Previsões fantasmagóricas
30/12/2015 | 21h30
Videntes, adivinhos, cartomantes, profetas. Agora é tempo deles. Quiçá as pitonisas nos falassem de amanhãs mais brandos... [caption id="attachment_9521" align="aligncenter" width="546"]FullSizeRender(33) Charge do Amarildo, publicada ontem (29) no jornal O Globo[/caption]
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Só no Brasil
30/12/2015 | 09h42
Um Poder da República que legisla em causa própria não me parece o mais justo (correto). Se era para defender direitos por qual razão não o fez para todos? Afinal são servidores públicos como os demais. Vai entender. IMG_7589  
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Feliz Natal Carlinhos!
24/12/2015 | 19h03
Um dia, guardarei grata memória da lida neste blog. Até aqui foram cinco anos de frutífera troca. Construimos respeito. Fiz amigos. Do leitor, recebi o retorno: cobrança e incentivo. Dos que me acompanham, sem querer melindrar qualquer pessoa, o Carlinhos é o número UM. Imbatível no destemor ao criticar a elite política que usa o eleitor como um objeto desprezível para se aboletar nos poderes da república. Presente em todos os momentos deste blog, com uma palavra humilde e colaborativa. Não o conheço pessoalmente e, no entanto, por ele nutro afeição. Na pessoa dele, faço meus votos aos demais leitores amigos. Um Feliz Natal junto aos seus!! Mesmo com retrocessos, manobras, carestia, escândalos, rebaixamentos, estagflação, uma pausa para festejar a VIDA! Queria publicar uma imagem representativa do Natal do brasileiro, escolhi a charge abaixo, fala por si. [caption id="attachment_9513" align="aligncenter" width="640"]FullSizeRender(32) Publicada, hoje (24), no jornal Folha de São Paulo[/caption]
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Caroço de manga
17/12/2015 | 12h06
Há meses acompanhamos os capítulos da cruzada nacional contra o deputado federal Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Transformou-se no inimigo número um do brasileiro. Encarnou todas as mazelas inscritas na imagem que a população faz do político dos dias de hoje. É típico da nossa cultura personificar o mal. Passo seguinte: odiá-lo. Parece que assim exorcizamos das nossas vidas tudo aquilo que sabemos ser trabalhoso corrigir. É aquele toque de varinha mágica que no fundo desejaríamos real. Agora, esta novela se aproxima do fim e, na vida real outros surgirão para nos atazanar. [caption id="attachment_9509" align="aligncenter" width="534"]FullSizeRender(30) Charge, publicada no dia 11 de dezembro de 2015, na Folha de São Paulo[/caption]    
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E no Brasil sem WhatsApp...
17/12/2015 | 10h41
Nas redes sociais o brasileiro se manifesta. FullSizeRender(29)
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Mais um rebaixamento, o que diz o brasileiro
16/12/2015 | 15h11

Com reprovação de 70% da população brasileira, segundo pesquisa do Ibope divulgada ontem (15), o Governo Dilma recebe o segundo rebaixamento nesta quarta-feira (16). A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota do Brasil, tirou o grau de investimento do país.

Pelos dados levantados da pesquisa Ibope são estes os percentuais de avaliação dos eleitores ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT):
- Ótimo/bom: 9% - Regular: 20% - Ruim/péssimo: 70% - Não sabe: 1% O Ibope também ouviu a opinião dos eleitores por área de atuação do governo. São essas as respostas: Combate à fome e à pobreza Aprovam: 27% Desaprovam: 71% Não souberam/Não responderam: 2% Educação Aprovam: 22% Desaprovam: 76% Não souberam/Não responderam: 2% Meio Ambiente Aprovam: 21% Desaprovam: 74% Não souberam/Não responderam:  5% Saúde Aprovam: 14% Desaprovam: 85% Não souberam/Não responderam:  1% Segurança Pública Aprovam: 13% Desaprovam: 85% Não souberam/Não responderam: 2% Combate à inflação Aprovam: 12% Desaprovam: 85% Não souberam/Não responderam: 3% Combate ao desemprego Aprovam: 12% Desaprovam: 87% Não souberam/Não responderam: 1% Taxa de juros Aprovam: 7% Desaprovam: 91% Não souberam/Não responderam: 2% Impostos Aprovam: 7% Desaprovam: 91% Não souberam/Não responderam: 2% [caption id="" align="aligncenter" width="542"] Charge do Laerte, publicada ontem (15), no jornal Folha de São Paulo[/caption]
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Natal minguado
14/12/2015 | 21h01
Vai ser difícil o brasileiro fazer as suas compras tradicionais de Natal. A carestia chegou pra valer e, até alguns - não poucos - nem sabem se receberão o 13º salário antes da festa, como manda a lei trabalhista. Se no início do ano, gastar R$ 100,00 no supermercado, era sinônimo de carrinho razoavelmente farto agora, no final do ano, o brasileiro tem que pensar duas vezes antes de comprar qualquer produto, ou se contentar em sair com umas poucas sacolinhas de compras. Estamos voltando a 25 anos atrás. Passar na máquina registradora é tenso. IMG_5525
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Um peso e muitas medidas
14/12/2015 | 11h13
A diretora é reincidente. Usa e abusa da diminuta autoridade que lhe confere o fato de ser nomeada diretora do Centro de Referência da Criança e Adolescente, situado na rua Barão de Miracema, perto da Av.Pelinca. Já em julho de 2014, tínhamos recebido denuncia de servidores que se sentiam discriminados, tratados desigualmente (ver aqui) pela diretora geral.
Ao fato recente
Um paciente estranha que constantemente seja permitido a venda do Plano de Saúde "Mais Saúde Card" dentro do prédio, ou seja, aos usuários do posto, e não permite que se venda guloseimas ainda que na calçada externa ao Centro de Referência. Este paciente surpreso ao ver a moça desmontar a mesinha, na qual vendia água, guaravita, fandango e balas, obteve como resposta: " A diretora não quer que eu venda, mandou eu desmontar e sair da frente daqui". Ainda não atino o que pode levar um ser humano a se julgar acima dos demais, exclusivamente por deter temporariamente uma nomeação para um carguinho qualquer na administração pública.  
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Quem teria vazado a carta do Temer?
08/12/2015 | 14h32
Pelo andar da carruagem, ou melhor, pelo azedume da relação entre o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT), o vazamento da carta pessoal do Temer para Dilma é só mais um episódio. Soou falsa, bem forçada,  a declaração recente da presidente de que não desconfiaria "nem um milímetro" do seu vice. Era melhor nada ter dito. Tapar o sol com a peneira é direito não facultado a quem exerce o cargo máximo da nação. E, sendo assim, a criatividade mais uma vez toma conta das redes.... FullSizeRender(19) FullSizeRender(20) Ps. Quem quiser ler a íntegra da carta do Temer que vazou, leia aqui.    
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Impeachment X não impeachment
07/12/2015 | 18h46
[caption id="attachment_9470" align="aligncenter" width="548"]FullSizeRender(18) Publicada no jornal Folha de São Paulo, hoje (07).[/caption]
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Brasil despenca
02/12/2015 | 15h21
O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola
Economia brasileira deve andar para trás até 2018, diz ex-presidente do BC
A economia brasileira está num círculo vicioso: a baixa expectativa de empresários e consumidores resulta em queda da atividade econômica. A retração do PIB, por sua vez, piora mais a confiança, que volta a afetar a atividade. Para interromper esse processo, o economista Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da Tendências Consultoria, diz que é preciso criar um ambiente favorável no país, o que lhe parece improvável diante do tamanho da crise política. Para Loyola, que estima uma queda de quase 4% no PIB deste ano, a economia deve encolher mais 3% em 2016 e pode ter uma recuperação "tipicamente cíclica" em 2017, com um PIB perto de 1%, sem estímulo de demanda. "Parece que a perspectiva com a presidente Dilma é chegarmos até 2018 com a economia nesse andar para trás". Folha - O que lhe chamou mais atenção no PIB do 3º tri? Gustavo Loyola - Sob ótica da oferta, a grande mudança que observamos é o enfraquecimento forte do setor de serviços, que vem aumentando trimestre a trimestre. Do lado da demanda, o que vinha dando um tom de crescimento ao PIB depois de 2004 é o consumo das famílias, que também está negativo. Os investimentos flutuavam um pouco mais, mas já são dois anos de números negativos. Podemos dizer então que a recessão é generalizada? Sim. Até a agropecuária, que vinha dando resultados positivos, neste trimestre teve queda. Podemos até dizer que alguns desses fatores vão se reverter, mas isso não vai ser suficiente para ter impacto no PIB. A única coisa que está favorecendo é o setor externo, que reduz seu deficit. Mas boa parte disso se deve à queda das importações, também devido à recessão. Sim, devido à recessão e ao câmbio. Não é mérito, mas mostra que a economia está se ajustando com a ajuda do setor externo. Mas, como a economia brasileira é muito fechada, essa contribuição é relativamente modesta para o PIB. Não consegue gerar um número mais significativo para a economia como um todo. O que o sr. espera para o 4º tri e para o acumulado deste ano? Mesmo considerando que você pode ter no último trimestre uma queda menor, de 1,3%, o PIB anual já ficaria perto de -3,8%, quase 4% negativos. Em 2016, teríamos uma queda em torno de 3%, ou acima disso um pouco.
[caption id="" align="aligncenter" width="546"] Maja Susli - 19.out.15/reuters Dilma Rousseff durante coletiva na Suécia[/caption]
 
Quando virá a recuperação? A nossa expectativa básica é de uma recuperação muito lenta, como se a economia tivesse batido no chão, a partir de meados de 2017. Só que, a cada dia que passa, parece que isso está mais longe, porque os números estão vindo muito piores. De todo modo, a gente ainda mantém uma estimativa de um crescimento muito baixo, em torno de 1%, para 2017. Mas seria uma recuperação tipicamente cíclica, sem muita atração. É uma recuperação baseada em fatores cíclicos, como a capacidade ociosa que cresceu no período de recessão. Não é baseada em uma fonte de crescimento de demanda. Essa estimativa para 2017 não considera um novo aumento na taxa de juros, correto? Sim, é verdade. Mas temos fatores que continuam ameaçando a inflação e, na última reunião do Copom, não houve consenso em relação à taxa de juros. É possível que uma mudança na política monetária ameace essa pequena recuperação em 2017? Os números estão mostrando que a atividade econômica está muito deprimida. Se o BC subir os juros de forma muito forte, ele só vai agravar isso. Pode ter resultados na inflação, mas o custo é muito alto, e também teria um custo para o governo das taxas de juros. Então o sr. acha que a atividade econômica também vai influenciar as decisões do BC? O BC deu a indicação de que vai ser um pouco mais duro com a inflação. Mas eu tenho a sensação de que a estratégia é deixar que a inflação vá caindo nos próximos anos, não necessariamente buscando 4,5% no ano que vem. Por outro lado, o BC também não pode afrouxar. Uma parte do problema do Brasil hoje é a inflação, e uma boa notícia para o Brasil em 2016 seria uma inflação menor. Então o BC não pode descuidar. Ele vai tentar de alguma forma assegurar que a inflação caia. Só que não vai, a meu ver, ter uma postura mais radical de querer uma convergência mais rápida [para a meta] em função dos custos da politica monetária. Acredito que eles buscam a inflação numa certa trajetória e, se ela não der sinais de cair, o BC pode aumentar os juros -e aí é mais lenha nessa fogueira da recessão. É difícil ver retomada na economia com o nível atual de investimento? Sim, muito difícil. A economia brasileira entrou numa espiral: as expectativas não melhoram, e com isso o PIB não melhora. Se o PIB não melhora, as expectativas não melhoram, e forma um círculo vicioso. E você não está oferecendo nenhum tipo de perspectiva para a retomada da atividade. Como não há perspectiva, os empresários não investem e as pessoas não consomem. O que poderia quebrar esse círculo vicioso? A retomada da confiança. Criar um clima mais favorável. Para que isso ocorra, você precisa começar a gerar notícias positivas, e não ter todo dia no jornal crise política, o governo com dificuldade para gerir suas contas, a inflação subindo... A sociedade precisa acreditar que as pessoas que dirigem a economia estão de fato ao volante, estão conseguindo fazer as coisas. E não essa confusão que a gente vê em Brasília. Você não consegue votar nada, a situação fiscal só se deteriora. Então só uma melhora na situação política pode quebrar esse ambiente? O Congresso ainda não julgou a extensão da complicação dessa crise. De um lado, o governo se defende do impeachment. Do outro, tem os que querem fazer o impeachment, e tem ainda os que querem salvar sua pele. São várias agendas e não existe uma agenda para o país. É preciso construir essa agenda, mas a gente não vê essa iniciativa nem por parte do governo nem da oposição. O PT faz oposição ao Joaquim Levy, e a oposição vota na Câmara contra aquilo que foi sempre defendido pelo PSDB. A presidente não tem liderança política, fica aquela confusão e o país não sai do lugar. O impeachment seria uma saída para melhorar a confiança? Eu acho que, quando você não consegue ver uma saída para essa situação de deterioração econômica -que a gente sabe que vai continuar no ano que vem- fica evidentemente atrás de uma solução. E uma solução seria criar a expectativa de um novo governo que poderia chegar e, quem sabe, conseguir apoio do Congresso, fazer um novo tipo de administração e, de certa forma, conseguir gerar uma onda de otimismo. Parece que a perspectiva com a presidente Dilma é chegarmos até 2018 com a economia nesse andar para trás, e no máximo ter alguma recuperação em 2017 e 2018, mesmo assim muito incipiente. Mas, dito isso, eu acho que o fato de ter um governo incompetente não é motivo suficiente para fazer impeachment. Não estamos no parlamentarismo, não é uma solução que você adota toda hora porque o governo se tornou impopular ou não consegue resolver os problemas. Seria uma ameaça ao sistema democrático? O impeachment é parte das regras do jogo dentro de certas circunstâncias. Se elas acontecerem, tudo bem. O que não pode é ter como motivador principal do impeachment a situação econômica. Se a gente der vez a esse tipo de ideia, vai ser muito mais fácil fazer impeachment no futuro. É só ter um Congresso trabalhando totalmente contra o governo, levar a economia a uma situação insustentável e propor um impeachment. Eu acho que é preciso analisar com muito cuidado os casos de crime de responsabilidade e de financiamento de campanha, mas aí é uma análise mais jurídica. O sr. mencionou, no início da entrevista, que os números só pioram. Por quê? Como o sr. poderia resumir a situação econômica do país? Eu diria que o primeiro mandato da presidente Dilma foi ruim do ponto de vista das diretrizes de política econômica. Aquela nova matriz econômica do ministro [Guido] Mantega destruiu a economia brasileira. Com o Joaquim Levy, a presidente corrigiu isso e conseguiu alguém para fazer essa política de ajuste. Mas o governo está muito fraco. De um governo que vinha fazendo a coisa errada passou para um governo que na economia tenta fazer ajustes e que não consegue ter credibilidade para isso, ter efetividade em termos de ação legislativa. A presidente também está sem credibilidade para passar para a sociedade essa ideia de que as coisas vão melhorar. Tem um hiato, um buraco entre o governo e a sociedade. Os empresários não sabem como vai estar a economia em um mês. O consumidor não sabe se gasta, se junta, se vai estar empregado amanhã... A crise tem um aspecto psicológico? Tem uma coisa psicológica também, mas as coisas reais estão acontecendo. A inflação está alta, o desemprego está aumentando.. E isso está atingindo muitos segmentos da sociedade que se beneficiaram mais do crescimento nos últimos anos, a chamada classe C. Esse grupo de brasileiros não teve ascensão social por causa das políticas de transferência, mas basicamente foram beneficiados pelo aumento do emprego formal. E agora você está tendo uma reversão. Nossos estudos na Tendências mostram que a renda está relativamente estável nas classes D e E, porque houve manutenção dos programas sociais, aposentadorias, pensões... Mas o desemprego aumenta e, quando as pessoas conseguem se reempregar, normalmente o salário será mais baixo que o anterior, e você tem uma queda na renda. Chegou-se a cogitar que uma alternativa para essa crise seria trocar o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por alguém com mais habilidade política e mais próximo do presidente Lula. O sr. acha que isso poderia ajudar? Duas coisas poderiam acontecer com essa mudança: uma delas seria o novo ministro manter a política econômica. Nesse caso, para que mudar o ministro? Só porque o outro é um pouco mais político? Eu não acho que seria o caso. Na verdade, quem teria de fazer a articulação política são as lideranças políticas do governo, não o ministro da Fazenda. Ele não pode ser o culpado pela falta de articulação política do governo. O outro desdobramento seria mudar a política econômica, e aí que o desastre vem mesmo. Você abandona o ajuste fiscal e voltamos à politica do Guido Mantega? Uma política que deu errado e que trouxe o Brasil para essa confusão toda? Então é melhor deixar o Joaquim Levy lá e apoiá-lo. E não estou fazendo nenhuma crítica ao [Henrique] Meirelles, pelo contrário. GUSTAVO LOYOLA, economista. Foi Presidente do Banco Central entre 1992 e 1993 (governo Itamar Franco) e de 1995 a 1997 (Fernando Henrique Cardoso). Entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo, publicada hoje (02).
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