O QUÊ TEMEM
30/06/2013 | 12h59
“Antes de mais nada, importa reconhecer que é o primeiro grande evento, fruto de uma nova fase da comunicação humana, esta totalmente aberta, de uma democracia em grau zero que se expressa pelas redes sociais. Cada cidadão pode sair do anonimato, dizer sua palavra, encontrar seus interlocutores, organizar grupos e encontros, formular uma bandeira e sair à rua. De repente, formam-se redes de redes que movimentam milhares de pessoas para além dos limites do espaço e do tempo. Esse fenômeno precisa ser analisado de forma acurada porque pode representar um salto civilizatório que definirá um rumo novo à história, não só de um país mas de toda a humanidade. As manifestações do Brasil provocaram manifestações de solidariedade em dezenas e dezenas de outras cidades no mundo, especialmente na Europa. De repente o Brasil não é mais só dos brasileiros. É uma porção da humanidade que se identifica como espécie, numa mesma Casa Comum, ao redor de causas coletivas e universais”. Leonardo Boff Enquanto no mundo inteiro, no Brasil e em Campos as pessoas nas redes sociais e nas ruas aparecem de peito aberto - com a sua única face -, os que estão no poder político se assustam e reagem atabalhoadamente, buscam respostas às insatisfações populares. Outros, sinceramente, se sentem nelas ecoados, há bem pouco estavam juntos.  Percebem a oportunidade de absorver as demandas sociais, alavancar suas administrações. Em Campos, a Situação com os pés no retrógrado da política de um governo do espetáculo, na ‘harmonia’ construída pelo uso e abuso da máquina pública, continua para nosso desgosto, a querer manipular, na contramão da nova história. Se de um lado a juventude mostra a sua cara, se mobiliza e ganha as ruas, do outro lado o poder local tentou se articular no subterrâneo “Anthonymous”  diversionista ( nunca antes as redes sociais foram invadidas por um exército de apócrifos perfis, Fakes) , para dividir, enfraquecer e fazer ruir o movimento que surgiu bonito  e que se propõe a agregar, em torno de uma pauta democrática comum, todos que respeitem a sua independência dos partidos políticos e de  interesses particulares. O uso prolongado do microfone rosa entortou de vez a boca. LP  
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Fundação Rural, parte do povo
29/06/2013 | 18h30
[caption id="attachment_6584" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Folha da Manhã"][/caption] Fundada no ano de 1966, a história da Fundação Rural de Campos é também a história de Campos, é ainda a história do esplendor e da decadência rural na planície e regiões norte e noroeste fluminenses. A força do campo é tanta na vastidão dos campos que forneceu o registro da Campos dos Goytacazes. Verde era a cor predominante na paisagem do município que tem sua memória humana misturada a do cavalo e a da boiada. Antes, em 1954, a fundação foi Associação Rural. O primeiro a ocupar a presidência da FRC foi Rubens Venâncio — de 1968 a 1980. Junto a ele na vice-presidência, João Sobral.  Datam da gestão dos dois as realizações anuais das exposições agropecuárias. O comerciante e vice-presidente da FRC por 19 anos, João Sobral, considerava a Exposição Agropecuária a “Festa do Trabalho”, por reunir o comércio, a indústria e o setor agropecuário. Tem como missão institucional, “A promoção do desenvolvimento econômico e social regional, com ênfase no propósito da pecuária e agricultura, resgatando valores e tradições, por meio de uma nova gestão coesa e sólida”. Ouvir os ex-presidentes falarem do significado da Fundação Rural de Campos, é se deixar impregnar do banzo unânime por uma Campos que luta por preservar um tanto da Campos que passou. Um deste grupo de ex-presidentes, José Carlos Menezes, atual presidente da Fundenor aponta a nossa relevância na equino-cultura nacional. “Ela é inconteste. Há a cela campista, o laço campista, o estribo e a espora campistas. Fomos formadores de grandes cavaleiros e adestradores. A FRC foi fomentadora na manutenção das origens e tradições culturais de sua gente. Havia o predomínio dos setores pecuário e sucroalcooleiro. A sociedade sempre reconheceu esse papel, prestigiando as exposições, como a Folha da Manhã”, disse José Carlos Menezes. Trata-se de uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, é de utilidade pública e possui o terceiro maior parque de exposições do país. São 200 mil² tão importantes para a cidade, deram origem ao bairro,“Pecuária”. O Parque de Exposição da FRC foi fundado em 1954, ano da realização da 1ª exposição rural. “Tudo era muito prazeroso, nós éramos amadores, não tínhamos a estrutura atual. De todos cargos que ao longo da vida assumi, o de presidente da fundação (de 1980 a 1986), é o que me deu mais alegria. Por outro lado, hoje o perfil da região mudou, mas, não vejo possibilidade da fundação acabar. A baixada ainda guarda vínculo com as tradições. A nova gestão de Lívia Siqueira puxa mais para a nossa origem, é bom”, frisa ele. Um marco naquele período histórico da FRC foi a realização da Semana do Cavalo, organizada pelo Major Almeida, então diretor da coudelaria (antiga Remonta). À Semana do Cavalo, José Carlos se refere como um “divisor de águas, como um antes e um depois, uma vitrine para Campos”. Depois foi a vez da longa gestão de Ronaldo de Freitas Áreas (de 1986 a 1998). Dela restam o pavilhão industrial, o pavilhão de leilões e o centro administrativo construídos por sua diretoria. “Imprimimos um caráter de empresa, havia a exposição e depois do evento nada acontecia. Com a construção do pavilhão industrial começamos a arrecadar recursos para a entidade. Fizemos então, mais de 70 mil metros de obras nas dependências do parque de exposição”. Ronaldo cita a força da atividade rural de duas décadas atrás, “Tínhamos aqui um núcleo expressivo de criadores de nelore, outro de criadores de cavalo manga-larga e ainda um de criadores de campolina. É chato falar, mas, é realidade: a atividade rural entrou em retrocesso grande. Nos dias atuais não temos criadores e já foram mais de 60 criadores de manga-larga. A gente vê um monte de caminhonete circulando na cidade e pensa que são fazendeiros. Não são. Os filhos dos produtores rurais se afastaram da atividade, cada um foi para um lado, houve muita divisão da terra por causa de herança”, analisa Ronaldo. O crescimento da cidade nas duas últimas décadas, as alterações na rotina do campista não acabaram com a curiosidade da população pela Exposição Agropecuária. Para Eraldo Bacelar, esse é o comportamento que faz com que a FRC precisa ser preservada. “Um evento que acontece por mais de 50 anos, por si só já fala”, destaca ele ao lembrar de que a festa integra o calendário estadual. Eraldo foi presidente entre 1999 e 2004. “Até  poucos anos atrás, o setor agropecuário era o de maior importância. Temos mais de 10 mil produtores rurais, isso significa que mais de 50 mil pessoas em Campos sofrem a influência do modo de vida rural. A Fundação é maior do que seus dirigentes, sobrevive às crises, tem a população como sua maior aliada. Ela como uma entidade do terceiro setor deve caminhar junto a outras entidade, não de forma isolada. No processo de revitalização precisamos agregar outras forças representantes da sociedade civil, sugere Eraldo. Ao relembrar um pouco da história, Mauricio Maciel, outro a ocupar a presidência, de 2004 a 2007, ressalta o orgulho de fazer parte da família FRC. “Vibro ao torcer pelo sucesso da instituição. Penso que a FRC representa a identidade e o carinho que o povo campista tem com o setor agropecuário em nossa região, onde num momento de dificuldades desse segmento, ela resgata a esperança e o orgulho de todo produtor rural de nossa região”, ressalta. Luciana Portinho
 
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MENTIRA TEM PERNAS CURTAS
28/06/2013 | 23h30
Em pouco tempo verdades vêm a tona. Por mais que quiseram esconder as ligações sempre negadas, das íntimas ligações entre o blogueiro Fabrício Freitas e o governo municipal de Campos, leia-se Garotinho. Fica então evidente as razões "anônimas" da perseguição ostensiva desse senhor a pessoas, pelo simples fato de se oporem aos valores e métodos da prática política populista do deputado federal marido da prefeita. Leiam, pensem e concluam por si. Para conferir, vejam aqui.

Concurso da Câmara: Autor da ação popular que questiona o certame é assessor do Deputado Geraldo Pudim

Por José Paes, em 28-06-2013 - 20h56
Para os leitores que ainda não sabem, o autor da ação popular que questiona a validade do concurso da Câmara é o blogueiro Fabrício Freitas. Ao longo do último ano, desde que a ajuizei a ação popular que questiona o REDA, esse senhor, através do seu blog, iniciou uma verdadeira perseguição contra mim. São inúmeras postagens questionando  meus atos, fazendo insinuações sobre o real interesse das minhas condutas. Na referida ação popular , ele chega ao ponto de afirmar que fraudei o concurso da Câmara, tendo recebido o gabarito da prova. Todas essas acusações, por óbvio, feitas sem nenhuma prova. Nada contra os questionamentos, nem mesmo contra a ação popular. A partir do momento que me expus publicamente, questionando atos do governo municipal, nada mais natural que críticas surgissem. Mas os motivos dessa perseguição é que sempre foram nebulosos. Sempre que questionado, esse senhor alega que não possui qualquer vínculo com a família Garotinho, mas parece que essa não é bem a verdade. Ontem fui alertado por um leitor e pude constatar: Fabrício Freitas é (ou pelo menos foi) assessor parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ, vinculado ao gabinete do Deputado Estadual Geraldo Pudim. Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial do dia 15 de janeiro de 2013. Está demonstrado, portanto, que esse senhor, que costuma atacar em seu blog desafetos do governo campista e que ao longo das últimas semanas, além de me perseguir, também vem questionando a participação da oposição nas manifestações lideradas pelos “Cabruncos Livres”, é sim ligado a Família Garotinho. Dentro desse contexto, ficam algumas indagações. O deputado Geraldo Pudim sabe que o seu assessor é o autor da ação que questiona a validade do concurso da câmara? Ele também é contra o referido concurso? O nobre deputado entende correto que por conta de divergências pessoais comigo, o seu assessor acabe prejudicando os demais aprovados no certame? O deputado tem alguma ligação com o ajuizamento da ação ou se trata de atitude autônoma do seu assessor? O blog está aberto para os esclarecimentos que o nobre Deputado Geraldo Pudim queira apresentar. Do mesmo modo, o espaço está aberto para o blogueiro Fabrício Freitas. MOSCA AZUL
O colega blogueiro Gustavo Matheus oferece as suas considerações sobre o fato, leiam aqui.
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59 anos de história em Campos
28/06/2013 | 20h29
[caption id="attachment_6572" align="alignleft" width="390" caption="Ft. Folha da Manhã"][/caption] Tem início na próxima semana aquela que é a segunda maior e mais tradicional festa de Campos. Afora a festa do padroeiro da cidade, é a Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense, o evento que congrega o campista em torno de suas raízes históricas. À frente dos cinco dias de movimentação no parque de exposição, a Fundação Rural de Campos, hoje presidida por uma jovem produtora rural, Lívia Siqueira. Da feira, o Concurso Leiteiro é uma das atividades mais antigas. Há exatos 33 anos ele se realiza, sem interrupção. Sem muito estardalhaço, como é de seu feitio, Wedson Gebara Dumas, ou Edinho Gebara (como por todos é conhecido) é o coordenador do certame. São 30 anos de diretoria na FRC que Edinho carrega com orgulho, como frisa ao evocar um ditado popular, “Você que já se alimentou hoje, agradeça primeiro a Deus e em seguida ao produtor rural”. História A Fundação Rural de Campos foi fundada nos idos de 1968, mais precisamente no dia 23 de fevereiro. Leva Campos no nome, mas, abrange as regiões norte e noroeste fluminense. É uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, é de utilidade pública e possui o terceiro maior parque de exposições do país. São 200 mil ² tão importantes para a origem da cidade, até o bairro leva o nome de “Pecuária”. O Parque de Exposição da FRC foi fundado em 1954, ano da realização da 1ª exposição rural. Nessa época, antes da FRC era a Associação rural de Campos. — Trago o parque no meu coração. Atualmente junto aos jovens a gente observa um afastamento da vida rural. Mesmo que distritos aumentem a sua população, como Morro do Coco, ao sair para estudar, é difícil o retorno deles. A exposição agropecuária é o momento de trazer os valores da roça de avivar na mente do campista o ambiente da vida no campo. Os meus dois avôs, paterno e materno, criaram os filhos como produtores rurais, tenho a felicidade de ter a roça na minha vida — diz Edinho. Algumas pessoas pensam que o Parque de Exposições de Campos, é ligado à prefeitura. Não é. Diferente da maioria das exposições rurais que são municipais, a de Campos é custeada com recursos arrecadados de parcerias, venda de espaços e ingressos. A prefeitura é uma das parceiras. “A Fundação é um patrimônio cultural de todo campista. A exposição é da sociedade, eu adoro isso aqui. A diretoria não é remunerada, hoje unida sob a liderança de Lívia Siqueira na presidência, realiza um bom trabalho. Fazemos de tudo para preservar a tradição e as instalações, para que tenham uma noção do nosso parque: são 272 baias de equinos e muares e 230 argolas para bovinos”, esclarece ele. A 54ª Exposição Agropecuária e industrial do Norte Fluminense e 37ª Exposição Estadual do Rio de Janeiro começam no dia 3 de julho e vão até o domingo, 7 de julho. Segundo Lívia Siqueira, a festa volta a ser rural. “Estamos encontrando boa aceitação da sociedade campista. Vamos colocar mil animais no parque, trazer a família, apoiar a atividade rural. A nossa feira é a terceira mais antiga do país e a Fundação Rural de Campos é patrimônio de nossa terra. Faremos uma exposição mais de acordo com o bolso da população. Quem quiser frequentar a exposição durante a noite, para visitar os estandes, ver os animais, se entreter nos bares e restaurantes poderá voltar a fazê-lo. Tanto a população rural como o comércio já abraçaram a proposta de resgatar o evento”, frisa a presidente. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de terça-feira, 25/06.
   
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Visitação Escolar na Expoagro
28/06/2013 | 20h09
Escolas já podem solicitar a visitação dos alunos à ExpoAgro A Fundação Rural de Campos dos Goytacazes já está recebendo os ofícios para o agendamento da visita das escolas da região à 54ª ExpoAgro, Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense e 37ª Feira Agropecuária Estadual, que será realizada de 03 até o dia 07 de julho. Com uma programação centrada nos agronegócios, e, sobretudo, na família, a expectativa deste ano da Expoagro é atrair um número expressivo de escolas inscritas. A solicitação das unidades de ensino deve vir com dia e hora para a visitação a 54° ExpoAgro e encaminhada à diretoria administrativa da Fundação Rural até o dia 02 de julho. Os alunos, acompanhados dos responsáveis, poderão percorrer por todo o parque de Exposição Rural de Campos, no qual terão a oportunidade de ver os animais de diferentes raças de bovinos, eqüinos, dentre outras. Além disso, poderão circular pelos variados stands, visitar e consumir do setor alimentício. A visitação escolar à ExpoAgro acontecerá de 8h00 às 16h durante todos os dias de realização do evento.
Outras informações: Ímpar Conthaus Comunicação - 2733-1415 Patrícia Daldegan - (22) 9938-9935 Viviane de Aquino - (22) 9909-0416 Renato Chagas - (22) 9706-1043
Fonte - Ímpar Conthaus Comunicação
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ESTADO DO RIO PODE PAGAR PRECATÓRIOS
26/06/2013 | 17h29
A Alerj aprovou ontem o projeto de lei, que autoriza o Tribunal de Justiça (TJ) usar até 25% do saldo dos depósitos judiciais para quitar dívidas. O estado deve mais ou menos R$ 3,5 bilhões em precatórios atrasados, não pagos por governos anteriores. Os depósitos judiciais somam hoje cerca de R$ 12,5 bilhões. Com a medida o Rio de Janeiro pode vir a ser o primeiro estado brasileiro a quitar suas dívidas com precatórios. A OAB elogiou a medida da Alerj e sugere que seja adotada pelos demais estados. É fazer justiça. Vai colocar a vida em dia para muita gente! Fonte. O Globo
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Atenção na data
25/06/2013 | 08h59
[caption id="attachment_6556" align="aligncenter" width="550" caption="Divulgação"][/caption]

 

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CIENTISTA POLÍTICO FALA
23/06/2013 | 15h22
Íntegra da entrevista do professor e doutor em ciência política, Hamilton Garcia (Uenf) ao repórter da Folha da Manhã, Bruno Almeida Silva. FM- Esse momento que o Brasil atravessa pode ser entendido como uma revolução? É um movimento anárquico, sem precedentes? Pode ser confundido com terrorismo? HG-Podemos entender as manifestações como fruto do descontentamento popular, em particular das classes médias, em face de um Estado que, em todos os níveis, arrecada quase 40% da riqueza nacional e devolve à sociedade serviços de baixa qualidade, entre eles o transporte público, e uma máquina pública cara e plena de privilégios para apaniguados e cabos eleitorais. As pessoas estão nas ruas porque querem o fim dos privilégios e a solução de seus problemas, que vão da tarifa dos ônibus até a corrupção generalizada. FM-Como ele começou, o que o motivou, o que o difere dos demais movimentos que acontecem, por exemplo, na Grécia e na Turquia? HG-As ruas foram tomadas pela juventude porque elas não se sentem representadas pela superestrutura política vigente, em grande parte predadora do próprio Estado. O nosso tema é a crise do Estado, enquanto na Grécia é o colapso econômico e as medidas ortodoxas para combatê-lo, e na Turquia o avanço islâmico sobre o Estado. Nesses dois últimos casos, o tema do Estado está, por enquanto, atrelado a problemas oriundos quer do capitalismo (desemprego, endividamento, etc.), caso Greco, e da própria sociedade (teocracia islâmica), caso turco. FM- Aonde ele pretende chegar? Quais seus efeitos? Há legitimidade para eles? O que pode levá-los ao sucesso e o que pode os atrapalhar? Os poderes públicos toparão negociar com um movimento sem líderes? HG-No fundo eles querem livrar o Estado do parasitismo hoje dominante, mas não sabem muito bem como fazê-lo. Isto, naturalmente, passa por uma reforma política radical, no espírito do Ficha Limpa, mas muito além dele. Ao que parece, as lideranças do movimento ainda não vislumbraram com clareza esta saída, talvez ainda cegados pela neblina do antipartidarismo, que, paradoxalmente, é uma ideologia muito útil ao próprio sistema que eles combatem. Mesmo assim, eles lograram uma vitória importante em relação às tarifas e as negociações políticas não tiveram papel algum nisso. FM- O fato de até os sindicatos e partidos políticos serem, até certo ponto, rejeitados pela massa popular nas negociações, é bom ou ruim? HG-Até aqui, o movimento não tem tido nenhum caráter negocial e sim impositivo, o que é próprio da crise de Estado que estamos vivendo: de que vale negociar com "representantes" que se acham donos de seus mandatos? Os sindicatos – inclusive a UNE e as UEEs – e os partidos, estão sendo ignorados e hostilizados por não cumprirem seus respectivos papéis de representação dos interesses das bases. Isto naturalmente é ruim, mas os manifestantes não são os culpados disto e sim os dirigentes dessas instituições. FM-Sobre o chamado vandalismo que vem sendo praticado, pode ser entendido mesmo assim? É mesmo necessário? HG-Vândalo em manifestação de média/grande cidade, é como bêbado em comício de interior: difícil não aparecer um… FM-E sobre a organização através do Facebook e rumores de que a Justiça queria tirar o Face do ar, o que dizer? HG-As redes sociais têm sido uma alternativa ao esclerosamento das instituições sociais tradicionais, mas não podem substituí-las, de modo que novas instituições devem surgir a partir destas mobilizações. O que é preciso destacar, é que a transformação de um Estado só pode ocorrer se suas bases de legitimação forem transformadas, pela negociação ou pela imposição. O que esperamos é que estas transformações ocorram negocialmente, mas tais negociações são quase inviáveis na base da dinâmica política atual, onde os políticos, equipados com os recursos públicos, corrompem a vontade do eleitor para se elegerem e, assim, deixam de representá-los. Somente quebraremos este círculo vicioso por meio de um movimento impositivo de largo espectro que consiga arrastar consigo as velhas instituições e os partidos suscetíveis às reformas político-sociais. Hamilton Garcia (Cientista Político, UENF-DR)  
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Vivendo a História
21/06/2013 | 18h54
[caption id="attachment_6544" align="alignleft" width="253" caption="ft. Nino Bellieny"][/caption] Estamos literalmente vivendo a História. Nunca  foi tão forte e tão documentado pelas mídias e  registrado pelos nossos olhos.  Isso está claro no número maior à cada dia, de manifestantes pelas ruas do país. Embora muita gente esteja surpresa, para quem vem acompanhando os fatos e ligando os pontos, é apenas uma confirmação. A Nação Brasileira suportou por muito tempo uma série de desmandos e no coração do povo, foi se instalando a decepção, a descrença e o pior, a desesperança. Uma hora, tinha que acontecer o que está acontecendo. É preciso, contundo, o movimento ter cara, foco e propósitos definidos, para que não se perca em vazios repetitivos e principalmente,  no perigo da violência supostamente libertadora e mortal como qualquer violência. Eis  um excelente momento para os manifestantes gritarem por três reformas, ao meu ver, primordiais: 1-Reforma política 2-Reforma tributária 3-Um grande choque de gestão na saúde do país. Penso também ser fundamental desburocratizar os mais diversos atos de relação do público com o privado, pois a corrupção está nas dificuldades criadas. E votar bem. Agora para ter opção de voto, as pessoas de ' bem,' muitas delas  protestando, tem que realmente  participar da política propriamente dita. Há que procurar alternativas para o povo escolher melhor. E finalmente, viver melhor.
* Adriano Silva é administrador, empresário e CEO da Faculdade Redentor.
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HAJA EMOÇÃO
21/06/2013 | 01h57
HAJA EMOÇÃO Luciana Portinho Ao coro uníssono de “Rosinha é só caõooo, Rosinha é só caôoo”, mais de cinco mil pessoas saíram hoje alegremente em passeata pelas ruas de Campos. Diferentemente da anterior, a de hoje agregou outros setores da população. Ao longo do trajeto, populares aplaudiram, carros buzinaram, piscaram os faróis, das sacadas pessoas acenavam. Na frente da organização da manifestação, os “Campistas Cabruncos” um ajuntamento de jovens de diversas matizes e correntes ideológicas, em comum a mais completa insatisfação com a inoperância da política atual. A liderança do movimento local, composta por estudantes, demonstrou  maturidade e foco, ao não aceitar as poucas provocações de pessoas que foram ao evento com o propósito de macular o movimento. O único incidente sério foi causado pela provocação de dois conhecidos advogados ligados à prefeita Rosinha; Maurício Costa e Damasceno. Ambos juntos resolveram, subir no pequeno trio elétrico quando a manifestação parou em frente à Câmara do Vereadores.  Disseram que tinham ordem para parar o trio?! Foi pedido aos dois que descessem, se recusaram, empurra- empurra, socos trocados, no asfalto todos os cinco mil manifestantes estupefatos com a confusão criada lá no alto. Foram forçados a descer. Cheguei a temer pela vida deles ao saírem do trio no meio do povo.  Sorte não terem sido linchados. É porque a garotada só quer mesmo protestar, botar pra fora o estrondoso descrédito com detentores de cargos públicos em todas as esferas dos poderes. Basta ver a vaia ampla, geral e irrestrita aos poucos vereadores que estavam na sacada da Câmara Municipal, ao grito de “Não, não, não ,não me representa. Não, não, não, não me representa” Ainda que alguns comodistas sinceros ou apenas convictos incrédulos pensem que essa comoção popular pelo país não dê em nada, já deu.  O que é esta ONDA, ninguém ainda sabe, mas, dela algo novo na história virá. Da onda, Campos disse a que veio! Obs: A Polícia Militar esteve presente ao longo do percurso da passeata. Garantiu a segurança do evento, afastando infiltrações oportunistas, ajudando no fluxo do tráfego. Foi aceita com respeito pelos manifestantes. [caption id="attachment_6534" align="aligncenter" width="550" caption="Fotografias Luciana Portinho"][/caption]

[caption id="attachment_6538" align="aligncenter" width="550" caption="Ft. Edu Prudêncio"][/caption]
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NO TEMPO CERTO NASCI
20/06/2013 | 16h44
Não tenho como negar perplexidade com algumas maluquices que passam pelo Face nos últimos dias. Que a panela foi destampada, não tenho dúvida. Quanto tempo permanecerá, ninguém sabe. Hoje circula no feed de amigos a foto em traje de gala do último militar do golpe de 64 a ocupar a presidência, João Figueiredo. A mulher que a postou, pela idade deveria se lembrar que foi dele a tenebrosa fala, "Mulher é igual a cavalo, só se conhece quando monta". As últimas duas décadas formou uma população apolitizada, uma juventude conservadora, basta ver essa discussão esdrúxula de se pode ou não pode usar camisa e bandeira de partido em passeata. Poxa, é patrulha ideológica, sem tirar nem pôr. Que o movimento se defenda da manipulação política eleitoral é correto, outra é impedir o direito de indivíduos à livre expressão. Querer inventar a pedra é perder tempo, para isso serve a história. O marginal, preso na manifestação de São Paulo, destruindo o patrimônio público estava vestido com camisa social branca - justinha! Outra atitude que pode aparentar ser avançada,mas que na realidade é retrocesso bravo, é pedir a cabeça da Dilma. Isso tem nome: Golpe. E golpe nada somará para construção de uma sociedade mais equânime, humana e livre. Há no ar, há nas redes, há nas ruas insatisfação generalizada. Eu, nelas estou. Atenta. Não contem comigo para nenhuma postura retrógrada. Vamos ler, vamos conversar, vamos às artes e vamos para as ruas também. lp
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VÂNDALOS DE MOTOSSERRAS EM CAMPOS
19/06/2013 | 23h39
Recebemos a denúncia de que a empresa contratada pela Prefeitura de Campos está abatendo com motosserras os Ipês quase centenários do Parque Alzira Vargas, um dos poucos espaços arborizados da área urbana. O leitor tentou saber qual o motivo do ato estúpido e não conseguiu resposta para o crime contra o ambiente. No espaço a prefeitura anuncia a criação de um parque para crianças, mais uma razão forte para preservação das árvores que deveriam até serem tombadas pelo Conselho de Preservação do Patrimônio de Campos como um bem coletivo, intocável. Alô Ministério Público!!!

 
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VÍCIO NOVO
19/06/2013 | 17h07
Está comprovada cientificamente a existência de mais uma modalidade de dependência humana, o cibervício. Encaixam-se no perfil cerca de 10 a 14% da população usuária da internet, independente da tecnologia utilizada. Essa é a média de pessoas que se tornam dependentes de objetos ou de acontecimentos, é a parcela populacional que tem em comum uma personalidade adictiva. São pessoas que compulsivamente, compram, fumam, bebem, fazem sexo, se relacionam amorosamente, jogam e agora inseriram essa novidade que a sociedade ofereceu. Sobre o tema, Folha Saúde foi ouvir dois especialistas, um psiquiatra e uma psicóloga. Segundo Marcelo Nobre Migon, PhD em psiquiatria pela UFRJ e especialista em dependência química, o aparato tecnológico ofertado favoreceu o surgimento do novo vício. “As pessoas se tornam dependentes do que a sociedade oferece. A faixa de dependência é semelhante. De cada 100 pessoas que experimentam álcool, 10 se tornam dependentes. Isso vale para um cidadão em Campos, em um quartel de Maringá ou em Paris. É assunto muito bem estudado, tem aspectos internos — biológicos — e sofre a influência do meio. Muda-se o objeto de consumo ou a prática do acontecimento. Estatísticas futuras poderão comprovar, o que a clínica psiquiátrica já atesta”, frisa Marcelo Migon. A ciência medica faz a divisão da dependência por objeto, quando o indivíduo introduz, ingere, inala, injeta alguma substância no corpo e por acontecimento. A internet é um acontecimento.  A não imposição de limites na educação da criança ou do jovem na casa e no colégio favorece o desenvolvimento da dependência. “Ao mesmo tempo em que aproxima você fala com uma pessoa no Japão, o uso excessivo afasta quem está ao seu lado, pode ser um filho dos pais, um irmão do outro. Deve ser tentado colocar limites; fixar horas para o uso, manter horas para as atividades de antigamente como jogar bola de gude, pular corda, brincar de amarelinha”, diz. O especialista faz um alerta, deve vir coisa “pior”; mais alternativas que tornem o homem dependente. “Nós somos o pior dos animais, criamos coisas para nos destruir, agravado pelo fato que não nos sentimos como eles. Olhamos para um macaco a distância, ele é que deve nos achar esquisitos de sapatos”, frisa destacando a arrogância da espécie humana. Para a psicóloga Eleonora Seixas Paes Blochtein, o impacto do uso excessivo da internet afeta o comportamento social das pessoas. Como distinguir o excesso?  O uso inicial por um período de seis meses a um ano, com média de 38 horas on-line por semana, para uso não profissional, é um parâmetro. “Os chats — salas de bate papo — podem estimular a dependência do uso da internet em três áreas, a social, a da realização sexual e a da criação de uma nova identidade. Ao criar, para o outro, essa persona, ela também a cria para si uma imagem. Há pessoas com problemas graves pré-existentes e reprimidos. Pessoas com fobia social, transtorno de ansiedade social, transtorno de personalidade por excitação passam a manter relações sociais satisfatórias no espaço virtual”, esclarece Eleonora. Entre os prejuízos sócio-emocionais da dependência, Eleonora lista: diminuição da atividade física, descaso com a própria saúde (fumam e comem em demasia em frente à tela), diminuição do lazer e da socialização, privação do sono, afastamento do convívio familiar (em um ambiente doméstico hostil e problemático, se refugiam na web) e o ‘ciberadultério’. Ainda há aqueles que jogam patologicamente por poder e os que perdem dinheiro em apostas através do cartão de crédito. Ela reconhece que também pode haver benefícios, gente que sai da virtualidade, passa a conviver presencialmente, na vida real. Para aqueles não dependentes a internet é ferramenta de informação, estudo, troca de e-mails, manutenção de relacionamentos pré-existentes através da comunicação eletrônica. Luciana Portinho Folha Saúde de hoje, 19/06.    
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Prêmio Literário de Macaé
18/06/2013 | 17h22

Inscrições abertas para a primeira edição do Prêmio Literário de Macaé

Está lançada a primeira edição do Prêmio Literário Universitário de Macaé (Pluma). O Pluma foi criado aproveitando a comemoração dos 200 anos do município e o centenário de Vinícius de Moraes. Está aberto a todos os poetas - brasileiros ou não - residentes no Estado do Rio de Janeiro por mais de dois anos e que sejam estudantes universitários, graduandos ou pós-graduandos. As inscrições foram abertas na segunda-feira, 10 de junho, podem ser feitas gratuitamente até o dia 10 de agosto. O Prêmio é uma iniciativa da Fundação Educacional de Macaé (Funemac). [caption id="attachment_6515" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Google"][/caption] O objetivo é abrir espaço na Literatura do Estado do Rio de Janeiro para que estudantes universitários, poetas e/ou performers possam mostrar seus talentos, é o que esclarece o organizador, o professor, publicitário e jornalista, Gerson Dudus. - A ideia surgiu das muitas críticas que se ouvem a respeito da nova geração. Nelas, afirma-se que os jovens atuais não curtem coisas boas, só ouvem música de má qualidade. O Prêmio tem papel de fomento cultural, ocupa uma lacuna no estado, não existe outro afim. Partimos da premissa de que poesia é fundamental na cultura. O Rio de Janeiro tem excelentes poetas, vários já publicando – diz Gerson Dudus. A proposta é promissora e ampla. Quer ajudar a formar a nova geração de estudantes. Já na segunda edição, em 2014, o Pluma contemplará a narrativa curta. Em anos próximos, outros gêneros literários entram. “Décadas atrás, havia o Prêmio Nascente, era o Prêmio Universitário de Artes da USP, vamos tentar”, fala o organizador confiante. É um projeto inovador, junta as diferentes faculdades e públicas. Para quem não sabe, Macaé tem área física exclusiva à vida universitária, é o Campus Universitário. Por enquanto, integra geograficamente a UFF, a UFRJ e a Femass (Faculdade Professor Miguel Ângelo da Silva Santos) que é uma faculdade municipal pública. No ano próximo está prevista a chegada da Uni Rio ao campus, também. Nos dias atuais, o município conta com 16 cursos universitários ativos. Um dos objetivos da Funemac - além da disseminação do conhecimento puro e simples -, é a partir do evento integrar culturalmente o campus. O formato do concurso é bacana. Haverá performance na apresentação final, “Não chamo de poesia falada, pois acho pobre”, frisa Dudus. Dos inscritos serão selecionados, na 1ª fase, 20 poemas, esses integram a publicação da antologia. Destes 20 poemas sairão 10 concorrem às melhores performances que se transformarão em – na fase final- em o DVD que acompanhará a publicação. Os três melhores autores terão sua produção poética publicada e livro exclusivo do autor. “O projeto final é então uma caixinha que contém a Antologia, os três livros e o DVD”, simplifica o professor. Como fazer O tema é livre. Os trabalhos inéditos (não impressos anteriormente), apresentados em língua portuguesa e cada interessado poderá inscrever um poema. O original assinado será remetido com pseudônimo, em cinco vias digitadas na fonte Times New Roman, corpo 12, espaço dois, em folha no formato A4. Os envelopes com os trabalhos lacrados e endereçados ao Prêmio Literário Universitário de Macaé (Pluma), Funemac, na Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 – Coordenadoria de Cultura, 3º andar, Cidade Universitária, Bairro Granja dos Cavaleiros - Macaé/RJ - CEP: 27930-110. Para subscritar, o remetente deverá usar apenas o pseudônimo. A ficha de inscrição, identificação do autor e autorização para publicação dos trabalhos, caso sejam selecionados entre as semifinalistas, e outras informações necessárias, deverão ser enviadas juntas, em outro envelope lacrado. A data limite das inscrições é o dia 10 de agosto de 2013 e terão como data válida o dia de postagem nos Correios na cidade de origem. O poema deve ser remetido por via postal, mediante carta registrada. Luciana Portinho Capa da Folha Dois, segunda (17/06).
   
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Barra do Piraí, terá novas eleições
18/06/2013 | 16h24
TRE-RJ marca nova eleição em Barra do Piraí para 4 de agosto O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aprovou, nesta segunda-feira (17), resolução que disciplina a nova eleição para a Prefeitura do município de Barra do Piraí, no Sul Fluminense. No dia 4 de agosto, mais de 70 mil eleitores vão retornar às urnas para eleger um novo prefeito. Por unanimidade, a Corte Eleitoral fluminense havia confirmado a cassação, na sessão do dia 13 de maio, do prefeito eleito da cidade, Maércio Fernando Oliveira de Almeida (PMDB) e do vice, Norival Garcia da Silva Junior (PV), por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Desde o dia 4 de abril, Maércio de Almeida encontra-se destituído do cargo, que foi assumido interinamente pelo presidente da Câmara de Vereadores, Expedito Monteiro de Almeida (PRB), conhecido como pastor Monteiro de Jesus. A nova eleição será realizada porque os 29.177 votos recebidos pelo prefeito em 2012 equivalem a 53% dos votos válidos na eleição, que agora passam a ser considerados nulos. Sempre que uma decisão judicial anula mais de 50% dos votos válidos, a legislação obriga a fazer um novo pleito. Assessoria de Comunicação Social do TRE-RJ
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A VOZ DO POVO
18/06/2013 | 10h29
Luciana,mandou bem,realmente é um momento tenso.Vou dar somente um exemplo de um problema crônico em todas as esferas “administrativas”.O federal “libera verbas” para os Estados,e “ele” faz que administra,e assim se processa nos municípios. Com isso os municípios se “acomodam”, já que os Estados tb estão com os mesmos problemas.Faço meus exames de rotina(anualmente)no HOSPITAL GERAL DE GUARUS (HGG) e jamais tive tanta dificuldades como estou tendo para faze-los nesse ano,embora os “secretários”(são vários cada um pega uma boquinha). A ESTEIRA (teste ergométrico) está quebrada(embora tenha um empresa ganhando uma baba para essa tal manutenção).Os exames de sangue(colesterol, PSA etc),não estão sendo feitos lá.Fiz um raio x pulmonar por uma pessoa “sem identificação”,nem usava crachá muito menos jaleco do HGG, estava de roupa comum(jamais isso aconteceu,uma zorra total.Por isso é que a situação está ficando insustentável,e com certeza não é por um “simples aumento de passagens de 020 centavos.No caso dos transportes a prefeita falou no seu programa de radio,desculpe,na tal “entrevista coletiva(onde só o grupo fala),que o problema de Campos que é uma ‘ação na justiça está atrapalhando a licitação”,ora,e porque os ônibus que aí estão são sucateados? Cadê a autoridade e responsabilidade para fazer valer os contratos?Hoje vi num jornal do meio dia(INTER TV),(que infelizmente só mostra as mazelas dos outros municípios),onde um pai perguntava ao prefeito o que ele faria com a sua filha(a mesma estava necessitando de uma cirurgia e não tinha um anestesista),e mostrou outro caso tb de uma mãe desesperada com o seu filho que poderia perder uma perna etc.Semana passada levei uma amigo que está entrevado a um traumo ortopedista (paguei social devido à gravidade).O caso foi encaminhado para um neuro cirurgião,que faz A CIRURGIA por R$ 4.100,00 NÃO FAZ PELO SUS. Pois se os médicos estão ganhando mal,porque os caras que podem mudar o país com leis e cobrando dos governos não o fazem. Claro,eles NÃO NECESSITAM. obs: citei secretários,já que temos em Campos: 1-presidente FMS 2-diretor do HGG 3-e o próprio secretário  de saúde que agora tá na mão do vice prefeito! me perdoe,mas para mim é muito “cacique para pouco índio”! obs. desabafo de um leitor que recebemos
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E o Brasil acordou
17/06/2013 | 20h45
Na tarde de hoje, cerca de 3000 estudantes percorreram as ruas de Campos em uma manifestação apartidária, no estilo dos caras pintadas de quase vinte anos atrás. Em todo o trajeto a PM esteve presente, de modo não ostensivo. Visível o caráter pacífico do ato democrático, me fez lembrar as passeatas contra a corrupção que varreram o país há 20 anos. Jovens sem um comando único, certamente pela primeira vez, reunidos na Praça São Salvador elaborando cada qual o seu cartaz de protesto, repetindo em coro as bandeiras de lutas comuns. Das tantas palavras de ordem e bordões, como “A vida é só caôoo”, “Vem pra rua, vem”, “Fora a Rede Globo, o povo não é bobo”, “Ficha limpa não é cor de rosa”, “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amoooorrr”,“É ou não é piada de salão ter dinheiro pro Cepop e não ter pra educação”, o que mais se ouviu, foi “Sem violência. Sem violência”. A passeata foi convocada pelo movimento local “Cabruncos Livres”. Na frente, um grupo de preto, fazia a segurança, para garantir que não comprassem nenhum tipo de provocação capaz de desviar o movimento do mote central: ocupar as ruas para civicamente defender o direito de protestar. Gostei do que vi, me surpreendeu pelo número de participantes. Todos de livre e espontânea vontade. Ninguém esteve ali por ser cargo comissionado ou puxa saco do poder, expressivo para nós. Enfim, Campos mostrou a sua melhor cara!

 

Leia mais aqui, aqui.   Fotos Luciana Portinho

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Comédia quase divina
17/06/2013 | 11h06
O ator e escritor Adriano Moura dedica seus dias ao trabalho em seu novo livro, que será lançado em setembro. “O Julgamento de Lúcifer” vai ao mercado pela Editora Novo Século (SP).  Adriano, que é campista — professor de Língua Portuguesa e de Literatura e professor convidado na Pós de Literatura, Memória e Sociedade do Instituto Federal Fluminense — deseja que o livro seja lido fora daqui, também. Essa a razão de buscar uma editora longe de Campos. Ao contrário da obra de ficção nova que escreveu, Adriano tem os pés no chão; vai encarar uma maratona para fazer com que “O Julgamento de Lúcifer” chame a atenção do leitor nacional. [caption id="attachment_6486" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Google"][/caption]

Por si, a história do livro vai atrair. Passa-se no inferno. Levanta polêmica. É latina. Através da mágoa de Lúcifer, que se considera o filho preterido, pois afinal, “Se tudo é criação de Deus, também faço parte dele”, crê o personagem.  Na ficção, Lúcifer aparece como um apaixonado de-le. Os outros querem culpa-lo por tudo de ruim que acontece. “Pretendo debater algumas coisas, entre elas, a responsabilidade de cada um, na mesma linha de Sartre em a afirmação célebre, “O inferno são os outros”, fala Adriano.

Na trama, um sobrevoo na era cristã, em dois mil anos de história — três líderes religiosos vão ao inferno, seduzem Lúcifer pela vaidade para que participe de um Reality Show. São investidos bilhões de dólares no programa. Querem que assuma crimes como o de ter sido torturador na ditadura militar brasileira, o responsável pela pedofilia e sedução de menores nas hostes da Igreja, um médium charlatão. Os fatos são tratados como ficção, o narrador usa a linguagem de direção de teatro, uma ficção (ou realidade) dentro da ficção. Ele vira o jogo, no julgamento público; se torna réu e, através de um controle remoto universal passa a disparar as barbaridades e hipocrisias dos que o acusam em imagens diretas — posts — exibidas nas telas do mundo inteiro.

— Um reality show, o BBB, por exemplo, é editado, roteirizado. Quem está lá interpreta 24h, é ficção pura — alerta. Na realidade quando em setembro o livro impresso chegar às livrarias, 40% dele, poderá ter sido lido virtualmente através do sítio eletrônico, www.ojulgamen-todelucifer.blogspot.com.br. Nele, semanalmente é baixado um capítulo. “A sociedade está mediatizada, se ninguém ouviu falar em você no ambiente virtual, você não existe. Esta prática também é adotada pela música e o cinema. Se você não está no écran é como se não existisse. Os repetidos vídeos em que pessoas aparecem cantando, dançando, fazendo uma palhaçada qualquer, atestam essa realidade. São os tais 15 minutos de fama do Andy Warhol”, frisa ele. Além disso, o livro que já foi peça teatral, “fiz o caminho inverso”, volta em Campos ao palco como dramaturgia e como debate. Adriano quer montar uma mesa com um espírita, um católico e um evangélico, ele corre atrás de patrocínio.  O livro está em fase de produção, nele o escritor não pode mais fazer alterações, só revisões gramaticais. “É gostoso escrever o livro. Chega o momento de dar fim, enviar à editora e esquecer, pois senão a cada leitura que faço altero alguma coisa”, conta demonstrando total prazer na escrita. “O poder de criar vida nos personagens, de manipular a vida deles é meio de criação mesmo, de Deus. O personagem ganha vida própria, a gente quer mudar o rumo e ele não deixa”, elucida. Adriano se expande ao falar do ato de escrever, “Não acredito em inspiração e sim em ideias. As ideias já estão aí, são pré-ideias. O autor as pega, brinca com o som, imprime sentido. A literatura é imagem. Palavra criando imagem é como manusear a imagem. “O Julgamento de Lúcifer” levou cerca de um ano e meio para ser escrito. Ele gosta de escrever de manhã, com a cabeça fresca. Perde ideias? “Muita coisa. O que toma tempo não é escrever a história. Ela está escrita e aí você começa a buscar a palavra, a encontrar a forma, a sintaxe da frase, a escolha do verbo certo. São semanas, é algo meio esquizofrênico, um monte de personagem falando. Se o som não agrada, mudo tudo”, relata. A aposta é que divirta muita gente. “Se vai vender ou não é sem controle. Sei que o mercado editorial é difícil para o autor desconhecido”.  É boa aposta. Luciana Portinho (Capa da Folha Dois de ontem, domingo, 16/06)  
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PRESSÃO NA PANELA
15/06/2013 | 23h48
Quem já cozinhou em panela de pressão sabe como é. Tem que deixar o ar sair, rodando a carrapeta, apitando, fazendo barulho. Segurar só faz a panela explodir. Essa a sensação que tenho. A insatisfação é imensa no país, nos estados e municípios. Poucas referências públicas decentes, instituições desacreditadas, nenhuma liderança para chamar de nossa, reformas que não são feitas, parlamento desmoralizado, um povo amortecido com migalhas que o tornaram refém, inflação nos calcanhares, dólar ascendente, esbórnia com o dinheiro público em todas as esferas do poder. Ilusão pensar que democracia se resume em voto obrigatório... Deixa o povo se manifestar pacificamente. Protestar é direito conquistado. Momento tenso.
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Tonico Pereira, um campista porreta
14/06/2013 | 22h54
Na noite de hoje, o talentoso ator campista Tonico Pereira, lançou o livro " Primeiro (e talvez o último) almanaque à mão das Toniquices do Pereira", no saguão da Câmara de Vereadores. O evento foi uma iniciativa da Academia Campista de Letras  e da Câmara Municipal de Campos. Tonico impressiona por sua simplicidade, ausência de vedetismo. Afirma que foi para o Rio de Janeiro, atrás de um meio de sobrevivência;  sempre trabalhou muito para se manter, " Férias para mim é sinônimo de desemprego".  Se declara grato a Campos pelo reconhecimento que ele até nem sabe ao certo se é merecedor. Também brinca, recorre a Nélson Cavaquinho: já que é para homenageá-lo,  "Que seja agora, vivo". Dos discursos da cerimônia, antes dos autógrafos, o dele foi o mais bonito. "Carrego Campos dentro de mim. O tempo me permeia, não preciso voltar no tempo. Meus parentes, amigos e os fatansmas dos que já morreram estão dentro de mim, presentes, me sopram o que devo fazer",  falou extravasando o completo amor por sua origem. Pela natural humanidade, pela manifesta sensibilidade aos excluidos da sociedade, Tonico Pereira engradece Campos. Foi um prazer conhecê-lo de perto.  
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A FAVOR DE
14/06/2013 | 11h49
Posto o chamamento de Cristina Lima feito hoje na rede social Facebook. Quem se dispuser a colaborar, mesmo que não possa comparecer, também pode fazê-lo. Toda mão é bem-vinda! LP -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Preciso que os amigos do Face me ajudem mais uma vez, compartilhando, pois precisamos divulgar uma importante iniciativa: churrasco e leilão de garrotes Brahman, em prol do João Viana e do Asilo do Carmo! Dia 22 de junho, a partir das 13 horas. Entrada: R$30,00 ou 1 travesseiro ou 1 lençol ou material de limpeza Local: Fazenda Marimbondo, de propriedade de Ailton Xavier. Mapa e convites com Cristina Lima.
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Enxergar pra frente
11/06/2013 | 17h25
[caption id="attachment_6470" align="alignleft" width="200" caption="ft. Facebook"][/caption]     Trago o artigo abaixo do mural de Luis Adriano Silva - rede social Facebook. Pertinente reflexão sobre configurações que já se esboçam para o mundo do trabalho e da educação/aperfeiçoamento. Luis Adriano Silva é conhecido (e reconhecido) nosso como  administrador de vanguarda, CEO da Faculdade Redentor.       MUDANÇAS NO MERCADO DE TRABALHO E EDUCAÇÃO No início do Século XX uma das previsões em relação ao mercado de trabalho era que uma das profissões de maior futuro seria a de telefonista. A explicação era a seguinte: como a transferência de ligações era manual, seria necessário uma telefonista para no máximo X (vamos dizer 100) assinantes. Como a previsão (correta) era que o número de assinantes aumentaria aceleradamente, logo, a quantidade de telefonistas também cresceria nessa velocidade. Qual foi o erro? Simplesmente a previsão não considerou a mudança de tecnologia no processo, com a automação que tornou dispensáveis as telefonistas para intermediar ligações. Será que vamos cometer esse mesmo tipo de erro nesse ainda início de século XXI? Vejo alguma projeções nas áreas do Trabalho e da Educação que parecem reforçar o caminho nessa direção equivocada. Só que dessa vez a velocidade da mudança será ainda mais acelerada e o erro aparecerá ainda mais cedo. Previsões para daqui a 10 anos que consideram que os processos serão os mesmos de hoje! Vou abordar aqui apenas algumas tendências que terão que ser consideradas ao se fazer qualquer estimativa e projeção para os próximos 10 anos e que serão provocadas por avanços que já vem ocorrendo nas tecnologias de informação e comunicação. 1- Mobilidade, acesso e conectividade – Significando: de qualquer lugar e a qualquer hora (ou permanentemente); redução dos tempos e dos espaços. 2- Desintermediação – Significando: Se posso fazer direto, ou se uma máquina pode fazer (automação), porque preciso de alguém no meio do caminho? 3- Individual, customizado – Significando: Do meu jeito, feito para mim, no meu próprio ritmo Em função apenas desses 3 itens acima, podemos vislumbrar: As relações de trabalho e governança mudarão (independente ou apesar da legislação, que deverá vir à reboque) por conta de trabalhos realizados a qualquer hora e de qualquer lugar. Primeiro nas áreas que trabalham com informações e conhecimento: jornalismo, programação, gestão, advocacia, administração (inclusive pública!), monitoramento, controle, planejamento. Depois em todas as outras, em maior ou menor grau. Quando falo de qualquer lugar e a qualquer hora, estou incluindo e destacando que isso independe de fronteiras entre países e de fusos horários. A divisão de áreas de trabalho (setores da economia) em agricultura, indústria, comércio, serviços se mostrará totalmente irreal pela superposição e interdependência entre esses conceitos. Salas de aula com 1 professor e 20/30 alunos deixarão de existir como regra geral e obrigatória. O aprendizado é individual (sempre foi), mas a tecnologia permitirá sua libertação. O foco será o que aprende (aluno) e não o que ensina (professor) ou o local onde é ensinado (sala de aula). Progresso seriado como se fosse uma linha de produção e onde todos deverão cumprir os mesmos anos de estudo não farão sentido a partir do acesso direto ao conhecimento (desintermediação) e absorção em qualquer hora e lugar e no próprio ritmo do aluno. Todo o conhecimento necessário para cada função/profissão deverá estar devidamente estruturado e mapeado pelos bons professores e disponíveis para quem quiser e quando quiser. A troca de ideias e experiências serão o complemento (essencial). Debates, reuniões, encontros, conferencias acontecerão continuamente em um ambiente similar às redes sociais. Autonomia na busca do conhecimento? Sim! O conhecimento será certificado por entidades especializadas em Certificação do conhecimento e não por quem fornece esse conhecimento. Empresas, organizações, Universidades e governos perderão suas fronteiras físicas e o conceito de dentro/fora terá que ser revisto. Regras e conceitos associados à limites de idade também terão que mudar. Alguém com 60 anos pode aprender uma nova função e realiza-la de qualquer lugar durante mais 20 ou 30 anos. Conceitos de PEA (população economicamente ativa), PIA (população em idade ativa) e aposentadoria terão que ser atualizados. A medida da escolaridade associada à idade terá que ser revista. Algumas dessas mudanças virão (já estão aí) em menos de 10 anos. Algumas outras um pouco mais, mas chegarão. Assustador? Para muitos sim, nem tanto para quem se preparar. Desafiador? Certamente. Quando vem uma onda grande, a pessoa tem 3 opções: mergulhar achando que vai passar, fechar o olho e rezar para que não a atinja, ou pegar o ritmo e seguir no mesmo rumo da onda assumindo o controle do seu deslocamento. A escolha é sua! Paulo Milet é empresário e consultor em TI, Gestão e EAD.
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Arapongagem, nua e crua
11/06/2013 | 08h21
O jovem adulto,Edward Snowden de 29 anos, um norte-americano, assistente técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA) é o novo bode expiatório do império estadunidense. É crime ser acometido por dúvida que se tornou certeza de que a liberdade privada do indíviduo neste planeta está sendo usurpada e varejada ao ralo pelo governo dos EUA. Edward revelou as atividades de monitoramento da NSA sobre milhões de usuários de telefones e internet, incluindo dos sites Google e Facebook, nos Estados Unidos, deixou seu hotel em Hong Kong horas depois de aparecer em um vídeo divulgado no domingo. Está escondido em algum canto para não ser extraditado. Sabe que será execrado publicamente pelo EUA, isolado como maluco ou terrorista, condenado e preso. Seu crime? Discordar, se arrepender, entrar em crise de consciência por prestar serviço técnico em um plano rotineiro de ‘segurança’ que aos vasculhar os passos virtuais dos indivíduos destrói até mesmo a sombra da possível privacidade e liberdade básica. Arapongagem da mais alta esfera, desnudada pelo jovem decidido a ser coerente com os valores morais da vida em sociedade e não do poder. O ato vai dar ainda pano para manga. Em minha opinião Edward terá três saídas: o exílio, morrer ou ser trucidado psicologicamente.    
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HORIZONTE
10/06/2013 | 00h41

Por mais diretrizes e valores a nos sustentar e guiar, ao nosso mundo raro comparecem os irretocáveis. Quem tem um norte, sabe mais do que ninguém o quão distante está. lp

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Depois da Primeira Mão
07/06/2013 | 20h01
A programação completa da Excess Tour, durante a 54ª Expoagro, no Parque de Exposições da Fundação Cultural. (lá do blog de Fabio Abud, aqui) [caption id="attachment_6453" align="aligncenter" width="520" caption="Divulgação"][/caption]

Aqueles shows caros de final de noite que impediam a população, em particular as famílias, de frequentar o parque, foram suspensos. Em minha opinião, o formato novo do evento está melhor, foca as atividades rurais, o agronegócio. Foi recuperado o selo de exposição estadual, é então a 37ª Feira Agropecuária Estadual. Ao longo do ano, o que não falta em Campos e região é oportunidade de assistir a shows gratuitos e shows pagos.

Algumas pessoas, por desconhecerem, comparam a Expoagro de Campos com outras festas rurais gratuitas. Impossível, a nossa não é bancada pelo poder público municipal, tampouco o parque local é publico. A nova diretoria (assumiu em novembro de 2012) não encontrou facilidades, pelo contrário. Sobravam inúmeras dívidas; água e luz cortadas por atraso no pagamento, demissão de funcionários. Encararam o financeiro quadro caótico com valentia e seriedade, fazem um esforço para recuperar o interesse do campista cada vez mais afastado da vida rural. Em 2013, a balada da noite é para quem é da balada. São vários ambientes, atendem as variadas vertentes. Para a Excess Tour serão vendidos passaportes. Adiante divulgaremos mais!  
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Isso é ridículo, breguice, caô
05/06/2013 | 12h32

Mais,  é mordaça inculta, desconhece a Liberdade de Imprensa. "Caderninho" tinham os carrascos da ditadura, demais pra mim.lp

A REFORMA ADMINISTRATIVA EM CAMPOS

 
Começou a reforma administrativa em Campos e a dança das cadeiras. Conta-se que na Lapa não existe ninguém que não esteja torcendo para que Linda Mara venha a sentar na cadeira de vereadora em Campos. A presença de Linda Mara na Câmara é a demonstração inequívoca da prefeita Rosinha Garotinho de dar o tom dos próximos meses de seu mandato. Tudo começa com as declarações do Deputado Federal Garotinho sobre a relação dele e a Folha. É claro, a Folha tinha duas entrevistas antigas e procedeu as publicações. Mas o que mais se fala na Lapa é que o Secretário que passar notinhas ou conceder entrevista a Folha da Manhã começa a ter o seu nome anotado em um caderninho, separado para aqueles acostumados a prática do 'adultério político'. Garotinho disse: "Quem der entrevista a Folha não precisa procurar ele para tomar café". Isso é um direito dele. A Folha tem mania de colocar as pessoas na geladeira, não divulgar fotos. Proíbe até a divulgação de fotografia de parentes e etc. A censura da Folha sempre foi braba. Agora ela está provando do seu próprio veneno. "Pelanca encontrou o cozinheiro". A briga com Garotinho, realmente não deve ser boa para a Folha. Sábado no programa Entrevista Coletiva, Garotinho deve dar o tom para a Folha da Manhã, ainda que por telefone. A Folha não perde por esperar...
 
 
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De olho no presente
05/06/2013 | 10h38
Começa no dia 3 do próximo mês, julho, a 54ª ExpoAgro, Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense e 37ª Feira Agropecuária Estadual. São cinco dias do evento que mais traduz a cultura do município. Ainda que na última década Campos tenha se direcionado para o setor de serviços, é de lá do interior, onde tiramos as marcas da nossa personalidade de município com larga extensão de terras. Para deixar evidente o desejo de resgatar a tradição rural, a diretoria nova – assumiu em novembro de 2012 com uma mulher à frente na presidência, Lívia Siqueira – optou por não realizar mais aqueles mesmos shows abertos caríssimos. É um novo modelo de festa agropecuária, busca criar o clima próprio ao ambiente do agronegócio, perdido nas edições passadas e que afastaram a família campista do parque de exposições. — A festa volta a ser rural e estamos encontrando boa aceitação da população. Vamos colocar mil animais no parque, trazer a família, apoiar a atividade rural. Temos o único parque de exposições privado do Estado do Rio de Janeiro, é o quarto maior parque particular do Brasil. A nossa feira é a terceira mais antiga do país e a Fundação Rural de Campos é patrimônio de nossa terra. Faremos uma exposição mais de acordo com o bolso da população. O ingresso será de R$10 e estudante R$ 5. Quem quiser frequentar a exposição durante a noite, para visitar os estandes, ver os animais, se entreter nos bares e restaurantes, poderá voltar a fazê-lo. Tanto a população rural como o comércio campista já abraçaram a proposta de resgatar o evento — frisa Lívia Siqueira. [caption id="attachment_6434" align="aligncenter" width="600" caption="ft. Divulgação"][/caption]

 

Para quem, no entanto, além da programação geral da EXPOAGRO curte uma balada, bailão ou um show fechado, a boate Excess, dos empresários Sérgio Ribeiro e Leonardo Silva, montará uma estrutura itinerante profissional de primeira linha. São dois espaços de dimensões diferentes: o maior comporta quatro mil pessoas e o menor para mil e quinhentas. Cada um com vertente de gostos diferentes. O maior, Excess Tour, abre a programação já na quarta 03/07, às 23h, com um show gospel: Bruna Carla, a pastora Ludmila Ferber e DJ também no mesmo estilo. A Excess Tour conta com dois palcos. A noite segue como deve ser, nenhum intervalo, no revezamento dos palcos Gold e Shine. Terá atrações nacionais como a revelação pop do momento, Anitta, a funkeira melody, sucesso com o hit “Show das Poderosas”. Anitta se apresenta na casa, na noite de quinta, 04/07. Segundo Fábio Abud, colunista da Folha da Manhã e assessor de imprensa da Excess Club, nas cinco noites, a boate abre às 23h sem hora de acabar. Serão vendidos passaportes. Na sexta, 05/07, a noite é com Preta Gil, no lançamento do novo CD “Sou como Sou”. “É esperada uma explosão de público com a performance sucesso. Ela é uma unanimidade que agrega todos, do axé para o pagode e o pop”, diz Fábio Abud. Sábado, 06/07, é voltada para o pop rock, com a banda Os Detonautas fazendo o revival do show “Ao Vivo Multishow”. E para fechar, no domingo, às 22h, uma atração surpresa, em fase final de contratação voltada ao sertanejo... Fábio faz certo suspense, mas, deixa escapar: a dupla é de Minas Gerais, e vem para terminar no alto a programação. O outro espaço menor da boate se chama FRC Country, funcionará todas as noites com atrações locais e regionais: Gabi e Moretti, Junior e Gustavo, Julio e Maycon, Glauco Zulu e Edson Anderson, farão a diversão do público. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois, hoje, 05/06,
 
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Sobrado de dar gosto
03/06/2013 | 17h13

Toda casa de dois pavimentos é um sobrado. Talvez algumas pessoas associem a imagem de um sobrado aos de antigamente, aqueles de face de rua em que geralmente acomodavam a família no andar superior e no térreo o estabelecimento comercial. Os tempos passaram, as casas residências se deslocaram para bairros mais afastados da área central de Campos; por motivos de segurança e comodidade de serviços foram dar origem aos condomínios fechados. Neles, o sobrado domina. Como testemunha o arquiteto, urbanista e articulista da Folha da Manhã, Ronaldo Linhares, as pessoas preferem casas de dois pavimentos.

[caption id="attachment_6422" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Ronaldo Linhares"][/caption]

Ele explica a razão, “Os terrenos, em média, nos condomínios têm 400 m² e a média das construções possuem 300 m². Até pela lei do código de obras municipal a taxa de ocupação do terreno não pode exceder os 60%”, esclarece Ronaldo. A taxa de ocupação é o percentual do terreno ocupado pela a construção do pavimento térreo. “Quanto menor é a taxa de ocupação, mais condições temos para a qualidade do espaço arquitetônico, ou seja, mais visão dos jardins, melhores condições de interação com a paisagem, melhor iluminação e aeração natural. Dá para dispor de um bom posicionamento para salas e serviços na parte de baixo e quartos na de cima”, diz o arquiteto.

Outro fator que também influi para a opção na construção de sobrados é o valor imobiliário, cada vez mais elevado, do terreno.
Na média falada pelo arquiteto de 300 m² de área construída em dois pavimentos, as casas têm quatro quartos, sendo um multiuso, área de lazer, varandão, otimização dos espaços com a cozinha integrada por vidros ou ainda área de lazer anexa ao varandão que também serve como sala de jantar. Ronaldo Linhares, prima pela poesia arquitetônica em seus projetos “A arquitetura é a valorização da paisagem”, destaca. “O sobrado pode ter níveis intermediários, uma das suítes embaixo, um home theater multiuso que também se transforme em suíte”, ele divaga ao evocar o desenho e funções das construções.

[caption id="attachment_6420" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Ronaldo Linhares"][/caption]

Nos dias atuais, há uma tendência em telhados embutidos, é um estilo contemporâneo, além de mais econômico com relação aos telhados aparentes. “Favorece mais a liberdade de criação de formas excêntricas bonitas, não há a necessidade de concordância dos telhados que quando existem obrigam a casa em se adaptar ao telhado”, esclarece ele.

Mesmo que a peça para o leigo tenha só uma função, Ronaldo Linhares vê além, “Veja, a escada, pode ser um elemento de valorização da própria casa. Há que ter correto dimensionamento com um espelho (altura entre um degrau e o outro) adequado, dará mais suavidade, um patamar de descanso bonito”. E frisa, “Uma casa é para a cidade e é também a área de um lar”.
O arquiteto gosta de ser útil na arquitetura e no urbanismo, ao pensar em uma escala maior, a do uso do solo, do transito e do transporte coletivo da cidade que ama. Ressalta mais importante do que são as casas, “É conceber lares, tenho que ser um pouco psicólogo, entender o interior, ver o entorno, observar a paisagem urbana, é como diz o ditado oriental: sábio é valorizar as virtudes e corrigir os defeitos”, finaliza.

Luciana Portinho
Folha Casa de hoje, 03/06.

 

 

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SAMBA da planície vai a SAMPA
03/06/2013 | 00h02
Duas mulheres sambistas representam Campos na São Paulo ExpoSamba, versão 2103. Lene Moraes e Maria Fernanda são os talentos locais no festival nacional que está em sua segunda edição. O ExpoSamba é uma realização do G1 (Globo), com apoio do Ministério da Cultura e do Sesc São Paulo. As finais estão se realizando no Sesc Pompéia. Os dois sambas, “Mulato Assanhado” de Maria Fernanda e “Brasileira Comum” de Lene Moraes têm em comum a parceria com outro músico campista, Renato Arpoador. A grande final será no 15 de junho. O ExpoSamba 2013 começou com 1200 sambas inscritos do Brasil todo. De cara restaram da fase eliminatória 160 sambas escolhidos. O das duas lá! [caption id="attachment_6413" align="alignleft" width="300" caption="Ft. Facebook"][/caption] Para Maria Fernanda, “É muito importante ir defender uma música minha, poder mostrar meu trabalho para o país todo”. Festivais são momentos especiais de troca cultural e de exposição de novos talentos, quantos não ganharam o reconhecimento do público e da crítica em um deles. “Estou colocando meu termômetro, em um cenário de igual para igual, com samba paulista, samba carioca. Encaro como um momento oportuno, preciso extravasar. Fora da música não sou tão boa profissional como sou nela. Sou meu melhor na Arte”, frisa Maria Fernanda. O samba “Mulato Assanhado” brinca com a língua portuguesa, é irreverente; na cadência do samba brasileiro toca na miscigenação. Já o outro samba nosso que disputa as semifinais no ExpoSamba é de Lene Moraes que apesar de não gostar do formato de disputa e eliminação dos festivais em geral se rendeu aos apelos dos amigos que a impulsionaram a se escrever pela primeira vez em um. Seu samba, “Brasileira Comum” remonta ao ano de 2008, faz parte de seu CD. “O evento é de fato uma vitrine bem legal. É do Globo, do G1 e é o meu primeiro festival, pois não gosto de competir. O que me agrada é agregar, unir, mas, os amigos insistiram tanto, vai, vai... acabei me inscrevendo e valeu por conhecer novos cantores e poder acrescentar aos artistas ao nível nacional. É bom ver que o Samba tem uma veia forte no país inteiro, tem gente de Pernambuco, de Minas Gerais, do Distrito Federal, está sendo válida a troca de experiência, apesar de eliminar música boa pra caramba”, fala Lene. [caption id="attachment_6416" align="aligncenter" width="360" caption="ft. Divulgação"][/caption]

 

Como um farol que ilumina estradas, o ExpoSamba dá oportunidade aos novos sambistas de serem vistos no mercado, ajuda aqueles ótimos talentos que desconhecidos das gravadoras e do público ainda não conseguiram gravar. “É uma maratona, no mesmo dia que chego a São Paulo pela manhã, ensaio, à tarde com a banda e o famoso maestro Ivan Paulo, toco de tarde e de noite me apresento no Sesc Pompéia, e quem disse a vida de artista é moleza”. Em cada seletiva, dez sambas se classificam para as semifinais da Exposamba, que estão marcadas para os dias 6 e 13 de junho. A final ocorre no dia 15 de junho. Todas as etapas mencionadas serão realizadas no Sesc Pompeia, que fica na Rua Clélia, 93.
Luciana Portinho
Capa da Folha Dois, domingo, 02/06.
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PARA VIVER
01/06/2013 | 19h18
Este é Caio Freire, um menino de nove anos que nós- ainda- muito ouviremos falar nele. Desde os seis anos, isso mesmo, pequenino começou a tocar flauta transversa, na ONG Orquestrando a Vida, Campos.  Há três anos, quando começou a estudar flauta mal dava para ele acomodar o instrumento no ombro pequeno e segurá-lo. Colhi o depoimento dele, junto à sua mãe que é a sua maior fã. Ele é qualquer coisa de vivaz, simpático e carinhoso. Não pensa em outra coisa para a sua vida a não ser tocar, tocar e lutar...que é o lema da Orquestrando a Vida. Cada entrevista concluída tem me revelado o conteúdo infinito deste projeto musical. Não há como não vibrar com o resultado técnico desses jovens músicos, com a qualidade das orquestras e mais ainda com o poder transformador da música no íntimo de cada um desses meninos e meninas.  Atenho-me para preservar a surpresa futura, mas, como não parabenizar de público aos maestros Jony William Villela e Luis Maurício Carneiro. Aqui, ele com a mãe Kellen.

Aqui , eu e Caio.

 

 
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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