QUE PENA!
26/03/2013 | 13h34
A chegada do jornal Folha da Manhã, em casa hoje, me deu dó da cena. 'Chamaram' 4.500 servidores públicos a ir para pista do CEPOP. Desfilaram para o concreto armado. Ninguém! Dá para ver que tem algo errado, tempos atrás era certinha a presença alegre da população na festividade. [caption id="attachment_5981" align="aligncenter" width="550" caption="Ft. Valmir Oliveira"][/caption] Uma lástima com a comemoração cívica aos 178 anos de elevação de Campos à condição de Cidade.
Comentar
Compartilhe
Tá Maus!
26/03/2013 | 12h19
A conclusão que chego é que o Governador Sérgio Cabral resolveu eleger Garotinho como sucessor. Quem já viu a cena em eleição a governador passada se lembra bem: César Maia, ao desprezar, fazer pouco de nós do interior - chamam de República do Chuvisco - deu corda para o então candidato lá de longe, quando quis puxar, já era. Se esquecem da máxima de Brizola: minguau bom é comido pelas beiradas! O hoje deputado federal tantas vezes que ouviu, aprendeu a lição. Está feliz, feliz na arquibancada, assistindo quietinho. Metade do trabalho, está sendo feito pra ele.  
Comentar
Compartilhe
SENADOR LINDBERGH NA CLÍNICA DA REDENTOR
24/03/2013 | 20h06
Transcrevo do blog Braços Abertos II, do colega Nino Bellieny,  ver aqui, matéria sobre a visita do Senador Lindberg (PT), à Itaperuna e em especial ao CACI- Centro de Atendimento Clínico de Itaperuna, vinculado à Faculdade Redentor. [caption id="attachment_5969" align="aligncenter" width="550" caption="ft. Nino Bellieny"][/caption]

 

SENADOR LINDBERGH NA CLÍNICA DA REDENTOR Nino Bellieny Liderando uma excursão de reconhecimento das necessidades regionais, chamada Caravana da Solidariedade, e inspirado na caravana do ex-presidente Lula, o senador da Républica, Lindbergh Farias esteve em Itaperuna na quinta e sexta-feira, passando depois pelos demais municípios do Noroeste. Na manhã de sexta, arrumou um tempo em sua apertada agenda e foi conhecer a CACI- Centro de Atendimento Clínico de Itaperuna. Mais precisamente o Centrinho, desenvolvido para tratamento especializado do Autismo. Criado e mantido pela Faculdade Redentor, o Centrinho rapidamente transformou-se em referência na região, sendo o único em todo o Estado do Rio, recebendo crianças e pais de várias cidades, inclusive dos estados de Minas e Espírito Santo. Durante 45 minutos, o senador percorreu os 4 andares , conversou com os integrantes da equipe e com as crianças. Recepcionado pelo casal Cláudia Boechat e Luis Adriano, diretores executivos do Grupo Redentor de Ensino, Lindbergh falou sobre a filha, portadora da Síndrome de Down e de vários assuntos relacionados a saúde dentro de seu desempenho como Senador. Depois da visita, da qual saiu animado com a troca de ideias e a maneira como foi bem recebido, ainda passou pela sede Faculdade Redentor. Eleito com mais de quatro milhões de votos, Lindbergh chegou ao caminho da Pedra Preta na noite anterior e admitiu em entrevistas, estar pensando seriamente em ser candidato ao Governo do Rio. [caption id="attachment_5968" align="aligncenter" width="550" caption="ft. Nino Bellieny"][/caption]

 

VISÃO INTERNA DA VISITA DE UM SENADOR Ninobellieny. Fui assessor político. Estive Secretário Municipal de Comunicação Social. Apresentei centenas de comícios no Rio, MG, ES e outros. Entrevistei deputados, prefeitos, governadores, presidente do Brasil. Vi de tudo quase/quase tudo. Por isso, posso parabenizar Luis Adriano Silva e Cláudia Boechat diretores executivos da Redentor: receberam um senador da República na Clínica Médica Caci e não fizeram um pedido sequer. Nada de solicitar verba, ajuda, auxílio, socorro. Acompanhei de perto toda a visita. E considero isto extraordinário. A missão foi mostrar ao senador, o grande trabalho feito pelas crianças autistas em uma clínica que é a única do Rio. E a missão foi cumprida. Grande repercussão e mais pessoas sabendo e acorrendo à um lugar sério e comprometido com o melhor. Isto me dá orgulho. [caption id="attachment_5971" align="aligncenter" width="550" caption="ft. Nino Bellieny"][/caption]

 

Comentar
Compartilhe
Hoje, Noroeste recebe Lindberg
21/03/2013 | 16h30
Confirmada a presença do Senador Lindberg (PT) em Itaperuna, hoje (21/03), logo mais. Inicia sua estada de três dias na região, com uma plenária estudantil, às 19h, no auditório da UNIG. Depois, segue para uma reunião, 20h, no Hotel Top Center. Vai se encontrar com representantes da área de saúde e autoridades.  Amanhã (sexta) e sábado visita mais 10 municípios; quer ouvir a população, focar nas prioridades, fazer a interface entre o domínio público e o governo federal.
Comentar
Compartilhe
Cadê a Prefeitura de Campos?
21/03/2013 | 16h02
Leitores, volta e meia,  reclamam da inoperância da PMCG quando se trata de administrar a cidade. Bom, agora recebo essas 4 fotos, feitas no início da tarde de hoje (21/03). Quem quiser passe por lá,  irá conferir o flagrante. São pessoas e mais pessoas,  se abrigam nos fundos do terreno do Trianon, usam drogas, lavam e secam roupas,  cozinham à lenha no terreno. Zona nobre de Campos, aos olhos de todos, IPTU nas alturas. Moradores, comerciantes e transeuntes são obrigados a conviver com o descaso e a insegurança. [caption id="attachment_5946" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Vigilantes Urbanos e Rurais"][/caption] [caption id="attachment_5947" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Vigilantes Urbanos e Rurais"][/caption] [caption id="attachment_5948" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Vigilantes Urbanos e Rurais"][/caption] [caption id="attachment_5949" align="aligncenter" width="600" caption="Ft. Vigilantes Urbanos e Rurais"][/caption]

 

 
Comentar
Compartilhe
Conselho Regional de Enfermagem com cursos em Campos
20/03/2013 | 13h24

Conselho Regional de Enfermagem leva cursos de capacitação a Campos dos Goytacazes

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RJ) leva a Campos dos Goytacazes, nos dias 20 e 21, cursos gratuitos de qualificação para a categoria. O CapacitaCoren-RJ, projeto educativo que já habilitou milhares de profissionais da enfermagem em todo o Estado do Rio, oferece a oportunidade de atualização dos conhecimentos teóricos e práticos.

Os cursos terão lugar nos Institutos Superiores de Ensino do Censa: Administração e diluição de Fármacos (dia 20) e Farmacologia aplicada à enfermagem (dia 21). As aulas serão ministradas pelo enfermeiro especialista Thiago França. Na abertura, conselheiros e o presidente do Coren-RJ, Pedro de Jesus Silva, conversam com o público sobre a nova gestão da autarquia.

Os cursos do projeto são aplicados por enfermeiros especialistas, mestres e doutores, e as disciplinas priorizam a aplicação prática do conhecimento, elaboradas a partir da observação e análise das maiores dificuldades relatadas pela própria classe, no dia a dia do serviço. Um dos objetivos do CapacitaCoren-RJ é evitar negligência ou imperícia no exercício profissional de enfermagem.

"Atualizar os conhecimentos da enfermagem é um compromisso do Coren-RJ. É uma forma de devolver à categoria o investimento que ela faz no Conselho, na forma de ensinamentos técnico-científicos aplicado por mestes, doutores e especialistas. Em 2013, vamos ampliar a área de atuação do projeto, para garantir uma cobertura melhor em todo o estado", informa o presidente da entidade, Pedro de Jesus Silva.

PROGRAMAÇÃO

Administração e diluição de Fármacos

Data: 20/03/2013 – das 9h às 18h

Farmacologia aplicada à enfermagem

Data: 21/03/2013 – das 9h às 18h

..............................................................................

Local: Institutos Superiores de Ensino do Censa

Rua Salvador Corrêa, 139 – Auditório - Centro

Vagas para cada aula: 150 lugares

Grátis para equipes de enfermagem, acadêmicos dos dois últimos anos da universidade e estudantes do último ano do curso técnico de enfermagem.
Inscrições: http://capacita-coren.econrio.com.br/

INFORMAÇÕES: Gabriel Oliven

Roda Viva Comunicação

Tels 21 2215-4106 e 8123-5296

Comentar
Compartilhe
"Não à política Band-Aid"
19/03/2013 | 16h47
[caption id="attachment_5936" align="alignright" width="390" caption="Ft. Edu Prudencio"][/caption] Ele é novo, talentoso, irônico e boa praça. Chegou há cinco meses na redação da Folha da Manhã e se estabeleceu. Entrou pela porta da frente na editoria de Política a convite do Diretor de Redação, Aluysio Abreu Barbosa. Logo, ocupou a página seis, às sextas-feiras — junto com Murilo Dieguez, dividem a coluna “Comentários”. Agora, acaba de ganhar espaço na Folha Online. Esse é Gustavo Matheus, que estreou novo blog com seu próprio nome. Sua entrada na blogosfera foi meteórica, antes Gustavo manteve por quatro meses o blog “Sob licença poética”. Chamou para si as atenções por sua escrita sincera e questionadora. No novo blog, hospedado na Folha da Manhã, mudou um pouco a contundência e manteve a intenção inalterada. “Tento amenizar ao máximo, sem fugir da minha característica e perder a identidade. O novo blog me coloca a necessidade de novos temas, os acessos dobraram. No ‘Sob licença poética’ havia poucos comentários. Aqui, a visibilidade é outra, não tem comparação. Escrever na página da Folha faz com que o quê você escreva seja levado em consideração, sou abordado nas ruas, me fazem sugestões de pauta”, salienta o blogueiro. Soma-se a essas primeiras características o fato de ser um atento crítico à prática política do tio, o deputado federal Anthony William Matheus de Oliveira. “Há certa confusão, acham que sou filho do ex-presidente da Câmara Nelson Nahim. Não, ambos são meus tios, são irmãos de minha mãe”, esclarece. Apesar do parentesco, ele afirma que a política municipal não sentou junto à mesa das refeições de sua casa. O próprio Anthony não passa de uma personalidade com o qual ele não mantinha contato. Ainda que os dois não tenham trocado mais de três palavras, lá pelos 12 anos de idade, em plena puberdade, adorava assistir aos debates, admirava as respostas rápidas do tio, a agilidade da oratória. “Não tenho raiva dele, nem relação tive. Pelo que vejo ele é uma tremenda decepção para todos. É ilusão achar, por exemplo, que ele é do povo. Ele é só dele, não liga para nada, não tem limite. Foi uma esperança no início, muitos compraram a ideia de tirar a política do melado”, fala Gustavo ao recapitular “Passei a gostar de política por ser crítico, enjoado em ver a banalização na política, de observar colocarem tudo e todos no mesmo saco. O jovem deveria ajudar mais e ser mais participativo. Se soubessem que eles têm tudo para ultrapassar essa política que é feita por ocasião e não por altruísmo...”, diz o jornalista. Gustavo mantém preservado o ideal político de uma boa ambição, “Esse sentimento de doação é que poderia existir na política, seria mais eficiente. Este deveria ser o objetivo de quem entra na política, querer deixar um legado, ser lembrado pelo o que de positivo fez”. Considerando-se um leitor aquém do desejado (aprecia biografias e romances), começou a escrever por diversão. Pegou gosto e o faz sem a preocupação em se encaixar em algum estilo. Pensa que desse modo tem mais liberdade e não pega “vício” de ninguém. Sente-se atraído por escrever em forma de crítica, por analogias e metáforas. Quer cutucar o leitor para que este se manifeste, exponha a sua opinião, é seu intento. “Aqui na Folha é que me sinto mais ‘provocado’, busco mais aperfeiçoamento. Não é só o ato de escrever que me desafia, mas, sim o tema, como a política, atividade pela qual nutria desconfiança, um pé atrás. Percebo, como faz falta a presença do jovem na prática política”, frisa. Na Redação, captou o ensinamento do colega, o veterano jornalista Aloysio Balbi. Este lhe sugeriu escrever tendo em mente a causar algum sentimento no leitor. “É a emoção que prende o leitor”, ouviu de Balbi. Também por isso, seu vocabulário é direto. “Não quero impor uma leitura quase acadêmica, o público cansa”, afirma o jornalista que não tem ambição de luxo, tampouco de viver com pompa. “Quero viver do suficiente, preso minha liberdade. Aqui, na Folha, não recebo toques, nem conselhos. Faço  minha parte em completa liberdade, sem querer agradar e é confortável”, finaliza.
Comentar
Compartilhe
IFF inaugura Centro de Memória em Quissamã
18/03/2013 | 18h19
[caption id="attachment_5932" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Google"][/caption]

 

O Instituto Federal Fluminense vai inaugurar o Centro de Memória “Identidade Local & Patrimônio Coletivo” do campus Avançado Quissamã, no dia 20 de março de 2013. A programação está marcada para começar às 17h30 com o plantio de uma árvore como ato simbólico de origem. Haverá também apresentação musical do Coral do Centro Cultural Sobradinho; a exibição do filme  “Areia de Quissamã”; palestras e visita à exposição  “Xilo Quissamã”, com obras de xilogravura do artista plástico Adriano Ferraioli. A expectativa é de receber 150 pessoas. De acordo com o coordenador do Centro, o professor Rogério Fernandes, o local será um espaço aberto para manifestações artísticas e culturais, para atender diversas funcionalidades seja como sala, estúdio de gravação ou cinema, e cuja história e acervo próprio serão construídos ao longo do tempo. “Defendemos a concepção de um espaço arena para a livre manifestação do pensamento. Pretendemos promover debates sobre temas que influenciam direta ou indiretamente a comunidade local, assim como realizar ações para a preservação de sua história cultural, por exemplo, as danças locais como o fado e o jongo”, explica Rogério. O espaço também vai desenvolver projetos de pesquisa e extensão ligados à memória social do trabalho de Quissamã. A primeira ação será em parceria com o IPHAN tendo como foco a memória afetiva da Cana de Açúcar e da Cia Engenho Central de Quissamã. “O projeto vai envolver a comunidade local que será capacitada de forma a realizar um trabalho audiovisual, a partir do mês de maio. Vamos preservar a história do engenho através da memória afetiva das pessoas que de alguma forma participaram desse  contexto”, afirma o coordenador. O Centro de Memória do campus Avançado Quissamã foi criado a partir de um Edital da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura do IFF que visava a implantação e/ou modernização dos Centros no Instituto, com o objetivo de construir a memória dos campi articulada à memória local. “Nosso objetivo é colaborar com o processo de construção de uma identidade local, de acordo com uma perspectiva de educação cidadã trabalhando pela preservação e divulgação da memória coletiva do próprio campus, inserindo-a no contexto mais amplo da história local”, finaliza Rogério.
Ascom Reitoria
Comentar
Compartilhe
Terrorismo em Campos
18/03/2013 | 12h03
Com royalties ou sem royalties, a fumaça sobre o setor público da Cultura em Campos é cinza. Esse é o tom predominante nas falas de alguns agentes do ambiente cultural local. “Estão fazendo terrorismo com a população. Avisam que vai tudo acabar. A Cultura não tem merecido nada. É como dizer: ‘Vamos acabar com o que nunca fizemos’, fala o professor, acadêmico e articulista da Folha da Manhã, Aristides Soffiati. Ele se preocupa em ressaltar que os royalties não foram suspensos, nem se sabe ao certo quando serão, portanto, continuam entrando nos cofres da prefeitura. “Esse dinheiro que está entrando será usado em quê? Gostaria de saber”. O professor rememora que sob a vigência dos royalties — em 2012 somaram R$ 1.345 bilhão — na abertura da II Conferência Municipal de Cultura, propôs que fosse destinado ao setor 1% do orçamento municipal. “Na ocasião disseram que a proposta não passaria, a Rosinha teria dito não”. Passados quatro anos da atual administração, o Fundo Municipal de Cultura, Funcultura, foi criado, mas ainda não dispõe de verba. Segundo o secretário municipal de Cultura, Orávio de Campos Soares “Ficamos de fora porque o orçamento fechou a proposta em setembro e nós somente conseguimos regularizar o CNPJ no final do mês de outubro. Tentamos, através da Câmara, uma suplementação, mas a edilidade considerou que isso não poderia acontecer, por ferir a Lei Orgânica dos Municípios. A Lei 8.205 foi modificada porque os técnicos não aprovaram o per-centual e até porque isso poderia engessar o próprio orçamento. Se o Funcultura conseguisse este intento os outros fundos também teriam o mesmo direito”, justifica Orávio. O acadêmico Vilmar Rangel indagado sobre o discurso da presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro — nele Patrícia previu a interrupção das atividades do Museu Histórico de Campos e do Arquivo Público Municipal — assim respondeu: “É uma estratégia do poder público em face à situação que não está definida, a gente tem que entender que é uma medida preventiva. A Cultura é também prioritária, pois, é elemento que defende, cristaliza a identidade de um povo. Espera-se que qualquer que seja o desfecho dos royalties o setor venha a contar com apoio e relevo maior”, frisa Vilmar. Vilmar se considera um Dom Quixote ao reclamar pela Cultura. “Muitas ações culturais não dependem de grandes verbas. Há um esforço de Orávio, mas, ele não é um super homem, está refém de uma burocracia. O ‘consumo’ da cultura mexe com a autoestima de um povo, a história, os feitos não podem ficar ofuscados, nos dão impulso na luta por mudanças”, reafirma. Não muito afastado dos acima citados é o pensamento da acadêmica e professora de história Sylvia Paes. Curta e direta é de imediato a sua resposta, “Tirar o quê? É meio teatro.” A professora de história faz questão de destacar que, “Sempre a Cultura esteve no final da fila. É a vilã da história, é a última a receber quaisquer recursos e quando recebe, recebe a menor verba. Quem paga o pato é a Cultura, justo ela que mexe com o brilho das pessoas. Por isso falam assim, sabem que chocam as pessoas”, diz Sylvia Paes. Ela fundamenta seu pensamento aos dizer que o Arquivo Público Municipal, mesmo com royalties já está abandonado e o Museu Histórico que obteve recursos para a restauração não dispõe de verba para a sua manutenção. A pressão, a ameaça do poder público, o ensaio geral do que poderá acontecer ao setor da cultura se de fato vier a serem divididos os royalties do petróleo parece não encontrar eco para um setor que vive escassez de recursos no seu cotidiano e por agentes culturais que de antemão se sentem colocados de escanteio e olhados com desconfiança. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois, sexta-feira (16/03).
Comentar
Compartilhe
O PULO DO GATO
15/03/2013 | 14h02
Recebemos um convite por telefone do José Geraldo, ele que foi um dos candidatos a prefeito, nas eleições municipais passadas. Preocupado em pessoalmente chamar para o ato público em defesa dos royalties, hoje, às 18h na Praça do Santíssimo Salvador. Empenhado em fortalecer o movimento que é de todos os campistas,  ele destaca que mais do que nunca é importante, a defesa da transparência no uso dos nossos recursos que são finitos. Talvez seja agora o momento do pulo do gato.  
Comentar
Compartilhe
Revolta contra a UNIMED
14/03/2013 | 18h30
Recebemos agora (17h50) a ligação de João Vicente de Alvarenga, presidente da Fundação Trinanon, indignado com o precário atendimento da Unimed. Ele está com uma virose ou suspeita de dengue. Lá,  nesse momento, tem 22 pessoas aguardando atendimento médico e mais 10 na fila preenchendo a ficha de atendimento, procedimento que leva em torno de 15 minutos cada. No meio dessa fila uma gestante indagou se não teria direito a atendimento prioritário. Como resposta ouviu do funcionário da Unimed que prioridade ela teria para entrar no consultório. Para ser atendida é obrigada a aguardar em pé na fila mesmo. João Vicente relata que da última vez que recorreu aos serviços médicos da Unimed encontrou quadro semelhante.  Preocupante. Talvez, por isso mesmo, a Unimed tem obtido péssimas avaliações por parte de usuários, que pagam e bem pagam o plano de saúde. Recente fiz uma pesquisa de preço junto ao plano de saúde para mim. Teria que pagar mais de um salário mínimo, em área de abrangência regional e com direito à internação em enfermaria. É crítica a vida de um consumidor.
Comentar
Compartilhe
Royalties, derramado
12/03/2013 | 14h57
Tá bom, a gente vai para o ato contra o precedente aberto pela votação do Congresso da quebra de contratos que, em particular afeta – mas, não liquida – com o Rio de Janeiro e os municípios do norte fluminense. O ato será no Centro de Campos, na próxima sexta-feira, 15/03, às 18h. Quem puder é salutar participar sem partidarismos oportunistas. A bandeira desfraldada é de todos e não de uns e outros. Tudo bem, feito a chamada, deixo minha opinião. Lamento o erro tacanho e corporativista dos deputados que em sua maioria votaram pela partilha dos royalties. Magistralmente sinalizaram ao mundo que é inseguro investir no Brasil. Aqui, o legislativo brasileiro joga de não respeitar acordos e contratos. Bom que se diga: em relação aos direitos adquiridos pelos trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas, esses, ainda que garantidos por Leis não foram observados pelo Estado Brasileiro. Aconteceu, portanto, o dito popular: “Onde passa boi, passa boiada”. Com relação ao presidente do Senado Federal do Brasil, Renan Calheiros, interessante rememorar. A funesta figura acabou de ser elevada com pompa ao cargo máximo da casa maior do Legislativo nacional, pelos detentores de mandato popular que inexplicavelmente, e só agora, o transformam em cabrunco. Vim hoje de táxi para a Redação, o motorista jovem, ao passar pelo Centro, comentou a confusão causada no trânsito pela interminável obra, daquele pedaçinho entorno do Chá Chá Chá. Reparem, de fato a OBRA DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO, como o governo municipal a ela se refere, quase um ano de iniciada, não passa do traçado inconcluso de um pequeno T, ou de uma pequena cruz: dois pedaçinhos de rua e o quiosque no meio. Em se tratando de revitalização, a primeira coisa que me vem na cabeça é de que o motorista está certo, a obra precisa com urgência de uma revitalização geral. Pasma, li, dias atrás na Folha da Manhã, a prefeita declarar, “Por falta de recursos, a revitalização do centro histórico ficará banguçada”. Ah, tá. Ou seja, o problema da diminuição brusca de receita, já era possível ser previsto pelos gestores do recurso público gerado pelo petróleo na região. Ignoraram as inúmeras evidências. É péssimo vir da forma que veio, todavia, não é o fim do mundo para quem se dispõe a trabalhar, a correr atrás do prejuízo, a matar um leão por dia como faz a maioria da população e a maioria do empresariado. O povo - assim como eu - se sente órfão, não dos royalties (sabíamos ser finito), mas, sim de REPRESENTANTES POLÍTICOS que se interessem por gestão pública de vidas e não por gerir um orçamento bilionário, que por essa plana paisagem, ‘raro deu o ar de sua graça’. [caption id="attachment_5911" align="aligncenter" width="550" caption="Ft.Google"][/caption]

 

 
Comentar
Compartilhe
KALU COELHO, como ela é
12/03/2013 | 12h05
[caption id="attachment_5905" align="aligncenter" width="450" caption="Ft. Divulgação"][/caption]

?

Diz o ditado, filho de peixe, peixinho é. Assim é com Kalu Coelho. Ela nos diz ter sido ninada com o violão pelo pai, o professor e presidente da Academia Campista de Letras Hélio Coelho. Kalu acaba de aprontar o primeiro CD autoral, como compositora. É produção independente, por escolha própria, apesar dos convites de gravadoras. Na fina capa, Kalu Coelho, sentada com elegância, em um deck, de costas abraçada ao instrumento companheiro, o violão. Ao fundo, uma paisagem plácida de água e verde, como o é sua voz na entrevista. A moça de fala mansa sabe bem o que quer. O lançamento em Campos será no Trianon, em abril. Em seguida, o CD, que leva o nome da compositora, será lançado em Búzios e por fim, em maio fará o lançamento, no Rio de Janeiro. Depois desses três momentos, do meio do ano em diante, Kalu então parte para realizar os shows do “disco”, como ressalta o resultado tem sua cara. — Quis colocar bastante o coração, expus minha intimidade. Falo do meu marido, de como sou. Gravei outros CDs como instrumentista, violonista que sou. Esse CD que leva o meu nome, é mais é interno, a minha vida está misturada nele, como instrumentista seria um trabalho mais frio — fala Kalu. Segundo ela o CD é um cartão de visita, bem sortido. É de música instrumental, tem toque jazzístico, “São vários estilos de música brasileira. A música brasileira é a grande referência; samba de raiz, bossa nova, valsa, baião, também flerto com fox, milonga e tango”. A moça que faz da música a sua religião e do violão faz sua prática de meditação, saiu de casa cedo (no ano de 1997) para poder estudar música na UNIRIO. “Dizem que a gente não escolhe a música, quando vi já estava tomada. Essa transição se deu na adolescência, quando comecei a pensar no que faria na vida, qual seria minha profissão. Na primeira vez que peguei logo percebi uma relação bem próxima. Como em um chamado, me senti comprometida ao pegar nele, daí a escolha foi clara, inevitável sair de Campos para fazer uma faculdade especializada” rememora. Desde então, Kalu Coelho, não mais retornaria a viver em Campos. Direto do Rio de Janeiro partiu a trabalho, professora contratada do núcleo avançado da Escola de Música Villa-Lobos, em Búzios. Entrou na Villa-Lobos como professora, hoje exerce a coordenação. Passados cinco anos residindo em Búzios, e, ainda que mantenha os vínculos afetivos e familiares com Campos, Kalu identifica no balneário uma vida com muita qualidade, perto do mar e da natureza, ambientes que compõem necessidades suas. “É uma escolha comum, minha e do Rodrigo (Rodrigo Mesquita, é marido dela) que também é compositor e cantor. Aqui temos boas oportunidades de trabalho, também nos apresentamos com frequência nas pousadas”, relata. Paradoxalmente à enorme oferta musical que se encontra hoje à disposição de qualquer um na internet, Kalu sente o tempo, no presente, mais escasso para ouvir música. “São tantas coisas maravilhosas que fico completamente confusa, acabo ouvindo pouco. Antes tinha aquele saber, a gente sabia que ia sair um disco novo, ficava esperando um mês, quando consegui ouvia”, esclarece. Ela fala da música como uma devoção, do violão como um grande parceiro e do processo de composição como um convite ao silêncio. “É um processo introspectivo, como um silêncio anterior. Sempre uma música cutuca, é uma inquietação de dois dias, eu sei que a música está ali, ouço um trecho. Aí é sentir a hora certa de pescar; fico mais quieta, o processo de criação é com o  violão, pego no violão, ela (a música) já está na portinha”, finaliza. [caption id="attachment_5906" align="alignright" width="390" caption="Ft. Divulgação"][/caption] O CD tem 10 músicas, algumas são canções, uma (“Patuá”) de autoria da própria e as outras duas (“Cajazz” e “Cinco Anéis”) em parceria com Mauro Aguiar e Paloma Espíndola, respectivamente. O diretor musical e arranjador é Henrique Band a quem Kalu credita competência e sensibilidade. Outra parceria que Kalu não esquece de citar é o compositor e violonista Guinga que segundo ela fortemente a influenciou e que generosamente divide uma faixa em comum, na canção feita por ela para o músico, Amalgama. Por tudo o dito, vale ouvir e conferir. Em Campos, o CD poderá ser comprado na Vox. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de segunda, 11/03/13.
Comentar
Compartilhe
Dos escombros à reconstrução
11/03/2013 | 20h00
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, através do Promotor de Justiça Marcelo Lessa Bastos, formalizou nesta semana, Ação Civil Pública, na 4ª Vara da Comarca de Campos, pela demolição intempestiva do Casarão histórico, situado na rua 13 de Maio, nº. 220, na noite de cinco de janeiro passado. Na peça ajuizada pelo MP, o promotor esclarece que foi provocado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal, Coppam, para investigar a demolição do prédio histórico, que segundo afirma, “Se deu à revelia, inclusive do Município, que já não autorizou outrora”.

Na ação proposta pelo MP, são réus os sete proprietários — como tais qualificados e listados, na ordem a seguir: Elizabeth Duncan Tavares Campista, Suellen Rangel Gomes Braga, Maria Amélia Saturnino da Silva Pinto Rocha Santos, Godofredo Saturnino da Silva Pinto, Heloisa da Silva Pinto Carneiro, Paulo Roberto da Silva Pinto e Flavia Saturnino da Silva Pinto. Após discorrer sobre a história do prédio que foi construído na segunda metade do século XIX, “no estilo barroco e português e detalhes neoclássicos”, e de esclarecer que o imóvel fazia parte das áreas denominadas como Área Especial de Interesse Cultural e área de Proteção ao Ambiente Cultural, Marcelo Lessa é objetivo, quer, através da ação civil pública “buscar a reparação do dano com a reconstrução do prédio, nas exatas condições em que se encontrava, assim como aplicação de multa e a proibição de explorar o imóvel comercialmente”. Para Orávio de Campos Soares, presidente do Coppam, a atitude é boa, “O MP está atento às questões do patrimônio. É louvável e servirá de exemplo aos que, de forma arbitrária e arrogante, demoliram o histórico Casarão. É altamente importante que o campista desperte de que será punido ao agir com descaso ao patrimônio cultural. O Coppam está inspirado na construção de um processo que alcance a formação de uma consciência preservacionista e arqueológica. Agora mesmo obtivemos outra vitória; conseguimos da Imbeg a contratação de um arqueólogo para acompanhar as novas escavações na obra do Centro Histórico”, discorreu o presidente do Coppam. Bom lembrar que o imóvel histórico que veio ao chão estava listado, pelo conselho de patrimônio local, como um dos muitos que são protegidos pela lei municipal 7972 de 31/03/98, como informou o presidente do Coppam à Folha da Manhã, naquela fatídica ocasião. “Por unanimidade, no ano passado, o Coppam indeferiu o pedido de demolição expresso pelos proprietários. Na ocasião, por precaução, noticiamos o MPE do fato. Desde então as partes sabiam da existência de um processo judicial. Ainda que antipático aos interesses dos particulares, esse é o papel do conselho; o da preservação do patrimônio arquitetônico, histórico e cultural. Estamos atentos a atual exploração imobiliária desenfreada, outros casos podem acontecer”, frisou Orávio de Campos. Segundo o advogado Dr. João Paulo Granja, situações de conflito entre interesses de particulares e da coletividade estão previstas na Constituição Federal de 1988, em vigor no país. “Pelo artigo 216, inciso V, parágrafo 1º, cabe ao poder público conservar o patrimônio cultural de natureza material e imaterial, tomados em conjunto ou individualmente, cabendo à sociedade contribuir para este fim”, esclareceu. Este é também o entendimento do promotor público, Marcelo Lessa, ao chamar para si a responsabilidade legítima em a tutela do interesse discutido em juízo: “Da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988: Art.129, inciso III. São funções institucionais do Ministério Público: promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos”, como escrito pelo MP. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de sábado, 09/03.
Comentar
Compartilhe
Ao ralo com a nossa credibilidade
08/03/2013 | 21h00
Os últimos acontecimentos que envolveram o país, como um todo, deixaram rastro feio na história recente da República. Como o episódio da quebra de contratos, frivolamente sugerida, em fala ao acaso, por um presidente da república, acendeu todas as luzes nas cabeças imediatistas do Congresso Nacional?! Como um senador é empossado no cargo máximo de um dos três poderes da nação, sob inúmeras suspeitas, evidências morais nada abonadoras e sob rejeição manifesta da parcela formadora de opinião do país?! Como o país, escolhido como hospedeiro de torneios esportivos internacionais, que trazem verbas bilionárias e baita visibilidade, pode se apresentar, às vesperas do início da peleja, com o cronograma de obras completamente fora do prazo acordado internacionalmente? [caption id="attachment_5894" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Google"][/caption] Hoje, do noticiário nacional, salta aos olhos a declaração do Secretário-geral da Fifa de que "Não há plano B", referindo-se à possibilidade do Maracanã não ficar pronto (o prazo já foi adiado pela terceira vez) para o início da Copa das Confederações, será daqui a três meses. O Jérôme deve estar em polvorosa com o jeitinho brasileiro de resolver grandes questões. Já deu até para elogiar os operários, na tentativa de com eles estabelecer uma comunicação direta. Ao menos, o razoável é o que o francês (agora na real) se empenha em atingir. E entrou na corrente para o clima ajudar. [caption id="attachment_5895" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Google"][/caption]

 

 
Comentar
Compartilhe
República Corporativista do Brasil
07/03/2013 | 16h00
[caption id="attachment_5887" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Google"][/caption]

 

Comentar
Compartilhe
Uma Academia para os mortais
06/03/2013 | 18h52
[caption id="attachment_5881" align="aligncenter" width="550" caption="Ft. Edu Prudencio"][/caption]

 

Com um plenário cheio, a noite da última segunda-feira foi de encontros e reencontros festivos, na Academia Campista de Letras. Aliás, uma noite um pouco atípica, ainda que solene, com a posse daqueles que o acadêmico Vilmar Rangel, na posição de cerimonialista, assim nominou: “A posse dos novos três poderes da ACL, para o biênio 2013/2014”. Além dos aguardados discursos elegantes na escrita, pungentes ao falar, certa irreverência se fez presente na mesa principal dos trabalhos. Ao lado de autoridades municipais e personalidades da intelectualidade campista, cenouras de papel e um coelho de pelúcia além do humano, o professor Hélio Coelho de Freitas, que foi conduzido à presidência da academia, juntos com os outros 13 acadêmicos nos cargos de diretores, conselheiros e assessores culturais. O primeiro a falar foi o acadêmico e ex-presidente Elmar Martins ao ler o “Discurso de desposse”. Nas dez páginas digitadas, se despediu agradecendo o apoio no mandato que, por vontade alheia a sua, se estendeu por quatro anos, à frente da instituição. Com rara habilidade misturou os filósofos gregos, poetas modernos, as pinturas rupestres e o humor ao alinhavar o texto com um bordão, “Eu faço Versos?... E só aos poetas é possível expressar em uma só palavra o universo de agradecimentos a todos quanto os devo”. De comum, entre os acadêmicos que usaram da palavra e os acadêmicos no recinto, a esperança depositada no presidente empossado de saber conduzir o processo de revitalização da vida na Academia; de um novo passo coletivo na renovação de seus quadros, da sabedoria na conservação de sua história e legado. Ao citar (em epígrafe) o alemão, Johann Wolfgang Von Goethe, “A vida é a infância de nossa imortalidade!”, Hélio Coelho — na ACL, ocupa a cadeira do poeta Antonio Roberto Fernandes — assim abordou a imortalidade que aos acadêmicos lhe é conferida. — Ser jovem não é se drogar de juventude, ser maduro é saber envelhecer e trago Bernard Shaw para nos advertir: “Não tente viver para sempre: você não se sairá bem!”. Sou fiel ao entendimento de que a denominação de imortal é inadequada para o intelectual em vida. Depois, sim, na hora do inventário de sua vida e sua obra, quando ficar evidenciado que não enterraram ao mesmo tempo seu corpo e sua obra, aí então a imortalidade impõe-se como o coroamento de sua existência. Creio ser este o sentido da fala de Goethe, em epígrafe —, e prosseguiu, “Não se pode conceber o que fazer intelectual como expressão de narcisismos nem de be-letrismos em castelos nas nuvens ou torres inacessíveis aos homens e mulheres de carne osso, como se estes fossem mortais indignos de conviver com os supostos ‘imortais’. O ser ‘imortal’ só se justifica num ‘curriculum mortis’ que autorize a perpetuação de seu nome, da contribuição à cultura de sua Terra, da singularidade de sua obra e dos desdobramentos de sua visão de mundo, do homem e das coisas. Imortal só se justifica na dimensão do que se coloca como transcendência, não a transcendência como escape, refúgio nas torres de além-mundo, mas a transcendência que dá significação à vida enquanto práxis e que, como todos os engajamentos, “não basta ser vivida, é preciso ser sonhada”, como a vivenciou Quintana”. O incremento na inserção social da ACL esteve evidenciado em todas as conversas da noite. Para o professor de arte e acadêmico Renato Marion Aquino, “O momento é muito importante, representa uma renovação. Hélio Coelho detém dons e currículo, ainda que um jovem acadêmico. Muitos dos que assumem os cargos agora, o fazem pela primeira vez. Cada qual tem o que dizer, carrega conteúdo, sabe como fazer. Antevejo uma época profícua conjugada à preservação do passado”, frisou Renato Aquino. Ao final de seu discurso, Hélio Coelho fez questão de esclarecer a ausência do nome de Vilmar Rangel da chapa empossada, “Vilmar declinou de integrar nossa gestão por razões de ordem particulares que respeitamos. Todos sabem que é um intelectual de grande porte, um zeloso administrador, é uma peça fundamental na engrenagem da ACL, rendo aqui particular homenagem”, exclamou Hélio ao pedir uma salva de palmas da plateia. Esse foi o tom da Academia Campista de Letras, na noite de segunda-feira passada, que ainda contou com a apresentação do Coro Municipal/ Orquestrando a Vida e do Conjunto de Choro, Regra Três. Luciana Portinho Capa da Folha Dois de hoje, (06/03).
Comentar
Compartilhe
Onde está a Emut?
06/03/2013 | 16h50
Fazer uso da via pública como se fosse o quintal particular dá nisso. Cenas rotineiras da bandalha no trânsito campista que colaboram ainda mais com a amarração crescente no fluxo de veículos. As duas primeiras fotografias foram tiradas, hoje por volta das 13h, na saída de táxis da Rodoviaria Roberto da Silveira. Na imagem uma Van, desembarca passageiros fora do ponto, na cara da cabine da Emut. Nada acontece.

Essas duas outras, fazem parte do cenário inalterado da Rua Formosa, quase chegando na Treze de Maio. Difícil entender o privilégio da permissão para carga e descarga em pleno horário comercial. Fotografias feitas na quinta-feira passada, às 11h, mais ou menos.

Fotografias: Luciana Portinho

Comentar
Compartilhe
Arquivo Público Municipal de Campos
05/03/2013 | 12h23
Nos chegam informações de fontes diferentes, elas nos trazem notícias más sobre o estado de pobreza por que passa o Arquivo Público, na atual gestão municipal. São bem poucos os estagiários e foi drasticamente reduzida a equipe técnica que já chegou a ter dois museólogos e um arquivista. O arquivo que deveria funcionar como local de pesquisa está desaparelhado tanto de material básico, como o papel de arroz para restauração de documentos e de equipamentos mínimos como um simplório scanner,  no mercado custa não mais do que R$ 3.000,00. É colocar todo um esforço de construção e consolidação de um dos poucos orgãos públicos municipais - com prefil técnico - a perigo. É desfazer do contínuo trabalho de divulgação sobre a credibilidade e idôneidade do Arquivo para a preservação da memória documental,  junto à comunidade campista. Sem explicação cabível: preocupante, bem preocupante!
Comentar
Compartilhe
Um novo tempo para a Academia
04/03/2013 | 14h55
[caption id="attachment_5860" align="aligncenter" width="450" caption="ft. Folha da Manhã"][/caption]

 

Nascimento é dia de comemoração assim como posse invariavelmente é festiva. Em se tratando da posse da nova diretoria, de a instituição mais emblemática da Cultura de Campos, a Academia Campista de Letras, o evento solene é de amplo congraçamento. A solenidade será hoje em sua sede, na Praça Dr. Nilo Peçanha (Jardim São Benedito), com início às 19h30. Uma nova diretoria toma posse, um novo conselho fiscal, uma nova assessoria cultural, para o biênio 2013/2014. Assumem: Hélio de Freitas Coelho, Presidente; Fernando da Silveira, 1º Vice-presidente; Gilda Wagner Coutinho, 2º Vice-presidente; Heloisa Helena Crespo Henriques, 1ª Secretária; Herbson da Rocha Freitas, 2º Secretário; Sylvia Márcia da Silva Paes, 1ª Tesoureira; Wellington Paes, 2º Tesoureiro e Aristides Arthur Soffiati Netto, Diretor de Patrimônio. O professor Hélio de Freitas Coelho foi, por unanimidade, eleito no final do ano passado o novo presidente, na Chapa Unidade e Amor à Academia. Para o acadêmico e professor Fernando da Silveira, é uma honra levar Hélio Coelho à presidência, “Sem dúvida alguma, Hélio é um dos maiores acadêmicos, embora jovem, com pouco tempo de academia. É um dos maiores professores no magistério universitário local, querido por alunos, respeitado por colegas. É um ensaísta, um compositor, um professor de história com embasamento sociológico. É mesmo um dia de festa, ele traz à academia a imagem da juventude, essa renovação. Ao elegê-lo a ACL mostrou que quer renovação”, frisa Fernando da Silveira. — Minha eleição vem em momento de grande maturidade intelectual e pessoal. Minha trajetória confirma o valor da democracia que trago, vamos conviver com a diversidade na certeza de que haverá um trabalho conjunto. Não será o presidente Hélio Coelho que fará isso ou aquilo. Faremos uma gestão para difusão do conhecimento. Queremos colaborar em despertar o jovem para o encantamento que é a poesia, a música. A ACL não pode se restringir a ser um espaço de puro beletrismo e sim um centro de produção, um espaço de sedução de novos valores e talentos -, afirma o novo presidente. Partindo desse entendimento, Hélio Coelho de pronto aceitou o convite de parceria com o jornal Folha da Manhã. A partir de agora, em toda terceira sexta do mês, a ACL ocupará a página da Folha Letras. “Nessa primeira página de março, farei o artigo de abertura reconstruindo um pouco o histórico da Academia, como a instituição se situa na seara cultural de Campos. Daí para frente, a cada mês, um acadêmico escreverá sobre teoria literária ou sobre assunto de relevância literária”, esclarece. Hélio Coelho compreende que uma casa com o perfil da Academia Campista de Letras não pode estabelecer hierarquização de saberes. “São diferentes os olhares, temos formas diversas e conteúdos que acrescentam ao mundo das letras. A diversidade é um desafio. No espaço das letras existem eventos artísticos que nos últimos anos a impulsionaram. A nós, cabe o reconhecimento das múltiplas manifestações”. Originariamente a ACL é composta de 40 membros. Na atualidade existem 10 vagas abertas, por motivo de falecimento do titular. Por isso, uma das primeiras tarefas que o novo presidente anunciou será o de abrir o Edital Público dando conhecimento à sociedade. Nele é divulgado o prazo aos interessados para que se apresentem, mostrem as credenciais, seu trabalho e ações na área cultural. Os pretendentes são então avaliados por comissão formada especialmente para esse fim, sendo então submetidos à eleição pelos acadêmicos. Para ser um acadêmico não é exigido ter uma obra publicada. Agora, é sim necessário que tenha uma atividade reconhecida na área cultural, nas letras, na arte, que seja portador do conhecimento e amor à cultura. Unidade de pensamento expressa também o acadêmico, professor e poeta Joel Ferreira Mello para quem, Hélio Coelho à frente da ACL significa uma fase nova. “É uma investida em retomar uma dinâmica própria. A entrevista dele à Folha, em 10 de dezembro passado, representa o nosso pensamento, o da admissão de novos membros, edição de livros; estamos de braços abertos à comunidade”, ressalta o acadêmico. Personalidades destacadas da intelectualidade campista, ainda que não integrem os quadros da academia como o teatrólogo e articulista da Folha, Fernando Rossi, falam com entusiasmo do novo cargo que o professor assume: “Ele foi meu professor, reconhecidamente ligado à Cultura, sensível, vai agregar sangue novo à academia”, diz Rossi. Consciente da “articulação dialética entre os livros e a vida”, com 45 anos de magistério e 65 anos de vida vivida, Hélio Coelho é pai de quatro filhos, evoca a sua vida com orgulho por ter servido à sua terra. Luciana Portinho

Capa da Folha Dois de hoje (04/03)

Comentar
Compartilhe
ABUSO DE AUTORIDADE
04/03/2013 | 13h50
[caption id="attachment_5855" align="aligncenter" width="430" caption="ft. Google"][/caption]

 

Recebemos denúncia de pessoa responsável, pede ser preservado o nome por receio de ser retaliada. O assunto é Abuso de Autoridade por parte da direção do Brizolão (Ciep da Av. Carmem Carneiro). A diretora estaria extraplando para cima dos alunos do CA que chegam em casa com marcas de beliscão dado pela própria. As mães estão com medo de falar direto com ela, pois,  é prática corrente da diretora ameaçar as crianças de expulsão por qualquer motivo menor.  A gurizada fica sem aulas, são repetidas as faltas de professor; nessas ocasiões a diretora ''despacha' a criançada para casa, colocando as mães em polvorosa, muitas não sabem retornar sózinhas para suas residências. Tem criança com acompanhamento de psicóloga e neurologista apavorada pois a cidadã, segundo a denuncia, ainda GRITA a toda hora. Fica o dito, para que a secretaria municipal de Educação, possa apurar.  
Comentar
Compartilhe
IFF e Iphan: Patrimônio ganha espaço
03/03/2013 | 12h14
A poucos dias de completar dois meses do abate assustador do histórico Casarão datado de 1870 e, que na história recente da cidade ficou conhecido como “Chacrinha”, uma parceria entre o Instituto Federal Fluminense (IFF) e o Instituto de Preservação do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan) para preservação do patrimônio cultural foi firmada na última terça-feira, na sede da superintendência do Iphan, no Rio de Janeiro. Trata-se de um termo de cooperação técnica para a criação de um sistema integrado de gestão do patrimônio cultural na baixada litorânea, no norte e noroeste fluminenses, regiões sob o âmbito de ação do IFF. Serão criados núcleos regionais — os três primeiros núcleos são em Campos, Quissamã e São Pedro da Aldeia. Serão dotados de estrutura apta a operacionalizar ações de preservação do patrimônio cultural, áreas de interesse comum ao Iphan e ao IFF. Há cerca de cinco anos, segundo o reitor Luiz Augusto Caldas Pereira, o IFF atravessa processo de mudanças internas que o desafiam a ir além da natureza e papel que até então compuseram a história da instituição. “Há uma preocupação com o papel contributivo na formação para a cidadania através de uma educação mais crítica, uma ênfase na pós-graduação e na formação de professores, 20% das vagas estão destinadas à licenciatura. Nessa linha acabamos de criar o curso de licenciatura em Letras. O protocolo assinado com o Iphan representa mais um passo na humanização do instituto”, disse Luiz Augusto. O reitor rememora as dificuldades enfrentadas, anos atrás, quando do desejo de reforma da Praça do Liceu de Humanidades e do próprio Liceu. “Falta mão de obra qualificada em Campos, falta-nos cultura, um ponto de vista, um olhar técnico. Nos três anos que estive afastado, trabalhando em Brasília, me aproximei do Iphan, provoquei instituições como a Rede Ferroviária Federal. Queremos participar do debate, fazer de forma a qualificar mão de obra para esse trabalho específico de preservação e restauração do patrimônio arquitetônico”, esclarece. De imediato, o IFF irá fortalecer o Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo existente na unidade local. Irá dar andamento no projeto de restauração do Solar da Baronesa de Muriaé, em Campos, bem nacional tombado desde 1974 por sua importância histórica e artística e cedido a Academia Brasileira de Letras (ABL). [caption id="attachment_5849" align="aligncenter" width="500" caption="Ft. Folha da Manhã"][/caption]

 

“É um ponto de partida. Há uma pré-disposição nossa, se vencido os limites jurídicos, de futura ocupação do Solar. Se a gente conseguir destravar os embaraços legais, viabilizaremos o desejo de lá desenvolver uma formação de elevação da cultura histórica, de formação de letras e de fomento literário”, frisa o reitor do IFF. Para tanto, Luiz Augusto, já fortaleceu a Pró-Reitora de Extensão do IFF, Paula Aparecida Martins Borges Bastos, a estar apta ao diálogo com as de mais representações. No próximo dia 11, haverá nova reunião de aprofundamento com a presença do Ivo Barreto, responsável pelo Escritório Técnico do Iphan, na Região dos Lagos. Em seguida, Luiz Caldas irá ter um entendimento com o jurídico da ABL. Quer se cientificar se o Solar pode ser de fato doado, passo seguinte irá a Brasília apresentar o projeto de restauro e de uso, “Se a gente resolve com o jurídico, faremos a construção, a concepção dentro da nossa governança. Há um custo para recuperar, há um custo para manter”. Luciana Portinho
Capa da Folha Dois de sábado, 02/03.
   
Comentar
Compartilhe
"Um cheiro podre no AR"
01/03/2013 | 13h10

Um pouco da poética do campista Artur Gomes no Blog.

 

Aqui, redes em pânico pescam esqueletos no mar esquadras – descobrimento espinhas de peixe convento cabrálias esperas relento escamas secas no prato e um cheiro podre no AR caranguejos explodem mangues em pólvora Ovo de Colombo quebrado areia branca inferno livre Rimbaud - África virgem – carne na cruz dos escombros trapos balançam varais telhados bóiam nas ondas tijolos afundando náufragos último suspiro da bomba na boca incerta da barra esgoto fétido do mundo grafando lentes na marra imagens daqui saqueadas Jerusalém pagã visitada Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Jesus Cristo não passou por aqui Miles Davis fisgou na agulha Oscar no foco de palha cobra de vidro sangue na fagulha carne de peixe maracangalha que mar eu bebo na telha que a minha língua não tralha? penúltima dose de pólvora palmeira subindo a maralha punhal trincheira na trilha cortando o pano a navalha fatal daqui Pernambuco Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Mallarmè passou por aqui bebo teu fato em fogo punhal na ova do bar palhoças ao sol fevereiro aluga-se teu brejo no mar o preço nem Deus nem sabre sementes de bagre no porto a porca no sujo quintal plástico de lixo nos mangues que mar eu bebo afinal? Artur Gomes Publicado na Antologia Internacional - Eco Arte Para Re-Encantamento do Mundo, organizada pela Bióloga Michelle Sato e editada pela Universidade Federal do Mato Grosso – 2011 – Publicado na Antologia Poesia do Brasil Vol. 15 – 2012 – Proyecto Cultural Sur Brasil – Editora Grafiti - Faixa do CD Fulinaíma Rock Blues Poesia – a sair [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=UkQUxkLh9TA&feature=player_detailpage&list=UU3d8xoVqrdTDFZ2dKIfRanQ[/youtube]
Comentar
Compartilhe
Sobre o autor

Luciana Portinho

[email protected]