na espinha ou pegar sol para secar a espinha. “Creme dental na espinha faz uma crosta, engana, não resolve e pegar sol ao contrário piora as manchas e cicatrizes, disfarça na hora, depois o resultado não é bom”, frisa Laura Terra, também especializada em Medicina Estética e Cirurgia Dermatológica. É preciso lembrar que assim como o calor, o gelo queima a pele, ou seja, para aplicar o gelo na queimadura, nunca pode ser diretamente no tecido cutâneo. Outro fato é achar que o uso do boné provoca a queda do cabelo ou que a caspa é sinônimo de sujeira. “Não. Caspa é dermatite seborreica, nada a ver com higiene. Para quem tem dermatite seborreica o uso do boné não é indicado, pois, abafa a cabeça, no calor a oleosidade aumenta, potencializa a queda”, diz. Outra dessas verdades que circulam, mais entre as mulheres, é a de que lavar a cabeça diariamente enfraquece os cabelos, apará-los regularmente os fortalece, ou ainda, não secá-los após o banho produz queda. “Sem fundamento científico as três afirmações”, fala ela. Mais uma vez reafirma a oleosidade do couro cabeludo e o uso da química nos fios como causadora da queda e não a higiene. Um dos “recursos” das mães na educação dos filhos é dizer aos pimpolhos que mentir gera aquelas pintinhas brancas nas unhas. “Não, de forma alguma”, responde sorrindo. “As pintinhas podem ter como origem uma hipovitaminose, um trauma na unha, o uso contínuo de produtos químicos, umidade constante e a aplicação de esmaltes sem intervalo, entre outras possíveis causas”, fala. São tantas as crendices que circulam na sociedade, algumas até excludentes como as de que vitiligo e pano branco são contagiosos ou de que o adolescente que tem espinhas se masturba em demasia, que é altamente recomendado confrontá-las com um profissional. da área médica. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de ontem, 18/04.
 
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Senado devolve mandato a Prestes
18/04/2013 | 18h11
O Senado aprovou por unanimidade, na terça-feira (16), o projeto de autoria do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) que declara nula a Resolução da Mesa do Senado Federal que extinguiu o mandato do senador Luiz Carlos Prestes (desenho) e do seu suplente, Abel Chermont, adotada em 9 de janeiro de 1948. O Senado fará um ato para fazer a entrega simbólica do mandato aos familiares de Prestes e seu suplente.

A proposta recebeu parecer favorável do relator, senador Antonio Carlos Valadares, e foi aclamada pelos líderes de todos os partidos presentes na Casa, que se revezaram em apartes exaltando a figura e a luta do senador comunista que integrou a Assembleia Constituinte de 1946.  “Estamos realizando um reparo histórico de uma injustiça, de um ato arbitrário perpetrado contra a democracia no passado. Estamos tirando uma mácula desta Casa”, afirmou o senador Inácio Arruda, que leu carta da viúva de Prestes, dona Maria, agradecendo aos senadores pela decisão tomada. “O Senado Federal, ao anular a cassação de Prestes, realiza um ato de justiça histórica. O Cavaleiro da Esperança não foi cassado por ser corrupto ou por ter realizado ações contra os interesses públicos nacionais. Ele foi arrancado do Senado Federal por sua ideologia, sua luta pelo socialismo que tinha como bandeira a entrega dos meios de produção aos trabalhadores e as terras para quem nela trabalha. Neste momento, não posso deixar de lembrar os nomes de alguns deputados cassados naquele ano: João Amazonas, Jorge Amado, Carlos Marighella, Gregório Bezerra, entre tantos outros. Será que não chegou a hora de anular todas as cassações dos comunistas em 1947? Inclusive, nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais de todo o Brasil?”, escreveu dona Maria Prestes (foto). do sítio www.vermelho.org.br

 
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NA LATA DO LIXO DA HISTÓRIA
18/04/2013 | 16h29
A fusão do PPS com o PMN pode ser boa para conseguir tempo de televisão nas eleições de 2014, péssima para quem acreditou haver alguma seriedade política no PPS, até por sua origem no Partido Comunista Brasileiro, PCB, conhecido como Partidão por mais de meio século. Ao juntar-se com o PMN, legenda eleitoral de centro-direita, o PPS optou por interesses pontuais, joga fora o pouco que ainda retinha de sua trajetória; com os anéis foram-se dedos, mão, e alma. Para o parlamentar Roberto Freire, um dos mais preparados parlamentares de oposição, aprendeu o que sabe do ofício da política, no campo democrático e popular: uma salva de vaias!    
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Debandada na Comissão de Direitos Humanos
17/04/2013 | 16h58
TAI NALON - MÁRCIO FALCÃO DE BRASÍLIA -FOLHA DE SP Deputados que compõem o bloco de oposição ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara anunciaram nesta quarta-feira (17) que irão renunciar às suas vagas no colegiado. Reunidos por mais de uma hora, os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Domingos Dutra (PT-MA), Érika Kokay (PT-DF), Luiza Erundina (PSB-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ) decidiram em conjunto entregar as vagas que ocupam na comissão. Os parlamentares do PT pedirão ainda que a liderança do partido na Casa oficialize a saída, o que fará com que nenhum outro deputado da sigla possa assumir alguma das sete vagas da legenda no colegiado. As duas vagas do PSOL serão devolvidas ao DEM, que as havia cedido no início do ano. A deputada Erundina já havia entregue voluntariamente sua vaga ao seu partido, que anunciou substituição. O grupo também disse que conversará com deputados do PV e do PSDB para tentar convencê-los a deixar a comissão. O esvaziamento da comissão não significa a inviabilização dos seus trabalhos. São necessários ao menos 10 deputados para que suas atividades continuem. Atualmente, a bancada evangélica tem 11 representantes dos 18 que compõem o colegiado. Os deputados reunidos nesta quarta-feira avaliam que sua participação no colegiado se esgotou e que a pauta proposta pelo pastor não condiz com a militância histórica da comissão. Dizem ainda que os constantes protestos e enfrentamentos têm ajudado a promover a figura de Feliciano.
Lula Marques - 20.mar.2013/Folhapress
Deputados contrários a presidência de Marco Feliciano em comissão da Câmara compõem a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos
Deputados contrários à presidência de Feliciano em comissão compõem a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos
"É melhor a gente fortalecer a Frente [Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, criada como contraponto à comissão], fortalecer outros espaços que o regimento da Câmara nos garante, do que ficar num ringue permanente na Comissão de Direitos Humanos", disse Dutra. Os parlamentares deverão ainda retirar da comissão projetos de sua autoria. Alegam ter receio de serem retaliados.  
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É AGORA, Comissão Popular da Lei Orgânica
16/04/2013 | 11h43
A Câmara de Vereadores começou a alterar a Lei Orgânica do Município (LOM), a norma mais importante da legislação municipal. Hierarquicamente superior a todas as leis do Município, a LOM trata de diversos assuntos: saúde, transportes, educação, assistência social, meio ambiente,cultura, patrimônio,  etc. É o momento propício para que os cidadãos se manifestem, encaminhem suas propostas. Para isso, diversas entidades da sociedade civil organizada recém criaram a COMISSÃO POPULAR DA LEI ORGÂNICA, fórum de discussão e encaminhamento conjunto de todas as propostas sobre o quê deve constar no novo texto desta Lei. Assim, fica o convite para a 2ª reunião da referida Comissão que ser realizará na Faculdade de Direito de Campos, às 19 horas, na próxima quarta-feira, dia 17. Não podemos perder a oportunidade de nos posicionar e de pensar a Campos que queremos. Política não se faz só nas eleições, vejo você lá! [caption id="attachment_6065" align="aligncenter" width="600" caption="Fonte. Facebook"][/caption]

texto de Alexis Sardinha&Luciana Portinho

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"Foi bonita a festa pá"
15/04/2013 | 10h17
Com forte representação da política estadual, regional, municipal  e da liderança empresarial das regiões norte e noroeste fluminense, a 22ª Feijoada da Folha da Manhã, mais uma vez confirma sua destacada presença no calendário social. Em tarde de clima ameno, gente de todas as classes, gêneros, ideologias e idades se confraternizaram na festa reunida em torno do bom feijão, da boa música e das tantas conversas. A unir tudo e todos a homenagem ao poetinha Vinicius de Moraes, a presença da despojada  musa Helô Pinheiro - inspiradora da famosa canção 'Garota de Ipanema' -, a decoração clara - rica em detalhes misturados - de João Ibrahim e a vontade dos presentes em criar uma atmosfera de troca, aproximação e alegria. A presença dos dois principais candidatos ao governo estadual em 2014, o Senador Lindberg e o Vice-Governador Pezão, por si só evidenciam a  relevância do evento. Parabéns ao Grupo Folha da Manhã!  
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E no domingo...
14/04/2013 | 00h46
Soneto do amigo
Vinícius de Moraes               

Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado 
Com olhos que contêm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
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"Tocar e Lutar"
12/04/2013 | 19h41
Hoje, quem teve a oportunidade ou o acaso de encontrar o maestro Jony William percebeu a sua alegria evidente. Pela manhã, através da iniciativa de Cristina Lima, uma dos dez herdeiros do Conservatório de Música de Campos, a ONG Orquestrando a Vida ganhou diversas peças de mobiliário do antigo Conservatório. Foram doadas estantes, armários, cadeiras de auditório, cadeiras de estudante, partituras e livros. Para Cristina Lima, nada mais acertado do que doar a uma instituição que fará um uso ligado à música e que tenha uma função social como o da ONG. “Dá uma dor ver o estado de abandono do prédio, somos dez herdeiros e todos concordaram em se desfazer dos móveis que ainda estão usáveis, íntegros para a ONG. Fui lá com Jony para que ele escolhesse o material, até as luminárias disse que poderia levar com ele, caso interesse tenha, o prédio está à venda”, esclareceu Cristina. O maestro anda sorrindo de orelha a orelha, o esforço de todos da ONG Orquestrando a Vida dá frutos contínuos. A sede nova a cada dia ganha uma nova feição: são quadros, salas que aos poucos são reformadas, computadores. A seriedade coletiva da ONG contagia a cada dia mais pessoas do bem, empresários  e autoridades . O fazem por merecer!  
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Cobiça declarada
11/04/2013 | 23h48
O que é que eles têm que conseguem e nós não?

Imagino, pela morosidade das obras locais, no minimo meio século.

Ao ver estas fotografias, reais, nos percebo retrógrados.

Quanta distância há entre nós e eles, não adianta tapar o sol com a peneira....são séculos!

Avançamos com displicência, eles ao ritmo do trem bala. Assumo minha cobiça, quero o nosso, não o deles. Se eles puderam nós também podemos. Leonel Brizola, afirmava que o recurso se encontra na cabeça do bom administrador. Concordo.
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Patrimônio na Câmara
11/04/2013 | 17h53
Por uma iniciativa do vereador Rafael Diniz, hoje em sessão especial, a Câmara Municipal de Campos debate o Patrimônio Histórico e Arquitetônico Municipal. A sessão legislativa é aberta à comunidade e tem início às 10h. O vereador entende que o assunto de a preservação do patrimônio histórico, ganhou maior urgência e destaque, pela demolição intempestiva do Casarão conhecido como “Chacrinha”, na primeira semana do ano em curso. Para o vereador, o rastro da demolição noturna do Casarão que estava protegido pela Lei de 31 de março de 2008, como um importante símbolo da chamada aristocracia urbana, reacendeu a necessidade da sociedade campista e autoridades municipais aprofundarem a discussão. “Quem está certo? Como cobrar do particular a manutenção da historia municipal? Qual o apoio da municipalidade? Tecnicamente, qual é a diferença entre tombamento e proteção?” estas são algumas das questões que requerem compreensão de todos e ação do executivo municipal, segundo Rafael Diniz.   Para a sessão de hoje foram convidados o secretário Municipal de Cultura e presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal (Coppam) Orávio de Campos, a historiadora e professora Sylvia Paes, o professor e pesquisador - representante da sociedade civil no Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam) — Leonardo Vasconcelos e o arquiteto Marcos Gonçalves. “Há uma lista de bens móveis municipais que são tombados ou protegidos pelo Coppam. O professor Leonardo quer levantar a questão de como arrumar outras formas de ajudar o proprietário a manter o imóvel histórico. O debate só está começando, apresentei um requerimento solicitando esta sessão especial, foi aprovado por unanimidade. O assunto não se esgota em um debate, se desdobrará em reuniões legislativas internas. Temos quatro anos para resolver, necessário começar”, diz Rafael. Os embates em torno da preservação do patrimônio municipal tem sido recorrentes em Campos. O mais recente episódio foi provocado pela ação noturna do desmonte, no primeiro sábado do ano, do histórico casarão, situado na esquina da rua Saldanha Marinho com a Treze de Maio, em pleno centro da cidade de Campos. Em uma série de reportagens a Folha da Manhã, ouviu as partes envolvidas. Através de uma Ação Civil Pública, o Ministério Público Estadual se manifestou pela interdição do espaço outrora ocupado pelo casarão e decidiu pela reconstrução do imóvel. A demolição foi destaque na edição da Folha Dois, na segunda-feira 07 de janeiro. Na ocasião, o professor e acadêmico Aristides Soffiati reafirmou o enquadramento da construção como uma possível última representante do tipo de construção narrada no livro do campista José Cândido de Carvalho, “O Coronel e o Lobisomem”. Também na mesma oportunidade Orávio de Campos reafirmou: “A chácara está protegida pela Lei 7972. É importante para a historicidade, pelo ponto de vista da cultura e do patrimônio arquitetônico”. Hoje, na sessão especial, o professor e pesquisador Leonardo Vasconcelos, através da projeção de imagens irá mostrar o quanto Campos já perdeu. O professor ressalta que de tempos em tempos há uma comoção, depois arrefece e cai no esquecimento. “As demolições por serem impunes geram outras, se sucedem em série. Agora estamos na fase aguda, esta reunião acontece motivada pela demolição do Chacrinha”. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de hoje, 11/04.
   
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INVASÃO DE PRIVACIDADE ELETRÔNICA
11/04/2013 | 01h18

Publicado no blog Braços Abertos, ver aqui

Nino Bellieny*
Ainda que seja de brincadeira, ( como, aliás é comum entre amigos, pegar-se o telefone celular do outro e aproveitar-se para utilizá-lo de forma indevida), cometer tal atividade , tornou-se crime tipificado. E para quem não está jamais brincando e apenas pretendendo se dar bem, seja para se vingar de algo, auferir vantagem financeira, espionar e controlar a vida alheia e de empresas ou por simples curiosidade, o enquadramento pode tornar-se maior. Criação de perfis falsos em redes sociais, cópia de perfis verdadeiros, sites ou  blogs  com intuito maldoso ou não, também passam a ter punições adequadas. A nova Lei chega tentando preencher um vazio existente desde que a Internet e o avanço nas Comunicações, passaram a ser ferramentas indispensáveis no Brasil. Antes, Terra de Ninguém, agora, em tese, mais vigiada e com um dispositivo ao qual se possa recorrer, proporciona-se ao cidadão digital, a sensação de não estar só no emaranhado das armadilhas tecnológicas.
* Colaborou nesta matéria: Luis Adriano Silva
 
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O campista internacional
10/04/2013 | 23h52

Arte vai além-mar

[caption id="attachment_6019" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Folha da Manhã"][/caption]

A felicidade para o artista é ter a agenda cheia. Não por acaso, o artista plástico campista João Oliveira, anda leve, pisando nas nuvens. Quando descer aportará em algum canto do mundo. Em Campos, o artista era reconhecido, há tempos. Pela exposição virtual da imagem e de suas telas expostas no Trianon, em outubro do ano passado, na rede social Facebook, João Oliveira chamou a atenção de um agente cultural na Europa. Daí em diante, os convites para exposições se multiplicam. A primeira exposição internacional aconteceu no mês de março passado, em Paris, França. Foi na Galerie Arts & Events, a “Conexion Art Mondial”, próximo ao famoso Centro Cultural Pompidou. Dos 16 artistas participantes — cada um com duas obras — de um total de 32 obras expostas, o artista campista teve o privilégio de ser o único a vender um quadro. A curadoria foi de Heloisa de Aquino Azevedo.

— Há muito almejava isso, sair com minha arte para além de Campos. Com a exposição “Criancices”, do ano passado, no Trianon, postei os trabalhos no Facebook. Aí, um cidadão Frances James, da cidade de Humenne, Eslováquia, gostou do que viu e me propôs fazer gratuitamente um vídeo. “Entra no Face daqui a 24h que o vídeo estará na rede”, me disse ele. De imediato, foram 91 compartilhamentos — disse João.

Esta pessoa que fez o vídeo para João integra a Solitart Gallery Frantsek Jakub, é patrocinada pela prefeitura de Humenne para incentivar artistas (pintores e escultores) no mundo inteiro. Heloísa, Comissária de Arte em Paris, no segundo dia do vídeo na rede social, entrou em contato com João, convidou-o a participar de uma exposição. O resultado está descrito acima, o artista passou 10 dias em Paris, “uma experiência maravilhosa, aconteceu de tudo, sem pompa, tudo à vontade”, vendeu um quadro, ganhou medalha. Segundo o artista, a última exposição em Paris contou como  apoio da Embaixada Brasileira em Paris que se fez representar e expediu convite virtual à comunidade europeia.

Desde então, estabeleceu-se uma troca intensa, com gente de Brasília, da Itália, São Paulo... Assim como diz o povo “desgraça atrai desgraça”, “oportunidades criam oportunidades”, já em maio levará dois quadros para o Salão de Maio de Arte Contemporânea no Museu das Américas, Miami, EUA. Também em maio participa de exposição na sede da termoelétrica UTE Norte Fluminense em Macaé. A UTE faz parte do grupo EDF — Electricité de France. Serão 20 dias na sede em Macaé, 20 dias na Central da empresa no Rio de Janeiro e ainda há a possibilidade de essa exposição ir para a sede geral da EDF, na França. Em 15 de junho, João Oliveira, vai à Itália. De lá, em 20 de junho, volta à Paris. Dessa vez estará no Carrosssel du Louvre. Ao todo são 100 artistas brasileiros. O campista fará o fundo do palco, o cenário de quatro metros de altura levará sua assinatura. Ele também projetou uma instalação; grandes losangos intercalados de figuras indígenas mesclados com a bandeira do Brasil, que permitam a passagem por dentro deles e, sejam vistos dos dois lados.

Luciana Portinho

Capa da Folha Dois de hoje, 10 de abril.

 

 

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Rastro de sangue
09/04/2013 | 18h30
Como uma dama poderia ser de ferro? Não endosso essa reverência aos dois, depois de mortos. Enquanto vivos foram violentos, imperialistas por opção. Ao lado dos dois, faltou o dito grande amigo dela...Ronald Reagan. Um trio nefasto. [caption id="attachment_6007" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Facebook"][/caption]

 

 
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VI Feira de Responsabilidade Social
09/04/2013 | 00h05
 
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Mínimas loucuras
04/04/2013 | 22h37
Mínimas loucuras.
Luciana Portinho [caption id="attachment_5997" align="aligncenter" width="550" caption="Ft.Google"][/caption]

 

Naquele que chamam de dia da passagem (Páscoa) ela vinha no embalo da passagem pela Dengue. Estava no terceiro dia do rola pra cá, rola pra lá, pouca conversa e muito sonho, pensamentos involuntários para os quais se imobilizava por inteiro para que a dominassem por completo. “Você precisa tomar uma vitamina”, dizia a mãe aflita. “Você não está com dengue, e sim dopada”, a filha do alto da sua sabedoria filial. E qual diferença faria? A Dengue a entorpecera. Catando força de si e os infinitos carrapatos do adorável cãozinho pensou em escrever uma breve história, a de uma moça que decretará para si própria a economia máxima das palavras. Afinal, em excesso, tantas sandices expressavam. Eram capazes de fazer morrer. Também, por elas, ouvira mentiras cruéis. É, reinava fátuo descrédito, generalizado no meio dos círculos. O singular da palavra foi no rodo. E todos fazendo de conta que acreditavam no bem articulado palavreado do outro (o português se deixa usar facinho). Ultimamente, ficara mais introspectiva, (os astros a tinham avisado) só ouvindo... Assistia à disseminada compulsão pela emissão sonora desprovida de significado a não ser o de preencher o vazio daquelas pessoas que não saberiam permanecer caladas. É uma arte ficar em silêncio. No segundo dia da enfermidade, deu um salto da cama decidida a localizar a Divina Comédia. Finalmente, acharia aquele livro de Dante Alighieri cujo sumiço há tempos a perturbava. O encontrara. No mais alto degrau da escada mais alta da casa, deitado no meio de outros, o reconheceu. Deliciada, já com a densidade na mão, antes de fechar a porta do armário, passou os olhos em outros. De contra peso, sem pretensão, junto veio também as Sete Faces da Paixão. Sete contos juvenis. Sete diferentes ângulos sobre o assunto de uma vida sem idade: Paixão. Bom, por óbvio não escreveu conto algum; certamente alguém muito antes já o escrevera com exemplar propriedade. A história que ela teria contado seria a de uma moça charmosa, bem criada, bem alimentada, como os dentes sãos, sem dote presente, mas, modelada no barro e mãos de Sócrates. Curiosa e aventureira sabia como as outras de sua companhia que em um dia; um belo de um dia - ou noite, vindo do branco, como tudo o mais -, apareceria aquele outro, com ela encaixaria, formaria par. Encantados. Muda temporariamente, por opção (lembram?), ele apaixonado, macho que era, rompera noivado anterior, pro alto com a festa do casamento aprazado... E, se na hora, bem na frente do juiz, ela não soletrasse a única sílaba mágica? - SIM! Pequenas histórias, intensas vidas, algumas loucuras, demasiado amor.  
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Campista por escolha
04/04/2013 | 21h44
Foi com a poesia a frente que o gaúcho de Canoas, Cristiano Pluhar, “representou” Campos dos Goytacazes no Concurso Nacional Novos Poetas 2012. Mesmo vindo de fora, se interessou por ajudar a contar a história desta cidade. O historiador é autor da publicação “Campos Capital? Os interesses econômicos e políticos distantes do povo” e “O Preconceito Estampado”, escrita com a parceria de José Victor Nogueira Barreto. Nessa última, um painel do preconceito em Campos, durante o período histórico de Getúlio Vargas, visto à luz das repetidas notícias ‘contra’ às religiões de origem afras. [caption id="attachment_5987" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Hellen Souza"][/caption] Ele, que há quatro anos veio de mala, cuia e caneta, atrás de sua mulher, a campista Goreti Maia. A moça arrebatou o coração do poeta, casaram-se. A cidade conquistou o interesse do historiador, “A história local possui maior relevância”, afirma. Em tempos pós-modernos, o casal se conheceu na rede social Orkut — febre no Brasil há poucos anos atrás. Os dois frequentavam a comunidade virtual do poeta estadunidense nascido alemão, Charles Bukowski. Conversa pra cá, identidade pra lá, apaixonaram-se e ele assim se instalou na cidade para construir família e desenvolveu agudo conhecimento da história local. Protagonista de uma história privada singular, filho único de família de classe média, para vir teve que juntar dinheiro. Foi ser palhaço, trabalhou em telemarketing vendendo seguro saúde e cartão de crédito. Não digeriu fácil a pressão do ambiente profissional “humilhante”, pediu demissão, amadureceu. Cristiano tem formação em história; artigos, pesquisas e livros publicados. É escritor “Penso a vida como alguém que escreve”. Ainda no Rio Grande do Sul, como estagiário — foi vinculado ao extinto Centro de História Oral do Rio Grande do Sul — e coescreveu, há onze anos, “Memória Cidadã: Vila Belga”, um estudo sobre a implantação do entroncamento ferroviário no estado. Ao chegar a Campos, por três anos foi professor da segunda série do fundamental, no Instituto Laura de Vicunha. Logo a seguir trabalhou no Arquivo Público Municipal e no Museu Histórico de Campos, órgãos da prefeitura de Campos. É dele a coordenação do circuito expositivo “Campos dos Goytacazes através dos tempos”. Data desse período (2010) o lançamento do livro “Campos Capital? Os interesses econômicos e políticos distantes do povo”, onde trabalha sobre as tentativas da cidade, nos séculos XIX e XX, em se estabelecer como capital de uma nova província, a Província Goytacazes. Logo, seguiu-se a publicação “O Preconceito Estampado”, escrita com a parceria de José Victor Nogueira Barreto. Hoje, Cristiano leciona história para o ensino médio. O gaúcho de descendência russa que se “acampistou” por livre arbítrio, percebe o sol mais perto. “Preciso de dias nublados, aqui é tudo muito colorido, não chove”. Cristiano Pluhar alimenta dois espaços virtuais, distintos. O primeiro, o site http://historiasdoscampos.com.br’, foca a história regional, Campos e o Norte Fluminense. Sem viés político, tem cunho histórico e cultural. É fonte de pesquisa e está aberto a colaboradores. O segundo é o blog http://www.nadacult.blogspot.com.br. Dele, faz espaço de resistência através do conto, poesia e crônica, “Aquela coisa comum que você não aguenta mais e o que resta é ridicularizar”. Luciana Portinho Capa da Folha Dois, (27/03).    
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Sintonizando sem fumacê
04/04/2013 | 16h11
Afastada de tudo há sete dias por um dos quatro tipos de  dengue que tomam conta da cidade  e que em mim evoluiu para uma 'hepatite', super bem cuidada por este anjo da medicina local, Dr. Adilson Sarmet, os indícios são de que amanhã volto a tudo. Estou alarmada com as próximas semanas. Basta procurar qualquer emergência para constatar a quantidade de pessoas pedindo atendimento médico. Eu, mesma, tentei ser atendida em uma delas, desisti, nem figuro das estatísticas. Dr. Adilson Sarmet monitorou-me de perto. Aqui no bairro - região da Ovídeo Manhães, Sete de Setembro, Gonçalves Dias - tem mosquito. Quanto mais chove mais mosquito. Ao ver um, me preocupo. Há tempos daqui sumiu o fumacê. Está feia a coisa e eximindo o secretário Municipal de Saúde, Dr. Geraldo Venâncio, que desde 2012 já previa a situação epidêmica, me cheira a certa irresponsabilidade oficial, como se os políticos estivessem medindo força com a proibição dos terceirizados pela justiça. No caso, bom lembrar de que deixar o 'circo pegar fogo', significa descuidar de Vidas e omissão de socorro é crime. [caption id="attachment_5992" align="aligncenter" width="520" caption="Ft.G1"][/caption]

 

   
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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