Fotografias são fotografias
30/01/2014 | 15h31

Terça, 28/01, final da tarde e o carro da PMCG estaciona na garagem do jornal O Diário, no centro de Campos. Haveria algum mal? Não me pareceu, mas, como colaboração de leitor é de ouro, publico as fotos recebidas. Cada um pense por si.

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"Estou morrendo de saudades"...
29/01/2014 | 14h41
Estou na minha cidade natal, o nosso Rio de Janeiro que continua lindo, apesar de nós. Vim por desejo próprio, aprimorar o ofício, parada técnica na Estação das Letras?.  "Crônica e ensaio para o jornal", com o muito bom Francisco Bosco, ele mesmo, aquele que escreve para O Globo, o poeta, filósofo, ensaísta e escritor. Além de tudo isso, o cara é exímio na função de repassar conhecimento. Dá vontade de pedir bis! Ao sair da primeira aula, o primeiro choque. Em plena calçada, em frente ao 177 da Marquês de Abrantes, 21h e um ser masculino, desprovido de cidadania, dormia esticado na calçada. "O Rio de Janeiro continua lindo/ o Rio de Janeiro/ fevereiro e março/ alô, alô"! Hoje, me desloquei ao Largo do Machado de metrô. Sujo. Saí da General Osório, estação suja, quente. O metrô carioca está caro. Paguei por um bilhete (ida e volta) R$ 6.40. Também o Largo do Machado não é mais o memorizado LARGO DO MACHADO. Não há mais o lambe-lambe, o realejo sumiu faz tempo, aquela Lojas Americanas, das enormes bananas split, foi-se na implacável realidade que enfeou aquele espaço da infância. Ah, deparei-me, ao menos, com a loja imortal Gambier dos sapatos populares. Meio confusa, entre o registro guardado e o impessoal bairro de passagem, preferi não andar muito pelos arredores, aumentaria minha decepção. De cigarro aceso, na mão, voltei ao buraco quente do metrô; depois de procurar um cinzeiro inexistente, fui atrás da banca de jornal e, entre incomodada e temerosa, joguei a guimba no cemitério das mesmas perto junto ao meio fio. "Minha alma canta".... Luciana Portinho
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Vida que vai, vida que vem.
28/01/2014 | 21h28

Vida que vai, vida que vem.

Por lucianaportinho, em 09-02-2011 - 21h13
Tarde de verão, plena estação. As primeiras águas já baixaram, o rio retorna ao seu leito. Ao leito que no último século disseram que era dele. Se há duas semanas corria barro puro, agora o Paraíba já escorre na sua coloração natural. A cidade neste pedaço se estende nas duas margens. A brisa que sopra é mais do que ventinho comum. Uma constante. É o vento nordeste que alivia as tensões da sua gente. Agora, como em todo o fim de jornada, o povo faz parada a caminho de casa. E fica bem. Esse povo é manso, nem se incomoda de todo dia esperar a lotação. João é um deles. Apoiado na mureta do rio aguarda calmamente que Rita desponte naquela esquina da beira rio. Morena das coxas bem grossas, em seu vestido florido, sempre é uma alegria observá-la se aproximar. É rotina que faz com lento prazer. Nestas horas, a vida se esvai pelo cansaço de mais um dia. Retorna pelas canelas da mulher. A cidade até que fica mais bonita. Ter Rita ao seu lado, sentir seu bafo, logo refaz a moral. Os parentes de João bem que fizeram uma força para que ele fosse pra capital, coisa que nem nunca ficou tentado. Pobre nasceu, pobre ele se sabia, lá não iria subir na vida não. Iria era subir pra morar num morro daqueles. Aqui não, nem morro tem! Terra reta, planície das boas. É como Rita falava e repetia: “Melhor ser duro por estas bandas, homem!  Aqui, pelo menos a gente tem espaço. Quer coisa melhor do que o nosso quintalzinho? Poder ter um pé de árvore, umas galinhazinhas… chão de terra sim, e daí?! Por nossas cadeiras, na porta da casa, assistir ao vai e vem dos vizinhos, se perder no falatório da birosca. Olhar pro céu, João! E se espantar com as estrelas;  eu e você, João, é tudo de bom”. Luciana Portinho
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PUXADINHOS
26/01/2014 | 19h04
Até quando as autoridades federais, estaduais e municipais e os gestores, sejam políticos ou técnicos, vão continuar achando – em gestão pública, sempre estão achando – que educação e saúde são despesas. Pelo amor de Deus, entendam, de uma vez por todas, este binômio é investimento. E o é a curto, médio e longo prazo. Só que, infelizmente, a ‘casta’ política deste país - vamos repetir mais uma vez - ‘pensa sempre nas próximas eleições e não nas próximas gerações’. Temos eleições de dois em dois anos. Em 2012, foram para vereadores e prefeitos; neste ano serão para Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais; em 2016, novamente, prefeitos e vereadores. Por haver, estreita relação e dependência entre as eleições, e sendo a vida dinâmica e o Brasil um país em permanente evolução (ainda bem que o é) e, por não haver planejamento fundamentado em dados técnicos colhidos de forma correta e cuja análise também o seja, parece que, de repente, surgem demandas do nada, quando na verdade estão há tempo fermentando no vulcão socioeconômico. E, quando a lava se esparrama sobre o país é ‘um Deus nos acuda’, como as manifestações de junho de 2013, o horror das prisões superlotadas, os rolezinhos, a falta de assistência na saúde, a educação falida, o permanente déficit da previdência social e a tortura dos aposentados com o famigerado fator previdenciário a diminuir a já minguada aposentadoria. Certas famílias, quando o filho cresce e se casa, fazem um puxadinho. Diante das dificuldades que foram contratadas por gestões pífias, em épocas anteriores - porque os políticos e gestores ‘só pensam naquilo’, ou seja, nas próximas eleições e outras coisinhas espúrias – surgem os puxadinhos em todas as áreas de gestão. E tome puxadinho na saúde, transporte, segurança, etc. Na nossa planície goitacá, é bom que as grávidas avisem aos bebês no seu ventre que não podem nascer nos finais de semana, porque, volta e meia, não há plantonistas nas maternidades nesses dias. Também, os hipertensos e diabéticos, e os que estão na meia idade, não devem infartar ou ter derrame, porque vaga em UTI é como ganhar na loteria. Devo avisar aos gestores que não há puxadinho que resolva esta questão, e aos cidadãos que nisso é que dá vender o voto ou se deixar enganar por palavras bonitas e por paizinhos, mãezinhas e irmãozinhos do povo.
Makhoul Moussallem                                      Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM
* Artigo publicado na Folha da Manhã, em 23/01/14
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Angu de caroço
25/01/2014 | 09h35
Culpa-se de tudo nesse país. O casamento não deu certo? Culpa do outro que não soube alimentar o namoro do amor. A política está uma droga? Culpa dos políticos profissionais (eleitos por nós, políticos 24 h por natureza). A mulher foi estuprada? Culpa exclusiva da “vagaba” ter provocado o homem. Está desempregado? Culpa dele, indolente que é. Seu filho não cresceu, é ingrato? Culpa sua que não impôs limites à criança que mais não é. Foi demitido sem justa causa? Culpa do troglodita do empregador. Choveu dentro do aeroporto internacional de Brasília? Culpa da natureza em um de seus rompantes. Horror na penitenciária de Pedrinhas? Culpa da barbárie que lá está reclusa. A inflação sobe sem parar? Culpa dos governos anteriores. A demagogia campeia nas eleições? Culpa do cidadão ignorante que não quis estudar.
Passado meio milênio, o Brasil está a m&%[email protected] que está? Culpa integral dos portugueses que nos colonizaram.
Se cada um olhasse para o seu rastro veria ao menos o tamanho da cauda não refletida no espelho.
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Ele está certo ou errado?
24/01/2014 | 21h35
Circula nas redes sociais uma polêmica surgida a partir de críticas feitas por um estadudinense ao Brasil. As li e reconheço: apesar de chato ser alvo de impressões negativas feitas por estrangeiro, concordo com a maioria delas. E você o quê pensa delas?

20 motivos que levaram norte-americano a odiar o Brasil causa polêmica na web; Confira

Postado em Curiosidades 
Muita gente anda compartilhando no Facebook as impressões de um norte-americano sobre o Brasil. O nome do estrangeiro não foi divulgado. Confira a lista e faça e responda nos comentários “Concorda ou não com o que foi escrito?” 1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe. 2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado. 3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso. 4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas. 5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras. 6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes. 7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém. 8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas. 9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo. 10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos. 11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas. 12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. 13. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns. 14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar. 15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis. 16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho. 17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem. 18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins. 19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo. 20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.
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"Combinação" sob suspeita
24/01/2014 | 20h00
Com o marketing da "Palavra de Paz", "Então ficamos combinados assim: eu oro por você e você ora por mim" o deputado federal Garotinho (PR), pré-candidato ao governo do estado, ganhou da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro, o 8º processo por propaganda eleitoral antecipada, em ação protocolada do Ministério Público Eleitoral. Segundo o procurador Maurício da Rocha Ribeiro, o deputado se apresenta como "guia espiritual" para conquistar votos de evangélicos. Na ação, o procurador do MPE pede que o deputado seja proibido de cadastrar fiéis fluminenses e distribuir kits com livros e camisetas. Nos brindes, ele assina mensagens de teor religioso como "Irmão Garotinho". Segundo a matéria da Folha de São Paulo, ver aqui, Garotinho é "notório" pré-candidato a governador e usa o programa "Palavra de Paz", no qual se dirige a fiéis, como arma de propaganda eleitoral antecipada. Bom, em 05/01, sob o título "Napoleãozinho: avacalhação ou heresia?" manifestamos estranhamento à iniciativa generosa do deputado, ver aqui, ao se propor intercessor, intermediário ou mediador entre o indivíduo e Cristo e distribuir kits com camiseta, carteirinha e livro.

Quem quiser saber como tudo começou leia, aqui, também.
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E por falar em cocô...
23/01/2014 | 00h54
Publico comentário de uma leitora. Sem comentários. E por falar em “cocô”, um bem grande é aquele que se refere à “eficiência” da Prefeitura! Exemplo 1: No site oficial fala que o contribuinte já pode pagar o IPTU 2014, mas você entra, coloca os dados conforme o último IPTU pago (2013) e dá “inválido”; Exemplo 2: O cadastramento/recadastramento no Cemitério do Caju. Um verdadeiro caos! Um absurdo de desorganização! Exemplo 3: Reclamei com um Guarda Municipal o abuso do pessoal da lotada clandestina, no “sinal” da Rua Carlos de Lacerda. O pessoal da lotada não quer nem saber se o “sinal” abriu, impedem que os motoristas sigam, até que completem a “lotação”. Do local onde me encontrava, dava pra ver os carros estacionados próximos ao Banco do Brasil. O Guarda Municipal foi claro: “Não adianta eu fazer nada, vou é arranjar inimigo. A “ordem” que temos é para ‘fazer vista-grossa’, não interferir”. Exemplo 4: Por curiosidade acessei o “Portal da Transparência” no site oficial da Prefeitura. Cretinice pura! Os últimos “dados” são de novembro de 2013, mas, como sempre, inespecíficos, nada dizem! Em resumo, pode puxar a descarga! Mesmo assim é merda tão velha que vai continuar fedendo!
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"HAJA COCÔ"!
20/01/2014 | 23h48
No Réveillon de 2013 do Rio de Janeiro, para um público estimado em 2.3 milhões em Copacabana, foram instalados, pela prefeitura, 300 banheiros químicos; antes em dezembro na Parada Gay, instalaram 200 banheiros do tipo, para um público de 1 milhão. Bom, como já estamos na bica de fevereiro, teremos a cada 30 dias em Campos, em 2014, 5.150 banheiros que divididos por 11 meses, a quantia de 468 banheiros químicos à disposição do campista. Como bem disse um colega na rede social Facebook: "HAJA COCÔ"!!!!!!
Leia aqui a matéria na íntegra divulgada, em primeira mão, no blog do jornalista Ricardo André Vasconcelos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

PMCG VAI GASTAR R$ 651.500,00 COM ALUGUEL DE 5 MIL BANHEIROS QUÍMICOS

Foto Divulgação - Secom-PMCG
No Farol de São Thomé foram instalados 150 banheiros químicos
A Prefeitura de Campos publicou na página 4 do Diário Oficial do último dia 13, o resultado Pregão Presencial 053/2013 para aluguel de banheiros químicos sob o regime de registros de preços.  Ganhou onipresente WORKING EMPREENDIMENTOS E SERVIÇOS EPP que ofereceu os seguintes preços:
Banheiro químico modelo standart - preço unitário - R$130,50 (para 5 mil unidades)
Banheiro químico para portadores
de necessidades especiais             - preço unitário - R$ 174,00 (para 150 unidades).
Isso significa que a prefeitura de Campos está legalmente autorizada a alugar 5.150 banheiros químicos para os eventos culturais e esportivos que promover ou apoiar durante o ano de 2014. O total a ser gasto é de R$ 651.500,00.
O pregão foi realizado, conforme publicação do D.O abaixo, pela Secretaria Municipal de Limpeza Pública, Praça e Jardins.
Segundo nota publicada no site da PMCG, no Farol de São Thomé foram instalados 150 banheiros químicos. Confira aqui
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As insatisfações,as manifestações e os medos
20/01/2014 | 12h37

A bastilha manda lembranças? Rolezinhos não são arrastões.

Os rolezinhos são parte de um contexto mais amplo de questionamento da inserção subalterna – nas relações internacionais, na política, na cidadania, no mercado – quer no Brasil ou em outros países classificados no mundo contemporâneo de terceiro mundo ou subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. É a periferia dos capitalismos clamando ao centro do sistema econômico e político e cultural por igualdade sem deixar de ser o mesmo. Sem perda da identidade, sem serem colonizados pelos costumes elitizados de ser e estar, desejam o direito dos usos do mercado em benefício próprio. Assim, se a sociedade capitalista num primeiro momento tinha como demanda o consumo e, nos dias atuais, tem como demanda o desejo artificialmente criado, nada mais capitalista que mobilizar-se nos templos dos desejos por mais.
Bem ao modo brasileiro de ser – superando as divisões de classe mas fora do tempo e do espaço próprios determinados pelos detentores dos poderes – a manifestação é de tudo um pouco; parte de um movimento social ainda informe na totalidade de seus projetos; namoro; compras; protesto; organização política informal; festa; dança; canto; gritaria; alienação. Todavia, ampliou a agenda das demandas e modos de manifestação e seu lócus.
O “Movimento não é só por R$0,20” que foi cooptado pelos mais diferentes interesses e classes começa a passar pelos expurgos dos dominantes insatisfeitos com o partido detentor do poder. Agora o mercado, e não apenas o Estado a serviço do mercado é questionado, é questionado e se canta e grita e corre por inclusão via mercado, ou seja, a cidadania via mercado  que tanto agrada as classes médias é demandada pelas novas classes médias que diante da inflação crescente percebem que seus avanços podem ser temporários. Mais efêmeros do que o “O milagre econômico brasileiro da ditadura militar no Brasil”.
Como desejam a manutenção da identidade via consumo de mercado regido por um partido que foi de esquerda e que se consolida no poder como partido “social de mercado”, não se deixam colonizar pelos modus vivendi da etiqueta de classe média. Neste ponto, os rolezinhos assustam aos cidadãos privilegiados historicamente como classe média, pois estes não o distinguem do arrastão, da turba ou das lembranças da Bastilha que bate a porta todos dias quer via Maranhão ou Carandiru ou arrastões.
O recado está dado desde o “Não é só por R$0,20”. A pólvora está sendo espalhada em nome da cidadania plena sem perda de identidade colonizadora. Que os políticos respondam com a assertiva de democracia sem desvios de conduta ética e econômica para que todos possam ter o que o desejo de mercado lhes prometeu. O consumo de direitos de felicidade de bem estar movimentos pelo mercado social.
Wlaumir Souza.
Ribeirão Preto, São Paulo. Professor Universitário, graduado em Filosofia e Pedagogia. Mestre em História e Doutor em Sociologia. Autor de "Anarquismo, Estado e pastoral do imigrante" - Editora UNESP; e, "Democracia Bandeirante" - Paco Editorial. Contato: [email protected]
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O PREGADOR
18/01/2014 | 15h58
O Pregador Quem me dera se nesses tempos de calor viesse aqui conversar sobre o vento nordeste e a necessidade do pregador de roupa no varal. Sigo na linha de destrinchar mais um personagem da grande família dos ‘or’. O ‘pregador’ do qual falo é aquele que a cada dia é mais frequente em nossos centros urbanos. São os proclamadores de algum credo ou religião. Estão pelas ruas vestidos de terno, sob uma solina inclemente. Geralmente, na mão um microfone e ao seu lado uma caixa de som, e eles bradam mensagens de intimidação pela fé. Pretendem esses pregadores - uns com boas intenções, outros por algum desequilíbrio, ou ainda, por alguma carência - conquistar novos fiéis à sua fileira, geralmente evangélica. Como pregoeiros são enfáticos em anunciações catastróficas. Alguns desses juntam gente temerosa em volta, mas, a maioria deles ralham ao vento. Ano passado, uma liminar do Ministério Público exigiu da Super Via o fim das pregações religiosas dentro de trens, no Rio de Janeiro. Segundo o promotor que proferiu a liminar “… Ninguém é obrigado a se submeter indiscriminadamente a doutrinas religiosas”. Enfim foram poupados os trabalhadores de serem obrigados a ouvir as ladainhas de fanáticos que não se contentam com a própria fé, mas querem impô-la a todos. Esquecem-se estes pregadores que o estado brasileiro é laico e que os meios de transportes coletivos são concessões públicas. Voltando no tempo, é bom lembrar de que Jesus fez mais do que pregar. Seus ensinamentos foram mais valiosos do que a sua pregação propriamente dita. Não são esses que perduram como valores edificantes através dos séculos? Além do mais, orar é ato de silêncio da alma. No século XVI ao propor a Reforma Protestante Martinho Lutero preconizou, “Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo, Paz, paz!, sem que haja paz.” Pois bem, entramos em ano eleitoral, aí a coisa complicou. É ano propício à demagogia, ao uso indevido da religião na política. Surgem os pregadores políticos profissionais. Autodenominam-se, ‘Irmãos’. Sugerem a troca: “Eu oro por você e você ora por mim”, é o famigerado toma lá dá cá, como marketing eleitoral jogam a rede, se anunciam portadores da palavra de paz. Como dito popularmente este ‘pregador’ é espertinho, não bate prego sem estopa.
Makhoul Moussallem                                                     Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM * artigo publicado na Folha da Manhã em 16/01/14
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O MAUSOLÉU DO CORONEL
15/01/2014 | 11h30
Conheci o Maranhão na juventude, é um Estado de se apaixonar de primeira. Passava algumas férias, de verão ou de inverno, em um sítio na Praia do Olho D'Água, na capital São Luis. Tudo nela me atraia: a negritude do povo, as praias de água turva e da areia socada pelas enormes marés a perder de vista. A batida do tambor ou da matraca dos Bois, de arrepiar. Apurei o gosto de cozinhar por lá; nas tapiocas, no arroz de cuxá, no preparo do caruru com o camarão salgado vendido a granel em qualquer biboca, nas frigideiras de sururu. Tudo acompanhado por um refrigerante rosa claro "Guaraná Jesus" ou pela saborosa cerveja Cerma, precedida por um gole de Tiquira (feita da mandioca), segundo eles a verdadeira aguardente brasileira . Das frutas, impossível não lembrar do cupuaçu, do carnudo bacuri, dos doces sapotis e dos estranhos abricós. São Luis combinava descaso e desigualdade social, muita pobreza sem memória com história, rico patrimônio material com musicalidade e poesia. Sua gente, se recostava e até dormia nas redes,  isso valia para qualquer classe social. De verdade aprendi com os maranhenses a usar a rede atravessada, como os indígenas. Na primeira noite dormida, caí da cama. Era janeiro - para eles inverno - , época das chuvas, acordei com o céu desabando na cabeça, corpo já no chão. Foram, até hoje, as chuvas mais torrenciais seguidas que já presenciei. Na manhã seguinte? Sol, como se nada tivesse havido. Passávamos as tardes mornas sob a brisa dos babaçus. A São Luis de então, não chegava a 500 mil habitantes. Fora do centro histórico, tinha ares de roça rasgada, longas distâncias a percorrer, meio desabitada. Estar em São Luis sem ir a Alcântara era como não ter completado a viagem. Acho que eram duas horas de enjoo no barco, de mar batido na boca da barra. Lá, era como se tivéssemos aportado pelo túnel do tempo no passado. E ainda tinha a simpática Ribamar e todo o interior. Este, por natureza lindo e humanamente miserável. Foram aulas práticas de Brasil. Dava dó ver fachadas inteiras de azulejos coloniais belíssimos saqueados por uma elite que em troca dos "velhos" azulejos da história acenava, aos moradores, com modernos azulejos "Klabin". Era o que mais se via, tanto na ilha quanto no continente (Alcântara). Tempos depois, em uma dessas revistas de fofoca, li entrevista com a já governadora Roseana Sarney. Ela mostrava, sua casa vasta, repleta de obras de arte sacra, inclusive para meu espanto, um altar?!  Chocante, mesmo. Mais recente voltei a São Luis a trabalho - encontrei tempo de conhecer a maravilha natural que são os Lençóis Maranhenses. Me deparei com uma cidade de 1 milhão de habitantes, frequentada por turistas europeus (franceses em sua maioria), alguns de seus imponentes sobrados restaurados onde foram instalados restaurantes com uma culinária e serviço sofisticados. Pelo centro histórico, intervenções de arte popular e, como não poderia deixar de ser, souvenirs de todos os gostos. O mesmo povo mestiço lascado pela pobreza. E música e poesia declamada. Registro essas lembranças como introdução ao artigo abaixo, do jornalista Sebastião Nery, escrito em 2007 e publicado ontem, 14/01, no site www.jornalpequeno.com.br, ver aqui . A leitura esclarece o tempo presente do Maranhão. SEBASTIÃO NERY O MAUSOLÉU DO CORONEL São Luís (MA) – Fernando Sarney, o filho empresário do senador José Sarney, pegou de manhã o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, no belo São Luis Resort Hotel, na praia do Calhau, aqui em São Luis, e o levou à casa do pai, um majestoso e coronelado quarteirão cheio de árvores e todo cercado de muro branco, bem ao lado do hotel. Quando entraram, Fernando foi logo com Mário Soares para um salão repleto de riquíssima coleção de objetos e imagens sacras de muitos séculos. Fernando mostrando, explicando, e Mário Soares olhando, perguntando, surpreso com tanto santo, de tantos séculos, na coleção de um cristão só. Depois de ver tudo, Mário Soares foi saindo: - Tudo bem, obrigado, já vi o museu, agora me leve à casa do Sarney. Sarney vinha chegando. Só então Mário Soares percebeu que o museu era apenas uma sala do casarão do “Coronel do Calhau”. SARNEY A marca macabra do letrado acadêmico dono da casa está logo na entrada. O portão de ferro do casarão, antigo, esverdeado e patinado, é um secular portal tirado do tombado cemitério de Alcântara. As duas pilastras de granito que sustentam o portão também saíram do cemitério de Alcântara. O mágico e fúnebre sopro da morte não está só aí. Castro Alves, cantando a batalha do “2 de Julho” da Bahia, disse que “o anjo da morte pálido cosia uma vasta mortalha em Pirajá”. A maior batalha de Sarney, aqui no Maranhão, nem foi, como se poderia imaginar, a trágica e acachapante derrota de Roseana na eleição para governador. É a luta por seu mausoléu: - “Num belíssimo jardim, no pátio externo do Convento, cercado de imensas palmeiras imperiais e de um exemplar de pau-brasil, está um retângulo, com três metros de largura por seis de comprimento, isolado por grossas correntes de ferro e coberto de granito preto”. O mausoléu do coronel. OLIGARQUIA É uma história metade Freud metade Odorico Paraguassu. Está contada em dois excelentes livros maranhenses: – “Sob o Signo da Morte: o Poder Oligárquico de Vitorino a Sarney”, do professor Wagner Cabral da Costa, mestre da Unicamp, “uma radiografia do poder oligárquico”: - “Sarney pretende erigir em seu nome um museu-mausoléu em São Luis. Por meio de uma fundação privada e utilizando-se de uma vasta rede de tráfico de influência, que abarca vários governadores do Estado, Assembleia, Justiça, Senado, pretende estabelecer uma espécie de Taj-Mahal maranhense, um monumento à morte, que celebra a dominação política dos vivos”. O outro é “O Caso do Convento das Mercês”, do jovem jornalista, formado em Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas, Emílio Azevedo. Minuciosamente, documentadamente, ele conta a história de um esperto golpe dado por Sarney e seus amigos para transformar o histórico Convento das Mercês, patrimônio público, em propriedade familiar. CONVENTO 1. – “Poucos dias antes de deixar a Presidência da República em 1990, Sarney vai ao cartório de sua irmã, em São Luis, e cria a Fundação José Sarney, para ter, ilegalmente, a posse, o domínio, a propriedade do histórico Convento das Mercês, onde o Padre Antonio Vieira fez muitos de seus sermões. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, com mais de três séculos e meio de história, comprado pelo Estado à Arquidiocese de São Luis em 1905, ocupa uma área de 6.500 m2, integrando um conjunto arquitetônico considerado pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade”. 2. – Em 90, o governador Cafeteira, aliado de Sarney, gastou 9 milhões e meio de dólares na reforma do Convento, propôs e a Assembleia aprovou sua doação para uma “Fundação da Memória Republicana”. Era um disfarce. Logo o nome foi trocado para “Fundação José Sarney”. Assumindo, o vice João Alberto, o “Carcará”, assessor de Sarney, fez um decreto de “uma doação firme e valiosa (sic) transferindo para a Fundação José Sarney todo o domínio, posse, direito e ação sobre o Convento, para que possa usar e gozar livremente como seu”. E pôs a doação em “escritura pública em cartório, em junho de 90?. SENADO E SUPREMO 3. – O deputado Freitas Diniz, dos Autênticos do MDB e fundador do PT, protestou. O Ministério Público denunciou e a Assembleia aprovou projeto do deputado Aderson Lago “anulando a doação” e “assegurando ao acervo privado do Memorial do ex-presidente a permanência no Convento”. Mas o Senado, numa ação de curriola jamais vista, foi ao Supremo Tribunal “em defesa dos direitos de um senador”. E o Supremo, minúsculo, anulou a decisão da Assembleia e garantiu o Convento como propriedade dos Sarney. 4. – Em entrevista à “Carta Capital” de 23 de novembro de 2005, Sarney disse que seu mausoléu “será um atrativo turístico e, no futuro, até ponto de peregrinação” (sic). E começou a faturar o mausoléu. Além dos US$ 9,5 milhões já gastos, a Fundação alugou ao Estado parte do Convento por R$ 80 mil mensais, recebeu mais R$ 1.139.142,72, tomou R$ 1.348,005,00 da Petrobras, tem gordas verbas anuais do Orçamentos Federal e comercializa para casamentos, festas, quermesses, shows. Nunca se viu cova tão rentável.
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O PEGADOR
14/01/2014 | 19h15
O PEGADOR Na linha dos ‘or’ temos uma nova modalidade, ‘o pegador’. A princípio, poderia se pensar que é do ponto de vista de paquera. Não é. Este ‘pegador’ é de distraídos, instituído pelos educadores dos Detrans e Dnit, e por eles chamado de radar discreto, expressão escrita na notificação, mesmo que seja de 2 km/h acima do limite ao que está na placa antecedente ao radar. Sinceramente, há um exagero nesta questão de trânsito em dois aspectos: 1) por que ‘radar discreto’? por acaso é cilada ou tocaia que órgãos governamentais aplicam nos motoristas que estão a 45 km/h e a placa indica 40 km/k e, por uma questão de segundos, por não ter uma placa em cima do ‘pegador’, o motorista acha que não está exatamente no ponto do radar, aí passa e depois vem a notificação informando que ele excedeu o limite, portanto, pagará uma multa e perderá quatro pontos na carteira? 2) por que a dupla penalização, pagar multa e perder pontos na carteira? Vejam que o limite é de 20 pontos anuais cumulativos, quando atingidos, o cidadão ficará um ano sem dirigir e fará curso de reeducação no trânsito. Não sou jurista e nem estudioso das leis, mas dupla penalidade por uma única infração entre 10 a 20 % do limite imposto, a meu ver, é abusivo. O bom senso diz que deveria ser uma ou outra. De novo, vou voltar à questão educacional. Os legisladores deste país acreditam que educar é punir? Penso o contrário: educa-se para não ter que punir. Uma pergunta não quer calar: é papel dos educadores do trânsito cometerem ações tipo ‘cilada’ ou ‘tocaia’, ou deveriam sinalizar, e muito bem, os pontos que no seu entendimento deve-se diminuir a velocidade para 60, 50 ou 40 km/h? Na BR 356, no trecho entre Campos e Atafona, no sentido São João da Barra/Campos, tem uma placa de 80 km/h, que dista apenas 100 m do ‘pegador’ de distraídos, onde tem que se passar a 40 km/h. Bem em frente à placa de 80 km/h, já no sentido Campos/ São João da Barra, tem uma placa de 40 km/h. Complicado de entender, não? Aliás, suponho que existam no mínimo oito radares num trecho de mais ou menos 45 km entre as duas cidades, e a maioria é de pegadores. As comunidades - campista e são-joanense -  deveriam se mobilizar, acionar seus deputados estaduais e federais para agirem junto ao Detran/RJ e Dnit no sentido de normatizar regras mais civilizadas, sinalizarem corretamente os pontos críticos e acabar com as tocaias e os pegadores. Já é de bom tamanho ter que aturar o ‘sedutor’ e o ‘ pegador’ amorosos.
Makhoul Moussallem  Médico, Conselheiro do CREMERJ e do CFM * artigo publicado na Folha da Manhã, em 10/01/14
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BRASIL DA HIPOCRISIA
13/01/2014 | 03h19
Tem dias que eu sinto vergonha de ser brasileira. A cara queima com o desleixo das nossas autoridades públicas, com o distanciamento destas da realidade da população. Sei que certo não é generalizar, mas, os horrores (me parecem) têm sido banalizados e, o pior, as falas oficiais permanecem nas nuvens. O discurso da governadora Roseana Sarney ao apontar o suposto enriquecimento do estado do Maranhão, como causa do horror, é esquizofrênico, não é inocente. Não tenho dúvida: breve haverá nova explosão popular. Entre tantas selvagerias, espertezas e hipocrisias que ocuparam o noticiário nacional na última semana, a da trágica situação carcerária brasileira, desmascarada com a barbárie em penitenciária maranhense, foi o golpe que faltava na boca do estômago nacional. Se não fomos ainda capazes de criar um sistema integral público educacional de qualidade para todos, fomos doutores em implantar o inferno nas penitenciárias do país, ao formar uma legião de 550 mil presos em condições de animal. Fatos são fatos, números são números. Hoje temos 340 mil vagas, ou seja, 200 mil a menos que o necessário, fora os que estão amontoados em delegacias, em flagrante arrepio da Lei. Não há nenhum indicador de que o número de criminosos decresça, pelo contrário, sem esforço concentrado dos poderes executivo, judiciário e legislativo, na próxima década o número explodirá.  Como negar? Culposamente construímos o caos no sistema prisional brasileiro. [caption id="attachment_7444" align="aligncenter" width="630" caption="Ft. Google"][/caption]

Um adendo: na Suécia, país da Escandinávia, quatro presídios foram fechados, em 2013, por falta de detentos, ver aqui.

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LENÇÓIS MARANHENSES
11/01/2014 | 10h55
[caption id="attachment_7435" align="aligncenter" width="460" caption="Charge copiada da rede social Facebook"][/caption]

 

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DA VIA DO PODER:VIDA NEGADA
11/01/2014 | 09h29

Do discurso do progresso à realidade da barbárie, um Maranhão construído com afinco.

Clique abaixo:

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"Não se pode escrever nada com indiferença"
09/01/2014 | 18h27
Ícone das mulheres em processo de emancipação, escritora e filósofa, Simone Beauvoir faria hoje 106 anos. Parceira e colaboradora do também escritor francês Jean-Paul Sartre, com ele formou dos pares intelectuais mais emblemáticos, em meados do Século XX. Algumas frases desta pensadora: “Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.” “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.” “Não se nasce mulher: torna-se.”      “Querer-se livre é também querer livres os outros.” "Viver é envelhecer, nada mais." "Quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento." "Em todas as lágrimas há uma esperança." “Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.”
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Ainda das eleições de diretoras...
09/01/2014 | 11h58
São tantos os relatos de perseguição política aos servidores por parte da administração pública municipal, nos deixam de queixo caído. Ontem, foi a vez de ouvir  o desabafo de um médico concursado, salvo do exílio pelo gongo de um colega que o puxou pra si. Hoje, recebemos denúncia que segue. Da maldade do poder local não duvidamos: formam escola na arte de reprimir e "persuadir".  Agradeço pela confiança depositada no blog. "Sei que esta denúncia não caberia neste assunto especificamente, mas não gostaria de deixar de falar, pois somos sem voz neste município. Em relação à eleição para diretores de escola do município, na Creche Francisco Cordeiro Pereira, no bairro da Penha, existiram absurdos e fraudes no processo eleitoral. Pais de alunos que não estão matriculados votaram, pais votaram mais de uma vez, votaram também pessoas que não são pais/responsáveis legais pelos alunos. Pra completar a fraude, a fiscal da Secretaria de Educação, Sra Graça, ficou apenas durante parte do pleito, o pessoal do SEPE não apareceu e, mesmo com sua presença, a professora Claudia Márcia de Azevedo Braga, licenciada e por isso impedida de participar, votou. Seu nome consta na ata da votação e isso mostra a cumplicidade deste governo com as irregularidades e a vontade explícita de manipular os resultados em busca de favorecer seus interesses políticos. Esta denúncia já foi feita à SMECE e nada foi feito. Absurdo!!! Por favor preserve meus dados pois a perseguição neste governo beira a loucura."
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No horizonte, uma nova classe média
09/01/2014 | 10h31
Reproduzo do sítio jornalggn.com.br, entrevista com o sociólogo Jessé de Souza, ver aqui. sab, 04/01/2014 - 09:42 Enviado por Gunter Zibell - SP do Estadão Direto da Fonte / Sonia Racy

‘A classe trabalhadora precarizada e super explorada vai decidir a eleição’

Jessé de Souza (Foto: Marcelo Carnaval/Agência O Globo)
Após revelar a ‘ralé e os batalhadores’ brasileiros, o sociólogo Jessé de Souza prepara imersão nos ‘endinheirados’. “A busca é a interpretação crítica da sociedade contemporânea.” Ele estuda as classes sociais há vinte anos. Mas foi em meados de 2009, já no final do governo Lula, que mergulhou em uma pesquisa sociológica – empírica e teórica, por todo o Brasil – para confrontar a tese de que havia surgido uma “nova classe média” no País. O resultado? O livro Os Batalhadores Brasileiros. Nele, Jessé de Souza, doutor em Sociologia pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha, e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, defende que a tão reverenciada nova classe média é, na verdade, uma “classe trabalhadora precarizada, super explorada e, em grande parte, informal. É aquela que trabalha muito e ganha pouco”. Em conversa com a coluna, por e-mail, diz que tal classe – “que chamo de batalhadores” – “funcionará como o fiel da balança” na disputa eleitoral de 2014. “Ela oscila entre apoiar a classe abaixo dela e assumir um discurso atrelado aos interesses dos privilegiados. Quem conseguir conquistá-la, provavelmente ganha a eleição.” A seguir, os melhores momentos. Como a questão de classes estará nas eleições de 2014? A eleição será, sem dúvida, dominada pela luta e pela aliança entre as classes. O Brasil, como outras sociedades modernas desiguais, é dividido entre classes sociais que reproduzem privilégios injustos. De um lado, os endinheirados e a classe média, que ocupam todos os empregos de prestígio. De outro, as classes condenadas a reproduzir sua exclusão e humilhação cotidianas, como a classe trabalhadora precária, chamada erroneamente de nova classe média; e os excluídos, que chamo provocativamente de ralé. O problema é que as relações entre as classes nunca são percebidas. Como assim? Se as relações fossem notadas, estariam arruinadas as chances de os privilégios se reproduzirem. Para parecer legítimo, o privilégio tem de ser mascarado como de interesse geral. E é justamente por isso que a ideologia de grande parte da classe média brasileira mais conservadora é o combate à corrupção no Estado – como se não houvesse corrupção no mercado – onde, cotidianamente, a classe média explora o trabalho barato da ralé e a condena à humilhação eterna. Eduardo Campos tem falado de sua preocupação em conquistar a classe média de Lula e Dilma. É o caminho? Do ponto de vista do pragmatismo político, ele está mais do que certo. O Brasil é hoje dividido entre uma classe de excluídos – que chega a 30% da população e foi alvo dos programas assistenciais do lulismo (que reduzem o sofrimento, mas que não resgatam essa classe da exclusão) – e uma classe média verdadeira, que é cativa da mensagem moralista dos partidos mais conservadores. A recente classe trabalhadora precária – super explorada, que trabalha muito e ganha pouco, mas que ascendeu socialmente comparativamente com o padrão de vida anterior – funcionará como fiel da balança. Para qual lado? Essa classe – que chamo de batalhadores – oscila entre apoiar e se solidarizar com a classe abaixo dela, os excluídos da ralé, e assumir um discurso mais mercantil e atrelado aos interesses das classes privilegiadas. Quem conseguir conquistar essa classe provavelmente ganha a eleição. E qual é o olhar para compreender as diferentes realidades? Somos formados por estímulos afetivos, emocionais, morais e cognitivos. Cada classe forma pessoas com disposições e capacidades distintas para a competição social – e não só na busca pelos bens materiais, mas também pelos simbólicos, como prestígio e reconhecimento. De que maneira? São as capacidades emocional e cognitiva de autocontrole e concentração que fazem com que, por exemplo, os filhos da classe média cheguem à escola como vencedores aos cinco anos de idade. E com que os filhos dos excluídos, pela carência dos mesmos estímulos, chegam à escola e depois no mercado de trabalho como perdedores. Acabam em trabalhos domésticos, pesados e mal pagos. Quais são as classes no Brasil? Vislumbramos quatro classes sociais, com suas subdivisões internas. No topo da hierarquia, temos as pessoas com muito dinheiro e um estilo de vida e compreensão de mundo marcado pelo consumo material. São aqueles que chamamos de endinheirados. Eles somam menos de 1% da população, mas controlam mais de 50% do PIB nacional, sob a forma de juros, lucros e renda de terras. Logo em seguida, vem outra classe privilegiada: a média. Caracterizada por se apropriar de outro capital decisivo na competição social: o cultural. E do outro lado da balança? Na parte de baixo da hierarquia social – onde está a maioria da população brasileira – temos uma grande classe trabalhadora. Hoje, em sua maioria, precária, super explorada e, em grande parte, informal. Sem a segurança e estabilidade da antiga classe trabalhadora tradicional. Ainda mais embaixo, estão os excluídos. Como elas se relacionam? Os endinheirados dominam a economia, a mídia, o poder judiciário, financiam a política e controlam os recursos naturais. É um capitalismo selvagem, desumano e altamente concentrador em proveito de meia dúzia de pessoas. Quase 70% do PIB brasileiro está com os poucos privilegiados. Ou seja, o que sobra é distribuído entre os outros milhões de brasileiros. Este é o retrato da nossa verdadeira miséria e iniquidade. É por isso que a existência da corrupção estatal é tão boa para os interesses dessa minoria privilegiada. Em qual sentido? É uma maneira de desviar a atenção da tão absurda concentração de riquezas e enfraquecer o Estado. Demonizá-lo como ineficiente e corrupto faz com que apenas o mercado – e quem o domina – apareça como materialização de todas as virtudes. Enquanto a ralé está condenada à humilhação eterna, a classe média poupa seu tempo e consegue se dedicar ao estudo e à qualificação. É um privilégio social poder estudar sem ter de trabalhar ao mesmo tempo. Já que o tempo é um recurso valioso, é possível afirmar que as manifestações foram protagonizadas pela classe média? Sem dúvida. As manifestações começaram com reivindicações tipicamente populares por melhores serviços públicos. Lá estavam os filhos da classe trabalhadora, que passaram a estudar em universidades e a acreditar que são mesmo de classe média. Exigiam, portanto, serviços de classe média. Mas, pouco tempo depois, o movimento foi apropriado pela fração da classe média mais conservadora e tradicional, com suas bandeiras típicas do moralismo – que reduz a política ao nível das telenovelas, entre o bem e o mal. Como cada classe se relaciona com a religião? Como existe grande quantidade de excluídos, abre-se espaço para a mensagem religiosa. É ela que tenta transformar a humilhação cotidiana em autoconfiança. Pela promessa de que ninguém menos do que Jesus está do seu lado. Mas o lado sombrio deste fenômeno é o conservadorismo cultural e a homofobia absurda. Os batalhadores estarão nos jogos da Copa? Certamente não. O futebol está produzindo um fenômeno estranho e o povo está sendo obrigado a ver de fora sua maior paixão. A Copa é um retrato do Brasil: quem ganha são os endinheirados. Quem paga a festa é a classe média explorada por serviços de preço exorbitante. E o povo apenas assiste de fora a festa alheia. /THAIS ARBEX
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Napoleãozinho: avacalhação ou heresia?
05/01/2014 | 17h17
Martinho Lutero ao propor a Reforma Protestante no século XVI preconizou, entre as 95 Teses, uma que destaco: "Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!" É sabido, também, que dispensou intermediários entre a relação de o indivíduo e Cristo. Se ainda isso não bastasse, para evidenciar o engodo, é claro o intuito político do deputado federal Garotinho (PR), ao cadastrar fiéis eleitores  e distribuir "kits" com camisa careca e livro. Para burlar a justiça eleitoral assina como "Irmão Garotinho". Assim como Napoleão Bonaparte coroou a si mesmo Imperador da França, o deputado auto-coroou-se  Pastor Evangélico dos fiéis eleitores fluminenses. Escolheu só enviar de graça (sic) o kit para os fiéis evangélicos do Rio de Janeiro. Bom, deixo que pensem. Leiam aqui a matéria publicada hoje pela Folha de São Paulo e repercutida localmente em primeira mão, aqui, pelo blog do Zé Paes, Folha Online. A título de ilustração seguem abaixo fotografias do material distribuído pelo deputado.                  
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QUANDO PARTIMOS
02/01/2014 | 11h07
De narrativa um tanto lenta, a história de Umay (Sibel Kekilli), do início ao fim, é a do desacerto dramático entre moral e ética na qual a mulher - se quiser fazer prevalecer os seus sonhos – haverá de enfrentar em certos contextos culturais. Uma trajetória simples: uma mulher/mãe que não aceita os maus tratos do marido. Seu desejo? Criar o pequenino filho Cem, estudar, ser independente e, quem sabe de sobra, serem felizes. Para isso retorna à família, na esperança do acolhimento à sua decisão de romper com o casamento. [caption id="attachment_7391" align="alignleft" width="350" caption="ft. Divulgação"][/caption] Não sendo aceita, por desonrar a moral rígida dos valores dominantes masculinos, é vista como mais uma prostituta. Umay parte novamente e novamente. Mais do que não ser protegida pelos pais e irmãos, é por eles rejeitada, vira saco de pancadas, é perseguida.  Ainda que ame a mãe e a ela recorra por abrigo, a mãe é a síntese do que Umay não quer para sua vida: dependência e submissão. Com tom baixo e poucos diálogos, o filme se desenrola nas expressões faciais. Estas revelam o quanto de sofrimento no impasse entre sentimentos que reprimidos sucumbem à necessidade externa de aceitação social; geram a desgraça. Assisti “Quando Partimos”(Die Fremde), sem maior pretensão. Colada fiquei ao dilema da jovem mulher Umay, na ingenuidade de supor que conseguiria se afirmar em ambiente sociocultural hostil. Há nela uma teimosa esperança, a de que pela sinceridade do seu tão genuíno propósito, vitoriosa seria. Não foi. A mesma família que a criou a destrói. Do laço da fraternidade sonhada veio a lâmina que mata seu amor incondicional, o menino Cem, aconchegado em seu colo. Li depois a crítica, cobra do personagem um maior desligamento de seu núcleo familiar, poderia tê-la poupado. Discordo da análise racional. A história de Umay é poética. Nela, a poesia da vida que nos move ou que nos detém. Remete-nos à angustia provocada pelo choque cultural entre uma estúpida moral e os legítimos anseios individuais, nada imorais, e que ao cabo é fonte da infelicidade humana nos desencontros absurdos que a vida social estabelece. Candidato da Alemanha a uma vaga no Oscar 2011, Die Fremde (Quando Partimos) estreou no Festival de Berlim em fevereiro de 2010. Depois, o filme passou por outros sete festivais, incluindo o de São Paulo. Direção da atriz austríaca Feo Aladag. Um bom longa, desperta reflexões. O desfecho me causou silencioso choro. Triste. Recomendo.  
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