Aposta: Brasília assa novo escândalo
30/03/2015 | 14h04
A compulsão fala mais alto. Li e reli com o máximo de isenção a matéria intitulada "Câmara lança projeto que permite criação de shopping", publicada no sábado (28/03), no jornal O Globo. Nela, a notícia de que a Câmara dos Deputados, oficialmente divulgou, a intenção de construir 3 novos prédios, uma praça de serviços, um estacionamento com 4.400 vagas e a reforma de prédio de gabinetes já existentes. Desejam os nobres parlamentares ampliar os seus gabinetes de 40 metros quadrados para 60 metros quadrados cada. Desejam ter melhores condições de trabalho. Desejam também ampliar o auditório para 700 pessoas, o plenário atual não acomoda os 513 nobres deputados sentados ( mas, qual arquiteto, por mais inteligente que fosse, poderia supor que o Brasil precisaria de 513 deputados para (não) funcionar?). A obra de 332.000 metros quadrados, é promessa de campanha do presidente do legislativo, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para começar, estimada em R$ 1 bilhão. Nada diferente das demais obras públicas país afora, vão buscar uma "Parceria Público Privada", daquelas que vemos aos montes inacabadas, ou envolvidas em escândalos de supostos superfaturamentos, por serem mal planejadas e menos ainda executadas. Futuro elefante branco da República? ralo Nota da blogueira: quantas não são as famílias brasileiras que se dariam mais do que satisfeitas, quantas não são as famílias brasileiras que se endividam pela vida inteira para poder acomodar os seus em 60m²? Já não bastam todos os proventos, direto e indiretos, para que os nobres deputados cumpram a sua função e trabalhem?! Qual exemplo pretendem legar ao país?!          
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MÃOS AO ALTO
29/03/2015 | 13h42
Na imagem compartilhada pela fotojornalista Nadia Abu Shaban no Twitter, uma pequena síria de quatro anos levanta as mãos para o alto. A menina se "rende", como se estivesse com uma arma apontada para si. Era uma câmera fotográfica. [caption id="attachment_8825" align="aligncenter" width="601"]menina Menina síria ergueu as mãos ao confundir câmera fotográfica como arma (Foto: Reprodução/Twitter/Nadia AbuShaban )[/caption]   Na legenda da foto, Nadia diz que a criança pensou que o fotógrafo estava com uma arma quando apontou a câmera para clicá-la. Compartilhada no Imgur (site de hospedagem de fotos), a imagem foi visualizada por mais de 1,8 milhão de pessoas. Guerra civil A guerra na Síria completou neste mês quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o conflito provocou mais de 215 mil mortes. Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano. No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza. Ver matéria no G1, aqui
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"Ponha-se no lugar de Dilma: o que você faria?"
27/03/2015 | 20h59
ddd Ponha se no lugar de Dilma: O que você faria? O título acima é inspirado no livro Ah, se eu fosse presidente _ O Brasil ideal na opinião de grandes brasileiros famosos e anônimos, organizado pelo jornalista Sidney Rezende, que acaba de ser lançado pela Alta Books Editora. Ponha-se no lugar de Dilma: o que você, caro leitor, faria se fosse presidente? É impressionante como agora todo mundo sabe o que a presidente Dilma Rousseff deve fazer para sair da encalacrada em que se meteu, da mesma forma como se comentava o que Felipão deveria fazer com a seleção brasileira durante a Copa do Mundo. Em lugar do "Fora Felipão", entrou o "Fora Dilma". O nível das conversas é mais ou menos o mesmo. Nunca os brasileiros falaram tanto de política, a todo momento, em todo lugar, nem mesmo no auge do segundo turno da campanha presidencial do ano passado. "Eu não quero saber de política, eu não gosto disso", cansei de ouvir até outro dia, quando o assunto surgia numa roda. Pois neste momento está acontecendo exatamente o contrário. Isto tem um lado bom, o interesse em discutir os destinos do país, e revela, ao mesmo tempo, um assustador desconhecimento sobre como funcionam nossas instituições. Chuta-se para todo lado e qualquer boato ouvido no rádio, espalhado nos táxis ou lido nas redes sociais vira verdade absoluta. Tem gente que se gaba de não pagar mais impostos, "para não entregar meu suado dinheiro aos vagabundos do bolsa família", sem se dar conta de que está confessando um crime. Pelas leis em vigor, afinal, quem sonega pode ir para a cadeia Este ano, os procuradores da Fazenda Nacional calculam que a sonegação de impostos baterá nos R$ 500 bilhões _ ou seja, pelo menos dez vezes mais do que o governo pretende economizar com o pacote fiscal. E todas as corrupções somadas não chegam nem perto desta sangria incontrolável do Tesouro Nacional, mas ninguém quer falar disso, não dá manchete. Outros não fazem a menor distinção entre as diferentes responsabilidades constitucionais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, atribuindo todos os nossos males, genericamente, ao "governo do PT", e colocando a culpa em Dilma Rousseff, que, diga-se a bem da verdade, contribuiu bastante para que chegássemos a esta situação. Discussões histéricas e estéreis se multiplicam em todos os ambientes sociais, misturando ignorância e má-fé, como se o Brasil fosse acabar amanhã. Neste clima, confesso, estou pela primeira vez na vida preocupado com o futuro _ da minha família e do país. Depois de ficar uma semana fora do Balaio e procurando me manter afastado do noticiário, em defesa da minha saúde mental, bastaram algumas horas na volta a São Paulo para sentir este ar pesado que nem as chuvas dos últimos dias conseguiram levar embora. Cada um tem sua solução mágica para resolver todas as crises de uma vez, do impeachment da presidente à prisão de todos os políticos, da renúncia à volta dos militares ou a novas eleições, de um grande diálogo nacional ao encolhimento do ministério, do fechamento dos partidos à convocação do papa Francisco para dar um jeito no Brasil. Além de economistas e técnicos de futebol, viramos agora todos estrategistas políticos, embora a maioria nem saiba do que se trata. Virou o Samba do Indignado Doido. Já que dar palpite não custa nada, eu mesmo pensei no que faria se fosse eleito presidente da República (Deus me livre!), atendendo ao pedido do Sidney Rezende para contribuir com o livro citado na abertura deste texto. Escrevi antes das eleições de outubro: "Antes mesmo de tomar posse, chamaria os lideres de todos os partidos e representantes da sociedade civil para discutir um projeto de reforma política ampla, geral e irrestrita que seria enviado ao Congresso Nacional no primeiro dia do meu mandato. O ideal seria discutir os pontos centrais deste projeto durante a própria campanha eleitoral, o que nenhum candidato fez até agora. Sem isso, qualquer outra proposta de mudança no país seria inútil, mera demagogia, inviável. Com o atual sistema político-partidário-eleitoral, o Brasil é um país ingovernável, seja quem for eleito presidente da República". Infelizmente, minhas piores premonições se confirmaram, bem mais cedo do que eu esperava. Vida que segue.
Perfil que consta na primeira página do blog:
No blog Balaio do Kotscho, cabe qualquer assunto. Quem manda é o freguês. Paulista, paulistano e são-paulino, Ricardo Kotscho, 65, é repórter desde 1964. Já trabalhou em praticamente todos os principais veículos da imprensa brasileira, nas funções de repórter, repórter especial, editor, chefe de reportagem, colunista, blogueiro e diretor de jornalismo. É atualmente comentarista do Jornal da Record News e repórter especial da revista Brasileiros.
Foi correspondente do Jornal do Brasil na Europa, nos anos 1977-1978, e exerceu o cargo de Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva, no período 2003-2004. Ganhou os prêmios Esso, Herzog, Carlito Maia, Comunique-se, Top Blog e Cláudio Abramo, entre outros. Em 2008, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Imprensa da ONU. Tem 20 livros publicados, entre eles, Do Golpe ao Planalto - Uma vida de repórter (Companhia das Letras), A Prática da Reportagem (Editora Ática) e Vida que Segue (Editora Escrita Fina). É casado com Mara, pai de Mariana e Carolina, e avô de Laura, Isabel e André. Ler o blog, aqui
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Lava Lento
26/03/2015 | 12h21
Enquanto o país estanca para assistir ao espetáculo da apuração da Lava Jato iniciada há um ano e com previsão de durar por mais de um par de anos, o país vem sendo lavado de forma bem lenta. Obras públicas, antes consideradas como necessárias,  são interrompidas pelos poderes públicos sem nenhuma explicação plausível, caso de Campos e demais municípios fluminenses. Aposentados e pensionistas, entram no acordo político entre o executivo nacional e o legislativo federal, são retirados do texto que garantiria ganhos reais nos proventos. É a chamada escolha de Sofia: ou ganham os assalariados da ativa ou ganham os trabalhadores, hoje aposentados, que até aqui construiram a nação. Enquanto isso, o desperdício com a perda por água equivale a "uma perda financeira de R$ 8,015 bilhões ao ano, aponta estudo do Instituto Trata Brasil. Tais perdas correspondem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013, de acordo com a entidade". ver aqui  
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Conglomerado de crises
20/03/2015 | 12h18
Este o termo cunhado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso na entrevista de ontem (19/03), com o jornalista Mario Sergio Conti - GloboNews -, ao se reportar às crises política, econômica, fiscal, cambial e moral do país. Como de costume, cauteloso e inspirado, FHC discorreu sobre a conjuntura atual do Brasil. Destacando que não se pode administrar um país olhando para o dia a dia, sob pena de perder oportunidades por não vislumbrar o cenário global, FHC foi duro com o poder executivo nacional, leia-se Dilma, Lula e o PT. Vê um governo que aceleradamente esbanjou da popularidade, deixou escapar a credibilidade. Apesar de distinguir morte natural da morte política (esta teria um desfecho mais lento), permitiu a montagem de uma engenharia da corrupção, classificada por ele como diferente da corrupção endêmica comum em vigor, até então, na vida nacional. A razão desta engenharia que envolve empresas e política estaria na necessidade da sustentação de uma faminta base aliada no Congresso, nominada por ele, não mais como um sistema de coalizão exigido pelo presidencialismo, mas, sim, de aberta cooptação. Acresceu ainda que 39 ministérios, 30 partidos políticos (20 no Congresso) fermentaram a atual ingovernabilidade, lastreada pela distribuição das tais emendas parlamentares que implodem com qualquer governança. Para FHC, não existe, no atual governo da Dilma, um projeto para o país. Se no primeiro mandato da presidente o crédito uniu o povão, a classe média e o empresariado, agora, quando se torna insustentável, a cobrança vem. E o pior, para FHC não há saída em curto prazo. O modelo político nacional exauriu-se. Vencidos esses 30 anos de república democrática é preciso ir além. fhc  
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Recado dado: pingo nos is
18/03/2015 | 23h05
Do recente lido, do dito, mais do não dito, das máscaras impolutas que infestam o noticiário nacional, hoje no Congresso Nacional baixou a realidade pelo discurso do Ministro da Educação, Cid Gomes: "— Eu fui acusado de ser mal educado. O ministro da Educação é mal educado. Eu prefiro ser acusado por ele [Eduardo Cunha] do que ser como ele, acusado de achaque", disse o agora ex-ministro. Depois de ser pressionada pelo presidente da Câmara - com aquela máxima dos casais não tão bem casados, 'ou eu ou ele' -, a presidente Dilma Rousseff, aceitou o pedido de demissão do Cid Gomes. Na tarde, Cid estivera no Plenário da Câmara, onde foi chamado para explicar declaração de que haveria “300 ou 400 achacadores no Congresso”. Ao discursar, mais uma vez,  ele deu o recado que todos os brasileiros, ou pelo menos esta blogueira, queria dar: LARGUEM OS OSSOS! ideia fixa Fonte: G1, blog Opiniões, blog Eu Penso Que...
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'Utilidade Pública'
10/03/2015 | 20h41
[caption id="attachment_8805" align="aligncenter" width="640"]IMG_5023(1) Rua Miguel Herédia, Lapa, Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, América do Sul, Terra, Via Láctea.[/caption]  
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Crise do Petróleo em Campos é história pra boi dormir
08/03/2015 | 20h22
Querem saber? Não passa disto. Basta um só exemplo na área da Cultura municipal. Na semana que se encerrou, o jornal Folha da Manhã, trouxe na capa da Folha Dois, no dia 05/03, matéria sobre a "suspensão do atendimento ao público por tempo indeterminado" no Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, sediado no Solar do Colégio. Notório é que há exatos 6 anos o Arquivo Público Municipal (APM) não recebe dos cofres municipais qualquer investimento que assim possa ser chamado. Pelo contrário, no afã de mostrar à opinião pública campista do grande interesse com a Cultura, terminaram (fizeram o projeto pelo meio, mas, reconheço, pelo menos terminaram o principal) as obras de restauração da antiga sede da Biblioteca Municipal - que também fora a sede da prefeitura e ainda a sede dos Bombeiros -, e instalaram o Museu Histórico de Campos, na Praça São Salvador. Por debaixo dos panos (aí é que foi evidenciado o desprezo com a cultura local), esvaziaram todos os demais órgãos que compunham o aparato cultural municipal. Para abrir de qualquer jeito o Museu Histórico, a prefeitura de Campos canibalizou todos os demais. De cada um transferiu o seu acervo, esvaziando-os em suas finalidades. Me refiro ao mobiliário da Biblioteca Municipal Nilo Peçanha, às obras de artes plásticas que constam (ao menos constavam) do patrimônio restaurado e devidamente arrolado da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, às tantas outras peças do Museu Olavo Cardoso (como, por exemplo, o conjunto do Museu da Ferrovia),  à equipe de servidores e técnicos do Arquivo Público Municipal. Abriram o Museu Histórico e fecharam o Museu Olavo Cardoso ( que por falta de funcionalidade e abandono está lá escorado, desmoronando). Abriram o Museu Histórico e deixaram de mão o órgão mais técnico, menos político, do setor cultural local: o Arquivo Público Municipal. Agora, querem vir com esse discurso Ctrl c Ctrl v de que a queda na arrecadação dos royalties é a vilã. Ora, como, se rolaram (e rolam) por anos os royalties bilionários sem que a população pudesse perceber o seu investimento em bem estar social? Senti sincero constrangimento ao ler na matéria, a explicação do respeitável museólogo e diretor Carlos Freitas: "Tem que combinar comigo. Se uma pessoa vem de emergência, a gente atende. As pessoas têm que combinar para fazer a pesquisa porque, em alguns documentos, apenas eu mexo, senão pode complicar a arrumação", explicou Freitas. ???? Para uma instituição voltada à memória e à pesquisa que já contou com dois museólogos, um arquivista, alguns historiadores, quase duas dezenas de estagiários em convênio com a UENF, Fenorte e Uniflu, pessoal de apoio, segurança, jardinagem e limpeza, é der dar dó. Inclusive dó do próprio diretor, jogado às feras ao ter que se espremer neste tipo de esclarecimento. Inventem outra desculpa de ocasião; quem sabe cola?! [caption id="attachment_8796" align="aligncenter" width="410"]museu olavo ft folha Foto Folha da Manhã[/caption]   [caption id="attachment_8798" align="aligncenter" width="410"]apm genilson pessanha Ft. Genilson Pessanha[/caption]        
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QUEM É QUE AGUENTA?
05/03/2015 | 20h12
Quem anda pelo centro da cidade, encontra muita poeira, obras que há 6 anos se arrastam, postes na faixa dos deficientes visuais, um emaranhado - sem fim de fios - pendurado e o comércio visivelmente prejudicado. É isso, sem tirar nem pôr. Assim fiz, ontem, meus registros em necessária circulação pela área central de Campos, conhecida como Centro Histórico. De cara, me assustou a quase totalidade de lojas comerciais que fecharam as portas nos últimos meses. Me refiro ao trecho da Rua João Pessoa, entre as ruas Sete de Setembro e Andradas. Chocante! Seguindo pela mesma Rua João Pessoa, depois de ultrapassar esse cemitério de estabelecimentos comerciais, é um canteiro de obra por mais três quadras, até a Rua Treze de Maio. Apesar de tumultuar a vida de todos transeuntes e lojistas não dá pinta de em breve terminar. São 6 anos que o Centro assim se encontra. A retirada da fiação, um dos objetivos anunciados pela PMCG, quando do início da intervenção naquela área, não aconteceu, continua lá, do mesmo jeito, mesmo em logradouros por onde as obras findaram há mais de 2 anos. A sensação que fica é de que os atuais ocupantes da prefeitura devem estar fazendo contas de mais um mandato eletivo (seriam então 12 anos), para finalmente entregar à população aquilo que, se tivessem vontade política, poderia ter sido feito no primeiro mandato, ou seja, em 4 anos. Obra pública suada em conta gotas, cara, responsável pela quebradeira de muitos comerciantes, mas, o que isso importa para quem não tem que correr atrás do pão nosso de cada dia?! Uma vergonha. Ou melhor, mais uma. obra centro 1                                                                      obra centro 5                 obra centro 3                                                                       obra centro 4               centro quebra 1                                  obra centro 8                   IMG_4983(1)
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Cinema em Campos, um elogio: merece registro
03/03/2015 | 20h56
Fomos, ontem assistir ao filme "Birdman", vencedor de quatro estatuetas do Oscar. Está em cartaz em Campos, em uma das cinco salas de projeção do Kinoplex - sala vip -, Shopping Avenida 28. Até que enfim, passamos a contar com uma sala à altura do porte da cidade. Som perfeito, ar na medida, ampla tela de projeção -  afastada dos olhos, na altura ideal -, imagem de qualidade e cadeiras especiais no quesito conforto. Um luxo! O filme é bom, fotografia das boas. Com o famoso ator Michael Keaton, foi vencedor nas categorias de melhor filme, melhor diretor com o mexicano Gonzalez Iñárritu, melhor roteiro original e melhor fotografia. Programa bom, daqueles que faziam falta. Filme com um enredo ágil. Apesar de não se pretender "cabeça", não deixa de evidenciar as contradições e expectativas humanas frustradas, as disputas de ego, as vaidades e culpas que nos afetam a todos na sociedade atual. E os sonhos. Para os que curtem um palco de teatro, os bastidores estão lá, ainda que um pouco estereotipados, estão lá. Destaque à percussão (no filme são duas baterias com o mesmo baterista em locais distintos) que dá o clima e o anticlímax do personagem principal. Aos empresários que apostaram na vinda do Kinoplex a Campos, parabéns! Sucesso que desejamos duradouro. Vale a conferida! birdman
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Sobre o Horto: a população fala
03/03/2015 | 19h20
Recebi em forma de comentário a proposta abaixo, vem de um leitor vizinho à área. A proposta visa o futuro de Campos, é séria. Imagino que qualquer governo que queira o bem, o simples bem da sua cidade,  a adotaria em prol da preservação dos cada vez mais exíguos espaços verdes no espaço urbano. O blog apoia, apesar de descrer da sinceridade da atual administração pública de Campos. Agradeço a colaboração. Vamos para a torcida! Luciana Não basta retirar a EMEC do Horto. É preciso haver um projeto de recuperação da flora do Horto Municipal após anos de descaso do poder público. O ideal seria que um governo realmente comprometido com a preservação do meio ambiente ampliasse a atual área do Horto para incluir a área de vegetação situada entre os bairros do Flamboyant e do Horto (Parque Califórnia) antes que a especulação imobiliária avance sobre esta que é uma das últimas áreas verdes urbanas de Campos. Consta que o terreno pertence a sra.Laíse Cardoso, que seria então devidamente indenizada pela cessão do terreno. A área seria um belo oásis urbano.
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Moradores do Horto inconformados
01/03/2015 | 23h50

Recebi por e-mail, antes por telefone a reclamação abaixo dos moradores do Horto. Há mais de um mês se organizam em debates, registram com fotografias aquilo que eles titulam como "Empresa privada ocupa e degrada terreno do Horto Municipal". O fato os incomoda, procuraram a imprensa e blogs, colocam a boca no trombone. Vamos ler?!

" Os moradores do bairro do Horto desejam levar ao conhecimento da comunidade campista o que está acontecendo em um dos seus mais preciosos bens, o Horto Municipal. Solicitamos a imprensa e aos cidadãos conscientes que divulguem ao máximo a situação surpreendente e revoltante que está ocorrendo escondida da opinião pública.

A Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, através da Secretaria de Meio Ambiente, cedeu à empresa EMEC Service, para uso como base operacional em Campos, uma área superior a 6.000 metros quadrados situada no interior do Horto, na parte dos fundos, tendo a referida empresa construído no local um grande galpão para abrigar seus escritórios, demais acomodações e necessidades. A EMEC atualmente presta serviços a Prefeitura de Campos, no cuidado de praças e jardins. Já o Horto Municipal possui seus próprios funcionários efetivos.

Esta cessão levanta imediatamente a questão da legalidade de uma empresa privada utilizar um bem público sem que haja um real benefício para a comunidade. Só este aspecto já bastaria para gerar uma séria discussão na Câmara Municipal, mas a controvérsia não acaba aí, como descrito a seguir.

 A empresa também transferiu para o mesmo terreno cerca de dezenove veículos de grande porte, incluindo caminhões-pipa e de transporte de terra, ônibus, além de ruidosas retro-escavadeiras. Para executar as tarefas diárias fora do Horto, a frota de veículos pesados precisa percorrer um caminho de centenas de metros ao longo de toda a extensão do Horto Municipal, passando ao lado de residências vizinhas e de um playground situado na parte da frente do Horto, expondo crianças ao risco de atropelamento e à enorme poeira levantada. A empresa EMEC, já tendo conhecimento das críticas que vínhamos fazendo sobre o risco de morte a que as crianças estavam submetidas, acabou de construir uma cerca de proteção, neste final de março. Mas continua a exposição à poeira e à poluição dos veículos.

 Os moradores das residências próximas também vêm sofrendo com o excesso de poeira no ar e com a poluição gerada pela combustão de óleo diesel. São diversos os relatos de problemas de saúde, principalmente de ordem respiratória e oftalmológica. Será que a solução da empresa vai ser asfaltar boa parte do Horto? As queixas também se referem ao ruído dos veículos e ao surgimento de rachaduras nas casas, com a movimentação de veículos de grande porte.

 A área atualmente ocupada pela EMEC é mencionada em uma página divulgação oficial da Prefeitura, em 23 de maio de 2011 (ver anexo), como sendo um local (dentro do Horto) onde os visitantes poderiam ter contato com canteiros de hortaliças, leguminosas e plantas medicinais. Na verdade, estes canteiros passaram por processo de deterioração nos últimos anos.

 A comunidade tinha a expectativa da implementação de um projeto de recuperação da flora naquela parte do terreno do Horto, para usufruto pela população, fosse para lazer, projetos educacionais, ou como parte de uma reserva ecológica. Ao invés disto, o que se viu nos últimos anos, foi a contínua degradação da área, inclusive com a aplicação de herbicidas em larga escala, culminando agora com a devastação da maior parte da flora para possibilitar a construção do enorme galpão da empresa e a transformação de grande parte do referido espaço em uma garagem de veículos pesados.

 São incluídas fotos que mostram os danos causados ao Horto com a vinda da empresa EMEC. Dentre estas, algumas indicam que a empresa estaria despejando dejetos in natura provenientes dos banheiros químicos e dos banheiros do galpão. Neste caso, será inevitável a contaminação do lençol freático.Os moradores estão revoltados e procurando todas as formas de denunciar  este descalabro, e, desde já, se colocam à disposição da imprensa para uma reunião, inclusive como forma de facilitar a visualização da região afetada, já que a esta parte do Horto só é permitido o acesso com autorização da EMEC. O espaço público antes acessível à comunidade foi efetivamente “privatizado”."

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 Fotos recebidas junto ao email cujas identidades estão preservadas, mas, arquivadas.

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