BEM NA FITA I
28/12/2012 | 20h38
No rol das melhores notícias do final do ano que se vai em breve, está o da classificação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na frente de todas as demais universidades e faculdades, do estado do Rio de Janeiro. A UENF aparece como 1º lugar na classificação do Índice Geral de Cursos (IGC), de 2011, divulgado nesse mês de dezembro pelo Ministério da Educação. Para o município de Campos a notícia levantou a moral que andava baixa ao saber que figurava como o último colocado no ranking fluminense do ensino fundamental (Ideb). Outra instituição de ensino superior, ainda mais jovem do que a UENF a despontar com uma avaliação bem positiva é a Faculdade Redentor, que se fixou em Campos a bem pouco tempo.  A Faculdade Redentor, existe há 10 anos em Itaperuna, cidade polo da vizinha região noroeste fluminense. Em 2012 a Redentor colheu pelo mesmo IGC a classificação como o melhor curso de Biologia do Brasil, obteve a nota máxima de 5 (cinco). Também pelo Índice Geral de Cursos (IGC) a Faculdade Redentor está colocada entre as 3 primeiras instituições universitárias das regiões Norte e Noroeste Fluminenses. Logo abaixo da Uenf que obteve 3,92 pontos e quociente  4, a Redentor atingiu 2,71 pontos e quociente 3 e o Isecensa 2,33 pontos e quociente 3. O Diário Oficial da União, seção 1, da quarta-feira, 19/12/12 tornou publico o fato de que não poucas universidades federais e outras tantas particulares pelo país afora, foram mal colocadas, ficaram com quociente final sofrível de  1 ou 2 no IGC. Cabe então um sonoro PARABÉNS, à nossa Uenf, bem como à agora também nossa Redentor. Nos colocaram bem na fita. Que venha 2013! Um forte abraço de esperança em todos!
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UMA VERGONHA!
26/12/2012 | 19h12
É matéria surrada de tão repetida. Ontem, no final da tarde mais um acidente fatal na BR 101. Ao total, segundo os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) - na área de cobertura do posto da PRF de Campos, que vai até Macaé - divulgados no final da manhã de hoje, foram duas mortes, 30 feridos em 25 acidentes, nas duas rodovias federais que dão acesso a Campos, BRs 101 e 356, no feriadão do Natal. Passei pela estrada mais cedo, vindo do Rio de Janeiro. Movimentada, mas, nada de anormal a não ser a ausência da PRF. Nos 280 km, não vi um só. Cheguei a comentar minha estranheza face ao anunciado reforço da ‘Operação Natal’.  Basta ver a moto que fotografei em pleno dia; sem placa, sem capacete. Quem trafegava no momento do acidente ficou retido por mais de 2h e 30m, esperando ser liberada a via. Hoje uma gerente de agência bancária em Campos, me disse ter demorado 8h para vir do Rio até Campos. E observem que no Natal as festividades são mais pacatas. [caption id="attachment_5468" align="aligncenter" width="600" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption]

 

É um acinte o modo com que a concessionária Auto Pista Fluminense responsável pela manutenção da rodovia federal administra o andamento da obra de duplicação. Olho, olho e pouco vejo em um ano de movimentação de terra e de pista duplicada. É feito a passo de cágado. Não creiam no calendário anunciado. Pelo ritmo atual, demoraremos ao menos 5 anos para que sejam duplicados os 280km que ligam Campos à capital. Serão mais 5 anos de vidas ceifadas, acidentes, prejuízos materiais e transtornos na vida do usuário que BEM PAGA pelo serviço de péssima qualidade. UMA VERGONHA!  
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Até o fim do mundo
26/12/2012 | 16h05

Até o fim do mundo

Luciana Portinho  
Aventura. Essa é a emoção que move um grupo de campistas. Eles que em outros anos já experimentaram com sucesso desafios autopropostos, partem hoje, às  7  h  para o “fim do mundo”. Ushuaia, na Argentina, é o destino final desses cinco motociclistas. O local da partida para 30 dias do giro sobre duas rodas é, como das outras vezes, o Convento dos Padres Redentoristas, na rua Visconde de Itaboraí, mais conhecida como Rua do Leão. O grupo é composto de 10 amigos — cinco homens em suas motos e suas cinco esposas. Pelo planejamento da viagem — geralmente começa a ser elaborado seis meses antes — serão 12 dias para chegar à capital da província da Terra do Fogo, Ushuaia. Para tanto, algo em torno de 800 km serão percorridos diariamente, entre 7 h da manhã e 18 h. Tudo começou em 1978, quando  Marcos Pires empreendeu sua primeira viagem de aventura. Ao lado de sua mulher Regina, foi a Recife, capital de Pernambuco, cidade litorânea do nordeste brasileiro. Mais uma vez, o grupo para essa viagem, mantém laços de família entre os seus membros. São cinco “motociclistas de berço”: Marcos Pires; Sergio Cortes, eterno parceiro de viagens; Otávio Cortes; José Amaro, filho e genro de Sérgio; e Dudu Caldas, genro de Marcos. Como em viagens anteriores, foi criado o blog www.sobreduasrodas ateofimdomundo.blogspot.com. Nele, os aventureiros prometem relatar o dia, o percurso, fotografias, curiosidades dos locais visitados e, claro, episódios engraçados. A experiência de compartilhar todas essas histórias foi sucesso na última aventura, em 2011, onde através do blog www.travessiadastresamericas. blogspot.com tiveram acessos de mais de 20 países — carona virtual pelas estradas das três Américas a milhares de internautas. “Optei por não pegar patrocínio no blog, me foi oferecido, mas, desvirtuaria; criaria uma obrigação e fazemos a viagem por hobby conjugado ao gosto pela aventura. Somo ligados ao Moto clube de Campos, o blog é para trocar experiência, aventuras. Minha expectativa é de 200 mil acessos no atual blog”, diz Marcos. Em 2010, o grupo foi de avião até os Estados Unidos da América (EUA), a maratona ficou conhecida como a Travessia das Três Américas. Lá compraram suas máquinas e vieram cortando as três Américas em nada menos do que 19 mil quilômetros. Foram 60 dias de adrenalina na viagem e chegaram a enfrentar sufoco no cerco do narcotráfico mexicano. Alegre pela expectativa do novo estirão, Marcos esclarece que são seis meses de planejamento em grupo. “Escolhemos e detalhamos o roteiro, compramos as motos quando é necessário, fazemos reservas só nos hotéis que não sejam de beira de estrada, pois, enquanto nela, dormimos aonde dá para ficar”. Mulheres encontram maridos no caminho [caption id="attachment_5462" align="aligncenter" width="600" caption="Fotografia do grupo inteiro (divulgação)"][/caption] Como nessa expedição ao extremo sul da América do Sul há um trajeto previsto de 700 quilômetros de estrada de chão, as mulheres — também motociclistas — optaram pelo conforto do avião até determinado ponto. Encontram seus companheiros na cidade de El Calafate, já na Patagônia, de lá seguem na garupa ao destino final de Ushsuaia, Terra do Fogo. Para chegar lá, os cinco motociclistas já terão rodado aproximadamente seis mil quilômetros em nove dias, passando por  Montevidéu (Uruguai), Buenos Aires, Mar da Prata e Bariloche (Argentina). Unidos pelo sangue e impulsionados pelo amor ao motociclismo, há mais de 10 anos a crescente família aventureira de Campos dos Goytacazes encara longas estradas pelo Brasil e América afora. Entre trajetos percorridos com todo o grupo ou apenas pelos casais, somam-se mais de 10 viagens, milhares de quilômetros rodados e 18 países. Integram uma “comunidade” internacional amante do motociclismo, levando a bandeira do Brasil nas costas por onde passam. Capa da Folha Dois, Folha da Manhã no dia de hoje, 26/12/12. [caption id="attachment_5458" align="aligncenter" width="600" caption="Estreito de Beagle, Patagônia, Argentina. Ft. Google"][/caption]

 

 
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Nova Fonte de Beleza
19/12/2012 | 16h20
Assim como as cidades de Brasília e de São Paulo, Campos passa a contar com tecnologia de ponta em matéria de medicina estética. Chegou à cidade, um aparelho de laser superpotente para uma pluralidade de terapias. Trata-se do Fotona, uma nova geração de laser, oriunda da Eslovênia que produz resultados efetivos, imediatos e seguros.  No tratamento terapêutico-dermatológico, o Fotona preenche um hiato, ele atua onde os outros aparelhos convencionais não alcançam. Através da Clínica Renova, situada na Pelinca, Campos é agora a primeira cidade do estado do Rio, a contar com esta modalidade no campo do rejuvenescimento. [caption id="attachment_5444" align="aligncenter" width="450" caption="Ft.Helen Souza"][/caption]

 

Para Mirza Sampaio Péres Kury, especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Diretora Administrativa da Clínica Renova, o novo aparelho é muito eficiente. “Demoramos a definir qual tecnologia adquirir para ter a certeza do investimento. O Fotona possui uma ampla gama terapêutica que aos poucos será disponibilizada aos nossos clientes. Tem eficácia comprovada em variadas especialidades médicas. É nosso objetivo equipar a Renova com aparelhos de última geração. É um investimento alto que Campos requer. Em curto prazo, assistimos a um acelerado crescimento populacional. Investimos para que não haja necessidade do campista sair de Campos para cuidar de sua saúde”, disse  Mirza. O médico Wady Kury Neto, especialista em cirurgia vascular e endovascular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular é também um entusiasta face às alternativas novas de tratamento com o laser adquirido pe-la clínica. “A vantagem do tratamento a laser é aumentar o espectro de veias passíveis de serem tratadas. Às vezes elas são mais finas do que a própria agulha, como as micro varizes de face que são tratadas sem hematomas e de forma não invasiva. A nova terapêutica é eficaz quando aplicada nos hemangiomas (mal formação vascular congênita). Há um leque de intervenções que no futuro serão oferecidas como a ‘ablação da safena por via endovascular’ que substitui a algumas das cirurgias de varizes”, disse Wady. Compatível com o crescimento de Campos é propósito da Clínica Renova ser também um “Hospital Day”, moderno conceito hospitalar para tratamentos breves, com internações de no máximo uma noite. Para tanto, no terceiro andar está em construção o centro cirúrgico e vizinho a ele quatro amplas suítes. Outra profissional a fazer uso do laser em seus pacientes na Renova é  Laura Terra, que é pós-graduada em dermatologia. “Os efeitos da terapêutica são visíveis, trata, por exemplo, da Acne ativa; os portadores de acne e usuários do medicamento Roacutan podem se submeter ao laser. Outra aplicação com ótimo resultado é o da Onicomicose (é aquela popular micose nas unhas de difícil tratamento e que tornam as unhas femininas escurecidas e até deformadas)”. Enfim, uma ótima notícia saber das múltiplas aplicações no campo vascular e dermatológico do novo aparelho de laser que chegou a Campos. Qual ser humano — homem e mulher — que não deseja se livrar das imperfeições. Estas podem até ser pequenas, mas, são grandes no incômodo que produzem. Afinal, desde sempre se busca beber nas águas da beleza e juventude. Luciana Portinho
Matéria publicada hoje, 19/12, na Folha Saúde, Folha Dois da Folha da Manhã
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Posse da ACL adiada
16/12/2012 | 18h33
Repasso comunicação informal, publicada na rede social Facebook, do professor Hélio Coelho. Na nota esclarece o adiamento da posse da nova diretoria recém-eleita da Academia Campista de Letras. lp ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- A POSSE NA PRESIDÊNCIA DA ACADEMIA CAMPISTA DE LETRAS NÃO SERÁ NESTA SEGUNDA PRÓXIMA, 17/12. AMIGOS: Como sabem, tive a honra de ser eleito Presidente da Academia Campista de Letras, sucedendo o grande Presidente Dr. Elmar Martins que muito fez - com sua Diretoria- pela ACL. Cogitou-se a data 17/12 para a posse da nova Diretoria cuja chapa denominei UNIDADE E AMOR À ACADEMIA. No entanto, em face das conhecidas circunstâncias de fim de ano, com muitos eventos ao mesmo tempo, e o recesso de Verão da Academia, na próxima segunda feira 17 estaremos em Assembleia para deliberação da data da posse solene, que, ao que tudo indica, SERÁ NA PRIMEIRA QUINZENA DE MARÇO. Até lá, estaremos trabalhando mais cuidadosamente na PROGRAMAÇÃO DO ANO ACADÊMICO ACL-2013, mantendo contatos, conversando com pessoas e instituições visando parcerias e assimilação de ideias criativas e renovadoras para o pleno exercício de nossa função e de nossa missão cultural na Comunidade. Mais uma, para conhecimento e reconhecimento público, eis a nossa DIRETORIA: PRESIDENTE- HÉLIO DE FREITAS COELHO 1º VICE - FERNANDO DA SILVEIRA 2ª VICE - GILDA WAGNER 1ª SECRETÁRIA - HELOISA CRESPO 2º SECRETÁRIO - HERBSON FREITAS 1ª TESOUREIRA - SYLVIA PAES 2º TESOUREIRO - WELLINGTON PAES DIRETOR DE PATRIMÔNIO - ARISTIDES ARTHUR SOFFIATI CONSELHO FISCAL - ALBERTO FIORAVANTI ELMAR MARTINS LEVI QUARESMA ASSESSORIA CULTURAL - ARLETE PARRILHA SENDRA - CRISTHIANO FAGUNDES - JOEL MELLO AGORA VOCÊS ENTENDEM O MEU ENTUSIASMO, NÃO É? COM UMA EQUIPE DESSE PORTE, HAVEREMOS DE FAZER UM BOM TRABALHO. Manterei os amigos informados sobre a posse e quero ver todo mundo lá! Abração.   obs. mais detalhes ver aqui
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DE LUTAR DE VIVER DE TOCAR
15/12/2012 | 19h51
Decantar para acontecer. Assim, com muita emoção, música e foguetório foi inaugurada a sede, a linda sede, da ONG Orquestrando a Vida. A sede que durante longo tempo abrigou a Emop e posteriormente o Tribunal de Justiça foi cedida, através de Termo de Cessão do Governo do Estado, leia-se governo Sérgio Cabral, por tempo indeterminado. Em miúdos trocados, a partir de agora a ONG passa a ter uma casa pra chamar de sua. [caption id="attachment_5430" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Luciana Portinho"][/caption]

Ganha a música, ganha a Cultura de Campos, ganhamos todos nós deste chão coletivo. Parabéns, a todos que nos reafirmam que viver é lutar e lutar é para viver. Em especial, por sua tenacidade ... parabéns maestro Jonny William!

[caption id="attachment_5431" align="aligncenter" width="600" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption]

 

Sobre o assunto ver também aqui

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SUPERAÇÃO: limites e caminhos
15/12/2012 | 10h57
Gestão Profissional no Ensino Superior brasileiro: Limites e caminhos para superação [caption id="attachment_5422" align="alignright" width="223" caption="Ft. Google"][/caption] André Raeli Gomes Perceber e entender a realidade gestora do ensino superior brasileiro tem sido objeto de pesquisa da grande maioria dos gestores educacionais. Discutiam-se mídias digitais como a grande vertente do crescimento. Recursos, tecnologias, ambientes virtuais de aprendizagem se tornariam a diferença competitiva até que, adquirir técnicas gestoras seria condição de sobrevivência nesse terreno sombrio, de intempéries constantes (BRAGA, 2010). O caminho então passa a ser avaliar o que funciona e o que não funciona na IES. Aborta uma estrutura amadora, em suas práticas; conservadora, na gestão e; negligente, quanto a cobranças de resultados (BRAGA, 2010). Começa a equilibrar a proporção atividades meio e fim. Inicia um processo de controle de inputs (entradas) e outputs (saídas), desde o mais elementar insumo até o acompanhamento do egresso como a mais nobre ferramenta de marketing da IES. Diante do cenário eminente de profissionalização do saber e da forma de ensinar o saber, o primeiro passo é enxergar o “como fazemos” e propor uma convergência com o “como fazer”. As IES crescem em forma, conhecimento e visibilidade. Discutir princípios gestores é prioritariamente definir “Planejamento Estratégico” (FALCONI, 2009) Como definir tal planejamento de ações futuras se os envolvidos são meramente “acadêmicos”? É preciso, nesse momento, aliar de forma prioritária, princípios administrativos ao conhecimento científico, já propostos por Taylor há bastante tempo (TAYLOR, 1995). Transformar o Coordenador Acadêmico em Gestor Acadêmico é sem dúvida o insight necessário nessa virada de década para tornar o Curso e, sobretudo a IES, viva e detentora de uma inteligência competitiva oriunda de um processo de gestão antecipatória, onde possibilita a Instituição adequação às mudanças de mercado (MAXIMIANO, 2002). O grande desafio então é – antes de discutir e cobrar resultados – “capacitar os escolhidos” ou “escolher os capacitados”? Sem dúvida, a primeira alternativa será a escolhida. “Garantir o papel de cada um no esforço empresarial” (FALCONI, 2009). O staff já está definido, o que se deve trabalhar é disseminação da governança corporativa, ou seja, a forma da IES pensar e agir. Uma vez adquirida, envolver os principais atores no processo gestor será conseqüência. Reduzir o turnover de pessoal é o carro chefe do processo, uma vez que o conhecimento é capturado pelo gestor, instigá-lo a participar como administrador do seu curso é uma questão de tempo. Esse profissional não pode ser substituído, ele é a essência da atividade meio da IES (GARCIA, 2005). Ele passará de crítico ao sistema para crítico do sistema. Esse processo se dará de forma gradativa, mas sólida, com investimento demandado e fomentado pela própria IES, culminando no princípio de que, educação e curto prazo são elementos que não combinam. Voltar ao nosso “chão de fábrica” e comparar processos e objetivos à indicadores pré-definidos, como o IGC, nos faz perceber em nossa essência tácita e empírica, de natureza estritamente acadêmica, a necessidade da definição de novos indicadores, que de fato representem a “medida” do nosso egresso e da nossa educação, permeando necessariamente pela figura do gestor. Não é justo virarmos reféns, muitas vezes, de indicadores qualitativos de manuais de avaliações, onde nos imputa uma classificação ordinal gerando uma nota que hoje garante a sobrevivência ou não da IES - fatalmente, e ao mesmo tempo estarmos preocupados com a coerência organizacional e com a formação plena da equipe, passando de um staff intelectual para um staff essencial, agregando o conceito de essencial àquilo que hoje é visto como periférico, garantindo a marca e a identidade institucional (NADLER e TUSHMAN, 2000)(grifo nosso). André Raeli é diretor da Faculdade Redentor Campos-RJ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FALCONI, V. O Verdadeiro Poder. Nova Lima: INDG Tecnologia e Serviços Ltda, BH, 2009. BRAGA, R. Evolução das Práticas de Gestão nas IES Brasileiras 2001-2010: A gestão vista como inovação para o setor educacional. HOPER Educação. São Paulo: 2010. MAXIMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração: Da revolução urbana à revolução digital. 3ªed. São Paulo: Atlas S.A., 2002. NADLER, D. A., TUSHMAN, M. L. A Organização do Futuro: As lições mais importantes do século XX e os próximos desafios que levarão ao novo desenho da empresa. HSM Management, nº 18, janeiro –fevereiro, 2000. TAYLOR, F. W. Princípios da administração científica. São Paulo: Editora Atlas S.A., 1995. GARCIA, M. Três grandes tendências para o ensino superior privado no Brasil. Revista Ensino Superior, São Paulo/SP, n.77, p.41-43, fev., 2005. Texto extraído do http://bracosabertosnb.wordpress.com/2012/06/21/caminhos-para-a-superacao-artigo-de-andre-raeli-3/
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O veremos por aí
14/12/2012 | 21h29
Desde o dia 21 de novembro internado, por ter contraído uma infecção do vírus de uma gripe comum, finalmente no dia de hoje (14/12), teve alta hospitalar o gente boa, o escritor Luis Fernando Veríssimo. Tudo começou quando se sentiu mal vindo de uma viagem à cidade de Araxá, Minas Gerais. Internado, o cronista necessitou ser sedado. Passou então por sessões de hemodiálise. Durante o período em que esteve no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), Veríssimo também submeteu-se a um cateterismo cardíaco, após diagnóstico de angina. Daqui para frente, teremos o privilégio de vê-lo andando por aí. [caption id="attachment_5405" align="aligncenter" width="500" caption="Ft.Luciana Portinho"][/caption]

 

 
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É real o que era sonho
14/12/2012 | 16h22
Se existe felicidade é ela que está estampada na face do Maestro Jonny William. É que há dez dias chegou aos seus ouvidos a notícia que pôs o maestro a sonhar acordado. Desde então, ele é só alegria.  A ONG Orquestrando a Vida acaba de ganhar a sua sede definitiva. E não é uma sede acanhada, não. É ampla, ventilada; um belo imóvel de dois andares na esquina da rua Baronesa da Lagoa Dourada, entre a Câmara de Vereadores de Campos e a Beira Rio. O local é perfeito, perto de tudo. O presente que trouxe paz à família da Orquestrando a Vida veio através de uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro. É do governador Sérgio Cabral e do secretário de Planejamento Sergio Ruy Barbosa, que sensíveis ao trabalho de inclusão dos jovens através da arte, deram o sinal verde. Foi então feita a cessão do imóvel do estado por tempo indeterminado. [caption id="attachment_5398" align="aligncenter" width="450" caption="Ft Helen Souza"][/caption]

— Vejo o ato como um carinho imenso que recebemos de pessoas que nos apoiam, trabalham e se doam. É também um crédito. Aos 16 anos de existência da Orquestrando a Vida, encaro tudo o que nos aconteceu neste ano como um começo, não um meio de caminho. Foi um ano tão complicado, tão sem perspectiva e ao final acontece tudo. Tinha chegado de uma viagem à Venezuela, era um momento de pressão. Logo que desembarquei no Rio, me chamam na secretaria de estado para me avisar que tinha acabado de ganhar o espaço. Foi demais, me senti como naquele programa do Silvio Santos, a “Porta da Esperança” — diz, emocionado, Jonny William.

O maestro é grato a toda a população. “É tanta gente que colabora de algum jeito”. Ele aproveita e convida a todos que compareçam, no próximo sábado às 18h, quando após a solenidade de corte da fita e do cerimonial de abertura, a Banda Sinfônica se apresentará. Terminada a primeira programação, às 19h, no pátio da nova sede, haverá um Concerto de Orquestras: as oito orquestras (duas são de cordas), o coral de pais e o coral da Baleeira “Semente do Amanhã” se apresentam para o público. Jonny William, quando instado a citar os apoios, fica preocupado de esquecer algum nome, mas cita alguns. Primeiro fala do também maestro e fundador da ONG Orquestrando a Vida Luís Mauricio Carneiro. “Agradeço ao músico Hermes Cunha, um infatigável colaborador do projeto; ao empresário de Macaé Lafayette Miranda Fernandes, que generosamente dou todos os instrumentos de corda do Núcleo na Baleeira, e também os uniformes da meninada; ao Reynaldo Maia Pimentel e a Patrícia Tostes que já nos ofereceu o paisagismo do jardim externo e o próprio jardim”. Do governo do estado além dos acima relacionados, fala com carinho da secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes, como também da subsecretária estadual de Patrimônio Cristina Lúcia Vianna, sem deixar de se referir ao presidente da Fenorte Almyr Junior. A dimensão do trabalho desenvolvido pela ONG campista falou fundo aos que pela primeira vez conheceram o movimento musical local; é o que se percebe na fala de Cristina Vianna. “Em julho deste ano fazia uma vistoria no prédio do Liceu de Humanidades, acompanhada da subsecretária de Cultura Olga Campista, quando fui surpreendida com a chegada do Maestro Jonny Willian e de outros integrantes da ONG Orquestrando a Vi-da. Algumas pessoas de Campos e a secretária de estado de Cultura Adriana Rattes já haviam me falado deste projeto pedindo para indicar um imóvel para eles. Confesso que os pedidos são tantos, que ainda não havia pensado no assunto. Eles me convidaram para conhecer o projeto e assistir um ensaio no mesmo dia. Ao ver dezenas de jovens com seus instrumentos ensaiando com tanto entusiasmo e sabendo que todos são de comunidades carentes, me senti obrigada a fazer a minha parte na inclusão destes jovens. O que seria? Conseguir uma sede. Enfim, há 10 dias, parte do imóvel foi devolvida pelo Tribunal de Justiça e entregue à ONG que o recebeu com muita emoção e choro contido”, disse. ONG se prepara para criar mais um núcleo O ano de 2013 foi especial para a ONG Orquestrando a Vida que em determinado momento foi às ruas de Campos pedir socorro à população, ao paralisar por mais de dois meses suas atividades. O grupo tem perto de 700 jovens e seus líderes deram uma demonstração inequívoca da força do sonho acordado. Além de terem conseguido emplacar a Orquestra e o Coro Municipal — possibilitando a profissionalização de aproximadamente 100 músicos —, abriram o primeiro núcleo em comunidade da periferia. Foi criado o núcleo na Baleeira, “Semente do Amanhã”. Hoje atendem a 100 crianças e, segundo Jonny William, funciona a pleno vapor, com concerto todo mês e uma estrutura excelente. Engana-se quem pensa que por aí irão parar. Em fevereiro de 2013, inaugurarão o núcleo atrás da Igreja Santo Antônio, no Jardim Carioca, neste projeto a igreja é parceira. E sonham de olhos bem abertos em erguer no pátio interno da nova sede um teatro arena com capacidade para mil pessoas. O projeto de engenharia está sendo elaborado. A explicação para tanta garra, o maestro atribui à metodologia venezuelana, um paradigma com uma linguagem intensiva e massificada da música que é tratada como uma ferramenta de transformação social. “Aproveitamos cada minuto da criança em uma convivência diária de três a quatro horas. E não é entretenimento, é um compromisso que oferece através da linguagem musical uma nova perspectiva de vida”, finaliza. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois, de ontem 13/12.
   
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Haja filó
10/12/2012 | 18h09
Na última semana os arredores do grupo político que está no governo municipal de Campos anda a torto e a direito, postando uma preocupação pra lá de esquisita. Segundo esses porta vozes, o Partido dos Trabalhadores de Campos deve, como eles dizem, "preparar o bolso" para colaborar no pagamento das multas dos que foram condenados no julgamento do mensalão. Será que eles estão querendo pegar carona e sugerir alguma nova corrente? Ou simplesmente querem mostrar serviço para se valorizar junto ao chefe?  Entra mês e sai ano e a política local permanece peçonhenta e diminuta. Tenho a impressão de que até os nossos primos ancestrais, em sua inteligência, de nós se envergonham. Observação: não fui e não sou filiada ao PT.
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A SÓS
10/12/2012 | 14h58
[caption id="attachment_5381" align="aligncenter" width="512" caption="Olympia, René Magritte - 1948"] [/caption]
luciana portinho

Nascer é susto. Viver é vida. Morrer é solidão. E não pensem que ao falar isso sou infeliz ou triste até. Não, nada disso. Sou imensamente feliz com o milagre de minha existência. Demais ter nascido no meu tempo e espaço e ainda do jeitinho que vim. Aprecio o nome que me deram. Prosa de minha trajetória. Alegre das minhas amizades, ao meio dos incontáveis sentimentos de bem que me cercam. Um simples sorriso na face do outro toma forma de um buquê em minhas mãos. A cada dia me deparo com vozes doces, dizeres agradáveis de boca que até pouco não conhecia. Curto de montão meus colegas de batente; os de hoje, os de ontem e tenho convicção de que os de amanhã. Os sonhos me habitam, neles dou-me pausa. Meus descendentes, tão belos. Todos saudáveis donos de uma amada vitalidade peculiar. Meus ascendentes, quanto orgulho deles em mim guardo. Da minha pátria, só verde exaltação. Nasci de uns portinhos confortáveis na grana e vastos no conhecimento. Uma gente movimentada, de paladar apurado, esbelto na arte e porreta na luta política. Um clã tão sentimental quanto discretíssimo. Tenho uma irmã única, de correta vale por ela, vale por mim. Sei em mim a pulsação do mundo. Choro pelo espectro da perda que ronda o meu amigo. E o vejo mal em sua dor. E a sua dor então é minha e, por isso, daqui choro. Nessa merda de solidão que nos cabe, contida entre o nascer, viver e morrer.

   
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SOB NOVA DIREÇÃO
10/12/2012 | 12h14
Luciana Portinho [caption id="attachment_5376" align="alignright" width="390" caption="Ft. Helen Souza"][/caption] A Academia Campista de Letras (ACL), instituição que representa a intelectualidade campista, está de cara nova no topo de sua direção. É o professor Hélio de Freitas Coelho que por unanimidade foi eleito como novo presidente, na Chapa “Unidade e Amor à Academia”. Nesta semana será confirmada a data da posse do novo presidente e da nova diretoria — existe a hipótese de que a cerimônia aconteça no dia 18 de dezembro, uma terça-feira. Originariamente a ACL é composta de 40 membros. Na atualidade existem 10 vagas abertas, por motivo de falecimento do titular. Por isso, uma das primeiras tarefas que o novo presidente anuncia será o de abrir o Edital Público dando conhecimento à sociedade. Nele é divulgado o prazo para que os interessados se apresentem, mostrem suas credenciais, seu trabalho e obras em prol da cultura. Depois de avaliados os pretendentes por uma comissão formada especialmente para esse fim, os nomes são então submetidos à eleição pelos acadêmicos. Segundo o professor Hélio Coelho, alguns membros estão acima dos 80 anos, adoentados, mas, fazem parte da academia. Com isso, o núcleo efetivamente ativo se reduz. “Necessitamos injetar sangue novo, reforçar a penetração da ACL para um futuro”., explicou o novo presidente. Para ser um acadêmico não é exigido ter uma obra publicada. É necessário que tenha uma atividade reconhecida na área cultural, nas letras, na arte, que seja portador do conhecimento e amor à cultura. — Um de nossos desafios é reaproximar os afastados, daí a razão do nome de nossa Chapa. É uma responsabilidade assumir depois do Dr. Elmar Martins. Ele fez um bom trabalho, atravessamos dificuldades financeiras e ele em meio a essa realidade preservou a ACL aberta e ativa  — disse. Por vezes e de modo sutil, circulam ecos abafados de alguma divergência entre os membros da academia campista, sobre ela, o novo presidente é cauteloso, mas, não se esquiva de responder. “Havia um núcleo anterior que talvez tenha estranhado abrir a instituição para os meios literários da comunidade. Antes havia o conceito mais voltado às práticas e produção de tertúlias e trocas. Ao aproximar o conhecimento da universidade houve o desconforto do impacto, deu-se o estranhamento no processo, no entanto, não houve a fratura. A assimilação está consolidada”, explicou ele. Hélio parte do entendimento de que uma casa com o perfil da Academia Campista de Letras não pode estabelecer hierarquização de saberes. “São diferentes os olhares, temos formas diversas e conteúdos que acrescentam ao mundo das letras. A diversidade é um desafio, não vejo como divisões perigosas. No espaço das letras existem eventos artísticos que nos últimos anos a impulsionaram. A nós nos cabe o reconhecimento das múltiplas manifestações”. A “ACL é patrimônio cultural desta terra”. Com esta afirmação o novo presidente revela que vai solicitar uma audiência com a prefeita Rosinha Garotinho. “Vamos pedir o reconhecimento de nosso papel na cultura local e o apoio que a ACL merece na convicção de que a prefeita se sensibilizará. Queremos uma parceria, em contrapartida também temos o que oferecer ao poder público; o nosso espaço, a nossa sede é privilegiada. Nossas reivindicações são de ordem material, reparos no prédio, bem como a celebração de convênios culturais e artísticos”. Não existem vínculos formais entre a Academia Campista de Letras e a Academia Brasileira de Letras, no entanto, há na nova diretoria o desejo no estreitar dos laços entre as duas entidades. Nos últimos tempos a ABL se modernizou, criou um sítio eletrônico, faz palestras e conferências dentro do conceito de ter contato com a população. Professor há 45 anos e com 65 anos de idade, Hélio Coelho é pai de quatro filhos. Ele fala de sua vida com orgulho por ter servido à sua terra. “Minha vida é o meu atestado, vivo modestamente dos meus proventos”, expressa ele, que acrescenta ainda que “a presidência que assumo me move, mas, não me assusta. Ao contrário encaro com alegria. Afinal,  desde sempre estive na vida pública. Fui presidente do Diretório Acadêmico na Filosofia durante a repressão, presidente do Orfeão Santa Cecília, e presidente da Câmara Municipal de Campos, por ter sido vereador por dois mandatos... mas, aí é assunto para outra conversa".
Publicado hoje, 10/12, na capa da Folha Dois.
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Palavras Cantadas
09/12/2012 | 12h41
Luciana Portinho Sábado, (8/12), às 20h, no Palácio Cultural de São João de Barra, o jornalista Aloysio Balbi lança o seu novo livro, “São João da Barra — Do Porto ao Pontal”. É o terceiro de uma série de sete que ao todo será lançada nos próximos anos. A proposta é cobrir os municípios do Norte Fluminense por onde os Sete Capitães deixaram sua marca. Os anteriores foram “São Fidélis — História Consagrada” (2009) e “Quissamã — A Raiz de uma História” (2011). O livro, apesar de se referenciar a São João de Barra, não é um livro de história, mas, conta a história. Não daquele modo acadêmico, restrito à racionalidade. O livro não é político, mas, como um jornalista escritor, não enxergaria a política nas circunstâncias da vida vivida ou a viver. [caption id="attachment_5371" align="aligncenter" width="500" caption="Capa do Livro de Aloysio Balbi"][/caption]

 

Com o selo das Ongs Sete Capitães e IRLA, a edição foi integralmente produzida pelo Grupo MPE, assim como as demais. Finalmente acabado, já na capa uma foto deslumbrante, do ilustre fotógrafo campista Dudu Linhares. Nela, os elementos da natureza do Pontal e do homem nativo em integrado desafio marítimo. No prefácio ninguém menos do que o colega de profissão, o jornalista afamado da Globonews e editorialista do Jornal O Globo, George Vidor. Com o título, o autor fez uma paródia. Afinal foi no século XVIII que São João da Barra deu seu primeiro toque de modernidade na construção de um importante porto. “Tudo começou em Atafona, cuja origem árabe significa “moinho de vento”. No início se chamou São João da Praia, lindo nome dado pelo navegador Lourenço do Espírito Santo. Ele que chegou em 1624, vindo de Cabo Frio, ao ver o Delta do Paraíba se encantou. No entanto, sua mulher foi tragada pelas mesmas águas e morreu (a lenda diz que ganhou forma de bela sereia). Pelo infortúnio da perda foi movido Lourenço; deu as costas para o mar, avançou pelo rio e fundou o porto de São João da Barra que veio a impulsionar o progresso, inclusive o de Campos”, relata Balbi. Talvez, inspirado pelo o vento no moinho de sua afetividade, o livro ganhou forma de prosódia, segue cantado em palavras e parágrafos corridos. No princípio não foi intencional, mas, ele reparando o ter iniciado assim seguiu motivado a buscar sons afins, não rimas, como ele adverte por não se considerar poeta. “Sempre veraneei em Atafona, sou hoje um atafonense de inverno. Aquilo lá é para mim sinônimo de poesia e serenata, me faz pensar em Hervê e meu pai. Aborda fatos reais como o porre de Raul Seixas, com cachaça Praianinha que o impediu de cantar, em meados de 80. Faço uma história arejada, uma história pop. É um passeio sobre a orla da história, sem se preocupar com a velocidade do vento... abri as velas simplesmente. É uma história recontada, cantada e não requentada”, frisa ele. Aloysio Balbi quando jovem sonhou em ser músico. Participou, ganhando, em festivais, tem até música sua rodando no Youtube. Embora ainda seja instrumentista e seus amigos apostassem de que seria mesmo compositor, abandonou tudo, menos o ouvido para a musicalidade. Ele exerce a profissão de jornalista há 35 anos. É repórter do Jornal O Globo em Campos há 30 anos. Está no Jornal Folha da Manhã, desde 1981, de forma ininterrupta e, nos dias atuais, tem o orgulho de ser o mais antigo da redação. Não por acaso, “herdou” a mesa de trabalho no meio da redação da Folha que pertenceu ao fundador do jornal, o jornalista Aluysio Cardoso Barbosa. — Ao escrever, fugi do personalismo. O resultado é um livro de editora, de custo alto, íntegro. Sem o apoio da MPE, sem um grupo econômico por trás, o livro não teria a qualidade estética final. O livro São João da Barra, Do Porto ao Pontal, é dedicado à memória de dois mestres queridos: a meu pai, o também jornalista e escritor Luiz de Gonzaga Balbi e ao jornalista por excelência Aluysio Cardoso Barbosa. Com sua morte me senti inseguro, Aluysio me dava boa parte das respostas que eu queria. Ele tinha o poder de solucionar os problemas de quem ele gostava. Senti-me meio órfão, assim como quando perdi meu pai — disse Balbi. Nas palavras do próprio autor, “Este livro tenta ser um pouco colante, um pouco sexy que, ao ser lido, permite um relax, um calmante, como quem tenta parar um instante, pedindo ajuda ao senhor do tempo, dono de todos os momentos, de todos os segundos, dono da permanência de cada um neste mundo”.
Matéria publicada na edição da Folha da Manhã, sábado (8/12), na Capa da Folha Dois.
 
   
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BEM NA FITA
08/12/2012 | 09h43
Há pouco tempo na cidade de Campos e há 10 anos na cidade próxima de Itaperuna a Faculdade Redentor tem motivos de sobra para comemorar. Em uma única semana, dois de seus cursos de graduação obtiveram ótima avaliação. O Curso de Biologia da Faculdade Redentor Itaperuna ficou no extraordinário primeiro lugar no Brasil. Também o Índice Geral de Cursos (IGG) da Redentor cresceu 30% em relação a 2011, consolidando o crescimento contínuo da referida IES. Todos os cursos avaliados tiveram seu CPC em crescimento, ratificando a Faculdade como a melhor IES da Região e a melhor em Biologia de todo o país. (fonte-MEC) Ontem (7/12), mais um público reconhecimento. Dessa vez o curso Engenharia é classificado entre os melhores do país, ver a publicação na revista Exame aqui . Bom para a Faculdade Redentor, muito melhor para as regiões norte e noroeste fluminenses. Eu, já fiz o vestibular. Passei e me matriculei. Volto firme aos bancos universitários. Para quem ainda não fez, aproveite o mês de dezembro e se inscreva no Vestibular Agendado!  
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Eu me curvo
05/12/2012 | 23h13
Oscar Niemeyer "Nestes momentos de pausa e reflexão é que me permito dizer que a vida é mais importante do que a arquitetura. Que, um dia, o mundo será mais justo e a vida a levará a uma etapa superior, não mais limitada aos governos e às classes dominantes, atendendo a todos, sem discriminação". Releio este artigo e lembro Le Corbusier a escrever o poema sobre o ângulo reto, e eu a falar da curva que tanto me fascina:
"Não é o ângulo reto que me atrai Nem a linha reta, dura, inflexível, Criada pelo homem.  O que me atrai é a curva livre e sensual, A curva que encontro nas montanhas do meu país, No curso sinuoso dos seus rios, Nas ondas do mar, No corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, O universo curvo de Einstein."
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Dudu em um olhar eterno
05/12/2012 | 14h59
Luciana Portinho Conversar com Dudu Linhares é aceitar ser encaminhado ao seu universo sensível. Quando a troca acontece em seu ambiente final de criação, um atelier claro e integrado ao jardim, a viagem é completa. O jornalista e fotógrafo, que não vive sem música, e campista — pai, avô e bisavô — é um homem feliz por suas conquistas, inquieto em realizar seus futuros projetos. Seu livro-arte, “Caminhos do Vento” mostra um pouco de sua obra e da visão artística que tem do que lhe cerca. Com noite de autógrafos, o livro foi lançado ontem junto à exposição “Vintage” de fotografias impressas em telas de pintura. — Esse livro é um pouco da minha trajetória, de como vim ao mundo e do ângulo do meu olhar. É um ato de loucura sã e a sua feitura, tomou-me alguns anos. Até aqui são mais de 30 mil fotografias que tenho arquivadas. E apesar de minha formação ter sido no preto e branco, que tanto valoriza a forma, as cores da natureza chamam a atenção. Minha matéria prima — diz ele se referindo aos insetos e as cenas da natureza que fotografa — é captada ao vivo, não se repete. Uma borboleta não espera. Todas as minhas fotos são finalizadas no computador, é um corte, uma correção de cor ou a retirada de um defeito. Mais do que um registro ao usar a máquina é a visão e a técnica — diz. Antes de se dedicar em definitivo à fotografia, Dudu — formado posteriormente em jornalismo na primeira turma da Fafic — foi estudar psicologia no Rio de Janeiro. Não se adaptando a morar na capital, retornou a Campos para concluir seus estudos e trabalhou com jornalismo junto a Hervê Salgado. Já formado, deu aula de fotografia na faculdade local. Remonta a essa época a convivência com o pessoal do teatro em Campos como Wiston Churchill Rangel e Orávio de Campos. Foi então que abriu sua agência de publicidade que ele orgulhosamente cita ter emplacado os três primeiros comerciais da então recém-criada TV Norte. Também desse tempo, o início do gosto pela escrita apesar dele não se considerar poeta. — Foi quando meu pai me chamou para ajudá-lo na usina. Aí vendi tudo, fechei a agência. Anos depois, observando as orquídeas que minha mãe cultivava é que voltou a minha vontade de fotografar. Vem deste momento o início de minha intimidade com o computador; dei-me conta de que “o bicho ia pegar”. Comecei a entrar em sites, era o começo do desenvolvimento da computação no PC, da fotografia digital a qual, na minha visão, produziu uma revolução nas artes, em especial na arte de fotografar e no cinema — comentou o fotógrafo. [caption id="attachment_5355" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Phillipe Moacyr"][/caption]

Dudu Linhares esclarece que apesar de também expor sua arte em forma de quadros, ele não pinta, “todo meu trabalho é fotografia”. O que ele faz é introduzir texturas, manipulando propositalmente as imagens, brincando com elas ao envelhecê-las. Depois as imprime em tela de pintura para criar o efeito final de um quadro único.

“Fotografar é olhar para sempre”, assim Dudu Linhares finaliza o seu livro de 204 páginas. É uma bela síntese de seu trabalho voltado para o mundo da macro-fotografia, um convite ao mundo da beleza natural que acompanha a todos.

Novos projetos para fotografia em mente A mostra “Vintage” exibida na noite de ontem junto ao lançamento do livro “Caminhos do Vento” foi composta de nove trabalhos de autoria de Dudu Linhares. Para alinhavar a composição da noite, ao fundo, uma seleção musical de jazz especialmente produzida para quem adquiriu o livro. Dudu é um fotógrafo integrado ao ambiente de sua ar-te. Recentemente, no mês de outubro, foi classificado em primeiro lugar pelo blog FotoGlobo. Das 11 edições de 2012, ele participou em pelo menos oito delas. Agora, ele irá participar do Encontro de Fotógrafos de “O Globo”, que acontecerá neste mês de dezembro. Lá será lançado, também no Rio, o livro “Caminhos do Vento”. — É importante o feedback dos colegas. Com eles aprendemos. Travo permanente troca com gente na Noruega, nos EUA e com brasileiros que residem no estrangeiro — diz o fotógrafo. Dudu tem projetos futuros  claros em sua mente, entre eles, um livro de histórias infantis ludicamente ilustrado de fotografias.De sua mente criativa há ainda o desejo de transmitir seu conhecimento aos amantes da imagem fotográfica. “Muitos me pedem para ensinar, mas, não quero ensinar de um a um e sim coletivamente através de um blog que criarei e pelo qual avançaremos na mesma linguagem”, diz um Dudu que aos 61 anos se diz no lucro. “Nasci de sete meses, sem unha, nem um fio de cabelo, nada. Uma parteira me botou para fora”. Obs. Capa da Folha Dois de hoje, 05\12.    
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Caminhos do vento
03/12/2012 | 17h00

Obs: Integralmente copiado do blog 'Vi Aqui No blog' da colega Viviane Aquino, ver aqui.

[caption id="attachment_5344" align="aligncenter" width="500" caption="Capa do Livro de Dudu Linhares"][/caption]

Fotografias do Imbé, Queimado, Chapéu de Sol, Pontal, Farol, compiladas em  poesia e prosa,  estão em Caminhos do Vento,  livro que Dudu Linhares, lança em noite para convidados no Piccadilly, dia 4.

Sempre buscando detalhes da natureza,  a obra  eterniza momentos muito significativos: “Nele há um pouco da minha história, homenagens a pessoas que foram importantes na minha vida e principalmente a fauna e flora desses lugares no aspecto macrofotográfico que é a área da fotografia que mais me encanta,  São 244 páginas e mais de trezentas fotos que, sem falsa modéstia, dignificam os caminhos por onde andei”,  diz Dudu.

Na mesma noite,  Dudu apresenta 9 trabalhos impressos sobre tela de pintura (canvas) da série “Vintage”.  
 
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SURPRESA!
02/12/2012 | 03h34
Dia 4 próximo, a Diocese de Campos dos Goytacazes comemora 90 anos de sua criação desmembrada que foi em 1922 da província eclesiástica de Niterói. Quase um século presente na vida de todos nós. Na apuração dos dados para elaboração da matéria da Folha da Manhã fui conversar com as duas autoridades máximas da Igreja Católica das regiões norte e noroeste fluminense, área de abrangência da Diocese de Campos. Assim foi com o Bispo Diocesano de Campos Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, assim foi com o Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey Dom Fernando Arêas Rifan. Ambos com o mesmo status, na mesma região. Indiscutível prova da dinâmica da religiosidade regional. [caption id="attachment_5327" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Afonso Aguiar"][/caption]

Há mais de duas décadas, alimento a vontade de pessoalmente conhecer Dom Fernando Rifan, personalidade forte do catolicismo em Campos. Amigos sempre o descreveram como um ser culto e assaz inteligente. Para sua casa me dirigi . Logo ao ultrapassar o portão de sua residência, penetrei em uma atmosfera etérea. Plena paz. E foi com esse sentimento de plenitude que curiosa pedi para me deixar ficar na pacata capela que o bispo construiu em sua casa. Ao fundo, compondo o altar, um belíssimo painel da pura arte sacra. A capela nos acolhe e nos recolhe em sua arrumação esmerada e fina. Compondo a atmosfera,  o barulho da água corrente na gruta de nossa Senhora de Lourdes recém construída. Me recordo da passagem, ainda criança, junto aos meus pais, por Lourdes na França. Tempo de água benta, tempo de reguadas para cobrança da tabuada decorada. Volto no solitário internato em colégio de freira, no imenso distanciamento da família, no quanto rezei em língua não pátria pelas noites na pequenina capela da longínqua escola.

Fui conduzida a uma sala no topo de uma escada e apesar do tempo corrido de D. Fernando Rifan, a entrevista fluiu natural,  a me confirmar tudo o quê me disseram da autoridade eclesiástica até aqui. Me despedi, não sem antes pedir mais uma vez a permissão de estar na linda capela que me tocou a alma.

[caption id="attachment_5322" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Afonso Aguiar"][/caption]
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